{"id":2397,"date":"2024-06-14T21:18:37","date_gmt":"2024-06-15T00:18:37","guid":{"rendered":"https:\/\/anibalsilveira.org\/?page_id=2397"},"modified":"2024-06-14T21:18:37","modified_gmt":"2024-06-15T00:18:37","slug":"a-pesquisa-biologica-das-doencas-mentais-a-luz-da-doutrina-de-silveira","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/anibalsilveira.org\/fr\/a-pesquisa-biologica-das-doencas-mentais-a-luz-da-doutrina-de-silveira\/","title":{"rendered":"A PESQUISA BIOL\u00d3GICA DAS DOEN\u00c7AS MENTAIS \u00c0 LUZ DA DOUTRINA DE SILVEIRA"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>A PESQUISA BIOL\u00d3GICA DAS DOEN\u00c7AS MENTAIS \u00c0 LUZ DA DOUTRINA DE SILVEIRA<\/strong><sup data-fn=\"bae3ab8a-c9d0-4041-9180-5c673f735dbe\" class=\"fn\"><a href=\"#bae3ab8a-c9d0-4041-9180-5c673f735dbe\" id=\"bae3ab8a-c9d0-4041-9180-5c673f735dbe-link\">1<\/a><\/sup><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Biologic research of mental illnesses according to Silveira\u2019s Doctrine<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">(Francisco Drumond Marcondes de Moura Neto)<sup data-fn=\"12efa645-457e-43d6-a4bb-a436cf3eea2e\" class=\"fn\"><a href=\"#12efa645-457e-43d6-a4bb-a436cf3eea2e\" id=\"12efa645-457e-43d6-a4bb-a436cf3eea2e-link\">2<\/a><\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>UNITERMOS: doen\u00e7a mental; psicobiologia<br>UNITERMS: mental illness, psychobiology<\/p>\n\n\n\n<p>MOURA NETO FDM \u2013 A pesquisa biol\u00f3gica das doen\u00e7as mentais \u00e0 luz da doutrina de Silveira.<br><strong>J bras Psiq, 30<\/strong>(5): 421-426,1981.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">RESUMO<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">A MORTE DO PROF. AN\u00cdBAL SILVEIRA REPRESENTOU GRANDE PERDA PARA A PSIQUIATRIA. APRESENTAM-SE AQUI AS PRINC\u00cdPAIS CONCEP\u00c7\u00d5ES DE AN\u00cdBAL SILVEIRA QUANTO AOS ASPECTOS CEREBRO-PATOG\u00caNICOS DAS DOEN\u00c7AS MENTAIS.<\/p>\n\n\n\n<p>A inesperada morte do Prof. <strong>An\u00edbal Silveira<\/strong> em 16 de agosto do ano passado representou uma perda irrepar\u00e1vel para a Psiquiatria. Pois, ao contr\u00e1rio do que geralmente se pensa, ele n\u00e3o foi apenas mais um fundador de mais uma escola psiqui\u00e1trica, entre as tantas que existem. Na realidade, a sua obra constitui uma verdadeira s\u00edntese de todo o conhecimento psiqui\u00e1trico em todos os seus aspectos at\u00e9 o momento atual. Perdeu, portanto, a Psiquiatria um de seus mais fecundos e geniais construtores. O pouco reconhecimento que a atualidade concede a t\u00e3o significativa contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 Ci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 de se estranhar: ela sempre esteve \u2013 e de certa forma ainda est\u00e1 \u2013al\u00e9m do alcance cient\u00edfico de nossa \u00e9poca. Caber\u00e1 \u00e0 posteridade, portanto, prestar-lhe o merecido tributo. \u00c9 necess\u00e1rio deixar claro que o Prof. <strong><em>An\u00edbal<\/em><\/strong><strong> <\/strong>n\u00e3o considerava a sua obra a definitiva. Pelo contr\u00e1rio, sempre dizia que \u201cquase tudo h\u00e1 por se fazer na Psiquiatria\u201d. Por isso o seu empenho irreprim\u00edvel, at\u00e9 o \u00faltimo momento de sua vida, em criar condi\u00e7\u00f5es para organizar a atividade de um grupo suficientemente amplo e qualificado, para aprofundar o conhecimento psiqui\u00e1trico em v\u00e1rias dire\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo t\u00e3o vasta a obra de <strong><em>An\u00edbal Silveira<\/em><\/strong><strong> <\/strong>n\u00e3o poderia eu apresentar neste breve relato sequer a linhas fundamentais do seu pensamento. Esta \u00e9 a raz\u00e3o pela qual apresentarei apenas algumas de suas concep\u00e7\u00f5es de aplica\u00e7\u00e3o imediata na orienta\u00e7\u00e3o das atuais pesquisas sobre os fatores biol\u00f3gicos, implicados na fisiopatog\u00eanese das doen\u00e7as mentais. Tais investiga\u00e7\u00f5es, como se sabe, v\u00eam sendo seriamente conduzidas por pesquisadores que integram o recente movimento \u2013 j\u00e1 mundialmente consolidado \u2013 de Psiquiatria Biol\u00f3gica. No entanto, n\u00e3o se pode negar, essas investiga\u00e7\u00f5es n\u00e3o est\u00e3o obtendo, como era de se esperar, resultados