{"id":3020,"date":"2024-07-18T18:24:05","date_gmt":"2024-07-18T21:24:05","guid":{"rendered":"https:\/\/anibalsilveira.org\/?page_id=3020"},"modified":"2024-07-18T18:24:05","modified_gmt":"2024-07-18T21:24:05","slug":"apreciacao-da-elaboracao-mental","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/anibalsilveira.org\/en\/apreciacao-da-elaboracao-mental\/","title":{"rendered":"Aprecia\u00e7\u00e3o da elabora\u00e7\u00e3o mental"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-text-align-center\"><strong>APRECIA\u00c7\u00c3O DA ELABORA\u00c7\u00c3O MENTAL<\/strong><sup data-fn=\"15dff111-fc47-4c0b-b7ab-b94441625769\" class=\"fn\"><a href=\"#15dff111-fc47-4c0b-b7ab-b94441625769\" id=\"15dff111-fc47-4c0b-b7ab-b94441625769-link\">1<\/a><\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>A elabora\u00e7\u00e3o mental corresponde, em sentido estrito, a um trabalho mais diferenciado dando sequ\u00eancia ao processo intelectual iniciado pela capta\u00e7\u00e3o dos est\u00edmulos atrav\u00e9s dos sentidos e pela posterior elabora\u00e7\u00e3o pelo processo da percep\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Num plano, mais b\u00e1sico, temos a observa\u00e7\u00e3o, e noutro, a elabora\u00e7\u00e3o dos elementos colhidos atrav\u00e9s do processo de percep\u00e7\u00e3o. Do primeiro resulta a concep\u00e7\u00e3o, at\u00e9 certo ponto passiva, no sentido de estar ligada diretamente e subordinada ao espet\u00e1culo do meio exterior, e no segundo, \u00e0 concep\u00e7\u00e3o ativa que se processa num plano mais interno, subjetivo, atrav\u00e9s da elabora\u00e7\u00e3o dedutiva e indutiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMedita-se, com efeito, escreve Comte, de duas maneiras muito distintas, mas igualmente necess\u00e1rias: colocando princ\u00edpios e tirando-se consequ\u00eancias. De um lado, compara-se, de outro, coordena-se. O primeiro modo leva a generalizar, o segundo, a sistematizar. Toda classifica\u00e7\u00e3o regular manifesta nitidamente sem diferen\u00e7a exigindo-se primeiramente a aprecia\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias rela\u00e7\u00f5es para formar os grupos, e em seguida, a determina\u00e7\u00e3o da ordem hier\u00e1rquica. Sob um aspecto mais amplo deve-se especialmente ligar \u00e0 medita\u00e7\u00e3o indutiva o estudo das rela\u00e7\u00f5es est\u00e1ticas ou de semelhan\u00e7a, e \u00e0 dedutiva, aquela das rela\u00e7\u00f5es din\u00e2micas ou de sucess\u00e3o. Assim a regi\u00e3o cerebral que descobre as leis, divide t\u00e3o nitidamente quanto a que observa os fatos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Comte, a observa\u00e7\u00e3o subentende dois n\u00edveis: a observa\u00e7\u00e3o concreta e a observa\u00e7\u00e3o abstrata, atributos de \u00f3rg\u00e3os individualizados. Tais \u00f3rg\u00e3os teriam localiza\u00e7\u00e3o frontal mais inferior no c\u00e9rebro, \u201cdirigida ao recebimento dos est\u00edmulos que preenchem os n\u00facleos sensoriais correspondentes\u201d. A elabora\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m como conjunto duplo de fun\u00e7\u00f5es mais diferenciadas e dependentes dos materiais elaborados pela observa\u00e7\u00e3o concreta e abstrata, estaria localizada na parte superior do c\u00e9rebro frontal.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Comte estabeleceu tamb\u00e9m a hierarquia entre fun\u00e7\u00f5es da elabora\u00e7\u00e3o: a mais b\u00e1sica, menos dependente e mais diretamente ligada aos \u00f3rg\u00e3os sensoriais da observa\u00e7\u00e3o, a elabora\u00e7\u00e3o indutiva, exigiria por isso mesmo, um \u00f3rg\u00e3o par. A elabora\u00e7\u00e3o dedutiva, mais elevada e ainda mais dependente, o concurso de um \u00f3rg\u00e3o \u00edmpar.