{"id":1033,"date":"2024-03-17T13:16:50","date_gmt":"2024-03-17T16:16:50","guid":{"rendered":"https:\/\/anibalsilveira.org\/?page_id=1033"},"modified":"2024-04-28T17:35:38","modified_gmt":"2024-04-28T20:35:38","slug":"das-leis-estaticas-e-din-micas-da-inteligencia-aplicacao-a-patologia-mentalanibal-silveira","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/anibalsilveira.org\/en\/das-leis-estaticas-e-din-micas-da-inteligencia-aplicacao-a-patologia-mentalanibal-silveira\/","title":{"rendered":"DAS LEIS EST\u00c1TICAS E DIN MICAS DA INTELIG\u00caNCIA. APLICA\u00c7\u00c3O \u00c0 PATOLOGIA MENTAL"},"content":{"rendered":"<h5 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\">DAS LEIS EST\u00c1TICAS E DIN\u00c2MICAS DA INTELIG\u00caNCIA.<\/h5>\n\n\n\n<h5 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"> APLICA\u00c7\u00c3O \u00c0 PATOLOGIA MENTAL\u00b9<\/h5>\n\n\n\n<p>Temos frisado em comunica\u00e7\u00f5es anteriores o papel fundamental que a distribui\u00e7\u00e3o topogr\u00e1fica das altera\u00e7\u00f5es anat\u00f4micas desempenha na determina\u00e7\u00e3o do quadro psiqui\u00e1trico. E sempre o fizemos analisando segundo a doutrina positivista das fun\u00e7\u00f5es cerebrais os fatos an\u00e1tomo-cl\u00ednicos. Pretendemos hoje recordar alguns aspectos din\u00e2micos da patologia cerebral, baseado nessa mesma doutrina. Ela permite compreender e explicar numerosos fen\u00f4menos m\u00f3rbidos que escapam \u00e0s demais concep\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas admitidas em geral nos meios psiqui\u00e1tricos. Estas \u00faltimas s\u00e3o fili\u00e1veis em \u00faltima an\u00e1lise, seja qual fora a escola considerada, a duas correntes opostas que dir\u00edamos respectivamente <em>centrista<\/em> e <em>unitarista<\/em>. Tanto as escolas de um tipo quanto as do outro discutem na chamada \u201cpatologia cerebral\u201d somente as perturba\u00e7\u00f5es de origem lesional. Nem os quadros m\u00f3rbidos de natureza din\u00e2mica, nem as diferentes possibilidades de repercuss\u00e3o patol\u00f3gica nem, principalmente, as condi\u00e7\u00f5es essenciais de normalidade ps\u00edquica, podem ser esclarecidos mediante os recursos de que disp\u00f5em elas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong><sub><sup>\u00b9&nbsp;Trabalho do Prof. An\u00edbal Silveira. Publicado nos Arquivos de Assist\u00eancia a Psicopatas do Estado de S\u00e3o Paulo, S\u00e3o Paulo, 2, 571-582, 1937.<\/sup><\/sub><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Bem ao contr\u00e1rio, a doutrina fundada pelo g\u00eanio incompar\u00e1vel de Augusto Comte estabelece as condi\u00e7\u00f5es indispens\u00e1veis \u00e0 harmonia cerebral para da\u00ed deduzir as varia\u00e7\u00f5es patol\u00f3gicas. Precisa as fun\u00e7\u00f5es elementares que integram o mundo subjetivo e em seguida identifica os \u00f3rg\u00e3os correspondentes. Estudo desta ordem s\u00f3 seria acess\u00edvel ao m\u00e9todo chamado subjetivo; e exigia que a investiga\u00e7\u00e3o da economia cerebral fosse \u201cdominada pela inspira\u00e7\u00e3o sociol\u00f3gica e confirmada pelas verifica\u00e7\u00f5es zool\u00f3gicas\u201d (Audiffrent). Semelhante concep\u00e7\u00e3o \u2013 que podemos dizer <em>organol\u00f3gica<\/em> \u2013 relativa \u00e0s fun\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas erige as diferentes zonas corticais do enc\u00e9falo em \u00f3rg\u00e3os, isto \u00e9, em substrato estrutural imprescind\u00edvel; por\u00e9m o funcionamento dessas \u00e1reas histol\u00f3gicas \u00e9 regido por leis especiais. Dessa forma, se no plano patol\u00f3gico os \u00f3rg\u00e3os cerebrais podem eventualmente evidenciar-se pela incid\u00eancia de altera\u00e7\u00f5es anat\u00f4micas \u00e9, entretanto o papel a eles destinado no conjunto funcional o que determina o feitio do quadro cl\u00ednico.