{"id":2312,"date":"2024-06-06T19:11:01","date_gmt":"2024-06-06T22:11:01","guid":{"rendered":"https:\/\/anibalsilveira.org\/?page_id=2312"},"modified":"2024-06-06T19:11:01","modified_gmt":"2024-06-06T22:11:01","slug":"uso-da-estimulacao-magnetica-transcraniana-orientada-pela-analise-dos-sistemas-cerebrais-envolvidos-na-patogenese-do-sofrimento-psiquico","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/anibalsilveira.org\/fr\/uso-da-estimulacao-magnetica-transcraniana-orientada-pela-analise-dos-sistemas-cerebrais-envolvidos-na-patogenese-do-sofrimento-psiquico\/","title":{"rendered":"Uso da Estimula\u00e7\u00e3o Magn\u00e9tica Transcraniana orientada pela an\u00e1lise dos sistemas cerebrais envolvidos na patog\u00eanese do sofrimento ps\u00edquico\u00a0"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Uso da Estimula\u00e7\u00e3o Magn\u00e9tica Transcraniana orientada pela an\u00e1lise dos sistemas cerebrais envolvidos na patog\u00eanese do sofrimento ps\u00edquico\u00a0<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><sup><strong>Alexandre An\u00edbal Valverde Marcondes de Moura<br>Carlos Eduardo Brand\u00e3o<br>Francisco Drumond Marcondes de Moura<br>Paulo Palladini<br>Roberto Fasano Neto<\/strong><\/sup><\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\"><strong>Vers\u00e3o 1 (03\/06\/24) - Vers\u00e3o preliminar que na medida que for ampliada ser\u00e1 substitu\u00edda<\/strong><\/pre>\n\n\n\n<p>Essa tecnologia leve utilizada no tratamento de quadros psiqui\u00e1tricos ou neurol\u00f3gicos, representada pela estimula\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica trans craniana (EMT) tem avan\u00e7ado muito na \u00faltima d\u00e9cada, com especial \u00eanfase na precis\u00e3o alcan\u00e7ada, considerada a inten\u00e7\u00e3o de atingir estruturas cerebrais mais profundas e espec\u00edficas<sup data-fn=\"d8ed2829-6ae1-4a10-bd47-d41a4fd87307\" class=\"fn\"><a href=\"#d8ed2829-6ae1-4a10-bd47-d41a4fd87307\" id=\"d8ed2829-6ae1-4a10-bd47-d41a4fd87307-link\">1<\/a><\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, esse avan\u00e7o tecnol\u00f3gico n\u00e3o tem sido acompanhado do avan\u00e7o concomitante no conhecimento sobre a rela\u00e7\u00e3o da atividade cerebral com a din\u00e2mica ps\u00edquica. Na verdade, ainda n\u00e3o h\u00e1 sequer um esbo\u00e7o, suficientemente consistente, de uma teoria explicativa dessa rela\u00e7\u00e3o: esse campo do conhecimento ainda se encontra em uma fase pr\u00e9 paradigm\u00e1tica, sem haver um paradigma hegem\u00f4nico e, na verdade, nem mesmo um forte candidato a paradigma<sup data-fn=\"b0b29e92-7dd2-490d-b3ac-e1e167290619\" class=\"fn\"><a href=\"#b0b29e92-7dd2-490d-b3ac-e1e167290619\" id=\"b0b29e92-7dd2-490d-b3ac-e1e167290619-link\">2<\/a><\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 um denominador comum nas pesquisas implementadas nesse campo: os resultados dos estudos sobre a estrutura cerebral &#8211; a citoarquitetura, mieloarquietura, a caracteriza\u00e7\u00e3o e localiza\u00e7\u00e3o dos sistemas neuroqu\u00edmicos e a mielog\u00eanese -, n\u00e3o foram suficientes para a formula\u00e7\u00e3o de um esbo\u00e7o do que poderia ser compreendido como fun\u00e7\u00f5es do c\u00e9rebro, particularmente, no dom\u00ednio das fun\u00e7\u00f5es e da din\u00e2mica ps\u00edquica. Da mesma forma, os estudos de tra\u00e7ados eletrencefalogr\u00e1ficos, o monitoramento do funcionamento cerebral nas mais diversas circunst\u00e2ncias, pela Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica Funcional, n\u00e3o tem revelado, exatamente, as implica\u00e7\u00f5es funcionais do que est\u00e1 sendo observado. Os resultados s\u00e3o, invariavelmente, contradit\u00f3rios e inconcili\u00e1veis entre si.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, os estudos sobre a estrutura e a din\u00e2mica funcional do c\u00e9rebro utilizam alguma teoria sobre a din\u00e2mica ps\u00edquica, que possam norte\u00e1-los nessa busca \u00e0s escuras?