{"id":2483,"date":"2024-06-17T20:49:29","date_gmt":"2024-06-17T23:49:29","guid":{"rendered":"https:\/\/anibalsilveira.org\/?page_id=2483"},"modified":"2024-06-17T20:49:29","modified_gmt":"2024-06-17T23:49:29","slug":"percepcao-teoria-das-imagens","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/anibalsilveira.org\/en\/percepcao-teoria-das-imagens\/","title":{"rendered":"Percep\u00e7\u00e3o \u2013 Teoria das Imagens"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Percep\u00e7\u00e3o \u2013 Teoria das Imagens<\/strong><sup data-fn=\"9eb92af8-42be-4e58-8a52-54b869761093\" class=\"fn\"><a href=\"#9eb92af8-42be-4e58-8a52-54b869761093\" id=\"9eb92af8-42be-4e58-8a52-54b869761093-link\">1<\/a><\/sup><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>(L\u00facia Maria Salvia Coelho)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>I. <strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Natureza complexa da percep\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><\/ol>\n\n\n\n<p>Devemos distinguir a sensa\u00e7\u00e3o da percep\u00e7\u00e3o. A percep\u00e7\u00e3o envolve todo o dinamismo subjetivo, permitindo e caracterizando o contato do indiv\u00edduo como o ambiente. Observa Audiffrent: \u201cA percep\u00e7\u00e3o sup\u00f5e o concurso de todas as faculdades cerebrais: o interesse, que determina a aten\u00e7\u00e3o, a atividade que mant\u00e9m e, enfim a observa\u00e7\u00e3o que \u00e9 insepar\u00e1vel da elabora\u00e7\u00e3o intelectual\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Sabemos que toda experi\u00eancia \u00e9 mediada conjuntamente por nossas percep\u00e7\u00f5es do mundo externo por nossa vida subjetiva. A percep\u00e7\u00e3o \u2013 tanto das situa\u00e7\u00f5es ou de objetos definidos e familiares como de objetos e circunst\u00e2ncias amb\u00edguas \u2013 representa, necessariamente, a intera\u00e7\u00e3o rec\u00edproca do indiv\u00edduo que percebe e do est\u00edmulo percebido.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Polo extremo do processo perceptual<\/span><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Teoricamente podemos admitir, como o faz Korchin, que todo percepto esteja compreendido entre dois polos extremos: um onde ocorre um completo \u201cautismo\u201d e outro em que prevalece a determina\u00e7\u00e3o do est\u00edmulo objetivo. Qualquer ato perceptual reflete graus diversos de participa\u00e7\u00e3o ao longo deste continuum. Ent\u00e3o a percep\u00e7\u00e3o pode ser de ordem predominantemente subjetiva, isto \u00e9, com maior participa\u00e7\u00e3o da rea\u00e7\u00e3o afetiva, incluindo no caso tantos processos patol\u00f3gicos de alucina\u00e7\u00e3o, com a ilus\u00e3o. Pode ainda, consistir em modifica\u00e7\u00f5es criadoras e normais resultantes da originalidade individual ou da pr\u00f3pria ambiguidade do est\u00edmulo \u2013 ou, ao contr\u00e1rio, resultar de uma verifica\u00e7\u00e3o objetiva determinada primordialmente pelo est\u00edmulo externo. Audiffrent afirma que em casos de excessivo subjetivismo o esp\u00edrito estimulado intensamente por impulsos poderosos adquire grande atividade. O oposto, isto \u00e9, o excesso de objetividade, caracteriza-se por um defeito na espontaneidade do indiv\u00edduo, resultando em um predom\u00ednio inadequado dos aspectos exteriores sobre as concep\u00e7\u00f5es subjetivas. Por\u00e9m, de qualquer modo, como j\u00e1 havia postulado Comte, em condi\u00e7\u00f5es normais sempre prevalece a imagem real sobre a imagem idealizada, mesmo considerando que em toda percep\u00e7\u00e3o ocorre necessariamente uma repercuss\u00e3o afetiva, indispens\u00e1vel \u00e0 no\u00e7\u00e3o de identidade e de continuidade das experi\u00eancias em um mesmo indiv\u00edduo. Essa diferen\u00e7a entre rea\u00e7\u00e3o emocional ao est\u00edmulo e no\u00e7\u00e3o intelectual do mundo externo torna-se menos acentuada \u00e0 medida que o ser humano amadurece.