decisivos. E isto decorre, em \u00faltima an\u00e1lise, da falta de uma teoria suficientemente ampla que permita, ao mesmo tempo, coordenar a capta\u00e7\u00e3o e a sistematiza\u00e7\u00e3o dos dados das pesquisas cl\u00ednicas e laboratoriais. Sobre este ponto essencial \u2013 de interesse para o progresso das atuais pesquisas em Psiquiatria Biol\u00f3gica \u2013 restringirei o presente relato. As ideias que apresentarei constituem o fundamento te\u00f3rico da obra de <strong>An\u00edbal Silveira<\/strong> e mais exatamente o fator decisivo que lhe permitiu constru\u00ed-la. Trata-se da teoria da personalidade que ele desenvolveu a partir da teoria sociol\u00f3gica das fun\u00e7\u00f5es subjetivas do c\u00e9rebro, do pensador franc\u00eas <strong>Augusto Comte.<\/strong><strong><em> <\/em><\/strong>Esta possibilita, por um lado apreciar eficientemente a necess\u00e1ria correla\u00e7\u00e3o entre o n\u00edvel cerebral e o n\u00edvel subjetivo, e por outro, interpretar a patog\u00eanese envolvida nas diversas condi\u00e7\u00f5es psicopatol\u00f3gicas, tanto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 din\u00e2mica subjetiva quanto \u00e0 din\u00e2mica cerebral.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa dire\u00e7\u00e3o fundamental do seu pensamento pode ser apreciada desde os seus primeiros trabalhos [1,2,3,4,5,6,7] publicados no per\u00edodo de 1934 a 1938 e particularmente, em 1947. Neste artigo s\u00e3o palavras suas: \u201cCertamente, as fun\u00e7\u00f5es cerebrais n\u00e3o podem reduzir-se a um mosaico de entidades distintas, como mostram claramente <strong>von Monakow, Brodmann, <\/strong>entre outros. Tamb\u00e9m quando determinada \u00e1rea cerebral \u00e9 lesada, o dist\u00farbio que acarreta n\u00e3o corresponde apenas o d\u00e9ficit ou \u00e0 exclus\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o ps\u00edquica que corresponde \u00e0quela \u00e1rea. Todavia, isto n\u00e3o implica de forma alguma que se possa negar especializa\u00e7\u00e3o funcional \u00e0s diferentes \u00e1reas ou regi\u00f5es do c\u00e9rebro. Muito ao contr\u00e1rio, a cl\u00ednica, a experimenta\u00e7\u00e3o, a histologia cerebral comparada, a mielog\u00eanese e at\u00e9 mesmo a varia\u00e7\u00e3o regional da qu\u00edmica celular no c\u00e9rebro, s\u00e3o todas concordantes em evidenciar que existem \u00e1reas corticais especializadas como \u00f3rg\u00e3os\u201d. E mais adiante: \u201cExiste, pois, um plano de \u201corganiza\u00e7\u00e3o funcional\u201d demonstrado fisiologicamente no c\u00f3rtex cerebral. Esse plano se superp\u00f5e de maneira completa ao plano das varia\u00e7\u00f5es regionais celulares e especialmente quanto \u00e0s fibras miel\u00ednicas (cartas topogr\u00e1ficas de <strong><em>Brodmann<\/em><\/strong>, de<strong><em> Mauss<\/em><\/strong>, de<strong><em> Vogt<\/em><\/strong>). Tal organiza\u00e7\u00e3o funcional se revela ainda mediante a intera\u00e7\u00e3o das \u00e1reas hom\u00f3logas do corpo caloso\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a orienta\u00e7\u00e3o adotada pelo Prof. <strong><em>An\u00edbal Silveira<\/em><\/strong>, a esses \u00f3rg\u00e3os cerebrais correspondem fun\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas simples, inatas e peculiares \u00e0 esp\u00e9cie humana.<\/p>\n\n\n\n<p>Tais \u00f3rg\u00e3os em n\u00famero de 18 se agrupam em tr\u00eas regi\u00f5es do c\u00f3rtex cerebral: frontal, parieto-temporal e parieto-occipital. Do ponto de vista abstrato, esses setores corticais agrupam respectivamente as fun\u00e7\u00f5es intelectuais, ativas e afetivas. Essas fun\u00e7\u00f5es estabelecem entre si, de forma seletiva e obedecendo a uma hierarquia funcional, um complexo sistema funcional ps\u00edquico. Como correlato desse aparato ps\u00edquico existe um conjunto integrado de sistemas cerebrais. Na vig\u00eancia de patologia mental esse conjunto deixa de atuar de modo solid\u00e1rio. Surgem ent\u00e3o desordens prim\u00e1rias relacionadas com a altera\u00e7\u00e3o de um setor em particular, e desordens secund\u00e1rias como repercuss\u00e3o em outros setores. Como \u00e9 a din\u00e2mica entre os setores que est\u00e1 em causa, as altera\u00e7\u00f5es prim\u00e1rias e secund\u00e1rias revelam a participa\u00e7\u00e3o dos sistemas cerebrais que os unem. Deste modo, \u00e9 poss\u00edvel distinguir <strong><em>clinicamente<\/em><\/strong> quais os sistemas envolvidos na configura\u00e7\u00e3o de um quadro psiqui\u00e1trico qualquer, a partir do estudo da patog\u00eanese dos sintomas fundamentais que o caracterizam.