\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s uma revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica sobre o estudo da rela\u00e7\u00e3o entre a atividade cerebral e a din\u00e2mica ps\u00edquica e sobre a participa\u00e7\u00e3o dos sistemas cerebrais na patog\u00eanese de altera\u00e7\u00f5es psicopatol\u00f3gicas e neuropatol\u00f3gicas, consideramos ter atingido o esbo\u00e7o de uma hip\u00f3tese explicativa dessa rela\u00e7\u00e3o, pass\u00edvel de ser testada e refutada<sup data-fn=\"1c163398-5aa7-45fa-b7c3-7af2c22cff89\" class=\"fn\"><a href=\"#1c163398-5aa7-45fa-b7c3-7af2c22cff89\" id=\"1c163398-5aa7-45fa-b7c3-7af2c22cff89-link\">3<\/a><\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da an\u00e1lise comparativa e criteriosa \u2013 de artigos e livros consultados -, foi poss\u00edvel estabelecer um conjunto de postulados, que devem reger a pr\u00e1tica e a pesquisa nesse campo do conhecimento:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>A pesquisa do papel funcional da estrutura e da atividade cerebral deve ser conduzida por uma teoria din\u00e2mica sobre o psiquismo humano, isto \u00e9, uma teoria sobre a estrutura e as fun\u00e7\u00f5es da personalidade, um sistema funcional ps\u00edquico, que possa ser compreendido, como hip\u00f3tese de trabalho, tendo como base fisiogen\u00e9tica um sistema funcional cerebral correspondente;<\/li>\n\n\n\n<li>Essa teoria teria que ser peculiar a esp\u00e9cie, de forma a afastar a possibilidade de as diferen\u00e7as de contexto hist\u00f3rico, social e cultural falsearem a interpreta\u00e7\u00e3o de express\u00f5es do comportamento humano, isto \u00e9, o comportamento expl\u00edcito da nossa esp\u00e9cie na sua rela\u00e7\u00e3o com a natureza e com a humanidade;<\/li>\n\n\n\n<li>Essa teoria teria que estabelecer, como hip\u00f3tese de trabalho a ser testada, um conjunto delimitado de fun\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas simples, que explicasse todos os processos da mente humana, tanto gen\u00e9tico-psicol\u00f3gicos quanto din\u00e2micos, fossem eles normais ou patol\u00f3gicos;<\/li>\n\n\n\n<li>Esse conjunto funcional, constitu\u00eddo por um determinado n\u00famero de fun\u00e7\u00f5es subjetivas \u00fanicas, peculiar \u00e0 esp\u00e9cie, pode e deve ser correlacionado aos dinamismos cerebrais, mas n\u00e3o s\u00e3o redut\u00edveis a ele;<\/li>\n\n\n\n<li>As fun\u00e7\u00f5es subjetivas simples integram sistemas ps\u00edquicos, cujo funcionamento pode variar de indiv\u00edduo para indiv\u00edduo dependendo, naturalmente, da qualidade dos sistemas cerebrais que executam tais fun\u00e7\u00f5es; do arranjo entre esses sistemas, e ainda das fun\u00e7\u00f5es de liga\u00e7\u00e3o, entre o c\u00e9rebro e o meio ambiente, que mediam sua tradu\u00e7\u00e3o em a\u00e7\u00e3o ou comportamento manifesto.\u00a0\u00a0<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Ao longo de seu trabalho como psiquiatria, no per\u00edodo de 1935 a 1978, An\u00edbal Silveira aplicou uma teoria da personalidade compat\u00edvel com os postulados acima mencionados, na an\u00e1lise da patog\u00eanese dos quadros psiqui\u00e1tricos, em correla\u00e7\u00e3o com os sistemas cerebrais. Conseguiu delimitar, o papel funcional de tr\u00eas regi\u00f5es do c\u00f3rtex cerebral al\u00e9m do cerebelo, na din\u00e2mica ps\u00edquica.<\/p>\n\n\n\n<p>O cerebelo apresenta uma fun\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia do metabolismo al\u00e9m das fun\u00e7\u00f5es instintivas relacionadas com o instinto de autopreserva\u00e7\u00e3o e da esp\u00e9cie. A regi\u00e3o parieto-occipital est\u00e1 relacionada com os dinamismos de car\u00e1ter afetivo, ligados com a individualidade e com aspectos da sociabilidade. A regi\u00e3o parieto-temporal apresenta uma fun\u00e7\u00e3o de regula\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es de liga\u00e7\u00e3o ativa com o mundo exterior e do trabalho intelectual. A regi\u00e3o frontal apresenta as fun\u00e7\u00f5es da intelig\u00eancia que