{"id":2450,"date":"2024-06-17T19:58:01","date_gmt":"2024-06-17T22:58:01","guid":{"rendered":"https:\/\/anibalsilveira.org\/?page_id=2450"},"modified":"2024-06-17T19:58:01","modified_gmt":"2024-06-17T22:58:01","slug":"dinamismo-emocional-fundamentos-da-medicina-psicossomatica","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/anibalsilveira.org\/en\/dinamismo-emocional-fundamentos-da-medicina-psicossomatica\/","title":{"rendered":"DINAMISMO EMOCIONAL FUNDAMENTOS DA MEDICINA PSICOSSOM\u00c1TICA"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">DINAMISMO EMOCIONAL<br>FUNDAMENTOS DA MEDICINA PSICOSSOM\u00c1TICA<\/span><\/strong><sup data-fn=\"7d3cc958-67cb-4a78-bdea-869f934218aa\" class=\"fn\"><a href=\"#7d3cc958-67cb-4a78-bdea-869f934218aa\" id=\"7d3cc958-67cb-4a78-bdea-869f934218aa-link\">1<\/a><\/sup><strong><br>(L\u00facia Maria Salvia Coelho)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Conceito de emo\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong>\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Processo subjetivo que resulta da repercuss\u00e3o da \u201cno\u00e7\u00e3o\u201d sobre a afetividade (a\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia sobre a afetividade). A rea\u00e7\u00e3o afetiva impregna todo o trabalho mental. Este processo \u00e9 percebido subjetivamente como \u201cemo\u00e7\u00e3o\u201d e \u00e9 pass\u00edvel de comunica\u00e7\u00e3o aos demais de modo consciente ou inconsciente.<\/li>\n\n\n\n<li>A emo\u00e7\u00e3o ocorre sempre que o organismo se defronta com uma situa\u00e7\u00e3o biologicamente significativa e, no indiv\u00edduo humano \u2013 tamb\u00e9m diante de situa\u00e7\u00f5es socialmente significativas.<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Fator desencadeante de uma rea\u00e7\u00e3o emocional<\/span><\/strong> \u2013 reconhecimento de um est\u00edmulo externo ou interno como significativo. Toda no\u00e7\u00e3o (imagem prim\u00e1ria) ou todo sinal ou s\u00edmbolo (imagem subjetiva) provoca uma resson\u00e2ncia afetiva consciente ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Decorr\u00eancia de uma rea\u00e7\u00e3o emocional<\/span><\/strong> \u2013 determina a natureza de contato com a realidade externa. Predom\u00ednio maior ou menor do ju\u00edzo de valor. Resulta em um \u201cestado emocional\u201d que, como veremos apresenta sempre um correlato neurovegetativo e um correlato psicossocial \u2013 promovendo a amplia\u00e7\u00e3o e a modalidade das rela\u00e7\u00f5es interpessoais.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li>Caracter\u00edsticas principais da emo\u00e7\u00e3o\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>A emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o ps\u00edquica, mas um processo que resulta da correla\u00e7\u00e3o entre o trabalho mental (fun\u00e7\u00f5es intelectuais) e a disposi\u00e7\u00e3o afetiva (fun\u00e7\u00f5es da afetividade).<\/li>\n\n\n\n<li>A emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o se confunde com a rea\u00e7\u00e3o afetiva intr\u00ednseca, pois que esta \u00e9 inata e relativamente independente da no\u00e7\u00e3o intelectual. A express\u00e3o da rea\u00e7\u00e3o afetiva pode ocorrer espontaneamente (afetividade e cona\u00e7\u00e3o) ou de modo indireto como um \u201cestado de \u00e2nimo\u201d [ex. triste, alegre, ciumento (<em>posse<\/em>) ] corresponde ao car\u00e1ter, ou ao temperamento do indiv\u00edduo. Evidentemente as express\u00f5es da afetividade sofrem a influ\u00eancia crescente das experi\u00eancias emocionais, mas n\u00e3o se confunde com elas. A emo\u00e7\u00e3o se distingue ainda, no plano da sociabilidade, dos sentimentos complexos tais como pudor, amor pr\u00f3prio, sentimento de honra ou de dever, etc.