{"id":3352,"date":"2024-09-14T09:41:01","date_gmt":"2024-09-14T12:41:01","guid":{"rendered":"https:\/\/anibalsilveira.org\/?page_id=3352"},"modified":"2024-09-14T09:41:01","modified_gmt":"2024-09-14T12:41:01","slug":"sintomas-e-quadro-morbido-em-psiquiatria","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/anibalsilveira.org\/en\/sintomas-e-quadro-morbido-em-psiquiatria\/","title":{"rendered":"Sintomas e quadro m\u00f3rbido em psiquiatria"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-text-align-center\"><strong>PATOG\u00caNESE DOS SINTOMAS E QUADRO M\u00d3RBIDO EM PSIQUIATRIA<\/strong><sup data-fn=\"bad00e06-6c51-42ea-8bbb-c037dbb5d640\" class=\"fn\"><a href=\"#bad00e06-6c51-42ea-8bbb-c037dbb5d640\" id=\"bad00e06-6c51-42ea-8bbb-c037dbb5d640-link\">1<\/a><\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>Nossa concep\u00e7\u00e3o de psicopatologia n\u00e3o corresponde exatamente \u00e0 concep\u00e7\u00e3o de outros autores. Em primeiro lugar, a psicopatologia como entendemos n\u00e3o se confunde nem com a Psicologia Anormal ou Psicologia Patol\u00f3gica, nem com a Psiquiatria.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Na Psiquiatria temos a descri\u00e7\u00e3o do paciente, estudo, portanto, individual; o paciente \u00e9 compreendido como um todo, com uma s\u00e9rie de problemas gerais, particulares, especiais de personalidade e de ambiente.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Na Psicologia Anormal estudam-se os quadros m\u00f3rbidos psicol\u00f3gicos que n\u00e3o chegam a constituir uma psicose, mas que s\u00e3o anormalidades compreendidas como um todo no funcionamento psicol\u00f3gico do indiv\u00edduo.<\/p>\n\n\n\n<p>Denominamos Psicopatologia o campo de estudo dos dinamismos m\u00f3rbidos, que d\u00e3o resultado a sintomas ou quadros cl\u00ednicos. Logo, n\u00e3o se trata de descri\u00e7\u00e3o, nem de estudo de conjunto individual: \u00e9 o estudo mais geral dos dinamismos patog\u00eanicos.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Devemos explicar, portanto, em que consiste a patog\u00eanese. Quando falamos em patog\u00eanese n\u00e3o referimos \u00e0 gen\u00e9tica patol\u00f3gica, n\u00e3o cuidamos das fun\u00e7\u00f5es devidas aos dinamismos gen\u00e9ticos que se tornam patol\u00f3gicos. Isto \u00e9 apenas um aspecto da patog\u00eanese, a qual tem dois sentidos: a patog\u00eanese dos sintomas e dos quadros cl\u00ednicos, que nem sempre s\u00e3o psicoses, s\u00e3o quadros m\u00f3rbidos, porque tanto num caso como noutro, sintomas ou quadro cl\u00ednico subentende apenas altera\u00e7\u00f5es de setores da personalidade.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, distinguimos sintomas m\u00f3rbidos, quadro m\u00f3rbido e doen\u00e7a mental. H\u00e1, portanto, tr\u00eas n\u00edveis de amplitude que devem ser considerados na patog\u00eanese dos quadros.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Quando apenas os sintomas s\u00e3o anormais n\u00e3o significa que o indiv\u00edduo seja anormal. Quando os sintomas s\u00e3o gerais, o conjunto de desvios t\u00e3o acentuados constituem o quadro cl\u00ednico. Se um quadro \u00e9 anormal, isto n\u00e3o quer dizer que o indiv\u00edduo seja um psic\u00f3tico. A doen\u00e7a mental \u00e9 um conceito mais amplo ainda, mas que configura uma perda de rela\u00e7\u00e3o com a realidade exterior. Rela\u00e7\u00e3o num certo sentido pois pode o indiv\u00edduo n\u00e3o se subordinar \u00e0 realidade exterior, mas perfeitamente estar \u00edntegro mentalmente. Exemplo: vamos supor um fan\u00e1tico; este pode estar ligado com a realidade em todos os aspectos, menos no campo que se relaciona com a sua cren\u00e7a. Se isso ultrapassar a faixa de varia\u00e7\u00e3o admiss\u00edvel, teremos uma ideia fan\u00e1tica.