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0Que esse modo de interpretar a psicopatologia \u00e9 correto ele demonstrou em 1945, em estudo feito \u00e0s cegas em 100 pacientes: distinguiu inicialmente aqueles com quadro cl\u00ednico predominantemente intelectual (frontal), mas cuja patog\u00eanese revelava a participa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria de outras regi\u00f5es cerebrais; posteriormente submeteu-os ao exame pneumoencefalogr\u00e1fico. O confronto da hip\u00f3tese cl\u00ednica \u201clocalizat\u00f3ria\u201d inicial com a imagem radiol\u00f3gica obtida comprovou a veracidade de seu ponto de vista. O resultado desta investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 mostrado na tabela abaixo, publicado em 1947:<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"984\" height=\"734\" src=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-14-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2404\" srcset=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-14-2.png 984w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-14-2-300x224.png 300w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-14-2-768x573.png 768w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-14-2-16x12.png 16w\" sizes=\"auto, (max-width: 984px) 100vw, 984px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Observamos que os sintomas a\u00ed assinalados correspondem a altera\u00e7\u00f5es que a psicopatologia descritiva define como intelectuais. No entanto, vemos que tais dist\u00farbios n\u00e3o traduzem, na realidade, comprometimento intelectual intr\u00ednseco. Ao contr\u00e1rio, dependem de dinamismo <strong><em>primariamente<\/em><\/strong> afetivo (parieto-occipital) ou ativo (parieto-temporal). Portanto, a psicopatologia apreciada sob o \u00e2ngulo da patog\u00eanese \u00e9 mais precisa e obviamente mais evolu\u00edda cientificamente do que psicopatologia fundamentada na mera descri\u00e7\u00e3o \u2013 por melhor que seja \u2013 dos aspectos cl\u00ednicos. Mais adiante veremos como este crit\u00e9rio patogen\u00e9tico permite o estudo mais aprofundado dos mecanismos patol\u00f3gicos peculiares \u00e0s v\u00e1rias doen\u00e7as mentais.<\/p>\n\n\n\n<p>Na concep\u00e7\u00e3o de <strong><em>An\u00edbal Silveira<\/em><\/strong> os diversos quadros cl\u00ednicos em Psiquiatria traduzem, em \u00faltima an\u00e1lise, a altera\u00e7\u00e3o funcional geneticamente determinada de uma ou mais esferas cerebrais. Os sintomas fundamentais que caracterizam cada quadro cl\u00ednico traduzem a altera\u00e7\u00e3o funcional geneticamente determinada de sistemas cerebrais. Isto est\u00e1 bem claro em muitos de seus trabalhos.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A cada colorido cl\u00ednico particular corresponde a desorganiza\u00e7\u00e3o de um conjunto funcional espec\u00edfico do c\u00e9rebro. \u00c9 esta realidade patog\u00eanica que permite distinguir as v\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es entre si. A descri\u00e7\u00e3o apenas dos v\u00e1rios aspectos de um quadro cl\u00ednico conduz fatalmente \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o faseada de suas bases patog\u00eanicas. Na atividade cl\u00ednica, e principalmente na pesquisa biol\u00f3gica das doen\u00e7as mentais, tem que se pensar necessariamente em fun\u00e7\u00e3o da patog\u00eanese. A neglig\u00eancia a este procedimento leva ao erro diagn\u00f3stico, ao erro na indica\u00e7\u00e3o terap\u00eautica apropriada e aos resultados inconcili\u00e1veis das pesquisas em Psiquiatria.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Sem exce\u00e7\u00e3o nas atuais pesquisas biol\u00f3gicas em Psiquiatria utiliza-se o crit\u00e9rio descritivo para o diagn\u00f3stico. Nos pacientes assim selecionados s\u00e3o verificados diversos par\u00e2metros cl\u00ednicos e biol\u00f3gicos. Eventuais desvios apreci\u00e1veis desses par\u00e2metros s\u00e3o interpretados como indicadores de prov\u00e1veis mecanismos envolvidos na patog\u00eanese daquela doen\u00e7a mental estudada. Esse procedimento, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida, \u00e9 metodologicamente correto, desde que o diagn\u00f3stico seja preciso, por uma raz\u00e3o \u00f3bvia: a falha no diagn\u00f3stico vai se refletir na sele\u00e7\u00e3o dos pacientes, de forma que a mat\u00e9ria escolhida vai ser heterog\u00eanea.