{"id":1041,"date":"2024-03-17T13:57:35","date_gmt":"2024-03-17T16:57:35","guid":{"rendered":"https:\/\/anibalsilveira.org\/?page_id=1041"},"modified":"2024-04-28T17:36:31","modified_gmt":"2024-04-28T20:36:31","slug":"sistemas-cerebrais-na-patogenese-das-psicoses-endogenasanibal-silveira","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/anibalsilveira.org\/en\/sistemas-cerebrais-na-patogenese-das-psicoses-endogenasanibal-silveira\/","title":{"rendered":"SISTEMAS CEREBRAIS NA PATOG\u00caNESE DAS PSICOSES END\u00d3GENAS"},"content":{"rendered":"\n<h5 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><strong>SISTEMAS CEREBRAIS NA PATOG\u00caNESE DAS PSICOSES END\u00d3GENAS<\/strong>\u00b9<\/h5>\n\n\n\n<h5 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><strong>(An\u00edbal Silveira)<\/strong>\u00b2<\/h5>\n\n\n\n<p>Acreditamos que o psiquiatra, pela mesma raz\u00e3o que o especialista em t\u00e9cnicas projetivas, n\u00e3o pode progredir sem seguir uma teoria de personalidade. A teoria psicanal\u00edtica, a qual goza de prefer\u00eancia em quase toda a parte do Hemisf\u00e9rio Ocidental, pode explicar os dinamismos anormais nas neuroses e em outras condi\u00e7\u00f5es semelhantes. Contudo, ela n\u00e3o se aplica \u00e0s psicoses, pelo menos em sua grande maioria, e deixa de lado, em nosso entender, muitos aspectos psicol\u00f3gicos dos processos de desenvolvimento mental. A mesma restri\u00e7\u00e3o parece aplicar-se a outras poucas teorias de personalidade desenvolvidas mais recentemente. Se desejarmos uma teoria que possa abranger todas as condi\u00e7\u00f5es mentais normais e anormais e tomar na devida conta suas rela\u00e7\u00f5es com a fisiologia e a patologia do c\u00e9rebro, temos que retroceder at\u00e9 1850. Tal teoria foi estabelecida por um dos mais not\u00e1veis pensadores de todos os tempos, o fil\u00f3sofo franc\u00eas Auguste Comte, o qual a exp\u00f4s em 1851 (4). Ela foi, mais tarde, notavelmente elaborada pelo fil\u00f3sofo e m\u00e9dico George Audiffrent, em dois grandes volumes, \u201cDu cerveau et de l\u2019innervation\u201d, 1869 (1) e \u201cDes maladies du Cerveau\u201d, 1874 (2). N\u00e3o podemos entrar aqui em pormenores, naturalmente, sobre tal concep\u00e7\u00e3o da mente humana. Basta dizer que foi baseada \u201cna aprecia\u00e7\u00e3o sociol\u00f3gica do homem, na anatomia comparada do sistema nervoso, nas leis da Biologia, especialmente na Fisiologia, e verificada atrav\u00e9s do comportamento animal e da anatomia patol\u00f3gica do c\u00e9rebro\u201d [Audiffrent \u2013 (2)]. Al\u00e9m disso, esta doutrina descreveu minuciosamente, pela primeira vez, em 1850, o sono como fun\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica do instinto de conserva\u00e7\u00e3o individual, o que todo cientista agora admite, e, por outro lado, deu \u00e0 teoria do sonho a mesma interpreta\u00e7\u00e3o precisa que foi redescoberta por Freud, cerca de quarenta anos depois. Apenas uma cita\u00e7\u00e3o: Comte, ao estabelece que os est\u00edmulos vegetativos e os impulsos instintivos predominam durante o sono, donde o significado do sonho, diz: \u201cTal \u00e9 o princ\u00edpio por for\u00e7a do qual a ci\u00eancia do Homem (a Moral) ser\u00e1 capaz de tornar sistem\u00e1tica a interpreta\u00e7\u00e3o subjetiva dos sonhos a fim de regular seu curso atrav\u00e9s de impress\u00f5es convenientes, cerebrais ou som\u00e1ticas\u201d (vol. 4, 240. Par\u00eanteses e grifos nossos) (4). Isso foi em 1854.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><sub><sup>\u00b9Trabalho apresentado em 6 de Juno de 1961, ao III. \u00b0 Congresso Mundial de Psiquiatria, ocorrido em Montreal, Canad\u00e1. Fez parte do Simp\u00f3sio do Prof. Leonhard sobre Psicoses End\u00f3genas At\u00edpicas.<\/sup><\/sub><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><sub><sup>\u00b2Livre-Docente de Psiquiatria da Faculdade de Medicina e Professos de Psicopatologia da Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras, da Universidade de S\u00e3o Paulo, Brasil.<\/sup><\/sub><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com essa teoria, a mente humana consiste em tr\u00eas esferas interdependentes \u2013 Afetividade, Atividade e Intelig\u00eancia \u2013 o que agora \u00e9 indiscut\u00edvel, mas naquele tempo n\u00e3o era aceito por todos. Embora trabalhando t\u00e3o estreitamente juntas que n\u00e3o podemos separar uma da outra no estado normal, elas mant\u00eam uma hierarquia, de modo que a primeira \u00e9 b\u00e1sica e a \u00faltima referida a mais dependente. Al\u00e9m disso, a afetiva influencia as outras duas diretamente e \u00e9 realimentada pela intelectual, mas n\u00e3o pela ativa ou conativa; a atividade serve de mediadora entre os est\u00edmulos afetivos que se dirigem \u00e0 intelig\u00eancia e tamb\u00e9m recebe a reg\u00eancia dela. Por outro lado, cada esfera divide-se em v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es distintas \u2013 18 ao todo. Comte denominava-as pela terminologia usual, evitando criar termos novos e se limitando deliberadamente a redefinir as velhas denomina\u00e7\u00f5es para adapt\u00e1-las aos novos conceitos. Na esfera afetiva h\u00e1 dois n\u00edveis diferentes, um dirigido para as necessidades pessoais ou impulsos instintivos propriamente, e o outro objetivando a adapta\u00e7\u00e3o social; dos primeiros impulsos, um grupo de tr\u00eas prov\u00ea a conserva\u00e7\u00e3o: 1) do pr\u00f3prio ser \u2013 nutritivo, e 2) da esp\u00e9cie: o sexual, e o 3) materno ou de posse; dois outros grupos, cada um com dois impulsos s\u00e3o relacionados: 1) ao aperfei\u00e7oamento do indiv\u00edduo, a saber, o destrutivo e o construtivo, e 2) \u00e0 ambi\u00e7\u00e3o \u2013 de dom\u00ednio ou orgulho e de aprova\u00e7\u00e3o ou vaidade. Os sentimentos sociais ou altru\u00edsmo foram denominados: apego, venera\u00e7\u00e3o