{"id":3034,"date":"2024-08-05T19:44:40","date_gmt":"2024-08-05T22:44:40","guid":{"rendered":"https:\/\/anibalsilveira.org\/?page_id=3034"},"modified":"2024-09-14T08:49:29","modified_gmt":"2024-09-14T11:49:29","slug":"as-psicoses-degenerativas-de-kleist","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/anibalsilveira.org\/en\/as-psicoses-degenerativas-de-kleist\/","title":{"rendered":"As psicoses degenerativas de Kleist"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-text-align-center\"><strong>O GRUPO DAS PSICOSES DEGENERATIVAS<\/strong><sup data-fn=\"f68bbc71-442b-4ec6-abd0-2b021e251550\" class=\"fn\"><a href=\"#f68bbc71-442b-4ec6-abd0-2b021e251550\" id=\"f68bbc71-442b-4ec6-abd0-2b021e251550-link\">1<\/a><\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>Esse conjunto de psicoses foi descrito por v\u00e1rios autores e, dentre eles, sobretudo por Kleist e seus disc\u00edpulos. Cada uma delas representa uma entidade nosol\u00f3gica independente, com caracter\u00edsticas psicopatol\u00f3gicas, evolutivas e heredol\u00f3gicas pr\u00f3prias. T\u00eam em comum o aspecto gen\u00e9tico e a evolu\u00e7\u00e3o benigna, isto \u00e9, uma tend\u00eancia constante de haver remiss\u00e3o integral, ap\u00f3s cada surto, al\u00e9m de, habitualmente, apresentarem uma dura\u00e7ao relativamente breve, de apenas algumas semanas.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>As express\u00f5es t\u00edpicas e at\u00edpicas n\u00e3o traduzem caracter\u00edsticas intr\u00ednsecas dessas psicoses, mas sim ao fato de os autores denominarem de at\u00edpicas as psicoses que n\u00e3o se enquadram nos conceitos de esquizofrenia ou P.M.D.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, s\u00e3o t\u00e3o t\u00edpicas quanto essas \u00faltimas e sua frequ\u00eancia entre as psicoses end\u00f3genas \u00e9 de cerca de 25%. As denomina\u00e7\u00f5es dessas psicoses procuram traduzir o dinamismo ou o sintoma psicopatol\u00f3gico fundamental e o fazem com clareza. N\u00e3o cabe aqui pois a cr\u00edtica que, em geral, se faz aos psiquiatras por usarem linguagem herm\u00e9tica e imprecisa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Grupo das Psicoses Cicl\u00f3ides<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sob esse nome Kleist agrupou duas psicoses que apresentam maior parentesco com a P.M.D.: a psicose da motilidade e a psicose confusional. Tendem a incidir mais na juventude e no sexo feminino.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0A psicose da motilidade se caracteriza por uma bipolaridade<sup data-fn=\"c88ac94a-eea2-4881-bdd6-cc8d6f2a06fd\" class=\"fn\"><a href=\"#c88ac94a-eea2-4881-bdd6-cc8d6f2a06fd\" id=\"c88ac94a-eea2-4881-bdd6-cc8d6f2a06fd-link\">2<\/a><\/sup> traduzida em duas formas opostas: a forma hipercin\u00e9tica e a forma acin\u00e9tica. A psicose confusional tamb\u00e9m se caracteriza por uma <a href=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/paranoia-abortiva\/\"><strong>bipolaridade<\/strong><\/a> expressa em duas formas opostas: a forma agitada e a forma estuporosa.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito da psicose da motilidade, a forma hipercin\u00e9tica apresenta abund\u00e2ncia de movimentos, embora sem motiva\u00e7\u00e3o ou finalidade, movimentos parasitas em curto-circuito, multiplicidade e fugacidade de paracinesias, aparentemente pilh\u00e9ricas. H\u00e1 tambem um not\u00e1vel est\u00edmulo do trabalho intelectual. O oposto disto ocorre na forma acin\u00e9tica onde h\u00e1 tend\u00eancia \u00e0 imobilidade, \u00e0 in\u00e9rcia, \u00e0 pobreza de m\u00edmica e uma lentifica\u00e7ao do trabalho mental. As duas fases frequentemente se combinam no mesmo epis\u00f3dio psic\u00f3tico, sucedendo-se uma \u00e0 outra. A dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia \u00e9 de duas a quatro semanas.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Na psicose confusional o setor atingido \u00e9 o intelectual, dominando o quadro a incoer\u00eancia do pensamento, com excita\u00e7\u00e3o na forma agitada, e com uma tend\u00eancia \u00e0 perplexidade na forma estuporosa. A dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia \u00e9 tamb\u00e9m de duas a quatro semanas.