{"id":1027,"date":"2024-03-17T13:07:38","date_gmt":"2024-03-17T16:07:38","guid":{"rendered":"https:\/\/anibalsilveira.org\/?page_id=1027"},"modified":"2024-04-28T17:35:15","modified_gmt":"2024-04-28T20:35:15","slug":"lesoes-casuais-e-lesoes-sistematicas-do-cerebro-nas-doencas-mentaisanibal-silveira","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/anibalsilveira.org\/en\/lesoes-casuais-e-lesoes-sistematicas-do-cerebro-nas-doencas-mentaisanibal-silveira\/","title":{"rendered":"LES\u00d5ES CASUAIS E LES\u00d5ES SISTEM\u00c1TICAS DO C\u00c9REBRO NAS DOEN\u00c7AS MENTAIS"},"content":{"rendered":"<h5 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><strong>LES\u00d5ES CASUAIS E LES\u00d5ES SISTEM\u00c1TICAS DO C\u00c9REBRO NAS DOEN\u00c7AS MENTAIS<\/strong>\u00b9<\/h5>\n\n\n\n<p>Cresce dia para dia o acervo de dados anatomopatol\u00f3gicos nas doen\u00e7as mentais. E \u00e0 propor\u00e7\u00e3o que se avolumam os conhecimentos nesse dom\u00ednio progride tamb\u00e9m a possibilidade de tratamento. N\u00e3o vemos nesse paralelismo a resultante da mera casualidade, mas antes a express\u00e3o da influ\u00eancia que a no\u00e7\u00e3o precisa nas diferentes variedades m\u00f3rbidas pode exercer sobre a terap\u00eautica racional. Cumpre, pois, \u00e0 \u00e9poca atual sistematizar os ensinamentos j\u00e1 adquiridos no dom\u00ednio an\u00e1tomo-cl\u00ednico, o que n\u00e3o somente visa o progresso semiol\u00f3gico \u2013 e isto bastaria para justificar os esfor\u00e7os \u2013 mas ainda ir\u00e1 permitir em muitas circunst\u00e2ncias elevar do empirismo a terap\u00eautica psiqui\u00e1trica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><sub><sup>\u00b9Comunica\u00e7\u00e3o apresentada \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Medicina \u2013 sec\u00e7\u00e3o de Neuropsiquiatria \u2013 em reuni\u00e3o de 19 de fevereiro de 1937. Publicada pelos Arquivos da Assist\u00eancia ao Psicopata do Estado de S\u00e3o Paulo, 1937, 2 (191-217).<\/sup><\/sub><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Entretanto numerosos aspectos da ocorr\u00eancia cl\u00ednica t\u00eam dificultado seriamente semelhante sistematiza\u00e7\u00e3o. Assim, surgem em primeiro plano grupamentos patol\u00f3gicos complexos, que se caracterizam por sintomas mentais plenamente compar\u00e1veis por vezes aos que resultam de les\u00f5es anat\u00f4micas do enc\u00e9falo e nos quais, entretanto a investiga\u00e7\u00e3o necrosc\u00f3pica n\u00e3o descobre altera\u00e7\u00f5es estruturais adquiridas. \u00c9 o caso de certas formas de epilepsia, de esquizofrenia, da psicose man\u00edaco-depressiva, do pitiatismo, para exemplificar. Da\u00ed admitirem-se como de origem end\u00f3gena, isto \u00e9, como devidas \u00e0 transmiss\u00e3o heredit\u00e1ria ou a comprometimento do plasma germinativo, segundo o conceito bem expresso por Entres (32), ou por Farr (34), Oppler (96, 97), Hoffmann (51), Schulz (113), entre outros. Tamb\u00e9m verifica\u00e7\u00f5es an\u00e1logas, de dist\u00farbios bem caracterizados sem desarranjo anat\u00f4mico demonstr\u00e1vel, t\u00eam apoiado a concep\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00f5es meramente funcionais, apare\u00e7am elas no dom\u00ednio da histeria \u2013 conforme o estudo de P\u00f6nitz (104) ou as magistrais conclus\u00f5es de Marinesco, Sager e Kreidler (81) \u2013 na epilepsia, segundo por exemplo as considera\u00e7\u00f5es de Hartenberg (42), ou exprimam fen\u00f4meno de ordem geral no dom\u00ednio psicopatol\u00f3gico \u2013 conforme, v. g. Cossa (23) \u2013 ou ent\u00e3o associado a les\u00f5es propriamente anat\u00f4micas, com as estudaram Marinesco e Kreindler (80), van Bogaert (11), ou Buscaino (18), Pfeifer (100), entre outros. \u00c9 certo que destes dist\u00farbios muitos s\u00e3o funcionais apenas na apar\u00eancia \u2013 consoante o demonstrou Baruk (5) \u2013 e que n\u00e3o raro podem distinguir-se dos fen\u00f4menos m\u00f3rbidos lesionais semelhantes, o que fica bem patente nos trabalhos de Kleist (69, v. p. 1347-1360), de Kahn (66) e de Rothfeld (109), entre outros. Apesar disso t\u00eam eles concorrido para complicar-se o conhecimento da chamada patologia cerebral, no que os secundam duas outras ordens de fun\u00e7\u00f5es caracter\u00edsticas de certas regi\u00f5es cerebrais e que, entretanto, v\u00eam a filiar-se, mediante a ulterior verifica\u00e7\u00e3o objetiva, a les\u00f5es anat\u00f4micas assestadas em regi\u00f5es outras; e \u00e0 exist\u00eancia de desmantelo, \u00e0s vezes grave, de certas zonas com atributos ps\u00edquicos bem definidos sem que, entretanto, eles correspondam as perturba\u00e7\u00f5es que seriam de prever-se. De ambas as categorias de fatos aparentemente paradoxais \u2013 que j\u00e1 procuramos estudar em outra publica\u00e7\u00e3o (118) \u2013 diremos logo algumas palavras. Lembremos agora somente que os aspectos mais expressivos desse farto cabedal objetivo t\u00eam sido frisados na documenta\u00e7\u00e3o com que cada autor defende a pr\u00f3pria corrente te\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso explica a assombrosa diversidade de concep\u00e7\u00f5es segundo as quais as distintas escolas psiqui\u00e1tricas, servindo-se aproximadamente do mesmo material objetivo, t\u00eam interpretado a patogenia das doen\u00e7as mentais. Os polos extremos s\u00e3o a\u00ed representados respectivamente pelos psicogenistas e pelos organicistas. \u00c9 preciso considerar que, em realidade, cada escola a seu turno encontra apoio na psiquiatria <em>viva:<\/em> Freud (38-40) e os autores psicanalistas (43, 48, 49, 64) p\u00f5em principalmente em relevo os fatores morais quer instintivos, quer veiculados pela experi\u00eancia adquirida, bem como a din\u00e2mica subjetiva inconsciente; os que pesquisam sob a luz dos chamados reflexos condicionados (53, 80, 81, 99, 112, 124) estudam as rela\u00e7\u00f5es subjetivas inconscientes estabelecidas no decorrer da evolu\u00e7\u00e3o individual ou mesmo, em certos casos, durante o progresso da esp\u00e9cie; Janet (63) apela para as varia\u00e7\u00f5es de energia funcional \u2013 se podemos dizer \u2013 no dinamismo ps\u00edquico, de maneira sensivelmente an\u00e1loga ao que fazem, por exemplo, Semon (114), Forel (36), Velikowsky (126); em plano um pouco diverso, mas tamb\u00e9m em contato com os fatos cl\u00ednicos, \u00e9 analisado o mundo subjetivo assim nos limites normais como em estado m\u00f3rbido por Head (44), por Berze (9), por Nissl von Mayerdorff (93-95), por von Monakow (89, 90); os germinalistas demonstram de v\u00e1ria forma (32, 33, 34, 51, 72, 79, 96, 97) a realidade dos fatores transferidos com o plasma germinativo ou que acidentalmente v\u00eam agir sobre o organismo durante as transforma\u00e7\u00f5es que medeiam entre a fase ovular e a fetal; os que focalizam de prefer\u00eancia as causas predominantemente ex\u00f3genas encontram larga base nas investiga\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas e de laborat\u00f3rio; finalmente os organicistas e entre eles os de maior arrojo construtivo, como Kleist (67-69), apresentam respeit\u00e1vel acervo de verifica\u00e7\u00f5es precisas, fisiol\u00f3gicas e an\u00e1tomo-cl\u00ednicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por certo medeia grandes dist\u00e2ncias entre as diferentes orienta\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas a que aludimos. Mas os pontos de diverg\u00eancia, n\u00e3o pequenos, adv\u00e9m a\u00ed, fundamentalmente, do exclusivismo com que em geral os fatos, objetivos e irrefut\u00e1veis embora, s\u00e3o considerados. Analisadas as conclus\u00f5es sob a luz da verdadeira fisiologia cerebral as discord\u00e2ncias se esbatem at\u00e9 certo ponto e a concilia\u00e7\u00e3o se torna poss\u00edvel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dizemos deliberadamente <em>verdadeira<\/em> fisiologia porque em realidade o conjunto fenomenol\u00f3gico que o termo exprime tem sido investigado de maneira incompleta e muitas vezes err\u00f4nea. N\u00e3o basta perquirir a estrutura anat\u00f4mica do enc\u00e9falo nem estudar-lhe a din\u00e2mica pelo aspecto meramente vegetativo como a qualquer das demais v\u00edsceras; tamb\u00e9m n\u00e3o basta esmiu\u00e7\u00e1-lo como \u201c\u00f3rg\u00e3o do pensamento\u201d, express\u00e3o err\u00f4nea esta t\u00e3o frequentemente surge nas investiga\u00e7\u00f5es de patologia cerebral. Se a tessitura histol\u00f3gica se mostra extremamente complexa \u2013 express\u00e3o do tipo altamente diferenciado das fun\u00e7\u00f5es afetas \u00e0s diferentes partes do sistema, se por outro lado o enc\u00e9falo se acha submetido aos princ\u00edpios gerais estudados na biologia, nem aquela nem estes podem de per si esclarecer a natureza e a din\u00e2mica das fun\u00e7\u00f5es especiais a que aludimos. Conhecimentos desta \u00faltima categoria exigem o emprego de m\u00e9todos pr\u00f3prios, pois que representam dom\u00ednio \u00e0 parte no conjunto de princ\u00edpios cient\u00edficos. A deficiente delimita\u00e7\u00e3o desses v\u00e1rios planos que integram a fisiologia cerebral traz como consequ\u00eancia, a nosso ver, a ind\u00e9bita assimila\u00e7\u00e3o entre fatos de categorias diversas, induzindo assim a graves causas de erro na aprecia\u00e7\u00e3o dos dados cl\u00ednicos.