e bondade, termos os quais s\u00e3o auto descritivos. Tr\u00eas fun\u00e7\u00f5es distintas: firmeza, coragem e prud\u00eancia comp\u00f5em a atividade \u2013 termo geral que corresponde exatamente ao de Cona\u00e7\u00e3o, especificado por McDougall (18); tais disposi\u00e7\u00f5es conativas refletem-se na a\u00e7\u00e3o expl\u00edcita, do mesmo modo que no trabalho intelectual. Este \u00faltimo dom\u00ednio corresponde a tr\u00eas diferentes n\u00edveis de contacto com o mundo exterior \u2013 ou tamb\u00e9m com o interior: contempla\u00e7\u00e3o ou observa\u00e7\u00e3o seja concreta ou abstrata, de que resultam no\u00e7\u00f5es; medita\u00e7\u00e3o, dedutiva e indutiva, que representa o pensamento ativo propriamente dito; e a comunica\u00e7\u00e3o que prov\u00ea n\u00e3o apenas a express\u00e3o do estado interno, mas tamb\u00e9m os \u201csinais\u201d que tornam poss\u00edveis as constru\u00e7\u00f5es abstratas. As liga\u00e7\u00f5es entre as tr\u00eas esferas da personalidade mencionadas n\u00e3o s\u00e3o indiscriminadas. Muito pelo contr\u00e1rio, as diferentes fun\u00e7\u00f5es mant\u00eam rela\u00e7\u00f5es seletivas, de modo que os impulsos de uma, v\u00e3o somente para algumas outras, pelo menos de modo direto. Assim, como foi apontado por Comte e especialmente por Audiffrent (1 e 2), elas resultam em sistemas ps\u00edquicos. Um esbo\u00e7o esquem\u00e1tico desses sistemas encontra-se no Quadro I, para encurtar esta digress\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos pontos mais importantes e not\u00e1veis da teoria da personalidade de Comte \u00e9 que cada fun\u00e7\u00e3o individual representa o funcionamento de um \u00f3rg\u00e3o distinto, de modo que as v\u00e1rias inter-rela\u00e7\u00f5es funcionais t\u00eam como substrato a grande n\u00famero de vias. Guiando-se pelo m\u00e9todo subjetivo, isto \u00e9, procedendo do todo para as partes cujo significado s\u00f3 pode ser compreendido segundo as fun\u00e7\u00f5es que cada parte deve preencher \u2013 Comte localizou os \u00f3rg\u00e3os dos instintos sexual e nutritivo no c\u00f3rtex cerebelar, e todos os outros no c\u00f3rtex cerebral: assim, para as primeiras duas mais poderosas motiva\u00e7\u00f5es instintivas, as vias de condu\u00e7\u00e3o s\u00e3o as fibras trans hemisf\u00e9ricas: as vias paleocerebelar e paleocerebral, neocerebelar e neocerebral, as quais se espalham por todo o c\u00f3rtex cerebral, passando atrav\u00e9s das liga\u00e7\u00f5es subcorticais.<\/p>\n\n\n\n<p>Comte afirma, especificamente, que somente o n\u00famero, as posi\u00e7\u00f5es relativas e as rela\u00e7\u00f5es m\u00fatuas de tais \u00f3rg\u00e3os poderiam ser determinados pelo m\u00e9todo subjetivo, pois as \u00e1reas verdadeiras e as configura\u00e7\u00f5es precisas dependiam de pesquisas an\u00e1tomo-cl\u00ednicas objetivas. Contudo, os m\u00e9todos arquitet\u00f4nicos e, mais recentemente, as pesquisas neurofisiol\u00f3gicas, vieram confirmar os pontos de vista do fil\u00f3sofo. Devemos acentuar, a este respeito, que todas as fun\u00e7\u00f5es mentais \u2013 ou subjetivas, segundo Comte, resultam de \u00f3rg\u00e3os localizados no c\u00f3rtex, mas estes se relacionam mutuamente por meio de vias c\u00f3rtico-corticais, transcalosas e trans-hemisf\u00e9ricas, que incluem nos sistemas, precisamente, estruturas sub-corticais. Quanto \u00e0s conex\u00f5es cortico-corticais, quer intra-hemisf\u00e9ricas quer transcalosas, o grande n\u00famero de pesquisas em neuronografia \u2013 por exemplo, as da escola de Dusser de Barenne (3, 17) entre muitas outras \u2013 evidenciam o arranjo organizacional das \u00e1reas; e, conforme se v\u00ea na figura 1, tomada de Fulton (7), as \u00e1reas occipital, frontal e temporal s\u00e3o interligadas por vias espec\u00edficas. Essas fibras occ\u00edpito-frontais, representam, de acordo com o \u201cprinc\u00edpio de Audiffrent\u201d conforme o chamamos (22), o n\u00edvel cortical implicado na vis\u00e3o. O processo de percep\u00e7\u00e3o dos est\u00edmulos visuais \u2013 como caso particular de percep\u00e7\u00e3o em qualquer dom\u00ednio sensorial \u2013 requer, em primeiro lugar, sua transmiss\u00e3o ao n\u00facleo subcortical onde s\u00e3o transformados em \u201csensa\u00e7\u00e3o\u201d (Fig.2, s); depois, a partir da\u00ed, em duas dire\u00e7\u00f5es, para os c\u00f3rtices afetivos e intelectuais ao mesmo tempo; e, finalmente, a condu\u00e7\u00e3o do impulso do c\u00f3rtex afetivo atrav\u00e9s do c\u00f3rtex conativo em dire\u00e7\u00e3o ao \u00f3rg\u00e3o intelectual da observa\u00e7\u00e3o abstrata (P para percep\u00e7\u00e3o, na figura 2).&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/I0XilYbYnh_oWe6SvCbt23BxFqPsV913zz2E1_otBMS0ddxu6Us1t5dntfU9aWH9mSLa4yhbzBOYsrFG1yY-_KRaCvBAerzX_ydDVI8M4a55Tq5UxurraJTUJrxLj2elqLE4q5YC8HZCa40oOL1Idw\" alt=\"Diagrama, Esquem\u00e1tico\n\nDescri\u00e7\u00e3o gerada automaticamente\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Outra bela demonstra\u00e7\u00e3o do sistema trans-hemisf\u00e9rico \u2013 previsto com exatid\u00e3o por Comte e Audiffrent \u2013 temos nas pesquisas recentes sobre a forma\u00e7\u00e3o reticular: tanto a inibi\u00e7\u00e3o quanto a facilita\u00e7\u00e3o, comutadas ao n\u00edvel reticular, s\u00e3o indicadas no conhecido esquema de Magoun (16) mostrado na figura 3. De outro lado, o fluxo do processo inibit\u00f3rio atrav\u00e9s do c\u00f3rtex medial e da convexidade segue uma via definida, estudada por McCulloch e o grupo de Dusser de Barenne (3, 17), o que tentamos representar na figura 4 (23).