<\/p>\n\n\n\n<p>Coube a Augusto Comte, ultimando as concep\u00e7\u00f5es de Arist\u00f3teles aperfei\u00e7oadas sucessivamente por Leibniz e Kant, demonstrar que a mente humana \u00e9 essencialmente ativa em rela\u00e7\u00e3o ao mundo ambiente; ela n\u00e3o recebe de maneira autom\u00e1tica, nem indiferente, nem mesmo indistintas, as diversas impress\u00f5es oriundas do meio exterior; muito ao contr\u00e1rio \u2013 naturalmente em condi\u00e7\u00f5es normais \u2013 semelhantes impress\u00f5es s\u00e3o colhidas intencionalmente, selecionadas, pelo intelecto. Tal aplica\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea \u00e9 determinada sempre, conquanto em geral inconscientemente, pelas necessidades da vida afetiva, isto \u00e9, pelos instintos; e s\u00f3 se torna poss\u00edvel gra\u00e7as ao concurso da atividade pr\u00e1tica, por sua vez tamb\u00e9m subordinada aos m\u00f3veis afetivos. Entretanto, embora seja de origem afetiva o impulso que determina o trabalho da intelig\u00eancia esta \u00faltima \u00e9 regida for\u00e7osamente pelo espet\u00e1culo do meio exterior, o qual a \u201cestimula, alimenta e regula\u201d. N\u00e3o interessa ao assunto da presente comunica\u00e7\u00e3o sen\u00e3o a componente intelectual propriamente dita e por isso n\u00e3o nos deteremos nas determinantes afetiva e pr\u00e1tica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa dupla subordina\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia ao mesmo tempo ao mundo dos sentimentos e ao ambiente objetivo explica a dualidade de tipos de trabalho de elabora\u00e7\u00e3o: ativo, ou medita\u00e7\u00e3o, e passivo ou contempla\u00e7\u00e3o; finalmente a finalidade de agir sobre o mundo exterior, que justifica o exerc\u00edcio da intelig\u00eancia \u2013 e ainda mais a pr\u00f3pria aplica\u00e7\u00e3o desta, exigem um terceiro tipo de fun\u00e7\u00e3o intelectual: a comunica\u00e7\u00e3o, ou express\u00e3o ativa. Mediante a contempla\u00e7\u00e3o recolhe a mente humana os diferentes aspectos \u2013 de ordem concreta, relativa aos seres, ou abstrata, pela aprecia\u00e7\u00e3o dos fen\u00f4menos \u2013 que permitem chegar \u00e0 no\u00e7\u00e3o do ambiente. Por\u00e9m o aproveitamento de semelhantes no\u00e7\u00f5es, a concatena\u00e7\u00e3o delas segundo a compara\u00e7\u00e3o ou a seria\u00e7\u00e3o, tarefa esta respectivamente indutiva e dedutiva, donde emana a reconstru\u00e7\u00e3o aproximada da realidade, representa o pensamento ativo. \u00c9 trabalho de constru\u00e7\u00e3o, portanto eminentemente subjetivo, impregnado de sentimento e assim de cunho pessoal. O primeiro grupo de atributos intelectuais liga-se pois de maneira direta, principalmente com o exterior \u2013 embora tamb\u00e9m com o meio interno \u2013 por interm\u00e9dio do aparelho sensorial: este \u00e9 que fornece as diferentes impress\u00f5es, sensa\u00e7\u00f5es quando apercebidas, de onde resultam imagens correspondentes. As duas outras fun\u00e7\u00f5es elaborativas n\u00e3o contactuam com o meio exterior sen\u00e3o mediante essas imagens, que se selecionam conforme o interesse ou, em outras palavras, consoante o impulso afetivo sob o qual atuam de modo habitual. A forma\u00e7\u00e3o das imagens n\u00e3o se processa ao acaso, por\u00e9m sob condi\u00e7\u00f5es precisas, que seria enfadonho enumeramos agora. \u00c9 com semelhantes representa\u00e7\u00f5es elementares que se processa a elabora\u00e7\u00e3o e bastam elas plenamente para o esfor\u00e7o indutivo de tal elabora\u00e7\u00e3o. Entretanto para o trabalho dedutivo e para a comunica\u00e7\u00e3o \u2013 esta \u00faltima exigida n\u00e3o s\u00f3 pela plenitude de constru\u00e7\u00e3o intelectual como ainda pelo mister de estender a atua\u00e7\u00e3o at\u00e9 o meio ambiente. -, for\u00e7a \u00e9 que a imagem sofra novo aperfei\u00e7oamento, tendente a simplific\u00e1-la: este \u00e9 representado pelo sinal, segundo o mostra Augusto Comte. A express\u00e3o, que deliberadamente dizemos <em>ativa<\/em>, depende tanto dos atributos de atividade pr\u00e1tica quanto da elabora\u00e7\u00e3o intelectual. Supomos n\u00e3o discrepar da doutrina que seguimos ao aventurar que se possa a\u00ed estabelecer distin\u00e7\u00e3o entre o sinal que resulta de imagem primitiva, sensorial, e o que prov\u00e9m de imagem \u201celaborada\u201d; fatos numerosos, atinentes ao comportamento da express\u00e3o intencional no adulto e na crian\u00e7a, bem como outros de ordem patol\u00f3gica, permitem apoiar tal hip\u00f3tese; mas, passemos de largo por ela.