{"id":938,"date":"2024-02-19T09:59:13","date_gmt":"2024-02-19T12:59:13","guid":{"rendered":"https:\/\/anibalsilveira.org\/?page_id=938"},"modified":"2024-04-28T17:27:40","modified_gmt":"2024-04-28T20:27:40","slug":"dinamismos-afetivos-em-geraldistincao-entre-sentimento-afeto-e-emocao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/anibalsilveira.org\/en\/dinamismos-afetivos-em-geraldistincao-entre-sentimento-afeto-e-emocao\/","title":{"rendered":"DINAMISMOS AFETIVOS EM GERAL<br>DISTIN\u00c7\u00c3O ENTRE SENTIMENTO, AFETO E EMO\u00c7\u00c3O"},"content":{"rendered":"<h4 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><strong>DINAMISMOS AFETIVOS EM GERALDISTIN\u00c7\u00c3O ENTRE SENTIMENTO, AFETO E EMO\u00c7\u00c3O<\/strong>\u00b9<\/h4>\n\n\n\n<p>A parte mais central da personalidade \u00e9 a afetividade: esta estimula a atividade, que por sua vez estimula a intelig\u00eancia. Ela n\u00e3o depende das outras, assim, uma crian\u00e7a que n\u00e3o se desenvolveu, como nos casos da idiotia, a afetividade est\u00e1 presente, apesar de ter pouca atividade e pouca intelig\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O conjunto de fun\u00e7\u00f5es afetivas \u00e9 que nos leva ao contato com o mundo exterior. Totalizam 10 fun\u00e7\u00f5es e comp\u00f5e-se dos seguintes grupos:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>Conserva\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo, que \u00e9 o instinto nutritivo e o da esp\u00e9cie que abarca o instinto sexual, o instinto materno ou de posse. Desde que haja divis\u00e3o de sexos na escala zool\u00f3gica h\u00e1 a necessidade sexual para a conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie. O instinto sexual \u00e9 mais comum e mais necess\u00e1rio que o materno ou de posse. Nos peixes, por exemplo, o sexual basta. Mas desde que haja maior diferencia\u00e7\u00e3o, nos animais superiores, aparece o instinto materno; at\u00e9 em invertebrados superiores vemos isto, por exemplo, na aranha e tamb\u00e9m na abelha o instinto materno est\u00e1 presente, pois ela cuida da prole. O tra\u00e7o que caracteriza o instinto materno \u00e9 o apego, aquele que emana de si pr\u00f3prio e por extens\u00e3o a tudo o que o indiv\u00edduo faz. Portanto, como instinto que \u00e9, tal impulso n\u00e3o \u00e9 acompanhado de consci\u00eancia. Mas no ser humano essa fun\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 sob o ascendente da sociabilidade e assim a ela se associam emo\u00e7\u00f5es diversas.<\/li><li>Aperfei\u00e7oamento, atrav\u00e9s da destrui\u00e7\u00e3o e da constru\u00e7\u00e3o. Os grupos da conserva\u00e7\u00e3o e do aperfei\u00e7oamento fazem parte da individualidade, que se completa com a ambi\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/li><li>Ambi\u00e7\u00e3o, que abarca a vaidade e o orgulho, respectivamente, necessidade de aprova\u00e7\u00e3o e de dom\u00ednio.&nbsp;<\/li><li>Altru\u00edsmo ou sociabilidade: apego, venera\u00e7\u00e3o e bondade.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>Franz Joseph Gall dividia os instintos em dois grupos: os sentimentos e os pendores ou tend\u00eancias. Comte endossou essa divis\u00e3o nas primeiras reda\u00e7\u00f5es da teoria cerebral. Depois retificou que o sentimento corresponde ao estado passivo, e o pendor ou tend\u00eancia ao estado ativo, em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo instinto: n\u00e3o s\u00e3o categorias diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao orgulho e a vaidade, n\u00e3o cabe bem o termo de instinto. S\u00e3o mais \u201csentimentos\u201d ou \u201cm\u00f3veis\u201d. A bondade pode ser ativa ou passiva, isto \u00e9, uma