<\/p>\n\n\n\n<p>Esta interliga\u00e7\u00e3o de estruturas corticais e subcorticais, imperativa em toda opera\u00e7\u00e3o mental, explica a assim chamada interpreta\u00e7\u00e3o hol\u00edstica do funcionamento mental, mas, ao mesmo tempo, a invalida, em nossa opini\u00e3o. A unicidade \u00e9 apenas aparente, pois que, no estado normal, todas as fun\u00e7\u00f5es est\u00e3o intimamente relacionadas entre si. Contudo, sob condi\u00e7\u00f5es patol\u00f3gica, a participa\u00e7\u00e3o de cada uma pode ser posta em evid\u00eancia na resultante final da anormalidade. Na verdade, esta concep\u00e7\u00e3o de sistemas cerebrais como substrato de sistemas ps\u00edquicos pode ser \u00fatil \u2013 \u00e0s vezes, de m\u00e1ximo valor, como acontece, por exemplo, no caso da an\u00e1lise psicopatol\u00f3gica profunda feita por Kleist (10, 12). Devemos ter em mente esses dinamismos, nos quais as fun\u00e7\u00f5es mais dependentes, as da esfera intelectual, s\u00e3o regidas por aquelas das esferas conativa e afetiva. Isto, por sua vez, traduzido em termos neuro-fisol\u00f3gicos, significaria reg\u00eancia do lobo frontal, a partir das outras regi\u00f5es da convexidade. Aplicando este racioc\u00ednio no estudo dos quadros cl\u00ednicos dos pacientes com dist\u00farbios ps\u00edquicos relacionados direta ou indiretamente a les\u00f5es cerebrais, n\u00f3s e alguns colaboradores fomos capazes de encontrar alguns sintomas do lobo frontal resultantes de processos distantes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O quadro II, deduzido de um grupo de 40 pacientes (26), ulteriormente aumentado para 100 (25), apresenta uma vers\u00e3o revista dos dados correspondentes, nos quais baseamos a leucotomia seletiva (21). Contudo, n\u00e3o \u00e9 somente no dom\u00ednio das les\u00f5es cerebrais que tais concep\u00e7\u00f5es podem ser aplicadas. Kleist usou essa maneira de racioc\u00ednio para as psicoses end\u00f3genas, mostrando que a an\u00e1lise dos sistemas cerebrais, sistemas funcionais, pode ser levada a um refinamento que deixa muito longe os dados oriundos das les\u00f5es locais.<\/p>\n\n\n\n<p>Muito antes de publicar o marco mili\u00e1rio da patologia cerebral, a \u201cGehirnpathologie\u201d (10), ele tinha institu\u00eddo a concep\u00e7\u00e3o dos sistemas ps\u00edquicos em princ\u00edpio diretor da classifica\u00e7\u00e3o da esquizofrenia (8), assunto ao qual retornou em um dos \u00faltimos trabalhos (11). Esta mesma aprecia\u00e7\u00e3o frutuosa e na mesma dire\u00e7\u00e3o, embora independentemente das pesquisas de Kleist, encontramos na not\u00e1vel monografia de Leonhard sobre esquizofr\u00eanicos residuais (13). Foi tamb\u00e9m esse o princ\u00edpio que nos guiou em nossa sele\u00e7\u00e3o de esquizofr\u00eanicos cr\u00f4nicos para tratamento pela insulina ou pelo choque de cardiazol (20).<\/p>\n\n\n\n<p>Combinando a concep\u00e7\u00e3o de sistemas cerebrais com aquela da c\u00e9rebro-patog\u00eanese, com a qual est\u00e1 intimamente ligada, Kleist (8, 10, 12), por um lado, e Leonhard por outro (13, 15) lan\u00e7aram nova luz sobre o grupo das psicoses end\u00f3genas. Isso, n\u00e3o ocorreu ao acaso, cremos, por\u00e9m como resultado de usar um modo de racioc\u00ednio e um instrumento subjetivo que foram compensadores nas m\u00e3os de Wernicke, e que ca\u00edram em descr\u00e9dito devido \u00e0 complexidade e ao penoso trabalho que exigem como retaguarda. Resumindo, esta linha divis\u00f3ria \u00e9 como Leonhard acentua, \u201co esp\u00edrito de Wernicke e Kleist\u201d (15). Esse conjunto de exig\u00eancias cl\u00ednicas n\u00e3o \u00e9 de molde a atrair o psiquiatra em geral, mas n\u00e3o h\u00e1 outra alternativa, acreditamos, para atingir a realidade cl\u00ednica e a precis\u00e3o no diagn\u00f3stico; em outras palavras, a seguran\u00e7a para o paciente e a estabilidade na orienta\u00e7\u00e3o psiqui\u00e1trica. Isto implica em abandonar a posi\u00e7\u00e3o puramente descritiva ou fenomenol\u00f3gica t\u00e3o comum na psiquiatria de hoje, e ir em busca dos dinamismos patog\u00eanicos.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"707\" height=\"486\" src=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1042\" srcset=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-1.png 707w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-1-300x206.png 300w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-1-18x12.png 18w\" sizes=\"auto, (max-width: 707px) 100vw, 707px\" \/><figcaption><strong><sub><sup>\u00b3Nesse ponto da reprodu\u00e7\u00e3o que eu possu\u00eda, havia anotado em letras manuscritas: \u201crevisto\u201d (prov\u00e1vel anota\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio A. Silveira, que teria revisto este aspecto) (nota de Roberto Fasano Neto)<\/sup><\/sub><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><em>Quadro II \u2013 Sintomas do lobo frontal provocados por focos distantes<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/VlkmKD6aV1SD6VfG6d5ImYRTco7XRgDyYNIpG_bJikSnup_w_vgwVWw7Rtv2MOc50QwUeEAFwgTrpDWOFBBluxK7XW2LacDwG_l16P_2veOhRSJPjvFN-ayoblm7u-Jz0Ut_edGSIRVQPbnuE1fzuw\" alt=\"10-05-2014 07;27;53.jpg\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><em>Fig. 1 \u2013 Conex\u00f5es c\u00f3rtico-corticais, particularmente entre as \u00e1reas 8 e 18. (Tirado de Fulton, por cortesia do autor e W. W. Norton &amp; Norton Inc. Nova York.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/LCMuJ78m-0PartDqxG86yqQiYYsL1ptzwAL46omjAsLZIFAricJdblHaomH2wYTnwZheisukKvfe9W5zbtQbvAddcc3fZcSfDxjU6oJgzdqWt3nE5kniqyyvH-JVHuqTfywcteFQ5dvtx-6wQhcy-A\" alt=\"2.jpg\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong><em>Fig. 2 \u2013 Processos psicol\u00f3gicos da percep\u00e7\u00e3o, aqui exemplificados pelo sentido visual. E, est\u00edmulo; I, impress\u00e3o; S, sensa\u00e7\u00e3o; A, rea\u00e7\u00e3o afetiva inconsciente ao est\u00edmulo conduzido; P, percep\u00e7\u00e3o; linha de ponto e tra\u00e7o, via que une o n\u00facleo sensorial e o c\u00f3rtex afetivo, radia\u00e7\u00f5es \u00f3pticas mais fibras at\u00e9 a \u00e1rea 19; linha pontilhada, conex\u00e3o com o c\u00f3rtex frontal, ainda n\u00e3o demonstrada anatomicamente; linha interrompida, vias occ\u00edpito-frontais. As vias intercerebrais consubstanciam o que n\u00f3s chamamos \u201cprinc\u00edpio de Audiffrent\u201d (Cortesia de Hermann &amp; Cie., Editores, Paris).