{"id":3266,"date":"2024-09-11T19:35:29","date_gmt":"2024-09-11T22:35:29","guid":{"rendered":"https:\/\/anibalsilveira.org\/?page_id=3266"},"modified":"2024-09-11T19:35:29","modified_gmt":"2024-09-11T22:35:29","slug":"esquizofrenia-kleist-kraepelin-e-bleuler","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/anibalsilveira.org\/fr\/esquizofrenia-kleist-kraepelin-e-bleuler\/","title":{"rendered":"Esquizofrenia: Kleist, Kraepelin e Bleuler"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-text-align-center\"><strong>ESQUIZOFRENIA: KLEIST, KRAEPELIN E BLEULER<\/strong><sup data-fn=\"1563dd86-8945-4c45-8a2b-ed89b905b6bd\" class=\"fn\"><a href=\"#1563dd86-8945-4c45-8a2b-ed89b905b6bd\" id=\"1563dd86-8945-4c45-8a2b-ed89b905b6bd-link\">1<\/a><\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>O grupo das psicoses esquizofr\u00eanicas apresenta a melhor condi\u00e7\u00e3o para se verificar os diversos modos de encarar as doen\u00e7as mentais. O problema, de ordem gen\u00e9tica, explicando a ocorr\u00eancia de certos tipos de psicoses em rela\u00e7\u00e3o a certos arranjos da estrutura da personalidade (esferas constitucionais), a preval\u00eancia de certos quadros cl\u00ednicos relacionados com cada esfera de personalidade, acarretando quadros vari\u00e1veis, mas com certa sintomatologia em comum.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>No nosso modo de ver, a base fisiogen\u00e9tica pode explicar tudo desde que consideremos a participa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica sob dois aspectos:\u00a0 o aspecto da esfera da personalidade atingida e o aspecto da intensidade ou atenua\u00e7\u00e3o da carga gen\u00e9tica envolvida. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 atenua\u00e7\u00e3o da carga gen\u00e9tica e da express\u00e3o do quadro cl\u00ednico temos que considerar a participa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica no sentido do ciclo heredol\u00f3gico.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, no ciclo heredol\u00f3gico, temos os grandes grupos de psicoses end\u00f3genas:\u00a0 a epilepsia (que n\u00e3o \u00e9 uma psicose end\u00f3gena, mas sim uma condi\u00e7\u00e3o end\u00f3gena), a esquizofrenia, o grupo da PMD, (como padr\u00e3o das formas revers\u00edveis) e a Oligofrenia (que n\u00e3o \u00e9 uma psicose, mas uma condi\u00e7\u00e3o permanente).\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Na realidade, temos quatro grupos, mas em cada um deles &#8211; que traduz uma rea\u00e7\u00e3o global da personalidade, diante do estado m\u00f3rbido, baseado na tend\u00eancia gen\u00e9tica -, temos uma atenua\u00e7\u00e3o do quadro cl\u00ednico. Qualquer que seja a categoria do grupo m\u00f3rbido &#8211; no \u00e2mbito da nossa classifica\u00e7\u00e3o das psicoses, quer seja epilepsia, esquizofrenia ou PMD -, temos um grupo de psicoses t\u00edpicas, que s\u00e3o as psicoses progressivas e o grupo das psicoses revers\u00edveis (como express\u00e3o da atenua\u00e7\u00e3o da carga gen\u00e9tica). Esses dois grupos constituem os quadros constitucionais. Nesse caso, reiteramos que o aspecto do decurso progressivo ou revers\u00edvel &#8211; que depende da tend\u00eancia gen\u00e9tica -, pode ser evidenciado na pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o pr\u00e9-m\u00f3rbida do paciente atrav\u00e9s dos dispositivos constitucionais da personalidade.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 ainda outras condi\u00e7\u00f5es m\u00f3rbidas end\u00f3genas (todas s\u00e3o end\u00f3genas, porque dependem do fator gen\u00e9tico), que s\u00e3o uma atenua\u00e7\u00e3o maior da carga gen\u00e9tica, em rela\u00e7\u00e3o ao grupo constitucional, que chamamos diat\u00e9ticas e Kleist as denominava de degenerativas. Denominamos diat\u00e9tica porque \u00e9 a express\u00e3o da di\u00e1tese no sentido comum, cl\u00e1ssico, da tend\u00eancia latente, que n\u00e3o se manifesta na ocorr\u00eancia di\u00e1ria. Quando comentou o nosso trabalho, Kleist n\u00e3o fez obje\u00e7\u00e3o \u00e0 nossa denomina\u00e7\u00e3o de psicose diat\u00e9tica.