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 da pr\u00f3pria investiga\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica, sob qualquer de seus aspectos, ressalta que o enc\u00e9falo n\u00e3o pode considerar-se um \u00f3rg\u00e3o. As pesquisas na s\u00e9rie animal, sobre a morfologia e o valor relativo das diferentes por\u00e7\u00f5es encef\u00e1licas \u2013 c\u00f3rtex cerebelar, n\u00facleos centrais do cerebelo, g\u00e2nglios cinzentos da base, manto cerebral -, fazem ver que se comportam de maneira diversa. A evolu\u00e7\u00e3o no indiv\u00edduo, mormente na esp\u00e9cie humana, conduz \u00e0 conclus\u00e3o semelhante. Desde as cl\u00e1ssicas demonstra\u00e7\u00f5es de Flechsig (35) quanto \u00e0 \u00e9poca de mieliniza\u00e7\u00e3o das fibras encef\u00e1licas foi poss\u00edvel distinguir na pr\u00f3pria c\u00f3rtex cerebral zonas diferentes. As not\u00e1veis pesquisas sobre a histologia fina de todas as regi\u00f5es do enc\u00e9falo\u00b2 permitiram precisar ainda mais essa no\u00e7\u00e3o de dividir o p\u00e1lio cerebral em \u00e1reas e regi\u00f5es distintas quer pelo conte\u00fado e pela disposi\u00e7\u00e3o das fibras, quer pelo arranjo das diversas camadas celulares. A fig. 1, que reproduzimos de Brodmann (14), evidencia \u2013 com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 face externa do c\u00e9rebro \u2013 a complexidade das regi\u00f5es isocorticais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong><sub><sup>\u00b2Imposs\u00edvel citar aqui os trabalhos de mi\u00e9loarquitetonia e de citoarquitetonia, aos quais nos referimos em estudo especial (118)<\/sup><\/sub><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Semelhante multiplicidade estrutural n\u00e3o implica em constituir o enc\u00e9falo um conglomerado de <em>centros<\/em> independentes e apenas justapostos, ou mesmo confederados. Cumpre frisar a no\u00e7\u00e3o de que os diversos \u00f3rg\u00e3os histologicamente diferenciados se integram em aparelho harm\u00f4nico.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal harmonia encontra correla\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica, de modo secund\u00e1rio, na solidariedade de nutri\u00e7\u00e3o mediante a distribui\u00e7\u00e3o vascular; e de maneira intr\u00ednseca, na afinidade de estrutura celular entre \u00e1reas sim\u00e9tricas ou distantes, na interdepend\u00eancia estabelecida pelas fibras extracorticais e finalmente nas liga\u00e7\u00f5es intracorticais, por contiguidade. Al\u00e9m da extraordin\u00e1ria analogia quanto ao tipo geral das c\u00e9lulas \u2013 patenteada pela fig. 2 \u2013 \u00e9 evidente a semelhan\u00e7a entre \u00e1reas corticais sim\u00e9tricas entre um e outro hemisf\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A exist\u00eancia destes \u201csistemas celulares\u201d como os denominava j\u00e1 em 1874 a vigorosa cerebra\u00e7\u00e3o de Georges Audiffrent (3, 4), indica de per si analogias e coopera\u00e7\u00f5es no plano funcional, isto \u00e9, a solidariedade do aparelho encef\u00e1lico.<\/p>\n\n\n\n<p>Os estudos cl\u00ednicos e anat\u00f4micos bem conduzidos t\u00eam ministrado conhecimentos not\u00e1veis, que \u2013 apesar da imprecis\u00e3o geral de que se ressentem as investiga\u00e7\u00f5es \u2013 corroboram pelo aspecto psiqui\u00e1trico semelhantes ila\u00e7\u00f5es. Veja-se, por exemplo, a not\u00e1vel carta de \u201cpatologia cerebral\u201d elaborada pelo grande psiquiatra contempor\u00e2neo (69). N\u00e3o a comentamos, pois, quaisquer considera\u00e7\u00f5es a esse respeito seriam aqui descabidas; n\u00e3o lhe endossamos integralmente a interpreta\u00e7\u00e3o dos resultados, mesmo aceitando \u2013 como o fazemos \u2013 a mor parte dos fatos objetivos a que se reportam (Fig. 3).&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/bA8OG9cQJ5L-wh5GdPs-V6tacknQupv8CeuASc-TjvzDOuwpTJKmav3-qyIhe7QCwE90CSMNhiNDxfWcfZFp1kcihPvZp4RghYivaTKXfRmh3Qd-XZgPR2aYrUfPUC6cN8_EEkjVRauWFMF6UWrIMA\" alt=\"\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Fig. 1 \u2013 Segundo <em>Brodmann.<\/em> Vista lateral do hemisf\u00e9rio cerebral humano. Esquema das varia\u00e7\u00f5es regionais quanto ao arranjo das camadas celulares do c\u00f3rtex.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/v80tnRpccZduNWogWDAzuyOPratyEVptsmfbCEvTnShHosQsxy-H-KzlpSrAdedSyHcfB5zWXSXR4N-XWAfG7CBULjg_ybREZ9Ptt-UqtyG7O3YaMcl5o7zLMkUnCzWxe63FUTaW4E-Ow0UHRWOmqw\" alt=\"\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Fig. 2 \u2013 Segundo <em>von Economo. <\/em>Vista lateral do hemisf\u00e9rio cerebral humano. Distribui\u00e7\u00e3o dos cinco tipos principais de estrutura celular: piramidal agranular (1), piramidal granular (2); parietal granular (3); granular (4) e tipo granuloso ou c\u00f4niocortical (5).&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/cT5c4TZF1I1JUxMfwBlZRtoY_nRH0aQv4LOeJs09ohvWKTEFlDLCUs8Eek7qajpziL611mm_LJp05EY7Pr_981Ix_SDJlCG94v-BpYhqScXjDbrWHJsPPPJlhkeEMgZC-RqD0qBOXvWGcKpS9DnOaA\" alt=\"\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Fig. 3 \u2013 Mapa das localiza\u00e7\u00f5es no c\u00f3rtex, segundo <em>Kleist<\/em>. Vista lateral do hemisf\u00e9rio cerebral. A divis\u00e3o topogr\u00e1fica do esquema \u00e9 calcada, na quase totalidade, sobre a carta histol\u00f3gica de <em>Brodmann.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Para assegurar-se o equil\u00edbrio funcional do aparelho n\u00e3o \u00e9 suficiente que cada uma das zonas histologicamente diferenciadas desempenhe fun\u00e7\u00e3o elementar diversa, nem basta que se achem todas normais. Cumpre que se articulem de maneira integral. Se uma delas \u00e9 exclu\u00edda do consenso, o dist\u00farbio da\u00ed resultante n\u00e3o pode ser expresso pelo simples desconto da fun\u00e7\u00e3o elementar correspondente: a repercuss\u00e3o maior ou menor do transtorno estabelece nova condi\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica, que exige trabalho de readapta\u00e7\u00e3o do todo e, se poss\u00edvel, de supl\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, a supl\u00eancia depende, em \u00faltima an\u00e1lise, de duas condi\u00e7\u00f5es distintas: a nobreza \u2013 melhormente a complexidade e a preponder\u00e2ncia \u2013 da fun\u00e7\u00e3o correspondente ao \u00f3rg\u00e3o lesado e o estado de integridade em que se achem os \u00f3rg\u00e3os hom\u00f3logos ou as vias de comunica\u00e7\u00e3o. Assim, para exemplificarmos, \u00e9 sobejamente conhecido que no homem adulto em condi\u00e7\u00f5es habituais apenas um hemisf\u00e9rio cerebral assume a atividade subjetiva propriamente dita; e geralmente semelhante tarefa compete ao esquerdo. Em igualdade de condi\u00e7\u00f5es, portanto, a les\u00e3o \u2013 seja regress\u00edvel, seja definitiva \u2013 acarretar\u00e1 maiores danos imediatos e menor possibilidade de repara\u00e7\u00e3o se assestada \u00e0 esquerda do que se na \u00e1rea hom\u00f3loga do hemisf\u00e9rio direito. Outro exemplo. As conex\u00f5es anat\u00f4micas entre o polo frontal e o hemisf\u00e9rio cerebelar do lado aposto vieram esclarecer a exist\u00eancia de perturba\u00e7\u00f5es cerebelares mediante les\u00f5es da primeira regi\u00e3o aludida, como tamb\u00e9m por desarranjo anat\u00f4mico da \u00faltima. Entretanto ao passo que nesta hip\u00f3tese o dist\u00farbio motor pode ser compensado pela a\u00e7\u00e3o da \u00e1rea frontal correspondente, na primeira, semelhante reeduca\u00e7\u00e3o n\u00e3o se d\u00e1. Al\u00e9m disso, a desordem estrutural direta do lobo frontal acarretar\u00e1 redu\u00e7\u00e3o da atividade intelectual, n\u00e3o pass\u00edvel de supl\u00eancia pelas \u00e1reas cerebelares, entretanto intactas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa mesma repara\u00e7\u00e3o funcional \u2013 seja qual for a regi\u00e3o considerada \u2013 se far\u00e1 imposs\u00edvel se estiverem lesados os campos correspondentes no outro hemisf\u00e9rio ou se houver interrup\u00e7\u00e3o das fibras transcalosas ou transpedunculares, conforme o caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora o aspecto propriamente subjetivo da atividade cerebral. O trabalho prec\u00edpuo do aparelho encef\u00e1lico, esse que o define, tem sido mal delimitado e, exatamente em raz\u00e3o da complexidade que assume, n\u00e3o s\u00f3 largamente controvertido, mas aclarado de maneira prec\u00e1ria. Tem-se acentuado a tend\u00eancia para confundir o dinamismo dele com aspectos acess\u00f3rios e de v\u00e1rio valor, como a express\u00e3o exterior correspondente a todo estado propriamente intelectual ou afetivo ou o chamado metabolismo intermedi\u00e1rio do c\u00e9rebro, por exemplo. Cumpre ter sempre presente que os fen\u00f4menos ps\u00edquicos n\u00e3o podem assimilar-se aos de nenhuma outra categoria, sejam estes f\u00edsicos, qu\u00edmicos ou mesmo biol\u00f3gicos. Por outro lado, quaisquer que sejam a estrutura histol\u00f3gica e a topografia do \u00f3rg\u00e3o ou do grupo de \u00f3rg\u00e3os, qualquer que seja o estado fisiol\u00f3gico em apre\u00e7o, a fun\u00e7\u00e3o correspondente se acha submetida a leis naturais particulares. Inacess\u00edveis aos processos de pesquisa adequados aos demais ramos cient\u00edficos, constituem tais leis o objeto da moral, segundo a acep\u00e7\u00e3o precisa que a este voc\u00e1bulo confere Augusto Comte. Dentre elas algumas est\u00e3o j\u00e1 plenamente estabelecidas; outras, por isso que referentes a fatos mais complexos, sofreram apenas elabora\u00e7\u00e3o parcial.