<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/_yhD9_YrTfirn2n1ImSFn7Z3DPiGk5wv6CfK8tpHRqYuESojdhksXy8_4tdSIeaoO8q5fg33xj3_qJ1_llJnUJ8H6lZVv3Lv23t0nifQMnkzlA0bl9ugHlIPdQ06cw2cg-ry9ac6mYc3Dx3rbnIDlw\" alt=\"3.jpg\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong><em>Fig. 3 \u2013 Inibi\u00e7\u00e3o e facilita\u00e7\u00e3o da atividade cortical, atrav\u00e9s das vias cerebelo-reticular e c\u00f3rtico-reticular. (Tirado de Magoun, por cortesia do autor e Charles C. Thomas. Springfield, Illinois).<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/6R8M5wMX1YqG9HrnpbN8jrcs6zCeb9DqH0clQ5IPsQSOp5PGIqQlwR1Seu2J2UbPTFIT9Oa__nMNFKPJp6JTk48FZUyF-tEiDFP7kSXfuePQY5MdxRTRdPxcgCRhlcJPB_p9tOz60fRsuUt861DA5g\" alt=\"10-05-2014 07;28;40.jpg\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong><em>Fig. 4 \u2013 Representa\u00e7\u00e3o esquem\u00e1tica da superf\u00edcie medial do c\u00e9rebro do Chimpanz\u00e9, mostrando sistemas cerebrais em termos de atividade inibit\u00f3ria, ligando \u00e1reas do c\u00edngulo e da convexidade, em experi\u00eancias neurongr\u00e1ficas (Cortesia do Arquivo Neuro-Psiqui\u00e1trico, S\u00e3o Paulo)<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Foi o m\u00e9rito de Kleist ter aprofundado a an\u00e1lise psicopatol\u00f3gica de modo a separar os v\u00e1rios quadros cl\u00ednicos em um grupo central com decurso e desfecho precisos, de um lado, e do outro lado, muitas outras entidades que aparentemente pertenciam a ele, mas na verdade obedeciam a processos completamente diferente. Ele pode, assim, desemaranhar a verdadeira catatonia, a verdadeira hebefrenia e os processos paranoides que levam \u00e0 decad\u00eancia, todos os quais conduziam a um fim catastr\u00f3fico, de quadros cl\u00ednicos benignos, os quais eram colocados, for\u00e7adamente, naqueles grupos devido a um crit\u00e9rio demasiadamente frouxo. Do mesmo modo, as psicoses de curso benigno foram divididas em grupos principais, de quadros constitucionais, e grupos geneticamente ligados a eles, mas que derivavam de disposi\u00e7\u00e3o mantida em estado latente: estas \u00faltimas caracterizadas por ele, provisoriamente, como \u201cpsicoses degenerativas\u201d (9).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esta mesma linha de pesquisas permitiu a Leonhard fazer uma distin\u00e7\u00e3o fundamental dentro do grupo das esquizofrenias: com quadros definidos e fundamento gen\u00e9tico \u2013 as formas t\u00edpicas, ulteriormente rebatizadas como \u201csistem\u00e1ticas\u201d \u2013 e outras multiformes e geneticamente distintas das primeiras: \u201cat\u00edpicas\u201d ou \u201cn\u00e3o sistem\u00e1ticas\u201d (13, 15). \u00c9 importante notar que Kleist chamou os primeiros grupos \u2013 em base ligeiramente diferentes \u2013 formas \u201csimples\u201d ou \u201ccombinadas\u201d, e as segundas, formas \u201cextensivas\u201d: no primeiro caso, o processo, se confina a um ou mais sistemas dentro da mesma esfera; no segundo caso, invade outra esfera. Embora consideremos as esferas e os sistemas da personalidade acima mencionados de modo algo diferente (24), a patog\u00eanese das esquizofrenias \u2013 na acep\u00e7\u00e3o de Kleist, da mesma maneira que na de Leonhard \u2013 pode ser interpretada de modo concordante com esse ponto de vista, como tentamos sintetizar no Quadro III.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1043\" width=\"610\" height=\"813\" srcset=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-3.png 742w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-3-225x300.png 225w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-3-9x12.png 9w\" sizes=\"auto, (max-width: 610px) 100vw, 610px\" \/><figcaption><strong><sub><sup>Posteriormente, o A. reformulou a classifica\u00e7\u00e3o aqui apresentada, considerando o Del\u00edrio Circunscrito como relacionado ao sistema afetivo, enquanto a Psicose Progressiva de Influ\u00eancia, devido a participa\u00e7\u00e3o muito frequente da s\u00edndrome de automatismo mental motora, foi realocada para o sistema conativo (Nota de Roberto Fasano Neto)<\/sup><\/sub><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>N\u00e3o podemos comentar aqui a patog\u00eanese proposta no Quadro III, pois isso nos levaria muito longe, em rela\u00e7\u00e3o ao limite de tempo de que dispomos. Contudo, algumas observa\u00e7\u00f5es s\u00e3o necess\u00e1rias. Uma delas, \u00e9 que v\u00e1rias formas reunidas na mesma chave sob a coluna Quadros Cl\u00ednicos t\u00eam a mesma patog\u00eanese no que diz respeito \u00e0 esfera de personalidade, mas se manifestam em express\u00e3o cl\u00ednica atrav\u00e9s de sistemas diferentes, dentro de cada esfera: coluna da direita. De outro lado, diferen\u00e7as essenciais entre formas sistem\u00e1ticas e n\u00e3o sistem\u00e1ticas, na acep\u00e7\u00e3o de Leonhard: surgem do fato de que, nas primeiras, somente uma esfera \u00e9 a sede dos dist\u00farbios origin\u00e1rios, enquanto duas ou mais esferas s\u00e3o atingidas ao mesmo tempo nas n\u00e3o sistem\u00e1ticas. Cremos que estas suposi\u00e7\u00f5es podem ser apoiadas pelas pr\u00f3prias descri\u00e7\u00f5es dadas independentemente por Kleist (8,11) e por Leonhard (15). Pode n\u00e3o estar suficientemente claro porque falamos de um significado conativo em quadros intelectuais como o fon\u00eamico, o confabulat\u00f3rio, as esquizofrenias paral\u00f3gicas, as psicoses de influ\u00eancia, da mesma maneira que na hebefrenia pueril. Para ser breve, os processos fon\u00eamicos ou verbal-alucinat\u00f3rio (Kleist), da mesma maneira que a articula\u00e7\u00e3o intra-ps\u00edquica dos pensamentos, dependeriam do est\u00edmulo indispens\u00e1vel mediado pela cona\u00e7\u00e3o \u2013 na acep\u00e7\u00e3o de Comte (4), Audiffrent (2) bem como de McDougall (16); os outros dist\u00farbios refletem patologicamente, a mesma participa\u00e7\u00e3o de for\u00e7as conativas para liberar processos do pensamento: como desvio global na fabula\u00e7\u00e3o, como sensa\u00e7\u00e3o de ser dominado ou de estar dominando outros, na psicose de influ\u00eancia, como na mudan\u00e7a da corrente de pensamentos no desvio paral\u00f3gico; hebefrenia superficial, de outro lado, mostra uma acentuada falta de iniciativa, de acordo com o que Leonhard refere.