traduzem os dinamismos ligados com a observa\u00e7\u00e3o concreta e abstrata, a elabora\u00e7\u00e3o dedutiva e indutiva e a linguagem. Essa regi\u00e3o desempenha um papel crucial na reg\u00eancia da regi\u00e3o parieto-temporal, parieto-occipital e na reg\u00eancia do comportamento instintivo intermediado pela sociabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>An\u00e1lise dos sistemas cerebrais envolvidos na patog\u00eanese do sofrimento ps\u00edquico e a sua utiliza\u00e7\u00e3o para fundamentar a abordagem da EMT<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O conceito central desta formula\u00e7\u00e3o \u00e9 o entendimento que h\u00e1 uma correspond\u00eancia entre o que denominamos de sistemas cerebrais e sistemas ps\u00edquicos, isto \u00e9, da correla\u00e7\u00e3o existente entre fun\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas com a estrutura cerebral.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Essa no\u00e7\u00e3o de sistemas ps\u00edquicos \u00e9 central na concep\u00e7\u00e3o da teoria sociol\u00f3gica da personalidade que compreende a din\u00e2mica ps\u00edquica como o produto da inter-rela\u00e7\u00e3o entre um conjunto fun\u00e7\u00f5es subjetivas, estabelecidas por uma hierarquia entre as fun\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas de modo a caracterizar uma din\u00e2mica harm\u00f4nica do trabalho mental. Essa concep\u00e7\u00e3o estabelece um conjunto de 18 fun\u00e7\u00f5es subjetivas que define o homem em fun\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Esse conjunto das dezoito fun\u00e7\u00f5es subjetivas est\u00e1 estruturado em tr\u00eas esferas da personalidade, intimamente relacionadas entre si: a esfera Afetiva, a Conativa e a Intelectual. As fun\u00e7\u00f5es da afetividade constituem as mais b\u00e1sicas e as mais fundamentais, n\u00e3o apenas para que o trabalho mental se processe, mas tamb\u00e9m para a pr\u00f3pria manuten\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo e da esp\u00e9cie. Essa atividade mais b\u00e1sica, que promove a preserva\u00e7\u00e3o individual e da esp\u00e9cie, exige o concurso do instinto nutritivo, do instinto sexual e de uma fun\u00e7\u00e3o instintiva que rege o cuidado da prole como meio de conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, que vai se traduzir tamb\u00e9m nas diferentes fases de evolu\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo.<\/p>\n\n\n\n<p>A localiza\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o cerebral relacionado com o instinto nutritivo estaria no vermis cerebelar, estrutura filogeneticamente mais primitiva, enquanto o instinto sexual teria como sede os hemisf\u00e9rios cerebelares, estrutura mais recente na escala animal. Como se sabe, o cerebelo apresenta duas estruturas filogeneticamente distintas: o vermis cerebelar ou paleocerebelo e os hemisf\u00e9rios cerebelares ou neocerebelo. Os estudos da filog\u00eanese demonstraram que o aparecimento do vermis cerebelar, inclusive, antecede \u00e0 forma\u00e7\u00e3o dos hemisf\u00e9rios cerebelares.<\/p>\n\n\n\n<p>A fun\u00e7\u00e3o do instinto nutritivo preside a pr\u00f3pria forma\u00e7\u00e3o do sistema nervoso, atuando ao n\u00edvel b\u00e1sico da fase de forma\u00e7\u00e3o do \u00f3vulo e do espermatozoide, interferindo na fus\u00e3o dos gametas e, posteriormente, na forma\u00e7\u00e3o e na evolu\u00e7\u00e3o do ovo at\u00e9 a fase embrion\u00e1ria, quando se verifica a forma\u00e7\u00e3o do feto. Uma vez formado o sistema nervoso, a fun\u00e7\u00e3o do instinto nutritivo passa a ser controlada e regida pelo vermis cerebelar.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um n\u00edvel mais diferenciado, distinguem-se as fun\u00e7\u00f5es da constru\u00e7\u00e3o e da destrui\u00e7\u00e3o, relacionadas ao aperfei\u00e7oamento do indiv\u00edduo. O termo instinto \u00e9 utilizado apenas em rela\u00e7\u00e3o a essas cincos fun\u00e7\u00f5es mais b\u00e1sicas e que se traduzem na individualidade.