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo dessas leis esclarece o aspecto din\u00e2mico da alma, isto \u00e9, do conjunto de atributos dos \u00f3rg\u00e3os encef\u00e1licos. Tais conhecimentos representam a condi\u00e7\u00e3o b\u00e1sica para se apreciar a patologia mental por isso que \u2013 a\u00ed como em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s fun\u00e7\u00f5es propriamente som\u00e1ticas \u2013 o estado m\u00f3rbido nada mais \u00e9 que o exagero em graus extremos das varia\u00e7\u00f5es normais. Estas \u00faltimas, as oscila\u00e7\u00f5es compat\u00edveis com a harmonia mental, exprimem \u2013 em \u00e2mbitos progressivamente decrescentes \u2013 a diferen\u00e7a gen\u00e9rica do mundo subjetivo segundo a esp\u00e9cie, segundo a ra\u00e7a, segundo o sexo e finalmente segundo o indiv\u00edduo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, nos primeiros graus da animalidade, em que o pr\u00f3prio renovamento da esp\u00e9cie pode de certa forma ser filiado a modalidade particular do fen\u00f4meno de nutri\u00e7\u00e3o, a necessidade de alimentar-se constitui o \u00fanico estimulante direto para o contato com o ambiente; qualidades intelectuais rudimentares bastam para nortear a a\u00e7\u00e3o \u2013 redut\u00edvel \u00e0 motilidade; a harmonia interior \u00e9 ent\u00e3o mantida exclusivamente pelo ego\u00edsmo. Com o advento da separa\u00e7\u00e3o de sexos inicia-se tamb\u00e9m a tend\u00eancia para a vida greg\u00e1ria, certamente norteada s\u00f3 pelos instintos ego\u00edstas nas esp\u00e9cies inferiores; depois, \u00e0 medida que cresce a complexidade de organiza\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica novos impulsos passam a compartilhar da unifica\u00e7\u00e3o interna: entre eles a necessidade de prover \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o da prole desenvolve outros aspectos do mundo afetivo, ao mesmo tempo que solicita de modo mais fino a aplica\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia e por outro lado impele para a atividade construtiva. Somente, por\u00e9m, com o pleno desenvolvimento da vida social \u2013 portanto somente na esp\u00e9cie humana \u2013 \u00e9 que os instintos de sociabilidade t\u00eam de preponderar decisivamente sobre os da personalidade e que, de paralelo com o m\u00e1ximo aproveitamento da experi\u00eancia individual e coletiva, as atividades construtoras atingem o grau mais alto da evolu\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o nos alongaremos na aprecia\u00e7\u00e3o desta face do problema, a que j\u00e1 nos referimos (119). De modo geral, s\u00e3o os motores afetivos que levam o animal a agir sobre o meio \u2013 mediante a atividade \u2013 e, portanto, a estud\u00e1-lo \u2013 por meio da intelig\u00eancia, constituindo sempre o poder unificador do mundo subjetivo; e na esp\u00e9cie humana em particular esta unifica\u00e7\u00e3o exige a predomin\u00e2ncia dos sentimentos altru\u00edstas. N\u00e3o \u00e9 menos certo, entretanto que em cada ra\u00e7a predomina um desses setores da natureza subjetiva: ao passo que o preto prima pela afetividade, no amarelo \u00e9 o poder construtivo o que sobreleva e a intelig\u00eancia culmina no branco. Dentro de cada ra\u00e7a a propor\u00e7\u00e3o relativa caracteriza a diversidade de sexo: assim os pendores altru\u00edstas predominam largamente na organiza\u00e7\u00e3o afetiva da mulher, do mesmo passo que, pelo lado pr\u00e1tico, a prud\u00eancia e a continuidade de esfor\u00e7os; a intelig\u00eancia feminina eminentemente intuitiva e sint\u00e9tica, abrange os problemas sobretudo pela face concreta. An\u00e1lise e tend\u00eancia a generalizar, predom\u00ednio da iniciativa, menor energia dos instintos de devotamento, constituem ao contr\u00e1rio o car\u00e1ter geral do tipo masculino respectivamente quanto \u00e0 intelig\u00eancia, ao empreendimento pr\u00e1tico e \u00e0 afetividade. De indiv\u00edduo para indiv\u00edduo as varia\u00e7\u00f5es s\u00e3o menos f\u00e1ceis de sintetizar-se ou de exprimir-se mediante f\u00f3rmulas gerais. Mas o estudo das diversas modalidades segundo as quais os indiv\u00edduos se desenvolvem ou se comportam ante o conjunto da esp\u00e9cie tem revelado que \u00e9 poss\u00edvel a distin\u00e7\u00e3o em subgrupos v\u00e1rios. Assim o atesta a sistematiza\u00e7\u00e3o emp\u00edrica e certamente provis\u00f3ria \u2013 porque estatu\u00edda sobre bases ainda incompletas \u2013 dos tipos chamados constitucionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Quer se diferenciem apenas em 3 grupos com o faz Viola ao selecionar as estruturas em <em>normot\u00edpicas, braquit\u00edpicas <\/em>e <em>longit\u00edpicas<\/em>, quer se adote o estal\u00e3o ao mesmo tempo som\u00e1tico e ps\u00edquico segundo o qual Kretschmer (70) afere os tipos <em>p\u00edcnico, ast\u00eanico, atl\u00e9tico <\/em>e <em>displ\u00e1sico<\/em>, sobressai nitidamente a correspond\u00eancia entre organiza\u00e7\u00e3o som\u00e1tica e disposi\u00e7\u00f5es morais. Esta correla\u00e7\u00e3o n\u00e3o perde o valor mesmo quando esmiu\u00e7ada pela cr\u00edtica vigorosa dos irm\u00e3os Jaensch (54-59), de cuja divis\u00e3o complexa os tipos <em>B<\/em> ou <em>basedowoide <\/em>e o <em>tetanoide<\/em> ou <em>T \u2013 <\/em>ast\u00eanico este, p\u00edcnico o primeiro \u2013 representam polos opostos tamb\u00e9m pelo aspecto mental. Outros estudos de car\u00e1ter antes explanativo, tais o de Sempau (115), os de Quercy (105), de Cramaussel (24), de Montesano (92), de Teixeira Lima (122), por exemplo, atestam a veracidade dos fatos objetivos. Semelhante solidariedade, patenteada no estado normal pelos caracteres constitucionais referidos, aparece tamb\u00e9m evidente sob o aspecto m\u00f3rbido. \u00c9 o que ressalta os estudos como os de Wertheimer e Hesketh (131,132), de Lange (72), Woods (134), de Minkowska (85,86), de Luxemburger (78,79), de Mauz (82), de Georgi (41), e ainda de certa forma os de Egas Moniz (91). O tipo estrutural an\u00f4malo, pass\u00edvel de relativo equil\u00edbrio quando ao abrigo de fatores adversos, \u00e9, entretanto, o que orienta o comportamento do organismo em condi\u00e7\u00f5es patol\u00f3gicas. Cabe a Schaffer (111) o m\u00e9rito de o haver demonstrado mediante pacientes e exaustivas investiga\u00e7\u00f5es. Transcrevermos lhe, sem os comentar, os diversos grupos de \u201cconstitui\u00e7\u00f5es patol\u00f3gicas\u201d, em rela\u00e7\u00e3o ao sistema nervoso:<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1029\" width=\"647\" height=\"329\" srcset=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17.png 712w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-300x153.png 300w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-18x9.png 18w\" sizes=\"auto, (max-width: 647px) 100vw, 647px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Assumem desse modo as tend\u00eancias individuais o papel capital na sistematiza\u00e7\u00e3o das rea\u00e7\u00f5es m\u00f3rbidas, n\u00e3o s\u00f3 quanto ao setor encef\u00e1lico em que se manifestam; dentro do pr\u00f3prio dom\u00ednio psiqui\u00e1trico s\u00e3o elas que regem o feitio do quadro cl\u00ednico. Contribui\u00e7\u00f5es recentes (10, 12, 17, 18, 21, 32, 33, 34, 41, 51, 66, 72, 78, 96, 97, 100, 125) p\u00f5em em relevo o entrela\u00e7amento, estabelecido de modo preciso por Birnbaum (10), dos fatores intr\u00ednsecos \u2013 <em>patopl\u00e1sticos <\/em>chamados, com os <em>patog\u00eanicos<\/em> ou acidentais, mesmo nos quadros psic\u00f3ticos admitidos como de origem ex\u00f3gena.