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"743\" height=\"565\" src=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-4.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1044\" srcset=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-4.png 743w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-4-300x228.png 300w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-4-16x12.png 16w\" sizes=\"auto, (max-width: 743px) 100vw, 743px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Cremos que esta mesma maneira de pensar pode se aplicar a outras condi\u00e7\u00f5es anormais, mais remotamente relacionadas ao grupo principal de condi\u00e7\u00f5es end\u00f3genas: temos em mente as neuroses e as personalidades psicop\u00e1ticas. No primeiro grupo, cremos que os processos que desorganizam a personalidade d\u00e3o origem a quadros diferentes conforme se situem primitivamente na esfera afetiva, conativa ou intelectual. Aqui tamb\u00e9m deve ser considerado, para a mesma esfera, o per\u00edodo de desenvolvimento da personalidade em que as for\u00e7as perturbadoras entraram em a\u00e7\u00e3o: assim a diferen\u00e7a de n\u00edvel organizacional explicaria o aparecimento da histeria de ansiedade ou da neurose de ansiedade \u2013 na esfera afetiva \u2013 ou, o desenvolvimento do car\u00e1ter hist\u00e9rico ou, de uma neurose obsessiva, dentro da esfera intelectual. Ao mesmo tempo \u2013 Quadro IV \u2013 as fun\u00e7\u00f5es de cada esfera podem explicar a semelhan\u00e7a principal entre a histeria e a neurose correspondente. A inferioridade psicop\u00e1tica, como a entendemos, significa um desvio geral situado na esfera afetiva ou conativa da personalidade. Desse modo, nesta base patog\u00eanica, restringimos as personalidades psicop\u00e1ticas a somente cinco grupos, todos eles pertencentes a classifica\u00e7\u00f5es geralmente aceitas \u2013 Quadro V \u2013 o n\u00edvel predominante de desorganiza\u00e7\u00e3o profundo ou instintivo, superior ou relacionado a sentimentos sociais, deveria explicar que um seja anti-social, outro aceito, dentro da esfera afetiva da personalidade; do mesmo modo as diversas inter-rela\u00e7\u00f5es das for\u00e7as conativas explicariam a explosividade, instabilidade e o comportamento ast\u00eanico dentro da estrutura conativa de refer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0s psicoses degenerativas, descritas por Kleist, podemos ver a semelhan\u00e7a com aquelas relacionadas patogeneticamente com a mesma esfera de personalidade, mesmo quando pertencem a grupos geneticamente diferentes: assim, algumas s\u00e3o multiformes nos quadros, isso \u00e9, mais marcadas por uma base heredol\u00f3gica, outras monopolares ou puras no quadro cl\u00ednico o que evidencia um substrato menos grave \u2013 ver o Quadro VI. Todos os quadros de Kleist aqui considerados \u2013 que foram considerados de uma maneira um tanto diferente na classifica\u00e7\u00e3o de Leonhard (15) \u2013 t\u00eam em comum a natureza de seu decurso: eles t\u00eam uma evolu\u00e7\u00e3o benigna, alguns tendendo a recidivas, mas n\u00e3o deixando tra\u00e7o definitivo<\/p>\n\n\n\n<p>Tra\u00e7o distintivo na esquizofrenia, no sistema de Kleist, da mesma maneira que no de Leonhard, \u00e9 a tend\u00eancia para uma evolu\u00e7\u00e3o progressiva e para a entrada \u2013 algumas vezes retardada \u2013 na fase de deteriora\u00e7\u00e3o. Kleist usou um sistema complexo para a classifica\u00e7\u00e3o das esquizofrenias que ele inicialmente descreveu como entidades independentes \u2013 as hebefrenias, as catatonias, as deteriora\u00e7\u00f5es paran\u00f3ides, as esquizofrenias confusionais e as parafrenias. Algumas eram formas puras, combinadas ou simples, algumas eram extensivas: estas s\u00e3o mostradas no Quadro VII, as \u00faltimas em par\u00eanteses, as mais t\u00edpicas entre as primeiras grifadas. Leonhard considera as formas n\u00e3o sistem\u00e1ticas como geneticamente diversas das sistem\u00e1ticas e, al\u00e9m disso, simplificou a lista de formas individuais (5, 6 ,15). Contudo, desde que ambos esses autores tomam como princ\u00edpio diretor a patog\u00eanese e a concep\u00e7\u00e3o dos sistemas cerebrais, suas classifica\u00e7\u00f5es coincidem em muitos pontos e n\u00e3o h\u00e1 contradi\u00e7\u00e3o especial entre elas, como podemos ver no Quadro VII.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui deve-se notar que Leonhard n\u00e3o relaciona explicitamente a esquizofrenia paral\u00f3gica de Kleist \u00e0 sua pr\u00f3pria esquizofasia. Contudo, atribui \u00e0 desagrega\u00e7\u00e3o do pensamento incluindo aqueles dinamismos paral\u00f3gicos \u2013 as principais caracter\u00edsticas da esquizofasia. Apresentando este quadro diz Leonhard (15) \u201cN\u00e3o posso endossar a opini\u00e3o de que na esquizofasia a palavra \u00e9 perturbada independentemente dos processos do pensamento com Kraepelin mencionou e tamb\u00e9m Kleist admitiu. \u00c9 sempre poss\u00edvel demonstrar um dist\u00farbio do pensamento, at\u00e9 mais acentuado (Pag. 219).<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"781\" height=\"615\" src=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-5.