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A atenua\u00e7\u00e3o maior do quadro cl\u00ednico, no sentido heredol\u00f3gico, vai expressar uma configura\u00e7\u00e3o da personalidade, nos n\u00edveis conativo e afetivo, que se manifestam como express\u00e3o anormal (portanto, cong\u00eanita e end\u00f3gena), mas que n\u00e3o constituem uma psicose, e sim uma atenua\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao quadro cl\u00ednico, uma condi\u00e7\u00e3o permanente, em que o comportamento se manifesta como anormal, por tend\u00eancia gen\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Como uma atenua\u00e7\u00e3o maior ainda ocorrem os tra\u00e7os de personalidade, tra\u00e7os anormais que a maioria dos autores inclui como personalidades psicop\u00e1ticas. Distinguimos o conceito de personalidade psicop\u00e1tica dos tra\u00e7os de personalidade isolados porque naquela h\u00e1 uma altera\u00e7\u00e3o do conjunto da personalidade.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Temos em seguida as neuroses, como outro grau de atenua\u00e7\u00e3o da tend\u00eancia gen\u00e9tica, dando em consequ\u00eancia quadros cada vez mais atenuados e, ao mesmo tempo, mais frequentes na popula\u00e7\u00e3o m\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, nas psicoses ocasionais ter\u00edamos elementos para verificar a tend\u00eancia gen\u00e9tica atrav\u00e9s do colorido do quadro cl\u00ednico, isto \u00e9, n\u00e3o \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o ligada necessariamente \u00e0 tend\u00eancia gen\u00e9tica, mas o colorido do quadro; esse \u00e9 de ordem gen\u00e9tica.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Temos aqui o ciclo heredol\u00f3gico em uma perspectiva mais ampliada, que n\u00e3o engloba apenas os quadros psicopatol\u00f3gicos, mas outras condi\u00e7\u00f5es: os tra\u00e7os de personalidades, as neuroses e os quadros ocasionais, com tend\u00eancia gen\u00e9tica concordante com o quadro cl\u00ednico fundamental. Assim, em todos esses quadros h\u00e1 a possibilidade de reconhecer a tend\u00eancia gen\u00e9tica para a Epilepsia, para a Esquizofrenia e para a PMD. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Oligofrenia, o que se manifesta s\u00e3o os elementos degenerativos do c\u00e9rebro, aquelas condi\u00e7\u00f5es em que h\u00e1 altera\u00e7\u00e3o de mielina, altera\u00e7\u00f5es outras por processos desmielinizantes ou outros processos cerebrais, que correspondem \u00e0 tend\u00eancia gen\u00e9tica para a Oligofrenia: essa \u00e9 uma hip\u00f3tese a ser verificada ainda, mas h\u00e1 uma forte correspond\u00eancia com a realidade cl\u00ednica.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Cumpre assinalar que n\u00e3o se pode confundir psicose revers\u00edvel com a psicose diat\u00e9tica. Na psicose revers\u00edvel o indiv\u00edduo retorna \u00e0 completa normalidade ap\u00f3s o surto (como ocorre no grupo da PMD, que se trata de um grupo de psicoses constitucionais). Na psicose diat\u00e9tica tamb\u00e9m ocorre um retorno completo \u00e0 normalidade ap\u00f3s o surto, isto \u00e9, nesse sentido tamb\u00e9m \u00e9 revers\u00edvel: no entanto, \u00e9 poss\u00edvel identificar uma atenua\u00e7\u00e3o mais clara, menos precisa da carga gen\u00e9tica do que nas psicoses revers\u00edveis constitucionais. Em s\u00edntese: as diat\u00e9ticas n\u00e3o s\u00e3o constitucionais, s\u00e3o uma atenua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No grupo das psicoses diat\u00e9ticas de Kleist n\u00e3o h\u00e1 formas progressivas, s\u00f3 existem formas revers\u00edveis. Se quisermos classificar dessa forma ter\u00edamos psicoses progressivas assemelhando-se com as degenerativas e as revers\u00edveis seriam constitucionais ou diat\u00e9ticas. Portanto, na constitui\u00e7\u00e3o dos grupos do ciclo heredol\u00f3gico, colocamos \u00e0 parte, as de Kleist.