<\/li>\n\n\n\n<li>A \u201cno\u00e7\u00e3o\u201d que desencadeia o processo emocional tanto pode ser <em>real<\/em> (atual ou evocada) como <em>fict\u00edcia<\/em> (fantasias irracionais). Em ambos os casos poder\u00e1 haver uma repercuss\u00e3o afetiva de igual intensidade. E, \u00e0s vezes, uma no\u00e7\u00e3o resultante de uma situa\u00e7\u00e3o real de perigo poder\u00e1 mesmo provocar uma repercuss\u00e3o afetiva menos intensa do que aquela que resulta de uma fantasia subjetiva sobre a realidade. Em uma emo\u00e7\u00e3o provocada por uma no\u00e7\u00e3o fantasiosa, o indiv\u00edduo idealiza a situa\u00e7\u00e3o e reage a ela segundo esta conota\u00e7\u00e3o afetiva, simbolizando-a.<\/li>\n\n\n\n<li>Emo\u00e7\u00e3o \u2013 caracterizada como dinamismo subjetivo n\u00e3o se confunde com <em>comportamento emocional<\/em> \u2013 onde participam as fun\u00e7\u00f5es conativas al\u00e9m da intelig\u00eancia e da afetividade. Ex. p\u00e2nico, medo, c\u00f3lera.<\/li>\n\n\n\n<li>O processo emocional pode ou n\u00e3o se tornar consciente. Torna-se consciente \u2013 quanto ultrapassa o limiar de intensidade admitido para o equil\u00edbrio subjetivo \u2013 ruptura da harmonia ps\u00edquica; ou apenas ligado ao componente central que delimita a \u201cno\u00e7\u00e3o intelectual\u201d e a rea\u00e7\u00e3o afetiva filtrada do componente acess\u00f3rio da imagem prim\u00e1ria. Permanece inconsciente \u2013 emo\u00e7\u00f5es prim\u00e1rias que acompanham a no\u00e7\u00e3o objetivada, mas que permanecem apenas como \u201cresson\u00e2ncia\u201d (estados de esp\u00edrito) e que estabelecem os nexos profundos da experi\u00eancia individual (sonhos, psicoterapia, etc.0. As emo\u00e7\u00f5es inconscientes ou correspondem a emo\u00e7\u00f5es que, em certa fase da exist\u00eancia individual se tornaram conscientes e de pois forma esquecidas, ou ent\u00e3o bloqueadas, atuando de modo indireto no comportamento.<\/li>\n\n\n\n<li>Dimens\u00e3o qualitativa das emo\u00e7\u00f5es \u2013 as emo\u00e7\u00f5es nunca s\u00e3o neutras, elas provocam sempre uma rea\u00e7\u00e3o de prazer-desprazer. Tons emocionais. As necessidades biol\u00f3gicas do organismo, e, especialmente as sociais, produziam rea\u00e7\u00f5es emocionais que s\u00e3o avaliadas consciente ou inconscientemente, mas primordialmente atrav\u00e9s da l\u00f3gica dos sentimentos. A natureza positiva ou negativa de uma emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o resulta de uma avalia\u00e7\u00e3o racional e nem utilit\u00e1ria \u2013 o tom emocional positivo nem sempre indica corretamente o seu significado biol\u00f3gico. O prazer (resultante de um comportamento emocional) nem sempre se associa \u00e0 utilidade f\u00edsica ou mental (valor individual atribu\u00eddo \u00e0 emo\u00e7\u00e3o e dificilmente apreci\u00e1vel pelos demais).\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>A prepara\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo para executar uma a\u00e7\u00e3o expl\u00edcita n\u00e3o se confunde com emo\u00e7\u00e3o. Como pretende Nina Bull. A \u201cexpectativa\u201d geralmente se acompanha de tens\u00e3o emocional e da no\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o diante da qual o indiv\u00edduo deve agir. Esta no\u00e7\u00e3o pode provocar uma maior ou menor repercuss\u00e3o afetiva \u2013 isto \u00e9, uma emo\u00e7\u00e3o \u2013 mas a prepara\u00e7\u00e3o em si de um ato \u00e9 mais de ordem intelectual que esclarece \u00e0 express\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es conativas. (intelig\u00eancia \u2013 cona\u00e7\u00e3o).