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1045\" srcset=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-5.png 781w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-5-300x236.png 300w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-5-768x605.png 768w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-5-15x12.png 15w\" sizes=\"auto, (max-width: 781px) 100vw, 781px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Finalmente, gostar\u00edamos de sublinhar o fato de que ambos os grandes grupos de psicoses end\u00f3genas \u2013 as esquizofrenias e as psicoses degenerativas \u2013 costumam ter muitos caracteres em comum: isto \u00e9 devido, a nosso ver, ao fato que a mesma esfera de personalidade \u2013 ou o mesmo sistema dentro de cada uma \u2013 est\u00e1 comprometido no processo m\u00f3rbido. Este modo, geneticamente eles se diferenciam, mas patogeneticamente eles permanecem semelhantes quando analisados de um modo superficial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez as formas n\u00e3o sistem\u00e1ticas da esquizofrenia, na concep\u00e7\u00e3o de Leonhard, possam permanecer como um intermedi\u00e1rio entre ambos os grupos. Isto est\u00e1 de acordo com as esmeradas pesquisas gen\u00e9ticas levada a efeito por Leonhard, as quais o autorizam a afirmar: \u201cA semelhan\u00e7a com as psicoses cicl\u00f3ides v\u00eam mais acentuadamente \u00e0 luz, do fato de que, para cada uma destas \u00faltimas formas cur\u00e1veis, corresponde uma esquizofrenia n\u00e3o sistem\u00e1tica. Da psicose de \u00eaxtase e ansiedade (Angst-Gl\u00fccks Psychose) vem a liga\u00e7\u00e3o com a parafrenia afetiva; da psicose da motilidade, a catatonia peri\u00f3dica; da psicose confusional \u00e0quela da esquizofasia\u201d (Pag. 184-15). Tomando, agora, todo o grupo de psicoses degenerativas, e, de outro lado, todo o grupo de esquizofrenias conforme descrito por Kleist e Leonhard, achamos a mesma semelhan\u00e7a nos caracteres principais dos diversos quadros, confrontando grupo com grupo.<\/p>\n\n\n\n<p>A fim de tornar esta compara\u00e7\u00e3o mais simples, reunimos tais estados m\u00f3rbidos no Quadro VIII, onde est\u00e3o arrumados de acordo com seus grupos cl\u00ednicos e com os supostos dinamismos patog\u00eanicos em a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Como pode ser visto no Quadro, a semelhan\u00e7a nos sintomas predominantes de cada psicose de degenera\u00e7\u00e3o pode compartilhar com a forma correspondente de esquizofrenia, n\u00e3o implica semelhan\u00e7a das condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas. Ao contr\u00e1rio, se o psiquiatra n\u00e3o se contenta com a atitude superficial e ing\u00eanua de descrever o quadro baseado somente em fatos fenomenol\u00f3gicos, elas aparecem como entidades perfeitamente separadas, clinicamente distintas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em aditamento, n\u00e3o \u00e9 meramente uma quest\u00e3o de min\u00facias irrelevantes para a constru\u00e7\u00e3o da conclus\u00e3o diagn\u00f3stica. O progn\u00f3stico do desfecho do pr\u00f3prio quadro e para as implica\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas, varia de um extremo a outro, no que se refere \u00e0s psicoses degenerativas e \u00e0s esquizofrenias.<\/p>\n\n\n\n<p>Da\u00ed o cuidado que o psiquiatra deve votar ao diagn\u00f3stico diferencial, o qual \u00e9 imperativo para o pr\u00f3prio tratamento do paciente como um momento da corrente gen\u00e9tica que caracterizam as diversas psicoses end\u00f3genas: da\u00ed o quadro cl\u00ednico que as distingue.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessas condi\u00e7\u00f5es, a compreens\u00e3o e a classifica\u00e7\u00e3o das psicoses deveriam basear-se no dinamismo patog\u00eanico e n\u00e3o na descri\u00e7\u00e3o cl\u00ednica. E \u00e9 por isto que as concep\u00e7\u00f5es de Kleist e de Leonhard sobre as psicoses end\u00f3genas ultrapassam o valor de quaisquer outras. Kleist figura entre os fundadores da psiquiatria ao criar o grupo das \u201cpsicoses degenerativas\u201d e v\u00e1rias psicoses isoladas, bem como ao redefinir, isolar e esclarecer o conjunto das psicoses progressivas que mais tarde redenominou esquizofrenias (quadro III). Tal crit\u00e9rio patogen\u00e9tico pode tamb\u00e9m ser \u00fatil para a defini\u00e7\u00e3o de quadros cl\u00ednicos mentais que n\u00e3o s\u00e3o psicoses, tais como a histeria, as neuroses em geral, as personalidades psicop\u00e1ticas (quadro IV e V).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Neste dom\u00ednio, haveria a considerar, na patog\u00eanese, tanto as esferas e os sistemas mentais quanto o modo pelo qual foram desorganizados, e a fase de desenvolvimento em que se encontravam.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas \u201cpsicoses degenerativas\u201d de Kleist \u2013 sejam cl\u00ednicas, sejam epis\u00f3dicas (quadro VI) \u2013 as esferas e os sistemas s\u00e3o alterados por processos funcionais transit\u00f3rios devidos a disposi\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas latentes, ao passo que as esquizofrenias dele e de Leonhard (quadro VII) decorrem em geral de modo progressivo e levam \u00e0 decad\u00eancia mental. A pr\u00f3pria desordem \u00e9 de natureza gen\u00e9tica, como tamb\u00e9m o fato de se limitar a determinada esfera ps\u00edquica ou de se propagar a mais de uma.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"595\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-7-595x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1046\" srcset=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-7-595x1024.png 595w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-7-174x300.png 174w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-7-7x12.png 7w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-7.png 728w\" sizes=\"auto, (max-width: 595px) 100vw, 595px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Os quadros cl\u00ednicos em que ocorre esta propaga\u00e7\u00e3o s\u00e3o excepcionais na esquizofrenia ao passo que constituem a regra nas \u201cpsicoses degenerativas\u201d, na nossa opini\u00e3o. Ambos estes grupos m\u00f3rbidos podem ter sintomas cl\u00ednicos em comum pelo fato de estar atingindo o mesmo sistema cerebral (Quadro VIII), mas o diagn\u00f3stico cl\u00ednico poder\u00e1 ser estabelecido corretamente se a patog\u00eanese for levada em conta.