{"id":2985,"date":"2024-07-16T20:33:23","date_gmt":"2024-07-16T23:33:23","guid":{"rendered":"https:\/\/anibalsilveira.org\/?page_id=2985"},"modified":"2024-07-16T20:33:23","modified_gmt":"2024-07-16T23:33:23","slug":"comportamento-violento-aspectos-teoricos-analise-da-apreensao-e-representacao-de-imagens-em-protocolos-de-rorschach-de-examinandos-violentos-instituto-de-psicologia-da-universidade-de-sao-paulo-ps","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/anibalsilveira.org\/fr\/comportamento-violento-aspectos-teoricos-analise-da-apreensao-e-representacao-de-imagens-em-protocolos-de-rorschach-de-examinandos-violentos-instituto-de-psicologia-da-universidade-de-sao-paulo-ps\/","title":{"rendered":"Comportamento violento: aspectos te\u00f3ricos. An\u00e1lise da apreens\u00e3o e representa\u00e7\u00e3o de imagens em protocolos de Rorschach de examinandos violentos, Instituto de Psicologia da Universidade de S\u00e3o Paulo, Psicologia Social, Roberto Fasano, 1994."},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\">U<strong>NIVERSIDADE DE S\u00c3O PAULO<br>INSTITUTO DE PSICOLOGIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>ROBERTO FAZZANI NETO<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXcAQR-kR3Hht4UUnA250udprxWAycYAi0IzSMU1u34YVeEyJRehLEXmHgIE6WfErG2AAiR97HWb7IZO4lOPgp3D5O1eTBPa4tA6TQg9bynUxD4MXbAb-H4OJoUHhSPJP_OjV_MNoVD4CSU7A3EqWtm_dbvUHm3ZMCg6LaHVMb5udLD0EWpxMf8?key=WpDzft6zgbVi9xLlTL5Mjw\" alt=\"Desenho de um cachorro\n\nDescri\u00e7\u00e3o gerada automaticamente com confian\u00e7a m\u00e9dia\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>Comportamento violento: aspectos te\u00f3ricos. An\u00e1lise da apreens\u00e3o<\/strong> <strong>e representa\u00e7\u00e3o de imagens em protocolos de Rorschach<\/strong> <strong>de examinandos violentos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">S\u00c3O PAULO<br>1994<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>UNIVERSIDADE DE S\u00c3O PAULO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>INSTITUTO DE PSICOLOGIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Curso de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Psicologia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Comportamento violento: aspectos te\u00f3ricos. An\u00e1lise da apreens\u00e3o e representa\u00e7\u00e3o de imagens em protocolos de Rorschach de examinandos violentos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Roberto Fazzani Neto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Disserta\u00e7\u00e3o apresentada ao Instituto de Psicologia da Universidade de S\u00e3o Paulo, como parte dos requisitos para a obten\u00e7\u00e3o do grau de Mestre em Psicologia. \u00c1rea de concentra\u00e7\u00e3o: Psicologia Social.<\/strong><br><strong>Orientadora: Prof.\u00aa Dr\u00aa Anna Mathilde Pacheco Chaves Nagelschmidt<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>S\u00c3O PAULO<\/strong><br><strong>1994<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>UNIVERSIDADE DE S\u00c3O PAULO<\/p>\n\n\n\n<p>INSTITUTO DE PSICOLOGIA<\/p>\n\n\n\n<p>CURSO DE P\u00d3S-GRADUA\u00c7\u00c3O EM PSICOLOGIA<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCOMPORTAMENTO VIOLENTO: ASPECTOS TE\u00d3RICOS. AN\u00c1LISE DA APREENS\u00c3O E REPRESENTA\u00c7\u00c3O DE IMAGENS EM PROTOCOLOS DE RORSCHACH DE EXAMINANDOS VIOLENTOS<\/p>\n\n\n\n<p>Candidato: ROBERTO FAZZANI NETO<\/p>\n\n\n\n<p>Orientadora: Prof.\u00aa. Dr\u00aa. Anna Mathilde P. Chaves Nagelschmidt<\/p>\n\n\n\n<p>Disserta\u00e7\u00e3o apresentada ao Instituto de Psicologia, Universidade de S\u00e3o Paulo, como parte dos requisitos para obten\u00e7\u00e3o do grau de Mestre em Psicologia \u2013 \u00e1rea de concentra\u00e7\u00e3o: PSICOLOGIA SOCIAL<\/p>\n\n\n\n<p>COMISS\u00c3O JULGADORA<\/p>\n\n\n\n<p>Prof.\u00aa. Titular Lucia Maria Salvia Coelho&nbsp; <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Uma imagem contendo Padr\u00e3o do plano de fundo\n\nDescri\u00e7\u00e3o gerada automaticamente\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXfYHYQHal5oMlcg9aViJYh2FljZxdoCbLFJ2kTxkKTM_RoDowahGdSSxQrEklbldOaaVQduqgFt1HaJBWPgfvgMT2JjtcfmarYXXTMq7MpKd9svYtdgSNqC7HTV-DrWYVGoCDIO_MUgm0aiRmcSAexlDybVryOI22K6-KXU4J9q1gErnES00ow?key=WpDzft6zgbVi9xLlTL5Mjw\" width=\"145\" height=\"30\">&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Prof.\u00aa. Doutora Maria Helena C. Figueiredo Steiner&nbsp; <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXfyBWl_jbII7Mm_IyF3zFCQDUqzq5b7QRUhSKq6Zp963e7YzreQU8c9GSQRWNYS_hF4E26vvNFFfGfObIQ6gSn2KKLtk7Ppo7mj4c59pAuktF4Do_cc_ltKioFETz_eIMFihRvMN8QzeDHCzWOR_a6Y7FHFct7tBs91Xxrw_Kt07iNR-nA1WQ?key=WpDzft6zgbVi9xLlTL5Mjw\" width=\"236\" height=\"26\"><\/p>\n\n\n\n<p>Prof.\u00aa. Doutora Anna Mathilde P. C. Nagelschmidt&nbsp; <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXcb9Qb58ETdRnaOZjOOVrcaQZLZVBiyDboRhIAyYDZMfr2OzrwX1wZHuQ7FHustJifTOB2jHCDmJYmr89SgfNl_8Zy6Xv1hjDRKe7EwpxeXU5NY9TsblfsnY-rm50LTj1Au3PyL66RN5_5AokHU5iuJF5ExjTyZgg7d8ncbuX-EHmju8m-eI0o?key=WpDzft6zgbVi9xLlTL5Mjw\" width=\"232\" height=\"24\"><\/p>\n\n\n\n<p>Defesa &#8211; 1994<\/p>\n\n\n\n<p>Ao meu querido e inesquec\u00edvel pai, que tanto estimulou-me ao estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que ausente objetivamente, vive profundamente em minha subjetividade<\/p>\n\n\n\n<p>E, ao meu mestre Dr. Ruy B. Mendes Filho, que me proporcionou a forma\u00e7\u00e3o em Psiquiatria e de quem tenho o privil\u00e9gio de disfrutar da amizade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Agradecimentos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Gostaria de expressar minha gratid\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>a minha orientadora, Prof.\u00aa. Dr\u00aa. Anna Mathilde Pacheco Chaves Nagelschmidt, que com seu elevado esp\u00edrito acad\u00eamico e abertura intelectual sempre me apoio e orientou-me quanto \u00e0 viabilidade de cada ideia que tinha, fornecendo-me bibliografia e discutindo a metodologia a ser utilizada, mostrando-se compreensiva com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s constantes dificuldades de tempo que tive durante a realiza\u00e7\u00e3o deste trabalho.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>\u00e0 Prof.\u00aa. Dr\u00aa. Lucia Coelho que tem me orientado desde o per\u00edodo de minha gradua\u00e7\u00e3o. Sempre me estimulou no campo acad\u00eamico e propiciou-me a honra de sua amizade. Pacientemente supervisionou cada caso da amostra com rela\u00e7\u00e3o aos dados do Rorschach e \u00e0 discuss\u00e3o dos resultados.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>ao Dr. Ruy B. Mendes Filho, a quem dedico este trabalho. Sem sua cont\u00ednua colabora\u00e7\u00e3o, estimulando-me e supervisionando-me, mostrando-se sempre dispon\u00edvel para esclarecer minhas d\u00favidas, este trabalho n\u00e3o teria sido poss\u00edvel.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>\u00e0 Prof.\u00aa Dr.\u00aa Maria Helena de Figueiredo Steiner, por seu apoio e cont\u00ednuo est\u00edmulo.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>ao Dr. Benedito Ribeiro Guimar\u00e3es, Diretor da Casa de Cust\u00f3dia e Tratamento de Taubat\u00e9, que franqueou-me o acesso \u00e0quele estabelecimento, viabilizando a possibilidade de examinar os sujeitos que comp\u00f5em a amostra estudada.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>aos Drs. Norberto Z\u00f6llner Junior e Cesar Ribeiro Junior do Setor de Per\u00edcias da Casa de Cust\u00f3dia e Tratamento de Taubat\u00e9, que durante o per\u00edodo em que l\u00e1 trabalhei, sempre se colocaram \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para o fornecimento de todas as informa\u00e7\u00f5es pretendidas, inclusive pr\u00e9-selecionando sujeitos que enviavam para que eu verificasse a possibilidade de participar na amostra.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>\u00e0 Srt\u00aa. Lucimara Oliv\u00e9rio que digitou o trabalho em seu computador, com dedica\u00e7\u00e3o, muitas vezes com escasso tempo para faz\u00ea-lo<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>a minha m\u00e3e e irm\u00e3, pelo apoio afetivo durante os momentos de dificuldades.\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>FAZZANI NETO, Roberto. O comportamento violento: aspectos te\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n<p>An\u00e1lise da apreens\u00e3o e representa\u00e7\u00e3o de imagens em protocolos de Rorschach de examinandos violentos. S\u00e3o Paulo, 10\/04\/1994. 145 p\u00e1ginas. Disserta\u00e7\u00e3o de mestrado apresentada ao Instituto de Psicologia da Universidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Resumo<\/span><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com o objetivo de introdu\u00e7\u00e3o, o autor procede a uma revis\u00e3o das principais teorias da motiva\u00e7\u00e3o agressiva, com \u00eanfase na etologia, no comportamentalismo e na psican\u00e1lise. Apresenta suscintamente a interpreta\u00e7\u00e3o desta motiva\u00e7\u00e3o segundo a teoria da personalidade desenvolvida por An\u00edbal Silveira, em nosso meio, a partir das concep\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas de A. Comte. Faz, tamb\u00e9m, uma breve revis\u00e3o relativa \u00e0s bases neurofisiol\u00f3gicas e neuroqu\u00edmicas do comportamento agressivo, bem como dos estudos que correlacionam doen\u00e7a mental e agressividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Utilizando-se da prova de Rorschach, o autor analisa os processos cognitivos de vinte e um examinandos criminosos violentos. A \u00eanfase de sua an\u00e1lise \u00e9 colocada nos processos de apreens\u00e3o e representa\u00e7\u00e3o de imagens e de simboliza\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias. A prova de Rorschach \u00e9 interpretada segundo uma perspectiva cognitivo-sist\u00eamica, desenvolvida por Silveira e aperfei\u00e7oada por Coelho, adotada na Sociedade Rorschach de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Verifica o autor que nos sujeitos examinados ocorre uma capta\u00e7\u00e3o extremamente superficial da realidade, pautada principalmente em impress\u00f5es subjetivas ou em generaliza\u00e7\u00f5es impulsivas do significado das experi\u00eancias e dificuldade em estabelecer rela\u00e7\u00f5es significativas entre elas, o que os leva a uma esp\u00e9cie de \u201cpris\u00e3o\u201d vivencial ao momento presente, apreendido de modo muito vago e superficial e com incapacidade de imagina\u00e7\u00e3o e prospec\u00e7\u00e3o. H\u00e1, tamb\u00e9m, falta de empatia e incapacidade em apreender os nuances do relacionamento interpessoal. Esta \u201cfrieza\u201d, relacionada com a dificuldade que apresentam para elaborar os obst\u00e1culos da realidade, ser\u00e1 o fator principalmente relacionado \u00e0 tend\u00eancia a apresentar atos violentos. Paradoxalmente, as fantasias agressivas mais diretas est\u00e3o quase totalmente ausentes em seus protocolos.<\/p>\n\n\n\n<p>FAZZANI NETO, Roberto. Violent Behavior. Theoretical aspects.<\/p>\n\n\n\n<p>Analysis of Image\u2019s perception and representation in Rorschach\u2019s records of violent subjects. S\u00e3o Paulo, April, the 10<sup>th<\/sup>, 1994. 145 pages. Dissertation presented to the Institute of Psychology of the University of S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Abstracts<\/span><\/p>\n\n\n\n<p>As an introduction, the author conducts a revision of the principal theories of aggressive motivation, with emphasis on Ethology, Behaviorism and Psychoanalysis. He presents, in a concise way, the interpretation of this kind of motivation using the theory of personality developed by Anibal Silveira from Comte\u2019s philosophical conceptions. He also presents a brief revision of the hypothesis connected to the neurophysiological and neurochemical bases of aggressive behavior, as well as the studies that examine the relationship between mental illness and aggressivity.<\/p>\n\n\n\n<p>Using Rorschach\u2019s Test, the author analyses cognitive process of twenty-one criminal inpatients. The emphasis of his analysis is put on the process of perception and representation of images and of symbolization o experiences. Rorschach\u2019s Test is interpreted by a systemic-cognitive perspective, developed by Silveira, and improved by Coelho, adopted in the S\u00e3o Paulo Rorschach Society.<\/p>\n\n\n\n<p>The author verifies that in the examined subjects there are a too superficial perception of reality, mainly based on subjective impression or on impulsive generalizations of the signification of experiences and that they have difficulties to make significative relationships among their experiences. This way of perception and representation of reality conducts them to a kind of experiencial \u201cprison\u201d to the present moment, which is took by a very vague and superficial way with incapacity of imagination and prospection. There are also lack of empathy and an incapacity to perceive the \u2018nuances\u201d of interpersonal relationships. This \u201ccoldness\u201d associated to the incapacity of elaboration of the obstacles of reality, will be a factor mainly related to the tendency to present violent acts. Strangely, aggressive phantasies are almost absent in their records.<\/p>\n\n\n\n<p>FAZZANI NETO, Roberto. Comportements violents : aspects th\u00e9oriques.<\/p>\n\n\n\n<p>Analyse de l&#8217;appr\u00e9hension et de la repr\u00e9sentation des images dans les protocoles de Rorschach de candidats violents. S\u00e3o Paulo, 10\/04\/1994. 145pages. M\u00e9moire de ma\u00eetrise pr\u00e9sent\u00e9 \u00e0 l&#8217;Institut de Psychologie de l&#8217;Universit\u00e9 de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">R\u00e9sum\u00e9<\/p>\n\n\n\n<p>En guise d&#8217;introduction, l&#8217;auteur passe en revue les principales th\u00e9ories de la motivation agressive, en mettant l&#8217;accent sur l&#8217;\u00e9thologie, le behaviorisme et la psychanalyse. Il pr\u00e9sente bri\u00e8vement l&#8217;interpr\u00e9tation de cette motivation selon la th\u00e9orie de la personnalit\u00e9 d\u00e9velopp\u00e9e par An\u00edbal Silveira, dans notre pays, bas\u00e9e sur les conceptions philosophiques d&#8217;A. Comte. Il fournit \u00e9galement un bref aper\u00e7u des bases neurophysiologiques et neurochimiques du comportement agressif, ainsi que des \u00e9tudes qui \u00e9tablissent une corr\u00e9lation entre la maladie mentale et l&#8217;agressivit\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 l&#8217;aide du test de Rorschach, l&#8217;auteur analyse les processus cognitifs de vingt et un candidats criminels violents. L&#8217;accent dans son analyse est mis sur les processus d&#8217;appr\u00e9hension et de repr\u00e9sentation des images et de symbolisation des exp\u00e9riences. Le test de Rorschach est interpr\u00e9t\u00e9 selon une perspective cognitivo-syst\u00e9mique, d\u00e9velopp\u00e9e par Silveira et perfectionn\u00e9e par Coelho, adopt\u00e9e par la Soci\u00e9t\u00e9 Rorschach de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>L&#8217;auteur constate que chez les sujets examin\u00e9s, il existe une compr\u00e9hension extr\u00eamement superficielle de la r\u00e9alit\u00e9, bas\u00e9e principalement sur des impressions subjectives ou des g\u00e9n\u00e9ralisations impulsives du sens des exp\u00e9riences et sur la difficult\u00e9 d&#8217;\u00e9tablir des relations significatives entre elles, ce qui les conduit \u00e0 une sorte de \u00ab prison \u00bb exp\u00e9rientielle au moment pr\u00e9sent, appr\u00e9hend\u00e9 de mani\u00e8re tr\u00e8s vague et superficielle et avec une incapacit\u00e9 d&#8217;imaginer et de prospecter. Il existe \u00e9galement un manque d\u2019empathie et une incapacit\u00e9 \u00e0 comprendre les nuances des relations interpersonnelles. Cette \u00ab froideur \u00bb, li\u00e9e \u00e0 la difficult\u00e9 qu&#8217;ils pr\u00e9sentent \u00e0 faire face aux obstacles de la r\u00e9alit\u00e9, sera le facteur principalement li\u00e9 \u00e0 la tendance \u00e0 pr\u00e9senter des actes violents. Paradoxalement, les fantasmes agressifs les plus directs sont quasiment absents de leurs protocoles.<\/p>\n\n\n\n<p>FAZZANI NETO, Roberto. Comportamiento violento: aspectos te\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n<p>An\u00e1lisis de aprehensi\u00f3n y representaci\u00f3n de im\u00e1genes en protocolos de Rorschach de examinados violentos. S\u00e3o Paulo, 10\/04\/1994. 145 p\u00e1ginas. Tesis de maestr\u00eda presentada en el Instituto de Psicolog\u00eda de la Universidad de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Resumen<\/p>\n\n\n\n<p>A modo de introducci\u00f3n, el autor revisa las principales teor\u00edas de la motivaci\u00f3n agresiva, con \u00e9nfasis en la etolog\u00eda, el conductismo y el psicoan\u00e1lisis. Se presenta brevemente la interpretaci\u00f3n de esta motivaci\u00f3n seg\u00fan la teor\u00eda de la personalidad desarrollada por An\u00edbal Silveira, en nuestro pa\u00eds, a partir de las concepciones filos\u00f3ficas de A. Comte. Tambi\u00e9n proporciona una breve revisi\u00f3n de las bases neurofisiol\u00f3gicas y neuroqu\u00edmicas del comportamiento agresivo, as\u00ed como estudios que correlacionan la enfermedad mental y la agresi\u00f3n.<\/p>\n\n\n\n<p>Utilizando la prueba de Rorschach, el autor analiza los procesos cognitivos de veinti\u00fan criminales violentos examinados. El \u00e9nfasis en su an\u00e1lisis est\u00e1 puesto en los procesos de aprehensi\u00f3n y representaci\u00f3n de im\u00e1genes y simbolizaci\u00f3n de experiencias. La prueba de Rorschach se interpreta seg\u00fan una perspectiva cognitivo-sist\u00e9mica, desarrollada por Silveira y perfeccionada por Coelho, adoptada por la Sociedad Rorschach de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>El autor encuentra que en los sujetos examinados existe una comprensi\u00f3n extremadamente superficial de la realidad, basada principalmente en impresiones subjetivas o generalizaciones impulsivas del significado de las experiencias y dificultad para establecer relaciones significativas entre ellas, lo que los conduce a una especie de \u201cprisi\u00f3n\u201d experiencial. en el momento presente, aprehendido de manera muy vaga y superficial y con incapacidad de imaginar y prospectar. Tambi\u00e9n hay falta de empat\u00eda e incapacidad para comprender los matices de las relaciones interpersonales. Esta \u201cfrialdad\u201d, relacionada con la dificultad que presentan para afrontar los obst\u00e1culos de la realidad, ser\u00e1 el factor principalmente relacionado con la tendencia a presentar actos violentos. Parad\u00f3jicamente, las fantas\u00edas agresivas m\u00e1s directas est\u00e1n casi completamente ausentes de sus protocolos.<\/p>\n\n\n\n<p>FAZZANI NETO, Roberto. Comportamenti violenti: aspetti teorici.<\/p>\n\n\n\n<p>Analisi dell&#8217;apprensione e della rappresentazione delle immagini nei protocolli Rorschach di esaminati violenti. San Paolo, 04\/10\/1994. 145 pagine. Tesi di Master presentata all&#8217;Istituto di Psicologia dell&#8217;Universit\u00e0 di San Paolo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Riepilogo<\/p>\n\n\n\n<p>A scopo introduttivo, l&#8217;autore passa in rassegna le principali teorie della motivazione aggressiva, con particolare attenzione all&#8217;etologia, al comportamentismo e alla psicoanalisi. Presenta brevemente l&#8217;interpretazione di questa motivazione secondo la teoria della personalit\u00e0 sviluppata da An\u00edbal Silveira, nel nostro paese, sulla base delle concezioni filosofiche di A. Comte. Fornisce inoltre una breve rassegna delle basi neurofisiologiche e neurochimiche del comportamento aggressivo, nonch\u00e9 studi che correlano la malattia mentale e l&#8217;aggressivit\u00e0.<\/p>\n\n\n\n<p>Utilizzando il test di Rorschach, l&#8217;autore analizza i processi cognitivi di ventuno criminali violenti esaminati. L&#8217;accento nella sua analisi \u00e8 posto sui processi di apprensione e rappresentazione delle immagini e sulla simbolizzazione delle esperienze. Il test di Rorschach viene interpretato secondo una prospettiva cognitivo-sistemica, sviluppata da Silveira e perfezionata da Coelho, adottata dalla Societ\u00e0 Rorschach di San Paolo.<\/p>\n\n\n\n<p>L&#8217;autore rileva che nei soggetti esaminati esiste una comprensione estremamente superficiale della realt\u00e0, basata principalmente su impressioni soggettive o generalizzazioni impulsive del significato delle esperienze e difficolt\u00e0 a stabilire relazioni significative tra loro, che li porta ad una sorta di \u201cprigione\u201d esperienziale al momento presente, colto in modo molto vago e superficiale e con incapacit\u00e0 di immaginare e di prospettare. C\u2019\u00e8 anche una mancanza di empatia e un\u2019incapacit\u00e0 di comprendere le sfumature delle relazioni interpersonali. Questa \u201cfreddezza\u201d, legata alla difficolt\u00e0 che presentano nell&#8217;affrontare gli ostacoli della realt\u00e0, sar\u00e0 il fattore legato principalmente alla tendenza a presentare atti violenti. Paradossalmente, le fantasie aggressive pi\u00f9 dirette sono quasi del tutto assenti dai loro protocolli.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00cdNDICE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><\/td><td><\/td><td><strong>P\u00e1gina<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td>Dedicat\u00f3ria<\/td><td>4<\/td><\/tr><tr><td><\/td><td>Agradecimentos<\/td><td>5<\/td><\/tr><tr><td><\/td><td>Resumo<\/td><td>6<\/td><\/tr><tr><td><\/td><td>Abstracts<\/td><td>7<\/td><\/tr><tr><td><\/td><td>R\u00e9sum\u00e9<\/td><td>8<\/td><\/tr><tr><td><\/td><td>Resumen<\/td><td>9<\/td><\/tr><tr><td><\/td><td>Riepilogo<\/td><td>10<\/td><\/tr><tr><td><\/td><td>\u00cdndice<\/td><td>11<\/td><\/tr><tr><td>1<\/td><td>Introdu\u00e7\u00e3o: justificativa da escolha do tema e organiza\u00e7\u00e3o do trabalho<\/td><td>12<\/td><\/tr><tr><td>2<\/td><td>A quest\u00e3o da agressividade no comportamento humano<\/td><td>15<\/td><\/tr><tr><td>2.1.<\/td><td>A sistematiza\u00e7\u00e3o das teorias psicol\u00f3gicas sobre a agressividade<\/td><td>25<\/td><\/tr><tr><td>2.2.<\/td><td>A motiva\u00e7\u00e3o agressiva segundo diferentes teorias&nbsp;<\/td><td>31<\/td><\/tr><tr><td>2.2.1.<\/td><td>A agressividade de acordo com os estudos do comportamento instintivo (Etologia)<\/td><td>31<\/td><\/tr><tr><td>2.2.2.<\/td><td>A agressividade segundo a reflexologia e alguns te\u00f3ricos do comportamentalismo norte-americano<\/td><td>36<\/td><\/tr><tr><td>2.2.3.<\/td><td>A agressividade sob o prisma da Psican\u00e1lise e de Teorias dela derivadas<\/td><td>43<\/td><\/tr><tr><td>2.3.<\/td><td>As hip\u00f3teses neurofisiol\u00f3gicas e neuroqu\u00edmicas relacionadas ao comportamento agressivo<\/td><td>47<\/td><\/tr><tr><td>2.4.<\/td><td>Contribui\u00e7\u00e3o da Psiquiatria ao estudo da agressividade e sua rela\u00e7\u00e3o com as doen\u00e7as mentais<\/td><td>51<\/td><\/tr><tr><td>2.5.<\/td><td>A agressividade na teoria da personalidade de An\u00edbal Silveira<\/td><td>54<\/td><\/tr><tr><td>3.<\/td><td>Material e m\u00e9todo<\/td><td>59<\/td><\/tr><tr><td>3.1.<\/td><td>Caracteriza\u00e7\u00e3o da amostra<\/td><td>59<\/td><\/tr><tr><td>3.2.<\/td><td>A prova de Rorschach: caracter\u00edsticas gerais<\/td><td>63<\/td><\/tr><tr><td>3.3.<\/td><td>Fatores da Prova verificados na amostra para o exame dos processos cognitivos<\/td><td>65<\/td><\/tr><tr><td>4.<\/td><td>Revis\u00e3o de trabalhos anteriores utilizando o m\u00e9todo de Rorschach em examinandos agressivos<\/td><td>74<\/td><\/tr><tr><td>5.<\/td><td>Resultados e Discuss\u00e3o<\/td><td>83<\/td><\/tr><tr><td>5.2.<\/td><td>Tabelas de apresenta\u00e7\u00e3o dos resultados<\/td><td>105<\/td><\/tr><tr><td>6.<\/td><td>Conclus\u00f5es e Considera\u00e7\u00f5es finais<\/td><td>124<\/td><\/tr><tr><td>7.<\/td><td>Bibliografia<\/td><td>135<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O, JUSTIFICATIVA DA ESCOLHA DO TEMA E ORGANIZA\u00c7\u00c3O DO TRABALHO<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>As raz\u00f5es que nos mobilizam o interesse por determinado tema s\u00e3o sempre m\u00faltiplas envolvendo simultaneamente interesses pessoais e circunst\u00e2ncias de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a conclus\u00e3o da Resid\u00eancia M\u00e9dica em Psiquiatria na Faculdade de Medicina de Jundia\u00ed, prestamos exame em concurso p\u00fablico da Secretaria da Sa\u00fade tendo sido designado para exercer fun\u00e7\u00f5es de m\u00e9dico assistente no ent\u00e3o Manic\u00f4mio Judici\u00e1rio. Al\u00e9m desta fun\u00e7\u00e3o, assumimos a de perito, passando a elaborar laudos de indiv\u00edduos ali internados por determina\u00e7\u00e3o judicial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao Manic\u00f4mio Judici\u00e1rio eram encaminhados pacientes criminosos. A grande maioria para cumprir medida de seguran\u00e7a ou de tratamento e ap\u00f3s terem sido absolvidos de seus crimes, os considerados inimput\u00e1veis ou semi-imput\u00e1veis. Uma parcela menor da popula\u00e7\u00e3o era composta de indiv\u00edduos que supostamente adoeciam durante o per\u00edodo de cumprimento de pena, sendo para l\u00e1 encaminhados para avalia\u00e7\u00e3o e tratamento. Finalmente a menor parcela dos internados era aquela de r\u00e9us presos aguardando laudos de sanidade mental e julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em decorr\u00eancia de nossas fun\u00e7\u00f5es vimo-nos na necessidade de estudar o problema da criminalidade e da viol\u00eancia de modo mais minucioso, campo geralmente relacionado \u00e0 Psiquiatria e Psicologia Forenses.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre os in\u00fameros sujeitos que examinamos e acompanhamos durante o tratamento, havia alguns geralmente considerados semi-imput\u00e1veis, que nos chamavam a aten\u00e7\u00e3o por terem cometido crimes muito violentos, em geral em estado de lucidez, e que ao relat\u00e1-los, n\u00e3o pareciam demonstrar quais quer sentimentos de culpa ou remorso. A maioria deles recebia o diagn\u00f3stico de Personalidade Psicop\u00e1tica, ou como atualmente \u00e9 codificado, de Transtorno de Personalidade, de v\u00e1rias modalidades (CID-10 e DSM-III-R) (1992) (1989).<\/p>\n\n\n\n<p>Neste per\u00edodo, tamb\u00e9m est\u00e1vamos concluindo nossa especializa\u00e7\u00e3o no Psicodiagn\u00f3stico de Rorschach na Sociedade Rorschach de S\u00e3o Paulo e, muitas vezes, o utiliz\u00e1vamos em nossos laudos e pareceres como m\u00e9todo auxiliar. Decidimos, a partir de 1985, aplicar o m\u00e9todo sistematicamente em todos os sujeitos que faziam seus laudos e pareceres conosco. Com o tempo, notamos que os sujeitos que apresentavam as caracter\u00edsticas acima descritas, pareciam possuir um feitio de personalidade caracter\u00edstico ao Psicodiagn\u00f3stico de Rorschach. Est\u00e1vamos tamb\u00e9m intrigados com suas rea\u00e7\u00f5es e dificuldades que apresentavam no relacionamento interpessoal, o que despertou nossa curiosidade em compreender como estes sujeitos representavam a realidade, como seria seu mundo subjetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 \u00e9poca conversamos com a Prof\u00aa. Lucia Coelho e decidimos fazer um trabalho conjunto com os protocolos desses indiv\u00edduos que definimos como violentos. Na ocasi\u00e3o a Prof\u00aa. Lucia Coelho estava principalmente interessada no estudo dos processos cognitivos, e centramos nosso trabalho neste aspecto. O trabalho foi apresentado ao XII Congresso Internacional de Rorschach, realizado no Guaruj\u00e1 SP, de 13 a 17 de julho de 1987 e, posteriormente publicado (1988).<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o per\u00edodo em que trabalh\u00e1vamos no Manic\u00f4mio Judici\u00e1rio, tamb\u00e9m conhecemos a Casa de Cust\u00f3dia e Tratamento de Taubat\u00e9, um pres\u00eddio de seguran\u00e7a m\u00e1xima, para onde eram encaminhados os prisioneiros considerados mais perigosos do Estado e tamb\u00e9m alguns indiv\u00edduos semi-imput\u00e1veis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com o tempo reunimos um n\u00famero razo\u00e1vel de protocolos de Rorschach de examinandos violentos e, como inici\u00e1ramos o curso de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, em n\u00edvel de mestrado, decidimos desenvolver nossa disserta\u00e7\u00e3o a partir de uma amplia\u00e7\u00e3o do trabalho inicial realizado em coautoria com a Prof\u00aa. Lucia Coelho. Ao ingressar no curso de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o do Instituto de Psicologia da USP, propusemos o tema \u00e0 nossa orientadora, que nos fez sugest\u00f5es relevantes quanto \u00e0s quest\u00f5es te\u00f3ricas e de m\u00e9todo.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da indica\u00e7\u00e3o do Prof\u00ba. Odhon Maranh\u00e3o, procuramos o Diretor da Casa de Cust\u00f3dia de Taubat\u00e9, Dr. Benedito Ribeiro Guimar\u00e3es, que nos facilitou o acesso \u00e0quele estabelecimento e l\u00e1, complementamos a amostra, aplicando o m\u00e9todo de Rorschach em outros sujeitos considerados violentos. Conseguimos um total de 21 casos, embora tenhamos examinado aproximadamente 30 sujeitos. Alguns, entretanto, se recusaram a colaborar conosco e n\u00e3o foram submetidos ao exame de Rorschach. \u00c9 uma amostra pequena, mas, em raz\u00e3o dos objetivos deste trabalho, pensamos ser suficiente para fundamentar a discuss\u00e3o do tema escolhido. Al\u00e9m disso, no \u00e2mbito estat\u00edstico, s\u00e3o uma raridade os sujeitos que apresentam tais caracter\u00edsticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Evidentemente estamos cientes da complexidade que envolve a discuss\u00e3o da viol\u00eancia no comportamento humano. O termo \u00e9 muito abrangente, definido de diferentes maneiras, podendo ser aplicado a muitos aspectos da conduta individual ou mesmo grupal. Podemos considerar violentos desde fen\u00f4menos complexos e coletivos como a guerra, o terrorismo, a repress\u00e3o policial, at\u00e9 o comportamento de pequenos grupos, situa\u00e7\u00f5es envolvendo certos rituais religiosos, v\u00e1rios aspectos culturais e os crimes individuais. Esses fen\u00f4menos, em termos gerais, abrangem o que os autores denominam comportamento agressivo. S\u00e3o manifesta\u00e7\u00f5es sociais, como de resto qualquer atividade humana. Portanto, podem ser estudados sob os mais variados \u00e2ngulos. N\u00e3o \u00e9 nosso escopo discutir a viol\u00eancia em sentido t\u00e3o amplo e nem em situa\u00e7\u00f5es coletivas, mas em confrontos interindividuais, nos quais agressor e agredido, ou contendores se encontram em circunst\u00e2ncias muito especiais, como adiante especificamos. O que pretendemos estudar \u00e9 a viol\u00eancia que se expressa no comportamento individual, mais precisamente, dentro deste campo, delimitamos nosso objetivo ao exame dos processos cognitivos. Como os indiv\u00edduos que definimos como violentos, elaboram e codificam suas experi\u00eancias em termos de imagem. Com este prop\u00f3sito, utilizamos como instrumento a Prova de Roschach.<\/p>\n\n\n\n<p>Faremos uma breve revis\u00e3o das teorias principais que discutem a agressividade humana e o comportamento violento.<\/p>\n\n\n\n<p>Utilizamos na interpreta\u00e7\u00e3o da Prova de Rorschach, um modelo cognitivo-sist\u00eamico proposto por An\u00edbal Silveira e adotado na Sociedade Rorschach de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Este modelo aplicado e desenvolvido por An\u00edbal Silveira (1966, 1985), a partir da Teoria da Personalidade de Augusto Comte e da Teoria das Imagens de Pierre Laffitte, vem sendo aprimorado por Coelho (1980, 1982, 1988, 1992, 1993 I e II) e neuropsicologia (Coelho, 1993 II)<\/p>\n\n\n\n<p>Em nossa breve introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 quest\u00e3o da agressividade faremos refer\u00eancias a teorias. A seguir, definimos estrategicamente o comportamento violento, procurando delimitar a amostra e o campo de estudos deste trabalho. Ainda nesse cap\u00edtulo, caracterizamos sumariamente o instrumento a ser utilizado (a Prova de Rorschach) e o objeto da pesquisa. Finalmente, discutimos os resultados da investiga\u00e7\u00e3o, correlacionando-os \u00e0queles de pesquisas anteriores, com a Prova de Rorschach e, mais especificamente com a utiliza\u00e7\u00e3o desta prova em indiv\u00edduos violentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Formulamos algumas hip\u00f3teses para a sistematiza\u00e7\u00e3o dos resultados, relativamente aos processos cognitivos, que poder\u00e3o, segundo pensamos, servir de subs\u00eddio para a compreens\u00e3o das manifesta\u00e7\u00f5es estudadas e das personalidades que manifestas estas modalidades de comportamento.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>A QUEST\u00c3O DA AGRESSIVIDADE NO COMPORTAMENTO HUMANO<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Ao discutir a agressividade estamos nos referindo a v\u00e1rias modalidades de comportamento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um tema controvertido e complexo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que os autores que estudam estas modalidades de comportamento em animais possuam defini\u00e7\u00f5es operacionais mais claras, o mesmo n\u00e3o ocorre no caso do homem. A quest\u00e3o terminol\u00f3gica \u00e9 bastante complexa: agressividade, destrutividade, hostilidade, viol\u00eancia s\u00e3o apenas alguns dos termos utilizados. \u00c9 claro que anos interessam especificamente os comportamentos destrutivos relativos \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o e extermina\u00e7\u00e3o de homens por outros homens, em circunst\u00e2ncias bastante espec\u00edficas. Por\u00e9m, os campos de estudos abertos por esta considera\u00e7\u00e3o s\u00e3o bastante amplos e os autores possuem discord\u00e2ncias quanto aos diversos aspectos destes comportamentos, nos planos psicol\u00f3gico, psicopatol\u00f3gico, sociol\u00f3gico e antropol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p>Diferentes campos cient\u00edficos se ocupam deste estudo: a antropologia social, a sociologia (em diferentes \u00e2ngulos tais como o estudo da criminalidade, das guerras, do terrorismo, da pol\u00edtica, apenas para citar alguns), o Direito e a Criminologia, a Psicologia em seus v\u00e1rios ramos, principalmente cl\u00ednico, social e experimental, A Psicopatologia Cl\u00ednica e Forense, apenas para nos restringir a alguns deles, no \u00e2mbito das ci\u00eancias humanas. A an\u00e1lise de quest\u00e3o complica-se ainda mais, quando constatamos que os bi\u00f3logos tamb\u00e9m t\u00eam contribui\u00e7\u00f5es relevantes a fazer ao campo e, portanto, a compara\u00e7\u00e3o dos comportamentos humanos e animal passa a integrar este complexo tema. No caso de a Biologia podermos relacionar duas vertentes fundamentais, quais sejam de um lado a Psicologia Animal (incluindo a Etologia) e de outro a Biologia do Comportamento, que estuda as bases org\u00e2nicas desta atividade (incluindo fundamentalmente a Neuropsicologia).<\/p>\n\n\n\n<p>Como se depreende, existem muitas hip\u00f3teses e teorias para o comportamento agressivo. Algumas s\u00e3o mais gerais, referindo-se ao comportamento humano e animal, outras s\u00e3o espec\u00edficas ao homem e referentes ao comportamento individual ou de grupos, ou a situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas nas quais ocorrem os comportamentos agressivos. H\u00e1 pontos em comum entre as diversas hip\u00f3teses e teorias. Outros pontos s\u00e3o francamente antag\u00f4nicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1963, houve em Londres, um importante Simp\u00f3sio, que reuniu eminentes especialistas das ci\u00eancias e do campo de humanidades para discutir o tema da agressividade. As palestras e discuss\u00f5es ocorridas foram compiladas por J. D. Carthy e F. J. Ebling e publicados com o t\u00edtulo \u201cHist\u00f3ria Natural da Agress\u00e3o\u201d (1966). Utilizaremos algumas das palestras deste Simp\u00f3sio nesta introdu\u00e7\u00e3o ao tema, devido \u00e0 import\u00e2ncia do mesmo e ao fato de ter reunido pesquisadores com pontos de vista bastante diversos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, Freeman, ao discutir a agress\u00e3o humana em perspectiva antropol\u00f3gica (1966) faz uma revis\u00e3o das provas hist\u00f3ricas e antropol\u00f3gicas da agress\u00e3o humana e, particularmente dos descobrimentos antropol\u00f3gicos at\u00e9 a ocasi\u00e3o do Simp\u00f3sio. Este autor, aceita a considera\u00e7\u00e3o freudiana de que \u201ca tend\u00eancia \u00e0 agress\u00e3o \u00e9 uma propens\u00e3o inata, independente instintiva no homem\u201d. Citando v\u00e1rios autores que fizeram revis\u00f5es hist\u00f3ricas de guerras, descri\u00e7\u00f5es etnogr\u00e1ficas de costumes de povos ditos \u201cprimitivos\u201d, ou mesmo de institui\u00e7\u00f5es sociais de nossa cultura, atuais e do passado (como a inquisi\u00e7\u00e3o, por exemplo) desfia uma sucess\u00e3o de descri\u00e7\u00f5es de atrocidades e comportamentos violentos aterrorizantes. Comentando a quest\u00e3o afirma que tais comportamentos dificilmente podem ser diferenciados em termos de crueldade e destrutividade daqueles considerados psicopatol\u00f3gicos. Considera ainda, ap\u00f3s analisar conhecimentos relativos \u00e0 Paleoantropologia que <strong>\u201c(&#8230;) a perp\u00e9tua agress\u00e3o e crueldade do homem hist\u00f3rico, pelo qual se diferencia dos outros primatas, se explica somente, nas palavras de Raymond Dart (1953), em termos de suas origens carn\u00edvoras e canibais (&#8230;). (Freeman, 1966: 172).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 evidente que o autor desejava explicitar a variedade e amplitude dos comportamentos humanos destrutivos. Parte, entretanto, de uma hip\u00f3tese bastante geral, qual seja, a considera\u00e7\u00e3o da natureza inata, da agressividade e seleciona para justifica-la, comportamentos bastante diversos, desde situa\u00e7\u00f5es mais particulares relativa a transgress\u00f5es de norma sociais (como nos crimes) at\u00e9 situa\u00e7\u00f5es coletivas especificas (como as guerras, ou rituais religiosos). Ainda que tal revis\u00e3o nos coloque em contato direto com o fato da agressividade, ela pouco contribui para a compreens\u00e3o de aspectos espec\u00edficos relativos \u00e0s situa\u00e7\u00f5es descritas. Ali\u00e1s, este n\u00e3o \u00e9 o prop\u00f3sito do autor, que inclusive frisa a import\u00e2ncia de uma descri\u00e7\u00e3o fenomenol\u00f3gica mais acurada e minuciosa destas situa\u00e7\u00f5es, se desejarmos melhor compreend\u00ea-las.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Denker (1973) ao discutir a quest\u00e3o da agressividade procura levantar quest\u00f5es pr\u00e1ticas para o tema. Considerando a natureza social do homem, inicia sua explana\u00e7\u00e3o a partir das consequ\u00eancias filos\u00f3ficas que se pode deduzir dos resultados das investiga\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, para a vida social e para a conviv\u00eancia entre os homens. Escolhe Kant para enquadra a orienta\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica da discuss\u00e3o das ideias b\u00e1sicas da \u00e9tica e da filosofia, j\u00e1 que este fil\u00f3sofo, centra sua discuss\u00e3o \u00e9tica em torno da considera\u00e7\u00e3o de que a din\u00e2mica e o desenvolvimento da esp\u00e9cie humana se origina de um conflito entre o ego\u00edsmo e a determina\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-moral humana, nos dizeres do autor. Quest\u00e3o nada nova, pois atrav\u00e9s da informa\u00e7\u00e3o de Bolles (1978), j\u00e1 Hutcheson colocava como ra\u00edzes dos conflitos humanos o problema do ego\u00edsmo e do altru\u00edsmo. No s\u00e9culo XIX, considerou tamb\u00e9m Augusto Comte (1982) este aspecto como o cerne do conflito humano.<\/p>\n\n\n\n<p>As considera\u00e7\u00f5es de Denker s\u00e3o fundamentais uma vez que nos remetem \u00e0s opini\u00f5es dos principais antrop\u00f3logos atuais. Geertz (1978) considera que n\u00e3o se pode conceber o homem sem cultura. Esta \u00e9 intr\u00ednseca \u00e0 natureza humana. Assim, tamb\u00e9m o consideram Coelho (1969) (1993 III) e Berger (1978).<\/p>\n\n\n\n<p>Geertz (1978) n\u00e3o v\u00ea dificuldades, como as colocadas pelo comportamentalismo, em considerar o homem disposi\u00e7\u00f5es mentais. Estas disposi\u00e7\u00f5es, para o autor, s\u00e3o despertadas, solicitadas e desenvolvidas em contato com a cultura. Dentre estas, \u00e9 evidente que o homem manifesta disposi\u00e7\u00e3o agressiva. O antrop\u00f3logo n\u00e3o v\u00ea raz\u00e3o para dissociar natureza e cultura, no caso humano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ser humano j\u00e1 ao nascer, se encontra imerso numa cultura, pois sua fam\u00edlia, ou institui\u00e7\u00e3o social equivalente, far\u00e1 parte de uma determinada sociedade, num dado momento hist\u00f3rico. A extrema depend\u00eancia do filhote humano o coloca em necess\u00e1ria rela\u00e7\u00e3o com outros seres humanos adultos que ao cuidarem do mesmo transmitir\u00e3o os valores e normas culturais. Conforme refere Berger <strong>\u201c(&#8230;) na vida de cada indiv\u00edduo existe uma sequ\u00eancia temporal ao curso da qual \u00e9 induzido a tomar parte na dial\u00e9tica da Sociedade (&#8230;). <\/strong>(Berger, 1978: 173-174).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, considerados e definidos, todos os atos comportamentais humanos ser\u00e3o sociais e estar\u00e3o inseridos dentro de um contexto da hist\u00f3ria individual e de sua cultura. Esta afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida tamb\u00e9m para os comportamentos agressivos de quais quer tipos, no caso humano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Denker (1973) ao falar do conflito entre o ego\u00edsmo e a determina\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-moral humana, nos leva a refletir sobre as bases desse \u201cego\u00edsmo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta \u00e9 uma quest\u00e3o muito complexa que se relaciona a como os diferentes autores e escolas antropol\u00f3gicas ou psicol\u00f3gicas consideram a rela\u00e7\u00e3o homem e cultura bem como o car\u00e1ter inato ou adquirido dos comportamentos, incluindo a agressividade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Encontramo-nos perante um dif\u00edcil problema ainda insuficientemente elucidado: o homem \u00e9 um animal social, quanto a isto n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas. Esta sociabilidade, no entanto, \u00e9 inerente ao homem ou a cultura sobrep\u00f5e-se ao organismo humano e imp\u00f5e um controle sobre este?<\/p>\n\n\n\n<p>Os antrop\u00f3logos atuais tendem a considerar a quest\u00e3o a partir da primeira proposi\u00e7\u00e3o, ou seja, a sociabilidade \u00e9 inerente ao ser humano. H\u00e1, no entanto diferen\u00e7as quanto \u00e0 forma como articulam a quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqueles que sofreram influ\u00eancia do marxismo, ao analisar o problema tendem a considerar que o homem como um animal social, deve ter sua conduta analisada sempre a partir desta configura\u00e7\u00e3o. Entretanto, s\u00e3o tamb\u00e9m evolucionistas e buscam encontra a g\u00eanese da sociabilidade no trabalho e na linguagem. Antes do trabalho n\u00e3o se poderia considerar o homem verdadeiramente como Homo sapiens. J\u00e1 Engels, em sua obra \u201cO papel do trabalho na transforma\u00e7\u00e3o do macaco em homem\u201d (1966), afirma: <strong>\u201c(&#8230;) A \u00fanica coisa que os animais fazem \u00e9 <\/strong><strong><em>utilizar<\/em><\/strong><strong> a natureza exterior e modific\u00e1-la pelo mero fato de sua presen\u00e7a. O homem, contrariamente, modifica a natureza e a obriga assim a servir-lhe, <\/strong><strong><em>domina-a<\/em><\/strong><strong>. E esta, \u00e9 em \u00faltima inst\u00e2ncia, a diferen\u00e7a essencial que existe entre o homem e os demais animais, diferen\u00e7a, que cada vez mais vem a ser efeito do trabalho (&#8230;)\u201d. (Engels, 1966:14)<\/strong>. Concebe, assim, a g\u00eanese da constru\u00e7\u00e3o social humana a partir do trabalho, evidentemente porque o homem possu\u00eda instrumentos biol\u00f3gicos para tal (como a forma da m\u00e3o, por exemplo).<\/p>\n\n\n\n<p>As concep\u00e7\u00f5es de marxistas posteriores se desenvolveram bastante ap\u00f3s sua obra, mas mant\u00e9m em comum a considera\u00e7\u00e3o deste aspecto evolucionista explicativo pautado no trabalho como g\u00eanese para a sociabilidade humana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim o consideram Heller (1978) e Linares (1981).<\/p>\n\n\n\n<p>Linares (1981) analisa as escolas que denomina instintivistas e ambientalistas do ponto de vista marxista. Uma de suas considera\u00e7\u00f5es sobre o car\u00e1ter inato ou adquirido dos comportamentos agressivos humanos \u00e9 bastante esclarecedora quanto ao problema. Afirma ele: <strong>\u201c(&#8230;) tudo \u00e9 inato, no g\u00eanero humano e, por sua vez, tudo \u00e9 adquirido. O homem recebe de seus predecessores uma dota\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica que somente pode desenvolver-se em sociedade. Sua plasticidade social \u00e9 de tal magnitude, que nem os mais consp\u00edcuos inatistas ousariam discutir que possua uma diferen\u00e7a qualitativa com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s restantes esp\u00e9cies animais, mesmo quando um estudo s\u00e9rie da conduta dos primatas superiores demonstre que tal diferen\u00e7a n\u00e3o implica nenhuma descontinuidade evolutiva (&#8230;)\u201d. <\/strong>(Linares, 1981:107).<\/p>\n\n\n\n<p>Esta tamb\u00e9m \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o de Heller (1978) ao criticar a teoria etol\u00f3gica de Konrad Lorenz, mesmo reconhecendo-o como um dos maiores cientistas de nossa \u00e9poca. A renomada antrop\u00f3loga expressa que considera o comportamento agressivo violento como manifesta\u00e7\u00e3o do que denomina \u201cparticularismo\u201d. Em suas palavras: <strong>\u201c(&#8230;) os nossos impulsos assumem a forma de raiva dirigida para a humilha\u00e7\u00e3o ou a destrui\u00e7\u00e3o de outros seres humanos porque somos pessoas particularistas, porque n\u00e3o temos confian\u00e7a em n\u00f3s nem amor-pr\u00f3prio com que contar, porque n\u00e3o podemos realizar as nossas potencialidades, e porque tudo isto nos faz sofrer. Reagimos com agress\u00e3o a frustra\u00e7\u00f5es individuais, isoladas e consideramo-las frustra\u00e7\u00f5es porque afetam toda nossa personalidade, porque as concebemos como uma \u2018ofensa\u2019 contra nossa personalidade. Reagimos agressivamente contra membros de outros grupos porque projetamos a falta de amor-pr\u00f3prio na exist\u00eancia ou nos membros deste grupo, porque podemos \u2018racionalizar\u2019 a nossa fraqueza e o nosso insucesso segundo a sua exist\u00eancia e os seus sucessos (&#8230;) <\/strong>(Heller, 1978:166).<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, a ideia expressa por Heller com o que denomina particularismo e sua participa\u00e7\u00e3o na g\u00eanese da agressividade humana, remete ao que j\u00e1 refer\u00edamos quando expusemos a \u00eanfase de Denker sobre o conflito entre o ego\u00edsmo e a determina\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-moral humana.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros antrop\u00f3logos modernos tamb\u00e9m discorrendo sobre a necess\u00e1ria conting\u00eancia da cultura na estrutura constitucional humana, n\u00e3o se preocupam tanto com a g\u00eanese da sociabilidade, mas a tomam como inerente \u00e0 natureza humana, ainda que em cont\u00ednua evolu\u00e7\u00e3o. Buscam analisar como o homem, nas diferentes culturas trabalha com os s\u00edmbolos, representando e construindo a realidade, como Geertz (1978), Berger (1978), e Coelho (1969, 1993 III).<\/p>\n\n\n\n<p>Afirma Berger:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201c(&#8230;) O organismo humano est\u00e1 ainda desenvolvendo-se biologicamente quando j\u00e1 se acha em rela\u00e7\u00e3o com seu ambiente. Em outras palavras, o processo de tornar-se homem efetua-se na correla\u00e7\u00e3o com o ambiente. Esta afirmativa adquire significa\u00e7\u00e3o se refletirmos no fato de que este ambiente \u00e9 ao mesmo tempo um ambiente natural e humano. Isto \u00e9, o ser humano em desenvolvimento n\u00e3o somente se correlaciona com o ambiente natural particular, mas tamb\u00e9m com uma ordem cultural e social espec\u00edfica, que \u00e9 mediatizada para ele pelos outros significativos que o t\u00eam a seu cargo. N\u00e3o apenas a sobreviv\u00eancia da crian\u00e7a humana depende de certos dispositivos sociais, mas a dire\u00e7\u00e3o de seu desenvolvimento org\u00e2nico \u00e9 socialmente determinada (&#8230;) <\/strong>(Berger, 1978: 71).<\/p>\n\n\n\n<p>De qualquer modo, ao considerarmos o comportamento agressivo humano, mesmo situando-o como pr\u00f3prio e espec\u00edfico e, portanto, social, sabemos que depender\u00e1 de um organismo para se manifestar. Ter\u00e1, assim, a Biologia contribui\u00e7\u00f5es a fornecer a este estudo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para iniciarmos a discuss\u00e3o desta quest\u00e3o apresentaremos o que Lorenz, pioneiro da etologia contempor\u00e2nea, refere a respeito da agress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Lorenz estuda os animais em seu ambiente natural ou em situa\u00e7\u00f5es de cativeiro, analisando sistematicamente o comportamento global da conduta animal e comparando estes aspectos em diferentes esp\u00e9cies. Possuindo uma orienta\u00e7\u00e3o naturalista-evolucionista em sua obra sobre a agress\u00e3o (1973) considera que na natureza a guerra est\u00e1 omnipresente. Explanando sobre a \u2018luta pela vida\u2019, de Darwin, Lorenz afirma que esta frase se refere muito mais \u00e0 competi\u00e7\u00e3o entre indiv\u00edduos aparentados do que aquela entre indiv\u00edduos de esp\u00e9cies diferentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Narra a quest\u00e3o da luta entre diferentes esp\u00e9cies no comportamento predat\u00f3rio, quando entram em quest\u00e3o diferentes conflitos, tais como a necessidade de alimento ou de abrigo. Afirma, no entanto, que este tipo de comportamento animal n\u00e3o pode ser considerado combate, em sentido estrito.&nbsp; Mais pr\u00f3ximo \u00e0 verdadeira agress\u00e3o, est\u00e1 o ataque que certas presas fazem objetivamente, em conjunto ao predador. Na mesma linha, refere Lorenz, que h\u00e1 uma n\u00edtida diferen\u00e7a ente o ca\u00e7ador e o soldado em guerra. A agress\u00e3o em sentido estrito, apenas pode ser considerada intra-esp\u00e9cie, na opini\u00e3o do autor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Scott (1980) ao referir-se ao que denomina comportamento hostil, diz que envolve condutas ligadas \u00e0 luta social (mais propriamente greg\u00e1ria) em outras palavras, o comportamento dentro da mesma esp\u00e9cie, e n\u00e3o as modalidades de agressividade com objetivos predat\u00f3rios ou de ca\u00e7a. Afirma que se t\u00eam preferido utilizar-se do termo condutas agon\u00edsticas e as considera como comportamento adaptativo individual que surge do conflito entre membros de uma mesma esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p>Podemos verificar que este autor desenvolve e especifica mais o conceito inicial de Lorenz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo Scott (1980), o comportamento agon\u00edstico pode englobar-se em quatro ou cinco categorias gerais. Faz um interessante resumo destas modalidades de comportamento em animais, desde peixes at\u00e9 mam\u00edferos. No caso humano, considera ser imposs\u00edvel afirmar com certa margem de confian\u00e7a que esta conduta tivesse formas pr\u00e9-culturais. Comenta o quanto as rela\u00e7\u00f5es de domin\u00e2ncia e submiss\u00e3o, as rela\u00e7\u00f5es conjugais est\u00e1veis, a aptid\u00e3o da linguagem e a cria\u00e7\u00e3o de instrumentos s\u00e3o aspectos que complicam o estudo da conduta agressiva humana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um dado fundamental de suas afirma\u00e7\u00f5es \u00e9 o de que h\u00e1, em circunst\u00e2ncias comuns, poucos casos de lutas abertas na esp\u00e9cie humana <strong>\u201c(&#8230;) existem casos aos quais o controle social se rompe. Apesar das escandalosas estat\u00edsticas de crimes, tais atos fora da lei, s\u00e3o raros que somente \u00e9 poss\u00edvel estud\u00e1-los de forma retrospectiva (&#8230;)\u201d <\/strong>(Scott, 1980:109).<\/p>\n\n\n\n<p>Como vemos, a complexidade do tema, no caso humano, \u00e9 maior, em virtude do ser humana possuir vida greg\u00e1ria e se constituir nos meios s\u00f3cio-hist\u00f3rico. As diversas teorias se alinham em torno destes dois polos da natureza humana: o biol\u00f3gico e o hist\u00f3rico-social. Existem, tamb\u00e9m, teorias intermedi\u00e1rias que buscam integrar os dois polos a partir de diferentes prismas.<\/p>\n\n\n\n<p>O fato de os autores valorizarem diferentemente aspectos da natureza humana, lev\u00e1-los-\u00e1 a construir hip\u00f3teses e teorias em parte controversas, tornando a quest\u00e3o pol\u00eamica.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, outro aspecto fundamental a ser lembrado \u00e9 o de que diferentes pesquisadores do tema baseiam suas hip\u00f3teses ou mesmo teorias, em determinados pontos, sob influ\u00eancia da metodologia utilizada em suas investiga\u00e7\u00f5es. H\u00e1 muitos tipos de investiga\u00e7\u00f5es, tais como o estudo do comportamento agressivo em animais no laborat\u00f3rio ou no ambiente natural, o estudo da agressividade humana em fen\u00f4menos de massa ou em pequenos grupos, o estudo do comportamento agressivo do ponto de vista psicopatol\u00f3gico, o estudo de pacientes atrav\u00e9s da psicoterapia etc.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns estudiosos procedem a generaliza\u00e7\u00f5es ind\u00e9bitas do resultado de suas pesquisas para a globalidade de comportamento humano.<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas para exemplificar, citamos a Psican\u00e1lise quando a partir da observa\u00e7\u00e3o de conflitos emocionais de pacientes neur\u00f3ticos, formula uma teoria e tenta aplic\u00e1-la ao estudo da cultura e suas manifesta\u00e7\u00f5es, ou a Etologia, quando partindo da an\u00e1lise sistem\u00e1tica do comportamento animal em seu ambiente, busca generalizar seus princ\u00edpios ao caso humano, sem suficientemente considerar a dimens\u00e3o hist\u00f3rico-social humana, talvez os aspectos que mais se configura no Ethos humano.<\/p>\n\n\n\n<p>No Simp\u00f3sio de 1963 sobre a agressividade, j\u00e1 citado anteriormente, houve uma pol\u00eamica entre as considera\u00e7\u00f5es feitas por De Monchaux (1966) e Veness (1966), que \u00e9 relevante para exemplificar a complexidade do que se considera agressivo no comportamento humano.<\/p>\n\n\n\n<p>De Monchaux (1966) discute a hostilidade em pequenos grupos. Considera melhor utilizar o termo \u201chostilidade\u201d, ao inv\u00e9s de \u201cagressividade\u201d, para dirigir a discuss\u00e3o, segundo ela, para o tema da \u201canimosidade\u201d. Queria, assim, evitar a confus\u00e3o com o comportamento afirmativo, do qual n\u00e3o desejava se ocupar.<\/p>\n\n\n\n<p>Veness (1966) ap\u00f3s a exposi\u00e7\u00e3o de De Monchaux, discute tamb\u00e9m inicialmente a quest\u00e3o sem\u00e2ntica. Refere que <strong>\u201c(&#8230;) se os bi\u00f3logos, do Simp\u00f3sio, sem exce\u00e7\u00e3o, (&#8230;) quando discutem o comportamento animal, se conduzem como se soubessem o querem dizer com agress\u00e3o, ao caso dos psic\u00f3logos, esta discuss\u00e3o ainda n\u00e3o saiu de uma fase terminol\u00f3gica provis\u00f3ria (&#8230;)\u201d. <\/strong>(Vaness, 1966:116).<\/p>\n\n\n\n<p>Considera Veness que quando De Monchaux prefere o termo hostilidade para evitar a confus\u00e3o entre animosidade e afirma\u00e7\u00e3o, no caso do comportamento especificamente humano, o faz para referir-se a uma \u2018atitude\u2019, ou seja, a uma disposi\u00e7\u00e3o subjetiva mais ou menos mantida, ainda que n\u00e3o expressa necessariamente imediatamente no comportamento. Ora, esta atitude mantida, no caso do Homo sapiens somente \u00e9 poss\u00edvel em fun\u00e7\u00e3o da aptid\u00e3o simb\u00f3lica, ou seja, nas palavras de Veness porque h\u00e1 \u201cuma resposta verbal impl\u00edcita\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Partindo desta considera\u00e7\u00e3o, as autoras abordam a fun\u00e7\u00e3o que estas atitudes hostis possuem com rela\u00e7\u00e3o ao processo humano de \u201cidentidade\u201d. Esta coloca\u00e7\u00e3o desperta in\u00fameros problemas que entendem com o processo de simboliza\u00e7\u00e3o e da g\u00eanese da individualidade no \u00e2mbito da vida social. O mais importante aqui \u00e9 a coloca\u00e7\u00e3o do problema em duas vertentes: a afetiva e a cognitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>As autoras ainda presentam outro problema din\u00e2mico do comportamento agon\u00edstico humano, uma das dimens\u00f5es mais fascinantes, mas ao mesmo tempo mais dif\u00edceis de compreender a complementa\u00e7\u00e3o entre comportamento do algoz e da v\u00edtima.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Veness discorda da separa\u00e7\u00e3o procedida por De Monchaux entre animosidade e comportamento afirmativa pois considera que a afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 um componente essencial nas atitudes como a hostilidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, n\u00e3o \u00e9 menos importante acentuar que talvez os motivos a conduta assertiva envolvam dinamismos impl\u00edcitos no comportamento violento.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, a diferen\u00e7a parece residir na modalidade de integra\u00e7\u00e3o ou de din\u00e2mica das for\u00e7as motivadoras em jogo nos dois tipos de conduta.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise etimol\u00f3gica da palavra agress\u00e3o pode fornecer algum esclarecimento. Conforme recorda Schachtel (1962) a origem da palavra agredir \u00e9 latina, cujo termo agredi possui o sentido de aproximar-se com assertividade. O conceito de hostilidade, de competi\u00e7\u00e3o, lhe foi agregado posteriormente. Em muitos trabalhos o termo \u00e9 empregado com a conota\u00e7\u00e3o primitiva. Da\u00ed, talvez o interesse de De Monchau em melhor separa os conceitos. N\u00e3o \u00e9 sem raz\u00e3o que se utiliza a express\u00e3o \u201catacar uma tarefa ou problema\u201d. Atualmente, entretanto, no termo agredir, prevalece a no\u00e7\u00e3o de ataque hostil ou competitivo.<\/p>\n\n\n\n<p>A complexidade do problema da agressividade humana reside pois no fato de que os homens, como seres sociais, s\u00e3o dotados de aptid\u00e3o simb\u00f3lica, n\u00e3o possuem instintos entendidos como pautas r\u00edgidas de conduta. Ocorre como uma abertura ao n\u00edvel instintivo que ir\u00e1 consequentemente propiciar a possibilidade da grande variabilidade dos comportamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Refere Berger ao discutir esta quest\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201c(&#8230;) O homem ocupa uma posi\u00e7\u00e3o peculiar no reino animal. Ao contr\u00e1rio dos outros mam\u00edferos superiores, n\u00e3o possui um ambiente espec\u00edfico da esp\u00e9cie, um ambiente firmemente estruturado por sua pr\u00f3pria organiza\u00e7\u00e3o instintiva (&#8230;)\u201d. \u201c(&#8230;) A organiza\u00e7\u00e3o instintiva do homem pode ser descrita como subdesenvolvida comparada com a de outros mam\u00edferos superiores. O homem, est\u00e1 clara, tem impulsos, mas estes s\u00e3o consideravelmente desprovidos de especializa\u00e7\u00e3o e dire\u00e7\u00e3o (&#8230;)\u201d. <\/strong>(Berger, 1978: 68-70).<\/p>\n\n\n\n<p>Nosso objetivo ao apresentarmos estas considera\u00e7\u00f5es introdut\u00f3rios e situar o problema em sua real dimens\u00e3o a complexidade que assume o estudo de um comportamento no homem, em virtude de suas caracter\u00edsticas. Ali\u00e1s, Geertz, a partir de uma revis\u00e3o da perspectiva da evolu\u00e7\u00e3o humana tamb\u00e9m conclui que os recursos culturais s\u00e3o ingredientes e n\u00e3o acess\u00f3rios ao pensamento humano.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201c(&#8230;) \u00c0 medida que se vai, filogeneticamente, dos animais inferiores para os superiores, o comportamento \u00e9 caracterizado pela crescente imprevisibilidade ativa ao que se refere aos est\u00edmulos correntes, uma tend\u00eancia aparentemente apoiada fisiologicamente por uma crescente complexidade e predomin\u00e2ncia dos padr\u00f5es centrais de conduto da atividade nervosa. Esse crescimento das \u00e1reas centrais aut\u00f4nomas pode ser levado em considera\u00e7\u00e3o, pelo menos at\u00e9 o n\u00edvel dos mam\u00edferos inferiores, em termos do desenvolvimento de novos mecanismos neurais. Nos mam\u00edferos superiores, por\u00e9m, tais novos mecanismos ainda n\u00e3o foram encontrados. Embora se possa conceber que o simples aumento no n\u00famero de neur\u00f4nios pode, por si mesmo, responder plenamente pelo florescimento da capacidade mental do homem, o fato de o c\u00e9rebro humano maior e a cultura humana emergirem sincronicamente, e n\u00e3o serialmente, indica que os desenvolvimentos mais recentes na solu\u00e7\u00e3o da estrutura nervosa consistem no aparecimento de mecanismos que tanto permitem a manuten\u00e7\u00e3o de \u00e1reas dominantes mais complexas como tornam cada vez mais imposs\u00edvel fazer a determina\u00e7\u00e3o completa dessa \u00e1reas em termos de par\u00e2metros intr\u00ednsecos (inatos). O sistema nervoso humano depende, inevitavelmente, da acessibilidade a estruturas simb\u00f3licas p\u00fablicas para construir seus pr\u00f3prios padr\u00f5es de atividade aut\u00f4noma, cont\u00ednua (&#8230;). <\/strong>(Geertz, 1978:98)<\/p>\n\n\n\n<p>Deste modo, \u00e9 preciso recordar que no caso do homem, a animosidade, para utilizar-se do termo escolhido por De Monchaux, pode manifestar-se de diferentes maneiras. Por exemplo, o ser humano pode ser agressivo verbalmente e at\u00e9 mesmo restringindo-se o sem comportamento ao plano verbal, as consequ\u00eancias podem ser atrozes, cru\u00e9is, violentas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, nas complexas rela\u00e7\u00f5es de domina\u00e7\u00e3o do caso humano, as imposi\u00e7\u00f5es podem ser revestidas de muito hostilidade sem que haja conduta agon\u00edstica manifesta. Mais do que isto, certas formula\u00e7\u00f5es que explicitamente possam denotar outras categorias de sentimentos, como afei\u00e7\u00e3o, dedica\u00e7\u00e3o, interesse por outrem, podem contar elevadas doses de agressividade, de crueldade. Portanto, no caso do ser humano, a an\u00e1lise do que vem a ser a animosidade ou a hostilidade n\u00e3o se prende \u00e0 conduta agon\u00edstica e traduzida por atos explicitamente destrutivos, no plano interpessoal.<\/p>\n\n\n\n<p>O que significa, portanto, hostilidade?<\/p>\n\n\n\n<p>O objeto da agressividade \u00e9 antag\u00f4nico ao sujeito, \u00e9 algo que deve merecer um ataque destrutivo, n\u00e3o necessariamente fatal, mas em muitos casos se reveste de viol\u00eancia e brutalidade, especialmente no caso humano. Estas condutas s\u00e3o, ent\u00e3o, denominadas agon\u00edsticas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, os atos humanos conforme discutimos, n\u00e3o obedecem apenas a motiva\u00e7\u00f5es imediatas. O fato o ser humano possuir aptid\u00e3o simb\u00f3lica, leva-o a representar subjetivamente a realidade. Este plano simb\u00f3lico, subjetivo, foi exclu\u00eddo do campo do estudo cient\u00edfico por algumas teorias. Por\u00e9m sua n\u00e3o considera\u00e7\u00e3o, mutila a dimens\u00e3o mais humana, o que \u00e9 mais caracter\u00edstico do homem.<\/p>\n\n\n\n<p>O ser humano pode ser agressivo explicitamente, fisicamente, pode s\u00ea-lo verbalmente e, como j\u00e1 dissemos anteriormente, ainda nesse plano, as consequ\u00eancias podem ser bastante graves. Mas, ele pode tamb\u00e9m n\u00e3o explicitar sua disposi\u00e7\u00e3o hostil imediatamente. Este \u00e9 o plano das inten\u00e7\u00f5es, das atitudes, que sob influ\u00eancia do condutismo, Veness (1966) codificou como tendo impl\u00edcita uma resposta verbal. Nesse caso, a disposi\u00e7\u00e3o subjetiva hostil pode permanecer nesse plano e o indiv\u00edduo aguardar uma ocasi\u00e3o prop\u00edcia para manifest\u00e1-la objetivamente, podendo mesmo nunca vir a faz\u00ea-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste ponto estamos num complexo campo de estudos psicol\u00f3gicos: o relativo \u00e0s representa\u00e7\u00f5es mentais. H\u00e1 toda uma tend\u00eancia que valoriza o estudo das Imagens Subjetivas no sentido de configura\u00e7\u00f5es din\u00e2micas que participam da organiza\u00e7\u00e3o do trabalho mental e suscitam uma ampla gama de modifica\u00e7\u00f5es emocionais. Este campo tem sido desenvolvido atualmente pela orienta\u00e7\u00e3o cognitivista, como apresenta Coelho (1993 I) no campo da Psicologia e Coelho (1993 III) no campo da Antropologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em psicologia, portanto, estudar o comportamento agressivo \u00e9 tamb\u00e9m estudar as motiva\u00e7\u00f5es e o processo emocional que integram a a\u00e7\u00e3o individual.