<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, estudar a \u201cestrutura das psicoses\u201d ou o verdadeiro substrato dela \u2013 o feitio subjetivo peculiar ao indiv\u00edduo ou ao grupo \u00e9tnico \u2013 \u00e9 analisar a predomin\u00e2ncia relativa das diversas fun\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas. \u00c9, em suma, verificar a situa\u00e7\u00e3o de predom\u00ednio, quer anat\u00f4mico, que de condi\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas, dos diferentes \u00f3rg\u00e3os encef\u00e1licos que as desempenham. Porque, em realidade, \u00e0 correla\u00e7\u00e3o ou \u00e0 interdepend\u00eancia de fen\u00f4menos ps\u00edquicos \u2013 fun\u00e7\u00f5es morais, melhormente dito \u2013 evidenci\u00e1veis no plano abstrato, correspondem a solidariedade estrutural e as conex\u00f5es anat\u00f4micas das respectivas regi\u00f5es dos hemisf\u00e9rios \u2013 \u00f3rg\u00e3os encef\u00e1licos segundo a acep\u00e7\u00e3o positiva \u2013 o que se pode documentar no plano objetivo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A nosso ver \u00e9 justamente \u00e0 deficiente considera\u00e7\u00e3o destes fatos que se deve a car\u00eancia de sistematiza\u00e7\u00e3o dos dados an\u00e1tomo-cl\u00ednicos acumulados j\u00e1 em grande c\u00f3pia (117, 118). Eles permitem desde j\u00e1 desfazer a suposta antinomia entre perturba\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas funcionais e perturba\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas devidas a les\u00f5es anat\u00f4micas do enc\u00e9falo. A coexist\u00eancia de dist\u00farbios org\u00e2nicos e do outros puramente funcionais, assinalada de v\u00e1rias formas (5, 11, 18, 34, 52, 66, 69, 76, 80, 84, 90, 100, 109, 112, 114, 124, 127, 128), a comprova\u00e7\u00e3o de perturba\u00e7\u00f5es nitidamente ps\u00edquicas por les\u00f5es focais (1, 44, 45, 46, 50, 67, 68, 69, 71, 76, 77, 95) o atestam eloquentemente.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a concep\u00e7\u00e3o organol\u00f3gica cerebral segundo a escola positiva (3, 4, 22, 73, 74, 117, 119, 123, 135), a qual nos filiamos, permite-nos conciliar as diferentes exegeses da patologia mental, o que resumimos no seguinte esquema. Certas doen\u00e7as mentais podem sobrevir por desarranjo puramente din\u00e2mico, isto \u00e9, sem altera\u00e7\u00f5es cerebrais histol\u00f3gicas definitivas ou pelo menos demonstr\u00e1veis pelos atuais processos de investiga\u00e7\u00e3o; a express\u00e3o cl\u00ednica ser\u00e1 ent\u00e3o orientada a um tempo pelo tipo constitucional do indiv\u00edduo e pelas leis din\u00e2micas do psiquismo, ou seja, pelo modo como a fun\u00e7\u00e3o ou o conjunto de fun\u00e7\u00f5es prevalentes no estado normal repercute sobre o mundo subjetivo. Podem outras advir primitivamente de desarranjos anat\u00f4micos ou irrevers\u00edveis; neste caso os sintomas exprimir\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 o sofrimento dos territ\u00f3rios \u2013 isto \u00e9, dos \u00f3rg\u00e3os \u2013 diretamente lesados e talvez o trabalho de supl\u00eancia das \u00e1reas correlatas do outro hemisf\u00e9rio, como tamb\u00e9m possivelmente a propaga\u00e7\u00e3o das desordens a zonas distantes, mas solid\u00e1rias ou subordinadas \u00e0s primeiras. Tais desordens \u00e0 dist\u00e2ncia ser\u00e3o de base meramente din\u00e2mica ou ent\u00e3o lesional. Finalmente cumpre assinalar que os dist\u00farbios din\u00e2micos \u2013 constituam doen\u00e7a na acep\u00e7\u00e3o comum, constituam sintomas isolados \u2013 acarretar\u00e3o possivelmente, por for\u00e7a de persistirem, les\u00f5es anat\u00f4micas; e a sede destas ser\u00e1 naturalmente, a dos mesmos \u00f3rg\u00e3os implicados no processo m\u00f3rbido, segundo h\u00e1 pouco dissemos.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim se explica a ocorr\u00eancia de sintomas nitidamente localizat\u00f3rios (44, 46, 52, 67, 68, 69, 80, 83, 88, 130) em doen\u00e7as n\u00e3o lesionais como as chamadas end\u00f3genas, nos surtos cognominados psic\u00f3genos (5, 12, 23, 125, 126), ou simplesmente funcionais (6, 7, 8, 9, 23, 53, 66, 72, 81, 104, 112, 124), ou ainda em processos cerebrais difusos (16, 19, 27, 32, 33, 47, 60) de origem toxi-infecciosa ou traum\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>E ainda a realidade da colabora\u00e7\u00e3o entre os \u00f3rg\u00e3os, condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel \u00e0 harmonia mental, o que esclarece a eventual aus\u00eancia de desordem mental malgrado graves les\u00f5es do c\u00e9rebro. Por um lado, existem vias de conex\u00e3o, numerosas e reais embora algumas tenham sofrido refuta\u00e7\u00f5es de ordem histol\u00f3gica, com a de Rossett (108). Por outro, um dos hemisf\u00e9rios cerebrais assume a reg\u00eancia habitual das fun\u00e7\u00f5es mais nobres, \u00e0 medida que o indiv\u00edduo se desenvolve \u2013 segundo o mostram por exemplo Hemann und Wodak (47), Hoff und Hoffmann (50), Steiner (121), ou \u00e0 medida que aumenta a dignidade da esp\u00e9cie, conforme explanam von Monakow et Mourgue (90), Economo (29), Dusser de Barenne (28), Fragnito (37), Buscaino (20). Assim a mesma les\u00e3o ter\u00e1 consequ\u00eancias muito diversas se assestada no hemisf\u00e9rio esquerdo ou no direito do c\u00e9rebro humano \u2013 testemunha-o o interessante artigo de Clovis Vincent (129), ou se verificada em animais de laborat\u00f3rio; da\u00ed as conclus\u00f5es d\u00edspares de Ten Cate (124), de Ziliomy (136), de Lhermitte (75). Por isso a descortica\u00e7\u00e3o encef\u00e1lica e a quest\u00e3o em voga das lobectomias devem ser analisadas perante novos elementos te\u00f3ricos; o mesmo se d\u00e1 com o fato cl\u00ednico dos tumores cerebrais cujo crescimento gradativo pode deixar margem a que o c\u00e9rebro se adapte \u00e0 nova situa\u00e7\u00e3o. Ocorr\u00eancias deste jaez, perfeitamente compreens\u00edveis ante a concep\u00e7\u00e3o localizat\u00f3ria que seguimos, t\u00eam, entretanto, lan\u00e7ado confus\u00e3o entre investigadores de monta: basta percorrer as conclus\u00f5es de von Monakow (89, 90), de A. Jakob (60, 61), de Chr. Jakob (62), de Pick (101), de Henschen (45, 46), de Meerloo (83), de Nissl von Mayerdorff (93, 94).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ante a incid\u00eancia de altera\u00e7\u00f5es anat\u00f4micas atribu\u00edveis n\u00e3o raro ao mesmo fator \u201cetiol\u00f3gico\u201d (19, 25, 65, 78, 91, 100, 110), encontram-se no dom\u00ednio cl\u00ednico desordens psiqui\u00e1tricas multiformes e at\u00e9 mesmo de tipo antag\u00f4nico. Para interpretar este fato n\u00e3o basta apelar para o dinamismo ps\u00edquico (9, 38, 43, 49, 63, 112), o que tem sido feito em larga escala e por isso \u2013 como nas dedu\u00e7\u00f5es de Sergi (116) \u2013 justamente profligado; tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel recorrer ao aspecto histol\u00f3gico das les\u00f5es embora sejam elas caracter\u00edsticas em muitas modalidades nosogr\u00e1ficas (27, 65, 98). O principal a\u00ed consiste na distribui\u00e7\u00e3o topogr\u00e1fica das les\u00f5es (26, 60, 61, 103, 130), como se pode concluir das indica\u00e7\u00f5es impl\u00edcitas de numerosos trabalhos e particularmente do minucioso estudo de Miscolczy (87). Aos \u00f3rg\u00e3os assim atingidos e ademais \u00e0 influ\u00eancia deles no conjunto cerebral \u00e9 que compete a fisionomia psiqui\u00e1trica dos quadros em quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Dois outros grupos de fen\u00f4menos m\u00f3rbidos ilustram de maneira mais frisante a coparticipa\u00e7\u00e3o eventual ou sistematizada desses \u00f3rg\u00e3os cerebrais: o aparecimento de sintomas focais por altera\u00e7\u00f5es <em>in loco<\/em> ou assestadas em pontos distantes e, de outra parte, les\u00f5es bem circunscritas como causa mediata de sintomatologia extra-focal. Exemplifiquemos com fatos objetivos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O paciente <em>E. B. <\/em>fora internado no Hospital de Juquery a 14 de outubro de 1911 com sintomas que induziam ao diagn\u00f3stico de esquizofrenia, tipo demencial. Durante todo o tempo de interna\u00e7\u00e3o nenhuma intercorr\u00eancia cl\u00ednica particular fora assinalada. Necropsiado a 15 de dezembro de 1923, pode verificar-se a exist\u00eancia de meningo-encefalite adesiva cr\u00f4nica, limitada a ambos os polos frontais e mais intensa no esquerdo, conforme mostramos com as figuras 4 e 5. \u00c9 l\u00edcito filiar nesse caso a express\u00e3o cl\u00ednica, em que aparece a s\u00edndrome frontal demencial, \u00e0 les\u00e3o direta do lobo frontal pela localiza\u00e7\u00e3o casual do processo inflamat\u00f3rio. Em uma s\u00e9rie de doentes, de nossa observa\u00e7\u00e3o pessoal e todos tamb\u00e9m internados no Hospital de Juquery, evidenciamos clinicamente a s\u00edndrome do lobo frontal, que atribu\u00edamos a les\u00e3o direta. Em todos eles \u2013 figs. 6 a 15 \u2013 a pneumoencefalografia veio revelar anormalidades limitadas justamente \u00e0 regi\u00e3o frontal; e de modo geral aos tipos psiqui\u00e1tricos diversos correspondiam topografias diversas segundo a aprecia\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica. Limitamo-nos a indica\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas, pois que a transcri\u00e7\u00e3o mesmo abreviada das s\u00famulas alongaria demasiado esta exposi\u00e7\u00e3o; as observa\u00e7\u00f5es psiqui\u00e1tricas figuram em extenso no Arquivo Cl\u00ednico do Hospital de Juquery.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/klMFM49cZttFfXSq-k4kxHCCPKXqQ05JR4jB5tIg9o8bFwx4lrvQNN4om8qBhIHLOcacIMdCRusQeMqehbTtia3GXlZK1ISDtnJh9rt7rd0RtuhbkedQaujnrRTh0ZO613JROZkEbmDw987e93MNKg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Fig. 4 \u2013 <em>E. B. <\/em>\u2013 S\u00edndrome frontal demencial. Meningoencefalite cr\u00f4nica limitada \u00e0 regi\u00e3o pr\u00e9-frontal. Fotografia do corte macrosc\u00f3pico ao n\u00edvel dos polos correspondentes. Notar que o processo se torna mais n\u00edtido no hemisf\u00e9rio esquerdo.