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho intelectual a que vimos aludindo n\u00e3o se desenvolve de modo arbitr\u00e1rio, sen\u00e3o regido por leis peculiares. Buscados pelos luminares do pensamento humano, atrav\u00e9s das eras, s\u00f3 foram tais princ\u00edpios b\u00e1sicos formulados, ou, com rela\u00e7\u00e3o a alguns, enunciados na forma definitiva pelo Pensador de Montpellier. Constituem eles duas s\u00e9ries que se enquadram nas 15 leis universais, isto \u00e9, aquelas que tanto se aplicam ao mundo objetivo quanto \u00e1 constitui\u00e7\u00e3o subjetiva da esp\u00e9cie; donde a designa\u00e7\u00e3o de \u201cFilosofia Primeira\u201d com a qual \u2013 segundo a aspira\u00e7\u00e3o de Bacon \u2013 caracterizou Comte ao conjunto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Estas duas s\u00e9ries de leis \u2013 a 2.\u00aa e a 3.\u00aa do conjunto \u2013 correspondem respectivamente a condi\u00e7\u00f5es est\u00e1ticas do entendimento e ao desenvolvimento din\u00e2mico dele; e comp\u00f5em todas o 2. \u00b0 grupo, essencialmente destinado ao mundo subjetivo. Reproduzimo-las:<\/p>\n\n\n\n<p>2.\u00aa SERIE: <strong><em>Leis est\u00e1ticas do entendimento<\/em><\/strong><em>:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\u201c1. \u00b0 &#8211; Subordinar as constru\u00e7\u00f5es subjetivas aos materiais objetivos;<\/p>\n\n\n\n<p>2.\u00b0 &#8211; As imagens interiores s\u00e3o sempre menos vivas e menos n\u00edtidas que as impress\u00f5es exteriores;<\/p>\n\n\n\n<p>3.\u00b0 &#8211; A imagem normal deve ser preponderante sobre as que a agita\u00e7\u00e3o cerebral faz simultaneamente surgir;<\/p>\n\n\n\n<p>3.\u00aa SERIE: <strong><em>Leis din\u00e2micas do entendimento<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201c1. \u00b0 &#8211; Cada entendimento oferece a sucess\u00e3o dos tr\u00eas estados, fict\u00edcio, abstrato e positivo, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s nossas concep\u00e7\u00f5es quaisquer, mas com uma velocidade proporcional \u00e0 generalidade dos fen\u00f4menos correspondentes;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>2.\u00b0 &#8211; A atividade \u00e9 a princ\u00edpio conquistadora, em seguida defensiva e, enfim, industrial;<\/p>\n\n\n\n<p>3.\u00b0 &#8211; A sociabilidade \u00e9 primeiro dom\u00e9stica, em seguida c\u00edvica e enfim universal, segundo a natureza peculiar a cada um dos tr\u00eas instintos simp\u00e1ticos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A sujei\u00e7\u00e3o das concep\u00e7\u00f5es aos dados do mundo exterior constitui o princ\u00edpio b\u00e1sico da harmonia mental; mesmo em estado de aliena\u00e7\u00e3o \u00e9 o meio ambiente que fornece \u201co alimento e o est\u00edmulo\u201d para a constru\u00e7\u00e3o intelectual, embora j\u00e1 ent\u00e3o n\u00e3o a regule. \u00c9 realmente a predomin\u00e2ncia da elabora\u00e7\u00e3o subjetiva sobre os materiais objetivos o tra\u00e7o essencial da aliena\u00e7\u00e3o mental propriamente, segundo o demonstra a escola positiva. Normalmente \u00e9 apenas no per\u00edodo infantil ou no estado do primitivismo selvagem que tal subordina\u00e7\u00e3o pode ocorrer de modo insuficiente, isto \u00e9, quanto \u00e0 reg\u00eancia do espet\u00e1culo exterior sobre o mundo ps\u00edquico. \u00c9 o que permite a extrema liberdade na forma\u00e7\u00e3o de hip\u00f3teses e a incompar\u00e1vel credulidade peculiar e esses dois tipos de inf\u00e2ncia humana; predominam entre os impulsos afetivos em todos os processos mentais propriamente, o que constitui a l\u00f3gica fetichista, impropriamente denominada \u201cpensamento m\u00e1gico\u201d. Entretanto a subordina\u00e7\u00e3o a\u00ed existe, e no decorrer da evolu\u00e7\u00e3o se vai tornando gradativamente menos prec\u00e1ria, nas condi\u00e7\u00f5es normais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Afora