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"562\" src=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-8-1024x562.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1047\" srcset=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-8-1024x562.png 1024w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-8-300x165.png 300w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-8-768x421.png 768w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-8-18x10.png 18w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-8-1200x658.png 1200w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-17-8.png 1207w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>S U M M A R Y<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mental processes imply a harmonious functioning of psychic systems, assembled into larger units, psychic spheres (Table I). Their neurophysiological representatives are brain systems of areas and pathways (Fig. 1-4). &#8220;Under functional and\/or organic disturbances these systems originate the leading mental symptoms (Table II) characterizing the diverse endogenous psychoses: hence, the latter\u2019s distinctive patterns.&#8221; (\u201cCerebral systems in the pathogenesis of endogenous psychoses\u201d)<\/p>\n\n\n\n<p>Accordingly, understanding and classification of psychoses should rest on the pathogenic dynamisms, not on clinical description. &#8220;This is why Kleist\u2019s and Leonhard\u2019s conceptions of the endogenous psychoses surpass any other to exist.&#8221; (\u201cCerebral systems in the pathogenesis of endogenous psychoses. 1974.\u201d) Kleist stands among the founders of psychiatry, by describing the \u201cdegeneration psychoses\u201d and many single psychoses, as well as redefining, isolating, and clarifying the progressive ones, later on renamed as schizophrenias (Table III). Such pathogenic criterion may also be useful to define mental conditions other than psychoses, as hysteria, neuroses, and psychopathic inferiority (Tables IV and VI). One should consider here, besides the psychic systems and spheres involved, the way they were caught and the corresponding developmental phase.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>In Kleist\u2019s \u201cdegeneration psychoses\u201d cyclic or episodic (Table VI) the systems and spheres are disturbed by functional transient processes due to latent dispositions, while his and Leonhard\u2019s schizophrenias (Table VII) show a rather progressive, deteriorating course. The nature of the disorder is itself genetically determined, as is either its confinement to one sphere or it\u2019s spreading out.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>The spread-out pattern, while exceptional in schizophrenia, represents a rule for the \u201cdegeneration psychoses\u201d, in discussant\u2019s mind. Both groups may have symptoms alike by involvement of the same sphere (Table VIII), but proper diagnosis is reached by taking pathogenesis into consideration.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>R E S U M O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os processos mentais implicam no funcionamento harm\u00f4nico de sistemas ps\u00edquicos, os quais se re\u00fanem em unidades mais amplas, as esferas ps\u00edquicas (Quadro I).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A eles correspondem, no plano neurofisiol\u00f3gico, sistemas cerebrais formados por \u00e1reas e fibras que as interligam (fig. 1-4). Em condi\u00e7\u00f5es patol\u00f3gicas, org\u00e2nicas e funcionais, tais sistemas originam os sintomas principais (quadro II) que caracterizam as diversas psicoses end\u00f3genas: da\u00ed o quadro cl\u00ednico que as distingue entre si. (\u201cCerebral systems in the pathogenesis of endogenous psychoses\u201d)<\/p>\n\n\n\n<p>Nessas condi\u00e7\u00f5es, a compreens\u00e3o e a classifica\u00e7\u00e3o das psicoses deveriam basear-se no dinamismo patog\u00eanico e n\u00e3o na descri\u00e7\u00e3o cl\u00ednica. E \u00e9 por isto que as concep\u00e7\u00f5es de Kleist e Leonhard sobre as psicoses end\u00f3genas ultrapassam o valor de quaisquer outras. Kleist figura entre os fundadores da psiquiatria ao criar o grupo das \u201cpsicoses degenerativas\u201d e v\u00e1rias psicoses isoladas, bem como ao redefinir, isolar e esclarecer o conjunto das psicoses progressivas que mais tarde redenominou esquizofrenias (quadro III). Tal crit\u00e9rio patogen\u00e9tico pode tamb\u00e9m ser \u00fatil para a defini\u00e7\u00e3o de quadros cl\u00ednicos mentais que n\u00e3o s\u00e3o psicoses, tais a histeria, as neuroses em geral, as personalidades psicop\u00e1ticas (quadro IV e V). Neste dom\u00ednio, haveria a considerar, na patog\u00eanese, tanto as esferas e os sistemas mentais, quanto o modo pelo qual foram desorganizados e a fase do desenvolvimento em que se encontravam.