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda no \u00e2mbito da individualidade, se denomina ambi\u00e7\u00e3o ao concurso de duas fun\u00e7\u00f5es: a necessidade de dom\u00ednio e a necessidade de aprova\u00e7\u00e3o. Essas duas fun\u00e7\u00f5es j\u00e1 exigem a participa\u00e7\u00e3o do meio exterior e do conv\u00edvio interpessoal: constituem fun\u00e7\u00f5es intermedi\u00e1rias entre os instintos e a sociabilidade mais diferenciada.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Esse conjunto compreende sete fun\u00e7\u00f5es da individualidade reservando para as mais b\u00e1sicas a terminologia instinto. Elas n\u00e3o possuem uma delimita\u00e7\u00e3o quanto ao \u00f3rg\u00e3o cerebral correspondente. Estes estariam localizados na parte posterior do c\u00e9rebro: lobo occipital e parieto-occipital.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A sociabilidade, na acep\u00e7\u00e3o da teoria sociol\u00f3gica da personalidade compreende tr\u00eas fun\u00e7\u00f5es, que correspondem a n\u00edveis cada vez mais complexos e mais dependentes, no \u00e2mbito das rela\u00e7\u00f5es interpessoais: o apego, a venera\u00e7\u00e3o e a bondade, sendo que esta \u00faltima expressa uma aquisi\u00e7\u00e3o mais espec\u00edfica \u00e0 esp\u00e9cie humana, al\u00e9m daquela correspondente \u00e0 linguagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a bondade, necessariamente, ocuparia um \u00f3rg\u00e3o localizado no c\u00f3rtex cerebral mais recente na escala animal, mais precisamente na parte alta frontal (na frontal ascendente, \u00e1rea 6 de Brodmann), na proximidade e assistindo aos \u00f3rg\u00e3os da elabora\u00e7\u00e3o. As outras duas fun\u00e7\u00f5es da sociabilidade estariam localizadas na parte posterior do c\u00f3rtex cerebral.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Notamos assim a ocorr\u00eancia de uma hierarquia entre as fun\u00e7\u00f5es dentro de uma mesma esfera e que se estabelece segundo o grau de especificidade crescente e de import\u00e2ncia decrescente. Assim, na esfera da afetividade as fun\u00e7\u00f5es da individualidade s\u00e3o b\u00e1sicas para preserva\u00e7\u00e3o individual e da esp\u00e9cie, b\u00e1sicas para o trabalho de destrui\u00e7\u00e3o e de constru\u00e7\u00e3o, quer ao n\u00edvel do metabolismo vegetativo quer ao n\u00edvel de atua\u00e7\u00e3o no plano exterior. Al\u00e9m disso, as fun\u00e7\u00f5es ligadas \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades individuais no relacionamento interpessoal e definidas como necessidade de dom\u00ednio e de aprova\u00e7\u00e3o promovem o processo de socializa\u00e7\u00e3o individual.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A atividade corresponde ao conjunto de tr\u00eas fun\u00e7\u00f5es subjetivas: o est\u00edmulo que desencadeia a a\u00e7\u00e3o e o ato mental, o refreamento ou inibi\u00e7\u00e3o do est\u00edmulo e a manuten\u00e7\u00e3o do est\u00edmulo que mant\u00e9m a a\u00e7\u00e3o e o ato mental. Essas fun\u00e7\u00f5es s\u00e3o dependentes do est\u00edmulo direto, que parte atrav\u00e9s das fun\u00e7\u00f5es afetivas, caracterizadas pelo interesse ou pelo m\u00f3vel afetivo, isto \u00e9, o agir por afei\u00e7\u00e3o deixando expl\u00edcito que na realidade, sem o concurso do interesse, n\u00e3o seria poss\u00edvel o desencadeamento da a\u00e7\u00e3o, nem a inibi\u00e7\u00e3o seletiva e nem a manuten\u00e7\u00e3o da atividade, quer no plano do comportamento expl\u00edcito, quer na express\u00e3o do trabalho intelectual.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Todo o trabalho mental acha-se na depend\u00eancia n\u00e3o apenas do interesse afetivo, mas das disposi\u00e7\u00f5es conativas que mant\u00e9m, estimulam ou inibem todo o processo de elabora\u00e7\u00e3o em seus diferentes n\u00edveis. A atividade expl\u00edcita, por sua vez, sofre o controle necess\u00e1rio da elabora\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s da no\u00e7\u00e3o de interdepend\u00eancia, traduzida no \u201cpensar para agir\u201d e que complementa o \u201cagir por afei\u00e7\u00e3o\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Essa dupla participa\u00e7\u00e3o da atividade permite explicar uma s\u00e9rie de altera\u00e7\u00f5es que repercutem no plano intelectual atrav\u00e9s de dinamismos anormais que tem origem nas fun\u00e7\u00f5es da atividade.