{"id":971,"date":"2024-03-02T11:02:48","date_gmt":"2024-03-02T14:02:48","guid":{"rendered":"https:\/\/anibalsilveira.org\/?page_id=971"},"modified":"2024-04-28T17:31:06","modified_gmt":"2024-04-28T20:31:06","slug":"evolucao-da-percepcao-teoria-das-imagens","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/anibalsilveira.org\/fr\/evolucao-da-percepcao-teoria-das-imagens\/","title":{"rendered":"EVOLU\u00c7\u00c3O DA PERCEP\u00c7\u00c3O \u2013 TEORIA DAS IMAGENS"},"content":{"rendered":"<h5 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><strong>EVOLU\u00c7\u00c3O DA PERCEP\u00c7\u00c3O \u2013 TEORIA DAS IMAGENS<\/strong>\u00b9<\/h5>\n\n\n\n<p>O primeiro quadro cerebral publicado por Comte era muito semelhante ao de Gall. Foi modificando com o decorrer de seus estudos, partindo do ponto de vista biol\u00f3gico e, posteriormente, do ponto de vista sociol\u00f3gico, at\u00e9 chegar ao quadro final que resume a personalidade humana. Ao todo, Comte elaborou dez quadros cerebrais. Nesse processo de elabora\u00e7\u00e3o contou com a participa\u00e7\u00e3o do seu disc\u00edpulo m\u00e9dico, Georges Audiffrent.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sua teoria cerebral, Comte estabeleceu que a afetividade se liga indiretamente com o mundo exterior atrav\u00e9s dos sentidos e atrav\u00e9s do aparelho motor (como por exemplo, a apreens\u00e3o e a locomo\u00e7\u00e3o). A afetividade est\u00e1, portanto, isolada do mundo exterior. Esse isolamento \u00e9 fundamental para haver uma a\u00e7\u00e3o subjetiva harm\u00f4nica a fim de unificar nossas a\u00e7\u00f5es. \u00c9 a afetividade que estimula o nosso trabalho mental, conforme se pode apreciar no esquema de Audiffrent.<\/p>\n\n\n\n<p>Devemos considerar, de acordo com o esquema de Audiffrent, a parte cortical afetiva, parte posterior do c\u00f3rtex e considerar os n\u00facleos sub-corticais que recebem os est\u00edmulos do exterior, funcionando como elemento de liga\u00e7\u00e3o, estabelecendo contato com a parte afetiva e a parte intelectual, isto \u00e9, dos n\u00facleos da base partem dois tipos de fibras, uma que vai \u00e0 parte intelectual e a outra \u00e0 parte afetiva.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Audiffrent estudou o dinamismo fisiol\u00f3gico da percep\u00e7\u00e3o. Pierre Lafitte, tamb\u00e9m disc\u00edpulo de Comte, estudou esses mesmos dinamismos do ponto de vista subjetivo chegando a conclus\u00f5es que podem ser correlacionadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/2F_gL5Vu9gNVKp58tw5PpFn2Uc_EdIxDwCSnPRA8PNteQl0HcM_ypsFcgqOSlap6gP4ArVSDuhvHku3zpNHMcAyiPgHLgKEOYw0FNIES4SaDT9_0TqKr-XtJB3oHK_zGB9EOjQi7lJ2fUL8Y3Y_0ZA\" alt=\"Esquema 6 - psicologia fisiol\u00f3gica.jpg\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Lafitte estabeleceu a Teoria das Imagens, propondo o seguinte mecanismo:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>(a)&nbsp; impress\u00e3o, formada no \u00f3rg\u00e3o receptor externo;<\/p>\n\n\n\n<p>(b) sensa\u00e7\u00e3o, formada nos \u00f3rg\u00e3os subcorticais, dando como resultado a imagem sensorial;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>(c) Percep\u00e7\u00e3o \u2013 resultando a imagem cortical.<\/p>\n\n\n\n<p>No sonho e nas alucina\u00e7\u00f5es vamos encontrar o mesmo mecanismo, sendo que o nexo \u00e9 afetivo, o est\u00edmulo \u00e9 inconsciente; no caso do sonho teremos uma imagem cortical sem percep\u00e7\u00e3o e na alucina\u00e7\u00e3o, apesar do est\u00edmulo partir do interior e n\u00e3o do exterior, h\u00e1 percep\u00e7\u00e3o. Na ilus\u00e3o existe um fator subjetivo sobrepondo-se ao externo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O que \u00e9 fundamental \u00e9 que a sensa\u00e7\u00e3o e a imagem resultam de processos, n\u00e3o havendo uma zona espec\u00edfica para cada imagem ou sensa\u00e7\u00e3o. Tudo se passa como na fita magn\u00e9tica de um gravador, cada est\u00edmulo sonoro \u00e9 reproduzido e posteriormente apagado, quando sobreposto um novo est\u00edmulo. O princ\u00edpio de Audiffrent conforme dito acima, corresponde \u00e0 Teoria das Imagens de Lafitte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No princ\u00edpio de Audiffrent temos:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>Uma imagem afetiva que n\u00e3o tem conota\u00e7\u00e3o intelectual<\/li><li>Uma imagem intelectual que atrav\u00e9s da cona\u00e7\u00e3o &#8211; que conecta o est\u00edmulo subcortical ao c\u00f3rtex intelectual -,&nbsp;<\/li><li>resulta na Percep\u00e7\u00e3o.