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Seletividade perceptual<\/span><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>A natureza seletiva da percep\u00e7\u00e3o j\u00e1 havia sido assinalada por Comte e por Audiffrent como condi\u00e7\u00e3o inerente \u00e0 natureza humana. Este \u00faltimo autor restabelece que \u00e9 preciso haver um trabalho de concentra\u00e7\u00e3o para podermos agrupar certas impress\u00f5es e mantermo-nos insens\u00edveis ou indiferentes a outras. Por mais espont\u00e2nea que seja esta opera\u00e7\u00e3o, ela sup\u00f5e sempre o concurso da aten\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, do esfor\u00e7o conativo e da rela\u00e7\u00e3o afetiva de onde emana todo interesse. Assim, em todo trabalho especulativo, refere o autor, a atividade interfere de modo a permitir todas as combina\u00e7\u00f5es subjetivas. De outro modo, nenhuma no\u00e7\u00e3o seria poss\u00edvel, isto \u00e9, a comprova\u00e7\u00e3o de um evento interno ou externo, nem seria poss\u00edvel a recorda\u00e7\u00e3o. A atividade \u00e9 indispens\u00e1vel para a vontade. Sem o ato mental volunt\u00e1rio nossos aparelhos sensoriais poderiam sem d\u00favida, ser impressionados, mas n\u00e3o haveria percep\u00e7\u00e3o. \u00c9 o que ocorre a cada instante em rela\u00e7\u00e3o aos objetos estranhos ou indiferentes \u00e0 nossa exist\u00eancia. Eles podem atingir os nossos sentidos, mas n\u00e3o deixam nenhum tra\u00e7o, nenhuma passagem, nenhuma lembran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Sullivan, refere-se a este aspecto da percep\u00e7\u00e3o como caracter\u00edstico e indispens\u00e1vel \u00e0 sa\u00fade mental, denominando-o \u201cdesaten\u00e7\u00e3o seletiva\u201d. Refere o autor que n\u00e3o podemos estabelecer um contato adequado com os v\u00e1rios eventos concomitantes, ainda que not\u00e1veis, mas que n\u00e3o sejam pertinentes ao ato desejado. A efici\u00eancia desse processo \u00e9 verificada pela adequa\u00e7\u00e3o da exclus\u00e3o do alheio e da considera\u00e7\u00e3o do adequado. <em>Mediante<\/em> o processo de desaten\u00e7\u00e3o seletiva, o indiv\u00edduo vai adquirindo a capacidade de hierarquizar os fatos que dever\u00e3o ser desatendidos em um dado momento. Se n\u00e3o houvesse a \u201cdesaten\u00e7\u00e3o seletiva\u201d, ou a aten\u00e7\u00e3o que decorre da seletividade perceptual (nos termos da teoria aqui adotada), nossa atividade mental seria incoerente e inst\u00e1vel. A natureza do processo seletivo na percep\u00e7\u00e3o depende em parte dos fatores sociais que estimulam ou imitam o comportamento do indiv\u00edduo (padr\u00e3o de conduta, normas, valores, preconceitos, tabus); das experi\u00eancias pessoais do indiv\u00edduo considerado e das disposi\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>II. <strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Percep\u00e7\u00e3o e \u201cImagem\u201d<\/span><\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\"><\/ol>\n\n\n\n<p>Em sua teoria das imagens Laffitte distingue no processo perceptual tr\u00eas fases distintas: a impress\u00e3o sensorial, a imagem sensorial (sensa\u00e7\u00e3o) e a imagem prim\u00e1ria (percep\u00e7\u00e3o). A impress\u00e3o \u00e9 exercida pelo est\u00edmulo externo sobre o indiv\u00edduo e captada por um \u00f3rg\u00e3o perif\u00e9rico espec\u00edfico. Nos \u00f3rg\u00e3os sensoriais perif\u00e9ricos a impress\u00e3o ocorre apenas quando os est\u00edmulos estiverem dentro da faixa de vibra\u00e7\u00e3o correspondente ao seu funcionamento fisiol\u00f3gico. Portanto, embora seletiva, a capta\u00e7\u00e3o do est\u00edmulo externo ainda n\u00e3o \u00e9 espont\u00e2nea. Em seguida, este impulso \u00e9 transmitido at\u00e9 os n\u00facleos subcorticais correspondentes, onde ocorre a sensa\u00e7\u00e3o. A sensa\u00e7\u00e3o, j\u00e1 seletiva, e espont\u00e2nea, \u00e9 percebida como uma modifica\u00e7\u00e3o s\u00fabita no indiv\u00edduo; por\u00e9m, ela \u00e9 vaga e ainda n\u00e3o associada conscientemente ao objeto exterior. Finalmente a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 transmitida para a zona cortical, tornando-se consciente e permitindo o relacionamento da sensa\u00e7\u00e3o com o est\u00edmulo ambiental. Segundo o \u201cPrinc\u00edpio de Audiffrent\u201d, confirmado por Silveira atrav\u00e9s de suas verifica\u00e7\u00f5es em anatomia cerebral e em