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>As fun\u00e7\u00f5es da atividade estariam necessariamente localizadas em posi\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria entre as da afetividade e as da intelig\u00eancia correspondendo, por conseguinte, a estruturas cerebrais tamb\u00e9m intermedi\u00e1rias, isto \u00e9, localizadas no lobo parietal e parieto-temporal.<\/p>\n\n\n\n<p>A intelig\u00eancia aparece na teoria sociol\u00f3gica da personalidade como um conjunto de cinco fun\u00e7\u00f5es, necessariamente, dependentes da afetividade e da atividade, das quais recebe est\u00edmulo direto. Corresponde a dois grupos de fun\u00e7\u00f5es: para a concep\u00e7\u00e3o e para a express\u00e3o. Num plano ter\u00edamos a capta\u00e7\u00e3o dos est\u00edmulos do meio exterior atrav\u00e9s de dois \u00f3rg\u00e3os: a observa\u00e7\u00e3o concreta e a abstrata correspondendo, respectivamente, \u00e0 s\u00edntese e \u00e0 an\u00e1lise. J\u00e1 em n\u00edvel mais diferenciado, distingue-se o trabalho de elabora\u00e7\u00e3o propriamente dita, realizado atrav\u00e9s da indu\u00e7\u00e3o e da dedu\u00e7\u00e3o. Estas duas fun\u00e7\u00f5es da elabora\u00e7\u00e3o s\u00e3o, respectivamente, necess\u00e1rias \u00e0 generaliza\u00e7\u00e3o e \u00e0 sistematiza\u00e7\u00e3o do trabalho mental baseado nos materiais captados pelos \u00f3rg\u00e3os da observa\u00e7\u00e3o. A express\u00e3o corresponde ao sentido eferente da atua\u00e7\u00e3o intelectual no meio atrav\u00e9s da linguagem, em seus diferentes n\u00edveis: m\u00edmica, oral e gr\u00e1fica. A linguagem corresponderia ao n\u00edvel mais dependente do trabalho mental como um todo e aliado ao dinamismo da vontade, definindo as caracter\u00edsticas mais marcantes do ser humano.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>As fun\u00e7\u00f5es intelectuais, pelas caracter\u00edsticas de depend\u00eancia e de especificidade maiores, teriam os \u00f3rg\u00e3os corticais correspondentes no lobo frontal, na parte anterior do c\u00e9rebro.<\/p>\n\n\n\n<p>A rigor, apenas a atividade e a intelig\u00eancia estabelecem contato natural com o meio exterior, permanecendo a afetividade apenas ligada indiretamente ao meio exterior atrav\u00e9s daquelas fun\u00e7\u00f5es. A liga\u00e7\u00e3o direta da afetividade, no plano da individualidade, se processa atrav\u00e9s do instinto nutritivo com toda a rede visceral interna (mundo interno objetivo).\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Outro aspecto importante a analisar consiste no fato de que para estabelecer as liga\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias com o mundo exterior e com o mundo interno, existe um outro grupo de fun\u00e7\u00f5es \u2013 as fun\u00e7\u00f5es de liga\u00e7\u00e3o, que se relacionam diretamente com as fun\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas espec\u00edficas que presidem a liga\u00e7\u00e3o. A intelig\u00eancia, em sentido aferente, apreende os est\u00edmulos do meio exterior atrav\u00e9s dos \u00f3rg\u00e3os dos sentidos, dos nervos sensoriais e das estruturas subcorticais (n\u00facleos sensoriais).<\/p>\n\n\n\n<p>A atividade atuaria em sentido eferente no mundo externo atrav\u00e9s dos n\u00facleos motores e dos nervos motores que regem a motilidade. As estruturas nervosas e os n\u00facleos subcorticais j\u00e1 haviam sido identificados, com exce\u00e7\u00e3o dos n\u00facleos subcorticais e dos nervos denominados tr\u00f3ficos, atrav\u00e9s dos quais o instinto nutritivo estabeleceria a reg\u00eancia. Posteriormente foram evidenciados os sistemas simp\u00e1tico e parassimp\u00e1tico, com liga\u00e7\u00e3o direta com os n\u00facleos tal\u00e2micos e, atrav\u00e9s destes, com o vermis cerebelar.