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/f_71o93E4KSHLcS6hwm-3YR4uiusoBvsnRG1yrDwypiH3Ls7mLfkXssohPa5T20kGt58QKGGVGAHZNh8BoFQ_s-Dmd1b8bRW1pPlu0wG1RH3E9-UymEPdTO3ZHcBzbZl1uu2h-G7nIDShLaFbIV06Q\" alt=\"\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Fig. 5 \u2013 Mesma pe\u00e7a da figura anterior; fotografia da face posterior. Notar o foco de desintegra\u00e7\u00e3o, reconhec\u00edvel a olho nu, no centro oval do polo esquerdo.<\/p>\n\n\n\n<p>Anglade (2) estudou de modo exaustivo mais de 3.000 casos em cuja evolu\u00e7\u00e3o, baseado na pr\u00f3pria descri\u00e7\u00e3o do autor, pudemos evidenciar (117) que os sintomas do lobo frontal eram por vezes devidos a desordens din\u00e2micas, por vezes devidos a les\u00f5es anat\u00f4micas, uma e outras consequentes de les\u00f5es do lobo temporal. A fig. 16, tomada o artigo daquele not\u00e1vel pesquisador, demonstra a solidariedade lesional de ambos os territ\u00f3rios, express\u00e3o da interdepend\u00eancia funcional entre eles, conclus\u00f5es que ali\u00e1s Anglade n\u00e3o estabelecera explicitamente. Mais elucidativo ainda o caso de Richter (106), que tamb\u00e9m analisamos no artigo h\u00e1 pouco mencionado. Pelo aspecto mental exibia a doente sintomas que filiamos ao territ\u00f3rio parieto-temporal, os quais mais tarde se acresciam de outros tipicamente de origem frontal. As les\u00f5es verificadas \u00e0 necropsia e descritas com precis\u00e3o pelo autor demonstram a realidade da repercuss\u00e3o anat\u00f4mica: figs. 17 e 18.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table aligncenter\"><table><tbody><tr><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"255\" height=\"220\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/rLTnZDU83Hc-_8wlZiFalgSV0lOi8ByMRqaeP8Ele00pPFLaCUh__dnUBL2J_1rYmbIuzOJsZIs8-rEODbVFewzSlwlN9ngMe3LOnImTvahRRNmvf842I7PZ9XHxEojhctBpnfyCyY4N0Q9jkBr3TQ\"><br>Fig. 6 \u2013 <em>H. N.<\/em> <em>\u2013 <\/em>S\u00edndrome do lobo frontal, acompanhado de convuls\u00f5es epileptiformes, consequentes a traumatismo craniano. Radiografia do cr\u00e2nio: <em>Perfil. <\/em>Perda de subst\u00e2ncia \u00f3ssea, em foco, na regi\u00e3o frontal esquerda. Nenhuma altera\u00e7\u00e3o \u00f3ssea \u00e0 dist\u00e2ncia. Nenhum sinal de hipertens\u00e3o endocraniana.<\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/paSLe3CHuKx52xFAwEBjEADoA8qPlGkYp-GID9FpQnNcJa2pNBxnapN-9pTPmpQTJozUrhalPP03ogtqqu5OaGhJkcGoRaxiN3Y5EqXQBnP_8CDLb2kibbWi9mDOUQCTCXwOK26nKfNy0sI1a0I84Q\" width=\"264\" height=\"223\">Fig. 7 \u2013 Mesmo doente da figura ao lado. Pneumoencefalografia: <em>Perfil<\/em>. Cole\u00e7\u00e3o de ar, em foco, ao n\u00edvel da lacuna \u00f3ssea: parte m\u00e9dia da regi\u00e3o frontal, bordo superior do hemisf\u00e9rio. N\u00e3o se evidenciam altera\u00e7\u00f5es&#8230;<\/td><\/tr><tr><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"268\" height=\"225\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/67y02N0wLxUD354JdJ4JmP_oqJdMvroNxiWBacR4ef-IyJC_cVVGnqeyQM-pfvCnJDSRMzd0Zozw_cV3CaQFTXd6lbeogFPPdJzJ4wCg-ZZ8NLPreUgV_3mmKOcYpyttOQqpxgSZ4MQQO8EuXBCAlA\"><br>Fig. 8 \u2013 <em>J. B. S. \u2013 <\/em>S\u00edndrome do lobo frontal, tipo demencial; predominante desorienta\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o. Les\u00e3o do c\u00e9rebro por proj\u00e9til de arma de fogo. Pneumoencefalografia: <em>Perfil<\/em>. Lacuna \u00f3ssea por trepana\u00e7\u00e3o, na regi\u00e3o frontal direita. Fragmentos de proj\u00e9til encravados na por\u00e7\u00e3o cerebral correspondente. Dilata\u00e7\u00e3o dos ventr\u00edculos laterais, mais acentuada no polo frontal direito e no prolongamento occipital do esquerdo. N\u00e3o se distinguem os sulcos intergirais dos lobos frontais.<\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/xu8Ngj_juniVmSa0TYZ3bMGfUijGCP3pAA6S9lohaiZthiNplzerabH7l5PXry3G_k0mwpvmzfbMcLomoXp94BImmo1fwr5iLyyn1IWQjsyuJZLk8mWR-JCyl0XGR1IAfjtCp2a022G3IIgJ6MXd4A\" width=\"228\" height=\"224\">Fig. 9 \u2013 Mesmo doente da figura ao lado. Pneumoencefalografia: <em>Incid\u00eancia fronto-occipital. <\/em>O fragmento de proj\u00e9til situado mais profundamente&#8230; ventr\u00edculo direito pr\u00f3ximo ao polo frontal. Dilata\u00e7\u00e3o&#8230;<\/td><\/tr><tr><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/1jhlI-03334mf1OcHTdenLtvoj3ZtfgqEv4PT2inyqdyBnv_fqN_5qn0eDZTmkal2Rg48rz3RcK_15TB9JzikrgGEQujMYLny-mnQ3DjFfxt1qB3jgAMRCdlKLx0GIo2z619rYP41mtrGVyfr_1ejg\" width=\"279\" height=\"210\"><\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/t6rhpY17IDZ4Ts808nybdLMJGE0e_-28CrR-Jsjcuemgg68ug-PMOgT5ZmyVs5CtXUGVb70QfqmFi5OYO4IleQXU8bzk63wQK1_sNN7dE5sKbr8b4_4j8T0FY7Ucd3cWwyYbIcmXphI0iIbQvaniGA\" width=\"222\" height=\"214\"><\/td><\/tr><tr><td>Fig. 10 \u2013 <em>R. G. \u2013 <\/em>S\u00edndrome do lobo frontal, tipo demencial. Paralisia geral progressiva. Pneumoencefalografia: <em>Perfil. <\/em>Visibilidade dos sulcos intergirais, exceto na regi\u00e3o frontal: ader\u00eancia meningo-encef\u00e1lica prov\u00e1vel. Ventr\u00edculo lateral esquerdo maior que o direito, em toda a extens\u00e3o<\/td><td>Fig. 11 \u2013 <em>U. S. N. \u2013 <\/em>S\u00edndrome do lobo frontal, demencial. Paralisia geral progressiva. Pneumoencefalografia: <em>Perfil. <\/em>Espa\u00e7os intergirais sens\u00edvel-mente aumentados na regi\u00e3o pr\u00e9-frontal. Cole\u00e7\u00e3o de ar, em foco, na pro\u00e7\u00e3o alta do lobo, ao n\u00edvel do p\u00e9 do 1.\u00b0 giro frontal. Ventr\u00edculos laterais&#8230;<\/td><\/tr><tr><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"256\" height=\"269\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/zC9iufra1jK7Ch3Yv5zRxpyDs4DMxF-Ywl74aWEay95nV5kxJ65HFqAZjJI7VCFGg8YKgUbZM-MV2XkPD9-Z_OWdLubmbGllorqEBW_KB0Fm52kowR6YpWhqsBSKevexovm7kG-BI4Qn-CVqG-joQA\"><br>Fig. 12 \u2013 Mesma doente da fig. anterior. Pneumoencefalografia: <em>incid\u00eancia fronto-occipital. <\/em>Ar acumulado, em foco, na regi\u00e3o frontal direita e, em menor quantidade, na esquerda. Dilata\u00e7\u00e3o dos ventr\u00edculos laterais, mormente o esquerdo, bem como do 3.\u00b0 ventr\u00edculo.<\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/vkRdgmMVjBsks8olRCvyfIgzJSOUfYakQiOQJJilE7RB2JMdAnXF4BauiQ3fcpyeJxzM_vMrVWkPZRm78e_FHSDARCKjRGDR3ZRW-8XquuKY7q6DEqLTbzgDUSYhbXMLBHqbk6tgycAz9MmeL3JAUQ\" width=\"257\" height=\"228\">Fig. 13 \u2013 <em>A. N. \u2013 <\/em>S\u00edndrome do lobo frontal. Pneumoencefalografia: <em>Perfil.<\/em> Visibilidade dos sulcos intergirais, por\u00e9m de maneira anormalmente acentuada nos polos frontais.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>A mesma repercuss\u00e3o fisiol\u00f3gica, de modalidade, por\u00e9m um pouco diversa, se patenteia no seguinte doente, tamb\u00e9m de nossa observa\u00e7\u00e3o pessoal e igualmente internado no Hospital de Juquery. <em>S. C.<\/em>, de 60 anos, apresentava defici\u00eancia intelectual grave e profunda, de apar\u00eancia cong\u00eanita. O exame neurol\u00f3gico revelava apenas ligeira hipertonia em ambos os membros inferiores. Entretanto \u00e0 verifica\u00e7\u00e3o necrosc\u00f3pica deparamos com grave atrofia do cerebelo, que devia remontar aos primeiros meses de idade (fig. 19). N\u00e3o entraremos em pormenores a respeito desse caso, que ainda conservamos in\u00e9dito: mas desejamos acentuar que a\u00ed os polos frontais teriam sido desviados da atribui\u00e7\u00e3o normal, absorvidos pelo trabalho de supl\u00eancia para com a fun\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica do cerebelo, deficiente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table aligncenter\"><table><tbody><tr><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/PsXX54jbw4ytS4gbEz4BXqajYQRDUdHDD_qHmq0gzMwrs4F-ycfLasTeQKT1ucfsEYL-_cliWLVen_U3rhSOTU9cE17zQH8MGMoBdGcqSQHj0zOCcHrDGB2LFD829H6XUZb3muNbIsomkN0kjYU5Jw\" width=\"274\" height=\"284\">Fig. 14 \u2013 Mesma doente da fig. anterior. Pneumoencefalografia: <em>Incid\u00eancia occipito-frontal.<\/em> Visibilidade normal dos espa\u00e7os intergirais na regi\u00e3o occipital. Ventr\u00edculos normais quanto \u00e0 forma e \u00e0s dimens\u00f5es.<\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/9jiRnNDmqj1yPSo5Xa2manbHHjyOar6WSr2cpTny0CRzuALODxD5la3mDjd_cpz8amcBiXYujJM2MrFCdfa2I_Qs-20cXm21bTBvEzrEKHYc_sbzdYDaHGdaYyIbGJdgovwFGk1xcZOW4sK9NsGRtQ\" width=\"260\" height=\"281\">Fig. 15 \u2013 Mesma doente da fig. anterior. Pnemoencefalografia: <em>Incid\u00eancia fronto-occipital em extens\u00e3o for\u00e7ada.<\/em> Verifica-se a dilata\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os subaracnoideos na regi\u00e3o frontal, o que confirma as imagens reproduzidas nas radiografias precedentes<\/td><\/tr><tr><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/7eNJPaUGiU7N-2B5MBQdrTQz58KwM9Bteh81zVep3RbXEjBrXDYvF75Hck_VzAXoZnFf49JuelEd_liOiY6LMy5ITa01hzIjjF6zZnU8t-ETjnGNfNBygXHA4KDle8Y-yXQfLVWrjifDnP_Gtg6WXA\" width=\"276\" height=\"161\">Fig. 16 \u2013 Doente de <em>Anglade.<\/em> Hemisf\u00e9rio esquerdo, vista lateral. Notar a grave atrofia cerebral coexistente na regi\u00e3o frontal e na zona temporal.