isso, no estado normal, apenas temporariamente pode tornar-se incompleta semelhante reg\u00eancia; mas justamente nessa eventualidade \u2013 quer espont\u00e2nea como no sonho, quer provocada como nas sess\u00f5es da chamada psicoan\u00e1lise \u2013 o indiv\u00edduo p\u00f5e a descoberto os pr\u00f3prios sentimentos ou melhormente dito, os sentimentos predominantes habitualmente ou que por motivo fortuito vieram a estimular as imagens subjetivas. A deficiente nitidez das concep\u00e7\u00f5es, as incoer\u00eancias de simultaneidade ou de sucess\u00e3o, a predomin\u00e2ncia aparentemente abstrusa de certas imagens, a concatena\u00e7\u00e3o por vezes incongruente, resultam num caso e noutro de n\u00e3o constituir ent\u00e3o o meio exterior nem o est\u00edmulo nem a regula\u00e7\u00e3o do trabalho intelectual; e justamente por isso tais situa\u00e7\u00f5es subjetivas podem fornecer ao observador adestrado indica\u00e7\u00f5es preciosas quanto \u00e0 esfera afetiva. Desde 1852 insistia Augusto Comte no valor das indica\u00e7\u00f5es referentes \u00e0 vida afetiva tanto normal como patol\u00f3gica, que se podem haurir mediante a an\u00e1lise sistem\u00e1tica dos sonhos; e lamentava ent\u00e3o que tal pr\u00e1tica peculiar ao sacerd\u00f3cio teocr\u00e1tico houvesse ca\u00eddo no esquecimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de maneira semelhante, por\u00e9m j\u00e1 no dom\u00ednio francamente patol\u00f3gico, a ruptura dessa lei se manifesta na libera\u00e7\u00e3o do chamado subconsciente, tal como se verifica nos estados de confus\u00e3o mental agitada. Mais pronunciado o transtorno mental que caracteriza certas formas de esquizofrenia; assim nas variedades em que se manifesta a desordem al\u00f3gica \u2013 acep\u00e7\u00e3o de Kleist -, o dist\u00farbio intelectual fundamental reside na deficiente elabora\u00e7\u00e3o dos dados objetivos; as concep\u00e7\u00f5es delirantes em geral, nesse tipo m\u00f3rbido, p\u00f5em em evid\u00eancia a falta de subordina\u00e7\u00e3o ao mundo objetivo, ao mesmo passo que em todos os subgrupos dessa variedade patol\u00f3gica o mundo ambiente cessa de regular e de suscitar os atributos intelectuais de elabora\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na constru\u00e7\u00e3o delirante de tipo paranoico ou mesmo de tipo interpretativo comum a mesma defici\u00eancia de subordina\u00e7\u00e3o ao mundo objetivo exprime o estado patol\u00f3gico. Ela se acresce, ali\u00e1s, de outro car\u00e1ter anormal: as hip\u00f3teses correspondentes aos fatos diversos, mormente os que ferem de perto a personalidade do indiv\u00edduo, se fazem complicadas e impregnadas de malevol\u00eancia: infringe-se dessa forma outra lei atinente ao dinamismo ps\u00edquico \u2013 a que estabelece como condi\u00e7\u00e3o de normalidade o car\u00e1ter de se \u201cformar a hip\u00f3tese mais simples e mais simp\u00e1tica que comporta o conjunto dos dados a representar\u201d (1.\u00aa lei da Filosofia Primeira).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio, nos estados cong\u00eanitos de defici\u00eancia mental profunda, a imbecilidade, a idiotia \u2013 pode estar conservada em grau menor ou maior a possibilidade de receber impress\u00f5es do mundo objetivo. \u00c9, por\u00e9m, a capacidade de sele\u00e7\u00e3o e de aproveitamento dos materiais coligidos que se acha deficiente. A espontaneidade intelectual apresenta-se escassa e n\u00e3o a impulsiona o interesse em atuar sobre o espet\u00e1culo exterior, seja para perquiri-lo, seja para modific\u00e1-lo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para que a est\u00e1tica da mente se verifique em condi\u00e7\u00f5es normais n\u00e3o basta, entretanto que o mundo exterior forne\u00e7a ao intelecto os materiais objetivos, representados pelas imagens sensoriais. Torna-se imprescind\u00edvel que as impress\u00f5es transmitidas pelos sentidos sejam mais n\u00edtidas e mais vivas que as respectivas imagens, sem o que os processos intelectuais n\u00e3o adquiririam a precis\u00e3o e a firmeza necess\u00e1rias. Se ausenta a condi\u00e7\u00e3o de nitidez das impress\u00f5es sensoriais surgiria como consequ\u00eancia a confus\u00e3o, tal o que frequentemente se observa na pr\u00e1tica cl\u00ednica.