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Esse estudo preliminar localizat\u00f3rio estabelecido por Comte foi confirmado pela diferencia\u00e7\u00e3o citoarquitet\u00f4nica de Brodmann, von Economo, Campbell, no plano estrutural, e no din\u00e2mico pelos estudos de neurofisiologia e psicofisiologia.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, foi poss\u00edvel estabelecer como hip\u00f3tese localizat\u00f3ria, no c\u00f3rtex frontal (Brodmann):\u00a0 nas \u00e1reas<strong> <\/strong>46 e 10, respectivamente, observa\u00e7\u00e3o concreta e abstrata e nas \u00e1reas 8 e 9, os da medita\u00e7\u00e3o indutiva e dedutiva.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado do processo da elabora\u00e7\u00e3o \u00e9 o pensamento e o estudo pode ser dirigido em diferentes n\u00edveis: o pensamento pelo aspecto formal, o pensamento em seu curso e quanto ao conte\u00fado. O importante \u00e9 ressaltar que todo trabalho mental est\u00e1 na depend\u00eancia do est\u00edmulo afetivo e da harmonia das fun\u00e7\u00f5es conativas. Isso vai orientar o estudo patogen\u00e9tico das condi\u00e7\u00f5es patol\u00f3gicas ou das condi\u00e7\u00f5es anormais, extr\u00ednsecas e intr\u00ednsecas \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o propriamente, e que aparecem quando da n\u00e3o observ\u00e2ncia dos princ\u00edpios que regem a harmonia mental no plano individual.<\/p>\n\n\n\n<p>A elabora\u00e7\u00e3o decorre, na acep\u00e7\u00e3o de Comte, da subordina\u00e7\u00e3o dos materiais subjetivos \u00e0 realidade objetiva e da simplicidade na formula\u00e7\u00e3o das concep\u00e7\u00f5es que devem ser as mais simp\u00e1ticas e as mais simples, ligadas ao conjunto de elementos a representar. A distor\u00e7\u00e3o no plano da elabora\u00e7\u00e3o vai ferir esses princ\u00edpios gerais e dar como resultado uma s\u00e9rie de altera\u00e7\u00f5es ligadas ao trabalho mental.<\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista semiol\u00f3gico o processo corresponde ao estudo do pensamento e do ju\u00edzo atrav\u00e9s da tomada dos dados anamn\u00e9sticos. N\u00e3o exige assim t\u00e9cnica especial al\u00e9m daquelas exigidas para a entrevista psiqui\u00e1trica.<\/p>\n\n\n\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o da psicopatologia e do crit\u00e9rio patogen\u00e9tico na cl\u00ednica como parte integrante do exame ps\u00edquico, em particular, e do exame cl\u00ednico em geral, orienta o estudo para uma s\u00e9rie de altera\u00e7\u00f5es que ocorrem em condi\u00e7\u00f5es especiais no plano normal e em condi\u00e7\u00f5es patol\u00f3gicas n\u00e3o psic\u00f3ticas. Essas correspondem a comprometimento extr\u00ednseco da elabora\u00e7\u00e3o englobando os dois n\u00edveis da elabora\u00e7\u00e3o: dedutiva e indutiva.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Fabula\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Fabula\u00e7\u00e3o corresponde \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o ativa de forma l\u00f3gica e coerente sem base na realidade, condi\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m presentes nas concep\u00e7\u00f5es delirantes. A instabilidade, a pouca sistematiza\u00e7\u00e3o e a variabilidade nas concep\u00e7\u00f5es s\u00e3o os elementos que caracterizam as fabula\u00e7\u00f5es e distinguem-nas das concep\u00e7\u00f5es delirantes. Em condi\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas especiais ou patol\u00f3gicas, n\u00e3o psic\u00f3ticas, encontramos dois tipos de fabula\u00e7\u00f5es patogenicamente