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as psicoses progressivas e revers\u00edveis h\u00e1 quadros tamb\u00e9m mistos. Vamos verificar que tamb\u00e9m ocorrem em fun\u00e7\u00e3o de tend\u00eancias gen\u00e9ticas: ocorrem com certa frequ\u00eancia e s\u00e3o mais ligados com as psicoses revers\u00edveis do que com as progressivas, mas tamb\u00e9m ocorrem com essas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas psicoses degenerativas de Kleist ou diat\u00e9ticas o quadro misto \u00e9 a regra &#8211; h\u00e1 muito mais interpenetra\u00e7\u00e3o de genes &#8211; que nas formas constitucionais. \u00c9 um grau mais acentuado de atenua\u00e7\u00e3o e, ao mesmo tempo, uma manifesta\u00e7\u00e3o de uma tend\u00eancia gen\u00e9tica m\u00faltipla: \u00e9 poss\u00edvel afirmar que isto \u00e9 a regra geral nas psicoses diat\u00e9ticas de Kleist. Essa sistem\u00e1tica de psicoses progressivas e psicoses revers\u00edveis j\u00e1 estava mais ou menos clara antes da gen\u00e9tica humana e foi posta em evid\u00eancia quando se cuidou de fazer um progn\u00f3stico emp\u00edrico baseado na genealogia. O heredoprogn\u00f3stico emp\u00edrico, que foi o precursor da gen\u00e9tica humana (atentem que decorreu da psiquiatria e n\u00e3o da gen\u00e9tica), estabeleceu o risco de manifesta\u00e7\u00e3o das v\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es m\u00f3rbidas nas v\u00e1rias fam\u00edlias. Esse estudo foi feito de maneira mais ou menos sistem\u00e1tica, especialmente a partir de <a href=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/rudin\/\" data-type=\"page\" data-id=\"3200\"><strong>Rudin<\/strong><\/a>.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Ficou como regra a pesquisa de tra\u00e7os gen\u00e9ticos na fam\u00edlia quanto \u00e0s psicoses end\u00f3genas e o fato de haver uma semelhan\u00e7a entre o quadro cl\u00ednico das psicoses progressivas com as psicoses benignas com remiss\u00e3o completa, que levou \u00e0 confus\u00e3o diagn\u00f3stica entre os autores em geral. Isto ele verificou no ponto de partida para a avalia\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, isto \u00e9, de pacientes que levavam a mesma rubrica por apresentarem determinada manifesta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, mas que pertenciam a quadros cl\u00ednicos diferentes. Assim, vemos que Wernicke mostrou isto claramente e, mais tarde, Kahlbaun e Hecker. No entanto, Kleist foi mais preciso, quando aprofundou o estudo do material cl\u00ednico classificado por Wernicke como psicoses aut\u00f3ctones, como psicose da motilidade com ideias aut\u00f3ctones, psicose de inspira\u00e7\u00e3o. Kleist mostrou que esses pacientes de Wernicke &#8211; que iam para o estado demencial, eram pacientes esquizofr\u00eanicos agitados; pacientes com les\u00f5es cerebrais ou com psicoses t\u00f3xicas; paciente com manifesta\u00e7\u00e3o de agita\u00e7\u00e3o, ideias delirantes e com automatismo mental -, pertenciam a grupos diferentes do que a da simples psicose da motilidade. Ele distinguiu, em primeiro lugar, o que chamou de psicose da motilidade em sentido estrito. Em 1908 publicou a sua tese de doc\u00eancia sobre as psicoses da motilidade. Na sequ\u00eancia estabeleceu uma rotina exaustiva e precisa de pesquisa com a qual examinou os pacientes nos aspectos motriz, intelectual e afetivo. Em 1909 publicou novos trabalhos expondo a quest\u00e3o da heterogeneidade do material cl\u00ednico de Wernicke. Depois estendeu essa mesma an\u00e1lise aos pacientes da chamada catatonia de Kahlbaum e aos casos de hebefrenia de Hecker. Dessa forma, foi poss\u00edvel demonstrar que Kahlbaum, Hecker e Kraepelin agruparam quadros que apresentavam semelhan\u00e7a sintomatol\u00f3gica, mas, que geneticamente eram diversos.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Quando Kraepelin fez a grande s\u00edntese dele em 1893 tomando como refer\u00eancia Wernicke, Kahlbaum e Hecker, na Alemanha e, Magnan e Morel na Fran\u00e7a, ele reuniu todo o grupo das formas revers\u00edveis como PMD e todas as outras, quer a chamada dem\u00eancia precoce, dem\u00eancia de v\u00e1rios tipos, hebefrenia, catatonia, como dem\u00eancia precoce. Assim, essa forma de evolu\u00e7\u00e3o (para a dem\u00eancia, precocemente) constituiu o paradigma das doen\u00e7as progressivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista do progn\u00f3stico, havia uma certa unidade entre esses diversos autores: um progn\u00f3stico benigno para a PMD e um progn\u00f3stico reservado para a dem\u00eancia precoce.