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Isto est\u00e1 ocorrendo e com uma margem de erro maior do que se pensa. Um bom exemplo disto podemos verificar nas pesquisas de fatores bioqu\u00edmicos ligados com a \u201cpsicose man\u00edaco-depressiva\u201d. Na sele\u00e7\u00e3o de pacientes \u00e9 dado \u00eanfase a certos sintomas fundamentais \u201ccaracter\u00edsticos\u201d dessa doen\u00e7a: excita\u00e7\u00e3o ou depress\u00e3o, libera\u00e7\u00e3o ou retra\u00e7\u00e3o da motilidade, libera\u00e7\u00e3o ou inibi\u00e7\u00e3o do trabalho mental e desordens neurovegetativas. Ora, estes aspectos cl\u00ednicos, conforme assinalam <strong><em>Kleist <\/em><\/strong>e<strong><em> Silveira<\/em><\/strong>, podem surgir em pelo menos 12 variedades de psicoses end\u00f3genas de patog\u00eanese afetiva. Malgrado em todas essas formas esteja comprometida a esfera afetiva, elas traduzem clinicamente a participa\u00e7\u00e3o dos diversos sistemas cerebrais ligados \u00e0quela esfera. E isso decorre, naturalmente, da manifesta\u00e7\u00e3o de distintos fatores gen\u00e9ticos. Vemos que a descri\u00e7\u00e3o, mesmo rigorosa, do que seria um quadro t\u00edpico de \u201cpsicose man\u00edaco-depressiva\u201d n\u00e3o impede a escolha de um material assaz heterog\u00eaneo.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns poderiam objetar a isto a evid\u00eancia de que muitos desvios biol\u00f3gicos significativos foram encontrados em um grupo que \u201cseria heterog\u00eaneo\u201d. De fato, os v\u00e1rios desvios \u2013 bioqu\u00edmicos principalmente \u2013 verificados devem estar relacionados com mecanismos fisiogen\u00e9ticos gerais dessas psicoses, uma vez que todas s\u00e3o subordinadas \u00e0 altera\u00e7\u00e3o da mesma esfera cerebral \u2013 a afetiva. No entanto, quanto ao aspecto particular que caracteriza uma forma em especial, n\u00e3o se pode inferir nada a partir destes achados. Certamente a descoberta de desvios biol\u00f3gicos ligados ao grupo das psicoses afetivas representa um avan\u00e7o not\u00e1vel para o conhecimento psiqui\u00e1trico. O primeiro passo na dire\u00e7\u00e3o certa foi finalmente retomado.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>De todos os grupos de doen\u00e7as mentais, o que mais apresenta dificuldades para o diagn\u00f3stico \u00e9 o da esquizofrenia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em julho de 1975, na primeira conversa com o Prof. <strong><em>An\u00edbal<\/em><\/strong>, perguntei-lhe sobre as pesquisas de fatores bioqu\u00edmicos ligados com a esquizofrenia. A sua resposta foi simples: o que \u00e9 esquizofrenia? A opini\u00e3o de <strong><em>Bleuler<\/em><\/strong> de que a esquizofrenia, quanto \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o pode remitir, estacionar ou progredir \u00e9 insustent\u00e1vel. Tamb\u00e9m, n\u00e3o se pode afirmar a exist\u00eancia de sintomas patognom\u00f4nicos de esquizofrenia, conforme sustenta a sistematiza\u00e7\u00e3o bleuleriana: tais sintomas tamb\u00e9m ocorrem em psicose de evolu\u00e7\u00e3o benigna, as psicoses diat\u00e9ticas de <strong><em>Kleist-Silveira<\/em><\/strong> (<strong>Tabela 2<\/strong>) que por isso s\u00e3o geralmente confundidas com a esquizofrenia. Tampouco se pode dizer que a esquizofrenia depende da altera\u00e7\u00e3o de um setor da personalidade em particular, tal como ocorre com as psicoses afetivas, pois todas as tr\u00eas esferas da personalidade est\u00e3o implicadas na patog\u00eanese desse grupo m\u00f3rbido. Igualmente, o crit\u00e9rio evolutivo \u00e9 insuficiente para o diagn\u00f3stico de esquizofrenia. A evolu\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel tamb\u00e9m ocorre em muitos quadros cerebrais org\u00e2nicos com colorido cl\u00ednico semelhante ao da esquizofrenia, devido ao envolvimento dos mesmos sistemas cerebrais: s\u00f3 que na esquizofrenia o processo \u00e9 funcional e no quadro org\u00e2nico \u00e9 lesional.