<\/li>\n\n\n\n<li>Dada a complexidade do dinamismo emocional \u2013 que envolve o trabalho de todo o c\u00e9rebro \u2013 torna-se imposs\u00edvel a pretens\u00e3o de se localizar um substrato emocional tal como foi tentado por Papez (c\u00edngulo, f\u00f3rnix, trato mamilar).<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Tipos de express\u00e3o emocional<\/span><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Conforme o n\u00edvel das fun\u00e7\u00f5es afetivas atingidas pela no\u00e7\u00e3o:<\/span><\/strong>\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>N\u00edvel da individualidade (instintiva) \u2013 rea\u00e7\u00f5es emocionais de ordem mais profundas e subjetivas. Ligadas aos contatos b\u00e1sicos do indiv\u00edduo com o ambiente (emo\u00e7\u00f5es centrais \u2013 de Binder). Ligadas de modo mais direto com os fen\u00f4menos metab\u00f3licos, vegetativos e dificilmente comunic\u00e1vel aos demais indiv\u00edduos atrav\u00e9s dos gestos ou de s\u00edmbolos significativos.<\/li>\n\n\n\n<li>N\u00edvel da sociabilidade (sentimentos) \u2013 nexos emocionais de ordem mais complexa e dependente. Maior possibilidade de comunica\u00e7\u00e3o social (desde os gestos e m\u00edmica intencional at\u00e9 as express\u00f5es est\u00e9ticas ou cient\u00edficas). Estas emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o essenciais para a integra\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo na realidade objetiva (aprendizagem). Elas estimulam a adapta\u00e7\u00e3o intelectual do ser humano ao ambiente (ver \u00edndice Rmi de Silveira). Embora a din\u00e2mica emocional e a sua express\u00e3o psicossom\u00e1tica (n\u00edvel instintivo) possam ter um car\u00e1ter individual, o nexo simb\u00f3lico que dele resulta \u00e9 sempre de ordem social.<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n\n\n\n<li><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Conforme a prontid\u00e3o de sua express\u00e3o:<\/span><\/strong>\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Imediatas, agudas \u2013 correspondem propriamente a uma rea\u00e7\u00e3o moment\u00e2nea, compreens\u00edvel e facilmente evidenci\u00e1vel. Trata-se de uma rea\u00e7\u00e3o brusca e que geralmente se acompanha de uma altera\u00e7\u00e3o metab\u00f3lica que se restabelece em seguida. Como assinala Alexander: \u201cA influ\u00eancia das emo\u00e7\u00f5es agudas sobre as fun\u00e7\u00f5es org\u00e2nicas pode ser facilmente observada na experi\u00eancia cotidiana. A cada rea\u00e7\u00e3o emocional podemos verificar uma altera\u00e7\u00e3o f\u00edsica espec\u00edfica \u2013 riso, l\u00e1grimas, enrubescimento, mudan\u00e7as no ritmo card\u00edaco, na respira\u00e7\u00e3o, etc. Estas rea\u00e7\u00f5es org\u00e2nicas que acompanham as emo\u00e7\u00f5es agudas s\u00e3o de natureza passageira. Quando a emo\u00e7\u00e3o desaparece, o processo fisiol\u00f3gico correspondente tamb\u00e9m desaparece e o organismo restabelece o seu equil\u00edbrio\u201d. As emo\u00e7\u00f5es agudas <em>n\u00e3o<\/em> devem ser <em>confundidas<\/em> com as <em>rea\u00e7\u00f5es reflexas<\/em> onde n\u00e3o chega haver uma no\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, nos casos em que o controle intelectual fica abolido \u2013 <em>atos<\/em> <em>curto-circuito<\/em> \u2013 trata-se de emo\u00e7\u00f5es agudas ao n\u00edvel da individualidade e que ativam de modo direto as fun\u00e7\u00f5es conativas. Portanto, aproximam-se mais da express\u00e3o direta da afetividade (Choque \u00e0 cor do Rorschach). Ex. <span style=\"text-decoration: underline;\">p\u00e2nico <\/span>\u2013 estimula principalmente o instinto nutritivo (comum \u00e0 esp\u00e9cie) e a prud\u00eancia \u2013 podendo provocar uma sidera\u00e7\u00e3o dos atos ou quando estes s\u00e3o liberados a sua express\u00e3o \u00e9 paradoxal podendo o indiv\u00edduo expor-se ao perigo que lhe produziu o p\u00e2nico. Em plano fisiol\u00f3gico evidencia-se a estimula\u00e7\u00e3o do sistema vagal. Outro exemplo \u00e9 o da <span style=\"text-decoration: underline;\">c\u00f3lera <\/span>onde a fun\u00e7\u00e3o afetiva primordialmente atingida \u00e9 o orgulho e este desencadeia a coragem, levando o indiv\u00edduo a agir sem reflex\u00e3o. A c\u00f3lera mobiliza especialmente o sistema simp\u00e1tico. Assim, a c\u00f3lera distingue-se do \u00f3dio ou da raiva \u2013 que s\u00e3o sentimentos complexos, n\u00e3o necessariamente exteriorizados e que podem sofrer o controle intelectual (simula\u00e7\u00e3o).<\/li>\n\n\n\n<li>Lentas e persistentes \u2013 geralmente n\u00e3o conscientes e que atuam apenas de modo indireto no comportamento. Estas emo\u00e7\u00f5es podem ser de natureza adaptativa, facilitando a socializa\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo e caracterizando suas rela\u00e7\u00f5es interpessoais. Por outro lado, elas podem provocar dist\u00farbios ps\u00edquicos que ser\u00e3o objeto da medicina psicossom\u00e1tica, ou da psiquiatria e psicologia cl\u00ednica<\/li>\n\n\n\n<li>.Observa Alexander que: pacientes neur\u00f3ticos revelam que sob a influ\u00eancia de dist\u00farbios emocionais lentos e prolongados, poder\u00e3o apresentar sintomas org\u00e2nicos. Uma das mais importantes descobertas de Freud foi a de que quando a emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser expressa ou aliviada atrav\u00e9s de canais normais de efetua\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s da atividade volunt\u00e1ria, este fato poder\u00e1 tornar-se a fonte de dist\u00farbios ps\u00edquicos cr\u00f4nicos e de altera\u00e7\u00f5es org\u00e2nicas (Organoneuroses, mas n\u00e3o dist\u00farbios psicossom\u00e1ticos).<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n\n\n\n<li><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Conforme o n\u00edvel de express\u00e3o consciente:<\/span><\/strong>\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Inconsciente \u2013 ou em decorr\u00eancia de um bloqueio ps\u00edquico ou devido \u00e0 pr\u00f3pria natureza do fen\u00f4meno biol\u00f3gico. Pode ser de car\u00e1ter psicol\u00f3gico ou ent\u00e3o psicossom\u00e1tico.<\/li>\n\n\n\n<li>Consciente \u2013 Pode ser de ordem psic\u00f3gena ou ent\u00e3o psicossom\u00e1tica.<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>\u00a0Concomitante \u00e0 experi\u00eancia \u2013 casos de emo\u00e7\u00f5es agudas ou de emo\u00e7\u00f5es diferenciadas que decorrem de no\u00e7\u00f5es elaboradas racionalmente.<\/li>\n\n\n\n<li>Que se tornam paulatinamente conscientes \u2013 No momento da experi\u00eancia o indiv\u00edduo pode estar consciente de um dado estado emocional, e s\u00f3, atrav\u00e9s de um esfor\u00e7o da aten\u00e7\u00e3o e da reflex\u00e3o, ele consegue localizar a origem real desta rea\u00e7\u00e3o emocional. Tal processo pode ocorrer em uma experi\u00eancia normal, cotidiana, ou poder\u00e1 resultar de um trabalho realizado durante uma \u201cpsicoterapia \u2013 ativa ou breve\u201d, na acep\u00e7\u00e3o de Alexander.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"4\">\n<li><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Conforme a qualidade da rea\u00e7\u00e3o emocional: positiva ou negativa.