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro aspecto fundamental \u00e9 a quest\u00e3o do significado cultural de determinados comportamentos. Isto \u00e9, j\u00e1 que o homem possui uma natureza s\u00f3cio-hist\u00f3rica, seus atos apenas adquirem significado em contexto espec\u00edfico. O mesmo se aplica com rela\u00e7\u00e3o aos atos agressivos ou violentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim tamb\u00e9m o consideram as principais escolas de Antropologia, como discute Coelho (1993 III) apresentando uma s\u00edntese do pensamento antropol\u00f3gico contempor\u00e2neo.<\/p>\n\n\n\n<p>Heller ao comentar que no plano biol\u00f3gico a defini\u00e7\u00e3o de agress\u00e3o intraespec\u00edfica de Tinbergen \u00e9 a mais precisa, procura evidencia o quanto, no plano humano, ela n\u00e3o se aplica, pois, todo ato humano obedece a significados culturais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Escreve a autora:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201c(&#8230;) o significado mais evidente da <\/strong><strong>agress\u00e3o intraespec\u00edfica<\/strong><strong> \u00e9 aquele de matar indiv\u00edduos pertencentes \u00e0 nossa esp\u00e9cie, isto \u00e9, o homic\u00eddio. Podemos considerar o homic\u00eddio como contrassinal essencial geral da agressividade? Tinbergen, por exemplo, se inclina para esta solu\u00e7\u00e3o. Do ponto de vista biol\u00f3gico, trata-se indubitavelmente da defini\u00e7\u00e3o mais sensata da agressividade. Por\u00e9m, se encaramos o problema a partir do contexto <\/strong><strong>social<\/strong><strong> e <\/strong><strong>psicol\u00f3gico<\/strong><strong>, esta defini\u00e7\u00e3o \u00e9 ao mesmo tempo demasiadamente estreita e demasiadamente ampla. Se nos mantivermos em sua formula\u00e7\u00e3o, nem mesmo o sadismo entraria no conceito de agressividade, assim como n\u00e3o entrariam todos os atos de viol\u00eancia, dirigidos a seres humanos, que n\u00e3o possuem como consequ\u00eancia seu aniquilamento f\u00edsico. Ao mesmo tempo, o sacrif\u00edcio humano judicial seria, pelo contr\u00e1rio, inclu\u00eddo, no conceito de agressividade \u2013 e, assim dever\u00edamos ent\u00e3o definir como agressores tanto Abra\u00e3o que vai sacrificar seu filho a Deus, quanto o juiz que emite uma senten\u00e7a de morte \u2013 ainda quando se trata do presidente do Tribunal de N\u00fcremberg (&#8230;)\u201d. <\/strong>(Heller, 1978:28-29).<\/p>\n\n\n\n<p>Isso nos remete \u00e0 quest\u00e3o de que as situa\u00e7\u00f5es de ataque hostil, com o significado mais amplo que fornecemos anteriormente ao discutirmos a etimologia do termo agredir, no caso humano necessitam ser analisadas em contexto, numa situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Ora, h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es de ataque hostil com objetivos compreens\u00edveis, como aquelas nos quais a v\u00edtima representa uma amea\u00e7a ao agressor ou quando se configura um desagravo etc. O sentido de cada ato necessitar\u00e1 ser encontrado na intersec\u00e7\u00e3o entre os valores socioculturais espec\u00edficos e o modo como o sujeito considerado os assimilou e a eles reage, o que implicar\u00e1 num conhecimento de sua hist\u00f3ria individual, situada no contexto pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p>Comenta Heller:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201c(&#8230;) A agressividade, enquanto conceito geral \u2013 \u00e9 indefin\u00edvel, uma vez que uma \u201cagressividade em geral\u201d n\u00e3o existe (&#8230;). <\/strong>(Heller, 1978:28).<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o de situar melhor a agressividade individual, isto \u00e9, de defini-la concretamente (j\u00e1 que se trata do objeto de nosso trabalho), pode ser um pouco mais esclarecida se apresentarmos de modo suscinto o que Jaspers considera m\u00e9todo compreensivo. Refere ele:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201c(&#8230;) o objeto da psicologia compreensiva est\u00e1, por assim dizer, a meio caminho de todos os fatos objetivos, fen\u00f4menos vivenciados, mecanismos extra conscientes implicados, por um lado, e a exist\u00eancia livre, por outro. Poder-se-ia negar o objeto da psicologia compreensiva e afirmar que, para a investiga\u00e7\u00e3o emp\u00edrica, s\u00f3 h\u00e1 aqueles fen\u00f4menos, conte\u00fados, fatos expressivos, mecanismos extra conscientes, ao passo que para a filosofia, havia a exist\u00eancia poss\u00edvel.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mas tenta-se trabalhar com esses campos separados: quase toda a vis\u00e3o e o pensamento psicol\u00f3gico desaparecer\u00e3o e tamb\u00e9m, inversamente, quase ser\u00e1 imposs\u00edvel falar nesses fatos e nessas bases existenciais com interfer\u00eancia, novamente da psicologia geneticamente compreensiva. O certo, no entanto, \u00e9 que a psicologia compreensiva sempre se encontra no limite desses dois reinos, ou seja, jamais se pode falar, \u201cpuramente\u201d, em psicologia compreensiva, visto que ela sempre relaciona com as referidas esferas, al\u00e9m da impossibilidade de falar nelas, quando delas se cuida, de maneira absolutamente \u00e0 parte (&#8230;) <\/strong>(Japers, 1979:373)<\/p>\n\n\n\n<p>E ainda:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201c(&#8230;) ao passo que, nas ci\u00eancias naturais s\u00f3 se podem encontrar conex\u00f5es causais, o conhecimento vem a satisfazer-se, em psicologia, ainda na apreens\u00e3o de conex\u00f5es inteiramente diversas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O ps\u00edquico \u201cresulta\u201d do ps\u00edquico de maneira que \u00e9 para n\u00f3s compreens\u00edvel. Quem \u00e9 atacado zanga-se e pratica atos defensivos: quem \u00e9 enganado torna-se desconfiado e essa produ\u00e7\u00e3o do evento ps\u00edquico por outro evento ps\u00edquico, <\/strong><strong>n\u00f3s compreendemos geneticamente<\/strong><strong>. Da\u00ed compreendermos as rea\u00e7\u00f5es vivenciais, o desenvolvimento das paix\u00f5es, a forma\u00e7\u00e3o do erro: da\u00ed compreendermos o conte\u00fado do sonho e do del\u00edrio, dos efeitos da sugest\u00e3o; da\u00ed compreendermos uma personalidade anormal em sua conex\u00e3o essencial pr\u00f3pria, e compreendermos o curso vital de uma exist\u00eancia; mais ainda, a maneira porque o doente se compreende a si mesmo e porque a forma, porque ele se compreende a si mesmo vem a tornar-se fator de desenvolvimento ps\u00edquico ulterior (&#8230;) <\/strong>(Jaspers, 1979:363).<\/p>\n\n\n\n<p>Deste modo, existem algumas situa\u00e7\u00f5es de ataques hostis sujeitos a objetivos compreens\u00edveis, como h\u00e1 pouco mencionamos e outros, nos quais estes objetivos nos fogem \u00e0 compreens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na amostra estudada, uma boa parte se inclui no \u00faltimo grupo e, quando podemos compreender as motiva\u00e7\u00f5es do comportamento, n\u00e3o o podemos com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 intensidade da rea\u00e7\u00e3o. Ainda outro aspecto foge \u00e0 compreens\u00e3o \u00e9 a rea\u00e7\u00e3o posterior de indiferen\u00e7a com rela\u00e7\u00e3o ao fato, mesmo tendo conservada a capacidade de evoc\u00e1-lo. A \u00fanica forma de compreender tais rea\u00e7\u00f5es seria situ\u00e1-las no \u00e2mbito das personalidades anormais. Este, no entanto, n\u00e3o \u00e9 nosso objetivo, j\u00e1 que n\u00e3o se trata de um estudo cl\u00ednico. Gostar\u00edamos, no entanto, de considerar um aspecto discutido por Coelho (1969) em sua obra \u201cEstrutura Social e Din\u00e2mica Psicol\u00f3gica\u201d, quando procura analisar os mecanismos de integra\u00e7\u00e3o da personalidade. Refere ele, quanto ao processo de interioriza\u00e7\u00e3o das normas sociais e consequente ajustamento do indiv\u00edduo \u00e0 sociedade:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201c(&#8230;) Alguns querem com isto <\/strong>[refere-se ao ajustamento]<strong> <\/strong>significar<strong> a transfer\u00eancia dos preceitos vigentes ao plano interno, onde passam, sem altera\u00e7\u00e3o, a regular a conduta. Ora, a socializa\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo longo e penoso, assinalado por conflitos ao longo de toda a sua trajet\u00f3ria. Talvez os psicanalistas tenham exagerado ao apresentar as resist\u00eancias que o indiv\u00edduo imp\u00f5e \u00e0s injun\u00e7\u00f5es do grupo, possivelmente em consequ\u00eancia da observa\u00e7\u00e3o exclusiva dos casos patol\u00f3gicos. Mas \u00e9 indubit\u00e1vel que o ser humano em forma\u00e7\u00e3o n\u00e3o d\u00f3cil e passivo, massa de metal fundente a que a sociedade imprime o seu molde (&#8230;) <\/strong>(Coelho, 1969:201) (Colchetes nossos).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, neste cap\u00edtulo de sua obra, conclui o grande antrop\u00f3logo brasileiro, relativamente \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es do comportamento individual:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201c(&#8230;) Nesta concep\u00e7\u00e3o, personalidade e sistema sociocultural n\u00e3o se constituem em compartimentos estanques. A personalidade \u00e9 um <\/strong><strong>continuum<\/strong><strong> que se estende dos processos mais diretamente ligados \u00e0s fun\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas \u00e0s condutas padronizadas da vida social. Mas \u00e9 poss\u00edvel distinguir-se nela aspectos mais pr\u00f3ximos ao polo individual ou ao polo coletivo (&#8230;)\u201d <\/strong>(Coelho, 1969:202).<\/p>\n\n\n\n<p>As descri\u00e7\u00f5es que fornecemos no cap\u00edtulo 4, dos crimes cometidos pelos sujeitos que comp\u00f5em a amostra, visa situar os seus comportamentos com rela\u00e7\u00e3o ao contexto sociocultural. Como n\u00e3o se tratam de sujeitos que ao cometer os crimes apresentassem perturba\u00e7\u00f5es a n\u00edvel da vig\u00edlia, que evocam os crimes com facilidade, parecendo n\u00e3o apresentar sentimentos de culpa, remorso ou horror, a compreens\u00e3o dos fatos apenas pode se dar considerando-se uma dimens\u00e3o an\u00f4mala (n\u00e3o necessariamente patol\u00f3gica, ainda que provavelmente sim) que codificamos como violenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Em geral, emo\u00e7\u00f5es como ira, c\u00f3lera, ressentimento, inveja podem entrar em jogo em sujeitos que cometem atos violentos e, assim tamb\u00e9m nos sujeitos da amostra. No entanto, n\u00e3o foi nosso objetivo proceder a um exame cl\u00ednico dos mesmos. O estudo cl\u00ednico dos atos individuais \u00e9 mais espec\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>Importa no comportamento identificar condi\u00e7\u00f5es antecedentes enquanto est\u00edmulos desencadeantes, refor\u00e7adores e extin\u00e7\u00e3o e o pr\u00f3prio comportamento enquanto significado e suas condi\u00e7\u00f5es consequentes, de acordo como Bolles (1978). \u00c9 necess\u00e1rio avaliar a hist\u00f3ria individual, as circunst\u00e2ncias de vida e os antecedentes familiares. Nossa ambi\u00e7\u00e3o \u00e9 mais modesta, embora saibamos que seja esta a perspectiva que nortearia um estudo cl\u00ednico.<\/p>\n\n\n\n<p>Interessa-nos, uma vez codificados como indiv\u00edduos violentos, compreender lhes os aspetos cognitivos atrav\u00e9s da Prova de Rorschach, e cuja sistematiza\u00e7\u00e3o expomos no cap\u00edtulo sobre metodologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, h\u00e1 que se considerar que, apesar do objetivo deste trabalho n\u00e3o ser aquele de analisar a agressividade em geral, existem teorias mais amplas e outras mais espec\u00edficas sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos que consider\u00e1-las igualmente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Sistematiza\u00e7\u00e3o das Teorias Psicol\u00f3gicas sobre a Agressividade<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Madsen (1980) nos fornece uma an\u00e1lise das teorias da motiva\u00e7\u00e3o em Psicologia.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir desse texto, apresentaremos a discuss\u00e3o das principais teorias ligadas \u00e0 agressividade.<\/p>\n\n\n\n<p>O autor considera que a psicologia cl\u00e1ssica valorizou principalmente a sensa\u00e7\u00e3o e a percep\u00e7\u00e3o (processos cognitivos), pouco se preocupando com a motiva\u00e7\u00e3o e o processo emocional. Foi a partir de Darwin que surgiram teorias utilizando o conceito de instinto, de modos diversos e que a preocupa\u00e7\u00e3o com a quest\u00e3o da motiva\u00e7\u00e3o come\u00e7a a se desenvolver. Paralelamente, \u00e0s teorias que se utilizam do conceito de instinto, surgem aquelas do aprendizado e as da personalidade. Assim, a psicologia motivacional tem seu in\u00edcio a partir de tr\u00eas ramos principais derivados de Darwin, cujos representantes s\u00e3o McDougall (teorias do \u201cinstinto\u201d), Thorndike (teorias do aprendizado) e Freud (teorias da personalidade). In\u00fameros estudos se seguem a estes pioneiros, desenvolvendo teorias espec\u00edficas e assimilando influ\u00eancias rec\u00edprocas, como no caso das teorias sobre a emo\u00e7\u00e3o, e no campo do cognitivismo, destacado por Coelho (1993 I).<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro ramo das \u201cteorias do instinto\u201d, iniciado com McDougall foi desenvolvido pelo pr\u00f3prio autor e deram origem \u00e0s atuais teorias da moderna Etologia, passando por Konrad Lorenz e Niko Tinbergen. A principal cr\u00edtica \u00e0s teorias do instinto consiste na considera\u00e7\u00e3o, por parte dos condutistas, principalmente, do car\u00e1ter pseudo-explicativo do conceito de instinto. Em suas cont\u00ednuas reformula\u00e7\u00e3o do conceito de instinto, McDougall aproximou-se dos modernos et\u00f3logos. Mencionamos anteriormente as concep\u00e7\u00f5es de Lorenz relativamente ao comportamento agressivo, hostil ou agon\u00edstico. A import\u00e2ncia, no entanto, de McDougall est\u00e1 no fato de ter destacado as ra\u00edzes biol\u00f3gicas no comportamento social a partir da concep\u00e7\u00e3o evolucionista, e, como destaca Mendes Filho (1984) num trabalho sobre os conceitos de instinto, no fato de <strong>\u201c(&#8230;) haver assinalado um componente importante dos sistemas ps\u00edquicos, que designou \u201ccona\u00e7\u00e3o\u201d, McDougall concebeu como instinto um conjunto complexo de processos envolvendo diversos n\u00edveis da atividade ps\u00edquica, da vertente ativa at\u00e9 a intelectual.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ao correlacionar <\/strong>[a classifica\u00e7\u00e3o das propens\u00f5es] <strong>com a atividade ps\u00ed1quica McDougall estabeleceu um aspecto fundamental, qual seja, o de um estudo estritamente psicol\u00f3gico dos instintos (&#8230;) <\/strong>(Mendes Filho, 1984: 62) (Colchetes nossos).<\/p>\n\n\n\n<p>O emprego do termo cona\u00e7\u00e3o por McDougall antecedeu e aproxima-se do de Silveira, que desenvolveu um sistema te\u00f3rico psicol\u00f3gico e neuropsiqui\u00e1trico em nosso meio. \u00c9 este sistema que adotamos no m\u00e9todo de Rorschach e na an\u00e1lise psicopatol\u00f3gica em nossa atividade cl\u00ednica. McDougall, entretanto, concebeu a cona\u00e7\u00e3o, ora como etapa da din\u00e2mica ps\u00edquica, ora como disposi\u00e7\u00e3o mental. Para Silveira, a cona\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos componentes funcionais da motiva\u00e7\u00e3o, que abrange, n\u00e3o obstante, uma rela\u00e7\u00e3o sist\u00eamica e din\u00e2mica entre os planos afetivo, conativo e cognitivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0s teorias do aprendizado, h\u00e1 que se considerar, al\u00e9m de Thorndike, a import\u00e2ncia de Pavlov. Thorndike foi o grande pioneiro da Psicologia Experimental do aprendizado, tendo proposto v\u00e1rias leis, entre as quais, segundo Madsen a famosa lei do efeito. Essa lei deu origem aos conceitos de satisfa\u00e7\u00e3o e mal-estar, refor\u00e7os positivos e negativos. Nesta mesma linha est\u00e3o autores como Woodworth, Tolman, Hebb, Spencer, Miller e Brown. Miller e Dollar desenvolveram uma importante teoria relativa \u00e0 agress\u00e3o, relacionada \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o (1976), que exporemos oportunamente. A partir da influ\u00eancia de Pavlov houve o desenvolvimento de toda uma escola sovi\u00e9tica, que culminou em autores como Vigotski, Leontiev, Luria, Sokolov, Vinogradova, e que tamb\u00e9m influenciou Hebb, que a unifica com aspectos da psicologia ocidental. H\u00e1 nestes autores uma preocupa\u00e7\u00e3o muito marcada com as rela\u00e7\u00f5es neurofisiol\u00f3gicas do comportamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A converg\u00eancia destes trabalhos e de descobertas ligadas \u00e0 neurofisiologia dar\u00e1 origem a uma corrente que valorizar\u00e1 estes aspectos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esta \u00e9 a outra vertente dos estudos biol\u00f3gicos relacionados \u00e0 agressividade. Sem recusar a natureza social do homem, estes autores concentram sua aten\u00e7\u00e3o nos \u00f3rg\u00e3os e nas fun\u00e7\u00f5es cerebrais relacionadas com o comportamento e com a vida ps\u00edquica. Os achados atuais deste campo s\u00e3o irrecus\u00e1veis no sentido de correlacionar o comportamento agressivo manifesto \u00e0 depend\u00eancia funcional de determinados setores cerebrais, ainda que os modelos te\u00f3ricos relativos \u00e0 vida ps\u00edquica e \u00e0 sua correla\u00e7\u00e3o com o c\u00e9rebro, sejam motivos de controv\u00e9rsia. Lembramos a constru\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica de Luria (1979) e com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 agressividade, Karli (1987).<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de Freud surgem as teorias da personalidade, que v\u00eam valorizar o desenvolvimento, e integram de modo mais amplo, as diferentes vari\u00e1veis consideradas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Madsen, enfatizando a teoria de Freud, omite a not\u00e1vel constru\u00e7\u00e3o de von Monakow (1928), apoiada em s\u00f3lidas investiga\u00e7\u00f5es neuropsiqui\u00e1trica e com fundamentos epistemol\u00f3gicos consistentes, desconhecida atualmente pela maioria dos autores, talvez pelo fato de que n\u00e3o propiciou um modelo terap\u00eautico espec\u00edfico, como a Psican\u00e1lise. Ambos os autores, von Monakow e Freud, partiram de fatos cl\u00ednicos, por\u00e9m suas ila\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas n\u00e3o s\u00e3o plenamente concordantes.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da psican\u00e1lise, surgiram outros te\u00f3ricos da personalidade, alguns dos quais tiveram uma contribui\u00e7\u00e3o not\u00e1vel ao estudo da agressividade humana, como \u00e9 o caso de Adler, como refere Wolman (1968) e Reich (1982) (1989).<\/p>\n\n\n\n<p>Madsen ainda discorre sobre as teorias de Kurt Lewin e aquelas derivadas da Psicologia Social (Ach) nas teorias da motiva\u00e7\u00e3o. Cita a import\u00e2ncia de Murray, de Hull e McClelland.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outras tend\u00eancias importantes na teoria da personalidade \u00e9 aquela de Allport e Maslow, que segundo Madsen comp\u00f5em a orienta\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica humanista. Uma nova escola no estudo da personalidade \u00e9 a de Catell e a de Eysenck, te\u00f3ricos que fazem uso de m\u00e9todos de an\u00e1lise fatorial \u00e0 Psicologia Cl\u00ednica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Madsen comenta que em Psicologia, a quest\u00e3o da motiva\u00e7\u00e3o, tomada inicialmente por McDougall com o termo conduta intencional, foi revista por Bindra que preferiu o termo conduta dirigida a um objetivo como sin\u00f4nimo de conduta motivada. Considerando que em psicologia as explica\u00e7\u00f5es baseiam-se em termos emp\u00edricos e termos hipot\u00e9ticos, observa que para se estudar uma conduta motivada pode-se partir da rela\u00e7\u00e3o estabelecida entre est\u00edmulos e a resposta ou conduta (propriamente). Estes est\u00edmulos podem ser tanto provenientes do ambiente objetivo externo, quanto do ambiente objetivo interno. Buscando definir estes est\u00edmulos como vari\u00e1veis independentes (presumivelmente considerados como causas da conduta) refere o autor que se considerar est\u00edmulos do meio interno objetivo, estes devem ser observados e serem suscept\u00edveis de uma descri\u00e7\u00e3o em termos emp\u00edricos. O que o autor refere como vari\u00e1vel dependente \u00e9 a pr\u00f3pria conduta (como resposta observada em comportamento). Utiliza o s\u00edmbolo E para as vari\u00e1veis independentes e o s\u00edmbolo R para a dependentes. Refere ainda que muitos psic\u00f3logos preferiram supor a exist\u00eancia de certas vari\u00e1veis mediadoras ou intervenientes entre as vari\u00e1veis E e vari\u00e1veis R. Considerando-se que estas vari\u00e1veis n\u00e3o s\u00e3o diretamente observ\u00e1veis, mas hipot\u00e9ticas, denomina-as pelo s\u00edmbolo H. Assim, Tolman formulou um paradigma E \u2013 H \u2013 R, que Madsen utiliza-se para proceder a uma compara\u00e7\u00e3o entre as v\u00e1rias teorias motivacionais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 curioso observar o quanto o empirismo e o condutismo norte-americano influenciaram os psic\u00f3logos mencionados, mesmo um autor da envergadura de Madsen. Diremos adiante ao comentarmos o fato da excessiva considera\u00e7\u00e3o do n\u00famero de instintos por parte de William James que a quest\u00e3o se prende ao que se entende por \u2018explicar\u2019 em Psicologia. O condutismo, somente nos \u00faltimos anos iniciou timidamente sua autocr\u00edtica buscando alguns modelos para a \u201ccaixa negra\u201d. Sua ambi\u00e7\u00e3o de objetividade tal qual a observada nas ci\u00eancias ditas naturais, limita seu alcance. Conforme considera Coelho (1982) porque n\u00e3o satisfaz a exig\u00eancia de uma conceitualiza\u00e7\u00e3o adequada dos fatos que pretende estudar. O comportamento humano \u00e9 concreto, global e comporto e n\u00e3o considerar a subjetividade \u00e9 perder sua complexidade em discuss\u00f5es de aspectos superficiais ou investigando-se apar\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>De qualquer modo, o paradigma de Tolman, apresentado por Madsen para sistematizar a compara\u00e7\u00e3o entre as teorias motivacionais em Psicologia, \u00e9 bastante oportuno e o pr\u00f3prio autor admite que a maioria dos psic\u00f3logos prefere considerar as vari\u00e1veis intermedi\u00e1rias em suas teorias, modificando, assim, o paradigma E \u2013 R em E \u2013 H \u2013 R.<\/p>\n\n\n\n<p>Discutindo as categorias de motiva\u00e7\u00e3o, refere que o principal problema est\u00e1 no n\u00famero de vari\u00e1veis hipoteticamente que se deve formular para explicar a conduta. Este problema toca dois extremos muitas vari\u00e1veis podem levar ao risco da pseudo-explica\u00e7\u00e3o e poucas vari\u00e1veis pode tornar dif\u00edcil o estudo do fen\u00f4meno emp\u00edrico.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo Madsen, outra quest\u00e3o fundamental seria a defini\u00e7\u00e3o entre motivos prim\u00e1rios, ou seja, biog\u00eanicos, viscerog\u00eanicos, org\u00e2nicos, instintivos ou n\u00e3o aprendidos e motivos secund\u00e1rios (psicog\u00eanicos, aprendidos ou adquiridos). Refere que os motivos prim\u00e1rios s\u00e3o de n\u00famero reduzido e os crit\u00e9rios principais utilizados pelos te\u00f3ricos para defini-los s\u00e3o (a) fisiol\u00f3gico (baseado em crit\u00e9rios observ\u00e1reis e, portanto, segundo Madsen, o que permite maior concord\u00e2ncia), (b) o comparativo-psicol\u00f3gico, que busca classes universais de conduta ao menos para a esp\u00e9cie, critic\u00e1vel segundo o autor, pelo fato da maior parte da conduta humana ser aprendida e, portanto, vari\u00e1vel de indiv\u00edduo a indiv\u00edduo, (c) o crit\u00e9rio de sinal ou MDI (Mecanismo Desencadeador Inato de Tinbergen), segundo Madsen apresenta o mesmo inconveniente do crit\u00e9rio anterior sabemos muito pouco sinais inatos no homem, e (d) o psicopatol\u00f3gico aplicado, entre outros, por McDougall tamb\u00e9m chamado crit\u00e9rio de sobreviv\u00eancia pois relaciona-se a vari\u00e1veis motivacionais que o organismo tem que satisfazer para conservar a sa\u00fade e a vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando \u00e0s motiva\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias suas origens foram criadas a partir de experimentos pois n\u00e3o possu\u00edam hip\u00f3teses explicativas pr\u00e9vias. Os experimentos de Dollard e Miller (1941) consideram o temor (ansiedade) como fundamento da motiva\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria. Brown e Farber prop\u00f5em que o temor \u00e9 a base de todas as motiva\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias, mas sublinham a possibilidade da motiva\u00e7\u00e3o de \u201cincentivo\u201d. Assim, conclui Madsen que \u201ca motiva\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria parece estar baseada em \u2013 ou talvez seja id\u00eantica ao temor condicionado e \u00e0 motiva\u00e7\u00e3o incentivada\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o da motiva\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria ou secund\u00e1ria \u00e9 complexa e relaciona-se necessariamente \u00e0 liga\u00e7\u00e3o cogni\u00e7\u00e3o-afeto, ou seja, \u00e0 repercuss\u00e3o emocional das no\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa possibilidade de evita\u00e7\u00e3o ou de busca de diferentes motiva\u00e7\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o diretamente ligadas a aspectos prim\u00e1rios, mas \u201caprendidas\u201d refere-se \u00e0 capacidade de estabelecimento de nexos cognitivos a partir de imagens mentais ou sinais lingu\u00edsticos, no caso do homem, um dos campos mais recentes das investiga\u00e7\u00f5es em ci\u00eancia cognitivista.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o do inato e do adquirido apoiado na concep\u00e7\u00e3o de motiva\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria e secund\u00e1ria \u00e9 uma coloca\u00e7\u00e3o do problema a partir de um prisma inadequado. No homem, pelo menos e, em parte tamb\u00e9m nos mam\u00edferos superiores, h\u00e1 evid\u00eancias razo\u00e1veis de que os aspectos \u201cadquiridos\u201d complementam os \u201cinatos\u201d, n\u00e3o como aspectos que se somam, mas como ingredientes necess\u00e1rios para a pr\u00f3pria manifesta\u00e7\u00e3o do \u201cinato\u201d. S\u00e3o os reflexos condicionais que no home tornam-se ainda mais complexos com a linguagem (segundo sistema de sinais na concep\u00e7\u00e3o pavloviana).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o dos crit\u00e9rios de motivos prim\u00e1rios e secund\u00e1rios j\u00e1 fora criticada por Ribot, no s\u00e9culo XIX, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s emo\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201c(&#8230;) A emo\u00e7\u00e3o ainda que atendo-se \u00e0s formas primitivas nos introduz numa regi\u00e3o superior de vida afetiva, onde as manifesta\u00e7\u00f5es s\u00e3o bastante complexas. Mas essas formas primitivas- as emo\u00e7\u00f5es simples ou irredut\u00edveis \u2013 como determin\u00e1-las, j\u00e1 que \u00e9 esse nosso principal objeto?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Muitos descuidam desta determina\u00e7\u00e3o ou fazem-na ao azar, arbitrariamente: os antigos autores, parece que neste ponto seguiram um m\u00e9todo de abstra\u00e7\u00e3o e de generaliza\u00e7\u00e3o que n\u00e3o podia conduzi-los mais que a entidades. Esta \u00e9 uma doutrina acredita entre aqueles que reduzem em \u00faltimo termo todas as \u201cpaix\u00f5es\u201d ao amor e ao \u00f3dio: esta posi\u00e7\u00e3o \u00e9 muito frequente. Para chegar a tal conclus\u00e3o, parece que confrontaram as diversas paix\u00f5es, deduziram as semelhan\u00e7as, eliminaram as diferen\u00e7as e, de redu\u00e7\u00e3o em redu\u00e7\u00e3o, abstra\u00edram dessa multiplicidade os caracteres mais gerais (&#8230;); mas se n\u00e3o fornecem mais que abstra\u00e7\u00f5es e conceitos te\u00f3ricos, uma tal determina\u00e7\u00e3o \u00e9 ilus\u00f3ria e sem utilidade pr\u00e1tica (&#8230;) <\/strong>(Ribot, 1945:27-28).<\/p>\n\n\n\n<p>Madsen baseando-se na j\u00e1 mencionada rela\u00e7\u00e3o entre as vari\u00e1veis E-H-R, prop\u00f5e quatro modelos de hip\u00f3teses da motiva\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Hip\u00f3tese homeost\u00e1tica<\/li>\n\n\n\n<li>Hip\u00f3tese de incentivo<\/li>\n\n\n\n<li>Hip\u00f3tese cognitiva<\/li>\n\n\n\n<li>Hip\u00f3tese human\u00edstica<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>No modelo de hip\u00f3tese homeost\u00e1tica as necessidades homeost\u00e1ticas org\u00e2nicas conduziriam a impulsos a n\u00edvel do sistema nervoso central que se traduziriam em condutas organizadas levando \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da referida necessidade. Relaciona entre as teorias de hip\u00f3tese homeost\u00e1tica a teoria original de Hull, em parte a teoria de Freud.<\/p>\n\n\n\n<p>Considera que apesar de um pouco mais dif\u00edcil de ser classificada, tamb\u00e9m a teoria de Kurt Lewin estaria pr\u00f3xima a esta hip\u00f3tese. Cita ainda as teorias de Murray e de Freeman como dentro deste modelo. S\u00e3o modelos que trabalham principalmente com vari\u00e1veis dependentes (R).<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, Freud, por exemplo, trabalha e constr\u00f3i sua teoria a partir da verbaliza\u00e7\u00e3o e dos sintomas de seus pacientes e da an\u00e1lise sistem\u00e1tica dos significados por eles expressos. No entanto, constr\u00f3i um modelo hipot\u00e9tico da atividade ps\u00edquica e, ainda que n\u00e3o se preocupe com mensura\u00e7\u00f5es emp\u00edricas, considera os est\u00edmulos org\u00e2nicos como fonte b\u00e1sica das motiva\u00e7\u00f5es. Apenas n\u00e3o podemos consider\u00e1-las como vari\u00e1veis independentes (E) em fun\u00e7\u00e3o da exig\u00eancia empirista feita por Madsen, a partir do postulado de Tolman de que estes est\u00edmulos devam ser medidos objetivamente. Tamb\u00e9m Schachtel (1962) critica a caracter\u00edstica homeost\u00e1tica da psican\u00e1lise.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os modelos com hip\u00f3tese de incentivo foram desenvolvidos a partir das cr\u00edticas dos psic\u00f3logos mais humanistas e sociotr\u00f3picos como Allport e Maslow \u00e0 hip\u00f3tese homeost\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Refere o autor que existem experimentos que demonstram que os est\u00edmulos externos podem motivar os animais t\u00e3o intensamente quanto os est\u00edmulos internos. Deste modo, introduzem vari\u00e1veis independentes (E). Segundo Madsen, a hip\u00f3tese hed\u00f4nica de Young \u00e9 a teoria melhor respaldada experimentalmente pois n\u00e3o contraria, mas complementa a hip\u00f3tese homeost\u00e1tica. As hip\u00f3teses de Lorenz e Tinbergen de mecanismos desencadeadores inatos tamb\u00e9m complementam a hip\u00f3tese de incentivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, no caso dos MDI, h\u00e1 a considera\u00e7\u00e3o de que estes est\u00edmulos assumem um significado inato para a esp\u00e9cie, e aos quais os indiv\u00edduos reagem de acordo com as fun\u00e7\u00f5es de autoconserva\u00e7\u00e3o e de sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie. O crit\u00e9rio evolucionista e de adapta\u00e7\u00e3o ao meio est\u00e1 presente nestas considera\u00e7\u00f5es. A compreens\u00e3o destes significados n\u00e3o se restringe ao caso de indiv\u00edduos isolados, que n\u00e3o podem ser objeto de estudo da psicologia sen\u00e3o no \u00e2mbito concreto, dada sua singularidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A hip\u00f3tese cognitiva surge com a no\u00e7\u00e3o de \u201cexpectativa\u201d e tem seu in\u00edcio com a Gestalt, com a no\u00e7\u00e3o de \u201ctend\u00eancia \u00e0 conclus\u00e3o\u201d. As teorias de Festinger da \u201cdisson\u00e2ncia cognitiva\u201d e de Heider da teoria do equil\u00edbrio podem ser relacionadas a este modelo. S\u00e3o importantes modelos relacionados \u00e0 Psicologia Social e buscam explicar as motiva\u00e7\u00f5es de conduta social.<\/p>\n\n\n\n<p>As modernas teorias neuropsicol\u00f3gicas desenvolvidas por Goldstein (1961), Pribhram (1980), Luria (1979) (1974), alguns te\u00f3ricos neo-piagetianos como Tabary (1991) estariam mais pr\u00f3ximas a este modelo, integrando-o com os outros j\u00e1 mencionados anteriormente de modo mais ou menos amplo. De certo modo, o modelo por n\u00f3s utilizado na an\u00e1lise do m\u00e9todo de Rorschach estaria dentro desta tend\u00eancia, que n\u00e3o recusa a participa\u00e7\u00e3o dos aspectos homeost\u00e1ticos de incentivo, cognitivo e mesmo o human\u00edstico.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a hip\u00f3tese human\u00edstica da motiva\u00e7\u00e3o parte de uma revis\u00e3o dos conceitos filos\u00f3ficos que concebem o homem como um ser totalmente diverso dos outros animais. \u00c9 representada por Maslow e Allport principalmente. Ainda segundo o autor, Maslow considera que Freud formulou sua hip\u00f3tese homeost\u00e1tica partindo da an\u00e1lise de indiv\u00edduos neur\u00f3ticos. Afirma, no entanto, que h\u00e1 de se considerar na motiva\u00e7\u00e3o uma esp\u00e9cie de \u201cmetamotiva\u00e7\u00e3o\u201d ou motiva\u00e7\u00e3o ao crescimento, que inclui as necessidades de autorrealiza\u00e7\u00e3o, de trabalho criativo, de a\u00e7\u00f5es altru\u00edstas. Segundo Madsen, estes modelos utilizam, portanto, as vari\u00e1veis intermedi\u00e1rias (H).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Madsen parte para analisar as hip\u00f3teses da motiva\u00e7\u00e3o, dos modelos mais biol\u00f3gicos (homeost\u00e1ticos) aos mais human\u00edsticos (mais influenciados pelas ci\u00eancias humanas). Ele pr\u00f3prio acredita que a solu\u00e7\u00e3o do problema das teorias da motiva\u00e7\u00e3o estar\u00e1 na integra\u00e7\u00e3o mais sistem\u00e1tica destas diversas hip\u00f3teses. \u00c9 por esta raz\u00e3o e por fornecer uma sistematiza\u00e7\u00e3o suficientemente ampla e concisa das teorias da motiva\u00e7\u00e3o que o escolhemos para nortear nossas discuss\u00f5es a respeito das motiva\u00e7\u00f5es do comportamento agressivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas para finalizar este t\u00f3pico relativo \u00e0s concep\u00e7\u00f5es de Madsen a respeito das teorias da motiva\u00e7\u00e3o, apresentaremos um modelo que prop\u00f5e para a \u201ccaixa negra\u201d baseado nos axiomas de Cofer e Appley:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><\/td><td><\/td><td>D1<\/td><td colspan=\"2\"><\/td><td><\/td><td colspan=\"2\"><\/td><td colspan=\"2\"><\/td><td colspan=\"2\">D2<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td colspan=\"5\"><br><\/td><td colspan=\"2\"><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><\/td><td colspan=\"2\"><\/td><td colspan=\"5\">Processos&nbsp;Cognitivos<\/td><td colspan=\"3\"><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><br>Est\u00edmulos<\/td><td colspan=\"2\"><\/td><td colspan=\"5\"><\/td><td colspan=\"3\"><\/td><td><br>Rea\u00e7\u00f5es<\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><br><\/td><td colspan=\"2\"><\/td><td colspan=\"5\"><\/td><td colspan=\"3\"><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><\/td><td colspan=\"2\"><\/td><td colspan=\"5\">Processos&nbsp;Din\u00e2micos<\/td><td colspan=\"3\"><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td colspan=\"5\"><\/td><td colspan=\"2\"><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td colspan=\"5\"><\/td><td colspan=\"2\"><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><\/td><td><br>D3<\/td><td colspan=\"4\"><\/td><td colspan=\"3\"><\/td><td colspan=\"2\"><br>D4<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td colspan=\"14\"><br>Impulsos procedentes&nbsp;das v\u00edsceras<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"14\"><br><strong>\u201cO diagrama ilustra que a rea\u00e7\u00e3o (ou resposta) est\u00e1 determinada por processos cognitivos e din\u00e2micos de intera\u00e7\u00e3o. Ditos processos est\u00e3o determinados por est\u00edmulos externos e impulsos internos das v\u00edsceras; os processos tamb\u00e9m est\u00e3o influenciados pelas disposi\u00e7\u00f5es que causam diferen\u00e7as individuais.<\/strong><strong>D- Disposi\u00e7\u00f5es<\/strong><strong>D1 e D2 s\u00e3o disposi\u00e7\u00f5es intelectuais adquiridas e constitucionais (fatores de intelig\u00eancia etc.<\/strong><strong>D3 e D4 s\u00e3o disposi\u00e7\u00f5es din\u00e2micas constitucionais e adquiridas (fatores de personalidade)<\/strong><strong>Reproduzido de Madsen, K. B. \u201cTeor\u00edas de la motivaci\u00f3n\u201d <\/strong><strong>In<\/strong><strong> Wolman B. B. <\/strong><strong>Manual de Psicolog\u00eda General<\/strong><strong>. Barcelona, Mart\u00ednez Roca, 1980 4 vol. Vol. 4 p\u00e1g 73.<\/strong><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Passaremos a seguir, baseado na sistematiza\u00e7\u00e3o proposta por Madsen, a discutir como algumas das teorias (consideradas mais globais ou principais para o tema em quest\u00e3o) consideram o problema do comportamento agressivo.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>A Motiva\u00e7\u00e3o Agressiva Segundo Diferentes Teorias<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>A agressividade de acordo com os estudos do comportamento instintivo (Etologia)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Neste t\u00f3pico discutiremos fundamentalmente as hip\u00f3teses etol\u00f3gicas da agressividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Lorenz (1973) considera o comportamento hostil muito mais ligado \u00e0 competitividade entre indiv\u00edduos aparentados do que aquela entre indiv\u00edduos de esp\u00e9cies diferentes. Tinbergen (1979) se inclina para considerar agress\u00e3o como agress\u00e3o intraespec\u00edfica, que \u00e9 a defini\u00e7\u00e3o preferida tamb\u00e9m por Scott.<\/p>\n\n\n\n<p>Os et\u00f3logos se preocupam com o problema do inato e do adquirido e Mendes Filho (1984) observa que concentram seus estudos no ato instintivo enquanto esquema inato de conduta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme refere Leyhausen (1979):<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201c(&#8230;) Um instinto consiste numa pauta de movimento (ou numa sequ\u00eancia deles) que \u00e0 semelhan\u00e7a de uma melodia, \u00e9 transpon\u00edvel em todas as dire\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, mas permanece sempre reconhec\u00edvel como tal sequ\u00eancia motora, o movimento instintivo \u00e9, como a melodia, uma <\/strong><strong>Gestalt<\/strong><strong> ou configura\u00e7\u00e3o temporal aut\u00eantica. A disposi\u00e7\u00e3o a execut\u00e1-la depende em primeira linha de est\u00edmulos, situa\u00e7\u00f5es ou objetos exteriores, mas obedece a um sistema end\u00f3geno, amplamente independente dos est\u00edmulos externos. Igualmente estas <\/strong><strong>disposi\u00e7\u00f5es n\u00e3o<\/strong><strong> se reduz por alcan\u00e7ar uma meta ou objeto exterior, mas pela ecforia ou desenvolvimento desta pauta motora que lhe est\u00e1 subordinada, ainda ali onde \u201cest\u00edmulos consumat\u00f3rios\u201d possam desconectar e suspender a pauta motora (&#8230;) (pag. 273-274).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m desta considera\u00e7\u00e3o relativa \u00e0 fixidez da pauta motora instintiva, considera a quest\u00e3o do inato.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201c(&#8230;) os instintos s\u00e3o inatos, quer dizer, a esp\u00e9cie os adquiriu ao longo de sua evolu\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s do interjogo permanente de muta\u00e7\u00e3o e sele\u00e7\u00e3o, se desenvolvem no indiv\u00edduo de acordo com um programa fixado em seu c\u00f3digo gen\u00e9tico, que na hist\u00f3ria individual ou n\u00e3o pode se modificar absolutamente ou o faz somente adaptativamente dentro de limites bastante estreitos. O n\u00famero e a esp\u00e9cie dos instintos est\u00e3o pr\u00e9-determinados no animal, do mesmo modo como est\u00e3o o n\u00famero e o tipo de ossos do cr\u00e2neo (&#8230;)<\/strong> (p\u00e1g. 276-277).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Lorenz sup\u00f5e, para explicar a altern\u00e2ncia instinto-adestramento nos animais, que nas cadeias dos atos instintivos haja lacunas que seriam, ent\u00e3o, completadas pela \u201cfaculdade superior\u201d da intelig\u00eancia. Tender\u00e1 a generalizar esta explica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ao homem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, buscar\u00e3o os et\u00f3logos isolar na s\u00e9rie complexa do comportamento o ato instintivo puro. Considere tamb\u00e9m Lorenz, na organiza\u00e7\u00e3o do ato instintivo, mecanismos na recep\u00e7\u00e3o dos est\u00edmulos que podem ser desencadeadores dos atos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Deste modo, na no\u00e7\u00e3o de instinto para a Etologia, h\u00e1 a considera\u00e7\u00e3o de toda uma cadeia de fen\u00f4menos que ligaria desde os processos de recep\u00e7\u00e3o, at\u00e9 a resposta espec\u00edfica relativa ao n\u00edvel funcional considerado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cabe aqui questionar a validade de se considerar os atos instintivos puros pois parece-nos haver uma superestima do aspecto end\u00f3geno, principalmente quando aplicamos este conceito ao caso humano. No ser humano, mesmo fun\u00e7\u00f5es mais arraigadas no plano gen\u00e9tico como \u00e9 o caso, por exemplo, do reflexo de suc\u00e7\u00e3o ou do choro (que s\u00e3o mais propriamente automatismos) se desenvolvem tendo em vista a rela\u00e7\u00e3o com o ambiente, ainda que inicialmente apenas como desencadeante. A rela\u00e7\u00e3o posterior dos automatismos entre si e o ambiente no processo do desenvolvimento, levar\u00e1 \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de complexas estruturas cognitivas, sem propriamente ocorrer descontinuidades ou lacunas, como bem o comprovou, por exemplo, Piaget.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Este conceito que considera lacunas instintivas nas quais a intelig\u00eancia se interp\u00f5e, no caso humano, \u00e9 um equ\u00edvoco metodol\u00f3gico. Mesmo no animal h\u00e1 certa recep\u00e7\u00e3o e elabora\u00e7\u00e3o dos est\u00edmulos e poder\u00edamos, assim, falar de uma cogni\u00e7\u00e3o animal. Tamb\u00e9m no caso humano, n\u00e3o h\u00e1 lacunas, mas a diferen\u00e7a reside no desenvolvimento complexo da cogni\u00e7\u00e3o humana. No animal a recep\u00e7\u00e3o e elabora\u00e7\u00e3o dos est\u00edmulos \u00e9 mais r\u00edgida e com menores alternativas de respostas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Heller (1978) refere que Lorenz classifica a vida instintiva em quatro instintos b\u00e1sicos: fome, sexualidade, agress\u00e3o e medo. Cremos que a cr\u00edtica de Heller com rela\u00e7\u00e3o a esta concep\u00e7\u00e3o \u00e9 procedente pois se denominamos como instintos, estas no\u00e7\u00f5es perdem seu valor pois trata-se de emo\u00e7\u00f5es e motiva\u00e7\u00f5es complexas que no homem se desenvolvem na rela\u00e7\u00e3o com o ambiente cultural. Scott (1980) ao fazer uma revis\u00e3o dos fatores ligados \u00e0 agress\u00e3o e \u00e0 hostilidade comenta que o comportamento hostil seria um conjunto de condutas e atividades que compreendem a luta social e o sistema geral de condutas agon\u00edsticas analisando que esta pode ser englobada em quatro ou cinco categorias gerais. Exemplifica o fato com os comportamentos de ataque e fuga, as posi\u00e7\u00f5es de defesa, dos rituais de ataque abortado, que ocorrem em camundongos. Referindo que a luta social \u00e9 relativamente nova na hist\u00f3ria evolutiva, considera que os comportamentos de fuga e paralisa\u00e7\u00f5es defensivas seriam seus fatores precursores mais diretos. Como Lorenz, refere que as hip\u00f3teses de que a luta social tivesse evolu\u00eddo do comportamento predat\u00f3rio \u00e9 insustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que seja ineg\u00e1vel a diferen\u00e7a da agressividade entre indiv\u00edduos da mesma esp\u00e9cie e aquela ligada ao comportamento predat\u00f3rio, verificamos que h\u00e1 no autor uma preocupa\u00e7\u00e3o com o que seria a origem do comportamento agressivo, quest\u00e3o talvez nunca resolvida.<\/p>\n\n\n\n<p>Fazendo uma s\u00edntese da compara\u00e7\u00e3o destas condutas na filog\u00eanese, Scott refere os fatores adaptativos a ela relacionados, facilita\u00e7\u00e3o da reprodu\u00e7\u00e3o e regula\u00e7\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o, no caso dos peixes, manuten\u00e7\u00e3o da separa\u00e7\u00e3o dos membros da mesma esp\u00e9cie, permitindo assim a disposi\u00e7\u00e3o de abastecimento de alimentos, nos r\u00e9pteis, defesa de territ\u00f3rios de alimenta\u00e7\u00e3o, na competi\u00e7\u00e3o por parceiros no acasalamento, no caso das aves. No caso dos mam\u00edferos, o autor relaciona as fun\u00e7\u00f5es de manter os animais em dispers\u00e3o, delimita\u00e7\u00e3o territorial, ordem de domin\u00e2ncia, luta e exibi\u00e7\u00e3o \u00e0 f\u00eamea, e outros apenas para relacion\u00e1-los. Em todos estes comportamentos a luta \u00e9 bastante ritualizada.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos primatas superiores ocorre uma hierarquia social (mais propriamente greg\u00e1ria) de domina\u00e7\u00e3o e submiss\u00e3o e as lutas s\u00e3o ainda mais ritualizadas. Afirma Scott que quanto mais pr\u00f3ximo o grau de contato e coes\u00e3o social, maior \u00e9 o grau de ritualiza\u00e7\u00e3o da conduta agon\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p>Sinteticamente, talvez pud\u00e9ssemos afirmar que a agressividade intraespec\u00edfica ocorre tendo em vista a nutri\u00e7\u00e3o (competi\u00e7\u00e3o pelo alimento), a competi\u00e7\u00e3o na escolha do parceiro sexual (escolha da f\u00eamea, disputa dos machos), na defesa territorial (uma extens\u00e3o do conceito de ninho) e de cuidado com a prole, e como comportamento ligado \u00e0 hierarquia e de controle da vida greg\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Recordamos aqui Tinbergen (1979) que considera a agressividade ou combatividade como fazendo parte da pauta de certos instintos, como sub-instinto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tinbergen (1979) considera na sequ\u00eancia da atividade instintiva o comportamento apetitivo e o consumat\u00f3rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Leyhausen (1979) que procurou aplicar ao estudo do comportamento humano os princ\u00edpios da etologia, de modo mais sistem\u00e1tico, antes de apresentar sua hip\u00f3tese do antagonismo ang\u00fastia-agress\u00e3o, que considera o fundamento de toda ordem hier\u00e1rquica social, ainda que n\u00e3o o \u00fanico, procura discutir a rela\u00e7\u00e3o entre mecanismos desencadeadores inatos e comportamento instintivo, desenvolvendo hip\u00f3teses de Tinbergen, o principal sistematizador da etologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao discutir a agress\u00e3o relacionando com outro sistema instintivo, procura analisar o que denomina antagonismo ang\u00fastia-agress\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando a ang\u00fastia como um n\u00edvel instintivo, relacionado a situa\u00e7\u00f5es que foram selecionadas na evolu\u00e7\u00e3o como eficientes para a preserva\u00e7\u00e3o individual frente a riscos \u00e0 vida, relaciona a agress\u00e3o como desencadeada quando haja impossibilidade de que cumpra o comportamento consumat\u00f3rio ligado \u00e0 ang\u00fastia. Isto \u00e9, na impossibilidade de que um animal, se encontrando numa situa\u00e7\u00e3o que configura risco, possa fugir.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O impedimento de cumprir a pauta instintiva seria o principal elemento no desencadeamento da agress\u00e3o. Isto evoca a no\u00e7\u00e3o de Silveira desenvolvida a partir de Comte, de que a destrutividade, como disposi\u00e7\u00e3o, \u00e9 desencadeada diante de obst\u00e1culos \u00e0 consecu\u00e7\u00e3o de outros planos funcionais da personalidade, em sua rela\u00e7\u00e3o com o meio. Isto \u00e9, a destrutividade n\u00e3o seria intr\u00ednseca, mas serviria a outros n\u00edveis funcionais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sua \u00fanica finalidade em si seria a canaliza\u00e7\u00e3o da iniciativa, por\u00e9m, como sempre haver\u00e1 um determinado grau de frustra\u00e7\u00e3o na satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades, sempre haver\u00e1 um certo grau de agressividade (Coelho, 1980)<\/p>\n\n\n\n<p>Discutiremos isto adiante, por\u00e9m, cremos ser importante tamb\u00e9m lembrar as concep\u00e7\u00f5es de Dollard e Miller (1976) relacionando a agress\u00e3o \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o. H\u00e1 pontos em comum entre as diversas teorias ainda que como valorizam aspectos diferentes do problema ou formulem hip\u00f3teses explicativas baseadas em princ\u00edpios diversos, seja dif\u00edcil estabelecer uma correla\u00e7\u00e3o mais estreita entre elas.<\/p>\n\n\n\n<p>A principal quest\u00e3o que preocupa os et\u00f3logos com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 agress\u00e3o \u00e9 saber por que o homem possui uma disposi\u00e7\u00e3o t\u00e3o acentuada para a mesma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Lorenz (1973) sugere que contrariamente do que ocorre em outros animais, o fato do desenvolvimento cultural atrav\u00e9s da linguagem, ter propiciado um r\u00e1pido desenvolvimento tecnol\u00f3gico ao homem, isto ocasionou uma defasagem entre o potencial agressivo (das armas, por exemplo) e os mecanismos inibit\u00f3rios da agress\u00e3o, que se desenvolveu lenta e insuficientemente. Em outras palavras, o processo de ritualiza\u00e7\u00e3o das lutas que ocorre em outras esp\u00e9cies e tamb\u00e9m no homem, n\u00e3o \u00e9 mais suficiente para inibir o comportamento agressivo pois com a tecnologia, ocorre um distanciamento f\u00edsico entre os contendores: \u00e9 mais f\u00e1cil puxar o gatilho de uma arma do que esmigalhar as v\u00edsceras de um oponente com as pr\u00f3prias m\u00e3os e vendo as rea\u00e7\u00f5es da v\u00edtima.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Megargee e Hokanson (1976) houve muitas cr\u00edticas a esta posi\u00e7\u00e3o de Lorenz desde o questionamento de que a agressividade intraespec\u00edfica no homem fosse realmente t\u00e3o singular at\u00e9 aqueles que criticam os et\u00f3logos por n\u00e3o considerarem as diferen\u00e7as individuais.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, a quest\u00e3o das guerras, da qual n\u00e3o nos ocuparemos aqui, tange a aspectos s\u00f3cio-hist\u00f3ricos humanos e se configura numa situa\u00e7\u00e3o especial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao fato dos et\u00f3logos n\u00e3o se preocuparem muito com diferen\u00e7as individuais, isto ocorre porque eles se prop\u00f5em a estudar o homem enquanto esp\u00e9cie. Do ponto de vista da Biologia, n\u00e3o preocupa\u00e7\u00e3o predominante com o plano individual, mas visa-se conhecer leis gerais ligadas \u00e0 esp\u00e9cie e ao organismo. Evidentemente pode-se aplicar estes conhecimentos ao individual, mas passamos a\u00ed ao campo da cl\u00ednica. Mesmo assim, alguns et\u00f3logos buscaram formular hip\u00f3teses, ainda que talvez n\u00e3o suficientemente esclarecedoras para a varia\u00e7\u00f5es individuais. \u00c9 o caso de Leyhausen quando comenta que no processo evolutivo, alguns instintos modificam-se, uns \u201catrofiando-se\u201d, outros \u201chipertrofiando-se\u201d e que nas situa\u00e7\u00f5es normais ocorreria um certo equil\u00edbrio entre os diversos n\u00edveis instintivos. Situa\u00e7\u00f5es nas quais evidencia-se um predom\u00ednio de um s\u00f3 impulso est\u00e3o mais pr\u00f3ximas da Patologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m Scott, cremos que pensando na agress\u00e3o do tipo individual, frisa que os casos de luta aberta entre seres humanos s\u00e3o raros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201c(&#8230;) s\u00e3o relativamente poucos os indiv\u00edduos que se tornam extremamente irrit\u00e1veis periodicamente ou que mostram manifesta\u00e7\u00f5es intempestivas de temperamento que n\u00e3o se associam a causas externas e para as quais o indiv\u00edduo n\u00e3o tem explica\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Na maior parte destes casos se pode inferir condi\u00e7\u00f5es patol\u00f3gicas do sistema nervosos resultantes de alguma les\u00e3o ou disfun\u00e7\u00e3o, tal como o indicam eletroencefalogramas anormais\u201d <\/strong>(Scott, 1980, p\u00e1g. 110-111).<\/p>\n\n\n\n<p>Pensamos que duas cr\u00edticas fundamentais possam ser feitas \u00e0 Etologia. Em primeiro lugar, a discuss\u00e3o situa-se na caracteriza\u00e7\u00e3o do que \u00e9 ambiente natural humano. Evidentemente que os etologistas consideram a natureza greg\u00e1ria do ser humano, por\u00e9m, n\u00e3o dentro de sua dimens\u00e3o pr\u00f3pria. O ser humano \u00e9 o \u00fanico a possuir Hist\u00f3ria, e, portanto, o Ethos humano \u00e9 hist\u00f3rico-cultural. A segunda cr\u00edtica decorre somente em parte da primeira. A divis\u00e3o metodol\u00f3gica procedida pelos te\u00f3ricos da etologia no estudo do comportamento, considera grupamentos de pautas de conduta que servem a determinadas necessidades da esp\u00e9cie, e, por isso, a considera\u00e7\u00e3o dos fatores ligados \u00e0 recep\u00e7\u00e3o dos est\u00edmulos (estudos do MDI), o comportamento apetitivo e o consumat\u00f3rio (ato instintivo propriamente dito), num conjunto, dir\u00edamos, um pouco r\u00edgido, pois ao aprendizado, sobram apenas lacunas a serem preenchidas. Se a divis\u00e3o metol\u00f3gica fosse de outra ordem, talvez se tornasse mais clara a compreens\u00e3o do aprendizado.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 lacunas, mas uma complementa\u00e7\u00e3o das necessidades, que s\u00f3 encontram formas de organiza\u00e7\u00e3o a partir dos est\u00edmulos ambientais. A maior ou menor variabilidade no comportamento apetitivo ou os meios utilizados pela esp\u00e9cie para atingir a satisfa\u00e7\u00e3o da instiga\u00e7\u00e3o depender\u00e1 da maior amplitude adaptativa da cogni\u00e7\u00e3o, ou mesmo sensibilidade social de cada esp\u00e9cie. No caso do homem, esta capacidade \u00e9 mais complexa pois com o advento da linguagem (ou segundo sistema de sinais na acep\u00e7\u00e3o pavloviana), o ser humano pode ter uma representa\u00e7\u00e3o da realidade n\u00e3o apenas imediata, mas hist\u00f3rico-cultural e pode transmiti-la aos outros seres humanos atrav\u00e9s da linguagem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A cultura e a linguagem evoluem, constituindo-se num patrim\u00f4nio cada vez mais amplo e complexo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os etologistas, no entanto, trazem uma dimens\u00e3o ineg\u00e1vel da natureza humana, suas ra\u00edzes biol\u00f3gicas e a necessidade de compreender qualquer comportamento levando em considera\u00e7\u00e3o sua rela\u00e7\u00e3o no processo de adapta\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie ao ambiente espec\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 agressividade individual, principalmente em casos t\u00e3o raros como aqueles que estudamos, cremos ser necess\u00e1rio recorrer a outros te\u00f3ricos, que se dedicaram \u00e0 an\u00e1lise dos desvios do comportamento, dada \u00e0 raridade destas ocorr\u00eancias, muito pouco adaptativas em termos de esp\u00e9cie. Antes disto, por\u00e9m, passaremos as considera\u00e7\u00f5es de alguns te\u00f3ricos do comportamentalismo norte-americano, derivados das \u201cteorias do aprendizado\u201d, segundo a classifica\u00e7\u00e3o de Madsen.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li>A agressividade segundo a Reflexologia e alguns te\u00f3ricos do comportamentalismo norte-americano<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Iniciaremos este t\u00f3pico apresentando alguns aspectos do modo como a Reflexologia e os te\u00f3ricos do comportamentalismo analisam a quest\u00e3o da agressividade. Por tratar-se de uma vasta literatura, decidimos concentrar nossa aten\u00e7\u00e3o na hip\u00f3tese do grupo de Yale, representado principalmente por Dollard e Miller, considerada por Megergee e Hakanson (1976) como a hip\u00f3tese comportamentalista sobre a agress\u00e3o que mais estimulou pesquisas.<\/p>\n\n\n\n<p>Pavlov considerava a agress\u00e3o como uma rea\u00e7\u00e3o incondicionada do organismo contra qualquer inj\u00faria e, nos animais, verificou que alguns c\u00e3es mostravam maior agressividade e hostilidade que outros (Pavlov, 1969). Como destaca Wolman (1968), para Pavlov, a agressividade dos animais podia aumentar mediante tr\u00eas formas de condicionamento, encerrando-os em isolamento, amarrando-os ou atrav\u00e9s de caracter\u00edsticas do experimentador (quanto mais r\u00edgido e autorit\u00e1rio, mais agressivos ficavam os c\u00e3es com outras pessoas).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pavlov distinguia rea\u00e7\u00f5es defensivas passivas de atos defensivos ativos. Em linhas gerais, a Reflexologia leva em considera\u00e7\u00e3o a disposi\u00e7\u00e3o inata agressiva. Desenvolvidos pela Psicologia Sovi\u00e9tica posterior, as ideias de Pavlov foram modificadas pois desde a influ\u00eancia do materialismo hist\u00f3rico e dial\u00e9tico, passou a entender a diferen\u00e7a fundamental entre o comportamento humano e animal como o desenvolvimento do trabalho e da linguagem (Wolman, 1968).<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 para o condutismo inicial, especialmente Watson, as emo\u00e7\u00f5es inatas eram ira, medo e amor, heredit\u00e1rias e, especialmente com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ira, encontrava os fundamentos emp\u00edricos desta afirma\u00e7\u00e3o no fato de que a crian\u00e7a, ao ser contida de modo vigoroso, apresenta movimentos compat\u00edveis com a ira. Entretanto, para Watson, as pautas de conduta, ainda que consistentes, n\u00e3o eram imut\u00e1veis. Poderiam ser condicionadas, extintas, refor\u00e7adas e, de qualquer forma, no estudo da personalidade, devem ser levados em conta os reflexos incondicionais, os condicionados e o ambiente f\u00edsico e social (Wolman, 1968).<\/p>\n\n\n\n<p>Os condutistas posteriores e neocondutistas procuraram aperfei\u00e7oar e desenvolver as proposi\u00e7\u00f5es de Watson. Especialmente Skinner, tentando evitar qualquer termo que fizesse refer\u00eancia a estados subjetivos ou conceitos mentalistas, v\u00ea na motiva\u00e7\u00e3o e nas emo\u00e7\u00f5es \u201c<strong>predisposi\u00e7\u00f5es a atuar de determinadas formas<\/strong>\u201d (Wolman, 1968, p\u00e1g. 162).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo sua teoria do refor\u00e7o, as respostas emocionais s\u00e3o refor\u00e7adas em fun\u00e7\u00e3o de suas consequ\u00eancias ou mecanismos retroativos. Por exemplo: dano infligido ao inimigo refor\u00e7aria a ira. Para Skinner, portanto, motivos e emo\u00e7\u00f5es se sobrep\u00f5em. Os refor\u00e7os podem ser positivos ou negativos. O castigo, por sua vez, pode ser a aplica\u00e7\u00e3o de um est\u00edmulo negativo ou a supress\u00e3o de um est\u00edmulo positivo. Para ele, os efeitos secund\u00e1rios indesej\u00e1veis do castigo s\u00e3o a redu\u00e7\u00e3o da efic\u00e1cia do organismo castigado e a gera\u00e7\u00e3o de ira e medo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Tolman, que segue neste aspecto McDougall, h\u00e1 apetites e avers\u00f5es humanas. Existem duas avers\u00f5es, segundo Tolman, o medo (evita\u00e7\u00e3o de danos) e a belicosidade (evita\u00e7\u00e3o de interfer\u00eancias).<\/p>\n\n\n\n<p>Tolman \u00e9 mais moderado na considera\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia entre heran\u00e7a e ambiente ou instinto e aprendizado (Wolman, 1968). Teve influ\u00eancia sobre autores como Dollard e Miller que passamos a discutir.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a hip\u00f3tese de Dollard e Miller, a agress\u00e3o seria sempre consequ\u00eancia da frustra\u00e7\u00e3o, ainda que n\u00e3o seja sempre evidente o comportamento agressivo ap\u00f3s a frustra\u00e7\u00e3o, em raz\u00e3o do controle das rea\u00e7\u00f5es agressivas diretas realizado pelas normas sociais interiorizadas. Entretanto, n\u00e3o haveria uma completa anula\u00e7\u00e3o da resposta agressiva, que permaneceria latente ou se desviaria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A articula\u00e7\u00e3o de conceitos feita nesta hip\u00f3tese \u00e9 bastante precisa. Partem os autores dos conceitos de instigador, resposta de objetivo, efeito refor\u00e7ador, frustra\u00e7\u00e3o, interfer\u00eancia, resposta substitua e a\u00e7\u00e3o agressiva que procuraremos expor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando-se na an\u00e1lise da teoria da motiva\u00e7\u00e3o o esquema de Tolman (E-H-R), apresentado por Madsen, verificamos que o conceito de instigador \u00e9 um desenvolvimento da vari\u00e1vel E. N\u00e3o se trata de um est\u00edmulo simples, mas de condi\u00e7\u00f5es antecedentes (observadas ou inferidas) que como referem Dollard e Miller (1939) levariam a uma resposta que reduziria o grau da for\u00e7a de instiga\u00e7\u00e3o. Seria a resposta de objetivo, que estaria correlacionada \u00e0 vari\u00e1vel R, do esquema de Tolman.<\/p>\n\n\n\n<p>O instigador permitiria predizer a resposta quando a condi\u00e7\u00e3o \u00e9 um est\u00edmulo, imagem verbalmente descrita, ideias, motivo ou estado de priva\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os instigadores podem ser v\u00e1rios e simult\u00e2neos, ocorrendo uma resultante relativa \u00e0 quantidade total de instiga\u00e7\u00e3o para a resposta, que os autores denominam for\u00e7a de instiga\u00e7\u00e3o. A resposta de objetivo reduziria esta for\u00e7a de instiga\u00e7\u00e3o. O efeito refor\u00e7ador deve-se a que estas respostas induzem o aprendizado dos atos que os precedem, na redu\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de instiga\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Evidentemente, como comportamentalistas, os autores n\u00e3o se preocupam com uma sistematiza\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de motiva\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que a \u00eanfase se d\u00e1 ao n\u00edvel do aprendizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que, no caso humano os tipos de motiva\u00e7\u00e3o sejam culturais, podemos entrever como o demonstrou a Etologia, modalidades prevalentes de necessidades da esp\u00e9cie, depreendias na rela\u00e7\u00e3o entre o ser vivo e o meio ambiente, tais como autoconserva\u00e7\u00e3o e nutri\u00e7\u00e3o, sexualidade, cuidado com a prole, rela\u00e7\u00f5es hier\u00e1rquicas de domina\u00e7\u00e3o e submiss\u00e3o. O homem n\u00e3o foge a essa dimens\u00e3o de motiva\u00e7\u00f5es, ainda que os significados de suas a\u00e7\u00f5es sejam muito diversificados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O efeito refor\u00e7ador dos atos estaria na depend\u00eancia da satisfa\u00e7\u00e3o destas necessidades. No caso humano, ocorre tamb\u00e9m significados subjetivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para explicar a motiva\u00e7\u00e3o agressiva, referem Dollard e Miller (1939) que poder\u00e3o ocorrer interfer\u00eancias na sequ\u00eancia de respostas de objetivo relativas a certos instigadores. Tal ocorr\u00eancia levar\u00e1 \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o, sendo esta por si, o instigador da resposta agressiva. Como conclus\u00e3o, portanto, para que haja a frustra\u00e7\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rios dois fatores: (a) a expectativa da possibilidade de realiza\u00e7\u00e3o de determinados atos, (b) o impedimento da realiza\u00e7\u00e3o destes atos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Este aspecto assemelha-se \u00e0 considera\u00e7\u00e3o, j\u00e1 mencionada, de Silveira, acerca da destrutividade, que como disposi\u00e7\u00e3o, \u00e9 desencadeada por obst\u00e1culos que se interp\u00f5em \u00e0 consecu\u00e7\u00e3o de objetivos ou prop\u00f3sitos relacionados com outros n\u00edveis de motiva\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os autores do grupo de Yale, no entanto, por sua orienta\u00e7\u00e3o emp\u00edrico-condutista, n\u00e3o se preocupam propriamente com a fun\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica subjacente a este comportamento, mas buscam apenas explicar a sua organiza\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A contribui\u00e7\u00e3o da Etologia faz-se necess\u00e1ria para a melhor compreens\u00e3o deste aspecto. Para definir-se as fun\u00e7\u00f5es do comportamento, n\u00e3o \u00e9 suficiente analisar a conduta individual, pois somente no estudo da rela\u00e7\u00e3o entre o organismo e o meio, em sentido filogen\u00e9tico, \u00e9 que se pode compreender o papel da agress\u00e3o no \u00e2mbito do comportamento. A esp\u00e9cie deve ser a refer\u00eancia, e n\u00e3o apenas o indiv\u00edduo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo de Yale, no entanto, estuda de modo sistem\u00e1tico e rico a quest\u00e3o dos fatores relacionados ao comportamento agressivo individual.