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Neurose \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o anormal na qual o indiv\u00edduo n\u00e3o subordina uma certa condi\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade, \u00e9 uma certa maneira de sentir, na qual ele subordina a concep\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade exterior. Portanto, o neur\u00f3tico n\u00e3o \u00e9 um doente mental.\u00a0 O psic\u00f3tico o \u00e9, mas h\u00e1 a possibilidade de o indiv\u00edduo ser um psic\u00f3tico e estar ligado \u00e0 realidade exterior de muitas maneiras, que n\u00e3o s\u00e3o adequadas; mas ele tem consci\u00eancia disto. Portanto, reger-se pelas normas de toda gente n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa que aceitar estas mesmas normas. A epilepsia e a oligofrenia n\u00e3o s\u00e3o doen\u00e7as mentais. A doen\u00e7a mental subentende uma ruptura do equil\u00edbrio interior (da harmonia mental). O oligofr\u00eanico n\u00e3o chegou a ter uma capacidade mental de adaptar-se \u00e0 realidade exterior. Assim, ele pode agir em desacordo com a m\u00e9dia, pois n\u00e3o ter\u00e1 capacidade adquirida de assimilar os moldes do ambiente. Nesse caso teremos n\u00e3o a doen\u00e7a mental, mas uma condi\u00e7\u00e3o mental m\u00f3rbida ou um quadro mental an\u00f4malo.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Psicopatologia s\u00e3o os dinamismos m\u00f3rbidos, especificamente dinamismos patog\u00eanicos, que correspondem \u00e0s ocorr\u00eancias de sintomas cl\u00ednicos (psiqui\u00e1tricos no caso), de quadro cl\u00ednico (quando se trata de um conjunto mais geral) ou de uma condi\u00e7\u00e3o m\u00f3rbida ou ainda de um quadro m\u00f3rbido, se for mais ampla essa altera\u00e7\u00e3o de contato com a realidade. Quando falamos em patog\u00eanese, temos dois aspectos a considerar: primeiro o aspecto mais geral de todos, que est\u00e1 ligado ao dinamismo gen\u00e9tico, isto \u00e9, a converg\u00eancia ou diverg\u00eancia da carga gen\u00e9tica que caracteriza o indiv\u00edduo; segundo a patog\u00eanese que est\u00e1 ligada com a estrutura cerebral. Portanto, s\u00e3o dois aspectos da patologia: a esfera da personalidade que \u00e9 atingida de prefer\u00eancia no quadro cl\u00ednico e os sintomas cerebrais que est\u00e3o envolvidos no processo m\u00f3rbido.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A patog\u00eanese, \u00e9 dividida em dois tipos diversos (sempre referido aos dinamismos m\u00f3rbidos); temos: na esfera da personalidade, aquele aspecto geral que d\u00e1 o desvio global da personalidade ou, dentro da esfera atingida, os sintomas cerebrais que exprimem o quadro cl\u00ednico. Se n\u00e3o considerarmos esse aspecto, teremos dificuldades depois em considerar, porque um sintoma m\u00f3rbido \u00e0s vezes apenas revela um dinamismo m\u00f3rbido ou ent\u00e3o constitui uma altera\u00e7\u00e3o global (que constitui um quadro cl\u00ednico realmente). Portanto, ser\u00e1 necess\u00e1rio distinguir os sintomas cl\u00ednicos que decorrem de sistemas cerebrais e o quadro cl\u00ednico. Assim, podemos ver altera\u00e7\u00f5es da esfera da personalidade que se traduzem predominantemente no quadro cl\u00ednico (esfera afetiva, conativa e intelectual) mas, por mecanismos diversos. Isto vai dar o colorido geral do quadro cl\u00ednico. Por isso que na psiquiatria mais que na cl\u00ednica geral temos o diagn\u00f3stico mental representando uma