<\/strong><\/span> Esta qualidade atribu\u00edda \u00e0 experi\u00eancia emocional depende dos valores sociais, dos tra\u00e7os de personalidade do indiv\u00edduo, de suas disposi\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas e de seu car\u00e1ter.\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Emo\u00e7\u00f5es positivas-b\u00e1sicas, construtivas e que se ligam \u00e0s satisfa\u00e7\u00f5es das necessidades individuais ou ent\u00e3o emo\u00e7\u00f5es de ordem mais diferenciada e complexa e que dependem da sensibilidade est\u00e9tica, da forma\u00e7\u00e3o intelectual ou do pr\u00f3prio teor das rela\u00e7\u00f5es interpessoais estabelecidas pelo indiv\u00edduo.<\/li>\n\n\n\n<li>Emo\u00e7\u00f5es negativas, disf\u00f3ricas \u2013 que podem se caracterizar como <em>ansiedade <\/em>ou como <em>angustia.<\/em> Na ansiedade podemos distinguir uma <em>ansiedade fixada<\/em> \u2013 isto \u00e9, ligada a algum objeto ou situa\u00e7\u00e3o isolada. Exemplo \u2013 fobia, \u00e9 uma <em>ansiedade flutuante<\/em> caso o indiv\u00edduo n\u00e3o consegue delimitar precisamente a situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica que lhe provoca ansiedade (Choque Emocional \u2013 ChL no Rorschach). A sua no\u00e7\u00e3o da realidade j\u00e1 vem impregnada de nexos emocionais irracionais que se estabeceram em fases mais precoces de seu desenvolvimento. Neste caso a ansiedade pode transformar-se em ang\u00fastia \u2013 em que a repercuss\u00e3o vegetativa \u00e9 de origem mais direta. (Concep\u00e7\u00e3o de Beck \u2013 dados do Rorschach que aferem ansiedade \u201cfixada\u201d ou \u201clivre\u201d<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li>Import\u00e2ncia do dinamismo emocional\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">A emo\u00e7\u00e3o participa no processo de integra\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo do ambiente<\/span><\/strong>: Este continuum entre intelig\u00eancia e afetividade (est\u00edmulo e realimenta\u00e7\u00e3o) propicia a no\u00e7\u00e3o subjetiva de continuidade das experi\u00eancias de cada indiv\u00edduo. Continuamente assimilamos o que se passa no meio externo baseados em nosso interesse afetivo (%A \u2013 conte\u00fado ligado ao interesse afetivo b\u00e1sico). A integra\u00e7\u00e3o do ser humano \u00e0 realidade se faz pela subordina\u00e7\u00e3o dos interesses da individualidade \u00e0 sociabilidade. Esta integra\u00e7\u00e3o \u00e9 a que exprime a <em>maturidade psicol\u00f3gica<\/em> e pode ser comparada ao processo de integra\u00e7\u00e3o <em>neurofisiol\u00f3gica<\/em> em que os dinamismos cerebrais b\u00e1sicos v\u00e3o cedendo primazia aos mais diferenciados. Este processo denominado de \u201ccerebra\u00e7\u00e3o progressiva\u201d ou de \u201ccorticaliza\u00e7\u00e3o progressiva\u201d se faz no sentido da <em>base cerebral<\/em> para a <em>convexidade;<\/em> da <em>superf\u00edcie medial <\/em>para a lateral e do <em>polo occipital <\/em>para o <em>frontal.<\/em> Ao mesmo tempo h\u00e1 uma <em>subordina\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es do n\u00edvel sub-cortical ao n\u00edvel da corticalidade<\/em>. Esta evolu\u00e7\u00e3o do substrato cerebral subordina-se aos processos de socializa\u00e7\u00e3o \u2013 atrav\u00e9s dos quais o indiv\u00edduo amplia e aprofunda o seu contato com o ambiente \u2013 conforme nos assinala Auguste Comte atrav\u00e9s de seu crit\u00e9rio sociol\u00f3gico de exame dos fen\u00f4menos ps\u00edquicos. Certa correspond\u00eancia com a teoria c\u00f3rtico-visceral de Pavlov.