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Kleist estabeleceu um paralelo entre a P.M.D. e as psicoses da motilidade e as confusionais que exprimem altera\u00e7\u00f5es quantitativas dos tr\u00eas setores da personalidade, envolvidos com a din\u00e2mica afetiva, com a din\u00e2mica da atividade e com a din\u00e2mica da intelig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0No nosso modo de ver, essas psicoses s\u00e3o resultantes do insuficiente desenvolvimento de determinados aparelhos cerebrais, muito provavelmente do tronco cerebral, que por isso seriam l\u00e1beis e sens\u00edveis \u00e0s influ\u00eancias de subst\u00e2ncias org\u00e2nicas, provavelmente end\u00f3crinas. Nesse sentido, chama a aten\u00e7\u00e3o o fato de os sintomas dessas psicoses surgirem tamb\u00e9m em outras doen\u00e7as n\u00e3o end\u00f3genas como a P.G., a arteriosclerose, as psicoses infecciosas, o que demonstra que as s\u00edndromes t\u00eam como base dispositivos cerebrais especiais e distintos. Ainda mais: \u00e9 prov\u00e1vel que cada um desses supostos dispositivos cerebrais compreenda duas partes, quanto \u00e0 funcionalidade: um centro excitador e outro inibidor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/psicoses-da-individualidade\/\" data-type=\"page\" data-id=\"3176\">Psicoses da individualidade<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Essas formas de psicoses foram, inicialmente, descritas e validadas por Kleist e seus disc\u00edpulos. Posteriormente, foram compreendidas em outros grupos de psicoses.<\/p>\n\n\n\n<p>Esclarecido esse aspecto, as duas formas que correspondiam a esse grupo, a Confabulose expansiva e a Hipocondr\u00edaca tamb\u00e9m podem alternar-se, por\u00e9m, menos frequentemente do que nas formas confusionais e nas formas da psicose da motilidade e menos do que na P.M.D.<\/p>\n\n\n\n<p>Na forma denominada de Confabulose expansiva dominam as fabula\u00e7\u00f5es, em geral relacionadas com pretensas capacidades do paciente. Apresenta-se sempre com expansividade, lembrando nesse aspecto certos casos de P.G. A forma Hipocondr\u00edaca corresponde ao quadro j\u00e1 cl\u00e1ssico de depress\u00e3o e queixas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00f3pria pessoa f\u00edsica, ao seu pr\u00f3prio corpo.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Dependeriam essas duas formas de psicoses do envolvimento de sistemas cerebrais mais diferenciados, isto \u00e9, em rela\u00e7\u00e3o com o \u201cEu pr\u00f3prio<sup data-fn=\"4a407802-0b21-49de-8a8a-d96197706e6a\" class=\"fn\"><a href=\"#4a407802-0b21-49de-8a8a-d96197706e6a\" id=\"4a407802-0b21-49de-8a8a-d96197706e6a-link\">3<\/a><\/sup>\u201d, segundo a acep\u00e7\u00e3o de Kleist, da\u00ed ele agrup\u00e1-las sob a denomina\u00e7\u00e3o de psicoses da individualidade, colocando-as em plano intermedi\u00e1rio entre o grupo paranoide e o cicloide.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Na forma Confabulose expansiva a exalta\u00e7\u00e3o atinge tanto a esfera som\u00e1tica como a subjetiva, enquanto, na forma Hipocondr\u00edaca a din\u00e2mica depressiva s\u00f3 atinge a esfera som\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Psicoses paranoides<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Neste grupo est\u00e3o as psicoses aparentadas com a Paranoia, na acep\u00e7\u00e3o de Kraepelin. Ele ap\u00f3s ter limitado a paranoia a quadros cl\u00ednicos cr\u00f4nicos, aut\u00f3ctones, com del\u00edrio e com conserva\u00e7\u00e3o dos outros setores do psiquismo, sem deteriora\u00e7\u00e3o, passou, no entanto, a admitir formas atenuadas e passageiras. Essas formas de psicose foram bem estudadas por Kleist, que as sistematizou. Com frequ\u00eancia, incidem em indiv\u00edduos com <a href=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/constituicao-hipoparanoica\/\" data-type=\"page\" data-id=\"3104\"><strong>constitui\u00e7\u00e3o hipoparan\u00f3ica<\/strong><\/a>, caracterizada por desconfian\u00e7a e supervaloriza\u00e7\u00e3o de si pr\u00f3prio.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Na an\u00e1lise estrutural desses sintomas salienta Kleist que a desconfian\u00e7a n\u00e3o \u00e9 propriamente um estado afetivo, nem mesmo no sentido de combina\u00e7\u00e3o de correntes afetivas opostas; ela exprime inten\u00e7\u00f5es e atitudes, com carga afetiva do indiv\u00edduo para com os demais.