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1908, quando Kleist come\u00e7ou a estudar esses quadros cl\u00ednicos verificou no grupo, que ele chamou de demencial, uma tend\u00eancia para a degenera\u00e7\u00e3o dos sistemas cerebrais. Mas havia casos que n\u00e3o correspondiam a esse aspecto, eram casos que tinham um decurso diferente: se todos, na fase aguda, tinham a mesma manifesta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, o mesmo quadro cl\u00ednico, porque alguns iam ao estado demencial e outros n\u00e3o. Fez a depura\u00e7\u00e3o do grupo de pacientes com catatonia como catatonia no sentido estrito e aparente e da mesma forma com a hebefrenia, diferenciado uma no sentido estrito e outra aparente.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente estudou as doen\u00e7as progressivas com embotamento (embotamento no sentido de perda global da capacidade mental, estado demencial). Ele mostrou que esse embotamento &#8211; que corresponde ao quadro final de alguns quadros cl\u00ednicos -, corresponde \u00e0 uma tend\u00eancia gen\u00e9tica para os sistemas cerebrais serem atingidos de um modo espec\u00edfico.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1911 percebeu a necessidade de separar-se os quadros cl\u00ednicos. Nessa \u00e9poca foi quando apareceu a publica\u00e7\u00e3o de Bleuler referente \u00e0 Esquizofrenia.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1923, Willmann publicou um trabalho sobre a unidade da Esquizofrenia e admitiu a forma de Bleuler como Esquizofrenia, assumindo tratar-se de uma doen\u00e7a unit\u00e1ria. Kleist &#8211; que nesta \u00e9poca j\u00e1 formulara a hip\u00f3tese da multiplicidade -, fez um estudo sobre os quadros de Willmann e mostrou que n\u00e3o existia raz\u00e3o a este autor, do ponto de vista gen\u00e9tico. Em 1918, j\u00e1 havia publicado um relat\u00f3rio sobre as doen\u00e7as progressivas com embotamento mostrando que nesses casos havia uma degenera\u00e7\u00e3o citol\u00f3gica dos sistemas cerebrais e, ao mesmo tempo, din\u00e2mica. Nessa ocasi\u00e3o, fazendo uma cr\u00edtica a Willmann, mostrava que essa degenera\u00e7\u00e3o dos sistemas cerebrais deveria ser um problema de afinidade bioqu\u00edmica, da sensibilidade do organismo a t\u00f3xicos que atingem, eletivamente, os sistemas cerebrais acarretando um quadro ps\u00edquico e um quadro neurol\u00f3gico. Assim, ele sustenta que \u201cas doen\u00e7as heredit\u00e1rias devem ser consideradas doen\u00e7as dos sistemas cerebrais\u201d: formulava uma hip\u00f3tese sobre a atua\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncia endot\u00f3xica com afinidade eletiva sobre determinados sistemas cerebrais. Dessa forma, as doen\u00e7as mentais seriam an\u00e1logas \u00e0s neuropatias, \u00e0s v\u00e1rias formas de atrofia muscular, a doen\u00e7a de Friedreich, as atrofias cerebelares heredit\u00e1rias, a Cor\u00e9ia de Huntington, a doen\u00e7a de Wilson, dentre outras. Ele mostrou claramente esse aspecto, isto \u00e9, como h\u00e1 sistemas cerebrais que s\u00e3o atingidos (embora n\u00e3o se saiba como).<\/p>\n\n\n\n<p>Posteriormente, em 1918, quando publicou esse relat\u00f3rio, ele publicou o tema \u201cSistematiza\u00e7\u00e3o das doen\u00e7as mentais progressivas\u201d e deu a elas o nome de progressivas decorrentes da degenera\u00e7\u00e3o de sistemas cerebrais. Entre elas fez uma primeira classifica\u00e7\u00e3o que em linhas gerais estabelecia quatro tipos de altera\u00e7\u00f5es cerebrais com embotamento progressivo. O primeiro seria o \u201cembotamento incoerente\u201d, que \u00e9 o n\u00facleo das psicoses progressivas, em sentido estrito. Era, portanto, o quadro cl\u00ednico cl\u00e1ssico das doen\u00e7as progressivas. Em segundo lugar, vinham algumas formas sat\u00e9lites dessas em que apareciam outros sintomas al\u00e9m do embotamento: alucinose progressiva (alucina\u00e7\u00e3o), psicose progressiva de refer\u00eancia (o embotamento pode aparecer mais tardiamente), somatopsicose progressiva, autopsicose, fantasiofrenia e, finalmente, outra forma que deveria ser admitida, embora n\u00e3o fosse exatamente nesse sentido, de manifesta\u00e7\u00e3o de elabora\u00e7\u00e3o, a chamada Esquizofasia (dist\u00farbio na express\u00e3o). Mostrou sete quadros distintos nas psicoses progressivas com embotamento.