<\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/ElPcQB4ae_pDXQuT7wpREamYywu-15w9TqgYIg05UsiyFjmRFmg_o6f-ApPgff-05FwDSqlMy7mWHQ1pbYmQSUZAadZZ6Kxp_98dVQHqAZRpTeG4TIM7eaCoVJZdBwN-mL0KZA8MWxugKJUnn6by7Q\" width=\"284\" height=\"161\">Fig. 17 \u2013 Doente de <em>Richter<\/em>. Clinicamente, embrutecimento progressivo. Fotografia do c\u00e9rebro, de frente. Atrofia cerebral, mais acentuada no polo frontal esquerdo que no direito.<\/td><\/tr><tr><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/4WWePIGmHFIvLyIZs38PUBKc9LeeggFJrlicWP9HzAnCyKn2l2DkgKmYKlIsw0eutfMd36nmMUDtiy0b8kEr--Hv5IAji5b1DvDdOG9dyu8Mm2f4oTmEeTlNufa1fWL6nNsoW94vsNS2BRdXZUnhVw\" width=\"371\" height=\"188\">Fig. 18 \u2013 Mesma doente da fig. anterior. Hemisf\u00e9rio esquerdo, vista lateral. Aparece mais evidente que na fig. 17 a distribui\u00e7\u00e3o do processo atr\u00f3fico. No pr\u00f3prio hemisf\u00e9rio \u00e9 ele ainda mais pronunciado ao n\u00edvel da 1.\u00aa temporal que no polo frontal.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/ous8KIwd863sqbZLk8BhPEZ8MWYGf7yt9is-Iov6dzaN3_cn4xSHIgKKL_FK0MpJIWPdAkeseuIdqG6H4iRBgdmxbC8LOMwWOVVexFxa69zQcCbuL0OsH1b-qZbcL4DK2fapqXWK0AFqi2bgzAbn-w\" alt=\"\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Fig. 19 \u2013 <em>S. C. \u2013 <\/em>Diagn\u00f3stico cl\u00ednico: S\u00edndrome de defici\u00eancia mental profunda, de apar\u00eancia cong\u00eanita. Fotografia do enc\u00e9falo, pela base. Notar a grave atrofia cerebelar, rara pela forma e pelo tipo de distribui\u00e7\u00e3o. Prov\u00e1vel trabalho de supl\u00eancia dos lobos frontais. Observa\u00e7\u00e3o pessoal in\u00e9dita.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table aligncenter\"><table><tbody><tr><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"278\" height=\"260\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/1GgtRjyBQL6Drfzvruq0ZwPAHfjdGYj-kTEHrXy8rt0LKKOcyxx3s_ZBMIWXw8W3Vc5gOKPedUNjttDFCUBBWtgN1-ECWcGkP9Lkz80Pv7iibC7UVbjJ0CK3k0TNNLPuLhZa3w_XRztNqpxPXtUotg\"><br>Fig. 20 \u2013 <em>A. C. \u2013 <\/em>Diagn\u00f3stico cl\u00ednico: S\u00edndrome do lobo frontal, secund\u00e1rio a perturba\u00e7\u00f5es ao n\u00edvel da zona parieto-temporal. Pneumoencefalografia: <em>Perfil. <\/em>Cole\u00e7\u00e3o de ar na regi\u00e3o parietal superior, por\u00e7\u00e3o posterior. Sulcos normais quanto ao aspecto, na regi\u00e3o frontal.<\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/4ahkmtPRq6AQsU6Ay7X7CGdX-6DuRcJznhop2GHAIcWFydWSOpsuAtYzEmoyojNfydbh1aExilspAKDQsXgvBM--3BSTzX-rc9LJnThCXFRsPgBCBBHCnIBVWzwvSZ5A8UU_gpXReWuqoh_Nvt_29Q\" width=\"253\" height=\"262\">Fig. 21 \u2013 Mesmo doente da fig. anterior. Pneumoencefalografia: <em>Incid\u00eancia occipito-frontal. <\/em>O contraste pelo ar acumulado aparece muito maior no hemisf\u00e9rio esquerdo que no direito. Ventr\u00edculo esquerdo maior que&#8230;<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>O conhecimento das fun\u00e7\u00f5es elementares correspondentes \u00e0s diversas por\u00e7\u00f5es do manto cerebral tem-nos permitido apreciar nos casos cl\u00ednicos concretos a mesma possibilidade de repercuss\u00e3o anat\u00f4mica ou funcional, conforme documentamos em outro artigo (118). Reproduzimos apenas as indica\u00e7\u00f5es abreviadas relativas a algumas observa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas. Todas elas denotam sintomas que pudemos filiar nitidamente ao complexo do lobo frontal, mas de aparecimento cronologicamente secund\u00e1rio ao de dist\u00farbios localiz\u00e1veis na regi\u00e3o parieto-temporal. Nos pacientes <em>A. C. <\/em>(figs. 20 e 21) e <em>J. A. G. <\/em>(figs. 22 e 23) t\u00ednhamos como prov\u00e1vel que os fen\u00f4menos do lobo frontal fossem apenas din\u00e2micos; nos 3 restantes, <em>M. B., A. T. e M. B. C. <\/em>respectivamente os das figs. 24-25, 26-27, 28-29, prev\u00edamos altera\u00e7\u00f5es j\u00e1 estruturais e graves, na pr\u00f3pria regi\u00e3o frontal. Como se verifica das chapas pneumoencefalogr\u00e1ficas aqui reproduzidas, tais desarranjos eram evidenci\u00e1veis mesmo \u00e0 inspec\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica. N\u00e3o nos detemos em sumariar os dados cl\u00ednicos, o que fazemos na j\u00e1 mencionada publica\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m n\u00e3o vem agora ao caso discutir o valor dos achados pneumoencefalogr\u00e1ficos, incontest\u00e1vel uma vez que apreciado judiciosamente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table aligncenter\"><table><tbody><tr><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"249\" height=\"202\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/nPdaASuC1-87F0CW-JklijtNIncnrmqXJBoelYYNgq95C5QMcus2rtEsWFteQcGUVs6jG5UyFzDlafajRSwcS3prRt8SxGmegJG_o2lyRp2nB6pdqo0ist1dzPvtMQ6Q9wAi1dt8g_G79kdHpFedYQ\"><br>Fig. 22 \u2013 <em>J.A.G. \u2013 <\/em>Diagn\u00f3stico cl\u00ednico: S\u00edndrome do lobo frontal, secund\u00e1rio a desordens na regi\u00e3o parieto-temporal. Pneumoencefalografia: <em>Perfil.<\/em> Cole\u00e7\u00e3o de ar, em foco, na regi\u00e3o parietal e na zona de passagem parieto-temporal. Lobo frontal sem altera\u00e7\u00f5es apreci\u00e1veis radiologicamente<\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"199\" height=\"201\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/eTrj-I5q3Q2dAredZWs6x-cGEWXh5EDqX2k40ewQBYBh3YELEqjesR8onJt0o3baqAmQptgw_3J-CGRcfglWI22kXaV0XTDRzRs7RqgAJYYct1j_RL8tyJlOCn08t-_4gC-13s5xM9U0ZM8O95fyXQ\"><br>Fig. 23 \u2013 Mesmo doente da fig. anterior. Pneumoencefalografia: <em>Incid\u00eancia occipito-frontal. <\/em>Contraste pelo ar mais n\u00edtido no hemisf\u00e9rio esquerdo. Visibilidade da foice do c\u00e9rebro. Ventr\u00edculo esquerdo maior que o direito&#8230;<\/td><\/tr><tr><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"231\" height=\"206\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/ZetF9zVZonFVS6fD8nwTY8EEjWhZDsJ2LTpVk-Lhefk8ThwIITadT4wxCep42h3k-bVmwhs7bh-9gZa-iPb_cos-hpvRTT-atdz0H_xyZFFAwh_GQtyNHNNiULOxM_E2dcCLDtl1fS2TZ5vdznNSgg\"><br>Fig. 24 \u2013 <em>M.B. \u2013 <\/em>Diagn\u00f3stico cl\u00ednico: S\u00edndrome do lobo frontal, possivelmente por altera\u00e7\u00f5es anat\u00f4micas secund\u00e1rias a desarranjo na regi\u00e3o parieto-temporal. Pnemoencefalografia: <em>Perfil.<\/em> Cole\u00e7\u00e3o da ar, em foco, na regi\u00e3o parietal, at\u00e9 perto da zona de transi\u00e7\u00e3o parieto-temporal. Alargamento dos sulcos intergirais na regi\u00e3o frontal.<\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"213\" height=\"206\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/RJ8YOpRICLxBPgneYKU3alF6-hyrSv5g2D1edYoyIis_jEJ2C38f3-zLsCMD_OxVqY3zgptCGafXs6yXocs5Rh6jlKVPEgRhzKcXKj2bW-U9pyUP9bP4CcwJLd9dYZ6eWRJj58gaBW2_7UZuVWnhzg\"><br>Fig. 25 \u2013 Mesmo doente da fig. ao lado. Pneumoencefalografia: <em>Incid\u00eancia occipito-frontal.<\/em> Maior contraste no hemisf\u00e9rio esquerdo que no dirieto. Ventr\u00edculo esquedo como na fig. anterior, maior que o direito, principalmente ao n\u00edvel do polo occipital.<\/td><\/tr><tr><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"273\" height=\"236\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/R6ebnnFGqq0x7kCXqs1-kAJp6DWTR-4RfRVF7Ga8jm4_80CJ_Z4CS4-8ndGY3loI3OXVLwHqhXusrTHZvvAtd-4G0uDtOvNkFOMbX729jyB8aThlXZH9z8SOEtqOrt244Q2BOX5eCDAL7W89bmPz1Q\"><br>Fig. 26 \u2013 <em>A. T. \u2013 <\/em>Diagn\u00f3stico cl\u00ednico: S\u00edndrome do lobo frontal, provavelmente por les\u00f5es anat\u00f4micas em consequ\u00eancia a desordens estruturais na zona parieto-temporal. Pneumoencefalografia: <em>Perfil. <\/em>Cole\u00e7\u00e3o de ar na regi\u00e3o parietal. Sulcos intergirais alargados nesse territ\u00f3rio, bem como no frontal.<\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/DW8tmIn0qXsKHnrlq1gXVLmN6FSE7d71MbySAv9PzbVQ1lpgIXdhE3LfJbhu6UbcNkyMDODTq8-uTSmvSh8fJCrZE34BPC9YarxU-pDNNLZZMmuaPmgeJ56QP50drFyWkvovXowPsw7lDk8n2dNR-w\" width=\"235\" height=\"235\">Fig. 27 \u2013 Mesmo doente da figura ao lado. Pneumoencefalografia: <em>Incid\u00eancia occipito-frontal. <\/em>Maior contraste no hemisf\u00e9rio esquerdo. Ventr\u00edculo lateral esquerdo maior que o direito, como na fig. anterior.