neurofisiologia de cada n\u00facleo sensorial subcortical partem dois feixes de conex\u00e3o, respectivamente para a regi\u00e3o intelectual do c\u00e9rebro (c\u00f3rtex frontal) e para a regi\u00e3o afetiva (c\u00f3rtex parietal alto e occipital). A zona occipital ao receber o est\u00edmulo envia o influxo nervoso, atrav\u00e9s de fibras longas occipito-frontal, at\u00e9 o c\u00f3rtex frontal. O encontro dos dois influxos (geniculado-frontal e occipito-frontal) na zona correspondente ao \u00f3rg\u00e3o da observa\u00e7\u00e3o concreta, resulta na percep\u00e7\u00e3o. A percep\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo din\u00e2mico originado por um est\u00edmulo externo e resultante do trabalho realizado por toda a corticalidade. (ver esquema \u2013 \u201cprinc\u00edpio de Audiffrent\u201d).<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXfon5sqWirlyH3qHOatJ4QCtSgcfCzvQ6qqA84k61_w_1Fcq9OlfMextqs9yFbZeztOdic7iVyIlWjvPiiKbyAg0eqe2-BfweuJ3aHA6ofvTMkqlDV8CB4cWiNB5HkpFrsdafGyHmBI3jVdHM8PU4GJTz3MUGSdnmUQz8W7Mso-8Orq82FyCT0?key=zcno2Gh9dJFxFMDgpksNzg\" alt=\"http:\/\/www.psiquiatriageral.com.br\/cerebro\/f8.jpg\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Processos psicofisiol\u00f3gicos da percep\u00e7\u00e3o, no caso, visual \u2013 Esquema baseado no Princ\u00edpio de Audiffrent<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>E. \u2013 est\u00edmulo; I. \u2013 impress\u00e3o sensorial; S. \u2013 sensa\u00e7\u00e3o (no caso visual, n\u00facleo geniculado lateral, de localiza\u00e7\u00e3o tal\u00e2mica; A. \u2013 rea\u00e7\u00e3o afetiva, inconsciente, ante o est\u00edmulo, no caso as \u00e1reas 17, 18 e 19 de Brodmann, localizadas no c\u00f3rtex occipital (sempre considerando o caso da vis\u00e3o); P. \u2013 percep\u00e7\u00e3o, \u00e1reas 10 e 46 de Brodmann, correspondentes ao \u00f3rg\u00e3os da observa\u00e7\u00e3o abstrata e concreta; em linhas de pontos-e-tra\u00e7os \u2013 vias de condu\u00e7\u00e3o do n\u00facleo sensorial ao c\u00f3rtex afetivo, no caso, tapete e fibras que v\u00e3o \u00e0 \u00e1rea 19; em pontilhado \u2013 liga\u00e7\u00e3o do n\u00facleo com o c\u00f3rtex frontal, ainda n\u00e3o demonstrada anatomicamente; em linhas interrompidas \u2013 vias occipito-frontais.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Princ\u00edpio de Audiffrent<\/span><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Da percep\u00e7\u00e3o resulta uma no\u00e7\u00e3o, que corresponde a uma imagem. Imagem e no\u00e7\u00e3o s\u00e3o conceitos praticamente equivalentes, mas diversos de percep\u00e7\u00e3o. Laffite define imagem como toda impress\u00e3o que se reproduz em n\u00f3s, independentemente do objeto externo que primariamente o produziu (Nota \u2013 o texto destas p\u00e1ginas foi apenas uma transcri\u00e7\u00e3o do livro Epilepsia e Personalidade, p\u00e1gs. 83-86, de Lucia Coelho). Passaremos agora a discutir os esquemas propostos por An\u00edbal Silveira e referentes a Din\u00e2mica das opera\u00e7\u00f5es mentais ligadas ao processo perceptual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Teoria das Imagens de Laffitte<\/span><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Imagem sensorial<\/span><\/strong> \u2013 n\u00facleo subcortical. Sele\u00e7\u00e3o afetiva inconsciente \u2013 apenas como vibra\u00e7\u00e3o do n\u00facleo subcortical correspondente, sem representa\u00e7\u00e3o mental ao n\u00edvel cortical.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Imagens corticais<\/span><\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Imagens que resultam da percep\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel da observa\u00e7\u00e3o concreta. Corresponde \u00e0 IMAGEM PRIM\u00c1RIA \u2013 Resulta do est\u00edmulo externo e liga-se de modo mais direto a ele, apesar de j\u00e1 ter sofrido uma modifica\u00e7\u00e3o. Esta imagem \u00e9 completa e sint\u00e9tica: re\u00fane em si os v\u00e1rios est\u00edmulos do objeto, mas faz prevalecer um aspecto sobre os demais.