<\/p>\n\n\n\n<p>A equival\u00eancia, quanto \u00e0 vivacidade, entre impress\u00f5es e imagens respectivas ocasionaria dist\u00farbios perceptivos de grau diverso que supomos poder distinguir at\u00e9 certo ponto. No primeiro, em que estaria alterado apenas o componente sensorial, efetuado segundo Augusto Comte no n\u00facleo cinzento central relativo \u00e0 categoria em apre\u00e7o, estaria realizado o chamado automatismo mental, de Cl\u00e9rambault. A satisfat\u00f3ria integridade da fun\u00e7\u00e3o contemplativa correspondente permitiria ent\u00e3o apreciar a origem espont\u00e2nea da vibra\u00e7\u00e3o que originou a imagem, a qual assim \u2013 embora dotada de todos os demais caracteres peculiares \u00e0s de origem externa poderia distinguir-se da impress\u00e3o real. No segundo grau, abrangido tamb\u00e9m o atributo da contempla\u00e7\u00e3o, o fen\u00f4meno perceptivo espont\u00e2neo confundir-se-ia <em>in totum<\/em> com o determinado pelo mundo exterior \u2013 donde a imagem alucinat\u00f3ria na acep\u00e7\u00e3o correta do termo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto no caso anterior como no que a\u00ed recordamos a incoer\u00eancia, peculiar a m\u00faltiplas modalidades de aliena\u00e7\u00e3o mental, representaria a sequ\u00eancia do dist\u00farbio correspondente \u00e0 imagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o basta para a plena normalidade do entendimento que se encontre preenchida essa nova condi\u00e7\u00e3o est\u00e1tica. Toda impress\u00e3o sensorial repercute sobre o mundo subjetivo, quer de modo direto, mediante a vibra\u00e7\u00e3o no dom\u00ednio da contempla\u00e7\u00e3o, quer mediatamente, despertando rea\u00e7\u00f5es de ordem afetiva; assim, ao lado da imagem normal, isto \u00e9, plenamente adequada \u00e0 impress\u00e3o que a suscitou, surgem numerosas outras despertadas pela reg\u00eancia afetiva ou pelas conex\u00f5es de ordem intelectual. No estado normal s\u00f3 aquela prevalece, afastando-se as demais sem que por isso haja, em geral, no\u00e7\u00e3o desse trabalho eliminat\u00f3rio. Embora inconsciente, semelhante processo influi profundamente no mundo afetivo, pois que entende de modo indireto com os sentimentos mais ligados ao tipo de imagem fundamental ou acess\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 prov\u00e1vel que a determina\u00e7\u00e3o das imagens acess\u00f3rias obede\u00e7a a leis particulares, din\u00e2micas e est\u00e1ticas, n\u00e3o mais no dom\u00ednio intelectual, por\u00e9m no campo afetivo e no da atividade. A possibilidade de observa\u00e7\u00e3o deste fato em quantidade suficiente, exequ\u00edvel em boas condi\u00e7\u00f5es mediante, por exemplo, a an\u00e1lise de sonhos normais e patol\u00f3gicos ou a de \u201cassocia\u00e7\u00f5es\u201d espont\u00e2neas como as de sess\u00f5es psicoanal\u00edticas, permitir\u00e1 assim precisar talvez os princ\u00edpios particulares que regem os sentimentos e a aplica\u00e7\u00e3o subjetiva das qualidades pr\u00e1ticas. A nosso ver torna-se vi\u00e1vel desde j\u00e1 uma distin\u00e7\u00e3o no campo patol\u00f3gico em rela\u00e7\u00e3o ao comportamento das imagens n\u00e3o normais. Ao passo que a predomin\u00e2ncia delas constituiria um tipo m\u00f3rbido oposto ao tipo normal, a equival\u00eancia entre a imagem normal e as acess\u00f3rias correspondentes acarretaria como dissemos dualidade ou mesmo multiplicidade \u2013 sempre inconsciente \u2013 dos motores afetivos. Da\u00ed o mal-estar caracter\u00edstico da ambival\u00eancia intelectual ou afetiva, mal-estar que se exprimiria como sintomas neur\u00f3ticos. A revivesc\u00eancia de imagens sem a interven\u00e7\u00e3o do ascendente coordenat\u00f3rio que exerce o mundo exterior permitiria ent\u00e3o \u2013 como, ali\u00e1s, \u00e9 caso verificado \u2013 descobrir os impulsos afetivos respons\u00e1veis pelo desvio de ordem intelectual. Tornado