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Funcionando a frustra\u00e7\u00e3o como instigador da agress\u00e3o, os autores analisam os fatores envolvidos na resposta agressiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Acrescentam que muitas vezes a realiza\u00e7\u00e3o do ato agressivo \u00e9 frustrada por duas situa\u00e7\u00f5es poss\u00edveis: (a) o objetivo \u00e9 inalcan\u00e7\u00e1vel, (b) h\u00e1 previs\u00e3o de castigo relacionado ao objetivo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nestas situa\u00e7\u00f5es poder\u00e3o ocorrer respostas substitutas. Isto, segundo os autores \u00e9 v\u00e1lido para qualquer instigador, e n\u00e3o apenas com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 agressividade. A resposta substituta, relacionada ao aprendizado, compartilha com a resposta de objetivo, a propriedade de reduzir a for\u00e7a de instiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Pode ser mais ou menos eficiente quanto a isto e, portanto, servir como agente refor\u00e7ador ou de encerramento.<\/p>\n\n\n\n<p>O seguinte esquema simplifica as conclus\u00f5es dos autores:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td colspan=\"2\">Instigador(qualquer necessidade ou motiva\u00e7\u00e3o que impele o organismo a uma a\u00e7\u00e3o)<\/td><td><\/td><td><br><br>frustra\u00e7\u00e3o<\/td><td><\/td><td>Resposta de Objetivo(conjunto sequencial de a\u00e7\u00f5es que levar\u00e1 \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da tens\u00e3o ou for\u00e7a de instiga\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><\/td><td><\/td><td><br><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><\/td><td><\/td><td>Instiga\u00e7\u00e3o agressiva<\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td colspan=\"2\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; efeito de castigo<\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><\/td><td><br>a\u00e7\u00e3o agressiva direta<\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td>Resposta Substituta(conjunto sequencial de a\u00e7\u00f5es que ser\u00e1 mais ou menos eficiente na redu\u00e7\u00e3o da tens\u00e3o ou for\u00e7a de instiga\u00e7\u00e3o inicial<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo referem os autores, a agress\u00e3o seria respostas prim\u00e1ria e caracter\u00edstica \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, segundo pensamos, esta proposi\u00e7\u00e3o \u00e9 um pressuposto equivocado, com base na distin\u00e7\u00e3o entre motivos prim\u00e1rios e secund\u00e1rios. Para Silveira, a destrutividade somente pode manifestar-se explicitamente quando h\u00e1 amadurecimento suficiente do controle muscular e do aparelho locomotor. Antes disso \u00e9 evidente que a frustra\u00e7\u00e3o somente manifesta-se pelo choro ou por rea\u00e7\u00f5es de recolhimento ap\u00e1tico, em circunst\u00e2ncias especiais, nas quais a crian\u00e7a n\u00e3o \u00e9 atendida em suas necessidades.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A destrutividade, dirigida para o meio exterior, pressup\u00f5e tamb\u00e9m o desenvolvimento do sistema perceptual, que permite a distin\u00e7\u00e3o dos objetos exteriores. Somente com isto, a crian\u00e7a poder\u00e1 reagir \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o com atos dirigidos, destrutivos ou propriamente agressivos. Portanto a destrutividade manifesta no comportamento expl\u00edcito, n\u00e3o ser\u00e1 prim\u00e1ria, estado na depend\u00eancia da qualidade da intensidade das frustra\u00e7\u00f5es, e que n\u00e3o se resume no fator objetivo de instiga\u00e7\u00e3o. \u00c9 claro que, al\u00e9m das manifesta\u00e7\u00f5es especificamente hostis, a destrutividade \u00e9 componente importante de toda a din\u00e2mica ps\u00edquica, pois como ressalta Coelho (1980), ao expor a teoria de Silveira, a iniciativa dos atos e do trabalho mental (pensamento ativo) \u00e9 tribut\u00e1ria dos impulsos destrutivos, n\u00e3o sendo estes \u00faltimos respons\u00e1veis exclusivamente pelo comportamento agressivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Este ponto de vista \u00e9 reconhecido tamb\u00e9m por Storr (1970) e por Schachtel (1962).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Dollard e Miller muitas formas de agress\u00e3o podem ser reconhecidas indiretamente. Os atos de viol\u00eancia f\u00edsica s\u00e3o mais evidentes, mas h\u00e1 fantasias de vingan\u00e7a, ataques calculados, cal\u00fanias e difama\u00e7\u00f5es, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposi\u00e7\u00e3o dos autores \u00e9 v\u00e1lida como artif\u00edcio operacional, por\u00e9m, refere-se a comportamentos expl\u00edcitos. Segundo pensamos, \u00e9 necess\u00e1rio ter em mente as situa\u00e7\u00f5es em que este impulso est\u00e1 integrado com os outros n\u00edveis de motiva\u00e7\u00e3o. Esta \u00e9 a mesma obje\u00e7\u00e3o de Veness (1963) e de De Monchaux (1963).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto aos fatores estudados, a for\u00e7a de instiga\u00e7\u00e3o depende do grau de interesse ou motiva\u00e7\u00e3o da inten\u00e7\u00e3o inicial, da interfer\u00eancia na resposta frustrada e da sequ\u00eancia de frustra\u00e7\u00f5es. Este \u00faltimo aspecto \u00e9 complexo, pois entende com a generaliza\u00e7\u00e3o a resposta emocional e sua persist\u00eancia. Na orienta\u00e7\u00e3o que seguimos, a persist\u00eancia est\u00e1 relacionada \u00e0 cona\u00e7\u00e3o, fator intr\u00ednseco de manuten\u00e7\u00e3o e seletividade de prop\u00f3sitos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m em n\u00edvel subjetivo todos estes fatores se relacionam com a repercuss\u00e3o afetivo-emocional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os autores consideram ainda a inibi\u00e7\u00e3o de atos agressivos como efeitos do castigo. Este princ\u00edpio deriva da lei do efeito de Thorndike. Sob a rubrica de castigo, incluem a agress\u00e3o a um objeto amado e a previs\u00e3o de fracasso.<\/p>\n\n\n\n<p>A evita\u00e7\u00e3o do ato agressivo, em fun\u00e7\u00e3o do apre\u00e7o ao objeto, traz a considera\u00e7\u00e3o do \u201coutro\u201d. Os pr\u00f3prios autores relacionam este aspecto com a modifica\u00e7\u00f5es na forma de agress\u00e3o que se torna indireta ou atenuada. S\u00e3o modalidades de integra\u00e7\u00e3o do impulso destrutivo e sua import\u00e2ncia diferencial decorre da variedade de din\u00e2micas de equil\u00edbrio entre as fun\u00e7\u00f5es afetivas da personalidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Denominam ainda os autores aos desvios da agress\u00e3o para outros objetos, quando socialmente aprovadas, de sublima\u00e7\u00f5es. Nestas situa\u00e7\u00f5es o impulso destrutivo \u00e9 canalizado e integrado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Procuramos fazer uma representa\u00e7\u00e3o esquem\u00e1tica dos diferentes processos envolvidos na hip\u00f3tese frustra\u00e7\u00e3o-agress\u00e3o, do grupo de Yale, que reproduzimos na pr\u00f3xima p\u00e1gina.<\/p>\n\n\n\n<p>Acreditamos que a introdu\u00e7\u00e3o de vari\u00e1veis hipot\u00e9ticas (intervenientes) (H) entre as independentes (E) e dependentes (R), segundo o paradigma de Tolman, como fazemos na orienta\u00e7\u00e3o que adotamos torna a compreens\u00e3o da hip\u00f3tese de Dollard e Miller mais ampla.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td rowspan=\"3\"><\/td><td colspan=\"2\" rowspan=\"3\"><\/td><td colspan=\"2\" rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td colspan=\"2\" rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td colspan=\"5\" rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\"><br>RESPOSTA SUBSTITUTA<\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td>R<\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td colspan=\"2\"><\/td><td colspan=\"2\"><\/td><td><\/td><td colspan=\"2\"><\/td><td><\/td><td><\/td><td colspan=\"5\">CONSEQU\u00caNCIA: REDU\u00c7\u00c3O, MESMOQUE TEMPOR\u00c1RIA DA MOTIVA\u00c7\u00c3O<\/td><td><\/td><td>(que tamb\u00e9m \u00e9 efetiva)<\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\" rowspan=\"3\"><\/td><td colspan=\"2\" rowspan=\"3\"><\/td><td colspan=\"3\" rowspan=\"3\">CONSEQU\u00caNCIA: REDU\u00c7\u00c3O DA MOTIVA\u00c7\u00c3O<\/td><td colspan=\"4\" rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\"><br>RESPOSTA DE OBJETIVO<\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td><\/td><td colspan=\"5\" rowspan=\"3\"><\/td><\/tr><tr><td>R<\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; (Sequ\u00eancia de a\u00e7\u00f5es que&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;levam a no\u00e7\u00e3o de satisfa\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;das necessidades)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\"><br>INSTIGADOR I<\/td><td rowspan=\"3\">MOTIVA\u00c7\u00c3O PARA A A\u00c7\u00c3O<\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\">PODE HAVER OU N\u00c3O RES\u00cdDUOS DE FRUSTRA\u00c7\u00c3O. QUANDO OCORRER, PODER\u00c3O SURGIR:<\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><\/tr><tr><td>E<\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; (necessidades que<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;motivam o organismo<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;a uma determinada&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;a\u00e7\u00e3o)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\">CONSEQU\u00caNCIA DA FRUSTRA\u00c7\u00c3O<\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\">FRUSTRA\u00c7\u00c3O: interposi\u00e7\u00e3o de obst\u00e1culos \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o dos atos<\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\">A\u00c7\u00d5ES AGRESSIVAS INDIRETAS<\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td><\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><\/tr><tr><td>R<\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\"><br>INSTIGADOR II<\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\"><br>MOTIVA\u00c7\u00c3O PARA A AGRESS\u00c3O<\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\"><br>A\u00c7\u00c3O AGRESSIVA DIRETA<\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td><\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><\/tr><tr><td>E<\/td><td>R<\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>&nbsp; (Agress\u00e3o)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td>PREDOM\u00cdNIO DASFOR\u00c7AS DE INSTIGA\u00c7\u00c3O<\/td><td><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\">FRUSTRA\u00c7\u00c3O: DEVIDO A FATORES DE INIBI\u00c7\u00c3O: EFEITOS DE CASTIGO (INCLUINDO MAUS TRATOS A OBJETO AMADO E PREVIS\u00c3O DE FRACASSO<\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td><\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\">CONFLITO ENTRE INSTIGA\u00c7\u00c3O E INIBI\u00c7\u00c3O<\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\">PREDOM\u00cdNIO DAS FOR\u00c7\u00c3S DE INIBI\u00c7\u00c3O<\/td><\/tr><tr><td><em>E<\/em><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><\/td><td>CONSEQU\u00c8NCIAPelo efeito \u201ccat\u00e1rtico, haver\u00e1 redu\u00e7\u00e3o (mesmo que moment\u00e2nea) da motiva\u00e7\u00e3o agressiva mas n\u00e3o da motiva\u00e7\u00e3o original<\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\"><br>A\u00c7\u00d5ES AGRESSIVAS INDIRETAS<\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td><\/td><td rowspan=\"3\"><\/td><td rowspan=\"3\">MAIOR FRUSTRA\u00c7\u00c3O DO INSTIGADOR II<\/td><\/tr><tr><td>R<\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;(por difus\u00e3o ou deslocamento)<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 alguns pontos controversos nesta hip\u00f3tese do grupo de Yale. Segundo Megargee e Hokanson (1976), a frustra\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser considerada a \u00fanica causa da instiga\u00e7\u00e3o agressiva. Talvez devesse se incluir o ataque como uma das vari\u00e1veis tamb\u00e9m relacionadas \u00e0 agress\u00e3o. Tratar-se-ia da quest\u00e3o do \u00edmpeto para o ataque como possuindo for\u00e7a pr\u00f3pria, o desejo de atacar.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 situa\u00e7\u00f5es, nas quais o significado de defesa ou afastamento de obst\u00e1culos \u00e9 muito subjetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra orienta\u00e7\u00e3o ligada ao comportamentalismo busca situar a quest\u00e3o da agressividade sob outro prisma. Trata-se das concep\u00e7\u00f5es de Bandura (1973), denominada Teoria da aprendizagem social.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Este autor pesquisou o aprendizado da agressividade instrumental, ou seja, a utiliza\u00e7\u00e3o que os indiv\u00edduos podem fazer do comportamento agressivo para conseguir algo que desejam ou com o objetivo de serem aprovados.&nbsp; Questiona tamb\u00e9m que o castigo possa sempre levar a inibi\u00e7\u00f5es das manifesta\u00e7\u00f5es agressivas e que o fen\u00f4meno da catarse, considerado pelo grupo de Yale como forma de diminui\u00e7\u00e3o da instiga\u00e7\u00e3o agressiva, possa efetivamente faz\u00ea-lo. Contrariamente, pensou ser poss\u00edvel que as cenas ou atos agressivos possam incrementar ainda mais a agressividade. Refere Bandura que os fatores ligados ao aprendizado da instiga\u00e7\u00e3o agressiva foram pouco estudados pelo grupo de Yale, que concentrou sua aten\u00e7\u00e3o mais nos fatores de inibi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Consideram os autores que apoiam este ponto de vista, que se uma crian\u00e7a \u00e9 estimulada por adultos significativos a comportar-se agressivamente, na verdade, ocorrer\u00e1 um refor\u00e7o diferencial para este comportamento e em situa\u00e7\u00f5es de frustra\u00e7\u00e3o, estas respostas de maior magnitude poderiam vir a ser utilizadas. As consequ\u00eancias destas considera\u00e7\u00f5es s\u00e3o m\u00faltiplas pois se relacionam com a possibilidade de generaliza\u00e7\u00e3o dos comportamentos agressivos a partir destas estimula\u00e7\u00f5es iniciais, caso n\u00e3o ocorra um adequado refor\u00e7amento diferencial. Suas conclus\u00f5es s\u00e3o ainda mais opostas \u00e0quelas da Etologia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para justificar seu ponto de vista Bandura e Walters citam exemplos de culturas nas quais o comportamento agressivo \u00e9 estimulado, como \u00e9 o caso do grupo Iatmul, de ca\u00e7adores de cabe\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa cultura, o ato de escalpelar os inimigos \u00e9 estimulado e refor\u00e7ado pelo prest\u00edgio do trof\u00e9u e pelas dan\u00e7as de celebra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que inquestion\u00e1vel o refor\u00e7o do comportamento agressivo no grupo citado, h\u00e1 que se considerar a quest\u00e3o dentro do prisma adequado de enfoque. O aspecto refor\u00e7ador do comportamento agressivo no caso citado, com caracter\u00edsticas espec\u00edficas e definidas, \u00e9 a autoafirma\u00e7\u00e3o e a forma como se organizam naquela cultura estes n\u00edveis da personalidade. De qualquer forma, \u00e9 preciso cuidado ao avaliar como comportamentos agressivos, sob a nossa \u00f3ptica, manifesta\u00e7\u00f5es de outras culturas, pois nelas o contexto e o significado poder\u00e3o ser diversos.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, \u00e9 verdade que a cultura ocidental n\u00e3o \u00e9 homog\u00eanea e as varia\u00e7\u00f5es nestes padr\u00f5es de refor\u00e7o podem ser variados de acordo com a organiza\u00e7\u00e3o de grupos e subgrupos culturais.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, esta quest\u00e3o toca problemas muito complexos ligados \u00e0 Psicologia Social, como por exemplo, a an\u00e1lise dos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa na estimula\u00e7\u00e3o do comportamento agressivo. Obras recente t\u00eam analisado a quest\u00e3o, como, por exemplo, o livro de Twitchell (1989). N\u00e3o \u00e9, no entanto, nosso objetivo analisar a quest\u00e3o da agressividade sob esta \u00f3ptica, neste trabalho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando-se que a destrutividade enquanto n\u00edvel funcional da personalidade serve para imprimir assertividade \u00e0 consecu\u00e7\u00e3o de inten\u00e7\u00f5es e para remover obst\u00e1culos que se interponham a estas, \u00e9 claro que o fen\u00f4meno do aprendizado assume relev\u00e2ncia, pois, no caso do home, meios e fins s\u00e3o necessariamente dependentes de condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, instrumentais ou de significado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>A agressividade sob o prisma da Psican\u00e1lise e de Teorias dela derivadas<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>A dificuldade em discutir conceitos psicanal\u00edticos liga-se a dois fatores principais: (a) o pr\u00f3prio Freud foi modificando seus conceitos e a doutrina te\u00f3rica, (b) houve e ainda h\u00e1 discord\u00e2ncias mesmo dentro do corpo estrito da Psican\u00e1lise, al\u00e9m das dissid\u00eancias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Freud desenvolveu sua teoria a partir da utiliza\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo cl\u00ednico, da interpreta\u00e7\u00e3o de biografias, de obras de arte e da Hist\u00f3ria. Inicialmente parte de estudos de casos para, em seguida, analisar fen\u00f4menos como os lapsos, os sonhos e outras manifesta\u00e7\u00f5es que serviram de fundamento para o conceito de inconsciente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sua teoria dos instintos, mais propriamente \u201cpuls\u00f5es\u201d (Trieb) \u00e9 bastante complexa e passou por v\u00e1rias reformula\u00e7\u00f5es nas distintas fases, a partir de suas pr\u00f3prias investiga\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas e conclus\u00f5es conceituais (Edgcumbe, 1981). No entanto, ele nunca deixou de considerar o conceito de instinto como uma fic\u00e7\u00e3o te\u00f3rica (Wolman, 1968).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua primeira fase, Freud postula a divis\u00e3o entre instintos de autopreserva\u00e7\u00e3o e instintos sexuais, ocupando-se principalmente dos \u00faltimos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua an\u00e1lise dos instintos considera sempre a fonte ou origem, a meta ou alvo e o objeto dos mesmos. Todo instinto possui uma for\u00e7a pr\u00f3pria (car\u00e1ter energ\u00e9tico).<\/p>\n\n\n\n<p>Considera, ainda, que a estimula\u00e7\u00e3o instintiva conduziria o organismo a um estado de desconforto e desiquil\u00edbrio que buscaria corrigir, restaurando o estado anterior de equil\u00edbrio. Trata-se do princ\u00edpio econ\u00f4mico ou homeost\u00e1tico, j\u00e1 discutido na introdu\u00e7\u00e3o deste trabalho. Em sua \u00faltima fase, levar\u00e1 ao extremo este princ\u00edpio, concebendo o instinto de morte como tendo a fun\u00e7\u00e3o de fazer retornar o ser vivo ao estado inanimado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na segunda fase, a partir dos estudos cl\u00ednicos constata que o objeto do instinto sexual pode ser o pr\u00f3prio Ego ou ser externo a ele. Na primeira inf\u00e2ncia, entretanto, \u00e9 o pr\u00f3prio organismo. Denomina esta fase de narcisismo prim\u00e1rio e, ent\u00e3o, reformula sua teoria dos instintos, reunindo o instinto sexual ao de autopreserva\u00e7\u00e3o, denominando-os <strong><em>Eros<\/em><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na terceira fase, distingue tamb\u00e9m no Ego. Al\u00e9m da libido, um componente n\u00e3o libidinal que denomina \u201cinteresse\u201d, ligado \u00e0 necessidade de dom\u00ednio sobre o mundo externo. A agress\u00e3o estaria, ent\u00e3o, ligada a estas puls\u00f5es n\u00e3o libidinais do Ego.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00faltima fase, faz a distin\u00e7\u00e3o entre <strong><em>Eros<\/em><\/strong><strong> <\/strong>(Libido e autopreserva\u00e7\u00e3o) e <strong><em>Thanatos<\/em><\/strong> (agress\u00e3o e instinto de morte).<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, a considera\u00e7\u00e3o da puls\u00e3o agressiva depende da fase considerada, j\u00e1 que n\u00e3o s\u00e3o propriamente contradit\u00f3rias as fases, mas acrescentam aspectos inferidos da observa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica anal\u00edtica. Somente a \u00faltima fase, justamente a mais controvertida permaneceu como dado irrecus\u00e1vel para a orienta\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica, ainda que em sua aplica\u00e7\u00e3o, no m\u00e9todo, sirva operacionalmente para a compreens\u00e3o das manifesta\u00e7\u00f5es autodestrutivas e de fragmenta\u00e7\u00e3o da vida ps\u00edquica, j\u00e1 que \u00e9 uma postula\u00e7\u00e3o n\u00e3o refut\u00e1vel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em casos analisados, Freud tendeu a atribuir a fragmenta\u00e7\u00e3o observada na vida ps\u00edquica dos psic\u00f3ticos \u00e0 a\u00e7\u00e3o interna do instinto de morte. A\u00e7\u00e3o esta silenciosa, mas que se traduziria pela fragmenta\u00e7\u00e3o e cis\u00f5es das representa\u00e7\u00f5es mentais.<\/p>\n\n\n\n<p>Refere Freud sobre o instinto destrutivo: <strong>\u201c(&#8230;) enquanto esse instinto opera internamente, como instinto de morte, permanece silencioso; s\u00f3 nos chama a aten\u00e7\u00e3o quando \u00e9 desviado para fora, como instinto de destrui\u00e7\u00e3o. Parece ser essencial \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo que esse desvio ocorra e o aparelho muscular serve a este intuito (&#8230;) <\/strong>(Freud, 1969, p\u00e1g. 175).<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na teoria de Freud, os conflitos afetivo-emocionais decorrem da organiza\u00e7\u00e3o das puls\u00f5es em fun\u00e7\u00e3o da influ\u00eancia das tr\u00eas polaridades que dominam a vida mental, ou seja, no plano biol\u00f3gico a oposi\u00e7\u00e3o entre atividade e passividade; no plano energ\u00e9tico, a polaridade econ\u00f4mica entre prazer e desprazer e; a n\u00edvel da rela\u00e7\u00e3o com o mundo, a oposi\u00e7\u00e3o da realidade aos desejos do Ego.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00faltima concep\u00e7\u00e3o, Freud v\u00ea como finalidade de <em>Eros<\/em> o estabelecimento de unidades sempre maiores, enquanto <em>Thanatos<\/em>, a desconex\u00e3o e a destrui\u00e7\u00e3o dos seres.<\/p>\n\n\n\n<p>Como referiu, portanto, a meta final de Thanatos seria reduzir os seres vivos ao estado inanimado.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma ideia fundamental de Freud \u00e9 de que quando a agressividade dirigida ao mundo exterior \u00e9 obstaculizada e n\u00e3o pode ser satisfeita, em certas circunst\u00e2ncias torna-se interior. Portanto, considerava casos extremos em que os impulsos destrutivos predominavam nas manifesta\u00e7\u00f5es instintivas: o sadismo e o masoquismo. Quando o indiv\u00edduo est\u00e1 dominado por <em>Thanatos<\/em> e as for\u00e7as destrutivas s\u00e3o dirigidas ao mundo exterior, converte-se num ser que odeia e destr\u00f3i. Ao contr\u00e1rio, ocorrem tentativas de suic\u00eddio.<\/p>\n\n\n\n<p>O aspecto mais rico da Psican\u00e1lise \u00e9 o estudo destas puls\u00f5es dinamicamente e do ponto de vista evolutivo, na constitui\u00e7\u00e3o da personalidade como um todo. Freud nunca dissociou constitui\u00e7\u00e3o (aspectos inatos) das constela\u00e7\u00f5es (situa\u00e7\u00f5es a que o sujeito \u00e9 exposto). Para ele, as for\u00e7as instintivas se organizam em sentido ontogen\u00e9tico e, portanto, as manifesta\u00e7\u00f5es destrutivas e agressivas inatas, t\u00eam diferentes destinos, de acordo com a idade do indiv\u00edduo e tamb\u00e9m com a organiza\u00e7\u00e3o ps\u00edquica que lhe \u00e9 peculiar.<\/p>\n\n\n\n<p>Conceitos fundamentais na teoria do desenvolvimento s\u00e3o aqueles de processo prim\u00e1rio e secund\u00e1rio e princ\u00edpio de prazer e de realidade. Os processos prim\u00e1rios e secund\u00e1rios s\u00e3o os dois modos de funcionamento do aparelho ps\u00edquico. O processo prim\u00e1rio caracteriza o sistema inconsciente e o secund\u00e1rio o sistema pr\u00e9-consciente e consciente. No caso do primeiro, a energia flui de uma representa\u00e7\u00e3o a outra, como nos mecanismos de deslocamento, condensa\u00e7\u00e3o, enquanto no caso do segundo, come\u00e7a haver maior controle no fluxo energ\u00e9tico e as representa\u00e7\u00f5es tornam-se mais est\u00e1veis. Estes processos s\u00e3o correlatos aos do princ\u00edpio do prazer e o da realidade (Laplanche e Pontalis, 1970).<\/p>\n\n\n\n<p>O princ\u00edpio do prazer est\u00e1 ligado \u00e0 concep\u00e7\u00e3o homeost\u00e1tica, qual seja, a tend\u00eancia do organismo a reduzir a excita\u00e7\u00e3o que causa desprazer enquanto o princ\u00edpio de realidade caracteriza o desenvolvimento da capacidade de adiar esta gratifica\u00e7\u00e3o, mediada pelo Ego que uma vez desenvolvido, propicia for\u00e7as de coes\u00e3o \u00e0 personalidade e adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m pode, ent\u00e3o, o organismo fazer uso dos processos secund\u00e1rios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Freud, na conduta humana, existe uma grande quantidade de agressividade e destrutividade e, praticamente todos os transtornos mentais escondem tend\u00eancias destrutivas profundas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Klein acirra a quest\u00e3o dos impulsos destrutivos (instinto de morte). Partindo da hip\u00f3tese original freudiana, considera que os impulsos agressivos est\u00e3o dirigidos, em princ\u00edpio contra si mesmo mas, muito cedo, a crian\u00e7a os projeta em seus pais. Somente com o relacionamento m\u00e3e\/filho \u00e9 que a crian\u00e7a superaria estes impulsos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente os impulsos ligados a Eros e Thanatos, causariam sensa\u00e7\u00f5es de prazer e desprazer que seriam projetados na m\u00e3e, surgindo ent\u00e3o, dois objetos (o bom e o mau objeto). Com o amadurecimento, a crian\u00e7a poder\u00e1 reunir os dois objetos na figura materna, passando \u00e0 posi\u00e7\u00e3o depressiva que, uma vez resolvida levar\u00e1 a crian\u00e7a a poder amar a m\u00e3e com seus aspectos concretos, bons e maus.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os impulsos cru\u00e9is psicop\u00e1ticos, dentro desta corrente, estariam ligados a estes impulsos primitivos. Entretanto, na escola de Klein, isto ocorreria pela forma\u00e7\u00e3o de um \u201csuperego\u201d primitivo formado pela introje\u00e7\u00e3o dos \u201cbons\u201d e \u201cmaus\u201d objetos, que seria particularmente cruel (Laplanche e Pontalis, 1970).<\/p>\n\n\n\n<p>Cabe ainda lembrar a importante contribui\u00e7\u00e3o de Winnicott que considerava a import\u00e2ncia das rela\u00e7\u00f5es da crian\u00e7a com a m\u00e3e no sentido de esta propiciar a integra\u00e7\u00e3o do self incipiente da crian\u00e7a, para permitir a integra\u00e7\u00e3o do bom e mau objeto, da concep\u00e7\u00e3o kleiniana (Kaplan e Sadock, 1991).<\/p>\n\n\n\n<p>Em nosso meio, Lima (1992) em trabalho sobre transtornos de personalidade, baseado na teoria kleiniana afirma:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cO <\/strong><strong>Superego<\/strong><strong> do delinquente, ao contr\u00e1rio do que se supunha, \u00e9 sever\u00edssimo, geralmente s\u00e1dico. Penoso \u00e9 conviver com ele. O delinquente alivia-se por mecanismo de defesa pelo qual se sente como se houvesse expelido o <\/strong><strong>Superego<\/strong><strong>, como se o tivesse lan\u00e7ado ao mundo circundante, e passa a sentir que este \u00e9 maldoso, destrutivo, sever\u00edssimo, s\u00e1dico(&#8230;) <\/strong>(p\u00e1g. 25).<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, especialmente criativa \u00e9 sua hip\u00f3tese relativa ao desenvolvimento da personalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Este autor procura integrar os conceitos psicanal\u00edticos kleinianos \u00e0queles dos tipos constitucionais de Sheldon, preocupando-se, assim, com um aspecto pouco valorizado por outros autores da Psican\u00e1lise, qual seja a for\u00e7a constitucional das puls\u00f5es e sua import\u00e2ncia no desenvolvimento. Integra, assim, este aspecto com a an\u00e1lise psicodin\u00e2mica (Lima, 1986).<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre as dissid\u00eancias da Psican\u00e1lise, a primeira de import\u00e2ncia \u00e9 representada por Adler (Wolman, 1968).<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 agressividade considerava este autor que desse a primeira inf\u00e2ncia podemos encontrar uma postura hostil na crian\u00e7a. Esta postura viria da dificuldade de encontrar satisfa\u00e7\u00e3o para o organismo, frustra\u00e7\u00e3o esta que se dissolve no choro, nas dissocia\u00e7\u00f5es com paroxismo emocional, ou nas crises de birra, entre outras manifesta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Adler, o impulso agressivo pode se manifestar de diversas maneiras, desde as formas mais diretas at\u00e9 aquelas mais socializadas, pois est\u00e1 a servi\u00e7o de um impulso mais fundamental: o de autoafirma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Interpreta de modo diverso o desenvolvimento da socializa\u00e7\u00e3o, com rela\u00e7\u00e3o a Freud. Para Freud, conforme expusemos, o desenvolvimento do princ\u00edpio de realidade decorreria de uma injun\u00e7\u00e3o, do confronto entre esta e os desejos do Ego.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Adler, a sociabilidade \u00e9 condi\u00e7\u00e3o filo e ontogen\u00e9tica humana, surgindo, portanto, como potencialidade inata. Assim, considera a agressividade expl\u00edcita e os impulsos antissociais como ind\u00edcios de dist\u00farbios mentais. H\u00e1 no homem duas vertentes de est\u00edmulos: a necessidade de autoafirma\u00e7\u00e3o que estimularia a agressividade e a tend\u00eancia \u00e0 sociabilidade, que canalizaria sua integra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra fonte de agressividade \u00e9 aquela suscitada pelo complexo de inferioridade.<\/p>\n\n\n\n<p>Seria, ent\u00e3o, compensat\u00f3ria, para superar o sentimento de minus-valia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Reich representa outra dissid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua teoria do orgasmo, rejeita o conceito de instinto de morte, afirmando que a tend\u00eancia destrutiva, quando <strong>\u201ccravada no car\u00e1ter, n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o a c\u00f3lera que o indiv\u00edduo sente por causa da sua frustra\u00e7\u00e3o na vida e da sua falta de satisfa\u00e7\u00e3o sexual\u201d<\/strong> (Reich, 1982, p\u00e1g.133).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Discutindo a quest\u00e3o da destrutividade, da agressividade e do sadismo, afirma que os seres vivos, em geral, desenvolvem um impulso agressivo quando querem destruir uma fonte de perigo. Segundo ele, n\u00e3o h\u00e1 uma motiva\u00e7\u00e3o original de prazer na destrui\u00e7\u00e3o, mas ela serve ao instinto de vida, ou seja, para <strong>evitar a ang\u00fastia e preservar o <\/strong><strong>Ego<\/strong><strong> em sua totalidade\u201d<\/strong> (p\u00e1g. 138). Referindo que a acep\u00e7\u00e3o original de agress\u00e3o \u00e9 \u201caproxima\u00e7\u00e3o\u201d considera que em toda manifesta\u00e7\u00e3o da vida h\u00e1 agressividade, desse o ato do prazer sexual at\u00e9 o ato do \u00f3dio destrutivo. A agress\u00e3o seria a express\u00e3o da vida da musculatura e do sistema de movimenta\u00e7\u00e3o. A agress\u00e3o n\u00e3o \u00e9 para Reich um instinto no sentido estrito da palavra, mas um meio indispens\u00e1vel de satisfa\u00e7\u00e3o de todo impulso instintivo. Classifica, portanto, a agressividade em quatro grupos: destrutiva, s\u00e1dica, locomotora e sexual.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tender\u00e1 a considerar a agressividade manifesta sob a forma do sadismo, como decorr\u00eancia da frustra\u00e7\u00e3o da satisfa\u00e7\u00e3o dos desejos e da pot\u00eancia org\u00e1stica (capacidade de amar) (Reich, 1982).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fromm, da corrente culturalista, discute a destrutividade, considerando-a como um mecanismo de evas\u00e3o ante a pr\u00f3pria impot\u00eancia do indiv\u00edduo perante o mundo exterior. Al\u00e9m da destrutividade considera mais tr\u00eas formas de evas\u00e3o (por temor \u00e0 liberdade): a ades\u00e3o a sistemas totalit\u00e1rios, o sadismo e o masoquismo (Wolman, 1968).<\/p>\n\n\n\n<p>Como intuito de s\u00edntese relativamente ao modo como a Psican\u00e1lise v\u00ea a agressividade reproduzimos um trecho de Waelder, citado por Thom\u00e4 e Kachele (1992).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201c(&#8230;) Uma atitude, a\u00e7\u00e3o ou impulsos destrutivos pode ser:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Rea\u00e7\u00e3o frente a (a) uma amea\u00e7a \u00e0 autopreserva\u00e7\u00e3o ou, de maneira mais geral, a frustra\u00e7\u00e3o, ou amea\u00e7a de frustra\u00e7\u00e3o, ou contra puls\u00f5es libidinais. Ou:<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Um produto secund\u00e1rio de uma atividade do Ego, t al como: (a) dom\u00ednio do mundo externo ou (b) controle sobre o corpo ou mente pr\u00f3prios;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Uma parte ou aspecto de uma necessidade libidinal que, de alguma forma, implica agressividade contra o objeto, tal como, por exemplo, a incorpora\u00e7\u00e3o ou a penetra\u00e7\u00e3o. No primeiro caso, podemos sentir hostilidade contra quem amea\u00e7a nossa vida ou contraria nossas ambi\u00e7\u00f5es eg\u00f3icas (1.\u00aa), ou em rela\u00e7\u00e3o a quem concorre conosco pelo mesmo crescimento de dominar o mundo externo, uma certa medida de destrutividade frente a objetos inanimados ou frente a pessoas ou animais (2.\u00aa). A vontade destrutiva tamb\u00e9m pode manifestar-se como um produto secund\u00e1rio do controle sobre nosso corpo, ou como produto secund\u00e1rio da luta pelo controle de nossa pr\u00f3pria vida interior (2.<\/strong><strong><sup>b<\/sup><\/strong><strong>), aparentado como medo de ser subjugado pela for\u00e7a do <\/strong><strong>Id<\/strong><strong>. Finalmente, a agress\u00e3o pode ser parte de um impulso libidinal, tal como morder e a incorpora\u00e7\u00e3o oral, o sadismo anal, a penetra\u00e7\u00e3o f\u00e1lica ou a reten\u00e7\u00e3o vaginal (3). Em todos estes casos aparece agress\u00e3o, por vezes muito perigosa; contudo n\u00e3o existe a necessidade imperiosa de postular uma puls\u00e3o inata a destruir (&#8230;)\u201d <\/strong>(p\u00e1g. 139).<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Evidentemente estas considera\u00e7\u00f5es visam apenas expor as ideias psicanal\u00edticas acerca das manifesta\u00e7\u00f5es agressivas. Nos casos apresentados, a interpreta\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica articularia estes dados gerais com os aspectos inferidos em cada din\u00e2mica individual. Portanto, n\u00e3o ser\u00e1 o caso de discorrer sobre os dinamismos psicol\u00f3gicos que motivaram os atos violentos aqui relatados. Sendo outro nosso objetivo, entretanto, n\u00e3o poder\u00edamos passar por alto o exame das considera\u00e7\u00f5es psicanal\u00edticas.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>As hip\u00f3teses neurofisiol\u00f3gicas e neuroqu\u00edmicas relacionadas ao comportamento agressivo<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>A complexidade deste tema \u00e9 enorme pois existem in\u00fameros enfoques da quest\u00e3o e hoje avolumam-se a tal ponto as pesquisas neste sentido que para os objetivos propostos neste trabalho, vemo-nos obrigado a restringir os dados a textos de s\u00edntese, uma vez que as pesquisas s\u00e3o inumer\u00e1veis e continuamente retomadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Estas investiga\u00e7\u00f5es buscam setores ou \u00f3rg\u00e3os cerebrais respons\u00e1veis pelo comportamento agressivo, ainda que evidentemente n\u00e3o explicando-o, mas buscando suas bases biol\u00f3gicas. Hess (1965), um dos primeiros investigadores da correla\u00e7\u00e3o entre o comportamento e a atividade cerebral, j\u00e1 correlacionava as rea\u00e7\u00f5es de fuga e de ataque \u00e0 defesa pela vida. Fuga e defesa mediante o ataque eram derivadas do medo, e, portanto, se convertiam em motivos afetivos da conduta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hess destacava a necessidade de encontrar uma rela\u00e7\u00e3o entre estas condutas e o sistema vegetativo posto que nos animais as condutas respectivas se acompanhavam de modifica\u00e7\u00f5es viscerais espec\u00edficas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, j\u00e1 nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX, Hess destacou que deveria ser considerado o efeito de subst\u00e2ncias biologicamente ativas, que atuavam em n\u00edvel cerebral, tanto excitando como inibindo determinadas rea\u00e7\u00f5es, como \u00e9 o caso dos psicof\u00e1rmacos e dos horm\u00f4nios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Descreveu posteriormente condutas instintivas observadas como resposta \u00e0 excita\u00e7\u00e3o el\u00e9trica central. Estas rea\u00e7\u00f5es ocorriam mesmo quando o c\u00e9rebro havia sido extirpado ou o animal era decorticado.<\/p>\n\n\n\n<p>Bard, Woodworth, Sherrington, Cannon, McLean s\u00e3o citados por Hess como respons\u00e1veis pelos experimentos e pela interpreta\u00e7\u00e3o das manifesta\u00e7\u00f5es de \u201craiva aparente\u201d (Sheinwut ou Shamrage).<\/p>\n\n\n\n<p>Hess aponta ainda a import\u00e2ncia da observa\u00e7\u00e3o experimental durante a neurocirurgia tal coo procedeu Penfiels entre muitos outros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Magoun (1968) analisa a participa\u00e7\u00e3o do sistema l\u00edmbico na chamada conduta inata e emocional. Tendo como precursor Darwin, o autor resume estes mecanismos de acordo com o que McLean chamou, \u00e0 \u00e9poca, de quatro \u201cF\u201d: feeding (alimenta\u00e7\u00e3o), fighting (luta), fleeing (fuga) e fucking (o coito).<\/p>\n\n\n\n<p>Magoun retoma tamb\u00e9m a no\u00e7\u00e3o de equil\u00edbrio do meio interno de Bernard, desenvolvido como princ\u00edpio geral de homeostase por Cannon e a teoria de controle autom\u00e1tico de Wiener, e o modelo de retroalimenta\u00e7\u00e3o, para compreender estes mecanismos instintivos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A conduta agressiva teria tamb\u00e9m seus radicais na integra\u00e7\u00e3o hipotal\u00e2mica dos padr\u00f5es de comportamento instintivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes dinamismos hipotal\u00e2micos (hipot\u00e1lamo lateral \u2013 excita\u00e7\u00e3o e medial \u2013 inibi\u00e7\u00e3o) fazem parte do sistema descrito por Papez, Kl\u00fcvier e Bucy, e Magoun destaca o papel da amigdala (temporal medial) nestes dinamismos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o autor a am\u00edgdala poderia determinar o n\u00edvel de reatividade dos padr\u00f5es instintivos mais b\u00e1sicos e, no caso da agressividade, tanto este setor quanto o c\u00f3rtex piriforme adjacente exercem uma influ\u00eancia facilitadora sobre os mecanismos inferiores da conduta agressiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Luria (1974) reavalia o conjunto enorme de dados sobre a correla\u00e7\u00e3o entre as fun\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas e as estruturas cerebrais, revisitando o conceito de fun\u00e7\u00e3o e de \u00f3rg\u00e3o cerebral.<\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira unidade cerebral de regula\u00e7\u00e3o da vida ps\u00edquica que interage sistematicamente com as outras duas unidades, Luria encontra as atribui\u00e7\u00f5es de controle do t\u00f4nus, vig\u00edlia e de dinamismos instintivos. Assim, situa tamb\u00e9m no sistema l\u00edmbico os n\u00facleos que ativam ou bloqueiam condutas nutritivas, sexual e de defesa. Entretanto, n\u00e3o como \u201ccentros\u201d e sim como dispositivos que interagem \u201cem concerto\u201d com os demais setores cerebrais, e fundamentalmente sob a influ\u00eancia do meio ambiente s\u00f3cio-hist\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n<p>Desta forma, o neuropsic\u00f3logo sovi\u00e9tico destaca o papel modulador do c\u00f3rtex e, especialmente, do lobo frontal na regula\u00e7\u00e3o diferenciada da conduta, a partir do pensamento abstrato e da linguagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Goldstein (1961), que em parte influenciou Luria, aplicou os princ\u00edpios da Gestalt e o enfoque hol\u00edstico na compreens\u00e3o da atividade cerebral.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele contrap\u00f5e-se tamb\u00e9m \u00e0 no\u00e7\u00e3o de \u201ccentros\u201d sendo que considera a configura\u00e7\u00e3o do comportamento como resultante da participa\u00e7\u00e3o integral de toda a atividade cerebral e apenas h\u00e1 predomin\u00e2ncia de uma ou outra Gestalt, em primeiro plano, as vezes de modo persistente pelo isolamento patol\u00f3gico da participa\u00e7\u00e3o de outros setores interpreta, assim, as manifesta\u00e7\u00f5es agressivas, destacando que se o indiv\u00edduo n\u00e3o possui equil\u00edbrio adequado ou se as exig\u00eancias do mundo externo s\u00e3o excessivas, podem ocorrer submiss\u00e3o ou agress\u00e3o anormais.&nbsp; Para os casos por ele estudados; com les\u00f5es cerebrais, haveria tamb\u00e9m d\u00e9ficit de pensamento abstrato. Oro, tanto a considera\u00e7\u00e3o de Luria quanto a de Goldstein s\u00e3o importantes para o nosso trabalho, pois verificamos acentuadas distor\u00e7\u00f5es cognitivas atrav\u00e9s do m\u00e9todo por n\u00f3s utilizado, ainda que tais casos n\u00e3o se configurem como les\u00f5es org\u00e2nicas ou como dist\u00farbios de feitio psic\u00f3tico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Popper e Eccles (1991) relatam as manifesta\u00e7\u00f5es provenientes de les\u00f5es ou de exalta\u00e7\u00e3o experimental do sistema l\u00edmbico, incluindo entre elas sentimentos de terror, de medo, de mal-estar, de depress\u00e3o, de pressentimentos, de confian\u00e7a ou desconfian\u00e7a, de realidade ou irrealidade, desejo de ficar sozinho, sensa\u00e7\u00f5es paranoides e raiva, citando McLean.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos dist\u00farbios cognitivos peculiares ao lobo frontal, acrescentam falhas an\u00e1logas \u00e0s do sistema l\u00edmbico e do hipot\u00e1lamo: labilidade emotiva com disforia ou apatia, impulsos descontrolados ou perda de iniciativa s\u00e3o aspectos comumente relatados nos dist\u00farbios frontais, especialmente do setor fronto-orbit\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Rose (1984) discorre sobre a diferen\u00e7a entre estados motivacionais como a fome e a sede, e a raiva, medo e agress\u00e3o. Enquanto os primeiros est\u00e3o ligados \u00e0 homeostase, os segundos envolvem as rea\u00e7\u00f5es do organismo ao ambiente exterior. Reitera a participa\u00e7\u00e3o da am\u00edgdala na supress\u00e3o de medo e de agressividade, ainda que destaque varia\u00e7\u00f5es opostas nas interven\u00e7\u00f5es que removem a am\u00edgdala. Em alguns casos, destaca o autor, ocorre aumento do medo e agressividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Laborit, citado por Dantzer (1989) considera os mecanismos de controle das rea\u00e7\u00f5es do indiv\u00edduo ao meio como mediados por dois sistemas de comando, um ativador e outro inibidor. Estes sintomas podem ser identificados por um conjunto de estruturas comporto de corpos celulares, trajetos de fibras e tipos de mediadores. Atravessam o c\u00e9rebro, envolvendo estruturas do c\u00e9rebro visceral, l\u00edmbico e do neo-c\u00f3rtex, numa organiza\u00e7\u00e3o vertical. O sistema ativador contaria com dois subsistemas, aquele que organiza as rea\u00e7\u00f5es de fuga e luta e aquele que permite a abordagem ativa de uma recompensa e dos est\u00edmulos a ela associados. O sistema inibidor relaciona-se \u00e0 inibi\u00e7\u00e3o que aparece no indiv\u00edduo quando confrontado com puni\u00e7\u00e3o ou aus\u00eancia de recompensa esperada.<\/p>\n\n\n\n<p>Shaw et al (1982) referem-se com rela\u00e7\u00e3o aos sistemas cerebrais relacionados com a agress\u00e3o que as estruturas superiores s\u00e3o muito importantes, principalmente quanto \u00e0 inibi\u00e7\u00e3o do comportamento agressivo. H\u00e1 uma via inibit\u00f3ria do comportamento agressivo que parte tanto do lobo frontal quanto do sistema l\u00edmbico passando pelo septum e hipot\u00e1lamo medial, que possui fun\u00e7\u00f5es inibidoras, como j\u00e1 definia Magoun (1908). Les\u00f5es no hipot\u00e1lamo medial d\u00e3o uma redu\u00e7\u00e3o imediata, mas transit\u00f3ria no limiar para a indu\u00e7\u00e3o da raiva. As redu\u00e7\u00f5es prolongadas neste limiar s\u00e3o dadas pelas les\u00f5es dos n\u00facleos ventro-mediais. Refere ainda o autor que em experimentos com gatos, estimula\u00e7\u00f5es do hipot\u00e1lamo medial levam a movimentos defensivos com as garras e estimula\u00e7\u00f5es no hipot\u00e1lamo lateral desencadeiam movimentos de atividade predat\u00f3ria (locais). Os gatos com les\u00f5es do hipocampo e do giro do c\u00edngulo parecem ser especialmente amig\u00e1veis enquanto aqueles com les\u00f5es dos n\u00facleos amigdaloides gradualmente desenvolvem um decr\u00e9scimo no limiar para a raiva. Usualmente animais com remo\u00e7\u00e3o bilateral dos n\u00facleos amigdaloides s\u00e3o pass\u00edveis e n\u00e3o agressivos. A via neural provavelmente relacionada inicia-se no n\u00facleo amigdaloide e passa para o hipot\u00e1lamo atrav\u00e9s das vias ventrais amigdalofugas. Enquanto a estimula\u00e7\u00e3o dos n\u00facleos amigdaloides pode provocar raiva em algumas esp\u00e9cies, ela suprime a atividade predat\u00f3ria. Em macacos, a estimula\u00e7\u00e3o do n\u00facleo p\u00f3stero-medial do t\u00e1lamo diminui a \u201cautoridade\u201d de macacos dominantes e a estimula\u00e7\u00e3o do n\u00facleo caudado inibir\u00e1 sua agress\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Abaixo apresentamos duas figuras que acrescentamos posteriormente \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o desta disserta\u00e7\u00e3o, onde se pode compreender melhor a localiza\u00e7\u00e3o dos n\u00facleos hipotal\u00e2micos no homem e na outra figura os n\u00facleos caudado, lentiforme e corpo amigdaloide, bem como sua rela\u00e7\u00e3o com o t\u00e1lamo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Estes interessantes experimentos relatados s\u00e3o importantes pois demonstram, no primeiro caso, a rela\u00e7\u00e3o da agressividade como servindo \u00e0 autopreserva\u00e7\u00e3o, em suas duas vertentes, a nutri\u00e7\u00e3o e a defesa. No segundo caso, revela-se a rela\u00e7\u00e3o entre comportamento agressivo e rela\u00e7\u00f5es greg\u00e1rias de domina\u00e7\u00e3o e submiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXf7wYRgYQ_xN6VoCcbVnSnOIhbAuoTPykhSlAv_n6T5nn-z2b1tb2NH9Y4cV3Pa7bkWzdh0UzCm-OfHW-wkaXDcQ00_MXTbEx50AMN10ToE39zBo_KL-urEMXpZZ2BUbdS2VsC6T3dgVn-9L8E8PDnNr6la4HibMvHjKxM-yM2GrZodmKEWXTI?key=WpDzft6zgbVi9xLlTL5Mjw\" alt=\"Diagrama\n\nDescri\u00e7\u00e3o gerada automaticamente\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXeOdFhv38dWvh-djWuWR1qEEQg_I3-MtOGBHh6jbv0HYaC_bAVH-4HKzrG1qbcpzXrsuECUgoWTiJhNsEGpsspIq-TKaQI91G2CM77n3JcYEzkOlol95kGs5DpZtsDDscX0X18a2mIgUNXU5wuHurRQXfb2V_DkOVNvQDNTTPcyPNMOrpiiOA?key=WpDzft6zgbVi9xLlTL5Mjw\" alt=\"Diagrama, Esquem\u00e1tico\n\nDescri\u00e7\u00e3o gerada automaticamente\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Atualmente, as pesquisas mais recentes t\u00eam se voltado para o papel dos neurotransmissores em sua rela\u00e7\u00e3o com a vida ps\u00edquica.<\/p>\n\n\n\n<p>Shaw et al referia, em 1982, que os neurotransmissores envolvidos na agress\u00e3o eram pouco conhecidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os muitos que podem tomar parte considerava tr\u00eas definitivamente relacionados, ainda que eles representassem apenas uma pequena parte de todo o sistema. Cita a 5-hidroxitriptamina (5-HT), a noradrenalina e o \u00e1cido gama-aminobut\u00edrico (GABA). A redu\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es gaba\u00e9rgicas bloquearia o comportamento predat\u00f3rio em ratos, enquanto a sua estimula\u00e7\u00e3o reverteria o este efeito. Referem ainda estes autores que \u00e9 pouco conhecida a influ\u00eancia dos sistemas monoamin\u00e9rgicos. A estimula\u00e7\u00e3o dos sistemas noradren\u00e9rgicos parece facilitar a \u201cagress\u00e3o afetiva\u201d, relacionada com o aumento nas respostas emocionais auton\u00f4micas, mas diminuiria a atividade predat\u00f3ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os horm\u00f4nios sexuais masculinos em roedores produzem um aumento na sua agressividade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ACTH em camundongos, quando aumentado, leva a um aumento da agressividade, se a estimula\u00e7\u00e3o n\u00e3o for prolongada, pois tende a diminuir a agress\u00e3o se isto ocorrer.<\/p>\n\n\n\n<p>Kaplan e Sadock (1991) fazem uma revis\u00e3o das pesquisas mais recentes. Relacionam os sistemas colin\u00e9rgico e catecolamin\u00e9rgicos com a indu\u00e7\u00e3o e o aumento da agress\u00e3o predat\u00f3ria e os sistemas serotonin\u00e9rgicos e gaba\u00e9rgicos como inibit\u00f3rias destes tipos de comportamento.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u201cagress\u00e3o afetiva\u201d seria modulada por ambos os sistemas catecolamin\u00e9rgicos e serotonin\u00e9rgicos. A dopamina parece facilitar a agress\u00e3o, enquanto a norepinefrina e a serotonina parecem inibi-la.<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente, a serotonina tem ganhado as aten\u00e7\u00f5es como potencialmente importante como fator mediador da agress\u00e3o. Um decl\u00ednio r\u00e1pido de n\u00edveis de serotonina cursa com aumento de irritabilidade, em primatas n\u00e3o humanos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Estudos com humanos sugere, segundo os autores, que no l\u00edquor, n\u00edveis de 5-HIAA est\u00e3o inversamente correlacionados com a frequ\u00eancia de agress\u00e3o, particularmente em pessoas que cometem suic\u00eddio.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"4\">\n<li><strong>Contribui\u00e7\u00f5es da Psiquiatria ao estudo da agressividade e sua rela\u00e7\u00e3o com as doen\u00e7as mentais<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Os trabalhos que procuram correlacionar os comportamentos violentos e as doen\u00e7as mentais s\u00e3o muitos e as conclus\u00f5es d\u00edspares e controvertidas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fortrell (1981) procede a uma revis\u00e3o destes trabalhos referindo que inicialmente os resultados apontavam para o fato de n\u00e3o haver maior incid\u00eancia de criminalidade entre os doentes mentais, quando comparados com a popula\u00e7\u00e3o normal. Cita os trabalhos de Pollack (1938), Cohen e Freeman (1945) e Brennan (1964). No entanto, refere que os trabalhos mais recentes t\u00eam mostrado um quadro inverso. Os trabalhos de Rappaport e Lassem (1965, 1969), Giovanni e Gurel (1967), Zitrin (1976), Gruneberg et al (1977), Lagos et al. (1977) e de Sosowsky (1978) citados pelo autor, apontam para uma rela\u00e7\u00e3o positiva entre doen\u00e7a mental e criminalidade, incluindo atos violentos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Faz o autor, no entanto, ressalvas quanto a estes achados pois os fatores envolvidos na correla\u00e7\u00e3o s\u00e3o muito complexos. Entre outras, por exemplo, cita o fato de os doentes mentais estarem submetidos a maior \u201cstress\u201d no ambiente social (explora\u00e7\u00e3o no trabalho, discrimina\u00e7\u00e3o) o que implicaria em menor toler\u00e2ncia social quanto a seus comportamentos e, portanto, maior n\u00famero de queixas. Conclui, assim, que ainda n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias de que os pacientes psiqui\u00e1tricos sejam um grupo mais violento que a popula\u00e7\u00e3o normal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os estudos j\u00e1 s\u00e3o mais concordantes quanto ao papel desempenhado pela personalidade do sujeito e a tend\u00eancia a comportamentos violentos. Primeiramente, dentre as condi\u00e7\u00f5es psiqui\u00e1tricas que mais frequentemente se associam \u00e0 viol\u00eancia, est\u00e3o as personalidades psicop\u00e1ticas (Fortrell, 1988); Shaw et al, 1982 e Kaplan e Sadock, 1991).<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, conforme refere Fortrell (1981), h\u00e1 evid\u00eancias consideradas pela maioria dos autores, de que quando um doente mental comete atos violentos ou um indiv\u00edduo intoxicado por drogas o faz, a an\u00e1lise de sua personalidade pr\u00e9via demonstra que j\u00e1 apresentava tend\u00eancia \u00e0 agressividade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, h\u00e1 algumas condi\u00e7\u00f5es psiqui\u00e1tricas que s\u00e3o mais frequentemente associadas a atos violentos: os etilistas e toxicof\u00edlicos, os sujeitos que apresentam ci\u00fame m\u00f3rbido, os epil\u00e9pticos, os esquizofr\u00eanicos, os depressivos e os lesados cerebrais. Discutiremos rapidamente cada uma destas condi\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do alcoolismo, Fortrell (1981) comenta que a rela\u00e7\u00e3o com a criminalidade \u00e9 maior do que na m\u00e9dia da popula\u00e7\u00e3o normal. Al\u00e9m disso, a intoxica\u00e7\u00e3o pelo \u00e1lcool parece predispor a atos violentos. Existe uma alta porcentagem de situa\u00e7\u00f5es nas quais tanto o criminoso, quanto a v\u00edtima estavam alcoolizados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Citando Kutash, Fortrell (1981) refere quatro condi\u00e7\u00f5es fundamentais facilitadoras da eclos\u00e3o de atos violentos em indiv\u00edduos alcoolizados:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>\u2013 quando a personalidade do sujeito \u00e9 caracterizada por agressividade ou tend\u00eancias sociop\u00e1ticas<\/li>\n\n\n\n<li>\u2013 quando o grau de intoxica\u00e7\u00e3o \u00e9 moderado (0,10 a 0,35% de \u00e1lcool no sangue)<\/li>\n\n\n\n<li>\u2013 quando as estereotipias do comportamento induzidas pelo \u00e1lcool servem de \u201cdeixa\u201d para a agress\u00e3o ou s\u00e3o usadas para excluir o indiv\u00edduo da responsabilidade pela agress\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>\u2013 quando a bebedeira ocorre durante intera\u00e7\u00f5es interpessoais fechadas, particularmente em situa\u00e7\u00f5es em que surge competitividade.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Ora, conforme refere Shaw et al (1982) ao discutir a rela\u00e7\u00e3o entre intoxica\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica e agressividade, os atos de viol\u00eancia ocorrem pelo fator \u201cdesinibi\u00e7\u00e3o\u201d no per\u00edodo de intoxica\u00e7\u00e3o. As situa\u00e7\u00f5es de competitividade, associadas a tend\u00eancias de personalidade \u00e0 agressividade (latentes ou manifestas) (conforme considera Kutash) associadas a intoxica\u00e7\u00f5es, ter\u00e3o um papel facilitador para sua manifesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Lembra ainda Shaw et al (1982) que se tem estudado cada vez mais as rela\u00e7\u00f5es entre atos violentos n\u00e3o no per\u00edodo de intoxica\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica, mas ap\u00f3s a bebedeira, no per\u00edodo de \u201cressaca\u201d, quando parece haver um aumento da irritabilidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fortrell (1981) e Shaw et al (1982) analisam tamb\u00e9m a rela\u00e7\u00e3o entre viol\u00eancia e intoxica\u00e7\u00e3o por outras drogas. No caso da toxicofilia, o fator de maior incid\u00eancia de criminalidade parece tamb\u00e9m residir no fato de que a maioria dos toxicof\u00edlicos tamb\u00e9m apresentam transtorno de personalidade. No entanto, deve-se considerar outros fatores predisponentes tais como o tipo de droga utilizada, a dosagem usada, as expectativas do sujeito quanto aos efeitos da droga e as situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o quais ocorre o consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>Crown refere que os heroin\u00f4manos s\u00e3o os mais frequentemente criminosos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As anfetaminas parecem ser as drogas que mais se associam ao desencadeamento de crimes violentos, principalmente se utilizadas em altas dosagens. Lembram Shaw et al (1982) que esta rela\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda maior quando estiver presente no usu\u00e1rio, sintomas paranoides, comuns nas intoxica\u00e7\u00f5es cr\u00f4nicas por esta droga.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A cannabis parece predispor mais \u00e0 agressividade quando o sujeito n\u00e3o se alimenta durante o per\u00edodo de intoxica\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De qualquer modo, conforme lembra Forttrell, torna-se dif\u00edcil precisar a rela\u00e7\u00e3o entre tipo de droga utilizada e facilita\u00e7\u00e3o a atos violentos pois a maioria dos usu\u00e1rios de drogas, fazem uso de mais de um tipo delas.<\/p>\n\n\n\n<p>Duas condi\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas parecem predispor \u00e0 agressividade: a fome e a tens\u00e3o pr\u00e9-menstrual.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da fome, o estado de priva\u00e7\u00e3o aguda leva a uma maior irritabilidade, enquanto a priva\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica, parece reduzir as pessoas a um estado depressivo e de apatia im\u00f3vel, como foi observado em certos povos ou em campos de concentra\u00e7\u00e3o (Shaw et al, 1982).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Shaw et al referem que quarenta por cento das mulheres sofrem de tens\u00e3o pr\u00e9-menstrual que, entre outras coisas \u00e9 caracterizada por depress\u00e3o, irritabilidade, raiva, ansiedade e, frequentemente, perda de energia. Muitos crimes cometidos por mulheres ocorrem neste per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre indiv\u00edduos que apresentam ci\u00fame m\u00f3rbido e criminalidade \u00e9 de maior incid\u00eancia do que na popula\u00e7\u00e3o normal. Entretanto, como distingue Fottrell, o ci\u00fame m\u00f3rbido pode ser um sintoma de alcoolismo, de esquizofrenia ou de dist\u00farbios de personalidade. Os atos de viol\u00eancia normalmente ocorrem durante os paroxismos de ira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Frequentemente se correlaciona a epilepsia e a ocorr\u00eancia de comportamentos violentos. No entanto, segundo Shaw et al (1982) esta correla\u00e7\u00e3o \u00e9 muito menor do que se acredita.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da esquizofrenia, refere Shaw e al que, apesar da presen\u00e7a de ideias paranoides, a a\u00e7\u00e3o agressiva em fun\u00e7\u00e3o de del\u00edrios ou alucina\u00e7\u00f5es \u00e9 bastante rara.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fottrell afirma que apenas 6% dos criminosos do sexo masculino e 2% dos criminosos do sexo feminino apresentam sintomas esquizofr\u00eanicos. Em geral quando h\u00e1 viol\u00eancia, os sujeitos j\u00e1 apresentavam disposi\u00e7\u00e3o para a agressividade na personalidade pr\u00e9-m\u00f3rbida.<\/p>\n\n\n\n<p>Fottrell refere que estatisticamente os atos de viol\u00eancia cometidos por esquizofr\u00eanicos s\u00e3o mais frequentes quando os sujeitos s\u00e3o jovens, do sexo masculino e com sintomatologia paranoide.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso dos depressivos, a ocorr\u00eancia de atos de viol\u00eancia \u00e9 rara e quando ocorrem s\u00e3o de dois tipos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais frequentemente pode ocorrer o suic\u00eddio e, a outra modalidade \u00e9 o que Shaw et al denominam crimes \u201cpor amor\u201d, ou seja, em fun\u00e7\u00e3o dos del\u00edrios de cat\u00e1strofe e ru\u00edna, que ocorrem nos depressivos psic\u00f3ticos, estes podem assassinar familiares e, ap\u00f3s, isto cometerem suic\u00eddio.<\/p>\n\n\n\n<p>Shaw et al (1982) refere que qualquer tipo de les\u00e3o cerebral, especialmente envolvendo os g\u00e2nglios da base, o hipot\u00e1lamo e estruturas do sistema l\u00edmbico podem predispor \u00e0 viol\u00eancia incontrolada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sinteticamente:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>N\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias de que pacientes psiqui\u00e1tricos sejam um grupo mais violento que a popula\u00e7\u00e3o normal, exce\u00e7\u00e3o feita ao grupo psicop\u00e1tico.<\/li>\n\n\n\n<li>Os fatores de personalidade s\u00e3o mais importantes na determina\u00e7\u00e3o dos atos violentos do que a doen\u00e7a.<\/li>\n\n\n\n<li>A intoxica\u00e7\u00e3o por \u00e1lcool e drogas pode facilitar a eclos\u00e3o de atos de viol\u00eancia em sujeitos predispostos.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Finalmente, resta discutir a rela\u00e7\u00e3o entre a predisposi\u00e7\u00e3o \u00e0 agressividade e as tend\u00eancias gen\u00e9ticas. Trata-se de um campo de estudos muito complexo e apenas apresentaremos algumas considera\u00e7\u00f5es feitas por Kaplan e Sadock (1991) a t\u00edtulo de s\u00edntese das pesquisas atuais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Referem os autores que parece haver um componente heredit\u00e1rio para a maior tend\u00eancia agressiva pois os estudos com g\u00eameos monozig\u00f3ticos e heterozig\u00f3ticos indicam esta tend\u00eancia. Al\u00e9m disso, em fam\u00edlias onde existem desordens mentais com comportamento agressivo, s\u00e3o mais frequentemente encontradas pessoas agressivas do que na popula\u00e7\u00e3o normal.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando se estudam animais, refere Shaw et al (1982) que se pode verificar pedigrees espec\u00edficos, por exemplo, de c\u00e3es, que foram selecionados especialmente por apresentarem caracter\u00edsticas desejadas, entre elas, a maior agressividade. Este fato estaria indicando uma participa\u00e7\u00e3o, ainda n\u00e3o muito bem compreendida, da predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica \u00e0 maior agressividade. Entretanto, muitas vezes, estas caracter\u00edsticas se atenuam nas gera\u00e7\u00f5es seguintes, fen\u00f4meno ainda n\u00e3o muito bem compreendido.<\/p>\n\n\n\n<p>Kaplan e Sadock (1991) tamb\u00e9m discutem as pesquisas relacionando altera\u00e7\u00f5es cromoss\u00f4micas e maior predisposi\u00e7\u00e3o agressiva.<\/p>\n\n\n\n<p>As pesquisas iniciais neste campo tenderam a correlacionar particularmente a anomalia cromoss\u00f4mica da s\u00edndrome 47XYY (caracterizada por indiv\u00edduos altos, com baixo n\u00edvel de intelig\u00eancia) com tend\u00eancia \u00e0 viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, os estudos posteriores, sugerem que a s\u00edndrome 47XYY contribui para com o comportamento agressivo em apenas uma pequena porcentagem de casos. Os estudos de n\u00edveis hormonais androg\u00eanicos e gonadotr\u00f3fico caracter\u00edsticos desta s\u00edndrome tamb\u00e9m foram inconclusivos e n\u00e3o estabeleceram que tais pessoas eram bioquimicamente at\u00edpicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Certas desordens metab\u00f3licas internas, gen\u00e9ticas em sua origem, que envolvem difusamente o sistema nervoso, t\u00eam sido correlacionadas com personalidades mais agressivas. S\u00e3o o caso da S\u00edndrome de Sanfilippo, a S\u00edndrome de Spielmeyer-Vogt e da Fenilceton\u00faria.