tend\u00eancia de manifestar-se contemplativamente ou para transformar-se em a\u00e7\u00f5es \u00fateis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O instinto de conserva\u00e7\u00e3o, pode pela emo\u00e7\u00e3o ser posto de imediato em a\u00e7\u00e3o; por exemplo: na imin\u00eancia de desastres. Nessa concep\u00e7\u00e3o de emo\u00e7\u00e3o, est\u00e3o impl\u00edcitas as no\u00e7\u00f5es de mundo exterior e a participa\u00e7\u00e3o afetiva. Na afetividade temos uma rea\u00e7\u00e3o subjetiva intr\u00ednseca, independente da no\u00e7\u00e3o do mundo exterior. Nela tamb\u00e9m est\u00e3o impl\u00edcitos fen\u00f4menos vegetativos. Por exemplo, taquicardia s\u00fabita, rea\u00e7\u00f5es vasomotoras, descargas de horm\u00f4nios, l\u00e1grimas. Essa exterioriza\u00e7\u00e3o vegetativa denuncia a participa\u00e7\u00e3o direta dos instintos b\u00e1sicos, especialmente o nutritivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o aos sentimentos, temos um efeito, que \u00e9 altru\u00edstico, geralmente \u00e9 o que Laffitte chamou de sentimentos complexos: dever, poder, amor-pr\u00f3prio, amor \u00e0 p\u00e1tria etc. O indiv\u00edduo a\u00ed tem que se situar em plano consciente, em rela\u00e7\u00e3o a fen\u00f4menos ou a situa\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>O indiv\u00edduo pode reagir com muita emo\u00e7\u00e3o ou afetivamente, diante de uma situa\u00e7\u00e3o simplesmente evocada ou imagin\u00e1ria; e ao contr\u00e1rio, reagir de uma maneira inteiramente destitu\u00edda de emo\u00e7\u00e3o, numa situa\u00e7\u00e3o de perigo real, sem no\u00e7\u00e3o deste perigo.<\/p>\n\n\n\n<p>O afeto corresponde a uma rea\u00e7\u00e3o, uma demonstra\u00e7\u00e3o afetiva para com algu\u00e9m ou com alguma coisa. Nina Bull, interpreta a emo\u00e7\u00e3o como dependente de uma atividade muscular (Attitude Theory of Emotion). Por ex: o indiv\u00edduo que est\u00e1 em uma corrida, que est\u00e1 pronto para lan\u00e7ar-se, sente essa \u201cprontid\u00e3o muscular\u201d e \u00e9 da\u00ed que vem a emo\u00e7\u00e3o. Na realidade, n\u00e3o \u00e9 isto que se passa. A emo\u00e7\u00e3o \u00e9 uma rea\u00e7\u00e3o afetiva do indiv\u00edduo, no caso anterior, a expectativa \u00e9 a responsabilidade: tens\u00e3o muscular bem como as manifesta\u00e7\u00f5es vegetativas constituem fen\u00f4menos concomitantes, mas dinamicamente secund\u00e1rios \u00e0 emo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"987\" height=\"444\" src=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/2024-02-19.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-939\" srcset=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/2024-02-19.png 987w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/2024-02-19-300x135.png 300w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/2024-02-19-768x345.png 768w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/2024-02-19-18x8.png 18w\" sizes=\"auto, (max-width: 987px) 100vw, 987px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong><sub><sup>&nbsp;\u00b9Aula de An\u00edbal Silveira, sem refer\u00eancia de data ou de local da aula nem de quem a compilou. Revisto em 11\/04\/22 por integrantes da Comiss\u00e3o de Revis\u00e3o do CEPAS: Flavio Vivacqua, Francisco Drumond de Moura, Paulo Palladini e Roberto Fasano.<\/sup><\/sub><\/strong><\/h6>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DINAMISMOS AFETIVOS EM GERALDISTIN\u00c7\u00c3O ENTRE SENTIMENTO, AFETO E EMO\u00c7\u00c3O\u00b9 A parte mais central da personalidade \u00e9 a afetividade: esta estimula a atividade, que por sua vez estimula a intelig\u00eancia. 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