distintas:\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>a) fabula\u00e7\u00e3o ocasional: o dinamismo mais importante ligado ao aparecimento das fabula\u00e7\u00f5es ocasionais, em condi\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas especiais, aparece quando o indiv\u00edduo confunde ou intercala na realidade as suas pr\u00f3prias fantasias. Esse aspecto \u00e9 normal na crian\u00e7a pela preval\u00eancia natural do mundo subjetivo frente \u00e0 realidade objetiva em algumas condi\u00e7\u00f5es, e no adulto aparece ligado a condi\u00e7\u00f5es emocionais. \u00c9 o caso das m\u00e3es ao relatarem as perip\u00e9cias do filho quando interp\u00f5em, com frequ\u00eancia, elementos fabulat\u00f3rios na narrativa. Frequentemente preenchemos o sonho com material fabulat\u00f3rio \u00e0 medida em que narramos. Essa particularidade foi muito bem exposta por Morgue mediante a s\u00e9rie de experimentos: sonhava com muita facilidade, e em condi\u00e7\u00f5es experimentais, quando seus disc\u00edpulos observavam os sinais da presen\u00e7a de sonho durante o sono, atrav\u00e9s do registro dos movimentos oculares e outros sinais, acordavam-no. Imediatamente o referido autor registrava o sonho apresentado, e, decorrida uma semana ou m\u00eas, ao relatar o mesmo sonho, sem o conhecimento dos elementos registrados anteriormente notou Morgue na narrativa uma riqueza de elementos fabulat\u00f3rios, frutos naturalmente do elemento afetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>b) fabula\u00e7\u00e3o sistematizada: aqui a produ\u00e7\u00e3o fabulat\u00f3ria \u00e9 mais ligada aos dinamismos subjetivos, \u00e9 mais est\u00e1vel, mais sistematizada, correspondendo \u00e0 mitomania. Esta pode aparecer isoladamente como tra\u00e7o de personalidade ou como sintoma da personalidade psicop\u00e1tica na forma perversa e na hiperemotiva. As concep\u00e7\u00f5es formuladas pelo paciente s\u00e3o nitidamente fantasiosas, com grande capacidade de persuas\u00e3o, porque formuladas de forma l\u00f3gica e dadas as condi\u00e7\u00f5es em que aparecem, ou seja, como tra\u00e7o anormal ou na personalidade psicop\u00e1tica; n\u00e3o pressup\u00f5em a ruptura ou falta de subordina\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade correspondente, caracter\u00edsticas dos quadros psic\u00f3ticos. O diagn\u00f3stico diferencial da mitomania seria com a mentira em que os elementos estabilidade e coer\u00eancia tamb\u00e9m se fazem presentes. Na mentira h\u00e1 sempre a justificativa ou a procura de apre\u00e7o dos demais ou ocorre como recurso do indiv\u00edduo para se safar ou tirar proveito de alguma situa\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0c) fabula\u00e7\u00e3o produtiva que subentende condi\u00e7\u00f5es patol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li>Minuciosidade<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Na minuciosidade o elemento mais caracter\u00edstico \u00e9 a perda da unidade da express\u00e3o por descontrole na dire\u00e7\u00e3o discursiva. Patogenicamente \u00e9 o elemento conativo que determina a persevera\u00e7\u00e3o de conceitos, impossibilitando uma adequada abstra\u00e7\u00e3o na formula\u00e7\u00e3o dos mesmos. Aparece tamb\u00e9m como tra\u00e7o de personalidade, ligado \u00e0 epilepsia, que por englobar uma variedade de manifesta\u00e7\u00f5es e ser muito alta a sua distribui\u00e7\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o m\u00e9dia, aparece de modo frequente. Quando presente \u00e9 facilmente detect\u00e1vel durante a entrevista, assumindo \u00e0s vezes, propor\u00e7\u00f5es que nos obriga a interferir para que o paciente n\u00e3o disperse e n\u00e3o perca a finalidade da mesma.