{"id":943,"date":"2024-02-19T10:04:41","date_gmt":"2024-02-19T13:04:41","guid":{"rendered":"https:\/\/anibalsilveira.org\/?page_id=943"},"modified":"2024-04-28T17:28:06","modified_gmt":"2024-04-28T20:28:06","slug":"funcoes-afetivas-em-niveis-instintivos-regencia-do-metabolismo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/anibalsilveira.org\/fr\/funcoes-afetivas-em-niveis-instintivos-regencia-do-metabolismo\/","title":{"rendered":"FUN\u00c7\u00d5ES AFETIVAS EM N\u00cdVEIS INSTINTIVOS: REG\u00caNCIA DO METABOLISMO"},"content":{"rendered":"<h4 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><strong>FUN\u00c7\u00d5ES AFETIVAS EM N\u00cdVEIS INSTINTIVOS: REG\u00caNCIA DO METABOLISMO<\/strong>\u00b9<\/h4>\n\n\n\n<p>A teoria da personalidade, segundo Comte \u00e9 essencial para se relacionar os v\u00e1rios quadros psiqui\u00e1tricos com les\u00f5es em que haja altera\u00e7\u00f5es cerebrais que se traduzem por quadros psic\u00f3ticos. Sua caracter\u00edstica fundamental, que a diferencia de todas as outras, \u00e9 que todas as fun\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas correspondem a fun\u00e7\u00f5es individualizadas, que funcionam em harmonia, formando um sistema complexo dando a aparente unidade da mente, quando na realidade s\u00e3o fun\u00e7\u00f5es distintas que se entrosam em sistemas ps\u00edquicos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em segundo lugar, a cada uma dessas fun\u00e7\u00f5es correspondem \u00e1reas definidas e podem ser atribu\u00eddas a \u00f3rg\u00e3os individualizados localiz\u00e1veis no c\u00e9rebro. Outra caracter\u00edstica que a diferencia, inclusive da teoria de Freud, \u00e9 que todas as fun\u00e7\u00f5es s\u00e3o inatas e inconscientes. S\u00f3 se toma consci\u00eancia do resultado dessas fun\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A maneira pela qual se articulam as fun\u00e7\u00f5es \u00e9 inconsciente. Isto foi bem frisado por Comte quando fez a cr\u00edtica do introspeccionismo. A psican\u00e1lise n\u00e3o \u00e9 um m\u00e9todo de introspec\u00e7\u00e3o e sim de observa\u00e7\u00e3o. O indiv\u00edduo apenas reproduz comportamento ps\u00edquico, vai associando os elementos que s\u00e3o conscientes e o analista, um indiv\u00edduo neutro, interpreta esse fen\u00f4meno. Benjamin Hoover, com muita raz\u00e3o, coloca Freud na escola positivista. Embora Freud n\u00e3o tenha estudado Comte, ele usou o m\u00e9todo positivista, isto \u00e9, a observa\u00e7\u00e3o do tipo emp\u00edrico e s\u00f3 da\u00ed parte para a interpreta\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A fun\u00e7\u00e3o ps\u00edquica corresponde ao funcionamento subjetivo de um \u00f3rg\u00e3o cerebral que pode ser localizado. Ent\u00e3o, as no\u00e7\u00f5es de \u00f3rg\u00e3o e de fun\u00e7\u00e3o ps\u00edquica est\u00e3o intimamente relacionadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se deve confundir o instinto de nutri\u00e7\u00e3o com instinto de fome e sede. Fome e sede s\u00e3o rea\u00e7\u00f5es subjetivas a uma car\u00eancia nutritiva que se torna consciente. O instinto nutritivo \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o subjetiva que corresponde ao plano vegetativo \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o de todo o organismo: a organiza\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo decorre desse instinto de nutri\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 concord\u00e2ncia com a concep\u00e7\u00e3o de von Monakow em que o instinto de nutri\u00e7\u00e3o precede a forma\u00e7\u00e3o do sistema nervoso central. Depois da fecunda\u00e7\u00e3o se desenvolvem uma s\u00e9rie de rea\u00e7\u00f5es que dependem do instinto nutritivo. Em seguida, vem o instinto sexual que juntamente com o nutritivo constitui uma dupla instintiva fundamental. Segundo Comte, o instinto sexual corresponde n\u00e3o apenas \u00e0s fun\u00e7\u00f5es sexuais expl\u00edcitas, mas desde o in\u00edcio, \u00e0 forma\u00e7\u00e3o e ao amadurecimento dos \u00f3rg\u00e3os sexuais. Os instintos nutritivo e sexual s\u00e3o b\u00e1sicos e peculiares a todas as esp\u00e9cies, particularmente na s\u00e9rie dos vertebrados. O instinto sexual e o de nutri\u00e7\u00e3o foram situados por Comte no cerebelo. Isto vai nos permitir mais tarde entender uma s\u00e9rie de correla\u00e7\u00f5es entre o cerebelo com a parte vegetativa e com a muscula\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como sabemos, todo sentido tem um componente de muscula\u00e7\u00e3o e todas as excita\u00e7\u00f5es subjetivas que chegam ao nosso sistema nervoso central s\u00e3o comunicadas ao cerebelo (fato comprovado pela c\u00f3rticografia e pela eletroencefalografia).