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Nos trabalhos que tenho lido sobre a pesquisa biol\u00f3gica da esquizofrenia, os seus autores fazem quest\u00e3o de ressaltar que todos os pacientes estudados apresentam os sintomas fundamentais descritos por <strong><em>Bleuler<\/em><\/strong>. Igualmente quanto \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o nosol\u00f3gica dos pacientes adotam a subdivis\u00e3o da esquizofrenia em quatro formas.<\/p>\n\n\n\n<p>Utilizando o crit\u00e9rio da patog\u00eanese no estudo de pacientes esquizofr\u00eanicos, <strong><em>An\u00edbal Silveira<\/em><\/strong> pode estabelecer a divis\u00e3o desse grupo em 26 formas distintas (<strong>Tabela 2)<\/strong>. Nesse sentido, confirmou o extraordin\u00e1rio trabalho de <strong><em>Karl Kleist<\/em><\/strong>, n\u00e3o somente quanto ao aspecto nosol\u00f3gico como tamb\u00e9m com rela\u00e7\u00e3o aos fatores gen\u00e9ticos peculiares a cada unidade desse grupo m\u00f3rbido.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, as distintas formas de esquizofrenia decorrem de dinamismo gen\u00e9tico espec\u00edfico, que envolvem esferas e sistemas cerebrais (c\u00f3rtico-corticais) distintos e que se manifestam clinicamente por um conjunto de sintomas bem definidos \u2013 subordinados ao mesmo fator patog\u00eanico. Da mesma forma, assinala <strong><em>Silveira<\/em><\/strong>, \u201ca estrutura psic\u00f3tica de cada variedade, a \u00e9poca de incid\u00eancia, o decurso cl\u00ednico, a rapidez ou a lentid\u00e3o do processo at\u00e9 a fase final, s\u00e3o geneticamente determinadas\u201d. Quanto ao mecanismo fisiogen\u00e9tico, portanto, cada forma de esquizofrenia se comporta como uma doen\u00e7a individual. A aparente uniformidade entre as v\u00e1rias modalidades de esquizofrenia \u00e9 uma abstra\u00e7\u00e3o. Na sele\u00e7\u00e3o de pacientes para a pesquisa das bases biol\u00f3gicas das distintas formas de esquizofrenia \u00e9 fundamental levar em conta esse aspecto. De outra forma o material escolhido ser\u00e1 heterog\u00eaneo, o que conduzir\u00e1 certamente a resultados negativos ou discordantes.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"655\" height=\"709\" src=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-14-1-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2405\" srcset=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-14-1-1.png 655w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-14-1-1-277x300.png 277w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-14-1-1-11x12.png 11w\" sizes=\"auto, (max-width: 655px) 100vw, 655px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>Tabela 2 \u2013 Compara\u00e7\u00e3o entre as psicoses diat\u00e9ticas e a esquizofrenia. An\u00edbal Silveira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 isto que acontece quando se avalia a a\u00e7\u00e3o terap\u00eautica de um neurof\u00e1rmaco em esquizofr\u00eanicos. Geralmente a droga beneficia apenas \u201calguns pacientes\u201d: exatamente aqueles nos quais ela \u201ccorrige\u201d o dist\u00farbio funcional do sistema cerebral envolvido. Igual fato ocorre na pesquisa de metab\u00f3litos eventualmente existentes na urina, no plasma e no l\u00edquor de esquizofr\u00eanicos: os trabalhos publicados a esse respeito mostram sistematicamente resultados decepcionantes. Mesmo investiga\u00e7\u00f5es mais sofisticadas do tecido cerebral de esquizofr\u00eanicos \u2013 pela t\u00e9cnica e histofluoresc\u00eancia \u2013 conduzidos em centros de elevado n\u00edvel cient\u00edfico, como o do Instituto Karolinska, mostram resultados decepcionantes. A esse prop\u00f3sito cumpre salientar o excepcional estudo de <strong><em>Lars Olson<\/em><\/strong>. Esse pesquisador, do departamento de Histologia do Karolinska Intitutet publicou em 1974 (J. Psychiat Res, Vol. 11) a metodologia e a conclus\u00e3o de suas investiga\u00e7\u00f5es histoqu\u00edmicas no c\u00e9rebro de tr\u00eas esquizofr\u00eanicos <strong><em>post-mortem<\/em><\/strong>. Os resultados obtidos por Lars Olson confirmam a possibilidade de detectar no c\u00e9rebro humano post-mortem os sistemas cerebrais mono-amin\u00e9rgicos pela t\u00e9cnica de histofluoresc\u00eancia \u2013 o que abre grandes perspectivas para a pesquisa da neuropatologia da esquizofrenia. O pr\u00f3ximo passo, como ele pr\u00f3prio salienta, \u00e9 o de determinar poss\u00edveis desvios quantitativos em diferentes sistemas neuronais do c\u00e9rebro de esquizofr\u00eanicos. Quais \u00e1reas devem ser pesquisadas. Da altera\u00e7\u00e3o de qual sistema neuronal depende uma determinada desordem psicopatol\u00f3gica? Os sintomas subcorticais possuem, em compara\u00e7\u00e3o com os sistemas corticais, o mesmo significado na fisiopatog\u00eanese do processo esquizofr\u00eanico. Qual \u00e9 o car\u00e1ter dessa correla\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>Estas quest\u00f5es fundamentais s\u00e3o amplamente discutidas em v\u00e1rias publica\u00e7\u00f5es do Prof. <strong><em>An\u00edbal Silveira<\/em><\/strong>. O seu modo de pensar, com rela\u00e7\u00e3o ao problema da esquizofrenia est\u00e1 bem claro em dois trabalhos onde analisa, \u00e0 luz de suas pr\u00f3prias concep\u00e7\u00f5es, o estudo de <strong><em>Miscolczy <\/em><\/strong>sobre a correla\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00f5es anat\u00f4micas cerebrais com a esquizofrenia, publicado em 1933 (Zeitschr. f. d. ges. Neurol. u. Psychiatrie, 147).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO aprofundado estudo de <strong><em>Miscolczy<\/em><\/strong> \u2013 diz Silveira \u2013 vazado em moldes an\u00e1tomo-cl\u00ednicos precisos merece aprecia\u00e7\u00e3o cuidadosa. \u00c9 poss\u00edvel, em todos os 13 casos esmiu\u00e7ados, confrontar as fun\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas primariamente atingidas e as \u00e1reas corticais predominantemente lesadas&#8230;\u201d A carta-resumo, relativa aos 13 casos, exprime a frequ\u00eancia das les\u00f5es segundo as zonas corticais. Reproduzimo-la para evidenciar que tamb\u00e9m em condi\u00e7\u00f5es m\u00f3rbidas salienta-se a correspond\u00eancia funcional das zonas parieto-temporal, temporal e frontal&#8230;\u201d. Se, portanto, como ali\u00e1s acentua explicitamente <strong><em>Miscolczy<\/em><\/strong><strong>, <\/strong>as altera\u00e7\u00f5es n\u00e3o exprimem <em>per se<\/em> o processo, a ocorr\u00eancia delas em n\u00famero suficiente para aniquilar a capacidade funcional das \u00e1reas correspondentes apresenta indiscutivelmente a origem imediata do sintoma cl\u00ednico. Nesse sentido \u00e9 que entendemos a filia\u00e7\u00e3o direta dos dist\u00farbios ps\u00edquicos \u00e0s les\u00f5es finas do c\u00f3rtex encef\u00e1lico.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio deixar bem claro que o fato de <strong><em>An\u00edbal Silveira<\/em><\/strong> levar em conta os dinamismos cerebrais na patog\u00eanese das psicoses end\u00f3genas n\u00e3o significa que ele qualifica a doen\u00e7a mental como mera express\u00e3o de doen\u00e7a cerebral. Tais dinamismos constituem as bases fisiogen\u00e9ticas das v\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es mentais m\u00f3rbidas. N\u00e3o explicam a doen\u00e7a em si, como assinala Silveira: \u201cO aspecto histol\u00f3gico do c\u00f3rtex cerebral n\u00e3o assume valor intr\u00ednseco como base anatomopatol\u00f3gica para o grupo da esquizofrenia. Ele s\u00f3 adquire sentido quando investigado em compara\u00e7\u00e3o com os dados cl\u00ednicos, isto \u00e9, quando ratificado pelo estudo an\u00e1tomo-cl\u00ednico topogr\u00e1fico, sob a luz das localiza\u00e7\u00f5es cerebrais&#8230;. Todavia, insistimos, mesmo assim o substrato anatomopatol\u00f3gico \u00e9 apenas correlato \u2013 o termo \u00e9 do pr\u00f3prio <strong><em>Miscolczy<\/em><\/strong> \u2013 a sintomas mentais respectivos: n\u00e3o constitui o substrato da esquizofrenia. \u201cAltera\u00e7\u00f5es bioqu\u00edmicas cerebrais acaso comprovadas talvez revelem o dinamismo fisiogen\u00e9tico, por\u00e9m n\u00e3o explicam a esquizofrenia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em linhas muito gerais, essas s\u00e3o as principais concep\u00e7\u00f5es de <strong><em>An\u00edbal Silveira<\/em><\/strong> quanto aos aspectos c\u00e9rebro-patog\u00eanicos das doen\u00e7as mentais. Elas decorrem de profunda an\u00e1lise dos fatos cl\u00ednicos, dos aspectos gen\u00e9ticos e dos dados an\u00e1tomo-cl\u00ednicos, baseada em teoria de personalidade ainda in\u00e9dita no meio psiqui\u00e1trico. Ao longo de sua vida aperfei\u00e7oou e enriqueceu essa sua contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 Ci\u00eancia, a partir das contribui\u00e7\u00f5es de um sem-n\u00famero de autores. A teoria psiqui\u00e1trica assim erigida resiste \u00e0s mais rigorosas provas cl\u00ednicas. A prova laboratorial ainda est\u00e1 por ser feita.