<\/li>\n\n\n\n<li><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">A emo\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial ao aprendizado<\/span><\/strong>: <\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\"><\/ol>\n\n\n\n<p>Toda aquisi\u00e7\u00e3o de conhecimento sup\u00f5e a participa\u00e7\u00e3o emocional e mais especificamente ela \u00e9 importante na fase de \u201cfixa\u00e7\u00e3o\u201d das imagens. Sem emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode haver conhecimento. Desde as primeiras fases de desenvolvimento individual, \u00e9 gra\u00e7as ao nexo emocional que a crian\u00e7a aprende a comunicar-se com os demais e a intervir no ambiente. Quando ela j\u00e1 se torna capaz de exercer o racioc\u00ednio l\u00f3gico, o aprendizado se faz de modo mais complexo e diferenciado \u2013 ela aprende (venera\u00e7\u00e3o), mas tamb\u00e9m critica intelectualmente e torna-se capaz de dar de si, de renovar o ambiente (bondade).<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Emo\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para o estabelecimento da no\u00e7\u00e3o de identidade subjetiva.<\/span><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>A repercuss\u00e3o afetiva que permanece constante desde o nascimento do indiv\u00edduo \u00e9 que garante sua unidade subjetiva. Cada indiv\u00edduo adquire a no\u00e7\u00e3o de sua pr\u00f3pria identidade atrav\u00e9s das experi\u00eancias emocionais. Neste caso a rea\u00e7\u00e3o afetiva refere-se principalmente \u00e0s fun\u00e7\u00f5es da sociabilidade \u2013 que presidem o desenvolvimento da observa\u00e7\u00e3o dos atos alheios dos julgamentos do outro sobre a sua pr\u00f3pria pessoa e da reflex\u00e3o detida das pr\u00f3prias rea\u00e7\u00f5es emocionais e das consequ\u00eancias de seus atos (no Rorschach a rela\u00e7\u00e3o L:M). Inicialmente, como j\u00e1 dissermos, a unidade subjetiva se faz atrav\u00e9s das fun\u00e7\u00f5es da individualidade. Mas esta unidade \u00e9 prec\u00e1ria e transit\u00f3ria (Ex. Patologia: desdobramento da personalidade).<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"4\">\n<li><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Gra\u00e7as ao processo de simboliza\u00e7\u00e3o e de forma\u00e7\u00e3o de imagens<\/span><\/strong> &#8211; as emo\u00e7\u00f5es, e principalmente as emo\u00e7\u00f5es que resultam da participa\u00e7\u00e3o dos sentimentos, s\u00e3o pass\u00edveis de serem comunicadas e mesmo provocadas em indiv\u00edduos da mesma esp\u00e9cie. Neste caso a express\u00e3o emocional pode ser extremamente \u00fatil na cria\u00e7\u00e3o est\u00e9tica e no processo geral de socializa\u00e7\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li>As rea\u00e7\u00f5es emocionais prim\u00e1rias s\u00e3o determinadas para os processos ulteriores de adapta\u00e7\u00e3o ao ambiente. Diante de uma situa\u00e7\u00e3o de tens\u00e3o ou de press\u00e3o afetiva, isto \u00e9, quando o indiv\u00edduo se v\u00ea solicitado a tomar uma decis\u00e3o importante, ele tende a recorrer a rea\u00e7\u00f5es emocionais b\u00e1sicas e que de algum modo j\u00e1 haviam sido abandonadas ou esquecidas em sua vida cotidiana. Assim, os h\u00e1bitos emocionais, lentamente adquiridos pela crian\u00e7a e pelo adolescente (ternura, respeito, decep\u00e7\u00e3o) nunca s\u00e3o dissociados inteiramente do primeiro momento em que ocorreu, mesmo que tal circunst\u00e2ncia esteja envolta em uma lembran\u00e7a pouco n\u00edtida e confusa.