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As experi\u00eancias feitas por Flourens, que fazia abla\u00e7\u00e3o do cerebelo mostraram que al\u00e9m das altera\u00e7\u00f5es motoras surgiam altera\u00e7\u00f5es instintivas. O instinto de nutri\u00e7\u00e3o estaria situado no vermis cerebelar e o instinto sexual nos hemisf\u00e9rios cerebelares. Os hemisf\u00e9rios cerebelares correspondem, com exce\u00e7\u00e3o do lobo anterior, ao neocerebelo e o vermis faz parte do paleocerebelo. O neocerebelo, sede do instinto sexual, \u00e9, portanto, de aquisi\u00e7\u00e3o mais recente que o paleo, sede do instinto nutritivo. Existem zonas de conex\u00e3o entre o neocerebelo e o neoc\u00f3rtex e zonas de conex\u00e3o entre o paleocerebelo e a parte neocerebelar. As fibras de conex\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o todas mielinizadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Distintamente, o instinto materno est\u00e1 provavelmente ligado \u00e0 zona occipital e h\u00e1 estudos feitos que mostram essa correla\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A nutri\u00e7\u00e3o se manifesta de duas maneiras peculiares: no sentido geral de est\u00edmulo que corresponde ao que se chama ativa\u00e7\u00e3o do sistema nervoso central e outra forma espec\u00edfica que se chama reg\u00eancia do metabolismo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As fibras de correla\u00e7\u00e3o cerebelo-encef\u00e1licas passam pela regi\u00e3o que hoje em dia \u00e9 conhecida como a sede de liga\u00e7\u00e3o com o sistema nervoso aut\u00f4nomo, que \u00e9 o hipot\u00e1lamo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A outra parte, a que corresponde \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o geral dos est\u00edmulos corresponde \u00e0 forma\u00e7\u00e3o reticular do enc\u00e9falo. Portanto, hipot\u00e1lamo e a forma\u00e7\u00e3o reticular n\u00e3o s\u00e3o zonas aut\u00f4nomas, mas est\u00e3o subordinadas \u00e0s vias cerebelo-cerebrais. Desde Bichat que descobriu o sistema nervoso vegetativo e o sistema nervoso de rela\u00e7\u00e3o com o meio, os neurofisiologistas procuraram saber que zonas do c\u00e9rebro correspondem a esses sistemas e s\u00f3 mais tarde se descobriu que o hipot\u00e1lamo fazia a reg\u00eancia metab\u00f3lica de todo o organismo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Todo o sistema nervoso vegetativo foi atribu\u00eddo ao hipot\u00e1lamo, que ficou sendo considerado aut\u00f4nomo, independente do sistema nervoso central. Hoje em dia j\u00e1 se sabe que isto n\u00e3o \u00e9 verdade. O hipot\u00e1lamo \u00e9 fundamental para toda a atividade cortical.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Bayle e McCulloch mostraram, com experi\u00eancias feitas em animais, que a estimula\u00e7\u00e3o de certas zonas corticais produziam inibi\u00e7\u00e3o total da atividade cortical, demonstradas pela corticografia e pela eletroencefalografia. A zona supressora quando estimulada tem uma a\u00e7\u00e3o inibit\u00f3ria sobre a zona motora. Bayle, McCulloch, e mais tarde Magoun, mostraram que a atividade supressora n\u00e3o \u00e9 apenas cortical, mas vai at\u00e9 os n\u00facleos da base do c\u00e9rebro e Magoun mostrou que vai at\u00e9 a forma\u00e7\u00e3o reticular do bulbo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje se pode afirmar, experimentalmente, que do cerebelo at\u00e9 a zona reticular do enc\u00e9falo partem est\u00edmulos que s\u00e3o inibit\u00f3rios e que v\u00e3o at\u00e9 a corticalidade. Existe um sistema paleocerebelar-paleocerebral que seria inibit\u00f3rio de toda a atividade cortical. No esquema de Magoun existem, no cerebelo, zonas cuja est\u00edmulo \u00e9 inibit\u00f3rio e que atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o do sistema reticular vai produzir supress\u00e3o na corticalidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Foi verificada a exist\u00eancia de um sistema c\u00f3rtico-t\u00e1lamo-estriato-cortical (zona 4 e 45) respons\u00e1vel pela inibi\u00e7\u00e3o da corticalidade via