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta pequena revis\u00e3o, muito suscinta das rela\u00e7\u00f5es entre agressividade e doen\u00e7a mental, tem apenas o car\u00e1ter ilustrativo pois n\u00e3o \u00e9 nosso objetivo neste trabalho discutir o diagn\u00f3stico psiqui\u00e1trico dos sujeitos violentos por n\u00f3s estudados, ainda que tenhamos consci\u00eancia que a maioria deles estaria no rol das personalidades psicop\u00e1ticas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"5\">\n<li><strong>A agressividade na Teoria da personalidade de An\u00edbal Silveira<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>N\u00e3o vem ao caso a exposi\u00e7\u00e3o completa da teoria da personalidade de Silveira, desenvolvida a partir da sistematiza\u00e7\u00e3o das disposi\u00e7\u00f5es subjetivas humanas realizada por Comte. Silveira (1962, 1966) e Coelho (1980 e 1982) apresentaram os seus fundamentos e os modelos relacionados com a estrutura e din\u00e2mica de personalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Silveira, a estrutura da personalidade seria o conjunto de fun\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas ligadas \u00e0 atividade cerebral, peculiares \u00e0 esp\u00e9cie, e que regulam as disposi\u00e7\u00f5es do indiv\u00edduo e as suas rela\u00e7\u00f5es com o ambiente f\u00edsico e social (Coelho, 1982).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso recordar que, para Comte (1929) a fun\u00e7\u00e3o \u00e9 deduzida do resultado especial de uma rela\u00e7\u00e3o determinada entre o meio e o organismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, como refere Coelho (1982), as fun\u00e7\u00f5es resultam de uma constru\u00e7\u00e3o te\u00f3rica, de uma formaliza\u00e7\u00e3o de vari\u00e1veis estrat\u00e9gicas, que traduzem os n\u00edveis distintos de intera\u00e7\u00e3o entre o organismo e o meio.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, como o ser humano n\u00e3o \u00e9 apenas um \u201corganismo\u201d, trata-se de deduzir as fun\u00e7\u00f5es que regem a rela\u00e7\u00e3o entre um sujeito concreto e o seu meio ambiente espec\u00edfico. O homem n\u00e3o \u00e9 apenas um ser vivo, mas um indiv\u00edduo que somente se desenvolve no \u00e2mbito da realidade s\u00f3cio-hist\u00f3rica. Assim, as fun\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas s\u00e3o consideradas disposi\u00e7\u00f5es que se desenvolvem simultaneamente pelo amadurecimento cerebral e pela influ\u00eancia cont\u00ednua, por\u00e9m complexa e diversificada das diferentes etapas ontogen\u00e9ticas, e em diferentes realidades culturais. Neste sentido, a concep\u00e7\u00e3o positivista desenvolvida por Silveira \u00e9 plenamente concordante com as considera\u00e7\u00f5es de Geertz (1978).<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, Bowby (1984) considera o conceito de fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a concep\u00e7\u00e3o de Silveira a respeito das fun\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas consiste em um modelo sist\u00eamico. Como refere Bertalanffy (1977), o ser vivo apresenta as caracter\u00edsticas de um sistema aberto, e est\u00e1vel por tempo determinado. O que constitui as manifesta\u00e7\u00f5es da vida, para este autor, \u00e9 o cont\u00ednuo fluxo de entrada e sa\u00edda, de constru\u00e7\u00e3o e de composi\u00e7\u00e3o de componentes, cuja express\u00e3o biol\u00f3gica fundamental \u00e9 o metabolismo. Bertalanffy (1977), como muitos outros autores considera que tamb\u00e9m a vida ps\u00edquica somente pode ser compreendida mediante a concep\u00e7\u00e3o sist\u00eamica. Destaca os diferentes aspectos que caracterizam os sistemas biol\u00f3gicos, e que entende sejam propriedades gerais de qualquer sistema.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro, o fato de que os sistemas se caracterizam por fluxo de informa\u00e7\u00f5es, opostos \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o, caracterizando, portanto, a assimila\u00e7\u00e3o e a coes\u00e3o de segmentos pertinentes \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o do sistema.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa troca, segundo o autor, envolve tamb\u00e9m seletividade de a\u00e7\u00f5es do organismo e o conceito relevante de retroa\u00e7\u00e3o ou feedback. Bertalanffy (1977) v\u00ea a retroa\u00e7\u00e3o como um dispositivo fundamental no funcionamento do sistema nervoso e tamb\u00e9m da vida ps\u00edquica.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra propriedade de todo sistema \u00e9 a organiza\u00e7\u00e3o. Quanto a este conceito, envolve no\u00e7\u00f5es como as de crescimento, diferencia\u00e7\u00e3o, hierarquia, domin\u00e2ncia, controle e competi\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os sistemas biol\u00f3gicos apresentam ainda o princ\u00edpio de centraliza\u00e7\u00e3o progressiva que, no campo psicol\u00f3gico envolve a individualiza\u00e7\u00e3o progressiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Bertallanffy&nbsp; (1977) retoma o conceito de finalidade ou de prop\u00f3sito destacando que verdadeiramente s\u00f3 pode ser encontrada no comportamento humano, j\u00e1 que este \u00e9 ligado \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o do simbolismo, da linguagem e dos conceitos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Demoramo-nos nas exposi\u00e7\u00f5es do principal te\u00f3rico da concep\u00e7\u00e3o sist\u00eamica, pois suas proposi\u00e7\u00f5es s\u00e3o indispens\u00e1veis para a compreens\u00e3o do modelo te\u00f3rico de Silveira.<\/p>\n\n\n\n<p>As fun\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas que regulam em conjunto a rela\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduo com o seu meio ambiente s\u00e3o concebidas por Silveira de acordo com princ\u00edpios de organiza\u00e7\u00e3o, de hierarquia e de interdepend\u00eancia. Elas n\u00e3o est\u00e3o presentes no comportamento do homem ao nascimento, ainda que sejam disposi\u00e7\u00f5es arraigadas no plano biol\u00f3gico e cerebral, posto que ir\u00e3o manifestar-se nas express\u00f5es comportamentais de acordo com os processos de amadurecimento e diferencia\u00e7\u00e3o, peculiares \u00e0 vida ps\u00edquica. E, ainda, o comportamento expl\u00edcito, assim como a atividade mental, resultam sempre da atividade conjunta de todas as fun\u00e7\u00f5es, somente podendo ser categorizados atrav\u00e9s de cortes abstratos, fundamentais, entretanto, para a compreens\u00e3o da atividade individual.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Silveira, as fun\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas s\u00e3o divididas em tr\u00eas esferas, a da vida afetiva, a da cona\u00e7\u00e3o e a cognitiva. Recordando o diagrama exposto por Madsen, que reproduzimos na p\u00e1gina 31, poderemos tornar mais clara a exposi\u00e7\u00e3o do modelo proposto por Silveira.<\/p>\n\n\n\n<p>Os impulsos procedentes das v\u00edsceras afetam os processos din\u00e2micos tanto constitucionais quanto adquiridos (D3 e D4), que para Madsen s\u00e3o fatores de personalidade. Por outro lado, tamb\u00e9m os est\u00edmulos do mundo exterior interferem nestes processos din\u00e2micos, que na concep\u00e7\u00e3o de Silveira representam as inst\u00e2ncias afetivo-conativas. Mas ao mesmo tempo, h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o entre estes processos din\u00e2micos e os processos cognitivos, representados por disposi\u00e7\u00f5es intelectuais constitucionais e adquiridas (D1 e D2)<\/p>\n\n\n\n<p>No diagrama de Madsen, portanto, os est\u00edmulos exteriores afetam simultaneamente os processos din\u00e2micos e os processos cognitivos. Impl\u00edcita no modelo est\u00e1 a influ\u00eancia dos impulsos viscerais atrav\u00e9s dos processos din\u00e2micos sobre os processos cognitivos (vig\u00edlia, aten\u00e7\u00e3o e consci\u00eancia, em sentido lato, que dependem da regula\u00e7\u00e3o de inst\u00e2ncias fundamentais do sistema nervoso central).<\/p>\n\n\n\n<p>Na concep\u00e7\u00e3o de Silveira, a esfera intelectual depende da regula\u00e7\u00e3o seletiva das esferas afetiva e conativa. Em sua teoria, portanto, os processos afetivo-emocionais traduzem a din\u00e2mica complexa de interdepend\u00eancia entre os processos cognitivos e as disposi\u00e7\u00f5es da afetividade. Este aspecto \u00e9 fundamental para a compreens\u00e3o das modalidades de processamento cognitivo que encontramos, atrav\u00e9s do M\u00e9todo de Rorschach, nos casos estudados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, contudo, outro aspecto relevante a ser considerado na organiza\u00e7\u00e3o ps\u00edquica. Na din\u00e2mica de intera\u00e7\u00e3o entre a afetividade e a cogni\u00e7\u00e3o, Coelho (1982) destaca dois n\u00edveis de integra\u00e7\u00e3o que s\u00e3o, entretanto, interrelacionados.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro, em que predomina o plano instintivo, no sentido de impulsos fundamentais da exist\u00eancia e, o segundo, em que prevalece a din\u00e2mica ps\u00edquica subjacente ao plano interpessoal. De fato, o segundo n\u00edvel \u00e9 dependente da estimula\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e r\u00edtmica do primeiro, mas ao mesmo tempo, a diversidade dos impulsos b\u00e1sicos da vida ps\u00edquica encontra sua integra\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da polariza\u00e7\u00e3o da liga\u00e7\u00e3o afetiva para o mundo exterior. N\u00e3o apenas diretamente, nas rea\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas, mas atrav\u00e9s da media\u00e7\u00e3o dos processos simb\u00f3licos e da linguagem. Restringindo nossa exposi\u00e7\u00e3o \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es agressivas expl\u00edcitas, devemos assinalar que os impulsos destrutivos s\u00e3o considerados por Silveira, como componentes funcionais do setor b\u00e1sico da vida afetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorrendo tamb\u00e9m nos animais como demonstrou exaustivamente a observa\u00e7\u00e3o etol\u00f3gica, no caso do homem, os impulsos destrutivos podem desencadear-se diretamente no comportamento expl\u00edcito, assim como interferem na din\u00e2mica dos processos cognitivos. Fundamental para caracteriza\u00e7\u00e3o dos impulsos destrutivos \u00e9 a no\u00e7\u00e3o de que representam o dispositivo funcional sempre que o animal ou o homem se defrontam com obst\u00e1culos \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de suas disposi\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o que Shaw et al (1982) fazem das condi\u00e7\u00f5es nas quais a agressividade pode ocorrer em animais, \u00e9 interessante para exemplificar este fato:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Comportamento predat\u00f3rio (para alimenta\u00e7\u00e3o)<\/li>\n\n\n\n<li>Agress\u00e3o espont\u00e2nea entre machos em numerosas circunst\u00e2ncias: estabelecimento da hierarquia masculina no bando, manuten\u00e7\u00e3o da hierarquia, estabelecimento ou troca de parceria no acasalamento.<\/li>\n\n\n\n<li>Agress\u00e3o induzida por irritabilidade, medo, ansiedade ou dor<\/li>\n\n\n\n<li>Agress\u00e3o para manter os direitos individuais ou grupais na alimenta\u00e7\u00e3o ou territ\u00f3rio do ninho.<\/li>\n\n\n\n<li>Prote\u00e7\u00e3o das f\u00eameas prenhas<\/li>\n\n\n\n<li>Prote\u00e7\u00e3o dos filhotes.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Acrescentam ainda que nos chimpanz\u00e9s deve-se considerar:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Redirecionamento da agress\u00e3o quando um macho dominante ataca um macho subdominante, o qual, por sua vez, pode atacar um outro indiv\u00edduo inferior da hierarquia.<\/li>\n\n\n\n<li>Quando h\u00e1 fracasso no cumprimento de uma solicita\u00e7\u00e3o do dominante.<\/li>\n\n\n\n<li>Quando um membro do bando tem uma apar\u00eancia estranha (em fun\u00e7\u00e3o de doen\u00e7a).<\/li>\n\n\n\n<li>Quando um \u201ccabe\u00e7a\u201d da hierarquia est\u00e1 se estabelecendo.<\/li>\n\n\n\n<li>Quando um alimento preferido est\u00e1 em pequena quantidade.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>J\u00e1 nos babu\u00ednos, o autor considera que desenvolvem amea\u00e7as e atacam:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Quando protegendo o bando de predadores, principalmente leopardos, chitas ou le\u00f5es.<\/li>\n\n\n\n<li>Na resolu\u00e7\u00e3o de disputas entre machos.<\/li>\n\n\n\n<li>Na forma\u00e7\u00e3o ou manuten\u00e7\u00e3o de pares (casais).<\/li>\n\n\n\n<li>Na escolha de s\u00edtios favoritos para dormir em \u00e1rvores, especialmente se um predador est\u00e1 por perto.<\/li>\n\n\n\n<li>Na aquisi\u00e7\u00e3o de alimentos muito apreciados.<\/li>\n\n\n\n<li>Enquanto est\u00e3o explorando locais estranhos ou perigosos.<\/li>\n\n\n\n<li>Em contato com outros bandos, especialmente nos limites de seu territ\u00f3rio habitual.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Comentam ainda os autores que paradoxalmente a evolu\u00e7\u00e3o da agress\u00e3o \u00e9 maior em esp\u00e9cies greg\u00e1rias quando a sobreviv\u00eancia depende da coopera\u00e7\u00e3o. Refere que a alta agressividade nos membros dominantes \u00e9 positiva pois o macho dominante proteger\u00e1 o bando dos predadores naturais, explorar\u00e1 os territ\u00f3rios perigosos ou os limites entre os territ\u00f3rios de outros bandos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto a situa\u00e7\u00f5es causadoras de n\u00edveis anormais de agress\u00e3o, citam estes autores os fen\u00f4menos que ocorrem em animais que vivem em cativeiro.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Superpopula\u00e7\u00e3o \u2013 a agress\u00e3o aumentada poderia se relacionar com a falta de espa\u00e7o \u201cpessoal\u201d, a altera\u00e7\u00f5es na propor\u00e7\u00e3o de machos e f\u00eameas e a falta de dist\u00e2ncia para a fuga em caso de ataque de outros animais.<\/li>\n\n\n\n<li>A introdu\u00e7\u00e3o de adultos n\u00e3o familiares na col\u00f4nia.<\/li>\n\n\n\n<li>A priva\u00e7\u00e3o de parentes semelhantes. Relata que um macaco filhote separado de sua m\u00e3e e que n\u00e3o interagem com semelhantes torna-se socialmente mal adaptado e agressivo. Tal indiv\u00edduo, quando introduzido numa col\u00f4nia provoca muita briga. O funcionamento sexual destes animais \u00e9 anormal e as f\u00eameas criadas nestas condi\u00e7\u00f5es, se artificialmente inseminadas, negligenciar\u00e3o ou matar\u00e3o sua cria.\u00a0<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Se analisarmos estas condi\u00e7\u00f5es poderemos constatar que a agressividade surge em duas situa\u00e7\u00f5es como aspecto instrumental, para a satisfa\u00e7\u00e3o de alguma necessidade e, portanto, como meio de atuar no ambiente para remover obst\u00e1culo \u00e0 consecu\u00e7\u00e3o de necessidades ou impulsos ou, como resultado real de frustra\u00e7\u00e3o e, da\u00ed, a ocorr\u00eancia de \u201cdeslocamentos\u201d da inten\u00e7\u00e3o hostil.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o obstante, no caso humano, a no\u00e7\u00e3o de obst\u00e1culo pode assumir significado peculiar em cada din\u00e2mica ps\u00edquica individual. Desta forma, se no relacionamento interpessoal, outras pessoas s\u00e3o sentidas como obst\u00e1culo aos impulsos individuais, evidentemente o padr\u00e3o de rea\u00e7\u00e3o comportamental depender\u00e1 da maior ou menor integra\u00e7\u00e3o das no\u00e7\u00f5es e sentimentos relativos aos demais seres humanos. Como verificamos no presente estudo, as imagens assim como os sentimentos pertinentes ao relacionamento interpessoal dos examinandos s\u00e3o indefinidas, sincr\u00e9ticas, vagas e carregadas de sentimentos disf\u00f3ricos, de estranheza e mesmo de amea\u00e7a, evidentemente na depend\u00eancia da intensidade das disposi\u00e7\u00f5es hostis e da insuficiente considera\u00e7\u00e3o relativa aos seres humanos. Como destacaremos nas conclus\u00f5es da pesquisa, o que se apreende nestes indiv\u00edduos \u00e9 um universo de imagens estranhamente diverso da m\u00e9dia da popula\u00e7\u00e3o, m\u00e3os n\u00e3o no sentido de originalidade, criatividade e amplitude dos processos cognitivos, e sim como um ca\u00f3tico condensado de imagens fragmentadas e dilaceradas por resson\u00e2ncias afetivo-emocionais muito pouco diferenciadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MATERIAL E M\u00c9TODO<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Caracteriza\u00e7\u00e3o e Apresenta\u00e7\u00e3o da Amostra<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Nossa amostra \u00e9 composta de vinte e um sujeitos selecionados em fun\u00e7\u00e3o de terem apresentado comportamento violento. N\u00e3o nos preocupamos com outras caracter\u00edsticas destes indiv\u00edduos. Apesar disto como a amostra foi selecionada entre paciente do Manic\u00f4mio Judici\u00e1rio do Estado de S\u00e3o Paulo e prisioneiros da Casa de Cust\u00f3dia e Tratamento de Taubat\u00e9, todos os sujeitos s\u00e3o do sexo masculino. Com rela\u00e7\u00e3o ao diagn\u00f3stico psiqui\u00e1trico, n\u00e3o levamos em considera\u00e7\u00e3o na sele\u00e7\u00e3o da amostra, apenas atendo-nos ao fato de que o crime cometido o tivesse sido em estado de vig\u00edlia e fosse facilmente evocado pelos seus autores. A amostra contava inicialmente com trinta sujeitos, por\u00e9m, oito deles se recusaram a submeter-se ao exame de Rorschach e, decidimos excluir um porque, posteriormente, constatamos que o crime fora cometido com turvamento de consci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O comportamento violento destes sujeitos pode ser caracterizado sumariamente como<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>\u2013 manifesta\u00e7\u00e3o do comportamento agressivo durante o estado de vig\u00edlia e, facilmente evocado pelos autores<\/li>\n\n\n\n<li>\u2013 a evoca\u00e7\u00e3o do crime n\u00e3o ocasiona, em seus autores, sentimentos de culpa ou de horror<\/li>\n\n\n\n<li>\u2013 os atos agressivos s\u00e3o brutais (espancamentos, torturas, seguidos de estupro ou assassinato ou ambos, e, em alguns casos, ap\u00f3s a morte da v\u00edtima, a ingest\u00e3o de v\u00edsceras ou estripa\u00e7\u00e3o de test\u00edculos)<\/li>\n\n\n\n<li>\u2013 as v\u00edtimas eram sujeitos indefesos ou impossibilitados de reagir (por mais fr\u00e1geis fisicamente ou por terem sido atacados subitamente, \u00e0 trai\u00e7\u00e3o, ou enquanto dormiam)<\/li>\n\n\n\n<li>\u2013 os crimes foram cometidos por motivos aparentemente f\u00fateis (d\u00edvida de uma quantia irris\u00f3ria de dinheiro, interrup\u00e7\u00e3o de uma conversa\u00e7\u00e3o etc.) ou discrepantes com a intensidade do ato destrutivo<\/li>\n\n\n\n<li>\u2013 em alguns casos, a viol\u00eancia se caracteriza tamb\u00e9m pelo fato de o sujeito apresentar o comportamento agressivo muito frequentemente (caso de sujeitos respons\u00e1vel por in\u00fameros homic\u00eddios).<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Apresentamos abaixo uma tabela de identifica\u00e7\u00e3o dos sujeitos que comp\u00f5em a amostra, utilizando-nos de um pseud\u00f4nimo e, a seguir, uma descri\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria dos crimes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>Caso<\/strong><\/td><td><strong>Pseud\u00f4-nimo<\/strong><\/td><td><strong>Idade \u00e0 \u00e9poca do exame<\/strong><\/td><td><strong>Naciona-lidade<\/strong><\/td><td><strong>N\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td><td><strong>Profiss\u00e3o<\/strong><\/td><td><strong>Idade \u00e0 \u00e9poca do crime ou da sucess\u00e3o de crimes<\/strong><\/td><td><strong>Local do exame<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>1<\/strong><\/td><td>Andr\u00e9<\/td><td>33<\/td><td>Brasil.<\/td><td>Prim\u00e1rio completo<\/td><td>R\u00e1dio-t\u00e9cnico<\/td><td>20<\/td><td>Casa de Cust\u00f3dia de Taubat\u00e9<\/td><\/tr><tr><td><strong>2<\/strong><\/td><td>Benedito<\/td><td>34<\/td><td>Brasil.<\/td><td>Secund\u00e1rio completo<\/td><td>Estudante<\/td><td>20<\/td><td>Manic\u00f4mio Judici\u00e1rio<\/td><\/tr><tr><td><strong>3<\/strong><\/td><td>Celso<\/td><td>36<\/td><td>Brasil.<\/td><td>Prim\u00e1rio completo<\/td><td>Pintor<\/td><td>23<\/td><td>Manic\u00f4mio Judici\u00e1rio<\/td><\/tr><tr><td><strong>4<\/strong><\/td><td>Ciro<\/td><td>34<\/td><td>Brasil.<\/td><td>Prim\u00e1rio completo<\/td><td>Policial<\/td><td>26<\/td><td>Casa de Cust\u00f3dia de Taubat\u00e9<\/td><\/tr><tr><td><strong>5<\/strong><\/td><td>Cl\u00e1udio<\/td><td>27<\/td><td>Brasil.<\/td><td>Prim\u00e1rio completo<\/td><td>Pedreiro&nbsp;<\/td><td>21<\/td><td>Casa de Cust\u00f3dia de Taubat\u00e9<\/td><\/tr><tr><td><strong>6<\/strong><\/td><td>Darci<\/td><td>52<\/td><td>Brasil.<\/td><td>Semi-analfabeto<\/td><td>Sem profiss\u00e3o&nbsp;<\/td><td>23<\/td><td>Manic\u00f4mio Judici\u00e1rio<\/td><\/tr><tr><td><strong>7<\/strong><\/td><td>Edson<\/td><td>41<\/td><td>Brasil.<\/td><td>Prim\u00e1rio incompleto<\/td><td>Artes\u00e3o&nbsp;<\/td><td>35<\/td><td>Casa de Cust\u00f3dia de Taubat\u00e9<\/td><\/tr><tr><td><strong>8<\/strong><\/td><td>Gerson<\/td><td>32<\/td><td>Brasil.<\/td><td>Secund\u00e1rio completo<\/td><td>Auxiliar de advocacia<\/td><td>26<\/td><td>Casa de Cust\u00f3dia de Taubat\u00e9<\/td><\/tr><tr><td><strong>9<\/strong><\/td><td>Jair<\/td><td>46<\/td><td>Brasil.<\/td><td>Prim\u00e1rio incompleto<\/td><td>Estivador<\/td><td>38<\/td><td>Casa de Cust\u00f3dia de Taubat\u00e9<\/td><\/tr><tr><td><strong>10<\/strong><\/td><td>Jo\u00e3o<\/td><td>42<\/td><td>Brasil.<\/td><td>Prim\u00e1rio incompleto<\/td><td>Vendedor<\/td><td>36<\/td><td>Casa de Cust\u00f3dia de Taubat\u00e9<\/td><\/tr><tr><td><strong>11<\/strong><\/td><td>Jos\u00e9<\/td><td>33<\/td><td>Brasil.<\/td><td>Analfabeto<\/td><td>Ajudante geral<\/td><td>25<\/td><td>Casa de Cust\u00f3dia de Taubat\u00e9<\/td><\/tr><tr><td><strong>12<\/strong><\/td><td>Jorge<\/td><td>48<\/td><td>Brasil.<\/td><td>Prim\u00e1rio completo<\/td><td>Barbeiro<\/td><td>30<\/td><td>Manic\u00f4mio Judici\u00e1rio<\/td><\/tr><tr><td><strong>13<\/strong><\/td><td>Juvenal<\/td><td>54<\/td><td>Brasil.<\/td><td>Prim\u00e1rio incompleto<\/td><td>Militar<\/td><td>36<\/td><td>Manic\u00f4mio Judici\u00e1rio<\/td><\/tr><tr><td><strong>14<\/strong><\/td><td>Lu\u00eds<\/td><td>44<\/td><td>Brasil.<\/td><td>Prim\u00e1rio incompleto<\/td><td>Lavrador<\/td><td>32<\/td><td>Casa de Cust\u00f3dia de Taubat\u00e9<\/td><\/tr><tr><td><strong>15<\/strong><\/td><td>M\u00e1rio<\/td><td>33<\/td><td>Brasil.<\/td><td>Prim\u00e1rio completo<\/td><td>Intermedi\u00e1rio de cereais<\/td><td>19<\/td><td>Manic\u00f4mio Judici\u00e1rio<\/td><\/tr><tr><td><strong>16<\/strong><\/td><td>Mauro<\/td><td>37<\/td><td>Brasil.<\/td><td>Analfabeto<\/td><td>Lavrador<\/td><td>26<\/td><td>Casa de Cust\u00f3dia de Taubat\u00e9<\/td><\/tr><tr><td><strong>17<\/strong><\/td><td>Milton<\/td><td>29<\/td><td>Brasil.<\/td><td>Secund\u00e1rio completo<\/td><td>Estudante<\/td><td>23<\/td><td>Casa de Cust\u00f3dia de Taubat\u00e9<\/td><\/tr><tr><td><strong>18<\/strong><\/td><td>Nivaldo<\/td><td>30<\/td><td>Brasil.<\/td><td>Analfabeto<\/td><td>Lavrador<\/td><td>19<\/td><td>Casa de Cust\u00f3dia de Taubat\u00e9<\/td><\/tr><tr><td><strong>19<\/strong><\/td><td>Paulo<\/td><td>39<\/td><td>Brasil.<\/td><td>Prim\u00e1rio completo<\/td><td>Sem profiss\u00e3o<\/td><td>19<\/td><td>Casa de Cust\u00f3dia de Taubat\u00e9<\/td><\/tr><tr><td><strong>20<\/strong><\/td><td>S\u00e9rgio<\/td><td>28<\/td><td>Brasil.<\/td><td>Secund\u00e1rio completo<\/td><td>Estudante<\/td><td>21<\/td><td>Casa de Cust\u00f3dia de Taubat\u00e9<\/td><\/tr><tr><td><strong>21<\/strong><\/td><td>Vanderli<\/td><td>63<\/td><td>Brasil.<\/td><td>analfabeto<\/td><td>lavrador<\/td><td>40<\/td><td>Manic\u00f4mio Judici\u00e1rio<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Andr\u00e9<\/strong>. Juntamente com cinco menores, invadiu um barraco e, uma vez em seu interior, constrangeu a mulher que l\u00e1 habitava, que foi contida pelos outros, \u00e0 conjun\u00e7\u00e3o carnal. Enquanto praticava o estupro, colocou dois dedos na boca de uma crian\u00e7a de oito meses, filho da v\u00edtima, para impedir que a mesma chorasse. Mediante a selvageria, o marido da v\u00edtima reagir, investindo no sujeito. Foi, ent\u00e3o, seguidamente, esfaqueado, vindo a falecer em consequ\u00eancia dos ferimentos recebidos.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Benedito. <\/strong>Estando a s\u00f3s com uma amiga, em sua casa, ofereceu-lhe droga (coca\u00edna). Como esta recusasse a fazer uso, come\u00e7ou a agredi-la. Esta ent\u00e3o, amea\u00e7ou chamar a pol\u00edcia. Foi, ent\u00e3o, repetidamente golpeada com uma garrafa, at\u00e9 desfalecer e, a seguir, assassinada com in\u00fameros golpes de tesoura no pesco\u00e7o. Ap\u00f3s sua morte, o sujeito ainda lhe injetou a droga nas veias. Ap\u00f3s o crime, voltou para casa, lavou-se e retornou para consolar a m\u00e3o da v\u00edtima que, tendo encontrado o corpo, comunicou-lhe o fato, sem saber que era ele o autor do crime.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Celso. <\/strong>Assassinou uma prostituta. O sujeito contratou-a e, posteriormente recusou-se a pag\u00e1-la. Como esta come\u00e7asse a gritar, deferiu-lhe in\u00fameros golpes de faca.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Ciro. <\/strong>O sujeito era policial e tinha sido expulso da corpora\u00e7\u00e3o por corrup\u00e7\u00e3o. Um dia, entrou num bar e l\u00e1, havia um sujeito armado exibindo a arma e se vangloriando. Subitamente, ent\u00e3o, o assassinou a tiros. A seguir, dando-se conta de que no bar havia uma testemunha, tamb\u00e9m a assassinou t\u00e3o somente porque ela o conhecia e poderia reconhec\u00ea-lo posteriormente. Aberto o processo, uma mulher que frequentava o bar foi arrolada como testemunha. Dois meses ap\u00f3s, o sujeito, ent\u00e3o, retornou ao local acompanhado de dois amigos e, ap\u00f3s passarem a noite com tr\u00eas mulheres (inclusive a testemunha), ofereceram \u201cuma carona\u201d. No meio do caminho, o sujeito assassino a tiros as tr\u00eas, apesar de suas s\u00faplicas para que n\u00e3o o fizesse. Neste dia, ainda procurou uma quarta poss\u00edvel testemunha com o intuito de tamb\u00e9m assassin\u00e1-la.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Claudio. <\/strong>Mediante amea\u00e7a com arma de fogo e viol\u00eancia, constrangeu duas meninas de quatorze e quinze anos e um garoto de quinze anos a manterem rela\u00e7\u00f5es sexuais anais, \u201cfelatio\u201d e uma rela\u00e7\u00e3o vaginal consigo. N\u00e3o satisfeito, introduziu galhos de eucalipto no anus e vagina de uma das meninas que quase faleceu em fun\u00e7\u00e3o dos ferimentos. Apenas n\u00e3o prosseguiu em sua perversidade porque o garoto logrou escapar e buscou ajuda. J\u00e1 no pres\u00eddio de seguran\u00e7a m\u00e1xima, participou de uma rebeli\u00e3o, tentando fugir com uma funcion\u00e1ria de ref\u00e9m.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Darci. <\/strong>Tr\u00eas crimes sucessivos. O primeiro foi cometido contra um companheiro que com ele bebia num bar. Como este se recusou a segui-lo a outro bar, deferiu-lhe um golpe com caco de vidro no rosto, ocasionando deformidade permanente. A seguir, desferiu dois golpes no propriet\u00e1rio do bar, sem motivos aparentes. Mais tarde, procurou um companheiro de vadiagem e, enquanto este dormia, deferiu golpes em sua cabe\u00e7a com um peda\u00e7o de ferro e, a seguir, ingeriu peda\u00e7os do c\u00e9rebro da v\u00edtima. Justificou sua a\u00e7\u00e3o dizendo que j\u00e1 o procurara durante o dia para cobrar uma pequena quantia de dinheiro que este lhe devia, tendo sido informado pela v\u00edtima que n\u00e3o dispunha do dinheiro. Depois que foi preso, sempre se mostrou muito agressivo, tendo inclusive assassinado um companheiro de pris\u00e3o.\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Edson. <\/strong>Numa festa sertaneja, ficou observando uma m\u00e3e e filha que l\u00e1 estavam, aguardando a oportunidade de distra\u00e7\u00e3o da m\u00e3e. Agarrou, ent\u00e3o, a menor de nove anos de idade, levou-a a uma casa abandonada e mediante viol\u00eancia, praticou com a mesma coito anal e vaginal. Como v\u00edtima chorasse muito, um estranho interveio e impediu que o sujeito prosseguisse em sua perversidade.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Gerson. <\/strong>Encontrava-se num bar quando dois indiv\u00edduos que tamb\u00e9m l\u00e1 estavam come\u00e7aram a discutir. Irritando-se, sacou uma arma e disse aos mesmos que teriam, a partir daquele momento, de brigar realmente para que ele assistisse. Como os mesmos n\u00e3o quisessem faz\u00ea-lo, come\u00e7ou a atirar para o ch\u00e3o para compeli-los \u00e0 briga e, a seguir, assassinou a ambos, com tiros, chamando-os de covardes.\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Jair.<\/strong> Desde os 27 anos de idade responde a v\u00e1rios crimes por agress\u00e3o, atentado violento ao pudor, corrup\u00e7\u00e3o de menores, tr\u00e1fico de drogas e furtos. Relativamente ao \u00faltimo crime, mediante amea\u00e7a de viol\u00eancia vinha obrigando um menino de oito anos de idade a permitir que praticasse consigo coito anal. Como a crian\u00e7a chorasse, um policial desconfiou e surpreendeu o agressor. Ele, ent\u00e3o, tentou suborn\u00e1-lo com dinheiro.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Jo\u00e3o. <\/strong>Trabalhava como administrador de uma creche de uma institui\u00e7\u00e3o religiosa. Durante seis meses, constrangeu, mediante viol\u00eancia presumida e amea\u00e7as a doze meninos e meninas a permitirem coito anal, \u201cfelatio\u201d e outros atos libidinosos. As crian\u00e7as contavam com idade entre cinco e nove anos<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Jos\u00e9. <\/strong>Confessou nove atentados contra mulheres, sendo que assassinou a duas (comprovadamente). Atacava mulheres desconhecidas com a inten\u00e7\u00e3o de estupr\u00e1-las. Quando a v\u00edtima esbo\u00e7asse a menor rea\u00e7\u00e3o, as agredia violentamente. No \u00faltimo crime, tentou abordar uma mulher com propostas indecorosas e a v\u00edtima replicou. Ato cont\u00ednuo desferiu um golpe de faca no abd\u00f4men da mesma. Ainda assim, a v\u00edtima conseguiu escapar sendo socorrida por transeuntes e o sujeito foi preso.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>\u00a0Jorge. <\/strong>Assassinou a esposa estrangulada, enquanto dormia porque suspeitava que o tra\u00edsse. Atirou o corpo num po\u00e7o. Dois anos depois, como sua filha menor chorasse chamando pela m\u00e3e, ap\u00f3s t\u00ea-la repreendido, atirou-a viva dentro do mesmo po\u00e7o que jogara o corpo da esposa. O primeiro crime somente foi descoberto ap\u00f3s a tentativa de assassinato da filha que foi frustra.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>\u00a0Juvenal. <\/strong>Assassinou um indiv\u00edduo que supunha ter conquistado sua amante. Aproximou-se sorrateiramente do mesmo, pelas costas e matou-o com golpes de machado. Posteriormente, emasculou-o e jogou os \u00f3rg\u00e3os genitais \u00e0 dist\u00e2ncia.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>\u00a0Lu\u00eds. <\/strong>Agarrou uma menor de cinco anos que estava brincando na rua, levou-a a uma constru\u00e7\u00e3o, manteve com a mesma, coito anal e estuprou-a, matando-a a seguir com uma paulada. Meses ap\u00f3s, tentou novamente atacar outra menor, mas foi preso pelos familiares da mesma. Era ex-presidi\u00e1rio, tendo cumprido pena anteriormente pois assassinara sua esposa.\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Mario. <\/strong>Tentativa de assassinato da m\u00e3e e do irm\u00e3o. Por motivo de pouca import\u00e2ncia, frequentemente agredia a m\u00e3e e irm\u00e3o, inclusive com arma branca. Um dia, porque seu irm\u00e3o lhe pediu para baixar o som da televis\u00e3o para poder estudar, tentou mat\u00e1-lo com uma faca. A m\u00e3e interveio e o sujeito deferiu violentos golpes em sua cabe\u00e7a. Como as v\u00edtimas conseguiram esquivar-se destruiu v\u00e1rios m\u00f3veis da casa, agrediu um vizinho que tentou intervir e resistiu \u00e0 pris\u00e3o, atirando um televisor sobre o carro de pol\u00edcia. J\u00e1 respondia a processos por assalto com agress\u00e3o e por brigas nas ruas. No pres\u00eddio teve in\u00fameros problemas disciplinares por sua acentuada agressividade.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Mauro.<\/strong> Foi preso por assassinato. Enquanto assaltava um sujeito, este esbo\u00e7ou rea\u00e7\u00e3o e foi morto. No pres\u00eddio sempre se mostrou muito agressivo tendo matado um companheiro de pris\u00e3o, enquanto este dormia e juntamente com outro prisioneiro, assassinou um terceiro, com m\u00e9todo cruel: esmigalhou sua cabe\u00e7a a golpes com um peda\u00e7o de ferro.\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Milton.<\/strong> Atraiu para uma f\u00e1brica vazia um menino de oito anos de idade e l\u00e1, mediante viol\u00eancia, praticou com o mesmo coito anal. Fugiu n\u00e3o sendo identificado. Posteriormente repetiu o crime com feitio semelhante com um menino de nove anos. Transeuntes ouviram os gritos da crian\u00e7a e intervieram, prendendo-o.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Nivaldo.<\/strong> Observou uma mulher que sempre passava por um local de seu bairro, voltando do trabalho. Esperou-a num dia que n\u00e3o havia ningu\u00e9m por perto, agarrou-a, levou-a a um matagal e como a v\u00edtima reagisse, deferiu uma facada em seu peito e feriu-a seguidamente com um garfo. A seguir, enquanto a estuprava, queimou-a com o cigarro. Ap\u00f3s o estupro, ao constatar que ainda vivia, matou-a a facadas.\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Paulo.<\/strong> O sujeito envolveu-se com a criminalidade ainda menor, tendo in\u00fameros processos por assalto a m\u00e3o armada e homic\u00eddios. Somente dentro do sistema penitenci\u00e1rios j\u00e1 cometeu mais de setenta homic\u00eddios. Cumpre pena no anexo de seguran\u00e7a m\u00e1xima devido a sua alta periculosidade. Um de seus crimes de homic\u00eddio ocorreu porque a v\u00edtima interrompeu sua conversa com um terceiro.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>S\u00e9rgio.<\/strong> Aproximou-se de uma menor de sete anos de idade e afirmando conhecer sua m\u00e3e e dizendo que esta a estava chamando, prometendo-lhe um anelzinho, levou-a a um pr\u00e9dio, onde, mediante viol\u00eancia, obrigou-a a praticar consigo coito anal e vestibular. Um ano antes j\u00e1 cometera crime semelhante com uma menor de onze anos de idade.\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Vanderlei.<\/strong> Assassinou um companheiro de trabalho porque ele duvidara que fosse capaz de realizar determinado trabalho. Referia que fora ferido em sua hombridade. Na penitenci\u00e1ria tornou a repetir crime com caracter\u00edsticas semelhantes. Uma vez, em liberdade vigiada, passou a amea\u00e7ar seus familiares e a tiraniz\u00e1-los.\u00a0<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>A Prova de Rorschach: caracter\u00edsticas gerais<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Escolhemos a Prova de Rorschach como instrumento de nossa pesquisa por tratar-se do Exame Projetivo mais completo e aceito, enquanto m\u00e9todo de estudo da personalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de uma prova na qual, o sujeito \u00e9 solicitado a interpretar dez manchas a ele apresentadas em determinada ordem. As manchas s\u00e3o amb\u00edguas e permitem interpreta\u00e7\u00f5es variadas, por\u00e9m, possuem certas caracter\u00edsticas que mobilizam aspectos diferentes do trabalho mental.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro aspecto significativo \u00e9 aquele de que cinco das manchas possuem apenas as cores branca, preta e tonalidades de cinza, enquanto as outras cinco s\u00e3o coloridas e nuan\u00e7adas. Entre as pranchas coloridas, tr\u00eas (as pranchas VIII, IX e X) s\u00e3o em tons past\u00e9is, com cores leves, enquanto duas (pranchas II e III) apenas possuem o vermelho associado aos tons acrom\u00e1ticos. As formas s\u00e3o vari\u00e1veis quanto aos elementos de distribui\u00e7\u00e3o espacial, equil\u00edbrio entre manchas e espa\u00e7os, diferen\u00e7as de tonalidade (com tons mais pesados ou mais leves), interpenetra\u00e7\u00e3o entre cores. Todas as manchas s\u00e3o parcialmente sim\u00e9tricas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o sujeito se v\u00ea perante a tarefa de organizar as manchas, comunicando o resultado de seu trabalho mental atrav\u00e9s de uma resposta \u00e0 pergunta: \u201cO que parece esta figura?\u201d, todo o trabalho mental \u00e9 mobilizado, desde o n\u00edvel de percep\u00e7\u00e3o da mancha, de compara\u00e7\u00e3o do percepto com imagens mnem\u00f4nicas, de sele\u00e7\u00e3o das possibilidades pertinentes, de decis\u00e3o quanto \u00e0 resposta a ser comunicada e da formula\u00e7\u00e3o da mesma num conceito.<\/p>\n\n\n\n<p>Este trabalho \u00e9 apenas parcialmente consciente e poder\u00e1 ser analisado, a partir da comunica\u00e7\u00e3o verbal feita e do inqu\u00e9rito que o examinador procede num segundo momento, partindo de \u00edndices, ligados a esta comunica\u00e7\u00e3o verbal e elementos para verbais ocorridos durante o per\u00edodo da associa\u00e7\u00e3o e aqueles que surgem no pr\u00f3prio inqu\u00e9rito.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme acima afirmamos, cinco pranchas s\u00e3o coloridas, enquanto cinco s\u00e3o monocrom\u00e1ticas, isto \u00e9, apenas possuem tons de branco, preto e cinza.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta caracter\u00edstica dos mesmos, coloca o sujeito perante situa\u00e7\u00f5es diversas, quando instado a interpret\u00e1-las. Conforme refere Coelho (1980), discutindo a forma como Schachtel analisa a experi\u00eancia do sujeito perante os est\u00edmulos coloridos:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201c(&#8230;) a possibilidade de provocar prazer ou desprazer, sensa\u00e7\u00e3o agrad\u00e1vel ou desagrad\u00e1vel \u2013 que \u00e9 uma caracter\u00edstica dos sentidos mais elementares como o olfato, a gusta\u00e7\u00e3o, o tato (sentidos autoc\u00eantricos) \u2013 tamb\u00e9ma ocorre na percep\u00e7\u00e3o da cor. A rea\u00e7\u00e3o \u00e0 cor, como um tipo de experi\u00eancia semelhante \u00e0quelas provocas pelos sentidos autoc\u00eantricos, \u00e9 confirmada pelo desenvolvimento ontogen\u00e9tico da percep\u00e7\u00e3o da cor comparado com o da forma. A rea\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a ante a luminosidade e \u00e0 cor \u00e9 anterior \u00e0 sua capacidade de manipular ativamente os objetos, para perceber-lhes as formas. A crian\u00e7a pequena revela prefer\u00eancia acentuada pelos objetos coloridos e brilhantes. Em tarefas nas quais a crian\u00e7a \u00e9 solicitada a classificar os objetos de diferentes cores e formas, ela tender\u00e1 a selecion\u00e1-los segundo as cores.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Com o crescimento, observamos uma tend\u00eancia crescente da sele\u00e7\u00e3o baseada na forma. Schachtel cita o experimento de Lindsberg e Werner que observaram, para esse tipo de tarefa, uma prefer\u00eancia progressiva pela forma, passando a cor para segundo plano \u00e0 medida que o indiv\u00edduo se torna adulto. A crian\u00e7a inicialmente est\u00e1 mais sujeita ao est\u00edmulo sensorial enquanto o adulto reage ativamente ao ambiente (&#8230;)\u201d (pg. 146).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Deste modo, podemos considerar que as pranchas coloridas provocam no sujeito, a priori, um impacto afetivo, sob efeito do qual dever\u00e1 interpret\u00e1-las, enquanto no caso das manchas aqui denominadas monocrom\u00e1ticas, o aspecto da decis\u00e3o quanto \u00e0 resposta a comunicar \u00e9 prevalente, pois as situa\u00e7\u00f5es seriam mais o menos neutras, isto \u00e9, as rea\u00e7\u00f5es emocionais dependeriam no caso destas pranchas de fatores menos idiossincr\u00e1sicos do sujeito. Em fun\u00e7\u00e3o disso, \u00e9 procedimento em nossa orienta\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o ao Rorschach, sempre comparar os \u00edndices encontrados em cada uma das s\u00e9ries de pranchas (monocrom\u00e1ticas e coloridas).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As obras de Silveira (1985) e Coelho (1980) procedem a uma apresenta\u00e7\u00e3o da metodologia e crit\u00e9rios de an\u00e1lise dos protocolos de Rorschach, como o fazemos na Sociedade Rorschach de S\u00e3o Paulo. Portanto, para n\u00e3o fugirmos ao escopo deste trabalho, furtamo-nos a apresent\u00e1-los, apenas o fazendo com rela\u00e7\u00e3o \u00e0queles selecionados para a an\u00e1lise dos processos cognitivos, examinados na amostra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Finalizando esta suscinta apresenta\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas gerais da Prova de Rorschach, frisamos que o fato de que, em nossa orienta\u00e7\u00e3o, partamos da considera\u00e7\u00e3o de que a realidade \u00e9 representada subjetivamente a partir de sua codifica\u00e7\u00e3o em termos de imagens, s\u00edmbolos e sinais, implica que, durante a fase de inqu\u00e9rito da Prova, o dirijamos no sentido de esclarecer os elementos componentes da imagem subjetiva que no foi comunicada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, enquanto os autores do Rorschach, em geral codificam cada resposta verbalizada em termos dos cl\u00e1ssicos tr\u00eas elementos b\u00e1sicos: modalidade, determinante e conte\u00fado, acumulando-os quando se trata de mais de um determinante por resposta, em nosso procedimento, desdobramos sempre que necess\u00e1rio, cada resposta em mais de uma, de acordo com as imagens mentais que a comp\u00f5em. O n\u00famero de respostas, portanto, que consideramos para a popula\u00e7\u00e3o normal, \u00e9 um pouco mais elevado do que a m\u00e9dica encontrada pelos autores em geral.<\/p>\n\n\n\n<p>A obra de Silveira (1985) j\u00e1 mencionada possui um cap\u00edtulo especialmente dedicado ao procedimento dos desdobramentos de respostas.<\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisamos, al\u00e9m dos tr\u00eas elementos sempre presentes em cada imagem mental considerada, outros tr\u00eas de ocorr\u00eancia vari\u00e1vel, quais sejam a frequ\u00eancia vulgar ou n\u00e3o da resposta, seu n\u00edvel de organiza\u00e7\u00e3o (\u00edndice Z de Beck, denominado de Elab por Silveira) e os mecanismos inusuais de rea\u00e7\u00e3o, porventura presentes.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>Fatores da Prova verificados na amostra para o exame dos processos cognitivos:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>A partir de enfoque cognitivista, Coelho (1988) em trabalho anterior, em coautoria conosco, prop\u00f4s a distin\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica entre \u201cn\u00edveis\u201d e \u201cmodos\u201d de tratamento dos est\u00edmulos perceptuais padronizados por Hermann Rorschach. Nessa sistematiza\u00e7\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es entre os diferentes \u201cn\u00edveis\u201d s\u00e3o do tipo vertical e interdependentes, enquanto os \u201cmodos\u201d se distribuem de modo horizontal e com possibilidades vari\u00e1veis de ocorr\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Posteriormente, em trabalho mais recente (1993) apresentado ao VIII Congresso Latino-americano prop\u00f4s uma classifica\u00e7\u00e3o das imagens percebidas em fun\u00e7\u00e3o do n\u00edvel e da din\u00e2mica do processo de simboliza\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias. No XVI Congresso Internacional de Rorschach, ocorrido em Lisboa, Coelho (1993), a partir dessa sistematiza\u00e7\u00e3o, comparou resultados encontrados em grupos de psic\u00f3ticos, ansiosos, normais e sujeitos umbandistas, denominados pela autora como grupo de pensamento m\u00e1gico.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de apresentarmos um quadro onde esquematizamos a referida proposta de Coelho de distin\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica entre \u201cn\u00edveis\u201d e \u201cmodos\u201d de tratamento dos est\u00edmulos do Rorschach e discuti-los, apresentaremos a classifica\u00e7\u00e3o das imagens mentais em fun\u00e7\u00e3o do n\u00edvel e da din\u00e2mica do processo de simboliza\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa classifica\u00e7\u00e3o, Coelho partiu das concep\u00e7\u00f5es mais recentes das pesquisas cognitivas com imagens mentais e sua classifica\u00e7\u00e3o das respostas em seis n\u00edveis procura evidenciar os diferentes graus de complexidade das constru\u00e7\u00f5es envolvidas nas imagens, bem como a din\u00e2mica peculiar. Os n\u00edveis s\u00e3o os seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p>R1 \u2013 imagem mental na qual as impress\u00f5es subjetivas pouco codificadas, impregnadas de afeto s\u00e3o o determinante principal. O sujeito utiliza-se nestas imagens fundamentalmente dos processos indutivos, por\u00e9m, de modo muito subjetivo. S\u00e3o geralmente respostas cujo determinante n\u00e3o considera elementos formais, o faz de modo muito vago, sendo predominantes a cor, a sensa\u00e7\u00e3o de profundidade ou de difus\u00e3o, a mera sensa\u00e7\u00e3o t\u00e1ctil ou a super-generaliza\u00e7\u00e3o impulsiva do significado a partir de ind\u00edcios incomuns. Refletem uma aprecia\u00e7\u00e3o extremamente superficial e subjetiva da realidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>R2&nbsp; \u2013&nbsp; imagem mental onde ocorre um reconhecimento do percepto por analogia com experi\u00eancias pregressas. O processo \u00e9 fundamentalmente indutivo, simples e impessoal. Os determinantes formais, as respostas bem definidas de cor negra, branca ou cinza (C\u2019), algumas respostas de forma com luminosidade adicional, dando caracter\u00edsticas da imagem, s\u00e3o representados por este grupo. Refletem o processo mais frequente e impessoal de aprecia\u00e7\u00e3o da realidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>R3&nbsp; \u2013&nbsp; s\u00e3o imagens nas quais o processo \u00e9 tamb\u00e9m indutivo, por\u00e9m j\u00e1 ocorre certo n\u00edvel vari\u00e1vel de constru\u00e7\u00e3o, seja por integra\u00e7\u00e3o dos afetos despertados, seja por associa\u00e7\u00e3o e reconhecimento emocional ou, porque o sujeito procura se distanciar da experi\u00eancia para melhor compreend\u00ea-la e control\u00e1-la, pela compara\u00e7\u00e3o. S\u00e3o determinantes utilizados o FC, o CF, o F<sup>+<\/sup>(l) ou o Ps. Refletem j\u00e1 uma certa constru\u00e7\u00e3o pessoal, pela participa\u00e7\u00e3o afetivo-emocional ou intelectual, na aprecia\u00e7\u00e3o da realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>R4&nbsp; \u2013&nbsp; s\u00e3o imagens mentais nas quais participam processos dedutivos, por\u00e9m sob influ\u00eancia de elementos afetivos, que fazem o sujeito utilizar-se de \u201cju\u00edzos de valor\u201d em sua avalia\u00e7\u00e3o. Coelho utilizou-se da denomina\u00e7\u00e3o \u201cpensamento m\u00e1gico\u201d ao referir-se a esta din\u00e2mica do processo de simboliza\u00e7\u00e3o. S\u00e3o aqui que aparecem mais frequentemente os s\u00edmbolos, em sentido estrito. Os determinantes principalmente envolvidos nestas imagens s\u00e3o o movimento animal (m), os movimentos contidos ou bloqueados ou sob a\u00e7\u00e3o da gravidade (m\u2019<sub>2<\/sub>), os movimentos projetados em for\u00e7as da natureza (m\u2019<sub>1<\/sub>), os movimentos humanos projetados em figura animal, as respostas de luminosidade codificadas como L ou a forma din\u00e2mica como a considera Schachtel (1966). Refletem uma aprecia\u00e7\u00e3o mais criativa da realidade, ainda que sob influ\u00eancia de \u201cju\u00edzos de valor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>R5&nbsp; \u2013&nbsp; imagens mentais onde o processo dedutivo \u00e9 envolvido mais diretamente, de modo racional e l\u00f3gico, ainda que sem mostrar muita originalidade, mas revelando amadurecimento social do ponto de vista intelectual. S\u00e3o imagens nas quais participam determinantes M, m\u2019<sub>1<\/sub> ligado a abstra\u00e7\u00f5es, F<sup>+<\/sup> especial (Schachtel) (1966) e que correspondem a no\u00e7\u00f5es mais racionais. Correspondem, pois, a uma constru\u00e7\u00e3o dedutiva, de modo racional e l\u00f3gico, na aprecia\u00e7\u00e3o da realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>R6 \u2013 imagens onde participam diversos determinantes e que se originam do desdobramento de uma resposta muito rica e original, revelando criatividade. Os processos indutivos e dedutivos est\u00e3o simultaneamente envolvidos. Correspondem aos processos de constru\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica mais criativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Procedemos \u00e0 classifica\u00e7\u00e3o das imagens mentais dos examinados da amostra segundo esta sistem\u00e1tica e comparamos com os resultados de Coelho (1993, II) obteve em outros grupos, com caracter\u00edsticas diversas. Discutiremos os significados ao apresentarmos os resultados.<\/p>\n\n\n\n<p>A seguir, na pr\u00f3xima p\u00e1ginas, apresentamos um quadro esquem\u00e1tico da distin\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica entre \u201cn\u00edveis e modos\u201d de tratamento dos est\u00edmulos com o objetivo de facilitar a visualiza\u00e7\u00e3o de nossos procedimentos. Discutiremos cada um dos pontos do quadro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00cdVEIS E MODOS DE TRATAMENTOS DOS EST\u00cdMULOS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>MODOS<br>N\u00cdVEIS<\/td><td colspan=\"8\"><\/td><\/tr><tr><td rowspan=\"2\"><br><br><br>Capta\u00e7\u00e3o dos Est\u00edmulos e Distribui\u00e7\u00e3o da Aten\u00e7\u00e3o<\/td><td colspan=\"3\">Apreens\u00e3o e Sele\u00e7\u00e3o dos Est\u00edmulos e Graus de Seletividade<\/td><td colspan=\"3\">Capacidade de Manter Est\u00e1vel a Aten\u00e7\u00e3o. Efic\u00e1cia do Controle Intelectual<\/td><td colspan=\"2\">Mecanismos Inusuais de Rea\u00e7\u00e3o que Interferem na Sele\u00e7\u00e3o dos Est\u00edmulos<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"3\"><br>Grau inferiorGrau intermedi\u00e1rioGrau superior<\/td><td colspan=\"3\"><br>EfetivaInsuficiente<\/td><td colspan=\"2\"><br>Contamina\u00e7\u00e3oPosi\u00e7\u00e3oPormenor inibit\u00f3rioConfabula\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td rowspan=\"2\"><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br>Elabora\u00e7\u00e3o das Imagens Perceptuais<\/td><td>Organiza\u00e7\u00f5es das Constru\u00e7\u00f5es<\/td><td colspan=\"3\">Precis\u00e3o Formal das Imagens<\/td><td colspan=\"3\">Flexibilidade para a Constru\u00e7\u00e3o da Imagem<\/td><td>Interfer\u00eancia de Mecanismos Inusuais de Rea\u00e7\u00e3o na Constru\u00e7\u00e3o das Imagens<\/td><\/tr><tr><td><br>Z1 \u2013 Constru\u00e7\u00f5es Racionais e ObjetivasZ2 \u2013 Constru\u00e7\u00f5es de ordem Primordial-mente Impressivas e Subjetivas<\/td><td colspan=\"3\"><br>Imagens Precisas (Ip)Imagens Vagas (Iv)Sincr\u00e9ticaImpressionista&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Por generali-za\u00e7\u00e3o impulsiva<\/td><td colspan=\"3\"><br>RC \u2013 Determinante CorRM \u2013 Determinante MovimentoRL \u2013 Determinante LuminosidadeRPs \u2013 Determinante PerspectivaRF \u2013 Determinante Forma<\/td><td><br>Associa\u00e7\u00f5es Parasitas: fuga ao est\u00edmulo, fabula\u00e7\u00e3o, libera\u00e7\u00e3o, nomea\u00e7\u00e3o de cor.Altera\u00e7\u00e3o no Processo Associativo: hostilidade, repeti\u00e7\u00e3o, perplexidade, rejei\u00e7\u00e3o, inibi\u00e7\u00e3o.Distor\u00e7\u00f5es da Imagem: condensa\u00e7\u00e3o de cor, condensa\u00e7\u00e3o de conte\u00fado, fragmenta\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td rowspan=\"2\"><br><br><br><br><br>Categoriza\u00e7\u00e3o dos significados<\/td><td colspan=\"2\">N\u00edvel de Abstra\u00e7\u00e3o e de Generaliza\u00e7\u00e3o das Categorias<\/td><td colspan=\"3\">Atribui\u00e7\u00e3o Valorativa ao Significado das Imagens percebidas<\/td><td colspan=\"3\">Extens\u00e3o de Interesses<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><br>Percep\u00e7\u00e3o inte-gral ou parcial de conte\u00fado humano ou animalCategoriza\u00e7\u00e3o ge-n\u00e9rica ou espec\u00ed-fica de conte\u00fado humano ou animal<\/td><td colspan=\"3\"><br>Atribui\u00e7\u00e3o de quali-dades positivasAtribui\u00e7\u00e3o de carac-ter\u00edsticas negativasAtribui\u00e7\u00e3o de defor-midades ou doen\u00e7asPercep\u00e7\u00e3o neutra e superficial<\/td><td colspan=\"3\"><br>Vagos e cotidianosDiferenciados e espec\u00edficosFor\u00e7as poderosas da natureza ou armas agressivas<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>N\u00edvel de Capta\u00e7\u00e3o dos Est\u00edmulos e Distribui\u00e7\u00e3o da Aten\u00e7\u00e3o<\/strong>\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Apreens\u00e3o e Sele\u00e7\u00e3o dos Est\u00edmulos para a Estrutura\u00e7\u00e3o dos Perceptos e Graus de Seletividade<\/strong>\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Grau Inferior:<\/strong> Tratamento das propriedades configuracionais das manchas apreendidas como unidades simples. Os est\u00edmulos se imp\u00f5em \u00e0 aten\u00e7\u00e3o do observador devido as suas caracter\u00edsticas estruturais de simetria, de ritmo espacial, de n\u00edtida demarca\u00e7\u00e3o de seus limites ou de unidade homog\u00eanea e simples que caracteriza a pregn\u00e2ncia das \u201cboas formas\u201d em Gestalt. Tais est\u00edmulos correspondem no Rorschach \u00e0 modalidade global imediata simples e de pormenor prim\u00e1rio isolado. O observador reage \u00e0 impress\u00e3o imediata que resulta de uma associa\u00e7\u00e3o por analogia (semelhan\u00e7a) de imagens evocadas, caracterizando mais um processo de \u201creconhecimento\u201d que de interpreta\u00e7\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Grau Intermedi\u00e1rio:<\/strong> Em que ocorre extra\u00e7\u00e3o e identifica\u00e7\u00e3o de aspectos dos est\u00edmulos que frequentemente passam desapercebidos pela maioria, quer por sua reduzida extens\u00e3o e pela posi\u00e7\u00e3o que ocupam no conjunto dos est\u00edmulos apresentados (pequenos pormenores) quer por se apresentarem como espa\u00e7os em branco (espa\u00e7os prim\u00e1rios) integrados na percep\u00e7\u00e3o como \u201cfundo\u201d de uma figura principal. A apreens\u00e3o desses est\u00edmulos j\u00e1 exige maior esfor\u00e7o da aten\u00e7\u00e3o e sup\u00f5e um tipo de observa\u00e7\u00e3o anal\u00edtica, por\u00e9m, tais est\u00edmulos evocam, como no grau inferior, associa\u00e7\u00f5es imediatas por semelhan\u00e7a, ainda que neste caso, o \u201creconhecimento\u201d se acompanhe de um certo grau de constru\u00e7\u00e3o perceptual.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Grau Superior:<\/strong> Em que ocorre a extra\u00e7\u00e3o, a identifica\u00e7\u00e3o e a recombina\u00e7\u00e3o de diferentes por\u00e7\u00f5es do est\u00edmulo em uma constru\u00e7\u00e3o mais complexa. Nesse caso, o observador opera segundo um modo anal\u00edtico-sint\u00e9tico, buscando inicialmente as diferen\u00e7as que uma vez identificadas passam a se articularem em uma \u201cinterpreta\u00e7\u00e3o\u201d de ordem mais ativa e pessoal. A precis\u00e3o e coer\u00eancia dessa \u201cinterpreta\u00e7\u00e3o\u201d j\u00e1 constitui um aspecto mais ligado \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o da imagem do que \u00e0 observa\u00e7\u00e3o do est\u00edmulo. No Rorschach o examinando efetua uma sele\u00e7\u00e3o dos est\u00edmulos (diferentes P interligados podendo ou n\u00e3o abranger toda a mancha (Pc ou Gc) ou entre manchas e espa\u00e7os em branco (P(E) ou p(E), ou GE).\u00a0<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Capacidade em Manter Est\u00e1vel a Aten\u00e7\u00e3o para o Julgamento Objetivo dos Est\u00edmulos. Efic\u00e1cia do Controle Intelectual.<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Este modo de tratamento dos est\u00edmulos formais j\u00e1 se situa em posi\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria entre a seletividade perceptual e a constru\u00e7\u00e3o de imagens, por\u00e9m, depende fundamentalmente da capacidade atual do indiv\u00edduo em manter est\u00e1vel a sua aten\u00e7\u00e3o, focalizando-a nas propriedades da situa\u00e7\u00e3o externa. Adotamos aqui a avalia\u00e7\u00e3o das \u201cformas bem-vistas\u201d segundo o crit\u00e9rio estat\u00edstico proposto por Herman Rorschach (1978) e aperfei\u00e7oado por S. Beck, (1950) e seus seguidores. Para obten\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es mais precisas, distinguiremos o valor da porcentagem de F<sup>+<\/sup>, para o conjunto das pranchas coloridas e para o conjunto monocrom\u00e1tico \u2013 conforme o procedimento estabelecido por Silveira e sua escola.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>Mecanismos inusuais que interferem na Sele\u00e7\u00e3o dos Est\u00edmulos<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Altera\u00e7\u00f5es mais graves no processo seletivo da aten\u00e7\u00e3o e maior interfer\u00eancia de subjetivismo na aprecia\u00e7\u00e3o do est\u00edmulo poder\u00e3o traduzir-se no Rorschach pela ocorr\u00eancia de mecanismos inusuais de rea\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel da capta\u00e7\u00e3o dos est\u00edmulos. Os mecanismos que encontramos na amostra foram contamina\u00e7\u00e3o, posi\u00e7\u00e3o, pormenor inibit\u00f3rio e confabula\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Coelho (1980) analisa o dinamismo da contamina\u00e7\u00e3o considerando que diferentes aspectos do est\u00edmulo provocam no probando associa\u00e7\u00f5es de imagens que, por preju\u00edzo da fun\u00e7\u00e3o da abstra\u00e7\u00e3o, surgem apenas como uma no\u00e7\u00e3o de um resultado da fus\u00e3o entre elas, expressos num \u00fanico conceito sincr\u00e9tico que o probando n\u00e3o consegue isolar em imagens independentes. Na Posi\u00e7\u00e3o, o \u00fanico aspecto determinante da associa\u00e7\u00e3o \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o ocupada, no conjunto do est\u00edmulo, pela parte selecionada em sua rela\u00e7\u00e3o com os outros elementos da mancha. No caso do pormenor inibit\u00f3rio (p\u2019 ou D<sub>o<\/sub>), o probando percebe apenas uma parte humana ou animal onde habitualmente se percebe uma figura humana ou animal integral vulgar, revelando inibi\u00e7\u00e3o do trabalho mental, por fatores diversos.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da confabula\u00e7\u00e3o (PG ou p\u2019\u2019), a interpreta\u00e7\u00e3o do est\u00edmulo decorre de uma aprecia\u00e7\u00e3o extremamente superficial do mesmo. O probando, a partir de um pequeno ind\u00edcio (geralmente um pormenor prim\u00e1rio ou secund\u00e1rio que possua alguma analogia com parte da imagem comunicada) generaliza impulsivamente o significado global da experi\u00eancia, n\u00e3o corrigindo posteriormente suas conclus\u00f5es. Se a interpreta\u00e7\u00e3o abranger a mancha como um todo, codificamos como PG, se apenas uma parte dela, como p\u2019\u2019. Este desdobramento procedido por Coelho (1988) \u00e9 an\u00e1logo \u00e0 distin\u00e7\u00e3o procedida pela Scuola Romana Rorschach quando codifica as siglas DG, DdG, DD e DdD, ainda que menos minuciosa. Assim a descrevem Parisi e Pes (1991).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como estes mecanismos inusuais de rea\u00e7\u00e3o foram frequentes em nossa amostra, discutiremos mais detidamente seus significados ao apresentarmos os resultados.<\/p>\n\n\n\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o de autores como Fonda (1960) mencionarem as respostas de Modalidade Espa\u00e7o como vinculadas ao comportamento agressivo, sensu latu, pesquisamos mais detidamente sua ocorr\u00eancia na amostra, bem como os dinamismos anormais da Revers\u00e3o, situa\u00e7\u00e3o na qual a mancha \u00e9 percebida como \u201cfundo\u201d e o espa\u00e7o como \u201cfigura\u201d, alterando a j\u00e1 mencionada pregn\u00e2ncia das boas formas da Gestalt, e da Refer\u00eancia ao vazio, quando o sujeito menciona o espa\u00e7o em branco como algo que dificulta a percep\u00e7\u00e3o, sem atribuir-lhe significado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>N\u00edvel de Elabora\u00e7\u00e3o das Imagens Perceptuais<\/strong>\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Organiza\u00e7\u00e3o das Constru\u00e7\u00f5es<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>A constru\u00e7\u00e3o de imagens sup\u00f5e um determinado tipo de elabora\u00e7\u00e3o predominantemente indutivo ou dedutivo dos est\u00edmulos selecionados. Avaliamos o grau de elabora\u00e7\u00e3o dos perceptos a partir do \u00edndice Z de Beck (denominado Elab por Silveira), por\u00e9m como sugeriu Coelho (1989) distinguimos entre as constru\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter racional e objetivo \u2013 em que n\u00e3o apenas prevalece o determinante formal como tamb\u00e9m se baseiam em articula\u00e7\u00f5es precisas e coerentes de seus aspectos designadas pelo \u00edndice Z, das constru\u00e7\u00f5es de ordem primordialmente impressivas e subjetivas preval\u00eancia de determinantes n\u00e3o-formais e baseadas em associa\u00e7\u00f5es subjetivas e mesmo sincr\u00e9ticas correspondendo ao \u00edndice Z<sub>2<\/sub>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ambos refletem a capacidade do probando em estabelecer rela\u00e7\u00f5es entre os eventos observados, embora em graus vari\u00e1veis de objetividade e racionalidade. Comparamos a rela\u00e7\u00e3o Z<sub>1<\/sub>\/R e (Z<sub>1<\/sub>+Z<sub>2<\/sub>)\/R para o conjunto total das pranchas, para aquele das pranchas coloridas e para o grupo monocrom\u00e1tico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>Precis\u00e3o Formal das Imagens<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Onde avaliamos a precis\u00e3o do percepto, independentemente de seu n\u00edvel de organiza\u00e7\u00e3o e do tipo de fator determinante em sua constru\u00e7\u00e3o, \u00e9 neste ponto. Distinguimos entre imagens estabelecidas de modo preciso, em seus contornos e na articula\u00e7\u00e3o de seus pormenores, baseadas em aspectos objetiv\u00e1veis na pr\u00f3pria estrutura do est\u00edmulo \u2013 designadas como Ip, das imagens cujos contornos s\u00e3o pouco n\u00edtidos e onde a evoca\u00e7\u00e3o e as associa\u00e7\u00f5es subjetivas s\u00e3o mais determinantes que as qualidades observadas no pr\u00f3prio est\u00edmulo, designadas como Iv. Considerando a pr\u00f3pria tarefa solicitada pela Prova de Rorschach, fornece associa\u00e7\u00f5es baseadas em perceptos organizados a partir de est\u00edmulos de formas \u201camb\u00edguas\u201d, a expectativa ser\u00e1 a de encontrarmos com maior frequ\u00eancia as Ip que as Iv \u2013 em que ocorre um afastamento do observador dos est\u00edmulos que lhe s\u00e3o apresentados.<\/p>\n\n\n\n<p>Encontramos dinamismos distintos levando \u00e0s imagens vagas, em nossa amostra: (a) por sincretismo, (b) por uma aprecia\u00e7\u00e3o a partir de impress\u00f5es muito subjetiva, (c) por uma aprecia\u00e7\u00e3o impulsiva, levando a generaliza\u00e7\u00e3o apressada do significado da experi\u00eancia. O n\u00edvel de precis\u00e3o das imagens possui rela\u00e7\u00e3o com a capacidade de imagina\u00e7\u00e3o e com a mem\u00f3ria, conforme discutiremos a apresentar os resultados.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>Flexibilidade na Utiliza\u00e7\u00e3o das Caracter\u00edsticas Observadas nos Est\u00edmulos para a Constru\u00e7\u00e3o das Imagens:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Nesta etapa de nosso procedimento, procuramos verificar a ocorr\u00eancia das diferentes categorias de determinantes envolvidas: cor, movimento, luminosidade e perspectiva, al\u00e9m das respostas formais. Verificamos o n\u00edvel de integra\u00e7\u00e3o formal que se opera em cada uma das categorias e suas propor\u00e7\u00f5es em confronto, al\u00e9m de analisarmos mais minuciosamente as caracter\u00edsticas das respostas mais significativas.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"4\">\n<li><strong>Interfer\u00eancia de Mecanismos Inusuais de Rea\u00e7\u00e3o na Constru\u00e7\u00e3o das Imagens<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Dividimos estes mecanismos em tr\u00eas grupos principais e apenas discutiremos aqueles mecanismos encontrados em nossa amostra.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Associa\u00e7\u00f5es Parasitas:<\/strong> o sujeito afasta-se da situa\u00e7\u00e3o da Prova (qual seja, a tarefa de interpretar as manchas por quatro dinamismos:\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Fuga ao est\u00edmulo:<\/strong> o probando associa situa\u00e7\u00f5es pessoais, descreve as manchas ou relata fatos de sua vida alheios ao exame.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Fabula\u00e7\u00e3o: <\/strong>o probando atribui sentimentos ou inten\u00e7\u00f5es \u00e0s imagens percebidas<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Libera\u00e7\u00e3o:<\/strong> imediata de associa\u00e7\u00e3o que na fase de inqu\u00e9rito s\u00e3o negados ou esquecidos.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Nomea\u00e7\u00e3o de cor:<\/strong> considerada pelo examinando como resposta.