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>SUMMARY<\/p>\n\n\n\n<p><em>The death of Prof. An\u00edbal Silveira represents a great loss to psychiatry. We present here the main conceptions he developed about organic and cerebral pathology of mental disease.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/p>\n\n\n\n<p>(Trabalhos do Prof. An\u00edbal Silveira citados nesta publica\u00e7\u00e3o)<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Sindromo do lobo frontal. S\u00e3o Paulo M\u00e9d., Vol. I: 7, 167-193, 1934.<\/li>\n\n\n\n<li>As fun\u00e7\u00f5es do lobo frontal. Rev. Neurol. Psiquiat de S\u00e3o Paulo, 1: 196-228, 1935.<\/li>\n\n\n\n<li>Campos arquitet\u00f4nicos do lobo frontal e fun\u00e7\u00f5es da intelig\u00eancia. Rev. Neurol. Psiquiat, 3: 131-161, 1937.<\/li>\n\n\n\n<li>Das leis est\u00e1ticas e din\u00e2micas da Intelig\u00eancia. Arq. Assist. Psicopatas, S\u00e3o Paulo, 2: 571-582, 1937.<\/li>\n\n\n\n<li>Les\u00f5es casuais e les\u00f5es sistem\u00e1ticas do c\u00e9rebro nas doen\u00e7as mentais. Arq. Assit. Psicopatas, S\u00e3o Paulo, 2: 191-217, 1937.<\/li>\n\n\n\n<li>Contribui\u00e7\u00e3o para o tratamento convulsivante nos esquizofr\u00eanicos. Tentativa de explica\u00e7\u00e3o para os resultados. Arq. Assit Psicopatas, S\u00e3o Paulo, 2: 381-450, 1937.<\/li>\n\n\n\n<li>Import\u00e2ncia das concep\u00e7\u00f5es localizat\u00f3rias para a neuropsiquiatria e particularmente para a interven\u00e7\u00e3o no c\u00e9rebro. Actas, 1. \u00b0 congr Paulista de Neurol. e Psiquiat., S\u00e3o Paulo, 27-7-1938.<\/li>\n\n\n\n<li>Altera\u00e7\u00f5es n\u00e3o meta lu\u00e9ticas do l\u00edquido cefalorraquidiano em doentes mentais. Ensaio de sistematiza\u00e7\u00e3o cl\u00ednica. Brasil M\u00e9dico, 53, abril, 1939.<\/li>\n\n\n\n<li>O m\u00e9todo de von Meduna em esquizofr\u00eanicos cr\u00f4nicos. Separata dos Arq Assist Psicopatas, S\u00e3o Paulo, 150 pag., 1941.<\/li>\n\n\n\n<li>Contribui\u00e7\u00e3o para a semiologia psiqui\u00e1trica: a pneumoencefalografia. Arq. Assist. Psicopat. S\u00e3o Paulo; 12: 5-102, 1947.<\/li>\n\n\n\n<li>Acep\u00e7\u00e3o de semiologia no dom\u00ednio das doen\u00e7as mentais. Arq. Assist. Psicopatas, S\u00e3o Paulo, 15: 5-21, 1950.<\/li>\n\n\n\n<li>Genetics of Psychoses, Eugenical News, 26:27-29, 1951.<\/li>\n\n\n\n<li>Human Genetics as an approach to the classification of mental diseases. Arq. Neurol. Psiquiat. 10: 41-46, 1952.<\/li>\n\n\n\n<li>Aplica\u00e7\u00e3o da gen\u00e9tica humana \u00e0 hygiene mental. &#8220;Revis\u00e3o de 300 matr\u00edculas do Centro de Sa\u00fade de Santana.&#8221; (\u201cSciELO &#8211; Brasil &#8211; Aplica\u00e7\u00e3o da gen\u00e9tica humana \u00e0 higiene mental &#8230;\u201d) Arq. Neurol. Psiquiat. 14: 117-135, 1956.<\/li>\n\n\n\n<li>Esquizofrenias e psicoses degenerativas de Kleist. Patogenia e psicopatologia diferenciais. Arq. Neurol. Psiquiat., 17: 143-162, 1959.<\/li>\n\n\n\n<li>Caracteriza\u00e7\u00e3o da patologia cerebral, da psicopatologia e da heredopatologia na doutrina de Kleist. Arq. Neurol. Psiquiatr., 17: 102-142, 1959.<\/li>\n\n\n\n<li>Cerebral systems in the pathogenesis of endogenous psychoses. Arq. Neurol. Psiquiatr., 20: 263-278, 1962.<\/li>\n\n\n\n<li>Psicologia Fisiol\u00f3gica, In O KLINEBERG \u2013 Psicologia Moderna, Agir, S\u00e3o Paulo, 1953.<\/li>\n\n\n\n<li>Pathogenic dynamism in mental conditions from the genetic standpoint. Proceedings, IVth World Congress of Psychiatry, Madrid, 1966.<\/li>\n\n\n\n<li>Meaning of local and distant disturbances by lesions of the occipital lobe areas. Unpublished paper (full text), 1966.<\/li>\n\n\n\n<li>Dist\u00farbios locais e de repercuss\u00e3o de \u00e1reas occipitais. Actas, 4. \u00b0 Congr. Brasileiro de Neurologia, Porto Alegre, 1970.