consciente este estado subjetivo, isto \u00e9, restabelecida a subordina\u00e7\u00e3o, agora racional, das imagens inadequadas para com a imagem normal respectiva cessaria a condi\u00e7\u00e3o m\u00f3rbida em apre\u00e7o. Parece-nos poss\u00edvel apelar para esse dinamismo na interpreta\u00e7\u00e3o da cura mediante a an\u00e1lise mental profunda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre as leis din\u00e2micas relativas ao entendimento, a primeira esclarece o fato \u00e0 primeira vista contradit\u00f3rio de coexistirem no mesmo indiv\u00edduo concep\u00e7\u00f5es plenamente positivas com rela\u00e7\u00e3o a certos fen\u00f4menos e outras sobrenaturais com refer\u00eancia a outros. \u00c9 que a mente humana, tanto a individual quanto a coletiva, consegue ver nos fen\u00f4menos quaisquer a express\u00e3o de leis, imut\u00e1veis e inacess\u00edveis ao arb\u00edtrio, tanto mais cedo quanto mais generalizados s\u00e3o aqueles e, portanto, de observa\u00e7\u00e3o mais f\u00e1cil e mais repetida. Sob condi\u00e7\u00f5es patol\u00f3gicas a intelig\u00eancia individual desenvolve em sentido inverso a escala de positividade dos conhecimentos humanos. Tais fatos constituem j\u00e1 observa\u00e7\u00e3o cedi\u00e7a e dispensam assim coment\u00e1rios especificados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As outras duas leis acima enumeradas n\u00e3o visam imediatamente o mundo intelectual; por\u00e9m estabelecem as condi\u00e7\u00f5es da evolu\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 afetividade e quanto ao empreendimento pr\u00e1tico, os quais influem direta e poderosamente no campo da intelig\u00eancia, quer se considere o indiv\u00edduo, quer se vise a esp\u00e9cie. Ficam, n\u00e3o obstante, em situa\u00e7\u00e3o marginal com refer\u00eancia ao assunto da presente comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Passamos assim em revista, bem que muito imperfeitamente e de maneira for\u00e7osamente resumida, os fen\u00f4menos de ordem geral que representam pelo aspecto abstrato as condi\u00e7\u00f5es normais do intelecto humano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>SUMMARY<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em complemento a comunica\u00e7\u00f5es anteriores, nas quais tem apreciado a influ\u00eancia das les\u00f5es encef\u00e1licas nos diversos quadros psiqui\u00e1tricos, o A. relembra agora a leis que regem o funcionamento intelectual no estado h\u00edgido e no estado patol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de frisar o conceito das localiza\u00e7\u00f5es cerebrais segundo a doutrina que segue, passa a analisar as condi\u00e7\u00f5es normais da intelig\u00eancia. Alude aos fen\u00f4menos do mundo objetivo como est\u00edmulo, alimento e regulador das fun\u00e7\u00f5es intelectuais, mediante as vias sensoriais diversas. Recorda ent\u00e3o os cinco atributos simples que constituem a intelig\u00eancia (contempla\u00e7\u00e3o, concreta e abstrata; medita\u00e7\u00e3o, indutiva e dedutiva; express\u00e3o); e reproduz o enunciado das tr\u00eas leis est\u00e1ticas e das tr\u00eas din\u00e2micas, estabelecidas por Augusto Comte em rela\u00e7\u00e3o ao entendimento humano.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, exemplifica os diferentes estados m\u00f3rbidos ocasionados pela ruptura das condi\u00e7\u00f5es normais enunciadas. Passa em revista, previamente, o tipo mental da inf\u00e2ncia e do estado selvagem, depois a atividade ps\u00edquica durante o sonho; em seguida refere-se aos dist\u00farbios de tipo esquizofr\u00eanico, depois aos do quadro paranoico, depois ainda ao s\u00edndrome de Cl\u00e9rambault e \u00e0s alucina\u00e7\u00f5es, para enfim deter-se um pouco em rela\u00e7\u00e3o acertos particulares que surgem em nevroses e no mecanismo da psican\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>RESUM\u00c9<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Comme compl\u00e9ment des m\u00e9moires ou Il a recherch\u00e9 l\u2019influence des l\u00e9sions enc\u00e9pahliques chez les divers tableaux psychi\u00e2trique, l\u2019auteur rappelle ici les lois statiques et dynamiques qui r\u00e9gissent le fonctionnement intellectuel \u00e0 l\u2019\u00e9tat normal et \u00e0 l\u2019\u00e9tat pathologique.