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Igualmente instrutiva quanto \u00e0 realidade dos sistemas de \u00f3rg\u00e3os cerebrais a incid\u00eancia de dois grupos patol\u00f3gicos eminentemente localizat\u00f3rios \u2013 o das praxias e o das desordens agr\u00e1ficas. Ambos se relacionam com fun\u00e7\u00f5es intelectuais bem conhecidas embora mais ou menos complexas: a execu\u00e7\u00e3o de gestos e a express\u00e3o, bem como a compreens\u00e3o, mediante a escrita. No primeiro caso a fun\u00e7\u00e3o, cuja desordem foi claramente estudada por Liepmann (76, 77), depende de v\u00e1rias opera\u00e7\u00f5es intelectuais que, segundo est\u00e1 demonstrado, s\u00e3o integradas em territ\u00f3rios do lobo frontal. Tais \u00f3rg\u00e3os trabalham, por\u00e9m sob a reg\u00eancia de outros assestados principalmente na zona parieto-temporal, coopera\u00e7\u00e3o esta que no estado normal passar\u00e1 despercebida ao exame objetivo e que les\u00f5es focais no giro supra-marginal podem p\u00f4r de manifesto sob v\u00e1rios graus. O esquema da fig. 30, tomado de Liepmann, traduz o dinamismo complexo do fen\u00f4meno patol\u00f3gico. A express\u00e3o gr\u00e1fica tanto quanto por meio de palavra articulada ou gestos, corresponde indubitavelmente aos campos 44 <em>a <\/em>e <em>b<\/em> e \u00e0 parte inferior da \u00e1rea <em>9<\/em> de Brodmann (13, 14), da mesma forma que a compreens\u00e3o da leitura resulta do trabalho conjunto desses campos com os de tipos <em>10 <\/em>e <em>46<\/em> daquele grande anatomista, segundo tivemos oportunidade de frisar (117, 118). Ora, focos circunscritos na regi\u00e3o parietal, consoante a situa\u00e7\u00e3o no c\u00f3rtex ou na profundidade do giro angular, acarretam perturba\u00e7\u00f5es v\u00e1rias da leitura e da escrita mediante dinamismo an\u00e1logo ao que agora h\u00e1 pouco mencionamos \u2013 o que tamb\u00e9m se patenteia no esquema abaixo igualmente organizado por Liepmann (fig. 31).<\/p>\n\n\n\n<p>Inversamente, tivemos ensejo de estudar em data recente, de colabora\u00e7\u00e3o com o Dr. Paulo Pinto Pupo, um paciente internado no Hospital de Juquery em que se manifestaram perturba\u00e7\u00f5es agr\u00e1ficas e apr\u00e1xicas em consequ\u00eancia indireta de neoplasma situado na regi\u00e3o frontal, face orbit\u00e1ria (120). Apesar da integridade de estrutura histol\u00f3gica da regi\u00e3o parietal esquerda, a desintegra\u00e7\u00e3o de feixes emanados do lobo frontal bem como a degenera\u00e7\u00e3o das vias fronto-parietais no hemisf\u00e9rio direito (figs. 30 a 40) faziam imposs\u00edvel a coopera\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os respectivos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em qualquer desses casos \u00e9 poss\u00edvel evidenciar que a patologia mental seja por altera\u00e7\u00f5es din\u00e2micas, seja por desarranjo anat\u00f4mico irremov\u00edvel, se reduz \u00e0 patologia dos \u00f3rg\u00e3os encef\u00e1licos. E que a distribui\u00e7\u00e3o das desordens, \u00e0s vezes meramente casual, pode tamb\u00e9m operar-se segundo as conex\u00f5es fisiol\u00f3gicas dos territ\u00f3rios correspondentes. Para apreciar o papel de cada um deles no conjunto m\u00f3rbido cumpre, por\u00e9m, distinguir a fun\u00e7\u00e3o normal a que se acha preposto.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/ggziurYJmzo6zvziZkVbET1mOoRuFE76jgpfb0HaRDFle80VHF-oXswAJAP9zCQ_fv8IKlqL5VwTYsZMov3xkZCc7_sSAa3oGhJJOzcKF16ZrZZJ2kyW0ICa352qEcU7VJ0oE81mc7hrTWNTYUuQXg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Fig. 30 \u2013 Esquema horizontal das desordens apr\u00e1xicas, segundo <em>Liepmann<\/em> \u2013 <em>H.E. \u2013 <\/em>zona que hemisf\u00e9rio esquerdo corresponde \u00e0 m\u00e3o <em>direita<\/em>. <em>H.D.<\/em> \u2013 zona que no hemisf\u00e9rio direito corresponde \u00e0 m\u00e3o <em>esquerda<\/em>. <em>C.o., C.p., C.t. \u2013 <\/em>origem cortical das vias associativas occipitais, parietais e temporais para o \u201ccentro\u201d da m\u00e3o no hemisf\u00e9rio esquerdo. As vias an\u00e1logas para o hemisf\u00e9rio e as que deste se dirigem para <em>H. E. <\/em>est\u00e3o representadas por linhas interrompidas para indicar a import\u00e2ncia secund\u00e1ria. As liga\u00e7\u00f5es de <em>H.E. <\/em>para com <em>H. D. <\/em>s\u00e3o traduzidas por 2 linhas eferentes. <em>C.i. <\/em>c\u00e1psula interna. (Na gravura original as vias associativas e as liga\u00e7\u00f5es transcalosas v\u00eam desenhadas em vermelho e as fibras de proje\u00e7\u00e3o de <em>H.E. <\/em>em lil\u00e1s).<\/p>\n\n\n\n<p>Foco em 1 ou em 2: paralisa da m\u00e3o <em>direita<\/em> e dispraxia da <em>esquerda.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Foco em 3 (no corpo caloso): dispraxia da m\u00e3o <em>esquerda.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Foco em 4 (no lobo parietal): apraxia ideo-cin\u00e9tica da m\u00e3o <em>direita <\/em>e dispraxia da <em>esquerda.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Foco em 5 (capsular): paralisia da m\u00e3o <em>direita<\/em> sem dispraxia da <em>esquerda.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Fig. 31 \u2013 Segundo <em>Liepmann<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Foco em 1: alexia + agrafia<\/p>\n\n\n\n<p>Foco em 2: alexia pura com hemianopsia<\/p>\n\n\n\n<p>Foco em 3: agrafia pura apenas para com a m\u00e3o direita<\/p>\n\n\n\n<p>Foco em 4: agrafia pura bilateral.<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"198\" height=\"136\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/bJ34ig2PKJnYkSPy1Av05WX3Nf-PzeT4oC4rt9oLhObrejYAO-tLpjI5ri-RXe3OV--mwNelBB-E1rd7IWKPZLLnYGsmoEOnJfRHA-OisY40cdchLcEJwWEIb2yFUPWh0puaHUoG3iKwnzq3QxdQ5w\">Fig. 32 \u2013 <em>M.C. \u2013 <\/em>S\u00edndrome do lobo frontal acrescido de agrafia e apraxia. Menigeoma paramediano na regi\u00e3o orbit\u00e1ria. \u2013 Fragmento do aut\u00f3grafo. Diversas tentativas para assinar o pr\u00f3prio nome. \u00c9 o mesmo doente a que se referem as figuras 33-40.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/KbmVPkfw5Fg8sPM_0hmaFkl0nnQu5HLqEMTuri_AaOlB0neNMXH9Q3Hf_YWSnjxH966kkKYkxpOSvlwSnaTf3lWs-5QmlgkahPr2j_LMKqbweg8zeWwfZze0Fsh_gSGY7edrnzgWDJAKkXDargOdMg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Fig. 33 \u2013 Corte frontal logo adiante dos polos temporais. Tumor bem delimitado a comprimir a subst\u00e2ncia nervosa, destruindo-a em parte.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table aligncenter\"><table><tbody><tr><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/YDrXlq2uT8QA4IZEwxAH0szZadZbt6c6182cHI2q8zzs8b2mTXbLXUny8kAr6DfZrwZiMc7Z2he-xjAswDe1KixqvJQihWUVb__Y2daywWt_2d-GNiewgXYpceMHddZDH4y7XzIJmhEPUt2h6z083g\" width=\"217\" height=\"187\">Fig. 34 \u2013 Corte ao n\u00edvel dos polos frontais \u2013 Tumor com focos de desintegra\u00e7\u00e3o hemorr\u00e1gica. Edema do hemisf\u00e9rio esquerdo. Ader\u00eancias da face orbit\u00e1ria desse hemisf\u00e9rio ao tumor, com atrofia da c\u00f3rtex; divert\u00edculo men\u00edngeo. No hemisf\u00e9rio direito, ao n\u00edvel da circunvolu\u00e7\u00e3o orbit\u00e1ria externa, pequeno foco de desintegra\u00e7\u00e3o (M\u00e9t. de Weigert).<\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"292\" height=\"185\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/OkNmIhRW25D0P6x-z-VEbHH-EhUuRr8ueu28XeNtLYJNnL0SgeSxGkEa3yYuuySgGODL5CDz4VCpXdDwI0wA0VPQsgQbEd4Mx063gyVI4nRBzE3P_Nsy-LLoQ24Y5H6OhF3CXvvKrQ3cu4hp3EO4lw\"><br>Fig. 35 \u2013 Corte frontal. Grande edema do hemisf\u00e9rio esquerdo, principalmente na regi\u00e3o da \u00ednsula; dilata\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o de Virchow-Robin. Cl\u00e1ustro quase desaparecido; c\u00e1psulas extrema e externa assaz esmaecidas; conserva\u00e7\u00e3o das fibras eferentes da face externa do putamen. Bra\u00e7o anterior da c\u00e1psula interna menos corado que o do lado oposto. Dilata\u00e7\u00e3o do ventr\u00edculo lateral esquerdo com desvio do septo para a direita. Dilata\u00e7\u00e3o do ventr\u00edculo do septo. Focos de desintegra\u00e7\u00e3o no hemisf\u00e9rio esquerdo abaixo do n\u00facleo caudado. Mais abaixo, divert\u00edculo men\u00edngeo. Degenera\u00e7\u00e3o do fasc\u00edculo longitudinal superior (\u00e2ngulos externos do ventr\u00edculo lateral direito). Conserva\u00e7\u00e3o das fibras do corpo caloso (M\u00e9t. de Weigert).<\/td><\/tr><tr><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/Ho7cju0qqNGPFuOY_2uZuXCvaIx6Wg2dgfW-LV325O7uHiOwW3rfc98QQgbx7FP1qBWYFmPq0c9BCDbTNS1vG-XSZq8FlZtP6zpuVSesctnmnU9f6VOVeDvIYHjMjzHou-JWzE5Wqo4jRN0J6QF27A\" width=\"250\" height=\"164\">Fig. 36 \u2013 Corte frontal. Mesmas les\u00f5es que no corte anterior. Mais n\u00edtida a degenera\u00e7\u00e3o do fasc\u00edculo longitudinal superior; al\u00e9m disso, a do inferior e a dos feixes arqueados (zona medular de F1 e F2). (M\u00e9t. de Weigert)<\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"250\" height=\"168\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/kneaEivVxNI2Z5bLWSsd7hIC1HlWm7NOQreX1CX7dXtHCJpseUEgJXrYq-oqDtfVhiBSwJ6KA8GSGeLnWTQuVk-8vjgS9UPEmGQIenSi_gl7LNuNjy9tI0B-9GiMatsVaKdNWBflLVYRFTh0CURHxw\"><br>Fig. 37 \u2013 Corte frontal. Edema do hemisf\u00e9rio esquerdo em muito menor grau. C\u00e1psual externa notadamente esmaecida; degenera\u00e7\u00e3o de vias fronto-parieto-temporais. Degenera\u00e7\u00e3o das vias de associa\u00e7\u00e3o \u00e2ntero-posteriores do hemisf\u00e9rio direito: fasc\u00edculo longitudinal superior, feixe fronto-occipital, feixes arqueados e feixe longitudinal inferior (M\u00e9t. de Weigert).<\/td><\/tr><tr><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/4EV81MMBknDmaW5XqyRglisOabVzCs9bZR3gbUAD-JrrOypmeByIfNmarM0yoz5Tw7SLchl3DngYgnzPRNXrDRkncNWV970IdqW159e1P-ZfNcvsGceAqgvX0VfHVTXekILq6f5TrXidmfaAwStMUw\" width=\"266\" height=\"169\">Fig. 38 \u2013 Corte frontal. Mais n\u00edtida e mais extensa a degenera\u00e7\u00e3o dos feixes associativos no hemisf\u00e9rio direito (M\u00e9t. de Weigert).