<\/li>\n\n\n\n<li>Conceitua\u00e7\u00e3o de esquizofrenia. Psiquiatr. Atual, setembro, 1970<\/li>\n\n\n\n<li>Psychoneurological dynamisms of consciouness. Proceedings, XIth World Congress of Neurology, Amsterdam, 1977<\/li>\n\n\n\n<li>A sociological theory of personality: Comte\u2019s 1850. Abstract. Artigo in\u00e9dito, 1977.<\/li>\n\n\n\n<li>Parieto-temporal regulation of frontal lobe functions. Artigo in\u00e9dito (short form), 1978.<\/li>\n\n\n\n<li>Symbolization, as result of cognitive-emotional integration. Proceedings, VIIth World Congress of Social Psychiatry, 1978.<\/li>\n\n\n\n<li>Personality traits and related conditions, for the assessment of genetic circles. Proceedings, IInd World Congress of Biologicam Psychiatry, Barcelona, Espanha, 1978.<\/li>\n\n\n\n<li>Dynamics of mental developments as attended by brain structures maturation. Proceedings, Interantional meeting on a Multidisciplinary approach to brain development, Brindisi, It\u00e1lia, 1979.\u00a0<\/li>\n<\/ol>\n\n\n<ol class=\"wp-block-footnotes\"><li id=\"bae3ab8a-c9d0-4041-9180-5c673f735dbe\">Trabalho publicado no J bras Psiq., 30(5):421-426,1981. \u2013 Confer\u00eancia apresentada em 8-3-80 como \u201cHomenagem ao Prof. An\u00edbal Silveira\u201d, no I Simp\u00f3sio Brasileiro de Psiquiatria Biol\u00f3gica, sob o patroc\u00ednio da Sociedade Brasileira de Psicobiologia. <a href=\"#bae3ab8a-c9d0-4041-9180-5c673f735dbe-link\" aria-label=\"Aller \u00e0 la note de bas de page 1\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"12efa645-457e-43d6-a4bb-a436cf3eea2e\">Professor Assistente de Psicopatologia do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Jundia\u00ed, Membro da Sociedade Brasileira de Psicobiologia. M\u00e9dico-Chefe do Hospital Psiqui\u00e1trico do Juqueri. <a href=\"#12efa645-457e-43d6-a4bb-a436cf3eea2e-link\" aria-label=\"Aller \u00e0 la note de bas de page 2\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><\/ol>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A PESQUISA BIOL\u00d3GICA DAS DOEN\u00c7AS MENTAIS \u00c0 LUZ DA DOUTRINA DE SILVEIRA Biologic research of mental illnesses according to Silveira\u2019s Doctrine (Francisco Drumond Marcondes de Moura Neto) UNITERMOS: doen\u00e7a mental; psicobiologiaUNITERMS: mental illness, psychobiology MOURA NETO FDM \u2013 A pesquisa biol\u00f3gica das doen\u00e7as mentais \u00e0 luz da doutrina de Silveira.J bras Psiq, 30(5): 421-426,1981. RESUMO [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":"[{\"content\":\"Trabalho publicado no J bras Psiq., 30(5):421-426,1981. \u2013 Confer\u00eancia apresentada em 8-3-80 como \u201cHomenagem ao Prof. An\u00edbal Silveira\u201d, no I Simp\u00f3sio Brasileiro de Psiquiatria Biol\u00f3gica, sob o patroc\u00ednio da Sociedade Brasileira de Psicobiologia.\",\"id\":\"bae3ab8a-c9d0-4041-9180-5c673f735dbe\"},{\"content\":\"Professor Assistente de Psicopatologia do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Jundia\u00ed, Membro da Sociedade Brasileira de Psicobiologia. M\u00e9dico-Chefe do Hospital Psiqui\u00e1trico do Juqueri.\",\"id\":\"12efa645-457e-43d6-a4bb-a436cf3eea2e\"}]"},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-2397","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/anibalsilveira.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2397","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/anibalsilveira.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/anibalsilveira.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anibalsilveira.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anibalsilveira.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2397"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/anibalsilveira.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2397\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2408,"href":"https:\/\/anibalsilveira.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2397\/revisions\/2408"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/anibalsilveira.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2397"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/anibalsilveira.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2397"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/anibalsilveira.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2397"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}