<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Altera\u00e7\u00f5es no Processo Associativo<\/strong><strong>: <\/strong>interfer\u00eancia de rea\u00e7\u00f5es emocionais ou de limita\u00e7\u00f5es cognitivas, dentre as quais encontramos:\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Hostilidade:<\/strong> evidenciada por express\u00e3o gestual, fision\u00f4mica ou verbal contra a prova em geral, quanto \u00e0 natureza de um est\u00edmulo espec\u00edfico ou contra o examinador.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Repeti\u00e7\u00e3o: <\/strong>autom\u00e1tica de uma mesma associa\u00e7\u00e3o em diferentes est\u00edmulos da prova sem procurar justificar posteriormente ou fazendo-o de um modo insuficiente evidenciando que a reposta foi fornecida quase como uma solu\u00e7\u00e3o m\u00e1gica \u00e0 tarefa que se apresentou dif\u00edcil e o examinando tinha verificado que a primeira associa\u00e7\u00e3o, que repetiu, fora efetiva para resolver a tarefa noutro momento.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Perplexidade: <\/strong>com rejei\u00e7\u00e3o de um determinado est\u00edmulo por dificuldade cognitiva em elabor\u00e1-lo.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Rejei\u00e7\u00e3o: <\/strong>caracterizada como incapacidade total ou parcial (Inibi\u00e7\u00e3o) de fornecer associa\u00e7\u00f5es perante um determinado est\u00edmulo, por interfer\u00eancia de fatores emocionais.\u00a0<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Distor\u00e7\u00f5es<\/strong><strong>:<\/strong> efetuadas na pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o das imagens, dentre as quais encontramos:\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Condensa\u00e7\u00e3o de cor:<\/strong> evidenciada pela utiliza\u00e7\u00e3o, consciente ou n\u00e3o, de uma cor inadequada \u00e0 imagem comunicada como resposta. Ocorre uma incapacidade de integrar o est\u00edmulo colorido.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Condensa\u00e7\u00e3o de conte\u00fado:<\/strong> a imagem mostra fus\u00e3o de elementos diversos, de modo irracional na liga\u00e7\u00e3o procedida. H\u00e1 sincretismo com superposi\u00e7\u00e3o de atributos heterog\u00eaneos em uma mesma imagem, especialmente partes humanas em figuras animais ou vice-versa;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Fragmenta\u00e7\u00e3o: <\/strong>percep\u00e7\u00e3o de diferentes partes humanas ou animais sem integr\u00e1-las num todo significativo.<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n\n\n\n<li><strong>N\u00edvel de Categoriza\u00e7\u00e3o de Significados<\/strong>\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>N\u00edvel de Abstra\u00e7\u00e3o ou de Generaliza\u00e7\u00e3o das Categorias<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Em que distinguimos dois aspectos:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Percep\u00e7\u00e3o Integral ou parcial das figuras humanas e animais<\/li>\n\n\n\n<li>Categoriza\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica ou espec\u00edfica de figuras humanas ou animais.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Atribui\u00e7\u00e3o Valorativa ao Significado das Imagens Percebidas<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Onde distinguimos, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s figuras humana e animais as seguintes categorias:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Atribui\u00e7\u00e3o de qualidades positivas<\/li>\n\n\n\n<li>Atribui\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas agressivas<\/li>\n\n\n\n<li>Atribui\u00e7\u00e3o de deformidades ou doen\u00e7as \u00e0s imagens que s\u00e3o percebidas de modo disf\u00f3rico<\/li>\n\n\n\n<li>Percep\u00e7\u00e3o neutra das figuras, que s\u00e3o descritas de modo superficial e n\u00e3o integradas em uma situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Extens\u00e3o de Interesses:<\/strong> Traduzida pela ocorr\u00eancia de categorias de conte\u00fado, al\u00e9m daqueles de figura animal e humana. Agrupamos as categorias de conte\u00fado distinguidas na prova de Rorschadch em tr\u00eas grupos principais\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Vagas ou cotidianos:<\/strong> nuvens, lagos, plantas, utens\u00edlios dom\u00e9sticos, acidentes geogr\u00e1ficos, mapas.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Diferenciados e espec\u00edficos:<\/strong><strong> <\/strong>arquitetura, paisagem arte, abstratas, ci\u00eancia, bot\u00e2nica, aparelhos t\u00e9cnicos.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>For\u00e7as poderosas da natureza ou armas agressivas:<\/strong> explos\u00f5es, enchentes, inc\u00eandios, erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas, terremotos, ligados \u00e0 natureza e; armas ou cenas de luta, integrados em um contexto de destrui\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do levantamento indutivo dos dados, procuramos tamb\u00e9m verificar a ocorr\u00eancia dos seis sinais de agressividade, na amostra. Estes sinais j\u00e1 hav\u00edamos estabelecido anteriormente, em trabalho em coautoria, com a Prof<sup>a<\/sup>. Lucia Coelho (1987). S\u00e3o eles:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Baixo n\u00edvel de seletividade<\/strong><strong>:<\/strong> evidenciada pela preval\u00eancia do grau inferior de seletividade em maior propor\u00e7\u00e3o do que o grau intermedi\u00e1rio ou superior (Sinal BNS).<\/li>\n\n\n\n<li>Presen\u00e7a de <strong>Generaliza\u00e7\u00f5es Impulsivas<\/strong><strong> <\/strong>e n\u00e3o submetidas ao julgamento cr\u00edtico, quanto \u00e0 pertin\u00eancia da interpreta\u00e7\u00e3o (Sinal PG),<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Dificuldade em estabilizar a aten\u00e7\u00e3o para o exame objetivo dos est\u00edmulos<\/strong>, o que \u00e9 especialmente acentuado diante das pranchas coloridas, que mobilizam de modo direto as rea\u00e7\u00f5es afetivas (%F<sup>+ <\/sup>&lt;75% nas pranchas coloridas e menor que %F<sup>+<\/sup> mas pranchas monocrom\u00e1ticas (Sinal F<sup>+<\/sup>c)<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Os est\u00edmulos s\u00e3o interpretados segundo constru\u00e7\u00f5es superficiais e mal definidas<\/strong> (Iv) e n\u00e3o suficientemente integrados no processo de reorganiza\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias (Iv>Ip e Z<sub>1<\/sub>&lt;1) (Sinal Iv).<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Express\u00e3o pueril e intensa dos afetos<\/strong>: (C+CF>FC e FC&lt;l) (Sinal C).<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Controle cognitivo insuficiente<\/strong>, evidenciado pelo controle formal reduzido (CF+C +ps+ps\u2019+l + l\u2019+m\u2019<sub>1 <\/sub>> M+m\u2019<sub>2<\/sub>+FC+Ps+L+C\u2019) e elevada impulsividade (Imp) (Sinal CFI)<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"4\">\n<li><strong>REVIS\u00c3O DE TRABALHOS ANTERIORES UTILIZANDO O M\u00c9TODO DE RORSCHACH EM EXAMINANDOS AGRESSIVOS<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Seria imposs\u00edvel no \u00e2mbito deste trabalho passar em revis\u00e3o toda a extensa literatura relacionada com a utiliza\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo de Rorschach em examinandos agressivos. Portanto, apenas referimos alguns autores cl\u00e1ssicos e passaremos a apresenta\u00e7\u00e3o dos resultados dos trabalhos mais recentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Bohm (1953) em seu cl\u00e1ssico manual sobre o m\u00e9todo de Rorschach discorre sobre os achados com a t\u00e9cnica em psicopatas antissociais.<\/p>\n\n\n\n<p>Considera que se trata de um grupo muito heterog\u00eaneo que apresenta como caracter\u00edstica comum intenso narcisismo e forte tend\u00eancia \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o. Refere que tendem a apresentar grande aumento de respostas com modalidade DZw e falta de respostas com determinante FFb.<\/p>\n\n\n\n<p>Classifica-os em ativos e passivos. Em ambos os grupos haveria aumento de DZw, o tipo vivencial seria extratensivo-egoc\u00eantrico (predom\u00ednio de FbF e Fb sobre FFb) em lugar de choque crom\u00e1tico h\u00e1 quase sempre a avers\u00e3o \u00e0 c e aus\u00eancia de respostas B. Os antissociais ativos possuem tamb\u00e9m muitas respostas de conte\u00fado objetos. Refere que tamb\u00e9m nos ladr\u00f5es inst\u00e1veis, segundo Zulliger, apareceriam muitas respostas globais confabuladas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em s\u00edntese, traduzindo para a terminologia adotada por Silveira, aponta os seguintes dados no protocolo dos psicopatas antissociais:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Eleva\u00e7\u00e3o da modalidade E<\/li>\n\n\n\n<li>CF+C>FC<\/li>\n\n\n\n<li>Avers\u00e3o \u00e0 cor<\/li>\n\n\n\n<li>Aus\u00eancia de determinante M<\/li>\n\n\n\n<li>Eleva\u00e7\u00e3o do conte\u00fado obj<\/li>\n\n\n\n<li>Ocorr\u00eancia de modalidade PG<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>A cr\u00edtica feita por Bohm quanto \u00e0 imprecis\u00e3o do diagn\u00f3stico, conforme veremos \u00e9 a mesma feita por Weiner (1990), atualmente, revelando que este problema nosogr\u00e1fico ainda est\u00e1 por se resolver. De qualquer forma, Weiner j\u00e1 prop\u00f5e algumas solu\u00e7\u00f5es mais concretas neste sentido. Outro fator que tem dificultado autores quanto \u00e0 compreens\u00e3o destes aspectos, segundo pensamos, \u00e9 a falta de uma teoria de personalidade que n\u00e3o procure explicar a casa da manifesta\u00e7\u00e3o ps\u00edquica a partir da causalidade psicogen\u00e9tica como \u00e9 o caso da Psican\u00e1lise, adotada pela maioria dos autores, ainda que com algumas ressalvas, como \u00e9 o caso de Bohm e mesmo de Weiner.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Flachier (1987) citando os trabalhos de Dubitscher e Portuondo com psicopatas antissociais relaciona os seguintes aspectos encontrados ao m\u00e9todo de Rorschach<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>presen\u00e7a de choque crom\u00e1tico, mais propriamente inibi\u00e7\u00e3o ou rejei\u00e7\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>FC=1 ou 2, CF=0 ou 1 e C=1, caracterizando deficiente controle das express\u00f5es afetivas.<\/li>\n\n\n\n<li>%F<sup>+<\/sup> rebaixada, indicando baixo sentido de realidade<\/li>\n\n\n\n<li>Eleva\u00e7\u00e3o de respostas com determinante S (E na terminologia aqui adotada), revelando agressividade e oposi\u00e7\u00e3o, e<\/li>\n\n\n\n<li>Fracassos (Rejei\u00e7\u00f5es) indicando conflitos afetivos por fatores neur\u00f3ticos.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>N\u00e3o concordamos com todas as interpreta\u00e7\u00f5es dadas aos fen\u00f4menos encontrados, por\u00e9m discutiremos estes aspectos quando compararmos com nossos resultados.<\/p>\n\n\n\n<p>Anastasiades, citado por Pais (1989) e Timsit (1987), analisou sessenta e sete protocolos de criminosos com idade entre 19 e 58 anos, nas pris\u00f5es de Istambul, prisioneiros estes que por raz\u00f5es de circunst\u00e2ncias atenuantes, haviam escapado \u00e0 pena capital. Encontrou as seguintes diferen\u00e7as, relativamente ao grupo normal.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Pequeno n\u00famero de respostas (R)<\/li>\n\n\n\n<li>Porcentagem de globais pouco elevadas<\/li>\n\n\n\n<li>Porcentagem do tipo vivencial coartado<\/li>\n\n\n\n<li>Presen\u00e7a de respostas com conte\u00fado sexual e as respostas Clob (C\u2019 na terminologia de Silveira)<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Timsit (1987) considera, em nosso ver com propriedade, que estes dados s\u00e3o pouco caracter\u00edsticos para que configura ema s\u00edndrome espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>Endara, citado por Pais (1989) referia ter encontrado em criminosos deficiente controle consciente e emocional.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nosso meio, Souza (1982) em seu livro sobre o m\u00e9todo de Rorschach comenta que os trabalhos que buscam avaliar criminosos com o m\u00e9todo de Rorschach s\u00e3o bastante discordantes em seus resultados pois este grupo \u00e9 muito heterog\u00eaneo. Em sua amostra, colhida na Penitenci\u00e1ria de S\u00e3o Paulo encontrou baixo n\u00edvel intelectual, tend\u00eancia ao tipo vivencial coartado, %A dentro da m\u00e9dia e, em alguns casos ind\u00edcios de ansiedade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Alerta, entretanto, para o risco quanto \u00e0 generaliza\u00e7\u00e3o destes achados.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais recentes s\u00e3o os trabalhos de Pais (1989) utilizando a mesma terminologia por n\u00f3s adotada, com indiv\u00edduos inimput\u00e1veis perigosos, que apresentavam psicoses, realizado em Portugal, o de Weiner (1990) com criminosos na Fl\u00f3rida, Estados Unidos e, o interessant\u00edssimo trabalho de Heraut (1987, 1989), num estudo longitudinal de crian\u00e7as e jovens delinquentes, nos pa\u00edses bascos franceses e espanh\u00f3is.<\/p>\n\n\n\n<p>A sistematiza\u00e7\u00e3o feita por Parisi, Pes, Foraglia, Lanotte e Spaccia (1992), da Scuola Romana Rorschach e os diversos dist\u00farbios de personalidade, conforme codificados pelo DSM-III-R, \u00e9 bastante interessante por sua amplitude e car\u00e1ter sistem\u00e1tico. N\u00e3o se trata de trabalho emp\u00edrico, mas de uma constru\u00e7\u00e3o dedutiva a partir dos conhecimentos dos significados dos fatores da prova. Portanto, apresentaremos inicialmente suas proposi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao discutir o dist\u00farbio antissocial de personalidade, o mais frequentemente relacionado com atos criminosos, os autores relacionam, cinco tra\u00e7os de personalidade deduzidos da descri\u00e7\u00e3o fornecida pelo DSM-III-R, quais sejam:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Escassa ades\u00e3o \u00e0s normas sociais<\/li>\n\n\n\n<li>Afetividade hostil<\/li>\n\n\n\n<li>Insuficiente controle emotivo<\/li>\n\n\n\n<li>Empobrecimento intraps\u00edquico<\/li>\n\n\n\n<li>Falta de empatia<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Descrevem ind\u00edcios ao Rorschach para cada um destes tra\u00e7os e, posteriormente, estabelecem \u00edndices caracter\u00edsticos, \u00edndices importantes e \u00edndices excludentes para o diagn\u00f3stico de Personalidade Antissocial pelo Rorschach.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que n\u00e3o consideremos poss\u00edvel o diagn\u00f3stico a partir do m\u00e9todo de Rorschach, transcrevemos os \u00edndices que os autores consideram caracter\u00edsticos e os excludentes para o diagn\u00f3stico. Al\u00e9m disso, selecionamos entre os cinco tra\u00e7os relacionados, aqueles de afetividade hostil, insuficiente controle emotivo e falta de empatia, que nos pareceram mais provavelmente ligados ao comportamento violento, que a n\u00f3s interessa mais especificamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Como a terminologia adotada pela Scuola Romana Rorschach \u00e9 diferente da nossa, tomamos a liberdade de apresenta os ind\u00edcios j\u00e1 traduzidos para nossa nomenclatura.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto aos \u00edndices caracter\u00edsticos do dist\u00farbio antissocial de personalidade, relacionam os autores:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>%R<sup>+<\/sup> m\u00e9dio baixo<\/li>\n\n\n\n<li>%F<sup>+<\/sup> m\u00e9dio-baixo<\/li>\n\n\n\n<li>Exagero de G com tend\u00eancia a G no \u00edndice Perc<\/li>\n\n\n\n<li>Presen\u00e7a de PG<\/li>\n\n\n\n<li>E presente e E no Perc<\/li>\n\n\n\n<li>Eq coartado tendendo a extratensivo<\/li>\n\n\n\n<li>Eq\u2019 com mesma tend\u00eancia que Eq mas com tend\u00eancia a valores pouco mais dilatados.<\/li>\n\n\n\n<li>Respostas cinest\u00e9sicas<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>&#8211; poucas<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; tend\u00eancia a serem de tipo extensor<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; din\u00e2micas (cenas de luta ou de viol\u00eancia ou abuso)<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; diversas respostas tipo m ou m\u2019 de tipo extensor<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"9\">\n<li>Respostas cromest\u00e9sicas<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>&#8211; diversas, com qualidade negativa<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; FC&lt;CF+C<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"10\">\n<li>%H m\u00e9dio-baixo<\/li>\n\n\n\n<li>Presen\u00e7a de H\/cena (de tipo n\u00e3o colaborativo) identifica\u00e7\u00e3o com personagens potentes, importantes ou agressivos<\/li>\n\n\n\n<li>N\u00famero de conte\u00fados m\u00e9dio, havendo aqueles sx, obj e obj\/arma<\/li>\n\n\n\n<li>Respostas din\u00e2micas de conte\u00fado sexual e\/ou agressivas<\/li>\n\n\n\n<li>M+FC&lt;CF+C, \u00edndice de impulsividade alto e \u00edndice de afetividade baixo<\/li>\n\n\n\n<li>Manifesta\u00e7\u00f5es particulares: cr\u00edtica \u00e0 mancha, tend\u00eancia \u00e0 rejei\u00e7\u00e3o, rela\u00e7\u00e3o cr\u00edtica com o examinador (hostilidade), falta de simetria<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Dentre os \u00edndices que os autores consideram excludentes do dist\u00farbio est\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>%R<sup>+ <\/sup>elevado<\/li>\n\n\n\n<li>%F<sup>+<\/sup> elevado<\/li>\n\n\n\n<li>Poucas ou nenhuma resposta G no Perc<\/li>\n\n\n\n<li>Aus\u00eancia de E no Perc<\/li>\n\n\n\n<li>Eq introvertido puro<\/li>\n\n\n\n<li>Grande diferen\u00e7a de orienta\u00e7\u00e3o entre Eq e Eq\u2019<\/li>\n\n\n\n<li>FC>CF+C<\/li>\n\n\n\n<li>%H elevado, identifica\u00e7\u00e3o com personagens tristes, t\u00edmidos ou passivos<\/li>\n\n\n\n<li>M+FC>CF+C<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o aos tr\u00eas tra\u00e7os de personalidade considerados, referem os autores os seguintes ind\u00edcios:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Indicativos de afetividade hostil:<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Tri baixo<\/li>\n\n\n\n<li>%R<sup>+ <\/sup>m\u00e9dio-baixo<\/li>\n\n\n\n<li>%F<sup>+<\/sup> m\u00e9dio baixo<\/li>\n\n\n\n<li>%F m\u00e9dio-baixo<\/li>\n\n\n\n<li>%R<sup>+\/-<\/sup> m\u00e9dio-alto (imagens vagas)<\/li>\n\n\n\n<li>E no Perc<\/li>\n\n\n\n<li>Eq coartado tendendo a extratensivo<\/li>\n\n\n\n<li>M&lt;m, orienta\u00e7\u00e3o extensora, movimentos projetados em seres inanimados, respostas de interpreta\u00e7\u00e3o fision\u00f4mica, identifica\u00e7\u00e3o com animais astutos, potentes ou ferozes<\/li>\n\n\n\n<li>Respostas de cor com qualidade negativa e FC&lt;CF+C<\/li>\n\n\n\n<li>%H m\u00e9dio-baixa, presenta de PH (bocas, dentes e olhos)<\/li>\n\n\n\n<li>Conte\u00fados obj ou armas, m\u00e1scaras, alimento onde habitualmente se v\u00ea conte\u00fado sexual, respostas com conte\u00fado agressivo<\/li>\n\n\n\n<li>Poucas pranchas preferidas<\/li>\n\n\n\n<li>M+FC&lt;CF+C, Imp elevado<\/li>\n\n\n\n<li>Presen\u00e7a de E e CF ap\u00f3s inibi\u00e7\u00e3o da prancha<\/li>\n\n\n\n<li>Respostas de cor for\u00e7ada, cor arbitr\u00e1ria<\/li>\n\n\n\n<li>Tend\u00eancia \u00e0 persevera\u00e7\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>Indicativas de insuficiente controle emotivo:<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Tri baixo<\/li>\n\n\n\n<li>%R<sup>+<\/sup> m\u00e9dio-baixo<\/li>\n\n\n\n<li>%F<sup>+ <\/sup>m\u00e9dio-baixo<\/li>\n\n\n\n<li>Perc com G<\/li>\n\n\n\n<li>Perc com E<\/li>\n\n\n\n<li>Sucess\u00e3o incalcul\u00e1vel<\/li>\n\n\n\n<li>Eq coartado com tend\u00eancia \u00e0 extratens\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>Eq\u2019 na mesma dire\u00e7\u00e3o de Eq mas com valores pouco mais dilatados.<\/li>\n\n\n\n<li>Quanto \u00e0s cinestesias poucas, tend\u00eancia a movimentos extensores com conte\u00fados din\u00e2micos, muitas respostas de m ou m\u2019, de tipo extensor, respostas de express\u00f5es fision\u00f4micas, M&lt;m<\/li>\n\n\n\n<li>Diversas respostas de cor com qualidade negativa, FC&lt;CF+C<\/li>\n\n\n\n<li>Conte\u00fados de fogo e explos\u00f5es<\/li>\n\n\n\n<li>M+FC&lt;CF+C, Imp elevado<\/li>\n\n\n\n<li>Pouco choque e se presente, nas pranchas II e III<\/li>\n\n\n\n<li>Manifesta\u00e7\u00f5es particulares: cr\u00edtica \u00e0 mancha, atra\u00e7\u00e3o pelo vermelho, confabula\u00e7\u00f5es.<\/li>\n\n\n\n<li>Indicativos de falta de empatia:<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>n\u00b0 R m\u00e9dio ou m\u00e9dio-baixo<\/li>\n\n\n\n<li>respostas de cor diversas, com qualidade negativa e FC&lt;CF+C, respostas de cor acrom\u00e1tica branca, com presen\u00e7a de controle formal preciso ou vago \u2013 C\u2019<\/li>\n\n\n\n<li>cor impr\u00f3pria F\/C ou C\/F, (c), condensa\u00e7\u00e3o de cor<\/li>\n\n\n\n<li>falta de respostas de luminosidade<\/li>\n\n\n\n<li>respostas de difus\u00e3o \u2013 ps\u2019<\/li>\n\n\n\n<li>%H m\u00e9dio-baixo<\/li>\n\n\n\n<li>Respostas de m\u00e1scara<\/li>\n\n\n\n<li>Tend\u00eancia a H desvalorizados (palha\u00e7os, hom\u00fanculo etc.), H\/cena (do tipo n\u00e3o colaborativo<\/li>\n\n\n\n<li>Conte\u00fados minerais, radiografias, gelo, ossos, cenas, m\u00e1scaras<\/li>\n\n\n\n<li>Tend\u00eancia a conte\u00fados hostis e frios<\/li>\n\n\n\n<li>Conte\u00fado de cena com identifica\u00e7\u00e3o com o agressor<\/li>\n\n\n\n<li>Manifesta\u00e7\u00f5es particulares: ilus\u00e3o de semelhan\u00e7a, cr\u00edtica \u00e0 mancha, desvitaliza\u00e7\u00e3o e cor arbitr\u00e1ria.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Trata-se de uma sistematiza\u00e7\u00e3o minuciosa, que parte do m\u00e9todo dedutivo e, portanto, necessitaria verifica\u00e7\u00e3o emp\u00edrica, afinal como o pr\u00f3prio Winer (1990) comenta, o diagn\u00f3stico de dist\u00farbio antissocial de personalidade do DSM-III-R \u00e9 pouco preciso, uma vez que reflete apenas um ajustamento social pobre. Segundo o autor, o diagn\u00f3stico n\u00e3o \u00e9 coincidente com aquele de Personalidade Psicop\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Refere que nas Personalidades Psicop\u00e1ticas devemos levar em considera\u00e7\u00e3o duas caracter\u00edsticas b\u00e1sicas distintivas:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Trata-se de uma desordem do car\u00e1ter (em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s desordens neur\u00f3ticas e psic\u00f3ticas e, portanto, s\u00e3o cr\u00f4nicas, persistentes e ego-sint\u00f4nicas e<\/li>\n\n\n\n<li>Envolvem defeitos espec\u00edficos do car\u00e1ter caracterizados pela incapacidade de amar e de sentir culpa.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Desta forma, os psicopatas s\u00e3o indiv\u00edduos agressivos, egocentrados e manipuladores.<\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista psicodin\u00e2mico, segundo o autor, apresentam sempre altera\u00e7\u00f5es no funcionamento do Superego, mas h\u00e1 tamb\u00e9m alguns psicopatas que apresentam dist\u00farbios nas fun\u00e7\u00f5es do Ego. Deste modo, todos os psicopatas s\u00e3o incapazes de amar ou de sentir culpa, mas alguns podem ter seus erros e atos antissociais, sendo presos por crimes, com maior probabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu trabalho, analisa protocolos de Rorschach de 130 criminosos, separando aqueles que apresentavam caracter\u00edsticas psicop\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Verificou aqueles que foram mais frequentemente condenados e constatou que apresentavam realmente maiores ind\u00edcios de altera\u00e7\u00f5es das fun\u00e7\u00f5es do Ego.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados que encontrou nos protocolos de Rorschach (j\u00e1 transcritos na terminologia por n\u00f3s adotada) foram os seguintes:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Aspectos centrais (indicativos dos transtornos supereg\u00f3icos): aus\u00eancia de respostas de textura, aus\u00eancia de respostas de movimento cooperativo, rebaixamento da porcentagem de conte\u00fados humanos e eleva\u00e7\u00e3o das respostas de espa\u00e7o.<\/li>\n\n\n\n<li>Aspectos secund\u00e1rios (indicativos de transtornos eg\u00f3icos): rebaixamento da percentagem de F<sup>+<\/sup> e F, excesso de movimentos passivos, aus\u00eancia de respostas de tridimensionalidade, cor dominando sobre forma e poucos ind\u00edcios de ansiedade.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>O trabalho de Weiner \u00e9 bastante interessante pois busca maior precis\u00e3o no crit\u00e9rio diagn\u00f3stico e fornece crit\u00e9rios mais definidos no sentido de previsibilidade da recidiva do comportamento criminoso do sujeito estudado.<\/p>\n\n\n\n<p>Pais (1989) realizou em seu trabalho a compara\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos psic\u00f3ticos inimput\u00e1veis, homicidas e n\u00e3o-homicidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Relata os seguintes resultados, encontrados nos homicidas:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Aumento de PG<\/li>\n\n\n\n<li>Presen\u00e7a dos mecanismos de perplexidade, inibi\u00e7\u00e3o, rejei\u00e7\u00e3o, refer\u00eancia pessoal, refer\u00eancia ao vazio e persevera\u00e7\u00e3o de conte\u00fados<\/li>\n\n\n\n<li>Respostas C\u2019 com formas vagas<\/li>\n\n\n\n<li>%A elevada nas pranchas monocrom\u00e1ticas<\/li>\n\n\n\n<li>Elab\/R=0 em v\u00e1rios casos\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>%F<sup>+ <\/sup>rebaixada nas pranchas coloridas<\/li>\n\n\n\n<li>Poucas respostas de cor, mas frequentemente mecanismo de refer\u00eancia \u00e0 cor, proje\u00e7\u00e3o de cor, refer\u00eancia ao vermelho e nomea\u00e7\u00e3o de cor<\/li>\n\n\n\n<li>Baixo n\u00famero de respostas<\/li>\n\n\n\n<li>Pobreza das respostas<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Interpreta seus resultados como indicativos de controle consciente deficit\u00e1rio, controle emocional deficiente e presen\u00e7a de imaturidade. Haveria naqueles sujeitos uma incapacidade em controlar a emerg\u00eancia massiva das rea\u00e7\u00f5es afetivo-emocionais. Prop\u00f5e como reflex\u00e3o a considera\u00e7\u00e3o de Silverman de que <strong>\u201cas imagens mentais agressivas provocam disrup\u00e7\u00f5es na normal opera\u00e7\u00e3o dos processos de pensamento, e tais disrup\u00e7\u00f5es facilitam a express\u00e3o direta da idea\u00e7\u00e3o agressiva\u201d <\/strong>(p\u00e1g. 125).<\/p>\n\n\n\n<p>Robert e Dorcourt (1987) analisam, sob v\u00e1rios aspectos uma popula\u00e7\u00e3o de 163 sujeitos psic\u00f3ticos de um hospital de Nice, que apresentavam comportamento agressivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o aos dados encontrados ao m\u00e9todo de Rorschach referem que nos pacientes que apresentavam heteroagressividade havia ind\u00edcios de ang\u00fastia arcaica, baixa porcentagem de F<sup>+ <\/sup>e baixa porcentagem de conte\u00fado humano, como dados mais frequentes. Em segundo plano, foram encontrados sinais de agressividade arcaica, percep\u00e7\u00e3o de elementos alterados e presen\u00e7a de respostas de interior do corpo (na). Concluem que o fato de ocorrer atividade fantasm\u00e1tica ligada a agressividade, n\u00e3o implica que n\u00e3o haver\u00e1 \u201cpassagem ao ato\u201d nestes pacientes. Alertam, entretanto, para que se tenha cuidado quanto \u00e0s generaliza\u00e7\u00f5es precipitadas de suas conclus\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Zillmer, Archer e Castino (19809) apresentam uma an\u00e1lise de protocolos de Rorschach de oito criminosos de guerra nazistas. Todos ocupavam altos cargos no Terceiro Reich e, ap\u00f3s o final da guerra foram condenados \u00e0 morte pelo Tribunal de N\u00fcremberg.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado da an\u00e1lise destes protocolos revelou aspectos bastante heterog\u00eaneos e n\u00e3o foi poss\u00edvel encontrar elementos comuns significativos para a compreens\u00e3o do que os autores denominam \u201cpersonalidade nazista\u201d, talvez porque n\u00e3o exista tal entidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Kaser-Boyde (1993) analisa 28 protocolos de Rorschach de mulheres que assassinaram seus esposos. Elas eram frequentemente espancadas por eles.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados encontrados foram os seguintes:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Baixo n\u00famero de respostas<\/li>\n\n\n\n<li>Lambda rebaixado<\/li>\n\n\n\n<li>Maior frequ\u00eancia de respostas com qualidade formal vaga<\/li>\n\n\n\n<li>Predom\u00ednio de respostas com modalidade P ou G imediatas<\/li>\n\n\n\n<li>Rebaixamento da %V<\/li>\n\n\n\n<li>%X<sup>+<\/sup> rebaixada (ou seja, rebaixamento das formas bem-vistas em sentido extenso)<\/li>\n\n\n\n<li>Menor quantidade de determinante M<\/li>\n\n\n\n<li>RC = 3,48 em m\u00e9dia, com predom\u00ednio de C pura<\/li>\n\n\n\n<li>Baixa frequ\u00eancia de respostas de sombreado e de perspectiva<\/li>\n\n\n\n<li>Aus\u00eancia de determinante l.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Gacono (1992) analisa atrav\u00e9s do Rorschach a din\u00e2mica ps\u00edquica de um assassino sexual. Apresenta as vari\u00e1veis encontradas em seu protocolo, que foram mais significativas: R=13, Y=0 (aus\u00eancia de sombreado difuso, indicativo de ansiedade), C\u2019=0, FC:CF+C = 1,4 com C=2.<\/p>\n\n\n\n<p>Conclui que o sujeito estudado apresenta uma estrutura ps\u00edquica organizada no n\u00edvel borderline com evid\u00eancias de d\u00e9ficits no teste de realidade e dist\u00farbios de identidade. Refere que em trabalho anterior, encontrara que sujeitos com dist\u00farbios antissociais de personalidades psicop\u00e1ticas produzem significativamente menos T (textura) e Y (sombreado difuso), maiores \u00edndices de egocentrismo, quando comparados com sujeitos com dist\u00farbios antissociais n\u00e3o psicopatas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Timsit e Bastin (1987) analisam protocolos de Rorschach de 26 criminosos assassinos, concluindo que quanto \u00e0 an\u00e1lise formal, n\u00e3o h\u00e1 sinais cl\u00e1ssicos de agressividade. Os protocolos s\u00e3o pobres e h\u00e1 certa heterogeneidade do perfil de personalidade pois os criminosos t\u00eam personalidades muito diferentes. Entretanto, referiu a presen\u00e7a de C+CF&lt;FC e aus\u00eancia de respostas de luminosidade. Conclui que h\u00e1 muito poucos sinais de agressividade direta e, portanto, quanto maior a quantidade de conte\u00fados agressivos num protocolo, menor seria o risco de perigo de atua\u00e7\u00e3o. Retoma, assim, a no\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o compensat\u00f3ria da fantasia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O referido trabalho foi apresentado numa reuni\u00e3o de especialistas e houve uma pol\u00eamica interessante entre Timsit e Heraut.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Heraut considera que os sujeitos com Rorschach coartado, em sua experi\u00eancia s\u00e3o aqueles de sujeitos que menor probabilidade t\u00eam de delinquir.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, refere que quando aparecem conte\u00fados agressivos num protocolo, considera fundamental analisar o grau de simboliza\u00e7\u00e3o destes impulsos, representados nas imagens. Quanto mais passiva for a resposta, menor o grau de simboliza\u00e7\u00e3o e quanto mais ativa (por exemplo, quando projetada em movimentos animais ou humanos) maior a simboliza\u00e7\u00e3o. Relaciona a maior simboliza\u00e7\u00e3o das imagens agressivas com a menor possibilidade de atuar e vice-versa.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, como j\u00e1 referimos, em nosso ver, os estudos atuais mais interessantes relacionando Rorschach e criminalidade, s\u00e3o aqueles de Heraut (1987, 1989).<\/p>\n\n\n\n<p>Partindo do conceito de personalidade criminosa de Pinatel, este autor analisou protocolos de Rorschach de sujeitos institucionalizados, na inf\u00e2ncia, adolesc\u00eancia e na idade adulta.<\/p>\n\n\n\n<p>Procedeu a um estudo longitudinal, acompanhando o curso de vida de 808 crian\u00e7a e adolescentes, pode reanalisar seus protocolos de Rorschach, anos ap\u00f3s, comparando aqueles que delinquiam e os que se integraram socialmente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, partiu dos quatro tra\u00e7os de personalidade descritos por Pinatel para a \u201cpersonalidade criminosa\u201d: egocentrismo, labilidade, agressividade e indiferen\u00e7a afetiva. Estabeleceu \u00edndices no Rorschach para estes quatro tra\u00e7os, a partir da literatura anterior.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s seguimento longitudinal, constatou que o \u00edndice de indiferen\u00e7a afetiva n\u00e3o estava ligado \u00e0 delinqu\u00eancia ulterior.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir disto, depurou os \u00edndices, considerando dois \u00edndices de agressividade e de labilidade, os quais estavam ligados \u00e0 delinqu\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Procedeu, a seguir, uma an\u00e1lise fatorial a partir dos elementos significativos do Rorschach, encontrados nos delinquentes e n\u00e3o delinquentes. Desta an\u00e1lise emergiram tr\u00eas novos fatores:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Fator \u201cviol\u00eancia\u201d relacionado aos seguintes \u00edndices: presen\u00e7a de cor pura, movimentos projetados em objetos, C\u2019 com formas pouco n\u00edtidas, respostas de arquitetura (perspectivas vagas), respostas de fragmenta\u00e7\u00e3o e, por vezes, presen\u00e7a de CF, respostas de conte\u00fado sangue, respostas de eixo, fen\u00f4menos da natureza, pormenores secund\u00e1rios dados em contorno. S\u00e3o ind\u00edcios indicativos de certa crueldade e viol\u00eancia pulsional e ao mesmo tempo com certa frieza e petrifica\u00e7\u00e3o, segundo o autor.<\/li>\n\n\n\n<li>O Fator \u201cinibi\u00e7\u00e3o\u201d indicado por tempo de lat\u00eancia elevado, principalmente na prancha V, n\u00famero elevado de determinantes, tempo total elevado, n\u00famero elevado de respostas com conte\u00fados pA, n\u00famero muito elevado de determinante m e de respostas de conte\u00fado geogr\u00e1fico. Evidenciariam uma frena\u00e7\u00e3o melhor das puls\u00f5es e um comportamento que poder\u00edamos classificar como \u201cmenino bonzinho\u201d, segundo o autor.<\/li>\n\n\n\n<li>O fator de \u201csocializa\u00e7\u00e3o banal\u201d, ligado \u00e0 presen\u00e7a de respostas M, presen\u00e7a do conte\u00fado H, n\u00famero elevado de respostas vulgares e presen\u00e7a de revers\u00e3o. Um dado de falha neste fator \u00e9 a rejei\u00e7\u00e3o da prancha I. Este fator estaria ligado os tipos de respostas que tradicionalmente traduzem o contrato social atrav\u00e9s da prova.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Uma vez estabelecidos estes tr\u00eas fatores, o autor os cruzou com os fatores \u201ctornar-se delinquente\u201d, \u201ctipos de delinqu\u00eancia\u201d e \u201cadapta\u00e7\u00e3o social\u201d. O fator viol\u00eancia, que mais nos interessa neste trabalho, foi ligado significativamente a condena\u00e7\u00f5es por viol\u00eancia contra pessoas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a rela\u00e7\u00e3o deste fator com os outros dois levou a interessantes resultados, que reproduziremos abaixo:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>Fator inibi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td><td><strong>Fator Socializa\u00e7\u00e3o Banal<\/strong><\/td><td><strong>Fator Viol\u00eancia<\/strong><\/td><td><strong>Comportamento encontrado<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>AusenteAusente&nbsp;<\/td><td>PresentePresente&nbsp;<\/td><td>Presente&nbsp;Ausente<\/td><td>Delinqu\u00eancia grave<\/td><\/tr><tr><td>Ausente&nbsp;<\/td><td>Ausente&nbsp;<\/td><td>Ausente&nbsp;<\/td><td>Delinqu\u00eancia m\u00e9dia e benigna<\/td><\/tr><tr><td>Presente&nbsp;<\/td><td>Presente&nbsp;<\/td><td>Presente<\/td><td>Delinqu\u00eancia juvenil<\/td><\/tr><tr><td>Presente&nbsp;<\/td><td>Ausente&nbsp;<\/td><td>Ausente&nbsp;<\/td><td>Aus\u00eancia de Delinqu\u00eancia<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Deste modo, o autor considera a import\u00e2ncia da bipolaridade entre os fatores viol\u00eancia\/inibi\u00e7\u00e3o. O fator sociabiliza\u00e7\u00e3o banal n\u00e3o deve ser nem muito elevado e nem muito rebaixado.<\/p>\n\n\n\n<p>Procedemos a esta breve revis\u00e3o de trabalhos relacionando Rorschach e agressividade manifesta. As situa\u00e7\u00f5es analisadas nos diferentes trabalhos n\u00e3o s\u00e3o plenamente coincidentes com aqueles por n\u00f3s analisados. Talvez os trabalhos de Pais (1989), Weiner (1990) e Heraut (1987, 1990) sejam as investiga\u00e7\u00f5es que possuam maior correla\u00e7\u00e3o com nossa amostra. Buscaremos tra\u00e7as correla\u00e7\u00f5es ao apresentarmos nossas conclus\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>De qualquer modo, os aspetos mais comuns relatados nestes trabalhos, relativamente a elementos do Rorschach encontrados em sujeitos agressivos foram:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>CF+C>FC<\/li>\n\n\n\n<li>%F<sup>+ <\/sup>rebaixada<\/li>\n\n\n\n<li>Baixo n\u00famero de respostas<\/li>\n\n\n\n<li>Presen\u00e7a de respostas com formas vagas, principalmente do tipo C\u2019<\/li>\n\n\n\n<li>Aus\u00eancia ou redu\u00e7\u00e3o das respostar de luminosidade<\/li>\n\n\n\n<li>Eleva\u00e7\u00e3o da modalidade E<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Como aspectos menos comumente relacionados, mas tamb\u00e9m presentes, est\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Aus\u00eancia ou diminui\u00e7\u00e3o de determinante M<\/li>\n\n\n\n<li>Presen\u00e7a de confabula\u00e7\u00e3o (PG)<\/li>\n\n\n\n<li>Rejei\u00e7\u00f5es frequentes de pranchas<\/li>\n\n\n\n<li>Tipo vivencial coartado (Eq coartado).<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Os significados psicol\u00f3gicos que geralmente s\u00e3o relacionados a estes \u00edndices s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>C+C>FC \u2013 egocentrismo, descontrole impulsivo na express\u00e3o dos afetos.<\/li>\n\n\n\n<li>%F<sup>+ <\/sup>rebaixada<\/li>\n\n\n\n<li>Baixo n\u00famero de respostas<\/li>\n\n\n\n<li>Presen\u00e7a de respostas com formas vagas, principalmente do tipo C\u2019<\/li>\n\n\n\n<li>Aus\u00eancia ou redu\u00e7\u00e3o das respostas de luminosidade<\/li>\n\n\n\n<li>Eleva\u00e7\u00e3o da Modalidade E<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Como aspectos menos comumente relacionados, mas tamb\u00e9m presentes, est\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Aus\u00eancia ou diminui\u00e7\u00e3o de determinante M<\/li>\n\n\n\n<li>Presen\u00e7a de confabula\u00e7\u00e3o (PG)<\/li>\n\n\n\n<li>Rejei\u00e7\u00f5es frequentes de pranchas<\/li>\n\n\n\n<li>Tipo vivencial coartado (Eq coartado)<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Os significados psicol\u00f3gicos que geralmente s\u00e3o relacionados a estes \u00edndices s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>CF+C>FC \u2013 egocentrismo, descontrole impulsivo na express\u00e3o dos afetos<\/li>\n\n\n\n<li>%F<sup>&#8211;<\/sup> rebaixada \u2013 subjetivismo no contato com a realidade, insuficiente controle consciente, dispers\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>Baixo n\u00famero de respostas \u2013 muitos significados, desde desinteresse at\u00e9 a incapacidade associativa<\/li>\n\n\n\n<li>Presen\u00e7a de respostas de formas vagas, principalmente do tipo C\u2019 \u2013 incapacidade em melhor definir as experi\u00eancias emocionais, falta de imagina\u00e7\u00e3o e pouca capacidade de se reger por experi\u00eancias emocionais passadas assimiladas.<\/li>\n\n\n\n<li>Aus\u00eancia ou redu\u00e7\u00e3o das respostas de luminosidade \u2013 aus\u00eancia de ansiedade ou como n\u00f3s interpretar\u00edamos na Sociedade Rorschach de S\u00e3o Paulo, n\u00e3o apenas de ansiedade, mas de sensibilidade emocional<\/li>\n\n\n\n<li>Eleva\u00e7\u00e3o da modalidade E \u2013 tamb\u00e9m possui muitos significados, mas os mais frequentemente relacionados s\u00e3o a atitude de oposi\u00e7\u00e3o e a preocupa\u00e7\u00e3o com obst\u00e1culos e dificuldades<\/li>\n\n\n\n<li>Aus\u00eancia ou diminui\u00e7\u00e3o de determinante M \u2013 falta de autonomia, de criatividade, de empatia, entre outros<\/li>\n\n\n\n<li>Presen\u00e7a de confabula\u00e7\u00e3o (PG) \u2013 tend\u00eancia ao exame superficial da realidade. Supergeneraliza\u00e7\u00f5es apressadas e impulsivas no plano cognitivo.<\/li>\n\n\n\n<li>Rejei\u00e7\u00f5es frequentes de pranchas \u2013 dificuldade de elaborar em virtude de problemas afetivos ou emocionais espec\u00edficos<\/li>\n\n\n\n<li>Tipo vivencial coartado \u2013 falta de recursos subjetivos. Contato impessoal e formal com a realidade.\u00a0<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"5\">\n<li><strong>RESULTADOS E DISCUSS\u00c3O<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>As tabelas de I a XXV, apresentadas nas p\u00e1ginas de 105 a 123, mostram os dados encontrados na an\u00e1lise dos protocolos de Rorschach dos examinandos da amostra.<\/p>\n\n\n\n<p>Passemos a discuti-los, segundo a sistem\u00e1tica apresentada na tabela N\u00edveis e Modos de Tratamento dos Est\u00edmulos, do cap\u00edtulo Material e M\u00e9todo (na p\u00e1gina 67).<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>N\u00edvel de Capta\u00e7\u00e3o dos Est\u00edmulos e Distribui\u00e7\u00e3o da Aten\u00e7\u00e3o<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Apreens\u00e3o e sele\u00e7\u00e3o dos est\u00edmulos para a estrutura\u00e7\u00e3o dos perceptos e graus de seletividade<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>N\u00e3o houve diferen\u00e7as quanto \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o das imagens em fun\u00e7\u00e3o dos graus de seletividade com rela\u00e7\u00e3o ao conjunto de pranchas coloridas e monocrom\u00e1ticas. Considerada a distribui\u00e7\u00e3o geral, h\u00e1 um claro predom\u00ednio do grau inferior de seletividade. Das 314 imagens evocadas pela amostra, 235 (74,84%) s\u00e3o de grau inferior, 63 (20,06%) s\u00e3o de grau superior e 16 (5,10%) s\u00e3o de grau interm\u00e9dio (Tabela I).<\/p>\n\n\n\n<p>Vinte casos dos 21 da amostra (95,24% apresentam no conjunto de suas respostas o predom\u00ednio do grau inferior de seletividade. Portanto, este sinal, que j\u00e1 fora por n\u00f3s verificado em trabalho anterior (1987), se confirmou como o mais frequente na amostra.<\/p>\n\n\n\n<p>O seguinte gr\u00e1fico visa apresentar esta distribui\u00e7\u00e3o de modo mais claro:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXf9aymuPUEI1kvvh2xME1EFbGbgcb7qz7E_IvO2-V4q4sHM88HrdQf4XaIL3LPbNE9_TDcgDfbr8UR8gfBpYEDUuaXUcgsb35xVUADNREjsv8H5CmT9Ujf-WgkeGRMa7b5NFd5OhgPLjCjrkfnITm68RKbrv_N-er3c4A3S8mE0XK0R1Rpzu38?key=WpDzft6zgbVi9xLlTL5Mjw\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Distribui\u00e7\u00e3o do total de Imagens da Amostra de acordo com os graus de seletividade:<\/p>\n\n\n\n<p>Total de Imagens 314 (100,00%)<\/p>\n\n\n\n<p>Grau Inferior 235 (74,84%)<\/p>\n\n\n\n<p>Grau Interm\u00e9dio 16 (5,10%)<\/p>\n\n\n\n<p>Grau Superior 63 (20,06%)<\/p>\n\n\n\n<p>Tal constata\u00e7\u00e3o implica que os sujeitos da amostra tendem predominantemente a reagir aos est\u00edmulos do ambiente de modo imediato, a partir de impress\u00f5es (o que se confirmar\u00e1 com outros dados, por exemplo, o predom\u00ednio das respostas de configura\u00e7\u00e3o formal vaga), sem um exame pr\u00e9vio dos diferentes aspectos para a seguir reagrup\u00e1-los numa estrutura significativa. Percebem apenas os aspectos mais evidentes que se imp\u00f5em por si mesmos (Sinal BNS)<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>Capacidade de manter est\u00e1vel a aten\u00e7\u00e3o para o julgamento objetivo dos est\u00edmulos. Efic\u00e1cia do controle intelectual<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>De um modo geral, dez casos (47,6%) da amostra apresenta a %F<sup>+<\/sup> inferior a 75%, seis casos (28,6%) apresentam-na elevada (acima de 92%) e cinco casos (23,8%) a apresentam dentro de limites aceit\u00e1veis (maior que 75% e menor que 92%). Analisando-se as diferen\u00e7as quanto aos grupos de pranchas monocrom\u00e1ticas e coloridas, chama a aten\u00e7\u00e3o que, no conjunto das pranchas coloridas, \u00e9 maior o n\u00famero de sujeitos que apresentam a %F<sup>+<\/sup> rebaixada (abaixo de 75%) doze casos (57,1% da amostra). Apenas 3 casos (14,3%) apresentam-na dentro de limites aceit\u00e1veis (mais elevado que 75% e menos elevado que 92%).<\/p>\n\n\n\n<p>Deste modo, considerando-se os casos em que a %F<sup>+<\/sup> no conjunto de pranchas coloridas foi inferior a 75% e no conjunto monocrom\u00e1tico superior, constataremos que tal ocorre em 9 casos (42,9% da amostra) (Tabela II).<\/p>\n\n\n\n<p>Apresentamos abaixo gr\u00e1ficos onde procuramos evidenciar os dados encontrados com rela\u00e7\u00e3o a este fator. Estes gr\u00e1ficos foram adicionados \u00e0 edi\u00e7\u00e3o anterior da disserta\u00e7\u00e3o e j\u00e1 incluem os novos valores considerados para a faixa normal da popula\u00e7\u00e3o (valores publicados em 2007 pela SRSP):<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXfOvu_jIZ9_7PYn6bs1uxQrwuyo6_H1i8jdt50TTVtifpSk4WdwX1NJjjYXCHvzxZQTUFxens7wXGcKib8L0_nvcObhzVmSEuhqHTV9ae1L4518zh9D4oM0iLnpP3xLUhzgg62kL6_QTA1KWotN66_K4o9lqgsEh6G69YkPdQzzpJJRMOrQhQ?key=WpDzft6zgbVi9xLlTL5Mjw\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 %F<sup>+<\/sup> no protocolo total, 16 dos 21 casos apresentavam-se desviados da faixa normal (6 casos para mais e 10 casos para menos)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXdjHUHZl8NniUdSKtnGEVI5kEL2dHSgPf4n6sHq5lpgyb9F8cj849gU6ayOCwaqVEp5aY-TUTpKDLNKvra5q1Cp4stAo9KC-fxZBFV3bb0t_lJseDFqpamf70tr180f0wjpnKg9rkxdQKm75WRyloEUyVJXQVD3OJUW_wib-zH2HsF-t_FiQ6s?key=WpDzft6zgbVi9xLlTL5Mjw\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 %F<sup>+<\/sup> nas pranchas monocrom\u00e1ticas, 19 dos 21 casos apresentaram-se desviados da faixa normal (8 para mais e 10 para menos)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXeLxJfjxXaoUfGnn2A0FJFDOVCbqqnsfl_4f5nQE9gV97HVpLH-Yfvgtw4eEP4weDMVoTjRf48JQ8n2NQYSts9VO0uEAz-grm3PhKLP6psV7CIfKWYa6fYsK5AYdM4gj5dKSwszZwS3Qv3q_I4yMbHeyu0laz4y85VM2IRe_lyHr5djAwrHuQ?key=WpDzft6zgbVi9xLlTL5Mjw\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 %F<sup>+ <\/sup>no conjunto colorido, 18 casos a apresentavam fora da faixa da normalidade (6 para mais e 13 para menos, sendo que em 3 casos esta porcentagem era de 0)<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, constatamos que praticamente metade da amostra apresenta um rebaixamento importante da %F<sup>+<\/sup> no conjunto dos est\u00edmulos coloridos. Isto implica que revelam dificuldade em estabilizar a aten\u00e7\u00e3o para o exame objetivo dos est\u00edmulos, principalmente quando se mobilizam de modo direto as rea\u00e7\u00f5es afetivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta din\u00e2mica tinha tamb\u00e9m sido observada nos probando violentos que examinamos em trabalho anterior (1987) e consistia no 3.\u00ba sinal de agressividade que hav\u00edamos constru\u00eddo (Sinal F<sup>+<\/sup>c). Na amostra atual foi o sinal menos frequente, ainda que tenha aparecido em quase metade dela (Tabela XXV).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>Mecanismos inusuais que interferem na sele\u00e7\u00e3o dos est\u00edmulos<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o aos mecanismos inusuais de rea\u00e7\u00e3o que interferem na sele\u00e7\u00e3o dos est\u00edmulos, o \u00fanico que aparece distribu\u00eddo de modo muito elevado na amostra \u00e9 o da Confabula\u00e7\u00e3o (PG ou p\u2019\u2019), que ocorreu em 16 dos 21 casos (Tabela III). \u00c9 o segundo sinal de agressividade mais frequente na amostra (Sinal PG), juntamente com o sinal CFI (Controle formal insuficiente) (Tabela XXV).<\/p>\n\n\n\n<p>Na maioria dos casos que apresentaram confabula\u00e7\u00e3o, esta ocorreu na prancha IV (13 casos).<\/p>\n\n\n\n<p>A presen\u00e7a frequente de confabula\u00e7\u00e3o ou \u201cgeneraliza\u00e7\u00e3o for\u00e7ada\u201d indica que a maioria dos examinandos, a partir da observa\u00e7\u00e3o parcial de apenas um pormenor do est\u00edmulo, procede a generaliza\u00e7\u00f5es impulsivas e n\u00e3o submetidas ao julgamento cr\u00edtico quanto \u00e0 pertin\u00eancia da interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A liga\u00e7\u00e3o com a realidade \u00e9 prec\u00e1ria, ocorrendo uma tend\u00eancia a desencadear imediatamente a a\u00e7\u00e3o, sem adequada reflex\u00e3o. Tal aspecto aparece tamb\u00e9m no plano cognitivo pois a percep\u00e7\u00e3o da realidade se d\u00e1 de forma \u201cimpulsiva\u201d, superficial e as conclus\u00f5es s\u00e3o precipitadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Rausch de Traubenberg (1981) ao analisar as caracter\u00edsticas das diversas pranchas do Rorschach, relativamente \u00e0 prancha IV refere tratar-se de uma mancha escura, espalhada e fechada, pr\u00f3xima \u00e0 prancha I, mas muito mais maci\u00e7a, compacta e sombria. Nesta prancha, a apreens\u00e3o das sombras poder\u00e1 provocar rea\u00e7\u00f5es muito espec\u00edficas em geral de colorido disf\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o de sua orienta\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica, refere que a solicita\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica latente ligada a esta prancha relaciona-se ao poder, \u00e0 for\u00e7a ou mesmo \u00e0 autoridade e que as atitudes despertadas podem ser positivas ou negativas, de identifica\u00e7\u00e3o com a domina\u00e7\u00e3o ou com a submiss\u00e3o, de atitude valorizando a for\u00e7a ou de ref\u00fagio na inconsist\u00eancia e na passividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros autores s\u00e3o mais cuidadosos com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica das pranchas pois consideram que somente podemos faz\u00ea-lo, conhecendo a din\u00e2mica psicol\u00f3gica do sujeito examinado. \u00c9 vari\u00e1vel a proje\u00e7\u00e3o de fantasias. De qualquer modo \u00e9 bastante interessante observar que justamente nesta prancha a maioria dos sujeitos de nossa amostra apresentou respostas confabuladas. A prancha IV foi pouco rejeitada. A dificuldade apresentada pelos sujeitos da amostra, em maioria, teria rela\u00e7\u00e3o, portanto, com experi\u00eancias espec\u00edficas eliciadas por esta prancha. Teria uma correla\u00e7\u00e3o com uma incapacidade de assimila\u00e7\u00e3o das normas do poder, de submeter-se no sentido de internalizar a interdi\u00e7\u00e3o feita pelos valores, representada pela figura de autoridade?<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o aos outros mecanismos anormais encontrados, ocorreram, em ordem decrescente de frequ\u00eancia o Pormenor Inibit\u00f3rio (em cinco casos), a Posi\u00e7\u00e3o (em 4 casos) e a Contamina\u00e7\u00e3o (em apenas um caso). Apesar de aparecerem em pequena frequ\u00eancia na amostra, sua ocorr\u00eancia deve ser considerada j\u00e1 que tais mecanismos inusuais de rea\u00e7\u00e3o s\u00e3o muito raros na popula\u00e7\u00e3o m\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<p>A contamina\u00e7\u00e3o \u00e9 um mecanismo inusual bastante raro na popula\u00e7\u00e3o normal, sendo mais frequente entre psic\u00f3ticos. Segundo Coelho (1980) indica defici\u00eancia do racioc\u00ednio l\u00f3gico, especialmente ao n\u00edvel da dedu\u00e7\u00e3o. Traduz tamb\u00e9m dificuldade de observa\u00e7\u00e3o abstrata. Estaria indicando dificuldade de distin\u00e7\u00e3o entre a identidade subjetiva e os est\u00edmulos objetivos do ambiente. Como apenas um dos examinandos apresentou este mecanismo apenas podemos considerar que ocasionalmente, em alguns sujeitos violentos, esta din\u00e2mica poderia tamb\u00e9m ocorrer.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 um pouco mais frequente, ainda que em apenas, um quarto da amostra, ocorreu inibi\u00e7\u00e3o do trabalho mental (pormenor inibit\u00f3rio). Nestes casos, como considera Silveira (1985) esta inibi\u00e7\u00e3o poderia decorrer de uma defici\u00eancia intr\u00ednseca da observa\u00e7\u00e3o abstrata ou de uma altera\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria na estabiliza\u00e7\u00e3o do est\u00edmulo conativo para manuten\u00e7\u00e3o do trabalho mental. A preocupa\u00e7\u00e3o excessiva com problemas pessoais (na ansiedade, na depress\u00e3o, ou pela ocorr\u00eancia de ideias prevalentes) poderia, em fun\u00e7\u00e3o de desviar a aten\u00e7\u00e3o e bloquear a observa\u00e7\u00e3o, ser respons\u00e1vel pela inibi\u00e7\u00e3o moment\u00e2nea do trabalho mental.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o cabe aqui verificar a din\u00e2mica de cada caso pois n\u00e3o se trata de um trabalho cl\u00ednico. Frisamos apenas que em um quarto da amostra h\u00e1 inibi\u00e7\u00f5es moment\u00e2neas do trabalho mental, com incapacidade de perceber o mais \u00f3bvio.<\/p>\n\n\n\n<p>A presen\u00e7a de posi\u00e7\u00e3o indica tamb\u00e9m preju\u00edzo do racioc\u00ednio l\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, aqui, os examinandos fazem uso do \u201cpensamento m\u00e1gico\u201d, revelando, a ocorr\u00eancia deste dinamismo, como considera Coelho (1980) a interfer\u00eancia de fantasias irracionais nas rela\u00e7\u00f5es interpessoais e a disposi\u00e7\u00e3o para o desencadeamento imediato das rea\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisando tamb\u00e9m na amostra a ocorr\u00eancia de respostas de espa\u00e7o e de dinamismos do tipo Revers\u00e3o e Refer\u00eancia ao Vazio. A tabela IV apresenta os resultados encontrados.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme se constata, apenas seis casos apresentam respostas utilizando o espa\u00e7o como modalidade e quatro o mecanismo inusual da Revers\u00e3o. Esta frequ\u00eancia \u00e9 bastante baixa uma vez que maio ou menos compat\u00edvel com a ocorr\u00eancia na popula\u00e7\u00e3o normal.<\/p>\n\n\n\n<p>Estaria, portanto, constatado que nesta amostra, a preocupa\u00e7\u00e3o com obst\u00e1culos, dificuldades \u00e0 autoafirma\u00e7\u00e3o, atitude de oposi\u00e7\u00e3o, interpreta\u00e7\u00f5es que os autores relacionam a respostas de espa\u00e7o, n\u00e3o ocorrem como din\u00e2mica significativa\u201d. A n\u00edvel da capta\u00e7\u00e3o dos est\u00edmulos, sim. No entanto, a quest\u00e3o dos obst\u00e1culos \u00e0 autoafirma\u00e7\u00e3o, certamente \u00e9 um aspecto fundamental a ser analisado na amostra estudada.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de n\u00e3o ocorrer respostas de espa\u00e7o na amostra, houve frequentemente a inibi\u00e7\u00e3o na prancha VII e IX, mecanismo que autores como Bohm denominam \u201cchoque ao vazio\u201d. As altera\u00e7\u00f5es relativas a estes aspectos ocorrem, portanto, a n\u00edvel da elabora\u00e7\u00e3o. Discutiremos tais resultados mais adiante.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>N\u00edvel de elabora\u00e7\u00e3o das Imagens Perceptuais<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Organiza\u00e7\u00e3o das constru\u00e7\u00f5es<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>A Tabela V apresenta os resultados relativos a esta etapa dos procedimentos de an\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<p>Observa-se que o \u00edndice Z1\/R se encontra rebaixado em 18 casos da amostra (85,7%) e, em 19 casos (90,5%), encontra-se rebaixado no conjunto das pranchas coloridas, sendo que em sete casos, \u00e9 igual a zero.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXdCVx0gkW1OrvO-j-2Tfo0EL2jdS9eV-adEhG-E_msHXfKTyWVZoDylnsFL3Zh0U__WSe6Dga_D-DIHJYH1LwbO4FVlsexE2Hb1MbmqpU2RrmyzTbr9s9CKvH9Skwng-dTaXPDOzSIG0yBAGNyOa7Q-eFp_FPbvz4W-LyA-7aip_si5EW6WNA?key=WpDzft6zgbVi9xLlTL5Mjw\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXe2R0yUu4N3LeZV_UVUnVvverEXz68P9eaW-mHy-gFxTsfBhoxaOEvLY0fOqxQLl2bkN9ZCjYLmvuZ_mvRAOCrRFWB9iqqI8JsjQXqPjrfI8x7RIWhDuoZED1da5IftBJH5hr2XkXhffBjQi2kNysUXHf5amfU99bj8EUCTBKGJGWT6TtUN0rQ?key=WpDzft6zgbVi9xLlTL5Mjw\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Nos dois gr\u00e1ficos acima podemos constatar atrav\u00e9s do gr\u00e1fico \u00e0 esquerda que apenas o caso 9 e o caso 10 apresentavam o \u00edndice Z<sub>1<\/sub>\/R<sub> <\/sub>dentro delimites normais (acima de 1), e atrav\u00e9s do gr\u00e1fico da direita, considerando-se Z<sub>1<\/sub>\/R no conjunto crom\u00e1tico, apenas o caso 7 apresentou o \u00edndice normal e nos casos 1, 2, 10, 14, 15, 16, 18 e 19, este \u00edndice foi igual a zero.<\/p>\n\n\n\n<p>Se considerarmos o \u00edndice (Z<sub>1<\/sub>+Z<sub>2<\/sub>)\/R constatamos que, em onze casos (52,4%) da amostra est\u00e1 rebaixado. No conjunto das pranchas coloridas, em doze casos (57,1%).<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00edndice Z<sub>1<\/sub>\/R est\u00e1 rebaixado em 13 casos (61,9%) no conjunto de pranchas monocrom\u00e1ticas e (Z<sub>1<\/sub>+Z<sub>2<\/sub>)\/R em onze casos (52,4%).<\/p>\n\n\n\n<p>Observando-se a m\u00e9dia dos \u00edndices, verifica-se que apenas (Z<sub>1<\/sub>+Z<sub>2<\/sub>)\/R no conjunto das pranchas monocrom\u00e1ticas ou das pranchas coloridas se encontra dentro de valores normais e que Z<sub>1<\/sub>\/R no conjunto das pranchas coloridas \u00e9 o \u00edndice mais rebaixado da amostra.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00edndice Z de Beck relaciona-se com o trabalho mental associativo entre os diversos est\u00edmulos ambientais. Conforme refere Coelho (1980), o \u00edndice Z (ou Elab na terminologia de Silveira) afere a capacidade de percep\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o evidentes em si.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, relaciona-se com a capacidade de conceitua\u00e7\u00e3o e abstra\u00e7\u00e3o (elabora\u00e7\u00e3o intelectual em sentido estrito).<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00edndice Z<sub>1<\/sub>\/R estaria, portanto, indicando o grau das constru\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter racional e objetivo, o que est\u00e1 bastante prejudicado, principalmente nas situa\u00e7\u00f5es nas quais os probando s\u00e3o tocados afetivamente. Tal fato n\u00e3o decorre de limita\u00e7\u00e3o intelectual intr\u00ednseca, na maior parte da amostra, por h\u00e1 uma parcial compensa\u00e7\u00e3o (Z<sub>1<\/sub>+Z<sub>2<\/sub>)\/R se encontra normal), indicando que as constru\u00e7\u00f5es que ocorrem, s\u00e3o primordialmente impressivas e subjetivas ou mesmo sincr\u00e9ticas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>Precis\u00e3o Formal das Imagens<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Conforme se verifica na Tabela VI, as imagens vagas predominam sobre as imagens precisas (55% Iv e 45% Ip). Isso ocorre em 13 dos 21 casos da amostra (61,9%) e quando n\u00e3o ocorre, a frequ\u00eancia de uma ou outra \u00e9 mais ou menos equivalente. Quando da revis\u00e3o desta disserta\u00e7\u00e3o, optamos por introduzir os gr\u00e1ficos abaixo que n\u00e3o constavam na edi\u00e7\u00e3o original desta disserta\u00e7\u00e3o, com o objetivo de tornar mais f\u00e1cil a percep\u00e7\u00e3o dos resultados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXfU-3sJ6vwtTkuqT4BlXdDgz2CFsiGHQUB_dPG3us1J1RW6DJ9Ir4yvdF7Zb30oVQl1ppjdVeaNjO5DxUXey-vkjhSv1gZARw1dnY0Kp_XLBLBr91ieUHbfyM8CRHYd_i2r9C3I05QluZUezEiKatnOIHFgiRY-HtaZqm4ghWsTBiSPL9JTRcY?key=WpDzft6zgbVi9xLlTL5Mjw\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXepBd59dAUBx9T0wbNiCOGilE13Hxitl-tiQ54jMeARAOa1edXAeuGAoChLKCR0lC77nly22MQrdhl2dMZKppXipycpM8J4WSqT5LwHyZkc23ZhyF0oekTIlxDxaJ7ac3RNsiBFSEKHWath5lXeeYxDv2vW2be7p0WVufy7YUSCfcq1MS0FOkw?key=WpDzft6zgbVi9xLlTL5Mjw\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Ainda que n\u00e3o possuamos uma estat\u00edstica deste fator para a popula\u00e7\u00e3o m\u00e9dia, pois na avalia\u00e7\u00e3o de F<sup>+<\/sup> usamos o crit\u00e9rio estat\u00edstico proposto por Beck, a expectativa te\u00f3rica \u00e9 de que h\u00e1 um predom\u00ednio das formas precisas, na popula\u00e7\u00e3o normal. A Scuola Romana Rorschach (1991) utiliza-se do s\u00edmbolo F<sup>+\/-<\/sup> para as formas vagas, indefinidas ou imprecisas e em seus trabalhos referem ser este tipo de imagem ser infrequente entre a popula\u00e7\u00e3o normal.<\/p>\n\n\n\n<p>Subdividimos as imagens vagas em tr\u00eas grupos, segundo os dinamismos psicol\u00f3gicos envolvidos e respons\u00e1veis por sua imprecis\u00e3o: (a) vagas impressionistas, onde o fator determinante seria a impress\u00e3o muito subjetiva causada por impulsos n\u00e3o controlados ou emo\u00e7\u00f5es prim\u00e1rias, com pouca simboliza\u00e7\u00e3o, (b) vagas impulsivas, quando h\u00e1 supergeneraliza\u00e7\u00e3o do significado global da experi\u00eancia, a partir de um pormenor secund\u00e1rio e, (c) vagas sincr\u00e9ticas, quando por preval\u00eancia de nexos emocionais prim\u00e1rios surjam imagens deformadas com associa\u00e7\u00f5es irracionais dos perceptos.<\/p>\n\n\n\n<p>A precis\u00e3o das imagens percebidas relaciona-se, quanto ao aspecto cognitivo, com a capacidade de precis\u00e3o da evoca\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias no sentido de identific\u00e1-las e mesmo proceder \u00e0 proje\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica. Se as imagens s\u00e3o vagas, seu reconhecimento \u00e9 impreciso e tamb\u00e9m a capacidade de imagina\u00e7\u00e3o est\u00e1 reduzida pois o sujeito n\u00e3o \u00e9 capaz de evocar do cabedal mn\u00e9stico imagens variadas e recombin\u00e1-las de modo criativo.<\/p>\n\n\n\n<p>A associa\u00e7\u00e3o da preval\u00eancia de Imagens Vagas e do baixo grau de seletividade, indica uma esp\u00e9cie de \u201cpris\u00e3o\u201d ao momento presente das experi\u00eancias, com relativa incapacidade de guiar-se a partir de experi\u00eancias pregressas e tamb\u00e9m de planejar e prever experi\u00eancias futuras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A seguir apresentamos um gr\u00e1fico que procura mostrar de modo esquem\u00e1tico a distribui\u00e7\u00e3o dos diversos tipos de imagens encontradas na amostra. Trata-se de um desdobramento do gr\u00e1fico VII, precisando melhor as Imagens vagas de acordo com os dinamismos que ocasionam a vagueza das Imagens.<\/p>\n\n\n\n<p>O gr\u00e1fico abaixo procura apresentar de modo esquem\u00e1tico a distribui\u00e7\u00e3o dos diversos tipos de imagens encontradas na amostra<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXcmLBd5lREfyBk0Fr1JrhQKzo5HwapgS9blo355aIOF1bPWysBmErjNO5DTD0Rm1GSmMFZFv_pZvUAG9J246lR8KJLB5SJgfWxNf_LY7Z-EvWNGVGY-l9yJC8CgpHHVf7lLdoTwZWnCSccMdC--z6n7oKXJu54V7uptpUfggMqrmNdj5Pf1ejM?key=WpDzft6zgbVi9xLlTL5Mjw\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Distribui\u00e7\u00e3o das imagens de acordo com sua precis\u00e3o formal:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Total de Imagens eliciadas: 314 (100%)<\/li>\n\n\n\n<li>Imagens precisas (Ip) 140 (\u224545%)<\/li>\n\n\n\n<li>Imagens vagas (Iv) 174 (\u224555%)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>&#8211; sincr\u00e9ticas (Iv<sub>s<\/sub>) 11 (\u22453%)<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; impulsivas (Iv<sub>g<\/sub>) 40 (\u224513%)<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; impressivas (Iv<sub>i<\/sub>) 123 (\u224539%)<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>Flexibilidade na Utiliza\u00e7\u00e3o das Caracter\u00edsticas Observadas nos Est\u00edmulos para a Constru\u00e7\u00e3o das Imagens<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>As tabelas VII a XIII apresentam os resultados encontrados relativos a esta etapa dos procedimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>A tabela IX apresenta-nos o n\u00famero total de determinantes encontrados, distribu\u00eddos segundo uma escala de n\u00edveis (1.\u00b0, 2.\u00b0 e 3.\u00b0). O primeiro n\u00edvel representa contato pleno com a realidade ambiente, isto \u00e9, de acordo com o modo mais frequente na popula\u00e7\u00e3o m\u00e9dia. \u00c9 esperado estatisticamente que supere em tr\u00eas vezes a somat\u00f3ria do segundo e terceiro n\u00edvel. O segundo n\u00edvel revela um contato pouco mais subjetivo, mas ainda afer\u00edvel estatisticamente e, o terceiro n\u00edvel, refere-se a rea\u00e7\u00f5es essencialmente individuais em face ao est\u00edmulo ambiental.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro n\u00edvel \u00e9 representado pelos seguintes determinantes M, Ps, FC, L e C\u2019 (este \u00faltimo exclu\u00eddo pela din\u00e2mica indutiva que representa, aproxima-o mais \u00e0s respostas de Forma), o seguinte, por m, ps, CF e l e, o terceiro pelos determinantes m\u2019, ps\u2019, C e l\u2019.