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, compreendemos o c\u00e9rebro como um conjunto de \u00f3rg\u00e3os cerebrais como o correlato de fun\u00e7\u00f5es simples. O que se localiza s\u00e3o sistemas complexos de inter-rela\u00e7\u00e3o entre eles como correlatos dos sistemas ps\u00edquicos. Isso \u00e9 a base da psicofisiologia e nela podemos considerar como um continuum que vai desde a rede visceral at\u00e9 as fun\u00e7\u00f5es mais diferenciadas.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Isso \u00e9 a base da interrela\u00e7\u00e3o somato-ps\u00edquica e psicossom\u00e1tica uma vez que essas diferentes estruturas se acham ligadas por interm\u00e9dio da rede nervosa, visceral, motora e sensorial. Tal aspecto explica, por exemplo, a repercuss\u00e3o que as emo\u00e7\u00f5es exercem no plano vegetativo e vice-versa; explica tamb\u00e9m no plano normal as condi\u00e7\u00f5es especiais que caracterizam a hipnose: a partir de uma ordem dada &#8211; que envolve, necessariamente, o plano subjetivo &#8211; ocorre uma repercuss\u00e3o no plano vegetativo.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>O conceito de sistemas ps\u00edquicos implica assim na evidencia\u00e7\u00e3o de liga\u00e7\u00f5es preferenciais entre as fun\u00e7\u00f5es, quer no plano normal quer no patol\u00f3gico. Implica tamb\u00e9m na intera\u00e7\u00e3o funcional que envolve estruturas diversas do manto cortical, sendo muitas delas distantes. Assim a integra\u00e7\u00e3o funcional deve prevalecer sobre a espacial.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, em s\u00edntese, consideramos os seguintes postulados:<\/p>\n\n\n\n<p>a) o enc\u00e9falo n\u00e3o consiste na justaposi\u00e7\u00e3o de centros isolados, mas em verdadeiros sistemas de \u00f3rg\u00e3os. As analogias estruturais evidenciadas pela histologia fina documentam a realidade dos sistemas cerebrais,<\/p>\n\n\n\n<p>b) em rela\u00e7\u00e3o a qualquer sistema e, portanto, a cada \u00f3rg\u00e3o componente, a atividade pode ser apreciada pelo aspecto vegetativo (anat\u00f4mico), din\u00e2mico (bioel\u00e9trico) ou funcional (neurol\u00f3gico e ps\u00edquico). Esses tr\u00eas n\u00edveis de integra\u00e7\u00e3o correspondem de certa forma ao princ\u00edpio da \u201ccorticaliza\u00e7\u00e3o\u201d ou \u201ctelencefaliza\u00e7\u00e3o\u201d crescente na anatomia comparada. Assim, quanto mais diferenciado o \u00f3rg\u00e3o em apre\u00e7o \u2013 ou o sistema \u2013 tanto mais acentuado o predom\u00ednio do n\u00edvel ps\u00edquico sobre os demais.<\/p>\n\n\n\n<p>c) isso vale dizer que entre os diversos sistemas funcionais, e especialmente entre os \u00f3rg\u00e3os do mesmo sistema, a distribui\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00f5es se processa harmonicamente e de modo espec\u00edfico. Da\u00ed o conceito de hierarquia funcional, da qual decorrem tanto a reg\u00eancia de umas \u00e1reas para com as outras do mesmo sistema, quando a difus\u00e3o orientada atrav\u00e9s do sistema. A sede dos \u00f3rg\u00e3os respectivos \u2013 determinada segundo crit\u00e9rio ontogen\u00e9tico \u2013 permite prever em cada sistema qual a \u00e1rea que rege e qual a subordinada.<\/p>\n\n\n\n<p>d) ademais, em ambos os hemisf\u00e9rios cerebrais e cerebelares os \u00f3rg\u00e3os sim\u00e9tricos s\u00e3o estruturalmente hom\u00f3logos, o que denota que os referidos sistemas s\u00e3o duplos: entre eles n\u00e3o s\u00f3 h\u00e1 hierarquia- no sentido antes referido \u2013 como h\u00e1 ainda solidariedade funcional; esta explica a altern\u00e2ncia, no estado fisiol\u00f3gico e a possibilidade de supl\u00eancia, em caso de les\u00e3o. Como substrato para essas tr\u00eas modalidades de correla\u00e7\u00f5es temos, no primata, especialmente, as conex\u00f5es transpedunculares, as intra-hemisf\u00e9ricas e as transcalosas, respectivamente,<\/p>\n\n\n\n<p>e) o crit\u00e9rio de integra\u00e7\u00e3o