circuito inibit\u00f3rio t\u00e1lamo-estriado. O sistema inibit\u00f3rio n\u00e3o \u00e9, portanto, c\u00f3rtico-cortical, mas c\u00f3rtico-subc\u00f3rtico-cortical. Existe ainda um outro circuito inibit\u00f3rio: parte do cerebelo, vai at\u00e9 a zona hipotal\u00e2mica, da\u00ed para a zona orbit\u00e1ria, da\u00ed para o giro do c\u00edngulo e da\u00ed para a zona frontal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sabemos que, na doen\u00e7a de Pick, a progress\u00e3o da desmieliniza\u00e7\u00e3o se d\u00e1 da zona orbit\u00e1ria para o c\u00edngulo, depois para a corticalidade parieto-temporal e depois frontal. Existe, portanto, uma correspond\u00eancia entre as verifica\u00e7\u00f5es an\u00e1tomo-cl\u00ednicas e as verifica\u00e7\u00f5es neurofisiol\u00f3gicas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Zonas inibit\u00f3rias- zona 2 (sensorial no homem, sensibilidade t\u00e1ctil)<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; zona 4 (zona motora)<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; zona 8 (zona ps\u00edquica)&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; zona do c\u00edngulo: 23, 24, 32.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; zona da corticalidade orbit\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p>Foi verificada que a estimula\u00e7\u00e3o luminosa e a auditiva tem uma repercuss\u00e3o cortical direta e ao mesmo tempo no cerebelo. Isto foi demonstrado no gato atrav\u00e9s da estimula\u00e7\u00e3o da zona auditiva (zona silvica). O mesmo resultado se obt\u00e9m com estimula\u00e7\u00e3o pela estricnina. Pela estimula\u00e7\u00e3o cortical e pela estricnina obtemos uma descarga parcial. A mesma descarga parcial se obt\u00e9m estimulando uma zona inibit\u00f3ria posterior. Se fizermos este est\u00edmulo no cerebelo obteremos a mesma resposta inibit\u00f3ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa via paleocerebelar-paleocerebral explica, por exemplo, porque uma altera\u00e7\u00e3o do cerebelo pode produzir uma perda de consci\u00eancia. Sabemos tamb\u00e9m que h\u00e1 fibras que partem dos hemisf\u00e9rios do neocerebelo e v\u00e3o at\u00e9 a corticalidade passando pelas zonas subcorticais, correspondentes aos n\u00facleos amigdaloides. O n\u00facleo amigdaloide \u00e9 fundamental no desenvolvimento da prenhez como foi verificado pela escola japonesa. Estimulando a parte instintiva cortical verificou-se que o indiv\u00edduo apresentava ecolalia, paralalia ou interrup\u00e7\u00e3o s\u00fabita da fala.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"567\" height=\"621\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/xn7-CvgjwjkHqOmyPyrP2RnwoqT8jbuDEyBE3tuJcEakQ8euvFAf9pYwbRM8ygtTZS8bCU2MTxnmTN-wAZH2EDWd-LNJxRmKL8Bvc-A7sEs4ejdkiexyZ399fPyTRujztcO_8lI96hckJHvf97Ga-A\" alt=\"TabelaDescri\u00e7\u00e3o gerada automaticamente\"><\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><strong>Esquema2 \u2013 de Moruzzi e Magoun<\/strong><strong>Diagrama de c\u00e9rebro de gato, mostrando as \u00e1reas facilitadoras (5) e inibidoras (4), da forma\u00e7\u00e3o reticular do tronco cerebral e as conex\u00f5es da \u00faltima com o c\u00f3rtex cerebral (1) e o cerebelo (3). Segundo Lindsley, Schriner e Magoun (1949<\/strong>). &nbsp;<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"DiagramaDescri\u00e7\u00e3o gerada automaticamente\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/UxiUAkbA8Df6B95-fnwSIHYLVVYkP_1NCE8V-scQvRDtBJAlwelxNIjEut51BcCZpocWvYqyTdd0Z7ucRESthaQUf8_UjFn8N2KHawKSaHg9N6-a29V98BIq6B6ep-pHD3GWDejuKKt6oqU6Wx8Dsw\" width=\"567\" height=\"353\"><\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong><sub><sup>&nbsp;\u00b9Aula realizada em 9 de maio de 1969, em Campinas. sem refer\u00eancia a quem a compilou. Revisto em 11\/04\/22 por integrantes da Comiss\u00e3o de Revis\u00e3o do CEPAS: Flavio Vivacqua, Francisco Drumond de Moura, Paulo Palladini e Roberto Fasano.<\/sup><\/sub><\/strong><\/h6>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FUN\u00c7\u00d5ES AFETIVAS EM N\u00cdVEIS INSTINTIVOS: REG\u00caNCIA DO METABOLISMO\u00b9 A teoria da personalidade, segundo Comte \u00e9 essencial para se relacionar os v\u00e1rios quadros psiqui\u00e1tricos com les\u00f5es em que haja altera\u00e7\u00f5es cerebrais que se traduzem por quadros psic\u00f3ticos. 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