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>No grupo das esquizofrenias, a diferen\u00e7a fundamental entre o crit\u00e9rio usado por Kleist e o que foi usado por Kraepelin e depois por Bleuler, est\u00e1 em que o primeiro baseou o diagn\u00f3stico dos quadros cl\u00ednicos na patog\u00eanese dos sintomas, estudando os sistemas cerebrais envolvidos na configura\u00e7\u00e3o do quadro patol\u00f3gico. Bleuler e Kraepelin tomaram como ponto de partida a descri\u00e7\u00e3o cl\u00ednica. Em certo sentido, Kleist dissociou os quadros cl\u00ednicos explicitando a sua heterogeneidade. Krapelin e Bleuler, pelo contr\u00e1rio, agravaram essa heterogeneidade, incluindo pacientes que n\u00e3o tinham nada em comum entre si, a n\u00e3o ser a apresenta\u00e7\u00e3o da fase aguda, no decurso da instala\u00e7\u00e3o da psicose.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Bleuler, principalmente, operou em uma l\u00f3gica totalmente diversa de Kleist. Ele abrangeu na sua conce\u00e7\u00e3o de esquizofrenia, tudo o que estava na psiquiatria, que n\u00e3o fosse a epilepsia e a oligofrenia, incluindo quadros cl\u00ednicos vinculados ao grupo da PMD, porque ficou apenas como crit\u00e9rio o estudo fenomenol\u00f3gico, a manifesta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica moment\u00e2nea do paciente.<\/p>\n\n\n\n<p>Como procuramos mostrar, Kleist, na primeira divis\u00e3o que fez dos quadros cl\u00ednicos, j\u00e1 apontava para as altera\u00e7\u00f5es diversas de setores da personalidade. Por exemplo, no embotamento incoerente, o que se produz \u00e9 um apagamento cont\u00ednuo, progressivo de todas as fun\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas n\u00e3o havendo, praticamente, sintomas produtivos. Kleist aplicou a esse quadro o termo de simples, o qual n\u00e3o tinha nenhuma manifesta\u00e7\u00e3o produtiva.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>No quadro de Alucinose havia uma perda da no\u00e7\u00e3o da realidade devido \u00e0s alucina\u00e7\u00f5es ou por automatismo mental (que correspondia \u00e0 sua fase inicial). Na Somatopsicose havia uma altera\u00e7\u00e3o de integra\u00e7\u00e3o da esfera afetiva, no sentido proprioceptivo e, na Autopsicose, o mesmo dist\u00farbio, mas no sentido da identifica\u00e7\u00e3o de si mesmo, da no\u00e7\u00e3o de si mesmo. Na Fantasiofrenia, h\u00e1 uma produ\u00e7\u00e3o desordenada da elabora\u00e7\u00e3o mental, sem modifica\u00e7\u00e3o da realidade, mas partindo do paciente para o exterior uma vez que ele v\u00ea as coisas de uma maneira arbitr\u00e1ria, incompreens\u00edvel, a n\u00e3o ser que se analise o quadro cl\u00ednico pelo aspecto da din\u00e2mica cerebral. A psicose de Refer\u00eancia, \u00e9 uma forma progressiva tamb\u00e9m, mas com a interpreta\u00e7\u00e3o dos fen\u00f4menos do mundo exterior em rela\u00e7\u00e3o a si pr\u00f3prio, no sentido de autorefer\u00eancia que se manifesta no quadro cl\u00ednico como produ\u00e7\u00e3o delirante, portanto, produtiva, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 forma simples do embotamento incoerente.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Na esquizofasia, quadro descrito primeiramente por Kraepelin, o que h\u00e1 \u00e9 uma perda da comunica\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o se realiza por desinteresse, mas decorrente de dist\u00farbio na fase de elabora\u00e7\u00e3o. A esquizofasia corresponde, portanto, \u00e0 parafasia dos quadros org\u00e2nicos e uma perda do encadeamento do racioc\u00ednio. O indiv\u00edduo diz coisas incompreens\u00edveis, n\u00e3o tanto por dist\u00farbios da elabora\u00e7\u00e3o, que tamb\u00e9m est\u00e1 alterada, mas por desordem da express\u00e3o verbal.