funcional prevalece sobre o espacial: assim \u00f3rg\u00e3os situados na mesma zona anat\u00f4mica &#8211; frontal, parietal, temporal, por exemplo, podem apresentar menos afinidade entre si do que para com as \u00e1reas distintas a cujo sistema pertencem,<\/p>\n\n\n\n<p>f) analogamente, o fator de sucess\u00e3o cronol\u00f3gica dos sintomas cl\u00ednicos e experimentais,\u00a0 vale mais que a sede da les\u00e3o, para esclarecer quais fen\u00f4menos prim\u00e1rios e quais os acess\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>g) finalmente, \u00e9 imprescind\u00edvel not\u00e1-lo, o que se localiza n\u00e3o \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o ps\u00edquica, neurol\u00f3gica ou vegetativa, por\u00e9m sim o \u00f3rg\u00e3o que a desempenha. Donde s\u00f3 ser poss\u00edvel identificar os \u00f3rg\u00e3os correspondentes \u00e0s fun\u00e7\u00f5es elementares.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, cumpre ressaltar a import\u00e2ncia dos estudos citoarquitet\u00f4nicos de Flechsig, que apreendeu aspectos evolutivos na forma\u00e7\u00e3o das estruturas cerebrais possibilitando a correla\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas para com o plano funcional, mas principalmente para com o neurol\u00f3gico e ps\u00edquico. Flechsig constatou que o processo de mieliniza\u00e7\u00e3o das fibras ocorre em \u00e9pocas distintas, desde a fase intrauterina. Sistematizou assim tr\u00eas tipos de sistemas: o das fibras prematuras, j\u00e1 mielinizadas ao nascer; o das fibras intermedi\u00e1rias, mielinizadas na fase extrauterina a partir da sexta semana e o das fibras p\u00f3s-maturas, cuja mieliniza\u00e7\u00e3o inicia-se ap\u00f3s o segundo m\u00eas. Essas estruturas foram distribu\u00eddas em territ\u00f3rios mielogen\u00e9ticos construindo Flechsig o mapa mieloarquitet\u00f4nico que corresponde ao substrato no plano psicol\u00f3gico em seu aspecto evolutivo. Assim, os territ\u00f3rios mielog\u00eanicos prematuros correspondem aos campos sensoriais especializados, possibilitando \u00e0 crian\u00e7a ao nascer contacto com os est\u00edmulos do meio exterior b\u00e1sico para a amamenta\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s dos sentidos do tacto, da gusta\u00e7\u00e3o e da olfa\u00e7\u00e3o, sentidos esses que prevalecem nos primeiros contatos com o meio exterior e que v\u00e3o definir a no\u00e7\u00e3o de realidade para a crian\u00e7a.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas\u00a0<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>(as refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas sempre ser\u00e3o citadas em Notas de Rodap\u00e9)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Kleist, K, Gehirnpathologie (1934)<\/li>\n\n\n\n<li>Silveira, A. S\u00edndrome do lobo frontal (1934)<\/li>\n\n\n\n<li>Silveira, A. As fun\u00e7\u00f5es do lobo frontal (1935)<\/li>\n\n\n\n<li>Silveira, A. Les\u00f5es casuais e les\u00f5es sistem\u00e1ticas do c\u00e9rebro em doen\u00e7as mentais (1937)<\/li>\n\n\n\n<li>Silveira, A. Das leis est\u00e1ticas e din\u00e2micas da intelig\u00eancia (1937)<\/li>\n\n\n\n<li>Silveira, A. Import\u00e2ncia das concep\u00e7\u00f5es localizat\u00f3rias para a neuropsiquiatria e, particularmente, para a interven\u00e7\u00e3o no c\u00e9rebro (1938)<\/li>\n\n\n\n<li>Silveira, A. et al. Functional organization of the cortex of primates (1944)<\/li>\n\n\n\n<li>Silveira, A.Import\u00e2ncia dos feixes intracerebrais para o dinamismo psicopatol\u00f3gico (1944)\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>Silveira, A. Contribui\u00e7\u00e3o para a semiologia psiqui\u00e1trica: a pneumo encefalografia (1947)<\/li>\n\n\n\n<li>Silveira, A. Clinical localization of cerebral function: local and indirect syndromes of the frontal lobe (1948)<\/li>\n\n\n\n<li>Silveira, A. Localiza\u00e7\u00e3o funcional cl\u00ednica e pneumo encefalogr\u00e1fica de dist\u00farbios psiqui\u00e1tricos: confronto em 200 casos (1951)<\/li>\n\n\n\n<li>Silveira, A. Caracteriza\u00e7\u00e3o