<\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"271\" height=\"171\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/fJGtVVfsZVTqbp5hVe8QJfJD3ZApqljSquxjhAbp30uwuDby4hhagLHQrE3zU3HrAGLoJinSxrU1lb1lKwIxY6QG6LbLJZx79z-9aa1EzX-4Vc9EKPqf2GeZ1RC6r0tM1URlE2IWovwVNSNjrDeZ5Q\"><br>Fig. 39 \u2013 Corte frontal. Degenera\u00e7\u00e3o da c\u00e1psula externa esquerda, muito menor. No restante, as mesmas les\u00f5es que no corte anterior. (M\u00e9t. de Weigert).<\/td><\/tr><tr><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/SY6PiONA3uqERIgiG54EldEWehBUsGIor6EEn2PMoc8L2LOg0rx292_85UZebnt57n0G-9l_OWmnNO5dkyCIOWCOR7QduD16pz4yPjedbuhbqOmg6Dy9VrUdhGN1p-5TmtAyqMWF4Mympz95J27agQ\" width=\"412\" height=\"276\">Fig. 40 \u2013 Corte frontal. N\u00edtidas as dilata\u00e7\u00f5es e a assimetria ventriculares. Restos de les\u00e3o da c\u00e1psula externa. As mesmas les\u00f5es que nos cortes anteriores (M\u00e9t. de Weigert).<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>*****<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>SUMMARY<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O autor salienta a import\u00e2ncia semiol\u00f3gica e mesmo terap\u00eautica dos conhecimentos an\u00e1tomo-patol\u00f3gicos hoje acumulados a respeito das doen\u00e7as mentais.<\/p>\n\n\n\n<p>Menciona as causas que t\u00eam dificultado a sistematiza\u00e7\u00e3o de tais dados: perturba\u00e7\u00f5es mentais chamadas end\u00f3genas, desordens consideradas funcionais, outras devidas a repercuss\u00e3o anat\u00f4mica ou fisiol\u00f3gica e finalmente a aus\u00eancia poss\u00edvel de dist\u00farbios em caso de les\u00f5es cerebrais mesmo extensas. Explica assim a diversidade de interpreta\u00e7\u00e3o das diferentes escolas psiqui\u00e1tricas, cujas concep\u00e7\u00f5es enumera rapidamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Mostra como podem conciliar-se os fatos \u00e0 luz da fisiologia cerebral; examina esta quanto aos elementos anat\u00f4micos propriamente e \u00e0s condi\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas principais, concluindo que as fun\u00e7\u00f5es correspondentes aos diferentes \u00f3rg\u00e3os do enc\u00e9falo representam fen\u00f4menos de categoria especial, regidos por leis naturais particulares.<\/p>\n\n\n\n<p>Explicam-se assim as varia\u00e7\u00f5es mentais conforme a ra\u00e7a, o sexo, o indiv\u00edduo, por um lado; e por outro, os tipos de rea\u00e7\u00e3o psic\u00f3tica e a chamada \u201cestrutura das psicoses\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Alude, a seguir, \u00e0s doen\u00e7as mentais din\u00e2micas ou funcionais e depois \u00e0s de car\u00e1ter irregress\u00edvel, onde considera os sintomas locais e \u00e0 dist\u00e2ncia, sejam eles funcionais assim chamados ou anat\u00f4micos.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de mostrar que as doen\u00e7as din\u00e2micas s\u00e3o pass\u00edveis de tornar-se lesionais e que o mesmo pode suceder com os dist\u00farbios expressos pelos sintomas, passa aos casos cl\u00ednicos que constituem o motivo central da presente exposi\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para documentar o trabalho o autor escolheu 12 fotografias de pe\u00e7as anat\u00f4micas referentes a observa\u00e7\u00f5es pessoais e 20 c\u00f3pias de pneumoencefalografia relativas a outros casos cl\u00ednicos tamb\u00e9m de observa\u00e7\u00e3o pessoal; todos os pacientes foram internados no Hospital de Juquery, em cujo Arquivo Cl\u00ednico figuram os protocolos em extenso.<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>R\u00c9SUM\u00c9<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>L\u2019auteur r\u00e9v\u00e8le la port\u00e9e s\u00e9miologique et m\u00eame th\u00e9rapeutique des donn\u00e9es anatomo-pathologiques acquises jusqu\u2019\u00e0 pr\u00e9sent vis-\u00e0-vis des maladies mentales.<\/p>\n\n\n\n<p>Il cite les causes qui en ont embarrass\u00e9 la syst\u00e9matisation, \u00e0 savoir&nbsp;: des troubles mentaux dits endog\u00e8nes, d\u2019autres appel\u00e9s fonctionnels, d\u2019autres encore par r\u00e9percussion anatomique ou physiologique, finalement l\u2019absence possible de troubles malgr\u00e9 des l\u00e9sions c\u00e9r\u00e9brales voire m\u00eame larges. Ainsi s\u2019explique la divergence des interpr\u00e9tations accueillies par les diverses \u00e9coles psychiatriques, dont les conceptions sont pass\u00e9es bri\u00e8vement en revue.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Il rappelle comment on peut harmoniser les faits au point de vue de la physiologie c\u00e9r\u00e9brale&nbsp;: apr\u00e8s l\u2019avoir abord\u00e9e dans les grands traits anatomiques et dans ses conditions physiologiques principales il conclue que les fonctions affect\u00e9es aux divers organes enc\u00e9phaliques sont des ph\u00e9nom\u00e8nes d\u2019un ordre particulier, soumis \u00e0 des lois naturelles sp\u00e9ciales.<\/p>\n\n\n\n<p>On explique ainsi les variations mentales suivant la race, le sexe, l\u2019individu, d\u2019un c\u00f4t\u00e9&nbsp;; les types de r\u00e9action psychosique et la \u00ab&nbsp;structure des psychoses&nbsp;\u00bb, de l\u2019autre.<\/p>\n\n\n\n<p>Il fait allusion alors aux maladies mentales dynamiques ou fonctionnelles, puis `celles irremovibles, consid\u00e9rant ici les sympt\u00f4mes engendr\u00e9s sur place ou \u00e0 distance, qu\u2019ils soient fonctionnels ou bien anatomiques. Les maladies dynamiques, \u00e0 son tour, peuvent en des circonstances devenir lesionnelles, ce que est valable aussi pour les troubles que traduisent les sympt\u00f4mes.<\/p>\n\n\n\n<p>A l\u2019appui de ses consid\u00e9rations l\u2019auteur pr\u00e9sente quelques cas personnels qui constituent le sujet central du pr\u00e9sent travail. Il a choisi pour cela 12 photographies de pi\u00e8ces anatomiques relatives \u00e0 des observations anatomocliniques et 20 clich\u00e9s pneumoenc\u00e9phalographiques qui se rapportent \u00e0 des observations cliniques. Tous ces malades ont \u00e9t\u00e9 admis \u00e0 l\u2019Asyle de Juquery (S. Paulo, Br\u00e9sil) ou figurent leurs dossiers psychiatriques.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>ZUSAMMENFASSUNG<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Der Verfasser hebt die grosse Wichtigkeit hervor, welche die anatomischen Kenntnisse, \u00fcber die wir heute verf\u00fcgen, f\u00fcr die Semiologie und sogar Behandlung der Geisteskrankheiten besitzen.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Er erw\u00e4nt die Gr\u00fcnde, welche die Systamtisierung solcher Feststellungen erschwert haben, n\u00e4mlich die sogenannten endogenen geistigen St\u00f6rungen, ferner die als funktionell betrachteten St\u00f6rungen, andere, welche anatomischen und physiologischen Ursachen zugeschrieben werden m\u00fcssen, und schliesslich solche mit sogar ausgedehnten cerebralen L\u00e4sionen, bei welchen geistige St\u00f6rungen fehlen k\u00f6nnen. Er erkl\u00e4rt auf diese Weise die Unterschiede der Auslegung von Seiten der verschiednen psychiatrischen Schulen, deren Auffassungen er kurz erw\u00e4hnt.<\/p>\n\n\n\n<p>Der Verf. Legt dann dar, wie die Tatascahcen sich im lichte der Hirnphysiologie in Einklang bringen lassen; er studiert diese hinsichtlich dae anatomischen Elemente selbst und der haupts\u00e4chlichen physiologischen Bedingungen und schliesst, das die Funktionen, die den verschiedenen Teilen des Gehirns entsprechen, Erscheinungen spezieller Art darstellen, die sich nach besonderen Naturgesetzen richten.<\/p>\n\n\n\n<p>Auf diese Art erk\u00e4ren sich die geistigen Variationen je nach Resse, Geschlecht, Individuum nach der einen Richtung hin; anderseits sind es die psychotischen Reaktionsformen und der sogenannte \u201eAufbau der Psychose\u201c.<\/p>\n\n\n\n<p>Der Verf, bezieht sich sodann auf die dynamischen oder funktionellen Geisteskrankheiten, sodann auf diejenigen unwiderruflicher Art, bei welchen er die lokalen und entfernt ausstrahlenden Symptome ber\u00fccksichtigt, m\u00f6gen diese funktionell oder anatomisch bennant werden.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nach der Erw\u00e4hnung, dass die dynamischen Krankheiten unter Umst\u00e4nden sich bei Leiden mit L\u00e4sionen ausbilden K\u00f6nnen, sowie dass die gleichen Erscheinungen bei der St\u00f6rungen, die sich durch Symptome kundgeben, auftreten k\u00f6nnen, geht der Verfasse zu den klinischen F\u00e4llen \u00fcber, die den eigenglichen Gegenstand de vorliegenden Arbeit darstellen.<\/p>\n\n\n\n<p>Um seine Arbeit zu dokumentieren, w\u00e4hlt der Verf. 12 Photographien von anatomischen St\u00fccken aus, an die sich pers\u00f6nliche Beobachtungen kn\u00fcpfen, sowie 20 Pneumoencephalograpien von anderen klinischen F\u00e4llen ebenfalls eigener Beobachtung; alle Kranke sind im Hospital de Juquery (S\u00e3o Paulo, Brasilien) interniert, in dessen Archiv sich die ausf\u00fchrlichen Protokolle befinden.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>AGOSTA, A. \u2013 \u00c9tude sur les aphasies. \u2013 Rassegna di Studi Psichiatrici, Aprile, 1924 (Res. 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