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Na concep\u00e7\u00e3o de Kleist h\u00e1 doen\u00e7as mentais progressivas que se manifestam atrav\u00e9s de sistemas da esfera intelectual (embotamento), aquelas que se manifestam por altera\u00e7\u00f5es do comportamento expl\u00edcito (catatonia) e as que se manifestam, predominantemente, por dist\u00farbios afetivos (a hebefrenia). Em cada um desses grupos ele separou a forma nuclear, a que correspondia legitimamente ao diagn\u00f3stico de hebefrenia, de catatonia ou de doen\u00e7a mental progressiva, daqueles que traduzia apenas apar\u00eancia devido aos sintomas da fase inicial: mantinha, portanto, essas condi\u00e7\u00f5es m\u00f3rbidas como independentes entre si.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando Bleuler publicou uma revis\u00e3o do conceito de esquizofrenia em 1911, mostrando que os quadros cl\u00ednicos n\u00e3o eram dem\u00eancia e sim uma cis\u00e3o da personalidade, em que o autismo, a decad\u00eancia afetiva e o desinteresse afetivo e uma certa falta de iniciativa, constitu\u00edam elementos comuns a todos os quadros cl\u00ednicos, procurou dar um sentido din\u00e2mico, mas diferente do de Kleist. Este atribuiu a din\u00e2mica cerebral como substrato da express\u00e3o cl\u00ednica e Bleuler atribuiu \u00e0 din\u00e2mica, em sentido geral, sem basear na evolu\u00e7\u00e3o (que poderia evoluir para o estado demencial, se deter com alguma sequela ou remitir completamente). Mas essa concep\u00e7\u00e3o de que poderia haver diversos tipos de evolu\u00e7\u00e3o, a manifesta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica seria a caracter\u00edstica fundamental: portanto, quadros de etiologia diversas se confundiram sobre o mesmo r\u00f3tulo diagn\u00f3stico, perdendo-se completamente a no\u00e7\u00e3o de progn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<p>Se compararmos a sistem\u00e1tica de Kraepelin com a de Bleuler e a de Kleist, verificaremos uma grande diferen\u00e7a no sentido de que as formas de Kleist expressam uma tend\u00eancia uniforme, com o quadro cl\u00ednico manifestando-se pela esfera da personalidade atingida. Assim, o quadro cl\u00ednico n\u00e3o \u00e9 arbitr\u00e1rio, como no modo de ver de Krapelin e de Bleuler.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois da descri\u00e7\u00e3o da hebefrenia por Bleuler (1918-1921), Kleist aceitou tamb\u00e9m a denomina\u00e7\u00e3o de esquizofrenia, procedendo a uma revis\u00e3o dos quadros que ele tinha descrito. Descreveu diversos quadros: 4 na hebefrenia e 7 na catatonia e os quadros de dem\u00eancia precoce, com embotamento progressivo, ele chamou de paranoides. Mais tarde, desenvolveu o entendimento sobre esses quadros considerando uns t\u00edpicos e outros at\u00edpicos. At\u00edpicos porque envolviam fatores de uma esfera da personalidade, dando uma atipia \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica do momento e tamb\u00e9m at\u00edpico pelo decurso, porque algumas dessas formas (devido \u00e0 tend\u00eancia gen\u00e9tica do paciente) tinham remiss\u00e3o parcial. Mostrou na catatonia duas formas remiss\u00edveis, na esquizofrenia uma forma remiss\u00edvel parcial e desdobrou essas psicoses nos elementos de elabora\u00e7\u00e3o e express\u00e3o dando as formas confusionais.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Das confusionais tamb\u00e9m algumas formas s\u00e3o pass\u00edveis de remiss\u00e3o parcial. H\u00e1 surtos que podem aparecer com remiss\u00e3o, mas esta n\u00e3o \u00e9 integral, dando margem sempre a uma sequela no paciente. Essas s\u00e3o as formas at\u00edpicas. Karl Leonhard, em 1936, publicou um estudo sobre os quadros cl\u00ednicos da esquizofrenia residual, compar\u00e1vel ao de Kleist, de tal forma que a fantasiofrenia, por exemplo, ele incluiu nas formas de parafrenia. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Alucinose, encontrou uma forma de Alucinose residual. Relativamente \u00e0s psicoses de Refer\u00eancia encontrou um quadro correspondente. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Somatopsicose de Kleist, encontrou a chamada Alucinose residual que chamou Hipocondria. Notem, portanto, a concord\u00e2ncia, embora sejam diferentes os quadros cl\u00ednicos entre as somatopsicoses (preocupa\u00e7\u00e3o relativa ao corpo) e a hipocondria (preocupa\u00e7\u00e3o excessiva com as condi\u00e7\u00f5es vegetativas som\u00e1ticas). Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Autopsicose progressiva encontrou as que chamou esquizofrenia paranoide expansiva. Notem que a Autopsicose no sentido de Kleist, \u00e9 uma forma expansiva tamb\u00e9m.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>No embotamento incoerente encontrou a esquizofrenia residual incoerente. Em todo quadro cl\u00ednico final, Leonhard encontrou a mesma sistematiza\u00e7\u00e3o de Kleist. Nas formas de esquizofasia, encontrou tamb\u00e9m uma esquizofasia residual \u2013 esquizofasia como forma at\u00edpica. Assim, ele descreveu outras formas que Kleist n\u00e3o fez, como a esquizofrenia residual aut\u00edstica que corresponderia \u00e0 hebefrenia residual, aut\u00edstica de Kleist.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s catatonias, encontrou que a catatonia hipocin\u00e9tica de Kleist correspondia a 3 formas da catatonia residual: a mutista, a r\u00edgida e a loquaz. Para a forma paracin\u00e9tica de Kleist, encontrou uma que chamou catatonia fatal, a mesma forma em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 catatonia negativista de Kleist, encontrou uma catatonia residual negativista. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 catatonia iterativa e estereot\u00edpica de Kleist, ele encontrou uma hebefrenia residual com isolamento do meio exterior. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 hebefrenia com abulia encontrou a hebefrenia residual com abulia, uma depress\u00e3o residual em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 depressiva de Kleist.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Vemos uma correspond\u00eancia entre a sistem\u00e1tica de Kleist na fase aguda e a de Leonhard, estabelecida em rela\u00e7\u00e3o ao quadro final, informando progn\u00f3sticos desses quadros. Depois Kleist e seus disc\u00edpulos (incluindo Leonhard) fizeram estudos de catamneses dos quadros que tinham sido examinados por Kleist nos 25 anos de hospital. Assim \u00e9 que desdobrou a somatopsicose na forma hipocondr\u00edaca.<\/p>\n\n\n\n<p>A forma paracin\u00e9tica e procin\u00e9tica foram desdobramentos da catatonia hipocin\u00e9tica. A forma estereot\u00edpica desdobrou na estereot\u00edpica cl\u00e1ssica e na iterativa que \u00e9 uma variedade com evolu\u00e7\u00e3o por surtos. A prol\u00e1lica modificou em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 mutista, aqui h\u00e1 uma incapacidade para comunicar-se (da\u00ed o mutismo) e aquelas em que o paciente reage friamente ao interrogat\u00f3rio. A autopsicose, a somatopsicose e a alucinose s\u00e3o quadros diversos e que colocamos numa distribui\u00e7\u00e3o diferente da inicial de Kleist, porque s\u00e3o sistemas cerebrais diversos atingidos cada um mais dependente hierarquicamente.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, temos uma perda de contato em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00f3pria pessoa, no sentido som\u00e1tico, no mundo exterior no sentido do recebimento dos est\u00edmulos, confabulose, no sentido da elabora\u00e7\u00e3o dos est\u00edmulos e as psicoses de influ\u00eancia, como partindo do meio para o indiv\u00edduo. A psicose de inspira\u00e7\u00e3o em que o indiv\u00edduo tem a sensa\u00e7\u00e3o de produzir coisas que partem dele para o ambiente e a fantasiofrenia em que ele participa no ambiente modificando inclusive a pr\u00f3pria personalidade, transformada em rela\u00e7\u00e3o ao que era antes. Muitos pacientes com o chamado del\u00edrio c\u00f3smico correspondem \u00e0 Fantasiofrenia.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 a forma paral\u00f3gica onde ocorre um dist\u00farbio extr\u00ednseco \u00e0s fun\u00e7\u00f5es intelectuais.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema que Kleist adotou para classifica\u00e7\u00e3o dos quadros cl\u00ednicos, baseado na patog\u00eanese, \u00e9 diverso do que Leonhard veio adotar para a mesma categoria de doen\u00e7as progressivas. A diferen\u00e7a fundamental estava no fato de que as formas at\u00edpicas, Leonhard considerava como assistem\u00e1ticas.