da patologia cerebral, da psicopatologia e da heredopatologia psiqui\u00e1trica na doutrina de Kleist (1959)<\/li>\n\n\n\n<li>Silveira, A. Cerebral systems in the pathogenesis of endogenous psychoses (1962)<\/li>\n\n\n\n<li>Silveira, A. Psicologia fisiol\u00f3gica (1966)<\/li>\n\n\n\n<li>Silveira, A. Meaning of local and distant disturbances by lesions of the occpital lobe \u00e1reas (1966)<\/li>\n\n\n\n<li>Luria, A.R. Higher cortical functions (1966)<\/li>\n\n\n\n<li>Silveira, A. Dist\u00farbios locais e de repercuss\u00e3o de \u00e1reas occipitais (1970)<\/li>\n\n\n\n<li>Luria, A.R. The Working Brain: an introduction to Neuropsychologie (1973)<\/li>\n\n\n\n<li>Eccles, J.C. The understanding of the Brain (1976)<\/li>\n\n\n\n<li>Silveira, A. Psychoneurological dynamisms of counscioussness (1977)<\/li>\n\n\n\n<li>Silveira, A. Parieto-temporal regulation of frontal lobe functions (1977)<\/li>\n\n\n\n<li>Silveira, A. Dynamics of mental developments as attended by brain structure maturation (1978)<\/li>\n\n\n\n<li>Edelman, G. Neural Darwinism: The Theory of Neuronal Groupe Selection (1987)<\/li>\n\n\n\n<li>Blakemore, C,Greenfield, S., Thoughts on Intelligence, Identity and Counscioussness (1987)<\/li>\n\n\n\n<li>Mc Culloch, W.S. Embodiments of Mind (1989)<\/li>\n\n\n\n<li>Edelman, G. The Remenberend Present: A Biological Theory of Counscioussness (1989)<\/li>\n\n\n\n<li>Edelman, G. Bright Air, Brilliant Fire (1992)<\/li>\n\n\n\n<li>Damasio, A. O mist\u00e9rio da consci\u00eancia (1999)<\/li>\n\n\n\n<li>Edelman, G. and Tonomi, G. A universe of counscioussness (2000)<\/li>\n\n\n\n<li>Edelman, G. Wider than the sky (2004)<\/li>\n\n\n\n<li>Lefaucher, J.P. et al Evidence-based guidelines on the therapeutic use of repetitive transcranial magnetic stimulation (rTMS) (2014)<\/li>\n\n\n\n<li>Sackeim, H.A. Acute continuation and maintenance treatment of major depressive episodes with Transcranial Magnetic Stimulation (TMS) (2016)<\/li>\n\n\n\n<li>Lieberman, D., Long, M. The Molecule of More (2018)<\/li>\n\n\n\n<li>Abraham, Z. Clinical and Electrophysiological outcomes od deep TMS treatment over the medial prefrontal and cingulate c\u00f3rtices of OCD patients (2019)<\/li>\n<\/ol>\n\n\n<ol class=\"wp-block-footnotes\"><li id=\"d8ed2829-6ae1-4a10-bd47-d41a4fd87307\">Leo Chen, Paul Fitzgerald, \u201cAccelerated theta burst , stimulation for the treatment of depression\u201d. Brain Stimulation, ol.14, 2021. <a href=\"#d8ed2829-6ae1-4a10-bd47-d41a4fd87307-link\" aria-label=\"Aller \u00e0 la note de bas de page 1\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"b0b29e92-7dd2-490d-b3ac-e1e167290619\">Thomas Kuhn, \u201cFilosofia da ci\u00eancia: discuss\u00e3o da quest\u00e3o do paradigma e das hip\u00f3teses \u201cad hoc\u201d <a href=\"#b0b29e92-7dd2-490d-b3ac-e1e167290619-link\" aria-label=\"Aller \u00e0 la note de bas de page 2\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"1c163398-5aa7-45fa-b7c3-7af2c22cff89\">Karl Popper, \u201cL\u00f3gica da Pesquisa Cient\u00edfica\u201d <a href=\"#1c163398-5aa7-45fa-b7c3-7af2c22cff89-link\" aria-label=\"Aller \u00e0 la note de bas de page 3\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><\/ol>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uso da Estimula\u00e7\u00e3o Magn\u00e9tica Transcraniana orientada pela an\u00e1lise dos sistemas cerebrais envolvidos na patog\u00eanese do sofrimento ps\u00edquico\u00a0 Alexandre An\u00edbal Valverde Marcondes de MouraCarlos Eduardo Brand\u00e3oFrancisco Drumond Marcondes de MouraPaulo PalladiniRoberto Fasano Neto Vers\u00e3o 1 (03\/06\/24) &#8211; Vers\u00e3o preliminar que na medida que for ampliada ser\u00e1 substitu\u00edda Essa tecnologia leve utilizada no tratamento de quadros psiqui\u00e1tricos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":"[{\"content\":\"Leo Chen, Paul Fitzgerald, \u201cAccelerated theta burst , stimulation for the treatment of depression\u201d. 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