abstra\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Quando falamos de uma entidade m\u00f3rbida, estamos falando de uma entidade abstrata. Se isso \u00e9 verdadeiro na cl\u00ednica, muito mais ser\u00e1 na psiquiatria. Exemplo: pneumonia, o termo em si n\u00e3o traduz nada, pois pode haver uma s\u00e9rie de causas desencadeantes, levando a uma evolu\u00e7\u00e3o diferente, o indiv\u00edduo pode ter a pneumonia e mesmo com todo o tratamento adequado, pode chegar a fase de hepatiza\u00e7\u00e3o e chega \u00e0 cura que pode ser r\u00e1pida ou levar um certo tempo. Assim, quando falamos em pneumonia estamos nos referindo ao conjunto de fatores gerais que caracterizam o quadro m\u00f3rbido, n\u00e3o a uma entidade que exista realmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Na psiquiatria, al\u00e9m disto, temos de levar em conta o fator da individualidade e das rela\u00e7\u00f5es interpessoais, al\u00e9m do fator abstra\u00e7\u00e3o (ou seja, a depura\u00e7\u00e3o daqueles elementos que n\u00e3o levam ao racioc\u00ednio, que n\u00e3o caracterizam o paciente) e prestar aten\u00e7\u00e3o \u00e0queles fatos caracter\u00edsticos, que nos permitem identificar uma s\u00e9rie de sintomas. Al\u00e9m disso, temos de levar em conta o fator interpessoal, as rela\u00e7\u00f5es do indiv\u00edduo com o ambiente, a evolu\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo, com os elementos que v\u00e3o transparecer no quadro cl\u00ednico. Outro aspecto \u00e9 o som\u00e1tico que n\u00e3o pode ser deixado de lado, quando considerarmos o paciente. Por conseguinte, se falarmos em esquizofrenia, estamos utilizando um conceito abstrato, isto \u00e9, estamos pondo \u00e0 parte uma por\u00e7\u00e3o de fatores que n\u00e3o seriam ligados diretamente com o quadro que apreciamos; levamos em conta caracter\u00edsticas gerais que identificamos com aquilo que chamamos esquizofrenia. Mas quando vamos tratar do paciente, isto n\u00e3o diz nada. Temos que saber em que condi\u00e7\u00f5es se apresenta o paciente, e quais s\u00e3o os elementos que nos permitam ver o progn\u00f3stico, se poder\u00e1 ser ou n\u00e3o recuper\u00e1vel para a vida comunit\u00e1ria, at\u00e9 que ponto pode ser reintegrado socialmente. H\u00e1 uma s\u00e9rie de fatores, portanto, que n\u00e3o est\u00e3o ligados com a esquizofrenia, mas com a pessoa do esquizofr\u00eanico. Temos que considerar se ele teve uma les\u00e3o cerebral, sendo esquizofr\u00eanico ou se tem uma les\u00e3o hep\u00e1tica ou renal ou quaisquer outras altera\u00e7\u00f5es no metabolismo, de tal forma que possam interferir no organismo. Portanto, temos uma s\u00e9rie de considera\u00e7\u00f5es a fazer, se quisermos, na psiquiatria, encarar um paciente, qualquer que seja seu diagn\u00f3stico, do ponto de vista individual. Mas se falarmos em esquizofrenia, fazemos uma abstra\u00e7\u00e3o desses caracteres e nos situamos apenas num aspecto din\u00e2mico, que em condi\u00e7\u00f5es gerais em que o dinamismo psicol\u00f3gico ou psicopatol\u00f3gico est\u00e3o em jogo para produzir este quadro que chamamos de esquizofrenia. \u00c9 necess\u00e1rio, por conseguinte, situar primeiramente os dinamismos patog\u00eanicos, n\u00e3o s\u00f3 em fun\u00e7\u00e3o da esfera da personalidade ou dos sistemas ps\u00edquicos que traduzem os sintomas (e, portanto, o quadro cl\u00ednico em si), mas tamb\u00e9m a rela\u00e7\u00e3o entre esses elementos, abstratos, psicol\u00f3gicos, subjetivos e o substrato cerebral, isto \u00e9, a estrutura e dinamismos cerebrais. Ora, a estrutura cerebral, nos vai dar a express\u00e3o do quadro cl\u00ednico, mas a compreens\u00e3o do mesmo s\u00f3 pode ser tomada no conjunto. Portanto, levamos em conta o dinamismo que pode ser neurofisiol\u00f3gico (demonstr\u00e1vel) ou subjetivo. Tudo isto est\u00e1 ligado com o indiv\u00edduo considerado.