<\/p>\n\n\n\n<p>Il souligne le concept des localisations c\u00e9r\u00e9brales d\u2019apr\u00e8s la doctrine qu\u2019il suit, puis il analyse les conditions normales de l\u2019intelligence. Il mentionne les phenom\u00e8nes du monde ext\u00e9rieur comme aliment, comme stimulant e comme r\u00e9gulateur des fonctions intellectuelles moyennant les voies sensorielles distinctes. Il rappelle alors le cinc fonctions simples qui constituent l\u2019intelligence (contemplation, concr\u00e8te et abstraite&nbsp;; m\u00e9ditation inductive et d\u00e9ductive&nbsp;; expression)&nbsp;; et r\u00e9produit l\u2019ennonc\u00e9 des trois lois statiques e des trois lois dynamiques \u00e9tablies para Auguste Comte para rapport \u00e1 l\u2019esprit humain.<\/p>\n\n\n\n<p>Pour finaliser l\u2019auteur fait mention des diff\u00e9rents \u00e9tats morbides occasionn\u00e9s par la rupture des conditons normales qu\u2019il d\u00e9nomb\u00e9es. Il passe en revue, au p\u00e9alable, le type normal de l\u2019enfeant et de l\u2019\u00e9tat sauvage, puis l\u2019activit\u00e9 pendant le r\u00eave&nbsp;; et ensuite il se tient un peu aux troubles \u00e0 type schizophr\u00e9nique, au trableau parano\u00efaque, au syndrome de Cl\u00e9rambault et aux hallucinations, pour arr\u00eater \u00e0 certaines particularit\u00e9s surgies en des n\u00e9vroses et au m\u00e9chanisme de la psychanalyse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>ZUSAMMENFASSUNG<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Der Verfasser setzt seine Arbeiten \u00fcber den Einfluss der Gehirnl\u00e4sionen auf die verschiedenen psychiatrischen Bilder fort und erinnert in der vorliegenden Arbait \u2013 <em>\u00dcber staische und dynamische Gesetsze der Intelligenz. Ihre Anwendung bei der Geisterpathologie<\/em> \u2013 an die Gesetze, welche die Verrichtung der intellektuellen Funktionen im gesunden und im krakhalften Zustande bestimmen.<\/p>\n\n\n\n<p>Nach kurzer Erkl\u00e4rung des Begriffes der Gehirnlokalisationen im Sinne der von ihm gefolgten Lehre geht der Verfasser zu einer Analyse der normalen Bedingungen der Intelligenz \u00fcber. Er bezieht sich auf die Erscheinungen der objektiven Welt, wlche die normalen Intelligenzleistungen vermittels der verschiedenen Sinnesbahnungen anreizen, untarhalten und richten&nbsp;; er erinnert dann an die f\u00fcnf eifachen Leistungen, welche die Intelligenz bilden (konkrete und abstrakte Beschauung, induktives und deduktives Nachsinnen, Ausdruck), und gibt die 3 statischen und di 3 dynamischen Gesetze wieder, die von Auguste Comte bez\u00fcglich des menschlichen Verstandes augestellt wurden.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sodann erl\u00e4utert er an Hand von Beispielen die verschiedenen krankhaften Zust\u00e4nde, welche sich infolge der Durchbrechung der aufgez\u00e4hlten normalen Bedingungen erbeben. Nach einer vorl\u00e4ufigen \u00dcbersicht \u00fcber den Geistestyp des Kindes und den des primitiven Menschen und \u00fcber die psychische T\u00e4tigkeit w\u00e4hrend des Traums bezieht er sich auf die St\u00f6rungen schizophrener Art, auf die des paranoiischen Bildes und afu das Syndrom Cl\u00e9rambaults un di Halluziantionen, um sodann durz auf gewisse Eizelheiten einzugehen, die bei Neurosen und beim Mechanismus der Psychoanalyse auftreten.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;AUDIFFRENT, G. \u2013 Appels aux m\u00e9d\u00e9cins \u2013 1 vol., XII, 260pags, Paris (Dunot), 1862<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;AUDIFFRENT, G. \u2013 Du cerveau et de l\u2019innervations. \u2013 1 vol, XIV, 528 pags, Paris (Dunot), 1869<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;AUDIFFRENT, G. \u2013 Des maladies du cerveau et de l\u2019innervations. \u2013 1 vol., XXII, 939 pags., Paris (Leroux), 1874.