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>Abaixo se apresenta um esquema da din\u00e2mica das imagens em Laffite.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/-64w8AD8RDYpELLZOBEzoPfmuFzSH-KEk7ZleptZp58ogRa4YH-03QDYuSq7bTnAdOjqPgDTRECUcmLIEhJGVVLrdk9GD3Q2WvMZAqXFrorVDpCu0cZiRxgmbIdLGby0D4WvljN-ccUgq-J8gNooSw\" alt=\"\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A partir de uma imagem sensorial, formada ao n\u00edvel do g\u00e2nglio subcortical, temos uma imagem prim\u00e1ria \u2013 que resulta do est\u00edmulo direto, mas j\u00e1 \u00e9 elaborada (imagem completa ou sincr\u00e9tica). Na imagem prim\u00e1ria ou sincr\u00e9tica ou completa s\u00e3o considerados dois n\u00edveis:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>Imagem central ou principal \u2013 que corresponde \u00e0 esfera intelectual, dando como resultado uma imagem anal\u00edtica; onde os est\u00edmulos s\u00e3o filtrados.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\"><li>Imagem acess\u00f3ria \u2013 que corresponde \u00e0 afetividade resultando uma imagem sincr\u00e9tica, a imagem que funde todos os elementos do objeto em si \u2013 corresponde \u00e0 imagem afetiva de Audiffrent, \u00e9 uma imagem que fica sempre em lat\u00eancia, nunca se torna consciente. A imagem central \u00e9 a que corresponde \u00e0 realidade exterior.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>Baseado na teoria das imagens de Laffite, elaboramos um esbo\u00e7o sobre o desenvolvimento da no\u00e7\u00e3o do mundo exterior, apresentado no esquema abaixo.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/zvevSeupcETWU_bCmEzVBN-d80-fnLnnMIkZdbrAr8uFXHyK6PBPWlp6jQvZpms5af3b1cZazZA06twlRabLLuD-8LkeBxp0sYqQJPTm9VCSwCCMZrw2EE1zAJ144N-XgU1WVtMm5AhPx0ej-k00UQ\" alt=\"DiagramaDescri\u00e7\u00e3o gerada automaticamente\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>Legenda <\/strong>(relativa ao esquema acima): m.e. \u2013 mundo externo, (m.e.)<sup>a<\/sup> \u2013 mundo externo afetivo, (m.e.)<sup>i<\/sup> \u2013 mundo externo intelectual; F \u2013 feto, I<sup>x<\/sup> \u2013 rec\u00e9m-nascido, I<sup>2<\/sup> \u2013 crian\u00e7a, A \u2013 adulto; v \u2013 vis\u00e3o, a \u2013 audi\u00e7\u00e3o, m \u2013 muscula\u00e7\u00e3o, t \u2013 tato, c \u2013 calori\u00e7\u00e3o, o \u2013 olfa\u00e7\u00e3o, g \u2013 gusta\u00e7\u00e3o, e \u2013 eletri\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A crian\u00e7a sente o leite materno ou artificial, sente o calor materno, o carinho, tudo ligado e uma mesma sensa\u00e7\u00e3o subjetiva (imagem sincr\u00e9tica) ligada a uma imagem da m\u00e3e. Aos poucos ela vai formando a imagem da m\u00e3e \u2013 imagem anal\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>A cona\u00e7\u00e3o age como mediador mantendo a intensidade do est\u00edmulo, tornando a imagem consciente (para Audiffrent a imagem abstrata \u00e9 a fundamental, para Lafitte \u00e9 a concreta).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme j\u00e1 foi referido, segundo Comte h\u00e1 oito sentidos: os sentidos da face \u2013 audi\u00e7\u00e3o, gusta\u00e7\u00e3o, vis\u00e3o e olfa\u00e7\u00e3o; o tato compreendendo \u2013 o tato propriamente, a muscula\u00e7\u00e3o, a eletri\u00e7\u00e3o e a calori\u00e7\u00e3o. A eletri\u00e7\u00e3o \u00e9 mal desenvolvida (\u00e9 poss\u00edvel que corresponda \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o). A muscula\u00e7\u00e3o est\u00e1 ligada mais \u00e0 cona\u00e7\u00e3o. O feto reage a objetos frios, quentes, atrav\u00e9s da muscula\u00e7\u00e3o, da calori\u00e7\u00e3o e do tato. A rea\u00e7\u00e3o fetal \u00e9 apenas um mecanismo reflexo, n\u00e3o havendo nenhuma elabora\u00e7\u00e3o. \u00c0 medida que prevalecem os sentidos da face, no homem, principalmente a vis\u00e3o e a audi\u00e7\u00e3o, a imagem vai se modificando. Assim, a imagem afetiva sincr\u00e9tica permanece a mesma, mas essa vai estimulando a parte intelectual havendo modifica\u00e7\u00e3o da imagem anal\u00edtica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong><sub><sup>\u00b9Aula de 3 de junho de 1969, sem refer\u00eancia de lugar ou a quem a compilou. Revista em 03\/05\/22 por integrantes da Comiss\u00e3o de Revis\u00e3o do CEPAS: Flavio Vivacqua, Francisco Drumond de Moura, Paulo Palladini e Roberto Fasano.<\/sup><\/sub><\/strong><\/h6>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EVOLU\u00c7\u00c3O DA PERCEP\u00c7\u00c3O \u2013 TEORIA DAS IMAGENS\u00b9 O primeiro quadro cerebral publicado por Comte era muito semelhante ao de Gall. 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