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, psicopatologia e psiquiatria s\u00e3o quest\u00f5es distintas, mas temos que levar em considera\u00e7\u00e3o que os dinamismos psicopatol\u00f3gicos s\u00e3o indispens\u00e1veis para conhecer a psiquiatria. Este modo de encarar a psicopatologia \u00e9 encontrado nos trabalhos recentes de K. Taylor. Essa \u00e9 a base para fazer uma psiquiatria correta, pois n\u00e3o podemos dar uma assist\u00eancia completa ao paciente sem analisarmos os dinamismos que levam ao quadro cl\u00ednico. Esses dinamismos est\u00e3o ligados com a parte gen\u00e9tica geral, com rela\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas espec\u00edficas e com zonas cerebrais (os dinamismos cerebrais) e por outro lado com os psicol\u00f3gicos (subjetivos) que est\u00e3o em jogo no caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos que considerar os dinamismos m\u00f3rbidos que se referem aos sintomas psiqui\u00e1tricos, os que se referem aos quadros cl\u00ednicos e os que se referem \u00e0s condi\u00e7\u00f5es m\u00f3rbidas. Essa distin\u00e7\u00e3o nos vai permitir que compreendamos porque um diagn\u00f3stico de um paciente, que esteja em agita\u00e7\u00e3o psicomotora intensa possa ser uma esquizofrenia, psicose man\u00edaco depressiva, psicose benigna de Kleist, um quadro de agita\u00e7\u00e3o senil, uma rea\u00e7\u00e3o motora psicogenica, ou uma s\u00e9rie de implica\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas ou diagn\u00f3sticas que n\u00e3o s\u00e3o apenas o quadro cl\u00ednico.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Os sintomas que comp\u00f5em o quadro cl\u00ednico podem ser estudados como express\u00e3o da intera\u00e7\u00e3o dos v\u00e1rios sistemas ps\u00edquicos. O quadro cl\u00ednico corresponde \u00e0s altera\u00e7\u00f5es desses sistemas dentro da esfera da personalidade que \u00e9 atingida de prefer\u00eancia, e as condi\u00e7\u00f5es m\u00f3rbidas correspondem aos fatores mais profundos que justificam o diagn\u00f3stico encontrado. Com isto dizemos que podemos considerar a psiquiatria quando nos baseamos no diagn\u00f3stico diferencial. No nosso modo de ver, h\u00e1 uma correla\u00e7\u00e3o estrita entre os sintomas ps\u00edquicos e cerebrais. As v\u00e1rias esferas da personalidade s\u00e3o correlatas entre si embora uma delas confere o colorido fundamental ao quadro. Ribot mostrou que a psicopatologia \u00e9 o melhor meio de se investigar o dinamismo psicol\u00f3gico normal. Isto porque traz dissocia\u00e7\u00f5es que a experimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o nos poderia dar. Mas, vimos que a psicopatologia \u00e9 o estudo dos dinamismos, por isso temos dois programas: um geral, em que estudamos o quadro em si e outro que \u00e9 o quadro m\u00f3rbido, ambos quanto \u00e0 sua g\u00eanese. Exemplo: porque a esquizofrenia pode-se apresentar sob a forma catat\u00f4nica, hebefr\u00eanica ou paranoide? Para esclarecer isto, \u00e9 preciso entrar nos dinamismos de cada um destes quadros, estudando-os e comparando-os com outros quadros an\u00e1logos. Sem essa revis\u00e3o, de todos os dinamismos gerais que produzem os quadros cl\u00ednicos, n\u00e3o poder\u00edamos entrar nos dinamismos dos v\u00e1rios quadros diagn\u00f3sticos. Por isso n\u00e3o podemos diagnosticar uma esquizofrenia apenas pela manifesta\u00e7\u00e3o de desagrega\u00e7\u00e3o, que