<\/p>\n\n\n\n<p>O gr\u00e1fico abaixo representa a somat\u00f3ria dos determinantes, comparados segundo os tr\u00eas n\u00edveis descritos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXfPNm4Cvgk6WPDJZLMIZeBDF-LovbOKdtRV8W3Z99C7LgTYYvTLl6BGTY3Rc6kBUz4EIpCddXKHR5L3zIzhGHgNz0i3tPUHlbmSxxaQ8RaOYcTd_ftlR6dE9ocxwupktag2pjplwEbAHA6mqNFiSVEPJnWClVObbu-_AjItb6CDICBWu2aF8A?key=WpDzft6zgbVi9xLlTL5Mjw\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>1.\u00b0 n\u00edvel (soma ponderal, na qual se inclui as respostas de M, Ps, FC e L, acrescentando 0,5 ponto a cada respostas deste tipo em adicional, num total de 25,5 imagens), em termos de porcentagem do total das imagens (111, equivalendo a 100%) = 23,18%<\/li>\n\n\n\n<li>2.\u00b0 n\u00edvel (soma ponderal, na qual se inclui as respostas m, ps, CF e l, acrescentando 0,5 ponto a cada resposta em adicional deste tipo, num total de 55,5 imagens) em termos de porcentagem do total das imagens (111, equivalendo a 100%) = 50%<\/li>\n\n\n\n<li>3.\u00b0 n\u00edvel (soma ponderal, nas qual se inclui as respostas de m\u2019, ps\u2019, C e l\u2019, acrescentando 0,5 ponto a cada resposta em adicional deste tipo, num total de 30 imagens) em termos de porcentagem do total das imagens (111, equivalendo a 100%) = 27,02%<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Torna-se evidente pelo gr\u00e1fico que houve uma invers\u00e3o da propor\u00e7\u00e3o esperada (1.\u00b0 n\u00edvel &gt; 2.\u00b0+3.\u00b0 n\u00edvel), indicando o intenso subjetivismo e, mesmo idiossincrasia no contato com a realidade. Predominam as rea\u00e7\u00f5es mais subjetivas, instintivas e idiossincr\u00e1sicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Procedemos a uma compara\u00e7\u00e3o entre determinantes diferentes e discutiremos os dados encontrados para cada tipo de determinante.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quatorze dos 21 examinando apresentaram respostas com determinante movimento, no entanto, se considerarmos apenas aqueles que apresentaram mais do que uma resposta com determinante movimento, este n\u00famero cai para quatro (Tabela VII). J\u00e1 com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s respostas com determinante cor, dos 21 examinandos, dez apresentaram mais do que uma resposta (Tabela VIII). Deste modo, constatamos que ocorrer\u00e1 ou uma coarta\u00e7\u00e3o como tend\u00eancia, ou a extrovers\u00e3o (Eq de Silveira ou Erlebnistypus de Rorschach). Procedemos tamb\u00e9m, a uma compara\u00e7\u00e3o total das respostas com determinantes movimento e aqueles com determinantes cor, considerando ponderalmente as respostas, conforme metodologia utilizada na Sociedade Rorschach de S\u00e3o Paulo, para os \u00edndices Eq e Eq\u2019 (Equil\u00edbrio das for\u00e7as subjetivas, em n\u00edvel manifesto e latente). Encontramos os valores de 11:35 para o primeiro e 31,5:35. Isto \u00e9, h\u00e1 um claro predom\u00ednio do segundo fator (determinante cor), tanto no primeiro \u00edndice (Eq\u2019) quanto no segundo, ou seja, a extravers\u00e3o na nomenclatura de Rorschach, adotada por Silveira. A tabela IX<sup>B<\/sup>, introduzida quando desta revis\u00e3o, realizada pelo autor em 2024, busca tornar mais f\u00e1cil observar estes achados. A partir desta tabela tamb\u00e9m constru\u00edmos os seguintes gr\u00e1ficos:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXeVSFzjtTHja49JwiSifPspFL2lbeYDuYX4-q9SXWRdGGgYJxOEAJ-G3yPC8d9iplFABtl6vR6M3M7Wakz-imOtYKN81q0xsjkVWq3WjPisnao3aY7jHRwzNoixVD9V4nlHaKC96jHu7mHqJWgqdFhdyCfNicCUBbavbZHSJKnwMhFyE2IXFA?key=WpDzft6zgbVi9xLlTL5Mjw\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXd2RK1ZUaNBDIbIdnDBrvNHDCGlkY8nIN7y619VGfC-jHNxfTXhImmextSbRAvsQoK41l3kFI1yShy5rEhPM93CZ9Ml_V-Yczwral_kd1TZZCR7j70fO0a--h4YxYa9Ac7Wt1-40MyjcK4Lkzeho5ctaAgkBk6uT5FHbzDXjhsoSmF3PC8joTU?key=WpDzft6zgbVi9xLlTL5Mjw\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Observando-se os gr\u00e1ficos acima, torna-se bastante evidente que mais do que a metade dos probandos da amostra apresenta tipo vivencial extratensivo, tanto ao n\u00edvel manifesto como latente (11 dos 21 caso). Existe apenas uma pequena diferen\u00e7a com rela\u00e7\u00e3o aos outros tipos vivenciais: o segundo grupo significativo s\u00e3o os coartados e coartativos (8 casos se considerarmos os Eq e 6 se considerarmos o Eq\u2019). Isto significa que comparando Eq e Eq\u2019, houve modifica\u00e7\u00e3o apenas em poucos casos que ou modificam o tipo vivencial para introvertidos a partir de perfis coartados ou a partir do \u00fanico perfil ambigual dilatado. N\u00e3o h\u00e1 nenhum caso que migre de extratensivo para introvertido. Estes dados, apenas confirmam a forte tend\u00eancia extratensiva e coartada da amostra.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando-se isto, podemos afirmar que estes dados indicam que os examinandos, em geral, n\u00e3o desenvolvem capacidade de estabilizar as rea\u00e7\u00f5es afetivas (poucas respostas M), apresentando com frequ\u00eancia emo\u00e7\u00f5es, que no caso, s\u00e3o totalmente de tipo egoc\u00eantrico (h\u00e1 apenas 3 respostas de tipo FC na amostra), fornecidas por 3 examinandos diferentes e nestes tr\u00eas, apesar de fornecerem cada um uma resposta FC, apresentam FC&lt;CF+C.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme j\u00e1 afirmamos acima, esta disposi\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m aquela encontrada a n\u00edvel profundo da personalidade na maior parte dos probando (Eq\u2019 tamb\u00e9m \u00e9 extratensivo). Quando isto n\u00e3o ocorre, as respostas de movimento s\u00e3o do tipo extensor e muitas vezes ligadas a for\u00e7a da natureza ou a movimentos de objetos, indicando tamb\u00e9m, conforme considera Klopfer (1956) a insurg\u00eancia de for\u00e7as indom\u00e1veis que amea\u00e7am a integridade da organiza\u00e7\u00e3o da personalidade (predom\u00ednio de m\u2019<sub>1<\/sub>) (Tabela VII e X).<\/p>\n\n\n\n<p>A compara\u00e7\u00e3o entre as esferas intelectual e afetivo-emocional, a n\u00edvel manifesto e latente, \u00e9 fornecida pelos \u00edndices: (Ps+M):(L+C) e (m+m\u2019):(l+l\u2019+C\u2019). O primeiro destes \u00edndices representa a Din\u00e2mica Ps\u00edquica Atual, ou seja, os processos cognitivos cuja express\u00e3o \u00e9 consciente, representada pela somat\u00f3ria (Ps+M), que expressa a autoafirma\u00e7\u00e3o do examinando e o como com que ele concebe a sua posi\u00e7\u00e3o no ambiente, em sentido de competi\u00e7\u00e3o e de constru\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s do qual aplica sua intelig\u00eancia no mundo externo (Ps). Por outro lado, a vertente afetivo-emotiva, isto \u00e9 a adapta\u00e7\u00e3o emocional mais diferenciada e consciente e a express\u00e3o mais direta, mas tamb\u00e9m consciente dos afetos, \u00e9 representada por (L+C), na qual os fatores representados, tal como ocorre com os fatores da vertente intelectual, s\u00e3o respectivamente de ordem extr\u00ednseca e intrinsecamente afetiva. O determinante L corresponde a um tipo de adapta\u00e7\u00e3o emocional mais diferenciada e dedutiva, ao passo que o determinante C traduz a express\u00e3o mais direta dos afetos. Assim, nas express\u00f5es afetivas do adulto, a reatividade impulsiva e incontrolada, traduzida por C, ser\u00e1 compensada pela adapta\u00e7\u00e3o cautelosa ao ambiente, na qual o examinando utiliza sua sensibilidade a condi\u00e7\u00f5es mais sutis do ambiente que nele provocam intensa repercuss\u00e3o afetiva, mas que n\u00e3o impedem suas constru\u00e7\u00f5es pessoais. J\u00e1 o segundo \u00edndice [(m+m\u2019):(l+l\u2019+C\u2019) seria indicativo tanto de \u201cju\u00edzos de valor\u201d predominando sobre as no\u00e7\u00f5es mais amadurecidas (primeira parte do \u00edndice), quanto rea\u00e7\u00f5es emocionais imaturas, quer como adapta\u00e7\u00e3o concreta e indutiva ao ambiente, ou a experi\u00eancia t\u00e1cteis e de explora\u00e7\u00e3o do ambiente ou, ainda rea\u00e7\u00f5es ansiosas, ang\u00fastia ocasionando retra\u00e7\u00e3o emocional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A compara\u00e7\u00e3o destes dois \u00edndices na amostra, n\u00e3o chama muito a aten\u00e7\u00e3o de modo evidente. No entanto, h\u00e1 claro predom\u00ednio da vertente formal, ou seja, sem a participa\u00e7\u00e3o nem da esfera intelectual (em 9 e em 10 casos da amostra) e nem da afetivo-emocional; e da vertente afetivo-emocional, ou seja, o predom\u00ednio das rea\u00e7\u00f5es afetivo-emocionais na din\u00e2mica Ps\u00edquica atual, seja de modo manifesto quanto latente (em 7 casos em ambos os \u00edndices). \u00c9 fundamental lembrar que a vertente afetivo-emocional destes \u00edndices \u00e9 composta principalmente por rea\u00e7\u00f5es afetivas impulsivas (respostas de cor pura) ou indicativas de ansiedade (respostas de luminosidade que n\u00e3o L). Finalmente, observa-se que a vertente intelectual ou ambigual, quando predominam de modo equilibrado a vertente intelectual e afetivo-emocional, restringem-se a 5 e 4 casos da amostra.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes dados refor\u00e7am nossa observa\u00e7\u00e3o de que na Din\u00e2mica Ps\u00edquica Atual, seja em n\u00edvel manifesto quanto latente, est\u00e3o presentes rea\u00e7\u00f5es afetivas impulsivas principalmente ou um contato frio e formal com a realidade. Em apenas 4 a 5 casos houve predom\u00ednio de respostas indicativas da vertente intelectual, predominando tamb\u00e9m percep\u00e7\u00f5es de ser tomado por impulsos intensos para os quais os examinando n\u00e3o t\u00eam controle. Estes aspectos ficar\u00e3o mais evidentes a partir de outros dados encontrados na amostra.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise mais minuciosa das respostas ligadas a cada s\u00e9rie de determinantes, \u00e9 apresentada nas Tabelas X, XI, XII e XII<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Respostas com determinantes movimento<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Das 37 respostas com determinante movimento (Tabela X), apenas duas delas s\u00e3o de tipo flexor. Todas as outras s\u00e3o de tipo extensor.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme considera Piotrowski (1957), as respostas de tipo extensor, aplicadas a movimentos humanos indicam auto assertividade e aquelas flexoras indicam tend\u00eancia a submiss\u00e3o e subordina\u00e7\u00e3o como atitudes gerais. H\u00e1 ainda as respostas de tipo bloqueado, indicativas de sentimentos de incapacidade e de impot\u00eancia na sistematiza\u00e7\u00e3o por n\u00f3s utilizada codificada como m\u2019<sub>2<\/sub>, que n\u00e3o apareceram nos protocolos desta amostra.<\/p>\n\n\n\n<p>Piotrowski procede sempre \u00e0 compara\u00e7\u00e3o entre as respostas flexoras e extensoras projetadas em figuras humanas e aquelas projetadas em animais n\u00e3o antropoides.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, possui uma classifica\u00e7\u00e3o das respostas segundo o grau de energia envolvido, que varia de 1 a 6, caracterizadas como:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Grau 1 \u2013 movimento agressivo<\/li>\n\n\n\n<li>Grau 2 \u2013 movimento global do corpo<\/li>\n\n\n\n<li>Grau 3 \u2013 movimento parcial do corpo<\/li>\n\n\n\n<li>Grau 4 \u2013 movimento contido ou retido<\/li>\n\n\n\n<li>Grau 5 \u2013 movimento ativo, por\u00e9m em obedi\u00eancia \u00e0 for\u00e7a da gravidade<\/li>\n\n\n\n<li>Grau 6 \u2013 movimento de completa submiss\u00e3o, passivo<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Procede tamb\u00e9m \u00e0 compara\u00e7\u00e3o entre o grau de respostas de movimento humano e aqueles de movimento animal.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m com rela\u00e7\u00e3o a esta classifica\u00e7\u00e3o, apenas tr\u00eas, das 26 respostas de movimento humano ou animal, n\u00e3o est\u00e3o entre os graus 1 e 2.<\/p>\n\n\n\n<p>Deste modo, podemos afirmar que nestes sujeitos n\u00e3o h\u00e1 ind\u00edcios de sentimentos de impot\u00eancia ou incapacidade (aus\u00eancia de m\u2019<sub>2<\/sub>), as tend\u00eancias da personalidade s\u00e3o sempre no sentido de expans\u00e3o e de coloca\u00e7\u00e3o com assertividade (praticamente aus\u00eancia de respostas com movimento flexor), revelando dificuldade de subordina\u00e7\u00e3o e submiss\u00e3o. S\u00e3o poucos os indiv\u00edduos que apresentam uma no\u00e7\u00e3o mais consciente de sua pr\u00f3pria agressividade, surgindo uma competitividade hostil a n\u00edvel manifesto (apenas tr\u00eas sujeitos da amostra apresentaram respostas de movimento humano de grau 1).<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns sujeitos, mais bem dotados intelectualmente, possuem uma no\u00e7\u00e3o vaga da perda de autocontrole, mas tendem a sentir sua pr\u00f3pria agressividade como impulsos incontrol\u00e1veis e poderosos externos a si mesmos, como algo natural (respostas de m\u2019) ligados a for\u00e7as da natureza, explos\u00f5es ou objetos voando.<\/p>\n\n\n\n<p>De um modo geral, ou h\u00e1 certa coarta\u00e7\u00e3o, com pouca elabora\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio papel social (aus\u00eancia de RM), ou os sujeitos apresentam um predom\u00ednio das no\u00e7\u00f5es mais imaturas e egoc\u00eantricas, que distorcem sua no\u00e7\u00e3o da realidade como \u201cjulgamento de valor\u201d (predom\u00ednio de m+m\u2019 sobre M).<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>Respostas com determinante cor<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>As respostas que s\u00e3o indicadoras da express\u00e3o mais direta dos afetos s\u00e3o apresentadas nas Tabelas VIII e XI.<\/p>\n\n\n\n<p>Como se pode verificar no gr\u00e1fico abaixo, as respostas indicadoras de libera\u00e7\u00e3o da carga afetiva sem considera\u00e7\u00e3o para com os outros e a realidade e aquelas que evidenciam maior egocentrismo, predominam sobre as que indicam capacidade de adiar a gratifica\u00e7\u00e3o das necessidades, levando em conta os demais (C+CF&gt;FC).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXdvkb5TVou36FYEwZD8zLrbeNXWSAjT2d3Ak9UHZSoykIRc9ErRGeVe4dq-KI_AZavtb9iYdwGU5NkRExwfpn-jHtlXL1kh5_NYv-bwBu_LuMZpbFJIOp4TODKq1ub2RUXYtqLFsfAPaw8_bLJhPkUMSpJBWU_vxNAd6litsjnzCRM28cTh6g?key=WpDzft6zgbVi9xLlTL5Mjw\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>A somat\u00f3ria ponderal das respostas de cor (considerando-se 0,5 ponto para respostas adicionais foi de 40,5 (FC=3, CF=21 e C=16,5)<\/p>\n\n\n\n<p>Das 36 imagens de cor (incluindo aquelas CF adicionais como valendo 0,5 ponto), a grande maioria (22 ou 61%) possuem atribui\u00e7\u00f5es de qualidades neutras, 5 (13,8%) possuem conota\u00e7\u00e3o negativa e 9 (25%) conota\u00e7\u00e3o positiva. Isto se relaciona provavelmente ao egocentrismo e ao distanciamento afetivo que apresentam.<\/p>\n\n\n\n<p>Discutiremos adiante um fen\u00f4meno que ocorreu com certa frequ\u00eancia que \u00e9 a condensa\u00e7\u00e3o de cor, indicativa da incapacidade de integra\u00e7\u00e3o dos impulsos e afetos.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>Respostas com determinante perspectiva<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>As Tabelas VII e XII apresentam os resultados relativamente a este fator. Houve um predom\u00ednio tamb\u00e9m das respostas tipo <strong><em>ps<\/em><\/strong> sobre aquelas do tipo <strong><em>Ps<\/em><\/strong> (10,5:8) por\u00e9m n\u00e3o houve o aparecimento de respostas do tipo <strong><em>ps\u2019<\/em><\/strong>, em geral, relacionadas com a presen\u00e7a de ang\u00fastia.<\/p>\n\n\n\n<p>Analisando-se as caracter\u00edsticas das respostas de tipo <strong><em>ps<\/em><\/strong>, verificamos que, em geral, est\u00e3o associadas a determinantes m\u2019 ou CF e conte\u00fado nv ou fg. Estariam, portanto, provavelmente indicando sentimentos de inseguran\u00e7a que surgiriam quando seriam mais mobilizados os impulsos. No entanto, como apenas 3 dos sujeitos da amostra apresentaram mais do que uma resposta de perspectiva, n\u00e3o parece ser este um elemento muito significativo na amostra.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"4\">\n<li><strong>Respostas com determinante luminosidade<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Este fator \u00e9 apresentado nas Tabelas VIII e XIII. O gr\u00e1fico abaixo representa sua distribui\u00e7\u00e3o quanto aos diferentes tipos de respostas de luminosidade presentes na amostra:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXeeGDhsqSrLJ5XPQu_70oPJU-7OKrT-FH5N5DqbHrcXV4M3rQeGurgvAAebbyWA-05lnIMTb0zYEg7yTZjOF3Jtx_f2o7TlecwuAY2-aAVYnIbd0tMq-ATLtjoJiifLFmynGIYf27rpFGfiXpqGbr5be4uIoyl56YAluE2Yk4OLyB6M2WV774Y?key=WpDzft6zgbVi9xLlTL5Mjw\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Distribui\u00e7\u00e3o ponderal (incluindo adicionais com valor de 0,5 ponto) das respostas de luminosidade:<\/p>\n\n\n\n<p>C\u2019 = 9(5) = 11,5&nbsp; L=2(3) = 3,5<\/p>\n\n\n\n<p>l= 6(6) = 9<\/p>\n\n\n\n<p>l\u2019= 1(5) = 3,5<\/p>\n\n\n\n<p>RL (ponderal) = 27,5<\/p>\n\n\n\n<p>Comparando-se as respostas de luminosidade, verificamos que este \u00e9 o \u00fanico grupo de determinantes onde aqueles mais amadurecidos (L+C\u2019) predominam sobre aqueles mais primitivos (l+l\u2019) \u2013 [(L+C\u2019):(l+l\u2019) = 15:12,5]. Este predom\u00ednio se d\u00e1 \u00e0s custas de C\u2019 [que \u00e9 igual a 9(5)]. Se apenas considerarmos os determinantes luminosidade estritos, teremos tamb\u00e9m a invers\u00e3o na propor\u00e7\u00e3o esperada (L:l+l\u2019 = 3,5:12,5). Al\u00e9m disso, verifica-se que o determinante <strong><em>l<\/em><\/strong> \u00e9 o mais frequente.<\/p>\n\n\n\n<p>Se fizermos uma an\u00e1lise da quantidade de examinandos que apresentam mais do que uma resposta de luminosidade, verificamos que apenas 4 deles fazem parte desse subgrupo. Isto sugere que h\u00e1 uma pobreza de express\u00e3o emocional entre os probandos. Entretanto, quando isto ocorre, e n\u00e3o \u00e9 decorrente da assimila\u00e7\u00e3o indutiva de experi\u00eancia no processo de acultura\u00e7\u00e3o (C\u2019), observa-se que h\u00e1 predom\u00ednio das respostas tipo <strong><em>l<\/em><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Deduz-se destes dados que a adapta\u00e7\u00e3o emocional \u00e9 principalmente indutiva, resultando de adapta\u00e7\u00e3o cultural superficial. Provavelmente em virtude da elevada impulsividade dos examinandos, passaram por experi\u00eancias negativas, assimilando-as superficialmente, pois as formas nestas respostas, em geral, s\u00e3o vagas. De qualquer forma, isto ocorre apenas com 8 examinandos da amostra.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"4\">\n<li><strong>Interfer\u00eancia de Mecanismos Inusuais de Rea\u00e7\u00e3o na Constru\u00e7\u00e3o das Imagens<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Associa\u00e7\u00f5es Parasitas<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>A Tabela XIV apresenta os resultados relativamente \u00e0 ocorr\u00eancia dos mecanismos de fuga ao est\u00edmulo, fabula\u00e7\u00e3o, libera\u00e7\u00e3o e nomea\u00e7\u00e3o de cor (codificadas como associa\u00e7\u00f5es parasitas), na amostra.<\/p>\n\n\n\n<p>O mecanismo deste grupo mais frequentemente encontrado foi o de fuga ao est\u00edmulo (em sete casos). A fabula\u00e7\u00e3o e a libera\u00e7\u00e3o ocorreram em 3 casos e a nomea\u00e7\u00e3o de cor em dois.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A fuga ao est\u00edmulo revela a tentativa do examinando de n\u00e3o se envolver com a tarefa do exame, o que busca fazer indiretamente. Poderia estar revelando tanto o temor de revelar-se como o desinteresse pela Prova.<\/p>\n\n\n\n<p>A fabula\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi muito frequente (apenas em tr\u00eas casos) parecendo n\u00e3o configurar como um mecanismo que tenha ocorr\u00eancia significativa uma vez que n\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m muito infrequente, mesmo em examinandos normais.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a libera\u00e7\u00e3o e a nomea\u00e7\u00e3o de cor, ainda que tamb\u00e9m tenham ocorrido em muitos poucos casos, dada a sua infrequ\u00eancia na popula\u00e7\u00e3o m\u00e9dia, podem assumir significado espec\u00edfico em alguns casos de indiv\u00edduos violentos.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro mecanismo (Libera\u00e7\u00e3o), que \u00e9 inclu\u00eddo dentre aqueles sugestivos de les\u00e3o cerebral por Piotrowski em sua s\u00e9rie de sinais, indicaria, a n\u00edvel cognitivo, uma associa\u00e7\u00e3o que surgiria de modo impulsivo, devido \u00e0 interfer\u00eancia emocional, ou compulsivamente, que o sujeito n\u00e3o fixa ou posteriormente reconhece como inadequada. Ao plano conativo, portanto, indicaria insuficiente capacidade de seletividade e conten\u00e7\u00e3o dos impulsos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo (nomea\u00e7\u00e3o de cor) implicaria na libera\u00e7\u00e3o impulsiva das necessidades instintivas ou labilidade afetiva. Ao plano cognitivo revelaria insuficiente elabora\u00e7\u00e3o, incapacidade cr\u00edtica, o fato do sujeito ser totalmente tomado momentaneamente pelos impulsos afetivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 um dos sinais descritos por Piotrowski como sugestivos de les\u00e3o cerebral.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>Altera\u00e7\u00e3o no Processo Associativo<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>A Tabela XV apresenta os resultados encontrados na amostra relativamente \u00e0 ocorr\u00eancia dos mecanismos de hostilidade, repeti\u00e7\u00e3o, perplexidade, inibi\u00e7\u00e3o (parcial ou total \u2013 rejei\u00e7\u00e3o). Como o mecanismo da inibi\u00e7\u00e3o foi o mais frequente, a Tabela XVI analisa mais detidamente sua ocorr\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A hostilidade que n\u00e3o \u00e9 frequente na popula\u00e7\u00e3o normal, ocorreu em 5 dos examinandos da amostra, geralmente nas primeiras pranchas da s\u00e9rie (Tabela XV). Considerando-se que tamb\u00e9m ocorreu em sete casos a fuga ao est\u00edmulo (discutido no item anterior) podemos concluir que pelo menos em metade da amostra, a tarefa solicitada \u00e0 prova provoca nos examinando uma rea\u00e7\u00e3o disf\u00f3rica de irritabilidade, que pode ser observada atrav\u00e9s de uma rea\u00e7\u00e3o francamente hostil (Mecanismo de Hostilidade) ou atrav\u00e9s da ado\u00e7\u00e3o de uma atitude evasiva, afastando-se da tarefa com considera\u00e7\u00f5es n\u00e3o pertinentes, relativas \u00e0 sua vida pessoal (Fuga do est\u00edmulo). Em ambos os casos, eles n\u00e3o tomam consci\u00eancia de suas limita\u00e7\u00f5es, nem exercem um julgamento cr\u00edtico quanto \u00e0s suas atitudes.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto aos mecanismos da Repeti\u00e7\u00e3o e da Perplexidade, sua ocorr\u00eancia se deu respectivamente em 3 e 5 casos. S\u00e3o tamb\u00e9m mecanismos que Piotrowski assinalou como sinais indicativos de les\u00e3o cerebral. Ambos indicam uma incapacidade de associa\u00e7\u00e3o perante as pranchas. No primeiro caso, no entanto, o sujeito faz uso de uma solu\u00e7\u00e3o m\u00e1gica para resolver a tarefa que se apresenta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Verificamos quais casos apresentavam mais de um sinal sugestivo de les\u00e3o cerebral (segundo o crit\u00e9rio de Piotrowski) e constatamos que o caso 3 apresentava 3 sinais; o caso 7 apresentava 5 sinais, o caso 11 apresentava 2 sinais; o caso 14 apresentava 3 sinais; o caso 15 apresentava 5 sinais; o caso 16 apresentava 4 sinais; e o caso 18 e 19, 2 sinais. Portanto, em dois casos da amostra, os sinais de Piotrowski sugestivos da presen\u00e7a de les\u00e3o cerebral foram significativos (5 sinais). N\u00e3o \u00e9 objetivo de nossa pesquisa a avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica dos examinandos, apenas referimos estes dados por julgarmos de interesse, constatarmos que em alguns dos membros da amostra, a din\u00e2mica observada \u00e9 aquela encontrada em sujeitos com les\u00f5es cerebrais. Buscamos tra\u00e7ar algumas correla\u00e7\u00f5es, quando apresentamos nossas conclus\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao mecanismo de Inibi\u00e7\u00e3o (parcial ou total, que equivale \u00e0 Rejei\u00e7\u00e3o), a Tabela XV evidencia que 17 examinando (81% da amostra) a apresentaram e 13 casos, em mais de uma prancha.<\/p>\n\n\n\n<p>Procedemos, ent\u00e3o, a uma an\u00e1lise de sua distribui\u00e7\u00e3o, segundo as pranchas (Tabela XVI), constatando que:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Em nenhum caso houve rejei\u00e7\u00e3o da prancha V<\/li>\n\n\n\n<li>As pranchas que mais causaram inibi\u00e7\u00e3o foram a VII e a IX (em 11 casos), seguidos da VIII (em 8 casos) e da X (em 7 casos)<\/li>\n\n\n\n<li>As pranchas que menos causaram inibi\u00e7\u00e3o foram a I, a V e a IV (apenas 3 casos)<\/li>\n\n\n\n<li>Em um n\u00edvel intermedi\u00e1rio est\u00e3o as pranchas III e VI (6 casos) e a II (4 casos).<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Rausch de Traubemberg (1981) com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 an\u00e1lise da prancha VII afirma que o est\u00edmulo \u00e9 simultaneamente marcado pelo fundo branco central e pela figurara cinzenta clara irregular, que margina este fundo e que se recorta em tr\u00eas partes \u00e0 volta de uma esp\u00e9cie de \u201cdobradi\u00e7a\u201d muito reduzida. As rea\u00e7\u00f5es mais frequentes se referem \u00e0 figura em si mesma nas suas formas indefinidas, isoladas ou na sua combina\u00e7\u00e3o bilateral. O fundo branco, \u00e0s vezes, \u00e9 tratado como objeto ou marcas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A tonalidade emocional reflete o car\u00e1ter fr\u00e1gil e sustentado do est\u00edmulo, sentido como inacabado, desarticulado ou inst\u00e1vel. Isto faz com que a prancha possa ser sentida como negativa ou com prazer, numa rela\u00e7\u00e3o calorosa ou l\u00fadica. A interpreta\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica que faz \u00e9 de que a implica\u00e7\u00e3o \u00e9 nitidamente feminina e\/ou maternal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outros autores alertam quanto ao risco de interpretar as respostas a\u00ed projetadas como refletindo necessariamente atitudes com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e3e.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De qualquer modo, tr\u00eas caracter\u00edsticas objetivas desta prancha podem ser consideradas: a sua textura leve e pouco definida, a instabilidade dada pela distribui\u00e7\u00e3o espacial das manchas e o grande espa\u00e7o branco central.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 prancha IX, Rausch de Traubemberg (1981) refere que se trata de uma mancha constitu\u00edda por tr\u00eas partes de cor largamente repartidas \u00e0 volta de um fundo branco-azulado e centrado sobre um eixo vertical muito saliente. Os elementos de organiza\u00e7\u00e3o perceptivo-cognitiva se relacionam com a fus\u00e3o das cores e dos espa\u00e7os com nuances, que d\u00e3o uma dimens\u00e3o de profundidade e de interpenetra\u00e7\u00e3o. Lembra as pranchas II e VII (provavelmente pelo espa\u00e7o central). Refere ainda a autora que a tonalidade emocional dominante depende da aceita\u00e7\u00e3o ou resist\u00eancia ao apelo simb\u00f3lico da prancha, que suscitar\u00e1 a ambival\u00eancia quanto \u00e0s escolhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Considera a prancha rica e cheia de significa\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas poss\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Os autores tamb\u00e9m frisam a qualidade mal estruturada da figura o que a torna uma das pranchas mais dif\u00edceis do ponto de vista cognitivo. Mucchielli, citado por Coelho (1980) considera esta prancha, devido \u00e0 falta de nitidez de seus limites internos, \u00e0 mistura de cores e a presen\u00e7a de um espa\u00e7o interior vagamente delimitado por cores suaves, como representando situa\u00e7\u00f5es nas quais o probando deveria adaptar os sentimentos mais \u00edntimos ao contato social.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A rejei\u00e7\u00e3o mais frequente das pranchas VII e IX na amostra, faz-nos rever o conceito de \u201cchoque ao vazio\u201d, descrito por Orr. Segundo Orr, citado por Flachier (1987), o choque ao vazio remeteria a sintomas do complexo de abandono e imagem negativa da m\u00e3e. Representaria viv\u00eancia de desamor da m\u00e3e e de sua consequ\u00eancia neur\u00f3tica, a diminui\u00e7\u00e3o da capacidade de amar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A interpreta\u00e7\u00e3o, portanto, deste fen\u00f4meno \u00e9 complexa. Buscaremos formular uma hip\u00f3tese nas conclus\u00f5es. Lembramos aqui que os aspectos comuns a ambas as pranchas s\u00e3o o espa\u00e7o central evidente, os nuances de tons que d\u00e3o a sensa\u00e7\u00e3o de leveza e certa instabilidade na distribui\u00e7\u00e3o espacial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Houve tamb\u00e9m, num segundo plano, a rejei\u00e7\u00e3o frequente das pranchas VIII e X. Com isto verificamos que a rejei\u00e7\u00e3o ou inibi\u00e7\u00e3o das pranchas VIII, IX e X, pranchas coloridas com tons pasteis, frequentemente ligadas \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o dos sentimentos mais diferenciados, relativos \u00e0 sociabilidade, reflete a disforia despertada por situa\u00e7\u00f5es em que os sentimentos de simpatia e considera\u00e7\u00e3o pelos demais, s\u00e3o mobilizados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>Distor\u00e7\u00f5es das imagens<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>A tabela XVII apresenta as altera\u00e7\u00f5es relativas a distor\u00e7\u00f5es da imagem, encontradas nos casos da amostra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Podemos verificar que a mais frequente foi a condensa\u00e7\u00e3o de cor (em 10 casos), seguida da condensa\u00e7\u00e3o de conte\u00fado (em cinco casos) e da fragmenta\u00e7\u00e3o da imagem humana ou animal (em dois casos). Embora fragmenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o tenha sido frequente na amostra, a rejei\u00e7\u00e3o e a inibi\u00e7\u00e3o da prancha X (em 7 casos) de certo modo da VII (em 11 casos), sugere sensibilidade \u00e0 dispers\u00e3o cujo significado ainda que diferente da fragmenta\u00e7\u00e3o, possui certa rela\u00e7\u00e3o com o mesmo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O fen\u00f4meno da condensa\u00e7\u00e3o de cor, na terminologia aqui adotada, corresponde a tr\u00eas modalidades de fen\u00f4menos, descritos na revis\u00e3o que Giovanelli, Giacomelli, Magnari, Parisi e Pes (1990) fizeram em trabalho de an\u00e1lise das classifica\u00e7\u00f5es das respostas de cor no Rorschach. Corresponderia a F\/C e C\/F, \u00e0 cor for\u00e7ada e \u00e0 cor arbitr\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o dinamismo psicol\u00f3gico subjacente a estes fen\u00f4menos possuem uma patog\u00eanese comum, ou seja, a dissocia\u00e7\u00e3o ideo-afetiva e a dificuldade em integrar os afetos, n\u00e3o procedemos \u00e0 mesma distin\u00e7\u00e3o feita pelos referidos autores. O \u00faltimo subtipo (cor for\u00e7ada) foi o mais frequentemente encontrado e conforme os autores acima mencionados referem, este fen\u00f4meno \u00e9 mais comum em quadros de patologia mais severa como os transtornos de personalidade. Indica a incapacidade de integrar os impulsos e afetos, que distorcem a pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o da realidade pois atribui-se caracter\u00edsticas arbitr\u00e1rias, que n\u00e3o correspondem \u00e0 realidade, aos perceptos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Se levarmos em considera\u00e7\u00e3o os dados j\u00e1 discutidos da ocorr\u00eancia de CF+C&gt;FC na maioria dos casos da amostra, da ocorr\u00eancia de respostas com determinante C em 7 casos da amostra (este fen\u00f4meno \u00e9 raro entre normais), da presen\u00e7a de respostas de determinante nC (em dois casos), associados \u00e0 presen\u00e7a frequente dos mecanismos de condensa\u00e7\u00e3o de cor, constatamos que em praticamente todos os casos encontramos estes sinais, sugestivos do acentuado egocentrismo, descontrole afetivo e dificuldade de integra\u00e7\u00e3o dos impulsos. Os \u00fanicos tr\u00eas casos que n\u00e3o apresentaram nenhum destes sinais (casos 4, 11 e 19), n\u00e3o apresentaram respostas com determinante cor, revelando a acentuada retra\u00e7\u00e3o na express\u00e3o espont\u00e2nea dos afetos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O mecanismo de condensa\u00e7\u00e3o de conte\u00fado, presente em um quanto da amostra, indica desvio do pensamento l\u00f3gico por preval\u00eancia de nexos emocionais prim\u00e1rios, que levam o indiv\u00edduo a apresentar imagens com caracter\u00edsticas sincr\u00e9ticas, pouco definidas.<\/p>\n\n\n\n<p>A Fragmenta\u00e7\u00e3o, pouco frequente na amostra, estaria relacionada \u00e0 desestrutura\u00e7\u00e3o da identidade subjetiva. N\u00e3o foi um aspecto marcante na amostra. Por\u00e9m, a sensibilidade \u00e0 dispers\u00e3o (representada nas rejei\u00e7\u00f5es e inibi\u00e7\u00f5es da prancha X), poderia indicar certa ansiedade relacionada \u00e0 perda de controle da pr\u00f3pria integra\u00e7\u00e3o da personalidade, talvez em fun\u00e7\u00e3o dos est\u00edmulos instintivos destrutivos b\u00e1sicos muito intensos e a insufici\u00eancia dos sentimentos sociais mais diferenciados que permitiria integr\u00e1-los. Esta hip\u00f3tese \u00e9 tamb\u00e9m respaldada por outros dados encontrados, referidos anteriormente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>N\u00edvel de Categoriza\u00e7\u00e3o dos Significados<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>N\u00edvel de Abstra\u00e7\u00e3o e de Generaliza\u00e7\u00e3o das Categorias<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>A tabela XVIII apresenta os resultados a este n\u00edvel, onde comparamos as respostas de conte\u00fado animal e humano quanto a dois aspectos:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Percep\u00e7\u00e3o integral ou parcial do conte\u00fado<\/li>\n\n\n\n<li>Categoriza\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica ou espec\u00edfica do conte\u00fado.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Quanto ao item (a) verificamos que h\u00e1 um n\u00edtido predom\u00ednio da categoriza\u00e7\u00e3o integral tanto humana (em 11 casos) quanto animal (em 20 casos).<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao item (b) observa-se uma invers\u00e3o, ou seja, a categoriza\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica das figuras humanas \u00e9 predominante sobre aquelas espec\u00edficas (em 13 casos) enquanto a categoriza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica animal frequentemente predomina sobre a gen\u00e9rica (em 19 casos). Foi frequente que os sujeitos da amostra tamb\u00e9m referissem dificuldade em formar as imagens humanas, o que era evidenciado atrav\u00e9s de frases do tipo: parecem seres humanos, mas n\u00e3o est\u00e1 muito n\u00edtido ou, ainda, s\u00e3o corpos secos ou esqueletos. Muitos sujeitos (6 casos) sequer forneceram respostas com conte\u00fados humanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes dados nos indicam a profunda incapacidade de empatia com os seres humanos apresentada pelos nossos examinandos.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua percep\u00e7\u00e3o do outro \u00e9 distanciada gen\u00e9rica, superficial, muitas vezes pouco n\u00edtida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o revelam sensibilidade de apreender os nuances e aspectos espec\u00edficos no relacionamento interpessoal.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>Atribui\u00e7\u00e3o valorativa ao significado das Imagens Percebidas<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>A tabela XIX apresenta os dados relativos a esta etapa da an\u00e1lise dos conte\u00fados. Procuramos com rela\u00e7\u00e3o aos conte\u00fados humanos e animais avaliar a atribui\u00e7\u00e3o valorativa dada pelos probandos \u00e0s imagens. Dividimos estas atribui\u00e7\u00f5es e quatro subgrupos: atribui\u00e7\u00e3o positivas, caracter\u00edsticas negativas, atribui\u00e7\u00f5es de deformidades ou doen\u00e7as e percep\u00e7\u00e3o neutra e superficial.<\/p>\n\n\n\n<p>Constatamos que a percep\u00e7\u00e3o neutra e superficial predomina amplamente no conjunto de imagens (74,63%), seguida pela atribui\u00e7\u00e3o de deformidades ou doen\u00e7as (17,56%). A atribui\u00e7\u00e3o de qualidades positivas ou caracter\u00edsticas agressivas foi incomum (apenas 7,81% das imagens da amostra).<\/p>\n\n\n\n<p>Estes dados v\u00eam confirmar as conclus\u00f5es do item anterior, ou seja, o distanciamento afetivo que os probandos da amostra apresentam com rela\u00e7\u00e3o aos seres vivos, especialmente humanos. Com frequ\u00eancia a atribui\u00e7\u00e3o de doen\u00e7a decorrida de associa\u00e7\u00f5es com esqueletos ou corpos secos, revela al\u00e9m do distanciamento e falta de liga\u00e7\u00e3o emocional, ocasionalmente, o aparecimento de sentimentos disf\u00f3ricos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>Extens\u00e3o do Campo de Interesses<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>A tabela XX apresenta os dados relativos a este n\u00edvel de an\u00e1lise. Dividimos as diversas categorias de conte\u00fados em 3 grandes grupos, conforme expusemos no cap\u00edtulo de Metodologia.<\/p>\n\n\n\n<p>As categorias de conte\u00fados mais frequentemente encontrados foram aqueles grupos de conte\u00fados vagos e cotidianos (69,44%), o que poderia indicar tanto indiferen\u00e7a emocional pelo que ocorre no ambiente, quanto traduzir implica\u00e7\u00f5es pr\u00f3pria de condi\u00e7\u00f5es culturais dos casos aqui investigados, afinal, a maioria \u00e9 procedente de classe socioecon\u00f4mica baixa, n\u00e3o teve bom n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o e est\u00e3o a v\u00e1rios anos presos.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de n\u00e3o muito frequente (16,67% das imagens) apareceram conte\u00fados ligados a for\u00e7as poderosas da natureza e armas agressivas. Este elemento foi o \u00fanico a n\u00edvel das categorias de conte\u00fados que poderia traduzir de modo mais direto o comportamento violento de nossos probandos. \u00c9 interessante notar que mesmo aqui os aspectos agressivos s\u00e3o projetados fora da pr\u00f3pria personalidade, na natureza ou objetos, como fen\u00f4meno independente do sujeito e nem mesmo caracterizados como \u201cagressivos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez apresentados estes aspectos da amostra podemos verificar que n\u00e3o h\u00e1, na maioria dos probando, quaisquer recursos (ainda que cognitivos) de controle da libera\u00e7\u00e3o impulsiva. Decidimos, ent\u00e3o, proceder a uma compara\u00e7\u00e3o entre os determinantes ligados \u00e0 vida emocional, que revelariam disposi\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas ligadas a controle e inibi\u00e7\u00e3o das tend\u00eancias, com aqueles indicativos de libera\u00e7\u00e3o impulsiva ou egocentrismo. A tabela XXI apresenta estes dados.<\/p>\n\n\n\n<p>A propor\u00e7\u00e3o (L+C\u2019):(C+nC+l) foi o \u00edndice que constru\u00edmos. No numerador encontramos o n\u00famero absoluto emocional, indicativos das tend\u00eancias ao controle e \u00e0 inibi\u00e7\u00e3o. O determinante L relaciona-se ao esfor\u00e7o dedutivo, no sentido de apreciar as marcas emocionais alheias e, assim, revela cautela a n\u00edvel do relacionamento interpessoal. J\u00e1 o determinante C\u2019, reflete o grau de assimila\u00e7\u00e3o dos elementos de acultura\u00e7\u00e3o individual. Indicam uma adapta\u00e7\u00e3o emocional de feitio indutivo, em fun\u00e7\u00e3o da assimila\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias pregressas. Portanto, tamb\u00e9m revelaria certa prud\u00eancia a n\u00edvel do relacionamento interpessoal, ainda que em fun\u00e7\u00e3o de que, anteriormente, por impulsividade, o sujeito tenha passado por experi\u00eancias desagrad\u00e1veis (como assinala Klopfer (1956)).<\/p>\n\n\n\n<p>No determinador encontram o n\u00famero absoluto de determinantes ligados a rea\u00e7\u00f5es afetivas impulsivas ou egoc\u00eantricas.<\/p>\n\n\n\n<p>O determinante C indicando libera\u00e7\u00e3o de carga afetiva, sem considera\u00e7\u00e3o para com a intensidade do est\u00edmulo externo, o determinante nC, muito raro na popula\u00e7\u00e3o m\u00e9dia normal, indicando libera\u00e7\u00e3o impulsiva de necessidades instintivas e, o determinante l, relativo a experi\u00eancias emocionais sincr\u00e9ticas, associadas possivelmente \u00e0s necessidades afetivas ligadas \u00e0 ambi\u00e7\u00e3o e ao apego.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Neste tipo de experi\u00eancia emocional, t\u00edpica da fase egoc\u00eantrica do desenvolvimento, o outro \u00e9 sentido como necess\u00e1rio, por\u00e9m, seus limites n\u00e3o s\u00e3o levados em conta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A constru\u00e7\u00e3o deste \u00edndice proporcional visou tornar mais vis\u00edvel, o predom\u00ednio evidente do segundo polo, em nossos examinandos (em 10 casos) quando se evidenciam rea\u00e7\u00f5es afetivo-emocionais, pois, na maioria dos casos ocorre uma indiferen\u00e7a, com pouca exterioriza\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea da vida afetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>As tabelas XXII e XXIII apresentam, respectivamente, os \u00edndices de afetividade, impulsividade e cona\u00e7\u00e3o, e o n\u00famero de respostas dadas por cada sujeito.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Notamos que na amostra nos casos nos quais foi poss\u00edvel calcular os \u00edndices Af, Imp e Con, que h\u00e1 um n\u00famero elevado (5 casos) de casos com alta impulsividade e alta susceptibilidade aos est\u00edmulos afetivos (7 casos). Com rela\u00e7\u00e3o ao \u00edndice Con houve predom\u00ednio dos casos com este \u00edndice normal ou elevado (6 casos), o que facilitaria ainda mais a exterioriza\u00e7\u00e3o do comportamento impulsivo. Considerando-se que a vida afetiva destes sujeitos se revela muito desorganizada, predominando rea\u00e7\u00f5es egoc\u00eantricas e impulsivas, estes dados confirmam que a exterioriza\u00e7\u00e3o dos impulsos em comportamentos expl\u00edcitos ocorrer\u00e1, com bastante probabilidade, como j\u00e1 ocorrera, por ocasi\u00e3o dos crimes descritos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na quase totalidade da amostra o n\u00famero de respostas foi bastante reduzido, impedindo-nos inclusive, em alguns casos, de proceder a uma an\u00e1lise quantitativa dos protocolos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal poderia dever-se a dois aspectos, julgamos \u00e0 baixa capacidade imaginativa, j\u00e1 descrita, encontrada entre este tipo de examinando, ou, o temos de se revelar demais com o exame, afinal encontravam-se presos.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro aspecto que pesquisamos nos casos da amostra foi a distribui\u00e7\u00e3o das imagens mentais, de acordo com o n\u00edvel e a din\u00e2mica do processo de simboliza\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias. Utilizamos a classifica\u00e7\u00e3o das imagens proposta por Coelho (1992) que apresentamos no cap\u00edtulo anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>A tabela XXIV apresenta os dados relativos a esta etapa de nossos procedimentos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Reproduzimos abaixo um gr\u00e1fico que demonstra a distribui\u00e7\u00e3o do total de imagens mentais produzidas pelos sujeitos da amostra segundo os grupos de R1 a R6. Em 13 dos 21 casos a distribui\u00e7\u00e3o das imagens segundo este par\u00e2metro \u00e9 semelhante \u00e0quela do grupo tomado como um todo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXf9qhzEDBosfKtX1_ZklJQ7Vl4fCWZzyyteOl05FcIyViZXNavFs99UlD7QDMegGQFFYw77vFxUKL8j27hxdWTyroD-yeYIrperU8ZSZPsHYsmT7RZrTZsapf-ZvfXOAVP36Ib-2Z-SXUlFYeOaTMBeh6nL7CHKh8sm3lm1Vku1W82wED2Llw?key=WpDzft6zgbVi9xLlTL5Mjw\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Classifica\u00e7\u00e3o das Imagens Mentais em fun\u00e7\u00e3o do processo de simboliza\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Total de Imagens \u2013 296 (100%)<\/li>\n\n\n\n<li>R1 \u2013 126 (42,6%)<\/li>\n\n\n\n<li>R2 \u2013 112 (37,8%)<\/li>\n\n\n\n<li>R3 \u2013 16 (5,4%)<\/li>\n\n\n\n<li>R4 \u2013 30 (10,1%)<\/li>\n\n\n\n<li>R5 \u2013 11 (3,7%)<\/li>\n\n\n\n<li>R6 \u2013 1 (0,4%)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Os dados apresentados especialmente no gr\u00e1fico indicam que entre os sujeitos violentos de nossa amostra, o processo de simboliza\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias se d\u00e1 predominantemente a partir de impress\u00f5es subjetivas pouco codificadas (ideossincr\u00e1sicas) (R1). Este subjetivismo decorre principalmente da interfer\u00eancia de impulsos prim\u00e1rios egoc\u00eantricos e da falta de mobiliza\u00e7\u00e3o de sentimentos mais diferenciados que ligariam o sujeito ao meio externo. O resultado ser\u00e1 uma aprecia\u00e7\u00e3o extremamente superficial e subjetiva da realidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O processo de reconhecimento das experi\u00eancias a partir de analogias com experi\u00eancias pregressas (R2), que \u00e9 o mais frequente na popula\u00e7\u00e3o normal, passa para um segundo plano. Este dado indica a reduzida capacidade destes sujeitos de utilizar-se de suas experi\u00eancias pregressas para se adaptar o presente. H\u00e1, com que uma \u201cpris\u00e3o cognitiva\u201d ao presente. Como tamb\u00e9m n\u00e3o possuem precis\u00e3o nas imagens mentais (predom\u00ednio de R1 e aus\u00eancia de R6, indicativas de criatividade) sua capacidade de imagina\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m muito restrita, o que prejudicar\u00e1 a capacidade de prospec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 passado, n\u00e3o h\u00e1 futuro. Apenas um presente que, em fun\u00e7\u00e3o disso \u00e9 apreendido de modo muito superficial e indefinido.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme discutiremos adiante, julgamos que os dados encontrados s\u00e3o sugestivos de que este preju\u00edzo cognitivo decorra de uma perturba\u00e7\u00e3o a n\u00edvel das fun\u00e7\u00f5es afetivas mais diferenciadas, que s\u00e3o indispens\u00e1veis ao interesse do ser humano por seu ambiente pr\u00f3prio, isto \u00e9, como o mundo humano \u00e9 constru\u00eddo socialmente, \u00e9 necess\u00e1rio ser sens\u00edvel a esta sociabilidade para se apreender a realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m s\u00e3o muito pouco frequentes as imagens mentais nas quais o processo indutivo ocorre com um n\u00edvel vari\u00e1vel de constru\u00e7\u00e3o (R3). As raz\u00f5es, segundo pensamos s\u00e3o as mesmas, ou seja, a pouca sensibilidade emocional mais diferenciada e, o predom\u00ednio a n\u00edvel dos sistemas ps\u00edquicos, daqueles ligados \u00e0 destrutividade mais que \u00e0 construtividade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, pesquisamos na amostra a s\u00e9rie de seis sinais de agressividade que j\u00e1 hav\u00edamos proposto em trabalho anterior (1988). A tabela XXV apresenta os resultados desta etapa dos procedimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Se considerarmos como sugestivos da presen\u00e7a de agressividade manifesta quando ocorrer no protocolo pelo menos 3 dos seis sinais propostos, verificamos que h\u00e1 na amostra apenas um caso falso negativo (o caso 10).<\/p>\n\n\n\n<p>Verificando-se a descri\u00e7\u00e3o do crime deste sujeito (caso Jo\u00e3o) constata-se que o mesmo apenas foi descoberto em suas atividades libidinosas com crian\u00e7as na creche onde trabalhava, ap\u00f3s seis meses. \u00c9 poss\u00edvel que utilizasse meios de sedu\u00e7\u00e3o para conseguir seus intentos. Neste caso, revelaria maior cautela que os outros sujeitos da amostra. Questionamo-nos, portanto, se a s\u00e9rie de sinais de agressividade que apresentamos inicialmente n\u00e3o seria indicativa de comportamento violento quando este ocorre de modo mais impulsivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os sinais mais frequentemente encontrados, em ordem decrescente s\u00e3o:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>1.\u00b0 &#8211; Baixo n\u00edvel de seletividade (Sinal BNS) (Sinal 1)<\/p>\n\n\n\n<p>2.\u00b0 &#8211; Generaliza\u00e7\u00e3o impulsiva (Sinal PG) (Sinal 2)<\/p>\n\n\n\n<p>3.\u00b0 &#8211; Controle formal insuficiente (Sinal CFI) (Sinal 6)<\/p>\n\n\n\n<p>4.\u00b0 &#8211; Express\u00e3o pueril e intensa dos afetos (Sinal C) (Sinal 5)<\/p>\n\n\n\n<p>5.\u00b0 &#8211; Imagens vagas e n\u00e3o suficientemente integradas (Sinal Iv) (Sinal 4)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>6.\u00b0 &#8211; Incapacidade de estabilizar a aten\u00e7\u00e3o quando tocado afetivamente (Sinal F<sup>+<\/sup><sub>c<\/sub>) (Sinal 3) (que foi o menos frequente)<\/p>\n\n\n\n<p>Com os novos dados encontrados procuramos reconstruir esta s\u00e9rie de sinais, tornando-os mais precisos, acrescentando alguns elementos e retirando outros. Apresentaremos esta s\u00e9rie ao final deste trabalho, com o objetivo de conclus\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td colspan=\"5\"><strong>Tabela I \u2013 <\/strong>N\u00edvel de capta\u00e7\u00e3o dos est\u00edmulos e distribui\u00e7\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o. Apreens\u00e3o e sele\u00e7\u00e3o dos est\u00edmulos e graus de seletividade<\/td><\/tr><tr><td><strong>Fatores<\/strong><strong>Casos<\/strong><\/td><td><strong>N\u00famero de respostas<\/strong><\/td><td><strong>Grau inferior<\/strong><\/td><td><strong>Grau interm\u00e9dio<\/strong><\/td><td><strong>Grau superior<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>1<\/strong><\/td><td>4<\/td><td>4 (100,00%)<\/td><td>0 (0)<\/td><td>0 (0)<\/td><\/tr><tr><td><strong>2<\/strong><\/td><td>29<\/td><td>6 (20,69%<\/td><td>1 (3,45%)<\/td><td>22 (75,86%<\/td><\/tr><tr><td><strong>3<\/strong><\/td><td>18<\/td><td>13 (72,22%)<\/td><td>3 (16,67%)<\/td><td>2 (11,1%)<\/td><\/tr><tr><td><strong>4<\/strong><\/td><td>30<\/td><td>25 (83,33%)<\/td><td>1 (3,34%)<\/td><td>4 (13,33%)<\/td><\/tr><tr><td><strong>5<\/strong><\/td><td>16<\/td><td>11 (68,75%<\/td><td>1 (6,25%)<\/td><td>4 (25,00%)<\/td><\/tr><tr><td><strong>6<\/strong><\/td><td>23<\/td><td>19 (82,61%)<\/td><td>1 (4,35%)<\/td><td>3 (13,04%)<\/td><\/tr><tr><td><strong>7<\/strong><\/td><td>18<\/td><td>12 (66,67%)<\/td><td>2 (11,11%)<\/td><td>4 (22,22%)<\/td><\/tr><tr><td><strong>8<\/strong><\/td><td>24<\/td><td>19 (79,17%)<\/td><td>3 (12,50%)<\/td><td>2 (8,33%)<\/td><\/tr><tr><td><strong>9<\/strong><\/td><td>11<\/td><td>7 (63,64%)<\/td><td>1 (9,09%)<\/td><td>3 (27,27%)<\/td><\/tr><tr><td><strong>10<\/strong><\/td><td>7<\/td><td>7 (100,00%)<\/td><td>0 (0)<\/td><td>0 (0)<\/td><\/tr><tr><td><strong>11<\/strong><\/td><td>11<\/td><td>11 (100,00%)<\/td><td>0 (0)<\/td><td>0 (0)<\/td><\/tr><tr><td><strong>12<\/strong><\/td><td>17<\/td><td>14 (82,35%)<\/td><td>0 (0)<\/td><td>0 (0)<\/td><\/tr><tr><td><strong>13<\/strong><\/td><td>14<\/td><td>13 (92,86%)<\/td><td>0 (0)<\/td><td>1 (7,14%)<\/td><\/tr><tr><td><strong>14<\/strong><\/td><td>15<\/td><td>13 (86,67%)<\/td><td>0 (0)<\/td><td>2 (13,33%)<\/td><\/tr><tr><td><strong>15<\/strong><\/td><td>12<\/td><td>11 (91,67%)<\/td><td>1 (8,33%)<\/td><td>0 (0)<\/td><\/tr><tr><td><strong>16<\/strong><\/td><td>13<\/td><td>12 (92,31%)<\/td><td>1 (7,69%)<\/td><td>0 (0)<\/td><\/tr><tr><td><strong>17<\/strong><\/td><td>10<\/td><td>8 (80,00%)<\/td><td>0 (0)<\/td><td>2 (20%)<\/td><\/tr><tr><td><strong>18<\/strong><\/td><td>3<\/td><td>2 (66,67%)<\/td><td>0 (0)<\/td><td>1 (33,33%)<\/td><\/tr><tr><td><strong>19<\/strong><\/td><td>7<\/td><td>5 (71,43%)<\/td><td>0 (0)<\/td><td>2 (28,57%)<\/td><\/tr><tr><td><strong>20<\/strong><\/td><td>11<\/td><td>11 (100,00%)<\/td><td>0 (0)<\/td><td>0 (0)<\/td><\/tr><tr><td><strong>21<\/strong><\/td><td>21<\/td><td>12 (57,14%)<\/td><td>1 (4,76%)<\/td><td>8 (38,10%)<\/td><\/tr><tr><td><strong>Total<\/strong><\/td><td><strong>314<\/strong><\/td><td><strong>235 (74,84%)<\/strong><\/td><td><strong>16 (5,10%)<\/strong><\/td><td><strong>63 (20,06%)<\/strong><\/td><\/tr><tr><td colspan=\"5\">(A tabela apresenta o n\u00famero de respostas e respectiva porcentagem, distribu\u00eddo entre os tr\u00eas graus considerados, caso a caso e no total da amostra)<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td colspan=\"4\"><strong>Tabela II \u2013 <\/strong>N\u00edvel de capta\u00e7\u00e3o dos est\u00edmulos e distribui\u00e7\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o. Capacidade manter est\u00e1vel a aten\u00e7\u00e3o. Efic\u00e1cia do controle intelectual<\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><strong>% F<\/strong><strong><sup>+ <\/sup><\/strong><strong>(n\u00b0 RF<\/strong><strong><sup>+)<\/sup><\/strong><\/td><td><strong>% F<\/strong><strong><sup>+ <\/sup><\/strong><strong>(n.\u00b0 RF<\/strong><strong><sup>+<\/sup><\/strong><strong>) Mono<\/strong><\/td><td><strong>%F<\/strong><strong><sup>+<\/sup><\/strong><strong> (n.\u00b0 RF<\/strong><strong><sup>+<\/sup><\/strong><strong>) Color<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>1<\/strong><\/td><td>100 (4)<\/td><td>100 (1)<\/td><td>100 (3)<\/td><\/tr><tr><td><strong>2<\/strong><\/td><td>100 (4)<\/td><td>100 (4)<\/td><td>0 (0)<\/td><\/tr><tr><td><strong>3<\/strong><\/td><td>73 (8)<\/td><td>67 (2)<\/td><td>75 (6)<\/td><\/tr><tr><td><strong>4<\/strong><\/td><td>81 (17)<\/td><td>100 (6)<\/td><td>73 (1)<\/td><\/tr><tr><td><strong>5<\/strong><\/td><td>67 (6)<\/td><td>67 (4)<\/td><td>67 (20<\/td><\/tr><tr><td><strong>6<\/strong><\/td><td>69 (11)<\/td><td>82 (9)<\/td><td>40 (2)<\/td><\/tr><tr><td><strong>7<\/strong><\/td><td>57 (4)<\/td><td>100 (1)<\/td><td>50 (3)<\/td><\/tr><tr><td><strong>8<\/strong><\/td><td>60 (12)<\/td><td>56 (5)<\/td><td>64 (7)<\/td><\/tr><tr><td><strong>9<\/strong><\/td><td>86 (6)<\/td><td>80 (4)<\/td><td>100 (2)<\/td><\/tr><tr><td><strong>10<\/strong><\/td><td>100 (6)<\/td><td>100 (4)<\/td><td>100 (2)<\/td><\/tr><tr><td><strong>11<\/strong><\/td><td>70 (7)<\/td><td>83 (5)<\/td><td>50 (2)<\/td><\/tr><tr><td><strong>12<\/strong><\/td><td>60 (6)<\/td><td>75 (3)<\/td><td>50 (3)<\/td><\/tr><tr><td><strong>13<\/strong><\/td><td>85 (11)<\/td><td>83 (5)<\/td><td>86 (6)<\/td><\/tr><tr><td><strong>14<\/strong><\/td><td>91 (10)<\/td><td>100 (6)<\/td><td>80 (4)<\/td><\/tr><tr><td><strong>15<\/strong><\/td><td>50 (3)<\/td><td>60 (3)<\/td><td>0 (0)<\/td><\/tr><tr><td><strong>16<\/strong><\/td><td>87 (7)<\/td><td>75 (3)<\/td><td>100 (4)<\/td><\/tr><tr><td><strong>17<\/strong><\/td><td>100 (7)<\/td><td>100 (5)<\/td><td>100 (2)<\/td><\/tr><tr><td><strong>18<\/strong><\/td><td>100 (2)<\/td><td>100 (2)<\/td><td>0 (0)<\/td><\/tr><tr><td><strong>19<\/strong><\/td><td>100 (1)<\/td><td>0 (0)<\/td><td>100 (1)<\/td><\/tr><tr><td><strong>20<\/strong><\/td><td>71 (5)<\/td><td>80 (4)<\/td><td>50 (1)<\/td><\/tr><tr><td><strong>21<\/strong><\/td><td>71 (10)<\/td><td>57 (4)<\/td><td>86 (6)<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"4\">(A tabela apresenta, caso a caso, a porcentagem de respostas F<sup>+<\/sup> para o conjunto das pranchas, para o grupo monocrom\u00e1tico e para o grupo colorido. Entre par\u00eanteses o n\u00famero de respostas).<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td colspan=\"12\"><strong>Tabela III \u2013 <\/strong>N\u00edvel de capta\u00e7\u00e3o dos est\u00edmulos e distribui\u00e7\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o. Mecanismos inusuais de rea\u00e7\u00e3o que interferem na sele\u00e7\u00e3o dos est\u00edmulos (Contamina\u00e7\u00e3o, Posi\u00e7\u00e3o, Pormenor Inibit\u00f3rio, Confabula\u00e7\u00e3o)<\/td><\/tr><tr><td rowspan=\"3\"><strong>Casos<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>Contamina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>Posi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>Pormenor inibit\u00f3rio<\/strong><\/td><td colspan=\"4\"><strong>Confabula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td><td><strong>Conf. total<\/strong><\/td><\/tr><tr><td rowspan=\"2\"><strong>n.\u00b0<\/strong><\/td><td rowspan=\"2\"><strong>Pr<\/strong><\/td><td rowspan=\"2\"><strong>n.\u00b0<\/strong><\/td><td rowspan=\"2\"><strong>Pr<\/strong><\/td><td rowspan=\"2\"><strong>n.\u00b0<\/strong><\/td><td rowspan=\"2\"><strong>Pr<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>p\u2019\u2019<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>PG<\/strong><\/td><td rowspan=\"2\"><\/td><\/tr><tr><td><strong>n.\u00b0<\/strong><\/td><td><strong>Pr<\/strong><\/td><td><strong>n.\u00b0<\/strong><\/td><td><strong>Pr<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>1<\/strong><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td>1<\/td><td>III<\/td><td>1<\/td><\/tr><tr><td><strong>2<\/strong><\/td><td><\/td><td><\/td><td>1<\/td><td>III<\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>3<\/strong><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td>3<\/td><td>III, VII, IX<\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>4<\/strong><\/td><td>1<\/td><td>VII<\/td><td>1<\/td><td>IX<\/td><td><\/td><td><\/td><td>2<\/td><td>I, IV<\/td><td>3<\/td><td>VI, IX, X<\/td><td>5<\/td><\/tr><tr><td><strong>5<\/strong><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td>1<\/td><td>V<\/td><td>1<\/td><td>IV<\/td><td>1<\/td><td>I<\/td><td>2<\/td><\/tr><tr><td><strong>6<\/strong><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td>1<\/td><td>IV<\/td><td><\/td><td><\/td><td>1<\/td><\/tr><tr><td><strong>7<\/strong><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td>1<\/td><td>IV<\/td><td><\/td><td><\/td><td>1<\/td><\/tr><tr><td><strong>8<\/strong><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td>2<\/td><td>IV<\/td><td><\/td><td><\/td><td>2<\/td><\/tr><tr><td><strong>9<\/strong><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td>1<\/td><td>IV<\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>10<\/strong><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td>1<\/td><td>II<\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td>2<\/td><\/tr><tr><td><strong>11<\/strong><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td>2<\/td><td>IV, VI<\/td><td><\/td><td><\/td><td>4<\/td><\/tr><tr><td><strong>12<\/strong><\/td><td><\/td><td><\/td><td>1<\/td><td>VIII<\/td><td><\/td><td><\/td><td>3<\/td><td>IV, VI, VI, I<\/td><td>1<\/td><td>I<\/td><td>2<\/td><\/tr><tr><td><strong>13<\/strong><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td>1<\/td><td>I<\/td><td>1<\/td><td>II<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>14<\/strong><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td>1<\/td><\/tr><tr><td><strong>15<\/strong><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td>1<\/td><td>II<\/td><td><\/td><td><\/td><td>3<\/td><\/tr><tr><td><strong>16<\/strong><\/td><td><\/td><td><\/td><td>1<\/td><td>II<\/td><td>1<\/td><td>I<\/td><td>2<\/td><td>IV, X<\/td><td>1<\/td><td>VI<\/td><td>1<\/td><\/tr><tr><td><strong>17<\/strong><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td>1<\/td><td>IV<\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>18<\/strong><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>19<\/strong><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td>1<\/td><td>I<\/td><td><\/td><td><\/td><td>1<\/td><\/tr><tr><td><strong>20<\/strong><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td>2<\/td><td>IV, VIII<\/td><td><\/td><td><\/td><td>2<\/td><\/tr><tr><td><strong>21<\/strong><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td>1<\/td><td>III<\/td><td>3<\/td><td>II, VI, VII<\/td><td>1<\/td><td>II<\/td><td>4<\/td><\/tr><tr><td><strong>Total de casos<\/strong><\/td><td><strong>1<\/strong><\/td><td><\/td><td><strong>4<\/strong><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><strong>15<\/strong><\/td><td><\/td><td><strong>7<\/strong><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>Total de Mec.<\/strong><\/td><td><strong>1<\/strong><\/td><td><\/td><td><strong>4<\/strong><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><strong>24<\/strong><\/td><td><\/td><td><strong>9<\/strong><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td colspan=\"12\">(A tabela apresenta, caso a caso, os dinamismos anormais encontrados, em qual prancha (algarismo romano) e quantas vezes. Ao final, apresenta-se o total de casos nos quais ocorreu o mecanismo analisado e o n\u00famero total de ocorr\u00eancia na amostra).&nbsp;<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td colspan=\"17\"><strong>Tabela IV \u2013 <\/strong>N\u00edvel de capta\u00e7\u00e3o dos est\u00edmulos e distribui\u00e7\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o. Mecanismos inusuais de rea\u00e7\u00e3o que interferem com na sele\u00e7\u00e3o dos est\u00edmulos (An\u00e1lise dos mecanismos relacionados \u00e0 resposta de espa\u00e7o)<\/td><\/tr><tr><td rowspan=\"2\"><br><strong>asos<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>Presen\u00e7a de E<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>Aparece no Perc<\/strong><\/td><td rowspan=\"2\"><strong>Pr.<\/strong><\/td><td><strong>Assoc.<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>Det. e Cont.<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>Espa\u00e7o Isolado<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>Espa\u00e7o Assoc.<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>Revers\u00e3o<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>Ref. ao vazio<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>S ou N<\/strong><\/td><td><strong>n.\u00b0<\/strong><\/td><td><strong>M<\/strong><\/td><td><strong>C<\/strong><\/td><td><strong>Discr.<\/strong><\/td><td><strong>D<\/strong><\/td><td><strong>C<\/strong><\/td><td><strong>n.\u00b0<\/strong><\/td><td><strong>P<\/strong><\/td><td><strong>n.\u00b0<\/strong><\/td><td><strong>P<\/strong><\/td><td><strong>n.\u00b0<\/strong><\/td><td><strong>P<\/strong><\/td><td><strong>n.\u00b0<\/strong><\/td><td><strong>P<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>1<\/strong><\/td><td>N<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td rowspan=\"2\"><strong>2<\/strong><\/td><td>S<\/td><td>2<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>II<\/td><td>E(P)<\/td><td>m\u2019<\/td><td>ml<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>2<\/td><td>II<\/td><td>1<\/td><td>II<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>VII<\/td><td>GE<\/td><td>F<sup>+<\/sup><\/td><td>ggr, R<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>VII<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>3<\/strong><\/td><td>N<\/td><td>0<\/td><td>N<\/td><td>N<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>4<\/strong><\/td><td>N<\/td><td>0<\/td><td>N<\/td><td>N<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td rowspan=\"2\"><strong>5<\/strong><\/td><td>S<\/td><td>2<\/td><td>N<\/td><td>N<\/td><td>II<\/td><td>&#8211;<\/td><td>F<sup>0<\/sup><\/td><td>al<\/td><td>1<\/td><td>II<\/td><td>I<\/td><td>X<\/td><td>1<\/td><td>II<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>X<\/td><td>P(E)<\/td><td>Ps<\/td><td>nat<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>6<\/strong><\/td><td>N<\/td><td>0<\/td><td>N<\/td><td>N<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td rowspan=\"2\"><strong>7<\/strong><\/td><td>S<\/td><td>2<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>VII<\/td><td>&#8211;<\/td><td>F<sup>+<\/sup><\/td><td>pH<\/td><td>2<\/td><td>VII<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>1<\/td><td>VII<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td>IX<\/td><td>&#8211;<\/td><td>F<sup>0<\/sup>(C)<\/td><td>A<\/td><td>&#8211;<\/td><td>IX<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td rowspan=\"2\"><strong>8<\/strong><\/td><td>S<\/td><td>2<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>VII<\/td><td>GE<\/td><td>C\u2019<\/td><td>nat<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>2<\/td><td>VII<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>1<\/td><td>IX<\/td><\/tr><tr><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>X<\/td><td>E(P)<\/td><td>C\u2019<\/td><td>nat<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>X<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td rowspan=\"2\"><strong>9<\/strong><\/td><td>S<\/td><td>2<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>VII<\/td><td>p\u2019\u2019<\/td><td>F<sup>+<\/sup>(l)<\/td><td>ggr<\/td><td>I<\/td><td>II<\/td><td>I<\/td><td>VII<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>II<\/td><td>GE<\/td><td>F<sup>0<\/sup><\/td><td>arq<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>10<\/strong><\/td><td>N<\/td><td>&#8211;<\/td><td>N<\/td><td>N<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>11<\/strong><\/td><td>N<\/td><td>&#8211;<\/td><td>N<\/td><td>N<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>12<\/strong><\/td><td>N<\/td><td>&#8211;<\/td><td>N<\/td><td>N<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>13<\/strong><\/td><td>N<\/td><td>&#8211;<\/td><td>N<\/td><td>N<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>14<\/strong><\/td><td>N<\/td><td>&#8211;<\/td><td>N<\/td><td>N<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>15<\/strong><\/td><td>N<\/td><td>&#8211;<\/td><td>N<\/td><td>N<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>16<\/strong><\/td><td>S<\/td><td>1<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>II<\/td><td>&#8211;<\/td><td>F<sup>0<\/sup><\/td><td>pH<\/td><td>1<\/td><td>II<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>1<\/td><td>II<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>17<\/strong><\/td><td>N<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>18<\/strong><\/td><td>N<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>19<\/strong><\/td><td>N<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>20<\/strong><\/td><td>N<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>21<\/strong><\/td><td>N<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>N<\/td><td>N<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>Total<\/strong><\/td><td><strong>6<\/strong><\/td><td><strong>11<\/strong><\/td><td><strong>&#8211;<\/strong><\/td><td><strong>&#8211;<\/strong><\/td><td><strong>&#8211;<\/strong><\/td><td><strong>&#8211;<\/strong><\/td><td><strong>&#8211;<\/strong><\/td><td><strong>&#8211;<\/strong><\/td><td><strong>5<\/strong><\/td><td><strong>&#8211;<\/strong><\/td><td><strong>6<\/strong><\/td><td><strong>&#8211;<\/strong><\/td><td><strong>4<\/strong><\/td><td><strong>&#8211;<\/strong><\/td><td><strong>1<\/strong><\/td><td><strong>&#8211;<\/strong><\/td><\/tr><tr><td colspan=\"17\">(A tabela apresenta, caso a caso, se ocorreram ou n\u00e3o respostas de espa\u00e7o, se estas aparecem no \u00edndice de percep\u00e7\u00e3o (Perc), em quais pranchas, se a modalidade espa\u00e7o \u00e9 isolada ou associada, se ocorreram os dinamismos de revers\u00e3o e de refer\u00eancia ao vazio e os determinantes e conte\u00fados acaso associados. Ao fina apresentamos o total de casos que tiveram respostas de espa\u00e7o, suas caracter\u00edsticas (isolado ou associado) e o n\u00famero de casos que apresentaram revers\u00e3o e refer\u00eancia ao vazio).