\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Nesta imagem Laffite distingue dois n\u00edveis:\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Imagem acess\u00f3ria \u2013 corresponde \u00e0 resson\u00e2ncia afetiva (parieto-occipital). Funde em si todos os elementos do objeto. Ela \u00e9 sincr\u00e9tica e inconsciente. Permanece como resson\u00e2ncia afetiva ao n\u00edvel de instinto.<\/li>\n\n\n\n<li>Imagem principal \u2013 resulta do nexo entre afetividade e intelig\u00eancia (emo\u00e7\u00e3o) resultando em uma no\u00e7\u00e3o consciente do meio externo, mas ainda impregnada de afetividade. (frontal \u2013 \u00f3rg\u00e3o da observa\u00e7\u00e3o concreta) \u201cju\u00edzo de valor\u201d.<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li>Atrav\u00e9s do trabalho mental de abstra\u00e7\u00e3o, ou de elabora\u00e7\u00e3o indutiva e dedutiva, forma-se uma imagem que apenas depende indiretamente do est\u00edmulo externo (atrav\u00e9s da imagem prim\u00e1ria) mas nela j\u00e1 se opera uma redu\u00e7\u00e3o e apenas elementos do est\u00edmulo s\u00e3o considerados, portanto ela \u00e9 uma imagem incompleta e anal\u00edtica: IMAGEM SUBJETIVA. Resulta do trabalho mental intraps\u00edquico \u2013 Pensamento. Ela permite a associa\u00e7\u00e3o l\u00f3gica (ju\u00edzo de realidade) e a evoca\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria. Trata-se de uma associa\u00e7\u00e3o consciente, volunt\u00e1ria, intelectual, embora sofra a influ\u00eancia do nexo afetivo e depende necessariamente do interesse.<\/li>\n\n\n\n<li>Em seguida, passemos de ju\u00edzo de realidade exterior que corresponde a uma imagem l\u00f3gica, abstrata, onde o componente afetivo \u00e9 praticamente desprez\u00edvel. Esta imagem \u00e9 denominada SINAL (corresponde ao sinal de 2.\u00aa ordem de Pavlov). O sinal permite a generaliza\u00e7\u00e3o dos conceitos, preside o pr\u00f3prio trabalho de constru\u00e7\u00e3o mental (racioc\u00ednio) e permite a comunica\u00e7\u00e3o. Sinal \u00e9 definido como rela\u00e7\u00e3o constante entre o est\u00edmulo sensorial e a contra\u00e7\u00e3o correspondente (contra\u00e7\u00e3o como redu\u00e7\u00e3o intelectual da imagem e como resultado da muscula\u00e7\u00e3o). O sinal pode resultar diretamente da contra\u00e7\u00e3o da imagem prim\u00e1ria, sem a forma\u00e7\u00e3o da imagem subjetiva \u2013 como ocorre em crian\u00e7as pequenas ou em certas formas de cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"491\" height=\"571\" src=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-17-14.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2484\" srcset=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-17-14.png 491w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-17-14-258x300.png 258w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-17-14-10x12.png 10w\" sizes=\"auto, (max-width: 491px) 100vw, 491px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n<ol class=\"wp-block-footnotes\"><li id=\"9eb92af8-42be-4e58-8a52-54b869761093\">Apostila produzida na Faculdade de Medicina de Jundia\u00ed, como complemento ao curso de Psicologia M\u00e9dica, para o curso de Psicologia M\u00e9dica para os m\u00e9dicos residentes em Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Jundia\u00ed e para o Curso de Teoria da Personalidade para a Sociedade Rorschach de S\u00e3o Paulo. Composta em agosto de 1978. J\u00e1 considerada em parte superada por sua autora que j\u00e1 reescreveu o tema sob novas perspectivas. No entanto, eu, Roberto Fazzani redigitalizei e formatei o grupo de apostilas ao qual esta pertence pois poder\u00e3o ser \u00fateis na compreens\u00e3o inicial da Teoria Sociol\u00f3gica da Personalidade por n\u00f3s adotada. <a href=\"#9eb92af8-42be-4e58-8a52-54b869761093-link\" aria-label=\"Jump to footnote reference 1\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><\/ol>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Percep\u00e7\u00e3o \u2013 Teoria das Imagens (L\u00facia Maria Salvia Coelho) I. Natureza complexa da percep\u00e7\u00e3o Devemos distinguir a sensa\u00e7\u00e3o da percep\u00e7\u00e3o. A percep\u00e7\u00e3o envolve todo o dinamismo subjetivo, permitindo e caracterizando o contato do indiv\u00edduo como o ambiente. 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