pode ser simplesmente um automatismo mental. N\u00e3o podemos, portanto, nos basear para fins terap\u00eauticos nos conceitos gerais e vagos da esquizofrenia, psicose man\u00edaco depressiva e epilepsia, mas temos que nos basear no quadro cl\u00ednico. Para a terap\u00eautica adequada devemos observar os problemas (ansiedade, del\u00edrio, alucina\u00e7\u00e3o) que est\u00e3o levando o paciente para fora da faixa m\u00e9dia normal, verificando tamb\u00e9m a causa destes sintomas, os dinamismos impl\u00edcitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos, portanto, para resumir, sintomas, quadros cl\u00ednicos e condi\u00e7\u00f5es m\u00f3rbidas. Os sintomas s\u00e3o tomados isolados ou em grupos pela din\u00e2mica neles impl\u00edcita. No quadro m\u00f3rbido observamos a preval\u00eancia de um sintoma sobre os outros. Exemplo: numa confus\u00e3o mental, esta pode estar ligada a uma s\u00e9rie de fatores que temos que levar em conta ao estudarmos o quadro m\u00f3rbido. Pode ser uma confus\u00e3o porque o paciente n\u00e3o compreende o que falamos. Neste caso o paciente pode ter altera\u00e7\u00e3o no sentido de apreender a realidade. Pode ser um caso de parafasia e a confus\u00e3o se faz ent\u00e3o num sentido de apreender o que dizemos somente, podendo estar ligada a um tumor cerebral. Portanto, o termo confus\u00e3o n\u00e3o quer dizer nada. A parafasia pode ser um aspecto puramente din\u00e2mico da estrutura cerebral anormal (atrofia, tumor), portanto, \u00e9 necess\u00e1rio localizar a zona cerebral envolvida. O quadro cl\u00ednico n\u00e3o est\u00e1 impl\u00edcito no sintoma.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A terap\u00eautica deve tomar em considera\u00e7\u00e3o todos esses elementos. Finalmente, temos que estabelecer o diagn\u00f3stico diferencial e para isto \u00e9 necess\u00e1rio conhecermos a psicopatologia.<\/p>\n\n\n\n<p>O quadro cl\u00ednico pode n\u00e3o somente estar ligado a condi\u00e7\u00f5es diversas especiais, como corresponder a v\u00e1rios grupos diversos.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Temos um grupo que pode ser uma condi\u00e7\u00e3o m\u00f3rbida geral que n\u00e3o corresponde a uma doen\u00e7a mental. Podemos ter doen\u00e7as mentais constitucionais que s\u00e3o aquelas que decorrem do desvio de conjunto da personalidade ligada com as caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas e ps\u00edquicas, que caracterizam a constitui\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos a doen\u00e7a mental constitucional e marginal, no sentido de Kleist, que s\u00e3o, respectivamente, as psicoses progressivas e as benignas. Finalmente temos as condi\u00e7\u00f5es m\u00f3rbidas que s\u00e3o apenas ocasionais.\u00a0<\/p>\n\n\n<ol class=\"wp-block-footnotes\"><li id=\"bad00e06-6c51-42ea-8bbb-c037dbb5d640\">Texto organizado por Roberto Fasano, em 2003, a partir de aula de An\u00edbal Silveira, proferida em 7 de junho de 1977, sem refer\u00eancia a local e de quem a compilou. Revisto em 19\/09\/22 por integrantes da Comiss\u00e3o de Revis\u00e3o do CEPAS: Flavio Vivacqua, Francisco Drumond de Moura, Paulo Palladini e Roberto Fasano. <a href=\"#bad00e06-6c51-42ea-8bbb-c037dbb5d640-link\" aria-label=\"Jump to footnote reference 1\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><\/ol>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PATOG\u00caNESE DOS SINTOMAS E QUADRO M\u00d3RBIDO EM PSIQUIATRIA Nossa concep\u00e7\u00e3o de psicopatologia n\u00e3o corresponde exatamente \u00e0 concep\u00e7\u00e3o de outros autores. 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