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas \u201cpsicoses degenerativas\u201d de Kleist \u2013 sejam c\u00edclicas, sejam epis\u00f3dicas (quadro V) \u2013 as esferas e os sistemas s\u00e3o alterados por processos funcionais transit\u00f3rios devidos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9ticas latentes, ao passo que as esquizofrenias dele e de Leonhard (quadro VII) decorrem em geral de modo progressivo e levam \u00e0 decad\u00eancia mental. (\u201cCerebral systems in the pathogenesis of endogenous psychoses\u201d) A pr\u00f3pria desordem \u00e9 de natureza gen\u00e9tica, como tamb\u00e9m o fato de se limitar a determinada esfera ps\u00edquica ou de se propagar a mais de uma. Os quadros cl\u00ednicos em que ocorre esta propaga\u00e7\u00e3o s\u00e3o excepcionais na esquizofrenia ao passo que constituem a regra nas \u201cpsicoses degenerativas\u201d, na nossa opini\u00e3o. Ambos estes grupos m\u00f3rbidos podem ter sintomas cl\u00ednicos em comum pelo fato de estar atingindo o mesmo sistema cerebral (quadro VIII), mas o diagn\u00f3stico cl\u00ednico poder\u00e1 ser estabelecido corretamente se a patog\u00eanese for levada em conta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>AUDIFFRENT, G \u2013 Du cerveau et de l\u2019innervation. Dunod, Paris, 1869.&nbsp;<\/li><li>AUDIFFRENT, G. \u2013 Des maladies du cerveau et de l\u2019innervation. Leorux, Paris, 1874.&nbsp;<\/li><li>BAILEY, P.; von BONIN, G.; DAVIS, E. W.; GAROL, H. W.; McCULLOCH, W. S.; ROSEMAN, E.; SILVEIRA, A.; Functional organization of the medial aspect of the primate cortex. (\u201cFUNCTIONAL ORGANIZATION OF THE MEDIAL ASPECT OF THE PRIMATE CORTEX\u201d) J. Neuriphysiol., 7:51, 1944.&nbsp;<\/li><li>COMTE, A. Syst\u00e8me de Politique Positive, 4 vols. (1851-1854). Deuxi\u00e8me edition, Mathias, Paris, 1879.&nbsp;<\/li><li>FISH, F. J. \u2013 A clinical investigation of chronic schizophrenia. J. Ment. Sci.,104-943, 1958.&nbsp;<\/li><li>FULTON, J. F. \u2013 Frontal Lobotomy and Affective Behavior. Norton, New York, 1951.&nbsp;<\/li><li>KLEIST, K. \u2013 Die Auffasung der schizophrenie als psychische Systemerkrakungen (Heredodegenerationem). Klin. Wschr., 21:962, 1923.&nbsp;<\/li><li>KLEIST, K. \u2013 Ueber zykloide, paranoid und epileptoide Degenerationspsychosen und ueber die Frage der Degenerationpsychosen. Schw. Arch.Psychiatr., 23-3, 1928.&nbsp;<\/li><li>KLEIST, K. Gehirnpathologievornehmlich auf Grund der Kriegserhahrung. Barth, Leipzig, 1934.&nbsp;<\/li><li>KLEIST, K. La sintomatolog\u00eda de las esquizofrenias a la luz de la patolog\u00eda cerebral. Arch. Neurobiol., 23:1,1960.&nbsp;<\/li><li>KLEIST, K. Die Lokalisation im Grosshirn und ihre Entwicklung. Psychiat, Neurol., 137:289, 1959.&nbsp;<\/li><li>LEONHARD, K. Die Defektschizophrenen Krakheitsbilder. Thieme, Leipzig, 1936.&nbsp;<\/li><li>LEONHARD, K. \u2013 Grundiagen der Psychiatrie. Enke, Stuttgart, 1948.&nbsp;<\/li><li>LEONHARD, K.&nbsp; Die Aufteilung der endogenen Psychosen. 2. Aufl., Akademie Veriag, Berlin, 1959.&nbsp;<\/li><li>MAGOUN, H.W. The waking brain. Thoma, Springfield, 1958.&nbsp;<\/li><li>&nbsp;McCULLOCH, W. S. \u2013 Interareal Interaction of the cerebral cortex. In Bucy, P. C, &#8211; The Precentarl Motor Cotex. Illinois Med. Dent. Monographs. Chicago, 1943.&nbsp;<\/li><li>McDOUGALL, W. \u2013 Aufbaukraefte der Seele. Thieme, Leipzig, 1937.&nbsp;<\/li><li>SILVEIRA, A. Behandiun Schizophrener mitteis Insulin oder Konvulsions-schocks? KIlinishcer Beitrag f\u00fcr die Auswhal der Kranken. Zinterol., 1966:604, 1939.&nbsp;<\/li><li>SILVEIRA, A. O m\u00e9todo de Meduna em esquizofr\u00eanicos cr\u00f4nicos. Fac. Med. S\u00e3o Paulo,1941.&nbsp;<\/li><li>SILVEIRA, A. Lobotomy in the light of brain physiology. Congr. Intern. Psichosurg., Lisboa, 1948.&nbsp;<\/li><li>SILVEIRA, A. Discussion of Hill\u2019s report on EEG. C. Rendus Congr. Mondial Psychiatrie (Paris, 1950) 3:86, 1952.&nbsp;<\/li><li>SILVEIRA, A. Caracteriza\u00e7\u00e3o da Patologia cerebral, da psicopatologia e da heredologia psiqui\u00e1trica na doutrina de Kleist. Arq. Neuro-Psiquiatr., 17:102, 1959. 24. SILVEIRA, A. \u2013 Esquizofrenia e psicoses degenerativas de Kleist: patogenia e psicopatologia diferenciais. Arq. Neuro. \u2013Psiquzt. 17:143, 1959.&nbsp;<\/li><li>SILVEIRA, A. ; ROBORTELLA, M. ; VIZZOTTO, S.;\/SILVA, C. P. \u2013 Les renseignements que Le psychiatre peut tirer de La pneumoenc\u00e9phalographie. C. Rendus Congr. Mondial Psychiatrie (Paris, 1950), 3:293, 1952.&nbsp;<\/li><li>SILVEIRA, A.; SILVA, C. P.; ROBORTELLA, M. \u2013 Contribui\u00e7\u00e3o para a semiologia psiqui\u00e1trica: a pneumoencefalografia. Arq. Assist. Psicopatas S\u00e3o Paulo, 12:5, 1947.<\/li><\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SISTEMAS CEREBRAIS NA PATOG\u00caNESE DAS PSICOSES END\u00d3GENAS\u00b9 (An\u00edbal Silveira)\u00b2 Acreditamos que o psiquiatra, pela mesma raz\u00e3o que o especialista em t\u00e9cnicas projetivas, n\u00e3o pode progredir sem seguir uma teoria de personalidade. A teoria psicanal\u00edtica, a qual goza de prefer\u00eancia em quase toda a parte do Hemisf\u00e9rio Ocidental, pode explicar os dinamismos anormais nas neuroses e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-1041","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/anibalsilveira.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1041","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/anibalsilveira.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/anibalsilveira.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anibalsilveira.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anibalsilveira.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1041"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/anibalsilveira.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1041\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2059,"href":"https:\/\/anibalsilveira.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1041\/revisions\/2059"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/anibalsilveira.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1041"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/anibalsilveira.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1041"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/anibalsilveira.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1041"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}