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Nos primeiros meses de vida h\u00e1 rea\u00e7\u00e3o global e indiferenciada do organismo. Nesta fase o relacionamento interpessoal m\u00e3e-filho \u00e9 regido pelo apego (No ser humano e nos animais sub-humanos). O amor materno produz rea\u00e7\u00f5es difusas e globais na crian\u00e7a que podem ser caracterizadas como: <span style=\"text-decoration: underline;\">satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades instintivas, est\u00edmulo para comunicar-se com o ambiente e est\u00edmulo para intensificar a atividade metab\u00f3lica<\/span>. Lembra-nos Spitz que a atividade de recusa \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de maternidade leva a m\u00e3e a afastar-se da crian\u00e7a quer objetivamente quer emocionalmente, como rea\u00e7\u00e3o a esta atitude a crian\u00e7a apresenta dificuldade em alimentar-se ou inapet\u00eancia, afastamento do ambiente por sonol\u00eancia e diminui\u00e7\u00e3o da atividade metab\u00f3lica. Em casos mais graves de crian\u00e7as hospitalizadas ou asilos, Spitz detectou uma s\u00edndrome espec\u00edfica que evolui para uma condi\u00e7\u00e3o de retardo org\u00e2nico e ps\u00edquico.<\/p>\n\n\n\n<p>Em suma, os primeiros contatos da crian\u00e7a com o ambiente apresentam um car\u00e1ter global, indiferenciado, donde as fun\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas se confundem com a fun\u00e7\u00f5es vegetativas e motoras, caracterizando um n\u00edvel de exist\u00eancia psicossom\u00e1tica. Os nexos emocionais estabelecidos nesta \u00e9poca fornecer\u00e3o uma dire\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para o desenvolvimento psicossocial (caso ocorram dist\u00farbios na integra\u00e7\u00e3o com o ambiente) ir\u00e3o caracterizar diferentes quedas cl\u00ednicas neur\u00f3ticas ou psicossom\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>J. Ruersch assinala o efeito da emo\u00e7\u00e3o no processo de comunica\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo com o ambiente e consigo pr\u00f3prio. Nas fases iniciais da exist\u00eancia, estes processos s\u00e3o solid\u00e1rios e os rapeis diversificados que ser\u00e3o desempenhados pelo indiv\u00edduo adulto \u2013 com o pr\u00f3prio corpo e atrav\u00e9s da express\u00e3o ps\u00edquica \u2013 sofrer\u00e3o a influ\u00eancia destes nexos emocionais b\u00e1sicos.\u00a0<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXdJp52OVql-23xu-Vy6rOC8mCg7JhXjEzR-QXbfUWj80jrCFpue7L_KBhj0K30yb18N_cRp9nqUvMrbnqU8Vq79I59G9bNSI32246AOo66dUSN7IHFGgzWf5XX0JkqaZLprvElsXcH0-NzwE68KdvGtp-zvcaTURqna6er4ZYCwyOnP69M9PWM?key=qUsjh0rabk5NRGGX7mHS5g\" alt=\"Diagrama<br&gt;<br&gt;Descri\u00e7\u00e3o gerada automaticamente\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"990\" height=\"717\" src=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-17-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2453\" srcset=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-17-1.png 990w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-17-1-300x217.png 300w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-17-1-768x556.png 768w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-17-1-18x12.png 18w\" sizes=\"auto, (max-width: 990px) 100vw, 990px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"697\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-17-5-697x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2454\" srcset=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-17-5-697x1024.png 697w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-17-5-204x300.png 204w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-17-5-768x1128.png 768w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-17-5-1046x1536.png 1046w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-17-5-8x12.png 8w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-17-5.png 