<\/p>\n\n\n\n<p>A atitude de uma pessoa s\u00e3 \u00e9 a de sentir-se ligada a seus semelhantes pela confian\u00e7a, pela afei\u00e7\u00e3o e pelo aux\u00edlio rec\u00edproco, o que \u00e9 indispens\u00e1vel para a vida coletiva. O paranoico se sente constantemente lesado pelas pessoas com que convive e, em vista da desconfian\u00e7a, avers\u00e3o e hostilidade, tende sempre a passar de suposto perseguido a perseguidor e agressor.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A inten\u00e7\u00e3o e a atitude expl\u00edcita de desconfian\u00e7a que mant\u00e9m o del\u00edrio persecut\u00f3rio \u00e9 a nega\u00e7\u00e3o da bondade, da toler\u00e2ncia, do aux\u00edlio m\u00fatuo e da amizade, perturbando assim sua sociabilidade. O paranoico \u00e9 ego\u00edsta e se isola dos que o cercam.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Desta an\u00e1lise conclui Kleist que a camada da personalidade que se compromete \u00e9 aquela preposta \u00e0s inter-rela\u00e7\u00f5es afetivas e conativas da individualidade. Dist\u00farbios da individualidade, no sentido de sua exalta\u00e7\u00e3o ou depress\u00e3o, explicam, no primeiro caso, o paranoico sensitivo. Estes dist\u00farbios isolados, como vimos, levam \u00e0 confabulose expansiva e \u00e0 hipocondria.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Nos quadros paranoicos o essencial, portanto, s\u00e3o as perturba\u00e7\u00f5es na esfera afetiva, fundamentalmente, no setor da sociabilidade. O polo oposto \u00e9 representado pela paranoia expansiva, em que os pacientes revelam bondade infinita e amor para com seus semelhantes, s\u00f3 supervalorizando sua personalidade no sentido de se julgarem predestinados a grandes miss\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3ximo.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Com esta an\u00e1lise psicopatol\u00f3gica das paranoias t\u00edpicas tornam-se, tamb\u00e9m compreens\u00edveis as duas formas at\u00edpicas de psicoses paran\u00f3ides: a Inspira\u00e7\u00e3o Aguda e a Alucinose Aguda. Surgem elas bruscamente, com intensa sintomatologia, e s\u00e3o, em geral de curta dura\u00e7\u00e3o. A personalidade pr\u00e9-psic\u00f3tica na inspira\u00e7\u00e3o aguda muitas vezes demonstra tra\u00e7os de religiosidade acentuada e interesses altru\u00edsticos dominantes. A alucinose aguda \u00e9 um quadro em tudo semelhante \u00e0 alucinose alco\u00f3lica, por\u00e9m aut\u00f3ctone.<br><br><strong><br><\/strong><\/p>\n\n\n<ol class=\"wp-block-footnotes\"><li id=\"f68bbc71-442b-4ec6-abd0-2b021e251550\">Texto baseado em aula de An\u00edbal Silveira, utilizado como refer\u00eancia no \u00e2mbito do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Jundia\u00ed (FMJ). Foi selecionado por Roberto Fasano em 2015 e revisto, em 17\/01\/2023 por integrantes da Comiss\u00e3o de Revis\u00e3o do CEPAS: Fl\u00e1vio Vivacqua, Francisco Drumond de Marcondes de Moura, Paulo Palladini e Roberto Fasano Neto. <a href=\"#f68bbc71-442b-4ec6-abd0-2b021e251550-link\" aria-label=\"Jump to footnote reference 1\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"c88ac94a-eea2-4881-bdd6-cc8d6f2a06fd\">Essa quest\u00e3o da bipolaridade aparece, na atualidade, nas denominadas psicoses bipolares, sem a preocupa\u00e7\u00e3o de, mesmo que fosse descritivamente, considerar as suas m\u00faltiplas express\u00f5es: portanto, as psicoses ditas bipolares podem ser relacion\u00e1veis com distintas bases fisiogen\u00e9ticas, n\u00e3o constituindo uma unidade nosol\u00f3gica precisa. <a href=\"#c88ac94a-eea2-4881-bdd6-cc8d6f2a06fd-link\" aria-label=\"Jump to footnote reference 2\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"4a407802-0b21-49de-8a8a-d96197706e6a\">\u00a0Em alem\u00e3o: \u201cSiebst Ich\u201d <a href=\"#4a407802-0b21-49de-8a8a-d96197706e6a-link\" aria-label=\"Jump to footnote reference 3\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><\/ol>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O GRUPO DAS PSICOSES DEGENERATIVAS Esse conjunto de psicoses foi descrito por v\u00e1rios autores e, dentre eles, sobretudo por Kleist e seus disc\u00edpulos. 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