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li>Fuga de ideias<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Aqui o elemento caracter\u00edstico que marca o comprometimento na formula\u00e7\u00e3o do pensamento e dos conceitos \u00e9 a instabilidade da cona\u00e7\u00e3o, pela interfer\u00eancia de est\u00edmulos afetivos. Assim, quadros emocionais intensos podem determinar fuga de ideias pela incapacidade de reten\u00e7\u00e3o na elabora\u00e7\u00e3o ou, pelo contr\u00e1rio, o bloqueio parcial ou total do pensamento, caracter\u00edsticos do estado de p\u00e2nico.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"4\">\n<li>Ideias prevalentes<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Ocorrem devido \u00e0 preval\u00eancia dos dinamismos emocionais, distorcendo a realidade em casos de preocupa\u00e7\u00e3o excessiva, ou quando o contato emocional se liga a aspectos afetivos da individualidade, como o orgulho e a vaidade: no ci\u00fame m\u00f3rbido a preval\u00eancia dos est\u00edmulos afetivos do orgulho e da vaidade, determina a persevera\u00e7\u00e3o no plano conativo, em condi\u00e7\u00f5es anormais, fazendo com que o indiv\u00edduo n\u00e3o se liberte da ideia preconcebida, \u00e0s vezes, nem mesmo a apresenta\u00e7\u00e3o l\u00f3gica dos fatos e da realidade ou atrav\u00e9s de persuas\u00e3o conseguimos fazer com que o paciente desfa\u00e7a ou modifique sua concep\u00e7\u00e3o. Em condi\u00e7\u00f5es de grupo, onde o elemento emocional atinge n\u00edveis anormais, a ideia prevalente passa a determinar o comportamento destrutivo, impossibilitando melhor rendimento das tarefas executadas.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia prevalente corresponde, no plano perceptivo, ao falso reconhecimento e \u00e0 ilus\u00e3o sensorial e \u00e0s vezes assume uma propor\u00e7\u00e3o em que a inacessibilidade e convic\u00e7\u00e3o extremadas elevam \u00e0s mesmas caracter\u00edsticas dos del\u00edrios, com o qual devemos fazer o diagn\u00f3stico diferencial. Pela preval\u00eancia do elemento conativo, da persevera\u00e7\u00e3o, que mant\u00e9m o trabalho mental numa dada linha de racioc\u00ednio, no caso m\u00f3rbido, a ideia prevalente aparece mais ligada tamb\u00e9m ao ciclo da epilepsia, tal como ao fanatismo.\u00a0<\/p>\n\n\n<ol class=\"wp-block-footnotes\"><li id=\"15dff111-fc47-4c0b-b7ab-b94441625769\">Texto organizado por Roberto Fasano, em 2005, a partir de aula de An\u00edbal Silveira, sem refer\u00eancia a local, data e a quem a compilou. Revisto em 20\/09\/22 por integrantes da Comiss\u00e3o de Revis\u00e3o do CEPAS: Flavio Vivacqua, Francisco Drumond de Moura, Paulo Palladini e Roberto Fasano. <a href=\"#15dff111-fc47-4c0b-b7ab-b94441625769-link\" aria-label=\"Jump to footnote reference 1\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><\/ol>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>APRECIA\u00c7\u00c3O DA ELABORA\u00c7\u00c3O MENTAL A elabora\u00e7\u00e3o mental corresponde, em sentido estrito, a um trabalho mais diferenciado dando sequ\u00eancia ao processo intelectual iniciado pela capta\u00e7\u00e3o dos est\u00edmulos atrav\u00e9s dos sentidos e pela posterior elabora\u00e7\u00e3o pelo processo da percep\u00e7\u00e3o.\u00a0 Num plano, mais b\u00e1sico, temos a observa\u00e7\u00e3o, e noutro, a elabora\u00e7\u00e3o dos elementos colhidos atrav\u00e9s do processo de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":"[{\"content\":\"Texto organizado por Roberto Fasano, em 2005, a partir de aula de An\u00edbal Silveira, sem refer\u00eancia a local, data e a quem a compilou. 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