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;COMTE, AUGUSTE \u2013 Syst\u00e8me de politique positive. \u2013 Vol I, XL, 748 pags, Paris, 1851 (v. Chap. III, 564-736). \u2013 Vol. IV, XXXIX, 566 pags., avec un appendice g\u00e9n\u00e9ral, 229 pags. Paris, 1854 (v. Chap. III, 160-248).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;COMTE, AUGUSTE \u2013 Cat\u00e9chisme positiviste. \u2013 I vol., Paris, 1852 (V. Tamb\u00e9m: 2.\u00aa ed., brasukeuram trad. E anot. Por M. Lemos 1 vol. 536 p\u00e1gs., Rio de Janeiro (ed. Do Apostolado Positivista do Brasil), 1895.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;COMTE, AUGUSTE \u2013 Cat\u00e9chisme positiviste. \u2013 2 eme \u00e9d. Para P. Laffitte, 1 vol. 394 pags, Paris (Leroux), 1874.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;COMTE, AUGUSTE \u2013 Cat\u00e9chisme positiviste. \u00c9d. Avec des notes, para J. Lagarrigue, i vol. In 18, 420 pags., Paris, 1891.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;COMTE, AUGUSTE \u2013 Cat\u00e9chisme positiviste. Nouv. Ed. Avec une introd. Et des notes explicatives, para P. F. P\u00e9caut, 1 vol., XXXVI, 386 pags, Paris (Garnier).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;COMTE, AUGUSTE \u2013 Catechismus der Positiven Religion \u2013 \u00dcbersetzt von E. Roschau, Leipzig (O. Wigand), 1891.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;LAFFITTE, P., &#8211; Cour de philosophie positive \u2013 2 vols., Paris, 1890, 1896.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;LEMOS, J., &#8211; Teoria normal do c\u00e9rebro e da inerva\u00e7\u00e3o e sua aplica\u00e7\u00e3o \u00e0 patologia cerebral. Anais da Assist. A Psicopatas, Rio de Janeiro, vol. I, 67-81, 1931.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;LEMOS, J. \u2013 Assuntos m\u00e9dico-sociais \u2013 Rio de Janeiro, 1935.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;NOVAES CARVALHO, J. O. \u2013 Teoria filos\u00f3fica do c\u00e9rebro e suas localiza\u00e7\u00f5es segundo Aug. Comte. \u2013 1 vol., 210 p\u00e1gs., Tese do Rio de Janeiro, 1904.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;RANGEL FILHO, A., &#8211; Rela\u00e7\u00f5es entre a ci\u00eancia e a arte. Ensaio filos\u00f3fico. \u2013 Rio de Janeiro, 1935.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;S\u00c9M\u00c9RIE, E. \u2013 Des symptomes intellectuels de la folie. \u2013 1 vol., 110 pags, Th\u00e8se de Paris, 1867.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;SILVEIRA, A. \u2013 Teoria das fun\u00e7\u00f5es cerebrais segundo Aug. Comte \u2013 Com. A Assoc. Paulista de Med, Sec\u00e7\u00e3o de Neuro-psiquiatria, a 5-11-36.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;SOUZA, J. F. \u2013 Teoria da sensa\u00e7\u00e3o. \u2013 1 vol., 220 p\u00e1gs. Tese do Rio de Janeiro, 1925.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;TEIXEIRA MENDES, R. \u2013 A harmonia mental. \u2013 Rio de Janeiro (Ed. Do Apostolado Positivista do Brasil). 1885.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;TEIXEIRA MENDES, R. \u2013As \u00faltimas concep\u00e7\u00f5es de Augusto Comte. \u2013 1 vol., XL, 630 p\u00e1gs., Rio de Janeiro (Ed. Do Apost. Posit. Do Brasil), 1898.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;TEIXEIRA MENDES, R. \u2013 O ano sem par. \u2013 1 vol., XIV, 1056 p\u00e1gs. Rio de Janeiro, (Ed. Do Apost. Posit. Do Brasil), 1900.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;XAVIER, A. \u2013 Fun\u00e7\u00f5es do c\u00e9rebro \u2013 1 vol., 260 p\u00e1gs., Rio de Janeiro (Macedo), 1909.&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DAS LEIS EST\u00c1TICAS E DIN\u00c2MICAS DA INTELIG\u00caNCIA. APLICA\u00c7\u00c3O \u00c0 PATOLOGIA MENTAL\u00b9 Temos frisado em comunica\u00e7\u00f5es anteriores o papel fundamental que a distribui\u00e7\u00e3o topogr\u00e1fica das altera\u00e7\u00f5es anat\u00f4micas desempenha na determina\u00e7\u00e3o do quadro psiqui\u00e1trico. E sempre o fizemos analisando segundo a doutrina positivista das fun\u00e7\u00f5es cerebrais os fatos an\u00e1tomo-cl\u00ednicos. 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