<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td colspan=\"18\"><strong>Tabela V \u2013 <\/strong>N\u00edvel de elabora\u00e7\u00e3o das imagens perceptuais. Organiza\u00e7\u00e3o das constru\u00e7\u00f5es (Elab ou Z de Beck)<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><strong>Casos<\/strong><\/td><td><strong>R<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>Z<\/strong><strong><sub>1 <\/sub><\/strong><strong>total<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>Z<\/strong><strong><sub>1<\/sub><\/strong><strong>+Z<\/strong><strong><sub>2 <\/sub><\/strong><strong>total<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>Z<\/strong><strong><sub>1<\/sub><\/strong><strong>\/R total<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>(Z<\/strong><strong><sub>1<\/sub><\/strong><strong>+Z<\/strong><strong><sub>2<\/sub><\/strong><strong>)<\/strong><strong>R<\/strong><strong>total<\/strong><\/td><td><strong>Z<\/strong><strong><sub>1<\/sub><\/strong><strong>\/R Mono<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>(Z<\/strong><strong><sub>1<\/sub><\/strong><strong>+Z<\/strong><strong><sub>2<\/sub><\/strong><strong>)<\/strong><strong>R&nbsp;<\/strong><strong>Mono<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>Z<\/strong><strong><sub>1<\/sub><\/strong><strong>\/R Color<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>(Z<\/strong><strong><sub>1<\/sub><\/strong><strong>+Z<\/strong><strong><sub>2<\/sub><\/strong><strong>)<\/strong><strong>R&nbsp;<\/strong><strong>Color<\/strong><\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><strong>1<\/strong><\/td><td>4<\/td><td colspan=\"2\">1<\/td><td colspan=\"2\">1<\/td><td colspan=\"2\">0,25<\/td><td colspan=\"2\">0,25<\/td><td>IN<\/td><td colspan=\"2\">IN<\/td><td colspan=\"2\">0<\/td><td colspan=\"2\">0<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><strong>2<\/strong><\/td><td>29<\/td><td colspan=\"2\">39,5<\/td><td colspan=\"2\">31<\/td><td colspan=\"2\">1,36n<\/td><td colspan=\"2\">1,76<\/td><td>1,38n<\/td><td colspan=\"2\">1,84<\/td><td colspan=\"2\">1,34n<\/td><td colspan=\"2\">1,69<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><strong>3<\/strong><\/td><td>18<\/td><td colspan=\"2\">11<\/td><td colspan=\"2\">15,5<\/td><td colspan=\"2\">0,61<\/td><td colspan=\"2\">0,86<\/td><td>1,60<\/td><td colspan=\"2\">2,50<\/td><td colspan=\"2\">0,23<\/td><td colspan=\"2\">0,23<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><strong>4<\/strong><\/td><td>30<\/td><td colspan=\"2\">9,5<\/td><td colspan=\"2\">16<\/td><td colspan=\"2\">0,32<\/td><td colspan=\"2\">0,53<\/td><td>0,27<\/td><td colspan=\"2\">0,45<\/td><td colspan=\"2\">0,24<\/td><td colspan=\"2\">0,58<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><strong>5<\/strong><\/td><td>16<\/td><td colspan=\"2\">4,5<\/td><td colspan=\"2\">7<\/td><td colspan=\"2\">0,28<\/td><td colspan=\"2\">0,44<\/td><td>0<\/td><td colspan=\"2\">0,36<\/td><td colspan=\"2\">0,50<\/td><td colspan=\"2\">0,50<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><strong>6<\/strong><\/td><td>23<\/td><td colspan=\"2\">18<\/td><td colspan=\"2\">20,5<\/td><td colspan=\"2\">0,78<\/td><td colspan=\"2\">0,89<\/td><td>0,75<\/td><td colspan=\"2\">0,92<\/td><td colspan=\"2\">0,83<\/td><td colspan=\"2\">0,83<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><strong>7<\/strong><\/td><td>18<\/td><td colspan=\"2\">16<\/td><td colspan=\"2\">18,5<\/td><td colspan=\"2\">0,89<\/td><td colspan=\"2\">1,03<\/td><td>0,33<\/td><td colspan=\"2\">0,75<\/td><td colspan=\"2\">1,17<\/td><td colspan=\"2\">1,17<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><strong>8<\/strong><\/td><td>24<\/td><td colspan=\"2\">14,5<\/td><td colspan=\"2\">14,5<\/td><td colspan=\"2\">0,60<\/td><td colspan=\"2\">0,60<\/td><td>1,05<\/td><td colspan=\"2\">1,05<\/td><td colspan=\"2\">0,29<\/td><td colspan=\"2\">0,29<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><strong>9<\/strong><\/td><td>11<\/td><td colspan=\"2\">13<\/td><td colspan=\"2\">24<\/td><td colspan=\"2\">1,18<\/td><td colspan=\"2\">2,18<\/td><td>1,70<\/td><td colspan=\"2\">1,70<\/td><td colspan=\"2\">0,75<\/td><td colspan=\"2\">2,58<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><strong>10<\/strong><\/td><td>7<\/td><td colspan=\"2\">9<\/td><td colspan=\"2\">9<\/td><td colspan=\"2\">1,28<\/td><td colspan=\"2\">1,28<\/td><td>1,80<\/td><td colspan=\"2\">1,80<\/td><td colspan=\"2\">0<\/td><td colspan=\"2\">0<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><strong>11<\/strong><\/td><td>11<\/td><td colspan=\"2\">5,5<\/td><td colspan=\"2\">5,5<\/td><td colspan=\"2\">0,50<\/td><td colspan=\"2\">0,50<\/td><td>0,42<\/td><td colspan=\"2\">0,42<\/td><td colspan=\"2\">0,62<\/td><td colspan=\"2\">0,62<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><strong>12<\/strong><\/td><td>17<\/td><td colspan=\"2\">11<\/td><td colspan=\"2\">11<\/td><td colspan=\"2\">0,65<\/td><td colspan=\"2\">0,65<\/td><td>0,67<\/td><td colspan=\"2\">0,67<\/td><td colspan=\"2\">0,64<\/td><td colspan=\"2\">0,64<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><strong>13<\/strong><\/td><td>14<\/td><td colspan=\"2\">4,5<\/td><td colspan=\"2\">7<\/td><td colspan=\"2\">0,32<\/td><td colspan=\"2\">0,50<\/td><td>0,33<\/td><td colspan=\"2\">0,75<\/td><td colspan=\"2\">0,31<\/td><td colspan=\"2\">0,31<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><strong>14<\/strong><\/td><td>15<\/td><td colspan=\"2\">6,5<\/td><td colspan=\"2\">16,3<\/td><td colspan=\"2\">0,43<\/td><td colspan=\"2\">1,10<\/td><td>1,08<\/td><td colspan=\"2\">1,08<\/td><td colspan=\"2\">0<\/td><td colspan=\"2\">1,10<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><strong>15<\/strong><\/td><td>12<\/td><td colspan=\"2\">3<\/td><td colspan=\"2\">8<\/td><td colspan=\"2\">0,25<\/td><td colspan=\"2\">0,67<\/td><td>0,42<\/td><td colspan=\"2\">1,14<\/td><td colspan=\"2\">0<\/td><td colspan=\"2\">0<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><strong>16<\/strong><\/td><td>13<\/td><td colspan=\"2\">1<\/td><td colspan=\"2\">1<\/td><td colspan=\"2\">0,08<\/td><td colspan=\"2\">0,08<\/td><td>0,20<\/td><td colspan=\"2\">0,20<\/td><td colspan=\"2\">0<\/td><td colspan=\"2\">0<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><strong>17<\/strong><\/td><td>10<\/td><td colspan=\"2\">7,5<\/td><td colspan=\"2\">10<\/td><td colspan=\"2\">0,75<\/td><td colspan=\"2\">1,00<\/td><td>0,90<\/td><td colspan=\"2\">0,90<\/td><td colspan=\"2\">0,60<\/td><td colspan=\"2\">1,10<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><strong>18<\/strong><\/td><td>3<\/td><td colspan=\"2\">1<\/td><td colspan=\"2\">6,5<\/td><td colspan=\"2\">0,33<\/td><td colspan=\"2\">2,17<\/td><td>0,50<\/td><td colspan=\"2\">0,50<\/td><td colspan=\"2\">0<\/td><td colspan=\"2\">5,5<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><strong>19<\/strong><\/td><td>7<\/td><td colspan=\"2\">5<\/td><td colspan=\"2\">10,5<\/td><td colspan=\"2\">0,71<\/td><td colspan=\"2\">1,50<\/td><td>1,00<\/td><td colspan=\"2\">1,00<\/td><td colspan=\"2\">0<\/td><td colspan=\"2\">2,75<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><strong>20<\/strong><\/td><td>11<\/td><td colspan=\"2\">4,5<\/td><td colspan=\"2\">7<\/td><td colspan=\"2\">0,41<\/td><td colspan=\"2\">1,13<\/td><td>0,75<\/td><td colspan=\"2\">1,67<\/td><td colspan=\"2\">0<\/td><td colspan=\"2\">1,10<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><strong>21<\/strong><\/td><td>21<\/td><td colspan=\"2\">12<\/td><td colspan=\"2\">26,5<\/td><td colspan=\"2\">0,57<\/td><td colspan=\"2\">1,26<\/td><td>0,57<\/td><td colspan=\"2\">0,57<\/td><td colspan=\"2\">0,57<\/td><td colspan=\"2\">1,61<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><strong>Total<\/strong><\/td><td>314<\/td><td colspan=\"2\">197,5<\/td><td colspan=\"2\">286,5<\/td><td colspan=\"2\">0,63<\/td><td colspan=\"2\">0,91<\/td><td>0,80<\/td><td colspan=\"2\">1,01<\/td><td colspan=\"2\">0,39<\/td><td colspan=\"2\">1,08<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"18\">(A tabela mostra, caso a caso, os valores encontrados para Z<sub>1<\/sub>, Z<sub>1<\/sub>+Z<sub>2,<\/sub> Z<sub>1<\/sub>\/R e (Z<sub>1<\/sub>+Z<sub>2<\/sub>)\/R, no total das pranchas, para o conjunto monocrom\u00e1tico e para o conjunto colorido. Ao final h\u00e1 uma m\u00e9dia para os valores em fun\u00e7\u00e3o do n\u00famero total de respostas) Observa\u00e7\u00e3o: em vermelho os valores que se encontram dentro da m\u00e9dia normal.<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"18\"><strong>Tabela VI \u2013 <\/strong>N\u00edvel de elabora\u00e7\u00e3o da imagens perceptuais. Precis\u00e3o formal das Imagens.<\/td><\/tr><tr><td rowspan=\"2\"><strong>Casos<\/strong><strong>\u2193<\/strong><\/td><td colspan=\"3\" rowspan=\"2\"><strong>Imagens precisas<\/strong><strong>(Ip)<\/strong><\/td><td colspan=\"2\" rowspan=\"2\"><strong>%Ip<\/strong><\/td><td colspan=\"7\"><strong>Imagens vagas (Iv)<\/strong><\/td><td colspan=\"2\" rowspan=\"2\"><strong>Total de Imagens Vagas (Iv)<\/strong><\/td><td colspan=\"2\" rowspan=\"2\"><strong>% Iv<\/strong><\/td><td rowspan=\"2\"><strong>n.\u00b0 R<\/strong><\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><strong>Sincr\u00e9-ticas<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>Impres-sionistas<\/strong><\/td><td colspan=\"3\"><strong>Por genera-liza\u00e7\u00e3o apressada<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>1<\/strong><\/td><td colspan=\"3\">2<\/td><td colspan=\"2\">50<\/td><td colspan=\"2\">0<\/td><td colspan=\"2\">0<\/td><td colspan=\"3\">2<\/td><td colspan=\"2\">2<\/td><td colspan=\"2\">50<\/td><td>4<\/td><\/tr><tr><td><strong>2<\/strong><\/td><td colspan=\"3\">14<\/td><td colspan=\"2\">48<\/td><td colspan=\"2\">1<\/td><td colspan=\"2\">14<\/td><td colspan=\"3\">0<\/td><td colspan=\"2\">15<\/td><td colspan=\"2\">52<\/td><td>29<\/td><\/tr><tr><td><strong>3<\/strong><\/td><td colspan=\"3\">8<\/td><td colspan=\"2\">44<\/td><td colspan=\"2\">0<\/td><td colspan=\"2\">9<\/td><td colspan=\"3\">1<\/td><td colspan=\"2\">10<\/td><td colspan=\"2\">56<\/td><td>18<\/td><\/tr><tr><td><strong>4<\/strong><\/td><td colspan=\"3\">17<\/td><td colspan=\"2\">57<\/td><td colspan=\"2\">1<\/td><td colspan=\"2\">7<\/td><td colspan=\"3\">5<\/td><td colspan=\"2\">13<\/td><td colspan=\"2\">43<\/td><td>30<\/td><\/tr><tr><td><strong>5<\/strong><\/td><td colspan=\"3\">6<\/td><td colspan=\"2\">37<\/td><td colspan=\"2\">1<\/td><td colspan=\"2\">7<\/td><td colspan=\"3\">2<\/td><td colspan=\"2\">10<\/td><td colspan=\"2\">63<\/td><td>16<\/td><\/tr><tr><td><strong>6<\/strong><\/td><td colspan=\"3\">11<\/td><td colspan=\"2\">48<\/td><td colspan=\"2\">0<\/td><td colspan=\"2\">11<\/td><td colspan=\"3\">1<\/td><td colspan=\"2\">12<\/td><td colspan=\"2\">52<\/td><td>23<\/td><\/tr><tr><td><strong>7<\/strong><\/td><td colspan=\"3\">8<\/td><td colspan=\"2\">44<\/td><td colspan=\"2\">1<\/td><td colspan=\"2\">8<\/td><td colspan=\"3\">1<\/td><td colspan=\"2\">10<\/td><td colspan=\"2\">56<\/td><td>18<\/td><\/tr><tr><td><strong>8<\/strong><\/td><td colspan=\"3\">12<\/td><td colspan=\"2\">50<\/td><td colspan=\"2\">2<\/td><td colspan=\"2\">8<\/td><td colspan=\"3\">2<\/td><td colspan=\"2\">12<\/td><td colspan=\"2\">50<\/td><td>24<\/td><\/tr><tr><td><strong>9<\/strong><\/td><td colspan=\"3\">4<\/td><td colspan=\"2\">36<\/td><td colspan=\"2\">0<\/td><td colspan=\"2\">5<\/td><td colspan=\"3\">2<\/td><td colspan=\"2\">7<\/td><td colspan=\"2\">64<\/td><td>11<\/td><\/tr><tr><td><strong>10<\/strong><\/td><td colspan=\"3\">4<\/td><td colspan=\"2\">57<\/td><td colspan=\"2\">0<\/td><td colspan=\"2\">3<\/td><td colspan=\"3\">0<\/td><td colspan=\"2\">3<\/td><td colspan=\"2\">43<\/td><td>7<\/td><\/tr><tr><td><strong>11<\/strong><\/td><td colspan=\"3\">5<\/td><td colspan=\"2\">45<\/td><td colspan=\"2\">0<\/td><td colspan=\"2\">4<\/td><td colspan=\"3\">2<\/td><td colspan=\"2\">6<\/td><td colspan=\"2\">55<\/td><td>11<\/td><\/tr><tr><td><strong>12<\/strong><\/td><td colspan=\"3\">8<\/td><td colspan=\"2\">47<\/td><td colspan=\"2\">1<\/td><td colspan=\"2\">4<\/td><td colspan=\"3\">4<\/td><td colspan=\"2\">9<\/td><td colspan=\"2\">53<\/td><td>17<\/td><\/tr><tr><td><strong>13<\/strong><\/td><td colspan=\"3\">8<\/td><td colspan=\"2\">57<\/td><td colspan=\"2\">2<\/td><td colspan=\"2\">2<\/td><td colspan=\"3\">2<\/td><td colspan=\"2\">6<\/td><td colspan=\"2\">43<\/td><td>14<\/td><\/tr><tr><td><strong>14<\/strong><\/td><td colspan=\"3\">8<\/td><td colspan=\"2\">53<\/td><td colspan=\"2\">1<\/td><td colspan=\"2\">6<\/td><td colspan=\"3\">0<\/td><td colspan=\"2\">7<\/td><td colspan=\"2\">47<\/td><td>15<\/td><\/tr><tr><td><strong>15<\/strong><\/td><td colspan=\"3\">0<\/td><td colspan=\"2\">0<\/td><td colspan=\"2\">0<\/td><td colspan=\"2\">9<\/td><td colspan=\"3\">3<\/td><td colspan=\"2\">12<\/td><td colspan=\"2\">100<\/td><td>12<\/td><\/tr><tr><td><strong>16<\/strong><\/td><td colspan=\"3\">7<\/td><td colspan=\"2\">54<\/td><td colspan=\"2\">0<\/td><td colspan=\"2\">3<\/td><td colspan=\"3\">3<\/td><td colspan=\"2\">6<\/td><td colspan=\"2\">46<\/td><td>13<\/td><\/tr><tr><td><strong>17<\/strong><\/td><td colspan=\"3\">6<\/td><td colspan=\"2\">60<\/td><td colspan=\"2\">0<\/td><td colspan=\"2\">3<\/td><td colspan=\"3\">1<\/td><td colspan=\"2\">4<\/td><td colspan=\"2\">40<\/td><td>10<\/td><\/tr><tr><td><strong>18<\/strong><\/td><td colspan=\"3\">1<\/td><td colspan=\"2\">33<\/td><td colspan=\"2\">0<\/td><td colspan=\"2\">2<\/td><td colspan=\"3\">0<\/td><td colspan=\"2\">2<\/td><td colspan=\"2\">67<\/td><td>3<\/td><\/tr><tr><td><strong>19<\/strong><\/td><td colspan=\"3\">1<\/td><td colspan=\"2\">14<\/td><td colspan=\"2\">0<\/td><td colspan=\"2\">4<\/td><td colspan=\"3\">2<\/td><td colspan=\"2\">6<\/td><td colspan=\"2\">86<\/td><td>7<\/td><\/tr><tr><td><strong>20<\/strong><\/td><td colspan=\"3\">0<\/td><td colspan=\"2\">0<\/td><td colspan=\"2\">1<\/td><td colspan=\"2\">7<\/td><td colspan=\"3\">3<\/td><td colspan=\"2\">11<\/td><td colspan=\"2\">100<\/td><td>11<\/td><\/tr><tr><td><strong>21<\/strong><\/td><td colspan=\"3\">10<\/td><td colspan=\"2\">48<\/td><td colspan=\"2\">0<\/td><td colspan=\"2\">7<\/td><td colspan=\"3\">4<\/td><td colspan=\"2\">11<\/td><td colspan=\"2\">52<\/td><td>21<\/td><\/tr><tr><td><strong>Total<\/strong><strong>Med.<\/strong><\/td><td colspan=\"3\"><strong>140<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>45<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>11<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>123<\/strong><\/td><td colspan=\"3\"><strong>40<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>174<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>55<\/strong><\/td><td><strong>314<\/strong><\/td><\/tr><tr><td colspan=\"6\"><strong>% das Imagens Vagas por dinamismo envolvido<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>6,32<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>70,69<\/strong><\/td><td colspan=\"3\"><strong>22,99<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>100<\/strong><\/td><td colspan=\"3\"><\/td><\/tr><tr><td colspan=\"18\">(A tabela mostra a distribui\u00e7\u00e3o, caso a caso e no total de respostas, das imagens mentais segundo a precis\u00e3o formal: vagas e precisas; bem como, no caso das imagens vagas, o dinamismo envolvido nisto, a porcentagem respectiva de cada um dos dois tipos de imagem)<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td colspan=\"11\"><strong>Tabela VII \u2013 <\/strong>N\u00edvel de elabora\u00e7\u00e3o da imagens perceptuais. Flexibilidade para a constru\u00e7\u00e3o das Imagens. Respostas com determinantes movimento e perspectiva<\/td><\/tr><tr><td><strong>Det<\/strong><strong>Casos<\/strong><\/td><td><strong>M<\/strong><\/td><td><strong>m<\/strong><\/td><td><strong>m\u2019<\/strong><\/td><td><strong>\u2211<\/strong><strong>RM<\/strong><\/td><td><strong>Ps<\/strong><\/td><td><strong>ps<\/strong><\/td><td><strong>ps\u2019<\/strong><\/td><td><strong>\u2211<\/strong><strong>Ps<\/strong><\/td><td><strong>\u2211(<\/strong><strong>RPs+ RM)<\/strong><\/td><td><strong>n.\u00b0R<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>1<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>4<\/td><\/tr><tr><td><strong>2<\/strong><\/td><td>5<\/td><td>3<\/td><td>3(2)<\/td><td>12<\/td><td>4<\/td><td>3(1)<\/td><td>0<\/td><td>7,5<\/td><td>19,5<\/td><td>29<\/td><\/tr><tr><td><strong>3<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>1(1)<\/td><td>1,5<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>2,5<\/td><td>18<\/td><\/tr><tr><td><strong>4<\/strong><\/td><td>2<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>3<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>4<\/td><td>30<\/td><\/tr><tr><td><strong>5<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>2<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>3<\/td><td>4<\/td><td>16<\/td><\/tr><tr><td><strong>6<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>2<\/td><td>0<\/td><td>2<\/td><td>3<\/td><td>23<\/td><\/tr><tr><td><strong>7<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>18<\/td><\/tr><tr><td><strong>8<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>24<\/td><\/tr><tr><td><strong>9<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>(1)<\/td><td>0<\/td><td>0,5<\/td><td>1,5<\/td><td>11<\/td><\/tr><tr><td><strong>10<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>7<\/td><\/tr><tr><td><strong>11<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>11<\/td><\/tr><tr><td><strong>12<\/strong><\/td><td>2<\/td><td>1<\/td><td>(1)<\/td><td>3,5<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>3,5<\/td><td>17<\/td><\/tr><tr><td><strong>13<\/strong><\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>14<\/td><\/tr><tr><td><strong>14<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>15<\/td><\/tr><tr><td><strong>15<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>1<\/td><td>12<\/td><\/tr><tr><td><strong>16<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>13<\/td><\/tr><tr><td><strong>17<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>1<\/td><td>10<\/td><\/tr><tr><td><strong>18<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>1<\/td><td>3<\/td><\/tr><tr><td><strong>19<\/strong><\/td><td>1<\/td><td>1<\/td><td>4<\/td><td>6<\/td><td>(2)<\/td><td>(1)<\/td><td>0<\/td><td>1,5<\/td><td>7,5<\/td><td>7<\/td><\/tr><tr><td><strong>20<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>11<\/td><\/tr><tr><td><strong>21<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>21<\/td><\/tr><tr><td><strong>Total<\/strong><\/td><td><strong>11<\/strong><\/td><td><strong>14<\/strong><\/td><td><strong>8(4)<\/strong><\/td><td><strong>35<\/strong><\/td><td><strong>7(2)<\/strong><\/td><td><strong>10(3)<\/strong><\/td><td><strong>0<\/strong><\/td><td><strong>19,5<\/strong><\/td><td><strong>54,5<\/strong><\/td><td><strong>314<\/strong><\/td><\/tr><tr><td colspan=\"11\">(A tabela mostra o n\u00famero de cada tipo de respostas com determinante movimento e perspectiva, caso a caso e a somat\u00f3rio. Os n\u00fameros entre par\u00eanteses referem-se a determinantes adicionais)<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td colspan=\"13\"><strong>Tabela VIII \u2013 <\/strong>N\u00edvel de elabora\u00e7\u00e3o das imagens perceptuais. Flexibilidade para a constru\u00e7\u00e3o das imagens. Respostas com determinante cor e luminosidade<\/td><\/tr><tr><td><strong>Det<\/strong><strong>Casos<\/strong><\/td><td><strong>FC<\/strong><\/td><td><strong>CF<\/strong><\/td><td><strong>C<\/strong><\/td><td><strong>RC<\/strong><\/td><td><strong>L<\/strong><\/td><td><strong>l<\/strong><\/td><td><strong>l\u2019<\/strong><\/td><td><strong>RL<\/strong><\/td><td><strong>C\u2019<\/strong><\/td><td><strong>RC+L<\/strong><\/td><td><strong>RC:RL<\/strong><\/td><td><strong>n.\u00b0 R<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>1<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0:0<\/td><td>4<\/td><\/tr><tr><td><strong>2<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>4(1)<\/td><td>1(2)<\/td><td>6,5<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>(2)<\/td><td>1<\/td><td>(1)<\/td><td>7,5<\/td><td>6,5:1<\/td><td>29<\/td><\/tr><tr><td><strong>3<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>(1)<\/td><td>0,5<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>1,5<\/td><td>0,5:1<\/td><td>18<\/td><\/tr><tr><td><strong>4<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>3(2)<\/td><td>(2)<\/td><td>6<\/td><td>0<\/td><td>6<\/td><td>0:6<\/td><td>30<\/td><\/tr><tr><td><strong>5<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>2<\/td><td>3<\/td><td>0<\/td><td>(1)<\/td><td>0<\/td><td>0,5<\/td><td>0<\/td><td>3,5<\/td><td>3:0,5<\/td><td>16<\/td><\/tr><tr><td><strong>6<\/strong><\/td><td>1<\/td><td>1(1)<\/td><td>0<\/td><td>2,5<\/td><td>0<\/td><td>1(1)<\/td><td>0<\/td><td>1,5<\/td><td>1<\/td><td>4<\/td><td>2,5:1,5<\/td><td>23<\/td><\/tr><tr><td><strong>7<\/strong><\/td><td>1<\/td><td>3<\/td><td>(3)<\/td><td>5,5<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>1<\/td><td>2<\/td><td>4<\/td><td>7,5<\/td><td>5,5:2<\/td><td>18<\/td><\/tr><tr><td><strong>8<\/strong><\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>(1)<\/td><td>1,5<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>2<\/td><td>1,5<\/td><td>1,5:0<\/td><td>24<\/td><\/tr><tr><td><strong>9<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>2<\/td><td>0<\/td><td>2<\/td><td>0<\/td><td>(1)<\/td><td>0<\/td><td>0,5<\/td><td>0<\/td><td>2,5<\/td><td>2:0,5<\/td><td>11<\/td><\/tr><tr><td><strong>10<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>(1)<\/td><td>0<\/td><td>0:0<\/td><td>7<\/td><\/tr><tr><td><strong>11<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0:0<\/td><td>11<\/td><\/tr><tr><td><strong>12<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>3<\/td><td>3<\/td><td>0<\/td><td>(1)<\/td><td>(2)<\/td><td>1,5<\/td><td>0<\/td><td>4,5<\/td><td>3:1,5<\/td><td>17<\/td><\/tr><tr><td><strong>13<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>(1)<\/td><td>0,5<\/td><td>(1)<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0,5<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>0,5:0,5<\/td><td>14<\/td><\/tr><tr><td><strong>14<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>3<\/td><td>0<\/td><td>3<\/td><td>(2)<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>4<\/td><td>3:1<\/td><td>15<\/td><\/tr><tr><td><strong>15<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>2<\/td><td>2<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>(3)<\/td><td>2<\/td><td>2:0<\/td><td>12<\/td><\/tr><tr><td><strong>16<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>1<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>1<\/td><td>2<\/td><td>1:1<\/td><td>13<\/td><\/tr><tr><td><strong>17<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0,5<\/td><td>0,5<\/td><td>0<\/td><td>1,5<\/td><td>1:0,5<\/td><td>10<\/td><\/tr><tr><td><strong>18<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0,5<\/td><td>0,5<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0,5<\/td><td>0,5:0<\/td><td>3<\/td><\/tr><tr><td><strong>19<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0,5<\/td><td>0,5<\/td><td>0<\/td><td>0,5<\/td><td>0:0,5<\/td><td>7<\/td><\/tr><tr><td><strong>20<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>3<\/td><td>3,5<\/td><td>3,5<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>3,5<\/td><td>3,5:0<\/td><td>11<\/td><\/tr><tr><td><strong>21<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>3<\/td><td>4,5<\/td><td>4,5<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>4,5<\/td><td>4,5:0<\/td><td>21<\/td><\/tr><tr><td><strong>Total<\/strong><\/td><td><strong>3<\/strong><\/td><td><strong>20(2)<\/strong><\/td><td><strong>11(11)<\/strong><\/td><td><strong>40,5<\/strong><\/td><td><strong>2(3)<\/strong><\/td><td><strong>6(6)<\/strong><\/td><td><strong>1(5)<\/strong><\/td><td><strong>16<\/strong><\/td><td><strong>9(5)<\/strong><\/td><td><strong>56,5<\/strong><\/td><td><strong>40,5:16<\/strong><\/td><td><strong>314<\/strong><\/td><\/tr><tr><td colspan=\"13\">(A tabela mostra o n\u00famero de cada tipo de respostas com determinante cor e luminosidade, caso a caso e a somat\u00f3ria. Os n\u00fameros entre par\u00eanteses referem-se a determinantes adicionais. N\u00e3o computamos C\u2019 conjuntamente com RL, pois a din\u00e2mica envolvida \u00e9 diversa)<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td colspan=\"9\"><strong>Tabela IX \u2013 <\/strong>N\u00edvel de elabora\u00e7\u00e3o das Imagens Perceptuais. Flexibilidade na constru\u00e7\u00e3o das imagens. Compara\u00e7\u00e3o entre os v\u00e1rios determinantes encontrados na amostra (exceptuando-se as RF \u2013 respostas de forma)<\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><strong>RM<\/strong><\/td><td><strong>RPs<\/strong><\/td><td><strong>RC<\/strong><\/td><td><strong>RL<\/strong><\/td><td><strong>Total<\/strong><\/td><td><strong>Total com adicionais<\/strong><\/td><td><strong>% Total<\/strong><\/td><td><strong>% Total sem adicionais<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>1.\u00b0<\/strong><\/td><td>11<\/td><td>7(2)<\/td><td>3<\/td><td>2(3)<\/td><td>25,5<\/td><td>23<\/td><td>22,97<\/td><td>24,75<\/td><\/tr><tr><td><strong>2.\u00b0<\/strong><\/td><td>14<\/td><td>10(3)<\/td><td>20(2)<\/td><td>6(6)<\/td><td>55,5<\/td><td>50<\/td><td>50,00<\/td><td>53,76<\/td><\/tr><tr><td><strong>3.\u00b0<\/strong><\/td><td>8(4)<\/td><td>0<\/td><td>11(11)<\/td><td>1(5)<\/td><td>30<\/td><td>20<\/td><td>27,03<\/td><td>21,51<\/td><\/tr><tr><td><strong>Total<\/strong><\/td><td><strong>33(4)<\/strong><\/td><td><strong>17(5)<\/strong><\/td><td><strong>34(13)<\/strong><\/td><td><strong>9(14)<\/strong><\/td><td><strong>111<\/strong><\/td><td><strong>93<\/strong><\/td><td><strong>100<\/strong><\/td><td><strong>100<\/strong><\/td><\/tr><tr><td colspan=\"9\">(A tabela apresenta o n\u00famero de RM (respostas de movimento), RPs (respostas de perspectiva), RC (respostas de cor), RL (respostas de luminosidade) e as classifica segundo 3 n\u00edveis que indicam:1.\u00b0 &#8211; pleno contato com a realidade ambiente, isto \u00e9, segundo o modo estatisticamente mais frequente na popula\u00e7\u00e3o m\u00e9dia. S\u00e3o os determinantes M, Ps, FC e L;2.\u00b0 &#8211; contato em que se revela maior autonomia da personalidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o m\u00e9dia, por\u00e9m ainda na faixa estatisticamente afer\u00edvel. S\u00e3o os determinantes m, ps, CF e l;&nbsp;3.\u00b0 predomin\u00e2ncia do polo subjetivo, isto \u00e9, rea\u00e7\u00e3o essencialmente individual em face do est\u00edmulo ambiental. S\u00e3o os determinantes m\u2019, ps\u2019, C e l\u2019.&nbsp;Os n\u00fameros apresentados entre par\u00eanteses referem-se a determinantes adicionais.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td colspan=\"6\"><strong>Tabela IX<\/strong><strong><sup>B<\/sup><\/strong><strong> &#8211; <\/strong>Compara\u00e7\u00e3o entre os \u00edndices Eq e Eq\u2019 e apresenta\u00e7\u00e3o do tipo vivencial (coartado, coartativo, introversivo, extratensivo e ambigual dilatado) de cada um dos examinandos<\/td><\/tr><tr><td><strong>Casos<\/strong><\/td><td><strong>Eq<\/strong><\/td><td><strong>Tipo vivencial manifesto&nbsp;<\/strong><\/td><td><strong>Eq\u2019<\/strong><\/td><td><strong>Tipo vivencial<\/strong><strong>latente<\/strong><\/td><td><strong>Coer\u00eancia ou n\u00e3o entre Eq e Eq\u2019<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>1<\/strong><\/td><td>0:0<\/td><td>Coartado<\/td><td>0:0<\/td><td>Coartado<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>2<\/strong><\/td><td>5:4,5<\/td><td>Ambigual dilatado<\/td><td>10:4,5<\/td><td>Introvertido<\/td><td>N<\/td><\/tr><tr><td><strong>3<\/strong><\/td><td>0:0<\/td><td>Coartado&nbsp;<\/td><td>1,5:0<\/td><td>Introvertido<\/td><td>N<\/td><\/tr><tr><td><strong>4<\/strong><\/td><td>2:0<\/td><td>Introvertido<\/td><td>2:0<\/td><td>Introvertido<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>5<\/strong><\/td><td>0:2<\/td><td>Extratensivo<\/td><td>1:2<\/td><td>Extratensivo<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>6<\/strong><\/td><td>0:1,5<\/td><td>Extratensivo<\/td><td>1:1,5<\/td><td>Extratensivo<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>7<\/strong><\/td><td>0:3,5<\/td><td>Extratensivo<\/td><td>1:3,5<\/td><td>Extratensivo<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>8<\/strong><\/td><td>0:0,5<\/td><td>Coartativo<\/td><td>1:0,5<\/td><td>Coartativo<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>9<\/strong><\/td><td>0:2<\/td><td>Extratensivo<\/td><td>1:2<\/td><td>Extratensivo<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>10<\/strong><\/td><td>0:0<\/td><td>Coartado&nbsp;<\/td><td>1:0<\/td><td>Coartativo<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>11<\/strong><\/td><td>0:0<\/td><td>Coartado&nbsp;<\/td><td>0:0<\/td><td>Coartado<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>12<\/strong><\/td><td>2:4,5<\/td><td>Extratensivo<\/td><td>2:4,5<\/td><td>Extratensivo<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>13<\/strong><\/td><td>1:0<\/td><td>Coartativo<\/td><td>0,5:0<\/td><td>Coartado<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>14<\/strong><\/td><td>0:3<\/td><td>Extratensivo<\/td><td>1:3<\/td><td>Extratensivo<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>15<\/strong><\/td><td>0:3<\/td><td>Extratensivo<\/td><td>0:3<\/td><td>Extratensivo<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>16<\/strong><\/td><td>0:1,5<\/td><td>Extratensivo<\/td><td>0:1,5<\/td><td>Extratensivo<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>17<\/strong><\/td><td>0:1,5<\/td><td>Extratensivo<\/td><td>0:1,5<\/td><td>Extratensivo<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>18<\/strong><\/td><td>0:0<\/td><td>Coartado<\/td><td>0:0<\/td><td>Coartado<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>19<\/strong><\/td><td>1:0<\/td><td>Coartativo<\/td><td>7,5:0<\/td><td>Introvertido<\/td><td>N&nbsp;<\/td><\/tr><tr><td><strong>20<\/strong><\/td><td>0:3<\/td><td>Extratensivo<\/td><td>0:3<\/td><td>Extratensivo<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>21<\/strong><\/td><td>0:4,5<\/td><td>Extratensivo<\/td><td>1:4,5<\/td><td>Extratensivo<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>Total<\/strong><\/td><td><strong>11:35<\/strong><\/td><td><strong>1 introvertidos<\/strong><strong>11 extratensivos<\/strong><strong>5 coartados<\/strong><strong>3 coartativos<\/strong><strong>1 ambigual dilatado<\/strong><\/td><td><strong>31,5:35<\/strong><\/td><td><strong>4 introvertidos<\/strong><strong>11 extratensivos<\/strong><strong>4 coartados<\/strong><strong>2 coartativos<\/strong><strong>0 ambigual dilatado<\/strong><\/td><td><strong>3 N\u00e3o (de coartativo para introvertido)<\/strong><strong>18 Sim<\/strong><\/td><\/tr><tr><td colspan=\"6\">(A tabela mostra a distribui\u00e7\u00e3o na amostra do \u00edndice Eq e Eq\u2019, bem como da classifica\u00e7\u00e3o em ambos os \u00edndices dos 5 tipos vivenciais: introvertido, extratensivo, coartado, coartativo e ambigual dilatado. Al\u00e9m disso, comparando ambos os \u00edndices, busca a coer\u00eancia entre as tend\u00eancias vivenciais latentes e manifestas, e quando ocorreram, como se deram)<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td colspan=\"4\"><strong>Tabela IX<\/strong><strong><sup>c<\/sup><\/strong><strong> &#8211; <\/strong>Compara\u00e7\u00e3o entre os \u00edndices [(Ps+M):(L+C)] e [(m+m\u2019):(l+l\u2019+C\u2019)] indicativos da Din\u00e2mica Ps\u00edquica Atual e daquela latente (interfer\u00eancia de \u201cju\u00edzos de valor\u201d e ansiedade) em cada um dos examinandos<\/td><\/tr><tr><td><strong>Caso<\/strong><\/td><td><strong>(Ps+M):(L+C)<\/strong><\/td><td><strong>(m+m\u2019):(l+l\u2019+C\u2019)<\/strong><\/td><td><strong>Compara\u00e7\u00e3o entre n\u00edvel manifesto e n\u00edvel latente<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>1<\/strong><\/td><td>0:0&nbsp; formal<\/td><td>0:0 formal<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>2<\/strong><\/td><td>9:2 intelec.<\/td><td>7:1,5 intelec<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>3<\/strong><\/td><td>0:0,5 formal<\/td><td>1,5:1 intelec<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>4<\/strong><\/td><td>2:1 intelec.<\/td><td>1:5 afetivo<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>5<\/strong><\/td><td>2:2 ambigual<\/td><td>1:0,5 formal<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>6<\/strong><\/td><td>0:0 formal<\/td><td>1:2,5 afetivo<\/td><td>X (tend. Afetiva)<\/td><\/tr><tr><td><strong>7<\/strong><\/td><td>0:1,5 afetivo<\/td><td>1:6 afetivo<\/td><td>X (tend. Afetiva)<\/td><\/tr><tr><td><strong>8<\/strong><\/td><td>0:0,5 afetivo<\/td><td>1:2 afetivo<\/td><td>X (tend. Afetiva)<\/td><\/tr><tr><td><strong>9<\/strong><\/td><td>0:0,5 afetivo<\/td><td>1:0,5 formal<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>10<\/strong><\/td><td>0:0 formal<\/td><td>1:0,5 formal<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>11<\/strong><\/td><td>0:0 formal<\/td><td>0:0 formal<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>12<\/strong><\/td><td>2:1,5 ambigual<\/td><td>1,5:1,5 ambigual<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>13<\/strong><\/td><td>1:1 formal<\/td><td>0:0 formal<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>14<\/strong><\/td><td>0:1 afetivo<\/td><td>1:0 formal<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>15<\/strong><\/td><td>0:2 afetivo<\/td><td>0:1,5 afetivo<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>16<\/strong><\/td><td>0:2 afetivo<\/td><td>0:1 formal<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>17<\/strong><\/td><td>1:1 formal<\/td><td>0:0,5 formal<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>18<\/strong><\/td><td>0:0,5 formal<\/td><td>0:0 formal<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>19<\/strong><\/td><td>2:0 intelec<\/td><td>5:0,5 intelec.<\/td><td>X (tend. Intelec)<\/td><\/tr><tr><td><strong>20<\/strong><\/td><td>0:0,5 formal<\/td><td>0:1 formal<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>21<\/strong><\/td><td>0:1,5 afetivo<\/td><td>0:0 formal<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>Total<\/strong><\/td><td><strong>19:18<\/strong><strong>9 casos &#8211; formal<\/strong><strong>3 casos &#8211; intel.<\/strong><strong>2 casos -ambig.<\/strong><strong>7 casos \u2013 afet.&nbsp;<\/strong><\/td><td><strong>22,5:25:5<\/strong><strong>10 casos \u2013 formal<\/strong><strong>3 casos \u2013 intelec.<\/strong><strong>1 caso \u2013 ambig.<\/strong><strong>7 casos \u2013 afet.<\/strong><\/td><td><strong>5 casos com tend\u00eancia diferente<\/strong><\/td><\/tr><tr><td colspan=\"4\">(A tabela mostra a distribui\u00e7\u00e3o na amostra dos \u00edndices acima referidos, indicativos da din\u00e2mica ps\u00edquica atual e de seus aspectos latentes (\u201cju\u00edzos de valor\u201d e ansiedade que, porventura, interfiram nesta din\u00e2mica). Al\u00e9m disso, comparando ambos os \u00edndices, buscamos&nbsp; a coer\u00eancia entre as din\u00e2micas ps\u00edquicas latentes e manifestas, e quando ocorreram, como se deram) Em vermelho os dois \u00fanicos casos em que aparecem de modo mais marcante a tend\u00eancia intelectual ou afetivo-emocional pois na maioria, predomina uma tend\u00eancia coartativa. Legenda: <strong>formal<\/strong> \u2013 sem predom\u00ednio da esfera intelectual e nem da afetivo-emocional no \u00edndice, <strong>Intel.<\/strong> \u2013 predom\u00ednio da esfera intelectual no \u00edndice, <strong>Ambig.<\/strong> \u2013 predom\u00ednio equivalente da esfera intelectual e afetivo-emocional no \u00edndice, <strong>Afet.<\/strong> \u2013 predom\u00ednio da esfera afetivo-emocional no \u00edndice.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td colspan=\"4\"><strong>Tabela IX<\/strong><strong><sup>c<\/sup><\/strong><strong> &#8211; <\/strong>Compara\u00e7\u00e3o entre os \u00edndices [(Ps+M):(L+C)] e [(m+m\u2019):(l+l\u2019+C\u2019)] indicativos da Din\u00e2mica Ps\u00edquica Atual e daquela latente (interfer\u00eancia de \u201cju\u00edzos de valor\u201d e ansiedade) em cada um dos examinandos<\/td><\/tr><tr><td><strong>Caso<\/strong><\/td><td><strong>(Ps+M):(L+C)<\/strong><\/td><td><strong>(m+m\u2019):(l+l\u2019+C\u2019)<\/strong><\/td><td><strong>Compara\u00e7\u00e3o entre n\u00edvel manifesto e n\u00edvel latente<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>1<\/strong><\/td><td>0:0&nbsp; formal<\/td><td>0:0 formal<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>2<\/strong><\/td><td>9:2 intelec.<\/td><td>7:1,5 intelec<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>3<\/strong><\/td><td>0:0,5 formal<\/td><td>1,5:1 intelec<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>4<\/strong><\/td><td>2:1 intelec.<\/td><td>1:5 afetivo<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>5<\/strong><\/td><td>2:2 ambigual<\/td><td>1:0,5 formal<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>6<\/strong><\/td><td>0:0 formal<\/td><td>1:2,5 afetivo<\/td><td>X (tend. Afetiva)<\/td><\/tr><tr><td><strong>7<\/strong><\/td><td>0:1,5 afetivo<\/td><td>1:6 afetivo<\/td><td>X (tend. Afetiva)<\/td><\/tr><tr><td><strong>8<\/strong><\/td><td>0:0,5 afetivo<\/td><td>1:2 afetivo<\/td><td>X (tend. Afetiva)<\/td><\/tr><tr><td><strong>9<\/strong><\/td><td>0:0,5 afetivo<\/td><td>1:0,5 formal<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>10<\/strong><\/td><td>0:0 formal<\/td><td>1:0,5 formal<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>11<\/strong><\/td><td>0:0 formal<\/td><td>0:0 formal<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>12<\/strong><\/td><td>2:1,5 ambigual<\/td><td>1,5:1,5 ambigual<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>13<\/strong><\/td><td>1:1 formal<\/td><td>0:0 formal<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>14<\/strong><\/td><td>0:1 afetivo<\/td><td>1:0 formal<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>15<\/strong><\/td><td>0:2 afetivo<\/td><td>0:1,5 afetivo<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>16<\/strong><\/td><td>0:2 afetivo<\/td><td>0:1 formal<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>17<\/strong><\/td><td>1:1 formal<\/td><td>0:0,5 formal<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>18<\/strong><\/td><td>0:0,5 formal<\/td><td>0:0 formal<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>19<\/strong><\/td><td>2:0 intelec<\/td><td>5:0,5 intelec.<\/td><td>X (tend. Intelec)<\/td><\/tr><tr><td><strong>20<\/strong><\/td><td>0:0,5 formal<\/td><td>0:1 formal<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>21<\/strong><\/td><td>0:1,5 afetivo<\/td><td>0:0 formal<\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><strong>Total<\/strong><\/td><td><strong>19:18<\/strong><strong>9 casos &#8211; formal<\/strong><strong>3 casos &#8211; intel.<\/strong><strong>2 casos -ambig.<\/strong><strong>7 casos \u2013 afet.&nbsp;<\/strong><\/td><td><strong>22,5:25:5<\/strong><strong>10 casos \u2013 formal<\/strong><strong>3 casos \u2013 intelec.<\/strong><strong>1 caso \u2013 ambig.<\/strong><strong>7 casos \u2013 afet.<\/strong><\/td><td><strong>5 casos com tend\u00eancia diferente<\/strong><\/td><\/tr><tr><td colspan=\"4\">(A tabela mostra a distribui\u00e7\u00e3o na amostra dos \u00edndices acima referidos, indicativos da din\u00e2mica ps\u00edquica atual e de seus aspectos latentes (\u201cju\u00edzos de valor\u201d e ansiedade que, porventura, interfiram nesta din\u00e2mica). Al\u00e9m disso, comparando ambos os \u00edndices, buscamos&nbsp; a coer\u00eancia entre as din\u00e2micas ps\u00edquicas latentes e manifestas, e quando ocorreram, como se deram) Em vermelho os dois \u00fanicos casos em que aparecem de modo mais marcante a tend\u00eancia intelectual ou afetivo-emocional pois na maioria, predomina uma tend\u00eancia coartativa. Legenda: <strong>formal<\/strong> \u2013 sem predom\u00ednio da esfera intelectual e nem da afetivo-emocional no \u00edndice, <strong>Intel.<\/strong> \u2013 predom\u00ednio da esfera intelectual no \u00edndice, <strong>Ambig.<\/strong> \u2013 predom\u00ednio equivalente da esfera intelectual e afetivo-emocional no \u00edndice, <strong>Afet.<\/strong> \u2013 predom\u00ednio da esfera afetivo-emocional no \u00edndice.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td colspan=\"6\"><strong>Tabela XI \u2013 <\/strong>N\u00edvel de elabora\u00e7\u00e3o da Imagens perceptuais. Flexibilidade das imagens. An\u00e1lise das Respostas de Cor<\/td><\/tr><tr><td><strong>RC<\/strong><\/td><td><strong>C<\/strong><\/td><td><strong>P<\/strong><\/td><td><strong>Determ.<\/strong><strong>adicional<\/strong><\/td><td><strong>Carac.<\/strong><\/td><td><strong>Conte\u00fado<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>FC<\/td><td>6<\/td><td>II<\/td><td>(l)<\/td><td>positiva<\/td><td>Borboleta em flor.<\/td><\/tr><tr><td>FC<\/td><td>7<\/td><td>X<\/td><td>&#8211;<\/td><td>neutra<\/td><td>Azaleia.<\/td><\/tr><tr><td>FC<\/td><td>8<\/td><td>X<\/td><td>&#8211;<\/td><td>neutra<\/td><td>Flor vermelha.<\/td><\/tr><tr><td>CF<\/td><td>2<\/td><td>II<\/td><td>(ps)<\/td><td>positiva<\/td><td>Fogo saindo da nave.<\/td><\/tr><tr><td>CF<\/td><td>2<\/td><td>II<\/td><td>&#8211;<\/td><td>positiva<\/td><td>Tochas numa dan\u00e7a.<\/td><\/tr><tr><td>CF<\/td><td>2<\/td><td>II<\/td><td>&#8211;<\/td><td>positiva<\/td><td>Fogueira numa dan\u00e7a.<\/td><\/tr><tr><td>CF<\/td><td>2<\/td><td>VIII<\/td><td>Em adicional a m\u2019<\/td><td>positiva<\/td><td>Fogo saindo do Apolo.<\/td><\/tr><tr><td>CF<\/td><td>2<\/td><td>IX<\/td><td>&#8211;<\/td><td>negativa<\/td><td>Fogo usado em luta.<\/td><\/tr><tr><td>CF<\/td><td>5<\/td><td>VIII<\/td><td>&#8211;<\/td><td>positiva<\/td><td>\u00c1rvore da Serra que viu em Rondon\u00f3polis.<\/td><\/tr><tr><td>CF<\/td><td>6<\/td><td>IX<\/td><td>Em adicional a os<\/td><td>positiva<\/td><td>Nuvens coloridas que ocorrem no calor.<\/td><\/tr><tr><td>CF<\/td><td>6<\/td><td>X<\/td><td>&#8211;<\/td><td>neutra<\/td><td>Planta.<\/td><\/tr><tr><td>CF<\/td><td>7<\/td><td>II<\/td><td>&#8211;<\/td><td>negativa<\/td><td>Sangue de morcego eliminado.<\/td><\/tr><tr><td>CF<\/td><td>7<\/td><td>IX<\/td><td>&#8211;<\/td><td>neutra<\/td><td>Moita verde.<\/td><\/tr><tr><td>CF<\/td><td>7<\/td><td>X<\/td><td>&#8211;<\/td><td>neutra<\/td><td>P\u00e9talas de flor.<\/td><\/tr><tr><td>CF<\/td><td>9<\/td><td>IX<\/td><td>(ps)<\/td><td>positiva<\/td><td>Fuma\u00e7a com fogos de artif\u00edcio.<\/td><\/tr><tr><td>CF<\/td><td>9<\/td><td>X<\/td><td>&#8211;<\/td><td>positiva<\/td><td>Artesanato com flores e \u00e1rvores ca\u00eddas.<\/td><\/tr><tr><td>CF<\/td><td>14<\/td><td>VIII<\/td><td>&#8211;<\/td><td>neutra<\/td><td>Toco de \u00e1rvore.<\/td><\/tr><tr><td>CF<\/td><td>14<\/td><td>IX<\/td><td>&#8211;<\/td><td>neutra<\/td><td>Vaso de flor.<\/td><\/tr><tr><td>CF<\/td><td>14<\/td><td>X<\/td><td>&#8211;<\/td><td>neutra<\/td><td>Ramo de flor.<\/td><\/tr><tr><td>CF<\/td><td>20<\/td><td>IX<\/td><td>&#8211;<\/td><td>neutra<\/td><td>Mapa colorido.<\/td><\/tr><tr><td>CF<\/td><td>20<\/td><td>X<\/td><td>&#8211;<\/td><td>neutra<\/td><td>Planta mar\u00edtima.<\/td><\/tr><tr><td>CF<\/td><td>20<\/td><td>X<\/td><td>&#8211;<\/td><td>neutra<\/td><td>Quadro colorido.<\/td><\/tr><tr><td>CF<\/td><td>21<\/td><td>II<\/td><td>&#8211;<\/td><td>neutra<\/td><td>Jarro de flor.<\/td><\/tr><tr><td>CF<\/td><td>21<\/td><td>X<\/td><td>&#8211;<\/td><td>neutra<\/td><td>Planta.<\/td><\/tr><tr><td>CF<\/td><td>21<\/td><td>X<\/td><td>&#8211;<\/td><td>neutra<\/td><td>Flor.<\/td><\/tr><tr><td>C<\/td><td>2<\/td><td>X<\/td><td>(m\u2019)<\/td><td>neutra<\/td><td>Abstrato: brincadeira da natureza.<\/td><\/tr><tr><td>C<\/td><td>5<\/td><td>IX<\/td><td>&#8211;<\/td><td>neutra<\/td><td>Floresta.<\/td><\/tr><tr><td>C<\/td><td>5<\/td><td>IX<\/td><td>&#8211;<\/td><td>neutra<\/td><td>Planta.<\/td><\/tr><tr><td>C<\/td><td>12<\/td><td>II<\/td><td>(m\u2019)<\/td><td>negativa<\/td><td>Sangue saindo da vagina doente.<\/td><\/tr><tr><td>C<\/td><td>12<\/td><td>IX<\/td><td>(l\u2019)<\/td><td>negativa<\/td><td>Fluxo menstrual (conota\u00e7\u00e3o de doen\u00e7a)<\/td><\/tr><tr><td>C<\/td><td>12<\/td><td>X<\/td><td>&#8211;<\/td><td>negativa<\/td><td>\u00d3rg\u00e3os genitais internos<\/td><\/tr><tr><td>C<\/td><td>15<\/td><td>VIII<\/td><td>&#8211;<\/td><td>neutra<\/td><td>Abstrato: conjunto de cores como caricatura.<\/td><\/tr><tr><td>C<\/td><td>15<\/td><td>IX<\/td><td>&#8211;<\/td><td>neutra<\/td><td>Abstrato: conjunto de cores como caricatura.<\/td><\/tr><tr><td>C<\/td><td>16<\/td><td>IX<\/td><td>&#8211;<\/td><td>neutra<\/td><td>Sol.<\/td><\/tr><tr><td>C<\/td><td>17<\/td><td>X<\/td><td>&#8211;<\/td><td>neutra<\/td><td>Abstrato: jogo de cores numa pintura.<\/td><\/tr><tr><td>C<\/td><td>21<\/td><td>II<\/td><td>&#8211;<\/td><td>neutra<\/td><td>Passarinho porque t\u00eam passarinhos vermelhos<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"6\">(A tabela apresenta as respostas de movimento, indicando o tipo M \u2013 movimento humano, o tipo m \u2013 movimento animal e o tipo m\u2019 \u2013 emprego subjetivo do movimento; o caso da amostra (C na tabela) que expressou a resposta; o sexo da imagem (S na tabela), quando for o caso; a prancha (P na tabela) que eliciou a resposta, o tipo de movimento (T na tabela): flexor e extensor; e as caracter\u00edsticas do conte\u00fado da resposta.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td colspan=\"5\"><strong>Tabela XII \u2013 <\/strong>N\u00edvel de elabora\u00e7\u00e3o das Imagens Perceptuais. Flexibilidade na constru\u00e7\u00e3o das imagens. An\u00e1lise das respostas de perspectiva<\/td><\/tr><tr><td><strong>RPs<\/strong><\/td><td><strong>C<\/strong><\/td><td><strong>Prancha<\/strong><\/td><td><strong>Adicional<\/strong><\/td><td><strong>Caracter\u00edsticas<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Ps<\/td><td>2<\/td><td>II<\/td><td>&#8211;<\/td><td>Cena de dan\u00e7a croata<\/td><\/tr><tr><td>Ps<\/td><td>2<\/td><td>VI<\/td><td>&#8211;<\/td><td>Foguete decolando<\/td><\/tr><tr><td>Ps<\/td><td>2<\/td><td>VI<\/td><td>&#8211;<\/td><td>O v\u00f4o da F\u00eanix<\/td><\/tr><tr><td>Ps<\/td><td>2<\/td><td>VIII<\/td><td>(c)<\/td><td>Tigres escalando o Himalaia<\/td><\/tr><tr><td>Ps<\/td><td>5<\/td><td>VIII<\/td><td>&#8211;<\/td><td>Macaco mico-le\u00e3o em Serra<\/td><\/tr><tr><td>Ps<\/td><td>5<\/td><td>X<\/td><td>&#8211;<\/td><td>Gruta<\/td><\/tr><tr><td>Ps<\/td><td>17<\/td><td>IX<\/td><td>(l\u2019)<\/td><td>Algu\u00e9m escondido na nevoa.<\/td><\/tr><tr><td>Ps<\/td><td>19<\/td><td>IV<\/td><td>a m\u2019<\/td><td>Vulc\u00e3o explodindo<\/td><\/tr><tr><td>Ps<\/td><td>19<\/td><td>VI<\/td><td>a m\u2019<\/td><td>Vulc\u00e3o explodindo<\/td><\/tr><tr><td>ps<\/td><td>2<\/td><td>VI<\/td><td>(m\u2019)<\/td><td>Fuma\u00e7a do foguete.<\/td><\/tr><tr><td>ps<\/td><td>2<\/td><td>VI<\/td><td>&#8211;<\/td><td>Fuma\u00e7a do ninho da F\u00eanix<\/td><\/tr><tr><td>ps<\/td><td>2<\/td><td>VIII<\/td><td>(C)<\/td><td>Fuma\u00e7a do Apolo<\/td><\/tr><tr><td>ps<\/td><td>2<\/td><td>II<\/td><td>a CF<\/td><td>Fogo e fuma\u00e7a da nave.<\/td><\/tr><tr><td>ps<\/td><td>3<\/td><td>VII<\/td><td>(m\u2019)<\/td><td>Nuvens espalhando&nbsp;<\/td><\/tr><tr><td>ps<\/td><td>4<\/td><td>IV<\/td><td>(l\u2019)<\/td><td>Nevoeiro de tempestade<\/td><\/tr><tr><td>ps<\/td><td>5<\/td><td>VII<\/td><td>&#8211;<\/td><td>Nuvens&nbsp;<\/td><\/tr><tr><td>ps<\/td><td>6<\/td><td>VII<\/td><td>&#8211;<\/td><td>Nuvens<\/td><\/tr><tr><td>ps<\/td><td>6<\/td><td>IX<\/td><td>(CF)<\/td><td>Nuvens \u00e0 tarde<\/td><\/tr><tr><td>ps<\/td><td>9<\/td><td>IX<\/td><td>(CF)<\/td><td>Fogo e fuma\u00e7a de artificio<\/td><\/tr><tr><td>ps<\/td><td>15<\/td><td>VI<\/td><td>(C\u2019)<\/td><td>Nuvem<\/td><\/tr><tr><td>ps<\/td><td>18<\/td><td>IX<\/td><td>(C)<\/td><td>Paisagem distante&nbsp;<\/td><\/tr><tr><td>ps<\/td><td>19<\/td><td>VII<\/td><td>a m\u2019<\/td><td>Nuvens andando no c\u00e9u&nbsp;<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"5\">(A tabela apresenta s respostas de perspectiva indicando o tipo Ps ou ps, o caso da amostra que a apresentou, a prancha que a eliciou, se h\u00e1 outro determinante adicional, indicado pelos par\u00eanteses ou se a resposta de perspectiva foi a adicional a um outro determinante, as caracter\u00edsticas de conte\u00fado.)<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td colspan=\"5\"><strong>Tabela XII \u2013 <\/strong>N\u00edvel de elabora\u00e7\u00e3o das Imagens Perceptuais. Flexibilidade na constru\u00e7\u00e3o das imagens. An\u00e1lise das respostas de perspectiva<\/td><\/tr><tr><td><strong>RPs<\/strong><\/td><td><strong>C<\/strong><\/td><td><strong>Prancha<\/strong><\/td><td><strong>Adicional<\/strong><\/td><td><strong>Caracter\u00edsticas<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Ps<\/td><td>2<\/td><td>II<\/td><td>&#8211;<\/td><td>Cena de dan\u00e7a croata<\/td><\/tr><tr><td>Ps<\/td><td>2<\/td><td>VI<\/td><td>&#8211;<\/td><td>Foguete decolando<\/td><\/tr><tr><td>Ps<\/td><td>2<\/td><td>VI<\/td><td>&#8211;<\/td><td>O v\u00f4o da F\u00eanix<\/td><\/tr><tr><td>Ps<\/td><td>2<\/td><td>VIII<\/td><td>(c)<\/td><td>Tigres escalando o Himalaia<\/td><\/tr><tr><td>Ps<\/td><td>5<\/td><td>VIII<\/td><td>&#8211;<\/td><td>Macaco mico-le\u00e3o em Serra<\/td><\/tr><tr><td>Ps<\/td><td>5<\/td><td>X<\/td><td>&#8211;<\/td><td>Gruta<\/td><\/tr><tr><td>Ps<\/td><td>17<\/td><td>IX<\/td><td>(l\u2019)<\/td><td>Algu\u00e9m escondido na nevoa.<\/td><\/tr><tr><td>Ps<\/td><td>19<\/td><td>IV<\/td><td>a m\u2019<\/td><td>Vulc\u00e3o explodindo<\/td><\/tr><tr><td>Ps<\/td><td>19<\/td><td>VI<\/td><td>a m\u2019<\/td><td>Vulc\u00e3o explodindo<\/td><\/tr><tr><td>ps<\/td><td>2<\/td><td>VI<\/td><td>(m\u2019)<\/td><td>Fuma\u00e7a do foguete.<\/td><\/tr><tr><td>ps<\/td><td>2<\/td><td>VI<\/td><td>&#8211;<\/td><td>Fuma\u00e7a do ninho da F\u00eanix<\/td><\/tr><tr><td>ps<\/td><td>2<\/td><td>VIII<\/td><td>(C)<\/td><td>Fuma\u00e7a do Apolo<\/td><\/tr><tr><td>ps<\/td><td>2<\/td><td>II<\/td><td>a CF<\/td><td>Fogo e fuma\u00e7a da nave.<\/td><\/tr><tr><td>ps<\/td><td>3<\/td><td>VII<\/td><td>(m\u2019)<\/td><td>Nuvens espalhando&nbsp;<\/td><\/tr><tr><td>ps<\/td><td>4<\/td><td>IV<\/td><td>(l\u2019)<\/td><td>Nevoeiro de tempestade<\/td><\/tr><tr><td>ps<\/td><td>5<\/td><td>VII<\/td><td>&#8211;<\/td><td>Nuvens&nbsp;<\/td><\/tr><tr><td>ps<\/td><td>6<\/td><td>VII<\/td><td>&#8211;<\/td><td>Nuvens<\/td><\/tr><tr><td>ps<\/td><td>6<\/td><td>IX<\/td><td>(CF)<\/td><td>Nuvens \u00e0 tarde<\/td><\/tr><tr><td>ps<\/td><td>9<\/td><td>IX<\/td><td>(CF)<\/td><td>Fogo e fuma\u00e7a de artificio<\/td><\/tr><tr><td>ps<\/td><td>15<\/td><td>VI<\/td><td>(C\u2019)<\/td><td>Nuvem<\/td><\/tr><tr><td>ps<\/td><td>18<\/td><td>IX<\/td><td>(C)<\/td><td>Paisagem distante&nbsp;<\/td><\/tr><tr><td>ps<\/td><td>19<\/td><td>VII<\/td><td>a m\u2019<\/td><td>Nuvens andando no c\u00e9u&nbsp;<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"5\">(A tabela apresenta s respostas de perspectiva indicando o tipo Ps ou ps, o caso da amostra que a apresentou, a prancha que a eliciou, se h\u00e1 outro determinante adicional, indicado pelos par\u00eanteses ou se a resposta de perspectiva foi a adicional a um outro determinante, as caracter\u00edsticas de conte\u00fado.)<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td colspan=\"10\"><strong>Tabela XIV \u2013 <\/strong>N\u00edvel de elabora\u00e7\u00e3o das imagens perceptuais. Mecanismos inusuais de rea\u00e7\u00e3o que inferem na constru\u00e7\u00e3o das imagens. Associa\u00e7\u00f5es parasitas.<\/td><\/tr><tr><td rowspan=\"2\"><strong>Casos<\/strong><strong>\u2193<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>Fuga ao Est\u00edmulo<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>Fabula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>Libera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>Nomea\u00e7\u00e3o de Cor<\/strong><\/td><td rowspan=\"2\"><strong>Sim ou N\u00e3o<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>Prancha<\/strong><\/td><td><strong>n.\u00b0<\/strong><\/td><td><strong>Prancha<\/strong><\/td><td><strong>n.\u00b0<\/strong><\/td><td><strong>Prancha<\/strong><\/td><td><strong>n.\u00b0<\/strong><\/td><td><strong>Prancha<\/strong><\/td><td><strong>n.\u00b0<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>1<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>N<\/td><\/tr><tr><td><strong>2<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>III<\/td><td>3<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>3<\/strong><\/td><td>V<\/td><td>1<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>II, VIII, IX e X<\/td><td>4<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>4<\/strong><\/td><td>III<\/td><td>1<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>5<\/strong><\/td><td>VIII e IX<\/td><td>2<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>6<\/strong><\/td><td>Todas<\/td><td>10<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>7<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>II<\/td><td>1<\/td><td>III<\/td><td>1<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>8<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>N<\/td><\/tr><tr><td><strong>9<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>N<\/td><\/tr><tr><td><strong>10<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>N<\/td><\/tr><tr><td><strong>11<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>N<\/td><\/tr><tr><td><strong>12<\/strong><\/td><td>I, V e VIII<\/td><td>3<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>13<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>IV<\/td><td>1<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>14<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>II<\/td><td>1<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>15<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>X<\/td><td>1<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>16<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>I<\/td><td>1<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>17<\/strong><\/td><td>VI<\/td><td>1<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>18<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>N<\/td><\/tr><tr><td><strong>19<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>N<\/td><\/tr><tr><td><strong>20<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>N<\/td><\/tr><tr><td><strong>21<\/strong><\/td><td>I, II, V, VI, IX e X<\/td><td>6<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>Total de casos<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>7<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>3<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>3<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>2<\/strong><\/td><td><strong>13<\/strong><\/td><\/tr><tr><td colspan=\"10\">(A tabela mostra a presen\u00e7a ou n\u00e3o dos mecanismos inusuais de rea\u00e7\u00e3o de: fuga ao est\u00edmulo, fabula\u00e7\u00e3o, libera\u00e7\u00e3o e nomea\u00e7\u00e3o de cor, em cada caso, indicando o n\u00famero de vezes que ocorreram e em quais pranchas. H\u00e1 tamb\u00e9m, no final, o n\u00famero de caos que apresentou cada um dos mecanismo)<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td colspan=\"10\"><strong>Tabela XV \u2013 <\/strong>N\u00edvel de elabora\u00e7\u00e3o das imagens perceptuais. Mecanismos inusuais de rea\u00e7\u00e3o que inferem na constru\u00e7\u00e3o das imagens. Altera\u00e7\u00f5es no processo associativo.<\/td><\/tr><tr><td rowspan=\"2\"><strong>Casos<\/strong><strong>\u2193<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>Hostilidade<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>Repeti\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>Perplexidade<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>Inibi\u00e7\u00e3o ou Rejei\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td><td rowspan=\"2\"><strong>Sim ou N\u00e3o<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>Prancha<\/strong><\/td><td><strong>n.\u00b0<\/strong><\/td><td><strong>Prancha<\/strong><\/td><td><strong>n.\u00b0<\/strong><\/td><td><strong>Prancha<\/strong><\/td><td><strong>n.\u00b0<\/strong><\/td><td><strong>Prancha<\/strong><\/td><td><strong>n.\u00b0<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>1<\/strong><\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td>Exce\u00e7\u00e3o da III, I e VIII<\/td><td>7<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>2<\/strong><\/td><td>III<\/td><td><\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>3<\/strong><\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td>VI<\/td><td>1<\/td><td>I, II, V e VI<\/td><td>4<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>4<\/strong><\/td><td>III e VII<\/td><td>2<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td>VII e IX<\/td><td>2<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>5<\/strong><\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td>N<\/td><\/tr><tr><td><strong>6<\/strong><\/td><td>IV, V e VI<\/td><td>3<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>7<\/strong><\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td>VII<\/td><td>1<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>8<\/strong><\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td>I<\/td><td><\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>9<\/strong><\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td>V, VIII e IX<\/td><td>3<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>10<\/strong><\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td>III, IX e X<\/td><td>3<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>11<\/strong><\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td>IV, V e VI<\/td><td>3<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td>III, VII, VIII, IX e X<\/td><td>5<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>12<\/strong><\/td><td>I e IV<\/td><td>2<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td>Exce\u00e7\u00e3o I, II, IV e V<\/td><td>6<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>13<\/strong><\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td>II<\/td><td>1<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>14<\/strong><\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td>IX<\/td><td>1<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>15<\/strong><\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td>V e VI<\/td><td>2<\/td><td>IV<\/td><td>1<\/td><td>III e IV<\/td><td>2<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>16<\/strong><\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td>VII<\/td><td>1<\/td><td>V, VI, VII, IX e X<\/td><td>5<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>17<\/strong><\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td>VI, VIII e IX<\/td><td>3<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>18<\/strong><\/td><td>II e IX<\/td><td>2<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td>IV, VI, VII, VIII e X<\/td><td>5<\/td><td>Exce\u00e7\u00e3o I, II, V e IX<\/td><td>6<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>19<\/strong><\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td>II<\/td><td>1<\/td><td>II, VIII e X<\/td><td>3<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>20<\/strong><\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td>II, III, VII e VIII<\/td><td>4<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>21<\/strong><\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td>VII<\/td><td>1<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>Total de ocor-r\u00eancias<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>9 ocorr\u00eancias<\/strong><strong>&nbsp;Em 5 casos<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>6 ocorr\u00eancias em 3 casos<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>9 ocorr\u00eancias em 5 casos<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>57 ocorr\u00eancias em 17 casos<\/strong><\/td><td><strong>20 casos<\/strong><\/td><\/tr><tr><td colspan=\"10\">(A tabela mostra a presen\u00e7a ou n\u00e3o dos mecanismos inusuais de rea\u00e7\u00e3o de: fuga ao est\u00edmulo, fabula\u00e7\u00e3o, libera\u00e7\u00e3o e nomea\u00e7\u00e3o de cor, em cada caso, indicando o n\u00famero de vezes que ocorreram e em quais pranchas. H\u00e1 tamb\u00e9m, no final, o n\u00famero de caos que apresentou cada um dos mecanismos)<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td colspan=\"5\"><strong>Tabela XVI \u2013 <\/strong>N\u00edvel de elabora\u00e7\u00e3o das imagens perceptuais. Mecanismos inusuais de rea\u00e7\u00e3o que interferem na constru\u00e7\u00e3o das imagens. Altera\u00e7\u00f5es do processo associativo. An\u00e1lise das inibi\u00e7\u00f5es e rejei\u00e7\u00f5es<\/td><\/tr><tr><td rowspan=\"2\"><strong>Casos<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>Inibi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>Rejei\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>n.\u00b0 de pranchas<\/strong><\/td><td><strong>Pranchas<\/strong><\/td><td><strong>n.\u00b0 de pranchas<\/strong><\/td><td><strong>Pranchas<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>1<\/strong><\/td><td>1<\/td><td>VIII<\/td><td>6<\/td><td>IV, VI, VII, IX e X<\/td><\/tr><tr><td><strong>2<\/strong><\/td><td>1<\/td><td>VII e X<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>3<\/strong><\/td><td>3<\/td><td>I, II e V<\/td><td>1<\/td><td>VI<\/td><\/tr><tr><td><strong>4<\/strong><\/td><td>2<\/td><td>VII e IX<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>5<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>6<\/strong><\/td><td>1<\/td><td>VII<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>7<\/strong><\/td><td>1<\/td><td>VII e IX<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>8<\/strong><\/td><td>1<\/td><td>I<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>9<\/strong><\/td><td>3<\/td><td>V, VIII e IX<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>10<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>3<\/td><td>III, IX, e X<\/td><\/tr><tr><td><strong>11<\/strong><\/td><td>2<\/td><td>III e VIII<\/td><td>0<\/td><td>VII, IX e X<\/td><\/tr><tr><td><strong>12<\/strong><\/td><td>6<\/td><td>III, VI, VII, VIII, IX e X<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>13<\/strong><\/td><td>1<\/td><td>II<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>14<\/strong><\/td><td>1<\/td><td>IX<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>15<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>2<\/td><td>III e IV<\/td><\/tr><tr><td><strong>16<\/strong><\/td><td>4<\/td><td>V, VI, IX e X<\/td><td>1<\/td><td>VII<\/td><\/tr><tr><td><strong>17<\/strong><\/td><td>3<\/td><td>VI, VIII e IX<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>18<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>6<\/td><td>III, IV, VI, VII, VIII e X<\/td><\/tr><tr><td><strong>19<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>3<\/td><td>II, VIII e X<\/td><\/tr><tr><td><strong>20<\/strong><\/td><td>3<\/td><td>III, VII e VIII<\/td><td>1<\/td><td>II<\/td><\/tr><tr><td><strong>21<\/strong><\/td><td>1<\/td><td>VII<\/td><td>0<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"5\">(A tabela indica os casos da amostra que apresentaram inibi\u00e7\u00e3o ou rejei\u00e7\u00e3o e o n\u00famero de pranchas inibidas ou rejeitadas e quais foram elas)<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td colspan=\"8\"><strong>Tabela XVII \u2013 <\/strong>N\u00edvel de elabora\u00e7\u00e3o das imagens perceptuais. Mecanismos inusuais de rea\u00e7\u00e3o que revelam distor\u00e7\u00f5es da imagem<\/td><\/tr><tr><td rowspan=\"2\"><strong>Casos<\/strong><strong>\u2193<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>Condensa\u00e7\u00e3o de cor<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>Condensa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>Fragmenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td><td rowspan=\"2\"><strong>Sim ou N\u00e3o<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>n.