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 697px) 100vw, 697px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Esbo\u00e7o de sistematiza\u00e7\u00e3o, revisto em setembro de 1957. Os termos das colunas externas s\u00e3o meramente descritivos \u00e0 esquerda, e caracterizam opera\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas complexas \u2013 n\u00e3o fun\u00e7\u00f5es simples \u2013 \u00e0 direito; na segunda coluna alinhamos os fen\u00f4menos resultantes da atividade sensorial; e na terceira, os processos intelectuais que levam da sele\u00e7\u00e3o do est\u00edmulo sensorial \u00e0 simboliza\u00e7\u00e3o da realidade (A. SILVEIRA)<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"992\" height=\"701\" src=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-17-7.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2455\" srcset=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-17-7.png 992w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-17-7-300x212.png 300w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-17-7-768x543.png 768w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-17-7-18x12.png 18w\" sizes=\"auto, (max-width: 992px) 100vw, 992px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n<ol class=\"wp-block-footnotes\"><li id=\"7d3cc958-67cb-4a78-bdea-869f934218aa\">Apostila do Curso de Rorschach da Sociedade Rorschach de S\u00e3o Paulo, referente ao 1. \u00b0 ano de aperfei\u00e7oamento. Elaborada em novembro de 1978. O conte\u00fado desta apostila j\u00e1 foi reformulado pela autora mais recentemente em seu livro Din\u00e2mica Cerebral e Atividade Ps\u00edquica (2014).<br>Nestes casos, no qual esta apostila est\u00e1 inclu\u00edda, trata-se de apostilas compostas pela Prof.\u00aa L\u00facia Coelho, em diferentes \u00e9pocas, com o tema relacionado \u00e0 Psicologia M\u00e9dica ou \u00e0 Teoria da Personalidade. Eu, Roberto Fazzani, redigitalizei a todas elas. No entanto, muitas delas s\u00e3o consideradas pela autora como ultrapassadas. Deste modo, compete a ela decidir se alguma delas dever\u00e1 compor a colet\u00e2nea das obras de An\u00edbal Silveira e de seus disc\u00edpulos. <a href=\"#7d3cc958-67cb-4a78-bdea-869f934218aa-link\" aria-label=\"Jump to footnote reference 1\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><\/ol>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DINAMISMO EMOCIONALFUNDAMENTOS DA MEDICINA PSICOSSOM\u00c1TICA(L\u00facia Maria Salvia Coelho) Fator desencadeante de uma rea\u00e7\u00e3o emocional \u2013 reconhecimento de um est\u00edmulo externo ou interno como significativo. Toda no\u00e7\u00e3o (imagem prim\u00e1ria) ou todo sinal ou s\u00edmbolo (imagem subjetiva) provoca uma resson\u00e2ncia afetiva consciente ou n\u00e3o. Decorr\u00eancia de uma rea\u00e7\u00e3o emocional \u2013 determina a natureza de contato com a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":"[{\"content\":\"Apostila do Curso de Rorschach da Sociedade Rorschach de S\u00e3o Paulo, referente ao 1. \u00b0 ano de aperfei\u00e7oamento. Elaborada em novembro de 1978. O conte\u00fado desta apostila j\u00e1 foi reformulado pela autora mais recentemente em seu livro Din\u00e2mica Cerebral e Atividade Ps\u00edquica (2014).<br>Nestes casos, no qual esta apostila est\u00e1 inclu\u00edda, trata-se de apostilas compostas pela Prof.\u00aa L\u00facia Coelho, em diferentes \u00e9pocas, com o tema relacionado \u00e0 Psicologia M\u00e9dica ou \u00e0 Teoria da Personalidade. Eu, Roberto Fazzani, redigitalizei a todas elas. No entanto, muitas delas s\u00e3o consideradas pela autora como ultrapassadas. 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