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, as formas sistem\u00e1ticas da esquizofrenia seriam essas que Kleist estabeleceu e que ele encontrou na fase residual, e as formas assistem\u00e1ticas seriam aquelas em que o elemento de evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 constante e o colorido do quadro cl\u00ednico \u00e9 diverso e discordante. Nesses, estabeleceu 3 formas at\u00edpicas e assistem\u00e1ticas: a catatonia peri\u00f3dica, a parafrenia afetiva e a esquizofasia. As outras formas de Leonhard s\u00e3o formas t\u00edpicas e todas elas correspondem \u00e0s de Kleist.<\/p>\n\n\n\n<p>As formas mais caracter\u00edsticas para Kleist s\u00e3o, a pueril (hebefrenia), forma acin\u00e9tica (catatonia), fantasiofrenia (paranoide) e incoerente (confusional). As formas at\u00edpicas de Kleist (grupo das parafrenias) s\u00e3o: psicose de interpreta\u00e7\u00e3o, de refer\u00eancia, o del\u00edrio circunscrito. A esquizofrenia confusional por surtos \u00e9 at\u00edpica, assim como a forma da catatonia iterativa por surtos. Se analisarmos a patog\u00eanese verificaremos que \u00e9 perfeitamente compreens\u00edvel as formas classificadas por Kleist e Leonhard.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"786\" height=\"370\" src=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/01-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3267\" srcset=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/01-1.png 786w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/01-1-300x141.png 300w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/01-1-768x362.png 768w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/01-1-18x8.png 18w\" sizes=\"auto, (max-width: 786px) 100vw, 786px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"786\" height=\"466\" src=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/02-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3268\" srcset=\"https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/02-1.png 786w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/02-1-300x178.png 300w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/02-1-768x455.png 768w, https:\/\/anibalsilveira.org\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/02-1-18x12.png 18w\" sizes=\"auto, (max-width: 786px) 100vw, 786px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n<ol class=\"wp-block-footnotes\"><li id=\"1563dd86-8945-4c45-8a2b-ed89b905b6bd\">Texto organizado pelo Dr. Roberto Fasano Neto, em 2003, a partir de aula de An\u00edbal Silveira, proferida em 18\/12\/1968 em Campinas, sem refer\u00eancia de quem a compilou, sendo revisto, em 31\/10\/22, por integrantes da Comiss\u00e3o de Revis\u00e3o do CEPAS: Fl\u00e1vio Vivacqua, Francisco Drumond de Moura, Paulo Palladini e Roberto Fasano Neto. . As refer\u00eancias adicionais em azul ser\u00e3o vinculadas a um texto relacionado com um determinado autor ou um determinado assunto. <a href=\"#1563dd86-8945-4c45-8a2b-ed89b905b6bd-link\" aria-label=\"Aller \u00e0 la note de bas de page 1\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><\/ol>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ESQUIZOFRENIA: KLEIST, KRAEPELIN E BLEULER O grupo das psicoses esquizofr\u00eanicas apresenta a melhor condi\u00e7\u00e3o para se verificar os diversos modos de encarar as doen\u00e7as mentais. O problema, de ordem gen\u00e9tica, explicando a ocorr\u00eancia de certos tipos de psicoses em rela\u00e7\u00e3o a certos arranjos da estrutura da personalidade (esferas constitucionais), a preval\u00eancia de certos quadros cl\u00ednicos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":"[{\"content\":\"Texto organizado pelo Dr. Roberto Fasano Neto, em 2003, a partir de aula de An\u00edbal Silveira, proferida em 18\/12\/1968 em Campinas, sem refer\u00eancia de quem a compilou, sendo revisto, em 31\/10\/22, por integrantes da Comiss\u00e3o de Revis\u00e3o do CEPAS: Fl\u00e1vio Vivacqua, Francisco Drumond de Moura, Paulo Palladini e Roberto Fasano Neto. . 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