\u00b0<\/strong><\/td><td><strong>Pranchas<\/strong><\/td><td><strong>n.\u00b0<\/strong><\/td><td><strong>Pranchas<\/strong><\/td><td><strong>n.\u00b0<\/strong><\/td><td><strong>Pranchas<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>1<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>N<\/td><\/tr><tr><td><strong>2<\/strong><\/td><td>1<\/td><td>VIII<\/td><td>2<\/td><td>I e VIII<\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>3<\/strong><\/td><td>1<\/td><td>X<\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>4<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>1<\/td><td>VII<\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>5<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>1<\/td><td>V<\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>6<\/strong><\/td><td>1<\/td><td>VIII<\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>7<\/strong><\/td><td>3<\/td><td>III, VIII e X<\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>1<\/td><td>III<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>8<\/strong><\/td><td>1<\/td><td>IX<\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>9<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>N<\/td><\/tr><tr><td><strong>10<\/strong><\/td><td>1<\/td><td>II<\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>11<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>N<\/td><\/tr><tr><td><strong>12<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>1<\/td><td>IX<\/td><td>1<\/td><td>VI<\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>13<\/strong><\/td><td>1<\/td><td>II<\/td><td>2<\/td><td>IVEVII<\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>14<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>N<\/td><\/tr><tr><td><strong>15<\/strong><\/td><td>1<\/td><td>II<\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>16<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>N<\/td><\/tr><tr><td><strong>17<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>N<\/td><\/tr><tr><td><strong>18<\/strong><\/td><td>1<\/td><td>IX<\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>19<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>N<\/td><\/tr><tr><td><strong>20<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>N<\/td><\/tr><tr><td><strong>21<\/strong><\/td><td>1<\/td><td>IX<\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>&#8211;<\/td><td><\/td><td>S<\/td><\/tr><tr><td><strong>Total&nbsp;<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>12<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>7<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>2<\/strong><\/td><td><strong>13<\/strong><\/td><\/tr><tr><td colspan=\"8\">(A tabela apresenta os casos que apresentaram condensa\u00e7\u00e3o de cor, condensa\u00e7\u00e3o e fragmenta\u00e7\u00e3o, indicando o n\u00famero de vezes e em quais probandos)<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td colspan=\"7\"><strong>Tabela XVIII \u2013 <\/strong>N\u00edvel de Categoriza\u00e7\u00e3o dos Significados. N\u00edvel de abstra\u00e7\u00e3o e de generaliza\u00e7\u00e3o das categorias<\/td><\/tr><tr><td><strong>Caso<\/strong><\/td><td><strong>%H<\/strong><\/td><td><strong>H:pH<\/strong><\/td><td><strong>Hg.:Hesp.<\/strong><\/td><td><strong>%A<\/strong><\/td><td><strong>A:pA<\/strong><\/td><td><strong>Ag.:Aesp.<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>1<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>0:0<\/td><td>0:0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>3:0<\/td><td>0:3<\/td><\/tr><tr><td><strong>2<\/strong><\/td><td>21<\/td><td>6:0<\/td><td>2:4<\/td><td>14<\/td><td>4:0<\/td><td>0:4<\/td><\/tr><tr><td><strong>3<\/strong><\/td><td>28<\/td><td>3:2<\/td><td>3:0<\/td><td>28<\/td><td>1:4<\/td><td>1:4<\/td><\/tr><tr><td><strong>4<\/strong><\/td><td>10<\/td><td>3:0<\/td><td>3:0<\/td><td>40<\/td><td>10:2<\/td><td>7:5<\/td><\/tr><tr><td><strong>5<\/strong><\/td><td>10<\/td><td>1:1<\/td><td>2:0<\/td><td>19<\/td><td>2:1<\/td><td>1:2<\/td><\/tr><tr><td><strong>6<\/strong><\/td><td>5<\/td><td>1:0<\/td><td>1:0<\/td><td>35<\/td><td>8:0<\/td><td>0:8<\/td><\/tr><tr><td><strong>7<\/strong><\/td><td>22<\/td><td>0:4<\/td><td>4:0<\/td><td>44<\/td><td>6:2<\/td><td>2:6<\/td><\/tr><tr><td><strong>8<\/strong><\/td><td>4<\/td><td>1:0<\/td><td>1:0<\/td><td>42<\/td><td>10:0<\/td><td>3:7<\/td><\/tr><tr><td><strong>9<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>0:0<\/td><td>1:0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>3:0<\/td><td>1:2<\/td><\/tr><tr><td><strong>10<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>0:0<\/td><td>0:0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>7:0<\/td><td>2:5<\/td><\/tr><tr><td><strong>11<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>0:0<\/td><td>0:0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>10:0<\/td><td>0:10<\/td><\/tr><tr><td><strong>12<\/strong><\/td><td>12<\/td><td>2:0<\/td><td>2:0<\/td><td>12<\/td><td>2:0<\/td><td>1:1<\/td><\/tr><tr><td><strong>13<\/strong><\/td><td>36<\/td><td>5:0<\/td><td>4:1<\/td><td>64<\/td><td>3:0<\/td><td>4:5<\/td><\/tr><tr><td><strong>14<\/strong><\/td><td>13<\/td><td>1:1<\/td><td>1:1<\/td><td>53<\/td><td>8:0<\/td><td>2:6<\/td><\/tr><tr><td><strong>15<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>0:0<\/td><td>0:0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>5:0&nbsp;<\/td><td>0:5<\/td><\/tr><tr><td><strong>16<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>2:2<\/td><td>4:0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>3:2<\/td><td>3:2<\/td><\/tr><tr><td><strong>17<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>3:2<\/td><td>4:1<\/td><td>&#8211;<\/td><td>4:0<\/td><td>2:2<\/td><\/tr><tr><td><strong>18<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>0:0<\/td><td>0:0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>2:0<\/td><td>0:2<\/td><\/tr><tr><td><strong>19<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>1:0<\/td><td>0:1<\/td><td>&#8211;<\/td><td>2:0<\/td><td>0:2<\/td><\/tr><tr><td><strong>20<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>0:0<\/td><td>0:0<\/td><td>&#8211;<\/td><td>4:0<\/td><td>1:3<\/td><\/tr><tr><td><strong>21<\/strong><\/td><td>10<\/td><td>2:0<\/td><td>2:0<\/td><td>43<\/td><td>8:1<\/td><td>3:6<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"7\">(a tabela apresenta, caso a caso, a %H, quando for o caso, a rela\u00e7\u00e3o H:pH (imagem humana integral verso partes humanas, a porcentagem de conte\u00fado animal (%A), a rela\u00e7\u00e3o A:pA (imagem animal integral verso parte animal), e a Hg:Hesp, ou seja, imagem humana gen\u00e9rica ou imagem humana espec\u00edfica, e o mesmo com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 imagem de conte\u00fado animal (gen\u00e9rica ou espec\u00edfica). Os valores considerados normais para a popula\u00e7\u00e3o m\u00e9dia s\u00e3o: com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 %H, de 10 a 20; com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 %A, de 28 a 46; com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 propor\u00e7\u00e3o H:pH e A:pA, 4:1. N\u00e3o existe avalia\u00e7\u00e3o estat\u00edstica quanto \u00e0 refer\u00eancia gen\u00e9rica ou espec\u00edfica do conte\u00fado humano ou animal, por\u00e9m, \u00e9 razo\u00e1vel se supor que a refer\u00eancia espec\u00edfica seja mais encontradi\u00e7a entre a popula\u00e7\u00e3o normal.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td colspan=\"5\"><strong>Tabela XIX \u2013 <\/strong>N\u00edvel de categoriza\u00e7\u00e3o dos significados. Atribui\u00e7\u00e3o valorativa ao significado da imagem<\/td><\/tr><tr><td><strong>Casos<\/strong><\/td><td><strong>Qualidade positiva<\/strong><\/td><td><strong>Caracter\u00edsticas agressivas<\/strong><\/td><td><strong>Deformidades ou doen\u00e7as<\/strong><\/td><td><strong>Neutro e superficial<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>1<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>1<\/td><td>2<\/td><\/tr><tr><td><strong>2<\/strong><\/td><td>5<\/td><td>1<\/td><td>1<\/td><td>6<\/td><\/tr><tr><td><strong>3<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>9<\/td><\/tr><tr><td><strong>4<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>2<\/td><td>5<\/td><td>14<\/td><\/tr><tr><td><strong>5<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>3<\/td><td>5<\/td><\/tr><tr><td><strong>6<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>14<\/td><\/tr><tr><td><strong>7<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>4<\/td><td>10<\/td><\/tr><tr><td><strong>8<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>11<\/td><\/tr><tr><td><strong>9<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>4<\/td><\/tr><tr><td><strong>10<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>7<\/td><\/tr><tr><td><strong>11<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>9<\/td><\/tr><tr><td><strong>12<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>2<\/td><td>13<\/td><td>2<\/td><\/tr><tr><td><strong>13<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>2<\/td><td>11<\/td><\/tr><tr><td><strong>14<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>10<\/td><\/tr><tr><td><strong>15<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>6<\/td><\/tr><tr><td><strong>16<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>3<\/td><td>8<\/td><\/tr><tr><td><strong>17<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>8<\/td><\/tr><tr><td><strong>18<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>2<\/td><\/tr><tr><td><strong>19<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>2<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><\/tr><tr><td><strong>20<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>5<\/td><\/tr><tr><td><strong>21<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>10<\/td><\/tr><tr><td><strong>Total<\/strong><\/td><td><strong>2,44% (5)<\/strong><\/td><td><strong>5,3% (11)<\/strong><\/td><td><strong>17,56% (36)<\/strong><\/td><td><strong>74,63% (153)<\/strong><\/td><\/tr><tr><td colspan=\"5\">(A tabela apresenta, caso a caso, uma distribui\u00e7\u00e3o das respostas de conte\u00fado humano e animal segundo apresentem qualidades positivas, caracter\u00edsticas agressivas, deformidades ou doen\u00e7as ou atribui\u00e7\u00e3o neutra e superficial. Ao final a porcentagem de cada atribui\u00e7\u00e3o no total das respostas)<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td colspan=\"4\"><strong>Tabela XX \u2013 <\/strong>N\u00edvel de categoriza\u00e7\u00e3o dos significados. Extens\u00e3o do Campo de interesses<\/td><\/tr><tr><td><strong>Casos<\/strong><\/td><td><strong>Vagos e cotidianos<\/strong><\/td><td><strong>Diferenciados e espec\u00edficos<\/strong><\/td><td><strong>For\u00e7as da Natureza e Armas agressivas<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>1<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><\/tr><tr><td><strong>2<\/strong><\/td><td>2<\/td><td>6<\/td><td>9<\/td><\/tr><tr><td><strong>3<\/strong><\/td><td>8<\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><\/tr><tr><td><strong>4<\/strong><\/td><td>6<\/td><td>1<\/td><td>2<\/td><\/tr><tr><td><strong>5<\/strong><\/td><td>7<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><\/tr><tr><td><strong>6<\/strong><\/td><td>8<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><\/tr><tr><td><strong>7<\/strong><\/td><td>4<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><\/tr><tr><td><strong>8<\/strong><\/td><td>11<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><\/tr><tr><td><strong>9<\/strong><\/td><td>5<\/td><td>2<\/td><td>0<\/td><\/tr><tr><td><strong>10<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><\/tr><tr><td><strong>11<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><\/tr><tr><td><strong>12<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>2<\/td><\/tr><tr><td><strong>13<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><\/tr><tr><td><strong>14<\/strong><\/td><td>5<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><\/tr><tr><td><strong>15<\/strong><\/td><td>5<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><\/tr><tr><td><strong>16<\/strong><\/td><td>1<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><\/tr><tr><td><strong>17<\/strong><\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><\/tr><tr><td><strong>18<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>1<\/td><td>0<\/td><\/tr><tr><td><strong>19<\/strong><\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><td>4<\/td><\/tr><tr><td><strong>20<\/strong><\/td><td>6<\/td><td>0<\/td><td>0<\/td><\/tr><tr><td><strong>21<\/strong><\/td><td>6<\/td><td>2<\/td><td>0<\/td><\/tr><tr><td><strong>Total de respostas e porcentagem<\/strong><\/td><td><strong>69,44% (75)<\/strong><\/td><td><strong>13,89% (15)<\/strong><\/td><td><strong>16,67% (18)<\/strong><\/td><\/tr><tr><td colspan=\"4\">(A tabela apresenta, caso a caso, a distribui\u00e7\u00e3o das categorias de conte\u00fado de acordo com tr\u00eas modalidades: vagos e cotidianos, diferenciados e espec\u00edficos e for\u00e7as da natureza e armas agressivas. Ao final, a porcentagem de cada subgrupo com rela\u00e7\u00e3o ao total de respostas e o n\u00famero total de casos que apresentaram o tipo de modalidade considerada.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td colspan=\"2\"><strong>Tabela XXI \u2013 <\/strong>Rela\u00e7\u00e3o (L+C\u2019):(C+nC+l) no v\u00e1rios casos<\/td><td><\/td><td><\/td><td colspan=\"4\"><strong>Tabela XXII \u2013 Apresenta\u00e7\u00e3o dos \u00edndices Af, Imp e Con na amostra<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>&nbsp; 1<\/strong><\/td><td>0:0<\/td><td><\/td><td><\/td><td><strong>1<\/strong><\/td><td><strong>&#8211;<\/strong><\/td><td><strong>&#8211;<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>2<\/strong><\/td><td>0,5:2<\/td><td><\/td><td><\/td><td><strong>2<\/strong><\/td><td>1,23<\/td><td>1,29<\/td><td>-3<\/td><\/tr><tr><td><strong>3<\/strong><\/td><td>0:4,5<\/td><td><\/td><td><\/td><td><strong>3<\/strong><\/td><td>2,6<\/td><td>0,625<\/td><td>50<\/td><\/tr><tr><td><strong>4<\/strong><\/td><td>0:3,5<\/td><td><\/td><td><\/td><td><strong>4<\/strong><\/td><td>1,73<\/td><td>0,36<\/td><td>64<\/td><\/tr><tr><td><strong>5<\/strong><\/td><td>0:3<\/td><td><\/td><td><\/td><td><strong>5<\/strong><\/td><td>1,28<\/td><td>0,29<\/td><td>56<\/td><\/tr><tr><td><strong>6<\/strong><\/td><td>1:2<\/td><td><\/td><td><\/td><td><strong>6<\/strong><\/td><td>0,64<\/td><td>0,5<\/td><td>43<\/td><\/tr><tr><td><strong>7<\/strong><\/td><td>4:2,5<\/td><td><\/td><td><\/td><td><strong>7<\/strong><\/td><td>2,00<\/td><td>0,33<\/td><td>-4<\/td><\/tr><tr><td><strong>8<\/strong><\/td><td>2:0,5<\/td><td><\/td><td><\/td><td><strong>8<\/strong><\/td><td>2,4<\/td><td>0,75<\/td><td>46<\/td><\/tr><tr><td><strong>9<\/strong><\/td><td>0:0,5<\/td><td><\/td><td><\/td><td><strong>9<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>10<\/strong><\/td><td>0,5:0,5<\/td><td><\/td><td><\/td><td><strong>10<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>11<\/strong><\/td><td>0:0<\/td><td><\/td><td><\/td><td><strong>11<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>12<\/strong><\/td><td>0:3,5<\/td><td><\/td><td><\/td><td><strong>12<\/strong><\/td><td>1,8<\/td><td>0,37<\/td><td>45<\/td><\/tr><tr><td><strong>13<\/strong><\/td><td>0,5:0,5<\/td><td><\/td><td><\/td><td><strong>13<\/strong><\/td><td>1,33<\/td><td>0,33<\/td><td>78<\/td><\/tr><tr><td><strong>14<\/strong><\/td><td>1:0<\/td><td><\/td><td><\/td><td><strong>14<\/strong><\/td><td>1,50<\/td><td>0,80<\/td><td>64<\/td><\/tr><tr><td><strong>15<\/strong><\/td><td>1,5:3,5<\/td><td><\/td><td><\/td><td><strong>15<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>16<\/strong><\/td><td>2:1<\/td><td><\/td><td><\/td><td><strong>16<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>17<\/strong><\/td><td>0:1<\/td><td><\/td><td><\/td><td><strong>17<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>18<\/strong><\/td><td>0:0,5<\/td><td><\/td><td><\/td><td><strong>18<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>19<\/strong><\/td><td>0:0<\/td><td><\/td><td><\/td><td><strong>19<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>20<\/strong><\/td><td>1:0<\/td><td><\/td><td><\/td><td><strong>20<\/strong><\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td><strong>21<\/strong><\/td><td>0:2,5<\/td><td><\/td><td><\/td><td><strong>21<\/strong><\/td><td>2,00<\/td><td>0,56<\/td><td>56<\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><strong>14:32,5<\/strong><\/td><td><strong>1:2,3<\/strong><\/td><td><\/td><td colspan=\"4\" rowspan=\"2\">(A tabela mostra os tr\u00eas \u00edndices mencionados, cujos valores normais s\u00e3o: Af \u2013 de 1,12 a 1,84; Imp \u2013 de 0,32 a 0,70 (e de 0,20 a 0,34 para normais n\u00e3o impulsivos ; e Con \u2013 de 44 a 54<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"3\">(A tabela mostra a rela\u00e7\u00e3o descrita nos v\u00e1rios casos e ao final procede a uma somat\u00f3ria dos dados fornecendo uma m\u00e9dia da rela\u00e7\u00e3o no total da amostra)<\/td><td><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td colspan=\"2\"><strong>Tabela XXIII \u2013 <\/strong>Apresenta\u00e7\u00e3o do n\u00famero de respostas na amostra<\/td><\/tr><tr><td><strong>1<\/strong><\/td><td>4<\/td><\/tr><tr><td><strong>2<\/strong><\/td><td>20<\/td><\/tr><tr><td><strong>3<\/strong><\/td><td>18<\/td><\/tr><tr><td><strong>4<\/strong><\/td><td>30<\/td><\/tr><tr><td><strong>5<\/strong><\/td><td>16<\/td><\/tr><tr><td><strong>6<\/strong><\/td><td>23<\/td><\/tr><tr><td><strong>7<\/strong><\/td><td>18<\/td><\/tr><tr><td><strong>8<\/strong><\/td><td>24<\/td><\/tr><tr><td><strong>9<\/strong><\/td><td>9<\/td><\/tr><tr><td><strong>10<\/strong><\/td><td>10<\/td><\/tr><tr><td><strong>11<\/strong><\/td><td>11<\/td><\/tr><tr><td><strong>12<\/strong><\/td><td>17<\/td><\/tr><tr><td><strong>13<\/strong><\/td><td>14<\/td><\/tr><tr><td><strong>14<\/strong><\/td><td>15<\/td><\/tr><tr><td><strong>15<\/strong><\/td><td>12<\/td><\/tr><tr><td><strong>16<\/strong><\/td><td>13<\/td><\/tr><tr><td><strong>17<\/strong><\/td><td>10<\/td><\/tr><tr><td><strong>18<\/strong><\/td><td>3<\/td><\/tr><tr><td><strong>19<\/strong><\/td><td>7<\/td><\/tr><tr><td><strong>20<\/strong><\/td><td>11<\/td><\/tr><tr><td><strong>21<\/strong><\/td><td>22<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\">(A tabela mostra o n\u00famero de respostas de cada caso. O valor normal deste \u00edndice \u00e9 29 a 53, ou seja, apenas 1 caso apresentou este \u00edndice dentro dos valores da normalidade (o caso 4))<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td colspan=\"8\"><strong>Tabela XXIV \u2013 <\/strong>Classifica\u00e7\u00e3o das Imagens em fun\u00e7\u00e3o do processo de simboliza\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias<\/td><\/tr><tr><td><strong>Caso<\/strong><\/td><td><strong>R1%<\/strong><\/td><td><strong>R2%<\/strong><\/td><td><strong>R3%<\/strong><\/td><td><strong>R4%<\/strong><\/td><td><strong>R5%<\/strong><\/td><td><strong>R6%<\/strong><\/td><td><strong>Total de Imagens<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>1<\/strong><\/td><td>50(2)<\/td><td>50(2)<\/td><td>(0)<\/td><td>(0)<\/td><td>(0)<\/td><td>(0)<\/td><td>4<\/td><\/tr><tr><td><strong>2<\/strong><\/td><td>16(3)<\/td><td>16(3)<\/td><td>5(1)<\/td><td>16(3)<\/td><td>42(8)<\/td><td>5(1)<\/td><td>19<\/td><\/tr><tr><td><strong>3<\/strong><\/td><td>56(10)<\/td><td>38(7)<\/td><td>(0)<\/td><td>6(1)<\/td><td>(0)<\/td><td>(0)<\/td><td>18<\/td><\/tr><tr><td><strong>4<\/strong><\/td><td>37(11)<\/td><td>44(13)<\/td><td>3(1)<\/td><td>13(4)<\/td><td>3(1)<\/td><td>(0)<\/td><td>30<\/td><\/tr><tr><td><strong>5<\/strong><\/td><td>37(6)<\/td><td>31(5)<\/td><td>27(3)<\/td><td>17(2)<\/td><td>3(1)<\/td><td>(0)<\/td><td>16<\/td><\/tr><tr><td><strong>6<\/strong><\/td><td>22(5)<\/td><td>70(16)<\/td><td>4(1)<\/td><td>4(1)<\/td><td>(0)<\/td><td>(0)<\/td><td>23<\/td><\/tr><tr><td><strong>7<\/strong><\/td><td>33(6)<\/td><td>39(7)<\/td><td>6(1)<\/td><td>22(4)<\/td><td>(0)<\/td><td>(0)<\/td><td>18<\/td><\/tr><tr><td><strong>8<\/strong><\/td><td>26(6)<\/td><td>65(15)<\/td><td>4(1)<\/td><td>4(1)<\/td><td>(0)<\/td><td>(0)<\/td><td>23<\/td><\/tr><tr><td><strong>9<\/strong><\/td><td>45(5)<\/td><td>45(5)<\/td><td>(0)<\/td><td>10(1)<\/td><td>(0)<\/td><td>(0)<\/td><td>11<\/td><\/tr><tr><td><strong>10<\/strong><\/td><td>29(2)<\/td><td>57(4)<\/td><td>(0)<\/td><td>14(1)<\/td><td>(0)<\/td><td>(0)<\/td><td>7<\/td><\/tr><tr><td><strong>11<\/strong><\/td><td>67(6)<\/td><td>33(3)<\/td><td>(0)<\/td><td>(0)<\/td><td>(0)<\/td><td>(0)<\/td><td>9<\/td><\/tr><tr><td><strong>12<\/strong><\/td><td>62(10)<\/td><td>19(3)<\/td><td>(0)<\/td><td>19(3)<\/td><td>(0)<\/td><td>(0)<\/td><td>16<\/td><\/tr><tr><td><strong>13<\/strong><\/td><td>31(4)<\/td><td>38(5)<\/td><td>8(1)<\/td><td>15(2)<\/td><td>8(1)<\/td><td>(0)<\/td><td>13<\/td><\/tr><tr><td><strong>14<\/strong><\/td><td>40(6)<\/td><td>33(5)<\/td><td>20(3)<\/td><td>7(1)<\/td><td>(0)<\/td><td>(0)<\/td><td>15<\/td><\/tr><tr><td><strong>15<\/strong><\/td><td>100(11)<\/td><td>(0)<\/td><td>(0)<\/td><td>(0)<\/td><td>(0)<\/td><td>(0)<\/td><td>11<\/td><\/tr><tr><td><strong>16<\/strong><\/td><td>73(8)<\/td><td>18(2)<\/td><td>(0)<\/td><td>9(1)<\/td><td>(0)<\/td><td>(0)<\/td><td>11<\/td><\/tr><tr><td><strong>17<\/strong><\/td><td>40(4)<\/td><td>50(5)<\/td><td>(0)<\/td><td>(0)<\/td><td>10(1)<\/td><td>(0)<\/td><td>10<\/td><\/tr><tr><td><strong>18<\/strong><\/td><td>33(1)<\/td><td>67(2)<\/td><td>(0)<\/td><td>(0)<\/td><td>(0)<\/td><td>(0)<\/td><td>3<\/td><\/tr><tr><td><strong>19<\/strong><\/td><td>57(4)<\/td><td>(0)<\/td><td>(0)<\/td><td>43(3)<\/td><td>(0)<\/td><td>(0)<\/td><td>7<\/td><\/tr><tr><td><strong>20<\/strong><\/td><td>63(7)<\/td><td>27(3)<\/td><td>10(1)<\/td><td>(0)<\/td><td>(0)<\/td><td>(0)<\/td><td>11<\/td><\/tr><tr><td><strong>21<\/strong><\/td><td>43(9)<\/td><td>33(7)<\/td><td>14(3)<\/td><td>10(2)<\/td><td>(0)<\/td><td>(0)<\/td><td>21<\/td><\/tr><tr><td><strong>T X<\/strong><\/td><td><strong>42,6(126)<\/strong><\/td><td><strong>37,8(112)<\/strong><\/td><td><strong>5,4(16)<\/strong><\/td><td><strong>10,1(30)<\/strong><\/td><td><strong>3,7(11)<\/strong><\/td><td><strong>0,4(1)<\/strong><\/td><td><strong>296<\/strong><\/td><\/tr><tr><td colspan=\"8\">(A tabela apresenta, caso a caso, a distribui\u00e7\u00e3o das imagens segundo a classifica\u00e7\u00e3o de R1 a R6 em cada caso, em n\u00fameros absolutos e em porcentagem. Apresenta tamb\u00e9m o n\u00famero de imagens por caso. Ao final h\u00e1 uma somat\u00f3ria dos diversos tipos de imagens e sua porcentagem com rela\u00e7\u00e3o ao todo).<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td colspan=\"8\"><strong>Tabela XXV \u2013 <\/strong>Sinais de Agressividade<\/td><\/tr><tr><td><strong>Casos<\/strong><\/td><td><strong>1<\/strong><strong>Sinal<\/strong><strong>BNS<\/strong><\/td><td><strong>2<\/strong><strong>Sinal<\/strong><strong>PG<\/strong><\/td><td><strong>3<\/strong><strong>Sinal<\/strong><strong>F<\/strong><strong><sup>+<\/sup><\/strong><strong><sub>c<\/sub><\/strong><\/td><td><strong>4<\/strong><strong>Sinal<\/strong><strong>Iv<\/strong><\/td><td><strong>5<\/strong><strong>Sinal<\/strong><strong>C<\/strong><\/td><td><strong>6<\/strong><strong>Sinal<\/strong><strong>CFI<\/strong><\/td><td><strong>Total (assinalados <\/strong><strong>\u2265<\/strong><strong>3 sinais)<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>1<\/strong><\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>N<\/td><td>S<\/td><td>N<\/td><td>S<\/td><td>4<\/td><\/tr><tr><td><strong>2<\/strong><\/td><td>N<\/td><td>N<\/td><td>N<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>3<\/td><\/tr><tr><td><strong>3<\/strong><\/td><td>S<\/td><td>N<\/td><td>N<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>4<\/td><\/tr><tr><td><strong>4<\/strong><\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>N<\/td><td>N<\/td><td>S<\/td><td>4<\/td><\/tr><tr><td><strong>5<\/strong><\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>N<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>5<\/td><\/tr><tr><td><strong>6<\/strong><\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>6<\/td><\/tr><tr><td><strong>7<\/strong><\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>6<\/td><\/tr><tr><td><strong>8<\/strong><\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>N<\/td><td>S<\/td><td>N<\/td><td>N<\/td><td>3<\/td><\/tr><tr><td><strong>9<\/strong><\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>N<\/td><td>N<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>4<\/td><\/tr><tr><td><strong>10<\/strong><\/td><td>S<\/td><td>N<\/td><td>N<\/td><td>N<\/td><td>N<\/td><td>N<\/td><td>1<\/td><\/tr><tr><td><strong>11<\/strong><\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>N<\/td><td>N<\/td><td>4<\/td><\/tr><tr><td><strong>12<\/strong><\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>6<\/td><\/tr><tr><td><strong>13<\/strong><\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>N<\/td><td>N<\/td><td>S<\/td><td>N<\/td><td>3<\/td><\/tr><tr><td><strong>14<\/strong><\/td><td>S<\/td><td>N<\/td><td>N<\/td><td>N<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>3<\/td><\/tr><tr><td><strong>15<\/strong><\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>6<\/td><\/tr><tr><td><strong>16<\/strong><\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>N<\/td><td>N<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>4<\/td><\/tr><tr><td><strong>17<\/strong><\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>N<\/td><td>N<\/td><td>S<\/td><td>N<\/td><td>3<\/td><\/tr><tr><td><strong>18<\/strong><\/td><td>S<\/td><td>N<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>5<\/td><\/tr><tr><td><strong>19<\/strong><\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>N<\/td><td>S<\/td><td>N<\/td><td>S<\/td><td>4<\/td><\/tr><tr><td><strong>20<\/strong><\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>6<\/td><\/tr><tr><td><strong>21<\/strong><\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>N<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>S<\/td><td>5<\/td><\/tr><tr><td><strong>Total de casos<\/strong><\/td><td><strong>20<\/strong><\/td><td><strong>16<\/strong><\/td><td><strong>9<\/strong><\/td><td><strong>13<\/strong><\/td><td><strong>15<\/strong><\/td><td><strong>16<\/strong><\/td><td><strong>20<\/strong><\/td><\/tr><tr><td colspan=\"8\">(A tabela apresenta a ocorr\u00eancia dos sinais de agressividade na amostra. Afinal, em quantos sujeitos cada sinal ocorreu e, considerando-se significativa a ocorr\u00eancia de 3 ou mais sinais, o n\u00famero de sujeitos da amostra que apresentaram os mesmos em n\u00edvel significativo)<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"6\">\n<li><strong>Conclus\u00f5es<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>A amostra escolhida para este trabalho limita o alcance de nossas conclus\u00f5es por alguns fatores:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>\u2013 Todos os examinandos encontravam-se em reclus\u00e3o j\u00e1 h\u00e1 alguns anos. \u00c9 poss\u00edvel que certas limita\u00e7\u00f5es encontradas, principalmente em n\u00edvel do campo de interesses possam se relacionar a isto ou ao baixo grau de instru\u00e7\u00e3o que a maiori deles apresenta<\/li>\n\n\n\n<li>\u2013 O grupo n\u00e3o pode ser tomado como representando os indiv\u00edduos violentos em geral. H\u00e1 uma parcela de criminosos violentos que n\u00e3o s\u00e3o condenados pois n\u00e3o s\u00e3o descobertos como autores dos crimes<\/li>\n\n\n\n<li>Parte dos sujeitos que selecionamos para aplicar a Prova de Rorschach recusou-se a faz\u00ea-lo. Que caracter\u00edsticas de personalidade possuiria este sub-grupo? Apresentariam este indiv\u00edduos as mesmas altera\u00e7\u00f5es cognitivas observadas no grupo aqui estudado?<\/li>\n\n\n\n<li>N\u00e3o procedemos a uma an\u00e1lise estat\u00edstica da amostra por n\u00e3o ser este nosso objetivo. Vis\u00e1vamos caracterizar os processos de apreens\u00e3o, representa\u00e7\u00e3o de imagens e simboliza\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias, nestes sujeitos. Foi o que realizamos nesta pesquisa.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>As caracter\u00edsticas encontradas nos processos cognitivos dos examinandos mostram elementos comuns muito frequentes e outros que aparecem apenas em parte da amostra. H\u00e1 ainda alguns ind\u00edcios que est\u00e3o presentes em apenas um ou outro sujeito da amostra mas que, em virtude de sua raridade na popula\u00e7\u00e3o m\u00e9dia, merecem ser analisados.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Os elementos mais frequentes encontrados na amostra s\u00e3o:<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Baixo n\u00famero de respostas no protocolo<\/li>\n\n\n\n<li>Baixo grau de seletividade a n\u00edvel da apreens\u00e3o e sele\u00e7\u00e3o dos est\u00edmulos<\/li>\n\n\n\n<li>Presen\u00e7a de confabula\u00e7\u00f5es ou respostas com supergeneraliza\u00e7\u00e3o apressada<\/li>\n\n\n\n<li>Baixo \u00edndice de elabora\u00e7\u00e3o (Z\/R rebaixado)<\/li>\n\n\n\n<li>Predom\u00ednio de imagens vagas sobre aquelas mais precisas<\/li>\n\n\n\n<li>Predom\u00ednio de determinantes de 3.\u00b0 e 2.\u00b0 n\u00edvel sobre aqueles de 1.\u00b0 n\u00edvel, com a ocorr\u00eancia de v\u00e1rios determinantes de 3.\u00b0 n\u00edvel<\/li>\n\n\n\n<li>Aus\u00eancia ou poucas respostas com determinante M<\/li>\n\n\n\n<li>Aus\u00eancia de respostas com determinante m\u2019<sub>2<\/sub><\/li>\n\n\n\n<li>Aus\u00eancia de FC em quase todos os casos e a presen\u00e7a de cor pura<\/li>\n\n\n\n<li>Todas as respostas de movimento s\u00e3o de tipo extensor<\/li>\n\n\n\n<li>Aus\u00eancia ou reduzido n\u00famero de respostas de luminosidade<\/li>\n\n\n\n<li>H\u00e1 rejei\u00e7\u00e3o ou inibi\u00e7\u00e3o, principalmente das pranchas VII e IX<\/li>\n\n\n\n<li>H\u00e1 predom\u00ednio de respostas com conte\u00fado humano integral sobre aqueles de parte humana e categoriza\u00e7\u00e3o humana gen\u00e9rica sobre a espec\u00edfica<\/li>\n\n\n\n<li>Na faixa de conte\u00fados h\u00e1 o predom\u00ednio das respostas vagas ou cotidianas<\/li>\n\n\n\n<li>As imagens de tipo R1 predominam sobre as imagens de tipo R2<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Formulamos algumas hip\u00f3teses com rela\u00e7\u00e3o ao significado psicol\u00f3gico destes dados.<\/p>\n\n\n\n<p>Silveira, baseando-se na teoria da personalidade que desenvolveu a partir dos fundamentos filos\u00f3ficos sistematizados por Comte, considera a inclina\u00e7\u00e3o social humana como inclina\u00e7\u00e3o natural e necess\u00e1ria \u00e0 participa\u00e7\u00e3o dos sentimentos sociais mais diferenciados na mobiliza\u00e7\u00e3o e modula\u00e7\u00e3o do interesse do indiv\u00edduo pela realidade exterior e sua integra\u00e7\u00e3o subjetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Em trabalho anterior (1990) em co-autoria com Mendes Filho e Coelho, analisamos os processos cognitivos de indiv\u00edduos que apresentam personalidade psicop\u00e1tica hiperemotiva, que se caracteriza por uma hipersensibilidade egoc\u00eantrica ao n\u00edvel do relacionamento interpessoal (Dist\u00farbio Histri\u00f4nico de Personalidade segundo o DSM-III-R (1989)).<\/p>\n\n\n\n<p>Nestes sujeitos encontramos elevado n\u00famero de respostas e um conjunto de altera\u00e7\u00f5es cognitivas caracterizado principalmente por irrup\u00e7\u00e3o desenfreada de imagens \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o dos est\u00edmulos, imagens estas muitas vezes condensadas, com frequ\u00eancia associadas a muita fabula\u00e7\u00e3o e uma&nbsp; tend\u00eancia persistente em estabelecer rela\u00e7\u00f5es entre os perceptos, ainda que, na maior parte das vezes, a partir de crit\u00e9rios muito subjetivos. Ou seja, ocorre nos hiperemotivos um rico plano de fantasias que, em fun\u00e7\u00e3o da intensa repercuss\u00e3o afetiva, se sobrep\u00f5e \u00e0 realidade, levando o sujeito a sempre buscar um significado oculto, mais amplo nas experi\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Haver\u00e1 como consequ\u00eancia intenso subjetivismo com egocentrismo. Interpretamos esta perturba\u00e7\u00e3o cognitiva como decorrente da interfer\u00eancia da afetividade sobre a cogni\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O modelo por n\u00f3s adotado, como referimos anteriormente, \u00e9 sist\u00eamico e considera a rela\u00e7\u00e3o cont\u00ednua entre os tr\u00eas setores da personalidade (afetividade, cona\u00e7\u00e3o e cogni\u00e7\u00e3o ou intelig\u00eancia).<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, ao analisarmos as altera\u00e7\u00f5es que encontramos nos sujeitos da nossa amostra de violentos, verificamos que ocorrem altera\u00e7\u00f5es em sentido inverso, por assim dizer<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>\u2013 O baixo n\u00famero de respostas, apesar de haver o desejo de coopera\u00e7\u00e3o (na medida do que isto era poss\u00edvel) dos examinando, estaria possivelmente indicando certo desinteresse ou mesmo pobreza associativa. Este dado \u00e9 concordante com aqueles referidos pela maioria dos autores, como \u00e9 o caso de Pais (1989), Timsit (1987), Parisi et al. (1992) e Anastas\u00edades, citado por Pais (1989).<\/li>\n\n\n\n<li>\u2013 A ocorr\u00eancia de baixo grau de seletividade a n\u00edvel da sele\u00e7\u00e3o dos est\u00edmulos, a tend\u00eancia \u00e0 confabula\u00e7\u00e3o, o baixo \u00edndice de elabora\u00e7\u00e3o e o predom\u00ednio das imagens vagas sobre as precisas, indica que estes indiv\u00edduos mant\u00e9m um contato extremamente superficial com a realidade, voltando-se apenas aos elementos mais concretos que se imp\u00f5em por si mesmos, ou seja, os aspectos mais \u00f3bvios das situa\u00e7\u00f5es, tendendo a manifestar no plano cognitivo a mesma impulsividade que apresentam a n\u00edvel da a\u00e7\u00e3o expl\u00edcita, ou seja, a partir de pequenos ind\u00edcios, extraem conclus\u00f5es precipitadas. Em nosso entender, n\u00e3o apenas por causa da elevada impulsividade e das puls\u00f5es agressivas, mas tamb\u00e9m porque n\u00e3o apresentam sensibilidade diferenciada que os mobilize a interessar-se pela realidade externa e module seus impulsos. Curiosamente, no caso dos hiperemotivos analisados no trabalho anterior j\u00e1 citado (1990), o subjetivismo n\u00e3o decorre da aprecia\u00e7\u00e3o superficial da realidade, mas do fato de projetarem sobre esta fantasias egoc\u00eantricas e de superestima, e de, em fun\u00e7\u00e3o da intensa repercuss\u00e3o emocional, n\u00e3o serem capazes de abstrair certos dados mais concretos e \u00f3bvios, formando imagens condensadas, cuja deforma\u00e7\u00e3o decorre da intensa resson\u00e2ncia emocional, que evoca sincreticamente experi\u00eancias pregressas. Como vemos, din\u00e2mica inversa \u00e0 descrita para os sujeitos de \u201cfeitio\u201d violento, o que, em nosso entender, sugere que as altera\u00e7\u00f5es cognitivas aqui encontradas no indiv\u00edduos violentos, n\u00e3o decorre apenas de sua elevada impulsividade, mas tamb\u00e9m da incapacidade de sofre\u00e1-la, da insensibilidade mais diferenciada a n\u00edvel de sentimentos, levando-os a apresentar mesmo uma certa retra\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade. Esta somente vem interessar-lhes quando motivados por seus impulsos fragment\u00e1rios e parciais. O resultado ser\u00e1 a n\u00edvel cognitivo, uma no\u00e7\u00e3o da realidade como um mosaico fragment\u00e1rio ou como impress\u00f5es gerais moment\u00e2neas ou por vaga evoca\u00e7\u00e3o passada. H\u00e1 incapacidade de reunir os dados das experi\u00eancias, num sentido mais amplo, unificando-as e relacionando as diversas experi\u00eancias num sentido de exist\u00eancia, que s\u00f3 pode ser fornecido pelo meio sociocultural (Esta \u00e9 a natureza social humana referida pelos autores). Contrariamente aos indiv\u00edduos normais e mesmo aqueles hiperemotivos, os examinandos violentos apresentam um escassa produ\u00e7\u00e3o imaginativa.<\/li>\n\n\n\n<li>\u2013 As imagens mentais s\u00e3o vagas, imprecisas e eles n\u00e3o tendem a estabelecer rela\u00e7\u00f5es entre as mesmas. Esta outra caracter\u00edstica de seus protocolos confirma a hip\u00f3tese acima aventada. Estes indiv\u00edduos s\u00e3o incapazes (ou t\u00eam muito prejudicada esta capacidade) de evocar as experi\u00eancias passadas e situ\u00e1-las no contexto atual, correlacionando-as com a situa\u00e7\u00e3o presente. Tal din\u00e2mica lev\u00e1-los-\u00e1 a vivenciar a realidade como um presente imediato que fixam imprecisamente e de modo fragment\u00e1rio, dificultando tamb\u00e9m a prospec\u00e7\u00e3o. Estes sujeitos por n\u00f3s analisados vivenciam um presente que sofre pouca influ\u00eancia das experi\u00eancias passadas e n\u00e3o se mobilizam no sentido de prever as situa\u00e7\u00f5es futuras. O presente, portanto, \u00e9 caracterizado por uma no\u00e7\u00e3o muito vaga e imprecisa, principalmente influenciada pelos impulsos atuais, quase reativos, muito egoc\u00eantricos e dissociados. Se procedermos a uma verifica\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas das imagens vagas e de quais os determinantes a elas associados, poderemos ter uma ideia do grau de flexibilidade que estes indiv\u00edduos apresentam para constru\u00e7\u00e3o das imagens, que j\u00e1 constatamos ser pequena mas resta compreender mais precisamente como se d\u00e1 esta deforma\u00e7\u00e3o da capacidade de simbolizar as experi\u00eancias.\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>\u00a0\u2013 H\u00e1 predom\u00ednio de determinantes de terceiro e de segundo n\u00edvel sobre aqueles de primeiro n\u00edvel, muito poucas respostas de movimento humano ou mesmo aus\u00eancia total, poucas respostas de movimento animal, a aus\u00eancia de determinantes FC (na maioria dos casos) e a presen\u00e7a de respostas de cor pura, redu\u00e7\u00e3o das respostas de luminosidade e, quando a respostas de movimento predominam amplamente as respostas de\u00a0 tipo extensor, mesmo naquelas em que h\u00e1 emprego subjetivo do movimento (n\u00e3o h\u00e1 determinantes tipo m\u2019<sub>2<\/sub> em nenhum protocolo). Estes dados definem quais s\u00e3o os fatores que determinam tamanha imprecis\u00e3o das imagens mentais destes examinandos. Eles acham-se submetidos \u00e0 influ\u00eancia maci\u00e7a de impulsos destrutivos, que tornam sua percep\u00e7\u00e3o da realidade fragment\u00e1ria. Est\u00e3o ausentes quase todos os ind\u00edcios significativos da capacidade de sofrear os impulsos e postergar a satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades. Assim, as necessidades despertadas por impulsos impregnam a percep\u00e7\u00e3o da realidade e o indiv\u00edduo \u00e9 incapaz de integrar os dados percebidos num processo mais rico de constru\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica.<\/li>\n\n\n\n<li>\u2013 \u00c9 interessante constatar que s\u00e3o muito poucos os casos que apresentam imagens com evidente conte\u00fado agressivo. Com rela\u00e7\u00e3o a este aspecto, nossos dados s\u00e3o concordantes com aqueles encontrados por Timsit e Bastin (1987), ainda que interpretemos o fato de modo algo diverso. Timsit evoca o que denomina fun\u00e7\u00e3o compensadora da fantasia. Ora, a presen\u00e7a de fantasias num protocolo, quando suficientemente elaboradas, n\u00e3o seria o fator que propicia a conten\u00e7\u00e3o da agressividade manifesta mas o resultado da capacidade de cont\u00ea-las, ou seja, o indiv\u00edduo apenas pode compensar impulsos agressivos com fantasias por possuir sensibilidade para com os outros. O indiv\u00edduo violento apresenta poucas fantasias pois encontra-se a merc\u00ea de seus impulsos prim\u00e1rios, sendo insuficiente sua sensibilidade diferenciada a n\u00edvel da sociabilidade, n\u00e3o surgir\u00e3o conflitos subjetivos representados nas fantasias. A interessante considera\u00e7\u00e3o de Heraut (1987) quando refere ser fundamental a an\u00e1lise do grau de simboliza\u00e7\u00e3o dos impulsos agressivos no protocolo, \u00e9 concordante com nossos achados. H\u00e1 poucas respostas onde os conte\u00fados agressivos s\u00e3o projetados em movimentos humanos ou animais e, se verificarmos a distribui\u00e7\u00e3o das imagens de acordo com o grau e din\u00e2mica do processo de simboliza\u00e7\u00e3o, segundo o m\u00e9todo e classifica\u00e7\u00e3o de imagens proposto por Coelho (1992), verificamos que h\u00e1 nos sujeitos de nossa amostra o predom\u00ednio das imagens de tipo R1. Isto indica que as experi\u00eancias destes indiv\u00edduos \u00e9 mais pr\u00f3xima \u00e0 daquela dos psic\u00f3ticos, regendo-se a n\u00edvel das experi\u00eancias por constru\u00e7\u00f5es muito subjetivas, impregnadas de rea\u00e7\u00f5es afetivo-emocionais prim\u00e1rias. Este grupo, tamb\u00e9m neste aspecto pr\u00f3ximo \u00e0quele dos psic\u00f3ticos \u00e9 o que menos se rege por elabora\u00e7\u00f5es dedutivo-criativas, relacionadas com o maior grau de simboliza\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias. \u00c9 interessante verificar que quando comparamos nosso grupo com aquele que Coelho comparara em trabalho anterior (1993 II), constatamos que o grupo que mais se utiliza de fantasias constru\u00eddas simbolicamente (mas ainda de tipo imaturo) (predom\u00ednio de R4), que possivelmente incluiriam as fantasias agressiva, n\u00e3o \u00e9 o grupo dos psic\u00f3ticos ou dos violentos mas o dos neur\u00f3ticos ou daqueles do \u201cpensamento m\u00e1gico\u201d.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>H\u00e1 outros \u00edndices encontrados na amostra que, em nosso ver, evidenciam a altera\u00e7\u00e3o dos sentimentos mais diferenciados.<\/p>\n\n\n\n<p>A emo\u00e7\u00e3o, segundo a orienta\u00e7\u00e3o que seguimos \u00e9 a cont\u00ednua repercuss\u00e3o as no\u00e7\u00f5es, ou seja, toda experi\u00eancia vivida apresenta simultaneamente dois componentes: o cognitivo, que resulta da apreens\u00e3o e elabora\u00e7\u00e3o das no\u00e7\u00f5es, e os afetos, que \u00e9 o impacto das pr\u00f3prias experi\u00eancias. O nexo din\u00e2mico entre ambos corresponde \u00e0 emo\u00e7\u00e3o. Trata-se, portanto, de um processo cont\u00ednuo, e n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel compreender-se as motiva\u00e7\u00f5es sem levar em conta o processo emocional.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, quando ocorre inibi\u00e7\u00e3o perante algumas pranchas, este bloqueio do trabalho cognitivo estaria na depend\u00eancia de uma incapacidade intrinsecamente cognitiva ou de intensa repercuss\u00e3o emocional disf\u00f3rica. Na experi\u00eancia de interpretar formas apresentadas na prancha especificamente rejeitada, podemos supor que algum aspecto da mesma provocou no probando uma repercuss\u00e3o afetiva disf\u00f3rica que bloqueou seu pensamento ou ele foi incapaz de atribuir um significado \u00e0 mancha, por suas dificuldades cognitivas intr\u00ednsecas.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"6\">\n<li>\u2013 Como hip\u00f3tese, formulamos a seguinte explica\u00e7\u00e3o para uma ocorr\u00eancia denominada por Orr de choque ao \u201cvazio\u201d, que foi frequente em nossa amostra. Os espa\u00e7os centrais bastante n\u00edtidos nas pranchas VII e IX evocam a no\u00e7\u00e3o de obst\u00e1culos para os sujeitos analisados e, assim, mobilizam seus impulsos destrutivos. Estas pranchas, entretanto, possuem tamb\u00e9m outras caracter\u00edsticas. S\u00e3o pranchas onde h\u00e1 nuances leves e mistura di\u00e1fana de cores. Conforme considera Muchielli, citado por Coelho (1980) a prancha IX surge como est\u00edmulo para que o indiv\u00edduo integre seus sentimentos mais diferenciados, principalmente ligados ao apego, n\u00e3o pode ocorrer nestes casos, gerando emo\u00e7\u00f5es muito disf\u00f3ricas que o indiv\u00edduo n\u00e3o consegue simbolizar. Da\u00ed o fato dos autores, em geral, ligarem o choque ao vazio a sintomas de abandono e desampara e \u00e0 imagem negativa da m\u00e3e, al\u00e9m da incapacidade de amar.<\/li>\n\n\n\n<li>\u2013 H\u00e1 outros dados encontrados muito frequentemente na amostra, que podem contribuir para com a compreens\u00e3o da din\u00e2mica analisada. A frequente aus\u00eancia de respostas de conte\u00fado humano e o predom\u00ednio das imagens humanas com refer\u00eancia gen\u00e9rica confrontada com aquelas de refer\u00eancia espec\u00edfica, muitas vezes acompanhadas de sentimentos de desagrado e com atribui\u00e7\u00e3o de deformidades ou doen\u00e7as aos conte\u00fados percebidos, s\u00e3o tamb\u00e9m indicativos da indiferen\u00e7a e mesmo falta de interesse e sensibilidade a n\u00edvel do relacionamento interpessoal. Enfim, o fato de que tamb\u00e9m as pranchas VIII e X foram frequentemente tamb\u00e9m rejeitadas, confirma a dificuldade em integrar os impulsos ao conv\u00edvio social por insuficiente sensibilidade aos significados relativos a outrem.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Como s\u00edntese consideramos que a incapacidade de integra\u00e7\u00e3o dos impulsos destrutivos suscitado pela percep\u00e7\u00e3o vaga de obst\u00e1culos (choque ao vazio) impede que o sujeito possa encontrar significado preciso para o obst\u00e1culo e, assim, como sugerem outros ind\u00edcios da prova, manifeste diretamente o ato agressivo.<\/p>\n\n\n\n<p>A interpreta\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica de que o fen\u00f4meno do choque ao vazio estaria indicando sintomas do \u201ccomplexo do abandono\u201d, imagem negativa da m\u00e3e e viv\u00eancia de desamor da m\u00e3e, n\u00e3o pode ser refutada, contudo, \u00e9 l\u00edcito supor que, se o indiv\u00edduo n\u00e3o se mostra sens\u00edvel \u00e0 rela\u00e7\u00e3o de apego, \u00e9 bastante prov\u00e1vel que apresente distanciamento afetivo em suas rela\u00e7\u00f5es com a m\u00e3e, com no\u00e7\u00f5es de objeto muito negativas. O risco aqui, \u00e9&nbsp; tomar a viv\u00eancia respectiva e reelaborada posteriormente pelo sujeito, em an\u00e1lise, como confirma\u00e7\u00e3o de dados pr\u00e9-verbais, e conceber a g\u00eanese do dist\u00farbio como dependente da rela\u00e7\u00e3o concreta com a m\u00e3e. Esta, no entanto, \u00e9 uma quest\u00e3o pol\u00eamica, pois mesmo a psican\u00e1lise n\u00e3o postula a ocorr\u00eancia concreta das experi\u00eancias evocadas durante a an\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra poss\u00edvel decorr\u00eancia dos dados analisados \u00e9 a suposi\u00e7\u00e3o de que os sujeitos violentos com a din\u00e2mica anteriormente descrita, n\u00e3o reajam emocionalmente com \u00f3dio ou raiva aos atos violentos. Mais provavelmente, surgiram sentimentos de perplexidade ao constatarem o resultado de suas a\u00e7\u00f5es violentas. A falta de sensibilidade e a incapacidade de simboliza\u00e7\u00e3o dos obst\u00e1culos, poder\u00e1 ter como resultado a aus\u00eancia de codifica\u00e7\u00e3o para as emo\u00e7\u00f5es que normalmente surgem perante os obst\u00e1culos \u00e0s nossas inten\u00e7\u00f5es. Emo\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre a repercuss\u00e3o afetiva das no\u00e7\u00f5es. Se a no\u00e7\u00e3o \u00e9 extremamente vaga, ser\u00e1 bastante dif\u00edcil encontrar no c\u00f3digo social uma defini\u00e7\u00e3o clara para ela, compartilhada pelos demais.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"8\">\n<li>\u2013 A pequena frequ\u00eancia de respostas com determinantes luminosidade, que os autores geralmente indicam como sugestivos de falta de ansiedade, e por n\u00f3s interpretada de modo algo diverso. Silveira (1968) considera que as respostas de luminosidade n\u00e3o s\u00e3o apenas indicativas de ansiedade, mas se correlacionam com a vida emocional. A baixa frequ\u00eancia destas respostas em protocolos de Rorschach indica tamb\u00e9m a falta de sensibilidade ao n\u00edvel do relacionamento interpessoal. Cabe, no entanto, analisar o tipo de respostas de luminosidade que apareceram na amostra, ainda que isto n\u00e3o tenha sido muito frequente.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Desta forma passaremos a analisar agora os dados encontrados na amostra que foram um pouco menos frequentes, ficando num segundo plano. S\u00e3o eles:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Preju\u00edzo na capacidade de manter est\u00e1vel a aten\u00e7\u00e3o, principalmente em situa\u00e7\u00f5es de maior impacto afetivo<\/li>\n\n\n\n<li>A presen\u00e7a de respostas C+CF>FC<\/li>\n\n\n\n<li>A ocorr\u00eancia do fen\u00f4meno de condensa\u00e7\u00e3o de cor<\/li>\n\n\n\n<li>l>L+l\u2019<\/li>\n\n\n\n<li>ocorr\u00eancia do mecanismo de fuga ao est\u00edmulo e hostilidade<\/li>\n\n\n\n<li>presen\u00e7a de inibi\u00e7\u00e3o ou rejei\u00e7\u00e3o nas pranchas VIII, IX e X (j\u00e1 discutidos anteriormente)<\/li>\n\n\n\n<li>quando h\u00e1 ocorr\u00eancia de respostas de luminosidade e de cor, (L+C\u2019):(C+nC+l)<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Os significados psicol\u00f3gicos a n\u00edvel da cogni\u00e7\u00e3o mais prov\u00e1veis para estes dados s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>\u2013 As imagens com determinante luminosidade mais frequentes na amostra foram as do tipo C\u2019. Em geral, o significado atribu\u00eddo a este tipo de determinante \u00e9 o de assimila\u00e7\u00e3o emocional das experi\u00eancias durante o processo de acultura\u00e7\u00e3o. Trata-se de uma assimila\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias de modo indutivo. Klopfer (1956) considera que grande quantidade de respostas com determinante C\u2019 revelam que o indiv\u00edduo aprendeu a temer os seus afetos em virtude de experi\u00eancias desagrad\u00e1veis. \u00c9 o tipo de experi\u00eancia emocional mais comum nos indiv\u00edduos impulsivos. No caso dos nossos probandos, entretanto, as respostas com determinante C\u2019 possuem, em sua maioria, formas vagas e imprecisas. Ou seja, ainda que haja ind\u00edcios da ocorr\u00eancia de experi\u00eancias pregressas negativas, possivelmente relacionadas com a sua elevada impulsividade, estes indiv\u00edduos t\u00eam dificuldade em identific\u00e1-las precisamente. Assim, provavelmente, o significado psicol\u00f3gico associado ser\u00e1 o de temor e de sentimentos de amea\u00e7a, em determinadas circunst\u00e2ncias que o sujeito, no entanto, n\u00e3o consegue definir muito bem. Esta suposi\u00e7\u00e3o \u00e9, entretanto, apenas provis\u00f3ria e necessitaria de outros dados para ser confirmada ou refutada.\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>\u2013 Outro aspecto tamb\u00e9m encontrado na amostra foi a ocorr\u00eancia maior de respostas com determinante <em>l<\/em> do que aquelas do tipo L ou l\u2019, ou seja, na amostra, l>L+l\u2019. A compreens\u00e3o do significado psicol\u00f3gico deste dado, \u00e9 ainda pouco clara. Coelho (1980) refere que as respostas com determinante <em>l<\/em> representam experi\u00eancias menos diferenciadas que aquelas com determinantes L e C\u2019. Envolvem participa\u00e7\u00e3o sincr\u00e9tica da afetividade, relacionada com sensa\u00e7\u00f5es t\u00e1teis, e caracter\u00edsticas da fase egoc\u00eantrica. Alguns autores, como Klopfer (1956) interpretam-nas como a persist\u00eancia de necessidades infantis prim\u00e1rias de afeto e amor. Entretanto, n\u00e3o h\u00e1 nestas circunst\u00e2ncias considera\u00e7\u00e3o para com os limites do outro. Tratam-se possivelmente, de exig\u00eancias tir\u00e2nicas, desp\u00f3ticas, de afeto, impregnadas de necessidade de dom\u00ednio. Esta interpreta\u00e7\u00e3o, no entanto, \u00e9 tamb\u00e9m provis\u00f3ria, necessitando melhor observa\u00e7\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li>\u2013 Um fator que hav\u00edamos descrito como sinal de agressividade em trabalho anterior (1988), o rebaixamento da porcentagem de F<sup>+<\/sup> nas pranchas coloridas, esteve presente em apenas metade da amostra. Ou seja, apenas em uma parcela dos examinandos violentos ocorre o preju\u00edzo da efic\u00e1cia do controle intelectual quando sob impacto afetivo.<\/li>\n\n\n\n<li>\u2013 A presen\u00e7a de condensa\u00e7\u00e3o de cor em mais ou menos metade da amostra, tamb\u00e9m est\u00e1 indicando a dificuldade de integra\u00e7\u00e3o dos afetos, com repercuss\u00e3o cognitiva, distorcendo a no\u00e7\u00e3o de realidade.<\/li>\n\n\n\n<li>\u2013 Em parte, a amostra revelou, na categoriza\u00e7\u00e3o dos significados, um predom\u00ednio de conte\u00fados vagos e cotidianos. Este desinteresse e restri\u00e7\u00e3o no campo de interesses pode estar relacionado com a falta de sensibilidade (que julgamos a hip\u00f3tese mais prov\u00e1vel), mas, tamb\u00e9m decorre do baixo n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o dos examinandos, ou do fato de estarem j\u00e1 h\u00e1 alguns anos em reclus\u00e3o.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Finalmente, resta-nos analisar alguns dados que foram encontrados apenas em alguns dos indiv\u00edduos da amostra, mas que em virtude de sua raridade na popula\u00e7\u00e3o normal, merecem uma discuss\u00e3o mais detida. S\u00e3o eles:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>A ocorr\u00eancia de pormenor inibit\u00f3rio (p\u2019)<\/li>\n\n\n\n<li>O tipo de viv\u00eancia (Eq) coartado ou extratensivo egoc\u00eantrico<\/li>\n\n\n\n<li>A ocorr\u00eancia de m\u2019<sub>1<\/sub> ligado a for\u00e7as poderosas da natureza<\/li>\n\n\n\n<li>A ocorr\u00eancia de nomea\u00e7\u00e3o de cor e libera\u00e7\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>A ocorr\u00eancia de condensa\u00e7\u00e3o de conte\u00fado<\/li>\n\n\n\n<li>A presen\u00e7a de fragmenta\u00e7\u00e3o ou de sensibilidade \u00e0 dispers\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>A atribui\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas agressivas associadas por vezes a deformidades f\u00edsicas projetadas nas imagens humanas ou animais.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Seus significados psicol\u00f3gicos prov\u00e1veis s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>\u2013 Em alguns dos sujeitos da amostra a ocorr\u00eancia de pormenor inibit\u00f3rio indica a inibi\u00e7\u00e3o moment\u00e2nea do trabalho mental, na percep\u00e7\u00e3o do que \u00e9 mais evidente e Silveira relaciona tal inibi\u00e7\u00e3o com defici\u00eancia intr\u00ednseca da observa\u00e7\u00e3o abstrata ou com altera\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria da estabiliza\u00e7\u00e3o do est\u00edmulo conativo para a manuten\u00e7\u00e3o do trabalho mental. Como n\u00e3o cabe no \u00e2mbito deste trabalho uma an\u00e1lise caso a caso, apenas assinalamos a possibilidade de ocorr\u00eancia desta altera\u00e7\u00e3o em alguns examinandos agressivos.<\/li>\n\n\n\n<li>\u00a0\u2013 Outros dados que encontramos em alguns examinandos foram a ocorr\u00eancia de nomea\u00e7\u00e3o de cor, libera\u00e7\u00e3o e repeti\u00e7\u00e3o. Estes fen\u00f4menos s\u00e3o relacionados por Piotrowski como ind\u00edcios de les\u00e3o cerebral. Possuem um significado de libera\u00e7\u00e3o impulsiva do trabalho mental e insuficiente controle cognitivo, geralmente associado a les\u00f5es do lobo frontal.<\/li>\n\n\n\n<li>\u00a0\u2013 Alguns de nossos examinandos apresentaram respostas com determinante m\u2019<sub>1<\/sub>, projetados em for\u00e7as poderosas da natureza. S\u00e3o certamente aqueles que possuem maior capacidade de abstra\u00e7\u00e3o. Entretanto, a falta de sensibilidade afetiva diferenciada, tamb\u00e9m presente nestes sujeitos, lev\u00e1-los-ia a uma esp\u00e9cie de fragmenta\u00e7\u00e3o a n\u00edvel perceptual (tamb\u00e9m presente nos outros examinandos). A diferen\u00e7a reside provavelmente no fato de que estes sujeitos pressentem sua extrema impulsividade destrutiva interna, por\u00e9m n\u00e3o conseguem integr\u00e1-la no conv\u00edvio social. Projetam seus impulsos em for\u00e7as da natureza, como se sua agressividade pressentida fosse externa e n\u00e3o de si mesmos, n\u00e3o as compreendem bem, mas sentem-se subjugados por elas.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>A partir destes resultados encontrados reconstru\u00edmos uma s\u00e9rie de quatorze sinais sugestivos de agressividade. Selecionamos apenas os dados da prova que ocorreram em pelo menos 50% da amostra para organizar a s\u00e9rie. Evidentemente, estes sinais n\u00e3o t\u00eam significado isoladamente, mas somente dentro da s\u00e9rie. A ordem apresentada reflete a frequ\u00eancia decrescente de ocorr\u00eancia na amostra. Relacionamos os mesmos, discutindo-os suscintamente quanto \u00e0 din\u00e2mica psicol\u00f3gica envolvida.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>S\u00e9rie de Sinais de Agressividade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>1 \u00b0 &#8211; Sinal BNS <em>Baixo grau de seletividade a n\u00edvel da apreens\u00e3o dos est\u00edmulos<\/em> \u2013 tend\u00eancia a reagir de modo imediato aos est\u00edmulos ambientais, sem pr\u00e9vio exame dos diferentes aspectos para a seguir, reagrup\u00e1-los numa estrutura significativa (presente em 95,2% da amostra).<\/p>\n\n\n\n<p>2\u00b0 &#8211; Sinal Egoc. <em>Eq e Eq\u2019 coartados ou extratensivos egoc\u00eantricos predom\u00ednio de CF e C) \u2013 <\/em>restri\u00e7\u00e3o dos recursos de personalidade, com predom\u00ednio das rea\u00e7\u00f5es afetivas egoc\u00eantricas (presente em 85,7% da amostra)<\/p>\n\n\n\n<p>3\u00b0 &#8211; Sinal Restr. <em>Restri\u00e7\u00e3o do n\u00famero de respostas (R&lt;24) em presen\u00e7a de interesse do probando em colaborar e ocorr\u00eancia de rejei\u00e7\u00e3o \u2013 <\/em>pouca mobiliza\u00e7\u00e3o pela tarefa e bloqueios afetivo-emocionais (presente em 85,7% da amostra).<\/p>\n\n\n\n<p>4\u00b0 &#8211; Sinal Sensib. <em>Aus\u00eancia de respostas de luminosidade ou apenas uma no protocolo<\/em> \u2013 pouca sensibilidade emocional (presente em 81,0% da amostra).<\/p>\n\n\n\n<p>5\u00b0 &#8211; Sinal Confab. <em>Ocorr\u00eancia de PG ou p\u2019\u2019 no protocolo \u2013 <\/em>indicativo de generaliza\u00e7\u00e3o impulsiva e incapacidade de utilizar-se da cr\u00edtica intelectual para prevenir-se com rela\u00e7\u00e3o a conclus\u00f5es err\u00f4neas (presente em 76,2% da amostra).<\/p>\n\n\n\n<p>6\u00b0 &#8211; Sinal CFI <em>Controle formal insuficiente, predom\u00ednio dos determinantes n\u00e3o formais de 2.\u00b0 e 3.\u00b0 n\u00edvel sobre aqueles de 1.\u00b0 n\u00edvel \u2013 <\/em>predom\u00ednio das experi\u00eancias mais imaturas e egoc\u00eantricas sobre as mais amadurecidas. Excesso de subjetivismo e insuficiente controle cognitivo (presente em 76,2% da amostra)<\/p>\n\n\n\n<p>7\u00b0 &#8211; Sinal C <em>Express\u00e3o pueril e intensa dos afetos: CF+C&gt;FC e FC&lt;1<\/em> (presente em 71,4 da amostra).<\/p>\n\n\n\n<p>8\u00b0 &#8211; Sinal CEI <em>Insuficiente controle emocional (C\u2019+L)&lt;(l+C+nC)<\/em> \u2013 Predom\u00ednio das rea\u00e7\u00f5es emocionais menos amadurecidas e controladas (presente em 71,4% da amostra).<\/p>\n\n\n\n<p>9\u00b0 &#8211; Sinal Iv <em>Iv&gt;Ip e Z<\/em><em><sub>1<\/sub><\/em><em>\/R&lt;1 \u2013 <\/em>incapacidade de evocar precisamente as experi\u00eancias e relacionar os fatos (presente em 62% da amostra).<\/p>\n\n\n\n<p>10\u00b0 &#8211; Sinal Ch vaz. <em>Rej. e\/ou Inib da Prancha VII e\/ou IX. <\/em>Incapacidade em elaborar os osbst\u00e1culos e dificuldades da realidade. Capacidade de amar reduzida (presente em 62% da amostra).<\/p>\n\n\n\n<p>11\u00b0 &#8211; Sinal R1 <em>R1&gt; ou = R2 no protocolo <\/em>\u2013 reduzida capacidade em utilizar-se das experi\u00eancias pregressas para adaptar-se ao presente e fazer prospec\u00e7\u00f5es (presente em 62% da amostra).<\/p>\n\n\n\n<p>12\u00b0 &#8211; Sinal Lib. <em>Indicativo de libera\u00e7\u00e3o impulsiva: ocorr\u00eancia de nC ou de m\u2019<\/em><em><sub>1<\/sub><\/em><em>, ligado a for\u00e7as da natureza ou condensa\u00e7\u00e3o de cor ou libera\u00e7\u00e3o <\/em>(presente em 57,1% da amostra).<\/p>\n\n\n\n<p>13\u00b0 &#8211; Sinal H <em>%H = 0 ou reduzida, refer\u00eancia gen\u00e9rica de todos os conte\u00fados humanos, principalmente se associada a sentimento disf\u00f3rico \u2013 <\/em>indicativo de falta de sensibilidade e desinteresse ao n\u00edvel do relacionamento interpessoal (presente em 57,1% da amostra).<\/p>\n\n\n\n<p>14\u00b0 &#8211; Sinal Ins.Af. <em>Rej e\/ou Inib das pranchas VIII e X.<\/em> Indicativo de problemas afetivos espec\u00edficos, podendo indicar falta de sensibilidade no relacionamento interpessoal (presente em 52,4% da amostra).<\/p>\n\n\n\n<p>Dos dez \u00edndices que relacionamos em trabalhos anteriores j\u00e1 mencionados e indicativos de agressividade, apenas dois n\u00e3o foram encontrados em nossa amostra: a presen\u00e7a de F<sup>+ <\/sup>rebaixada e a eleva\u00e7\u00e3o das respostas de espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Recordamos que os trabalhos anteriores foram realizados com outras amostras, nas quais os dados de viol\u00eancia eram diversos.<\/p>\n\n\n\n<p>De qualquer modo, pareceu-nos interessante constatar que nossos examinandos apresentaram tantos aspectos que Werner (1990) considera centrais (indicativos de transtornos supereg\u00f3icos) como secund\u00e1rios (indicativos de transtornos eg\u00f3icos), configurando-se, portanto, como um grup que aquele autor relaciona com a maior probabilidade de incid\u00eancia criminal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Comparando-se nossos resultados com os encontrados por Pais (1989), verificamos v\u00e1rios pontos em comum. Tais dados nos remetem \u00e0 considera\u00e7\u00e3o feita por Shaw et al (1982) de que talvez, os fatores de personalidade tenham papel mais importante na ocorr\u00eancia de comportamento violento do que o atribu\u00edvel a doen\u00e7a mental, em sentido estrito.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o aos fatores descritos por Heraut (1987, 1989) como indicativos de \u201cviol\u00eancia\u201d, estes foram encontrados em nossa amostra. Os fatores \u201cinibi\u00e7\u00e3o\u201d e \u201csocializa\u00e7\u00e3o banal\u201d est\u00e3o ausentes na maioria dos casos, portanto, nossos resultados s\u00e3o concordantes com os daquele autor que considerava o fator \u201cviol\u00eancia\u201d principalmente relacionado com a viol\u00eancia contra pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Estamos ciente da limita\u00e7\u00e3o do alcance dos nossos resultados.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez em pesquisas futuras possamos testar em amostra maior, a s\u00e9rie de \u00edndices por n\u00f3s constru\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, esperamos que, atrav\u00e9s dessa pesquisa, possa resultar compreens\u00e3o mais apurada acerca das rela\u00e7\u00f5es entre os assim denominados fatores afetivo-emocionais e os processos cognitivos. A elucida\u00e7\u00e3o positiva da controv\u00e9rsia acerca de exist\u00eancias an\u00f4malas, raras em preval\u00eancia, mas muito significativas, em fun\u00e7\u00e3o da gravidade de seu comportamento, dever\u00e1 ainda aguardar muitas investiga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo pensamos, somente o campo interdisciplinar poder\u00e1 reunir conjunto t\u00e3o vasto de dados relativos \u00e0 viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o foi outro nosso objetivo sen\u00e3o o de contribuir para com dados adicionais que, infelizmente, est\u00e3o ainda limitados a campos muito especializados e n\u00e3o s\u00e3o acess\u00edveis \u00e0s demais ci\u00eancias que se ocupam da inser\u00e7\u00e3o social do indiv\u00edduo humano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"7\">\n<li><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>BANDURA, Albert. Agression: a social learning analysis. Englewood Cliffs Prentice \u2013 Hall, 1973<\/p>\n\n\n\n<p>BECK, Samuel J. Rorschach Teste. 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