{"id":981,"date":"2024-03-02T11:11:16","date_gmt":"2024-03-02T14:11:16","guid":{"rendered":"https:\/\/anibalsilveira.org\/?page_id=981"},"modified":"2024-04-28T17:31:57","modified_gmt":"2024-04-28T20:31:57","slug":"comunicacao-teoria-dos-sinais","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/anibalsilveira.org\/fr\/comunicacao-teoria-dos-sinais\/","title":{"rendered":"COMUNICA\u00c7\u00c3O \u2013 TEORIA DOS SINAIS"},"content":{"rendered":"<h5 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\">COMUNICA\u00c7\u00c3O \u2013 TEORIA DOS SINAIS\u00b9<\/h5>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito da elabora\u00e7\u00e3o intelectual resumimos:<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/54bm-Mr9HORFs-Ykoc0ji4_hA1A0okwittciVMx6a2S9yhUt_qzqdQl7ly5qI_ZnH_tYfGMeHjOGowA5i27mSqf4Mw4_bQ5mvyBxXGyWqiMo2QP9cfylz4Ja0NszNg2TVC-kAA1UFte8Iqq5g8KxaQ\" alt=\"DiagramaDescri\u00e7\u00e3o gerada automaticamente\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Temos com a observa\u00e7\u00e3o uma maneira de rela\u00e7\u00e3o com o mundo exterior nas suas formas concreta e abstrata. Outra forma de rela\u00e7\u00e3o \u00e9 atrav\u00e9s da elabora\u00e7\u00e3o: indutiva \u2013 re\u00fane e compara os dados e chega a uma conclus\u00e3o, a um ju\u00edzo novo; dedutiva \u2013 dissocia os dados, chegando tamb\u00e9m a um ju\u00edzo novo.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre esses dois processos &#8211; indu\u00e7\u00e3o e dedu\u00e7\u00e3o -, h\u00e1 um outro elemento que preside todos eles que \u00e9 a comunica\u00e7\u00e3o, que corresponde a um elemento mais complexo, mais estruturado. A comunica\u00e7\u00e3o compreende a express\u00e3o e resulta numa constru\u00e7\u00e3o e, portanto, se n\u00e3o tivermos os dados suficientemente elaborados, n\u00e3o teremos comunica\u00e7\u00e3o. O nexo afetivo consciente est\u00e1 ligado com a imagem concreta e abstrata. A no\u00e7\u00e3o compreende uma rea\u00e7\u00e3o afetiva ligada a um nexo afetivo n\u00e3o consciente, instintivo e outro nexo afetivo consciente, mais diferenciado; da\u00ed parte o nexo intelectual. Em s\u00edntese: h\u00e1 tr\u00eas n\u00edveis de liga\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo com a realidade exterior.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Todos eles est\u00e3o ligados a la\u00e7os afetivos, havendo, portanto, a participa\u00e7\u00e3o do interesse nessas liga\u00e7\u00f5es. Comte chamou a primeira, de l\u00f3gica afetiva consciente, a segunda, de l\u00f3gica das imagens (elemento mais intelectual do meio externo) e a terceira, l\u00f3gica dos sinais. Na l\u00f3gica afetiva temos como exemplo a c\u00f3lera que se constitui numa rea\u00e7\u00e3o violenta. Na l\u00f3gica das imagens o indiv\u00edduo faz uso das imagens. Na l\u00f3gica dos sinais usa um elemento mais abstrato. O sinal, segundo Comte, estabelece a comunica\u00e7\u00e3o com o exterior e o interior. Esses elementos s\u00e3o tanto mais desprovidos de car\u00e1ter afetivo quanto mais simplificado for o est\u00edmulo (mais abstrato), portanto, o sinal, elemento mais abstrato, \u00e9 o mais desprovido de rea\u00e7\u00e3o afetiva. Como vimos, em aulas anteriores, na percep\u00e7\u00e3o \u00e9 importante a cona\u00e7\u00e3o como elemento de liga\u00e7\u00e3o dos processos afetivos e intelectuais. A cona\u00e7\u00e3o \u00e9 o conjunto funcional que vai mobilizar todos os elementos para a a\u00e7\u00e3o. O aspecto subjetivo compreende uma contra\u00e7\u00e3o muscular, como por exemplo, a acomoda\u00e7\u00e3o do cristalino quando o indiv\u00edduo vai enxergar algo, que mobiliza, portanto, a sensa\u00e7\u00e3o muscular e que \u00e9 simbolizado ao mesmo tempo como fen\u00f4meno n\u00e3o consciente, isto \u00e9, vai at\u00e9 a rea\u00e7\u00e3o afetiva determinar uma sensa\u00e7\u00e3o muscular.<\/p>\n\n\n\n<p>O sinal, segundo Comte, \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o constante entre o est\u00edmulo e a contra\u00e7\u00e3o correspondente. Contra\u00e7\u00e3o no sentido de reduzir a imagem e o registro afetivo (usando em ambos o mesmo mecanismo atrav\u00e9s da cona\u00e7\u00e3o). No sinal h\u00e1 um processo, tamb\u00e9m intelectual e permanente dando como resultado uma abstra\u00e7\u00e3o. Essa contra\u00e7\u00e3o (sinal) requer a correla\u00e7\u00e3o dos v\u00e1rios setores ps\u00edquicos e neurofisiol\u00f3gicos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Pavlov, no\u00e7\u00e3o e ideia s\u00e3o rea\u00e7\u00f5es de primeira ordem, o sinal \u00e9 rea\u00e7\u00e3o de segunda ordem. A express\u00e3o que corresponde \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o; elemento que preside os trabalhos b\u00e1sicos tamb\u00e9m se manifesta de maneira diferente em \u00e9pocas diversas da vida. No rec\u00e9m-nascido \u00e9 imposs\u00edvel se fazer a express\u00e3o abstrata. \u00c9 um disparate dizer que uma crian\u00e7a de quatro anos possa aprender \u00e1lgebra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio da vida, a crian\u00e7a utiliza recursos ligados \u00e0 pr\u00f3pria rea\u00e7\u00e3o vegetativa, resultando v\u00e1rias express\u00f5es:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>m\u00edmica \u2013 quando a crian\u00e7a v\u00ea um indiv\u00edduo desconhecido ela chora, ela consegue integrar todos os dados em um simples sinal que a faz perceber o todo, diferentemente do adulto que ao ver um rosto isola alguns detalhes suficientes para ter a no\u00e7\u00e3o do todo; para formar a imagem do rosto, a crian\u00e7a tem a capacidade de captar todos os est\u00edmulos recebendo a imagem do rosto em todos os detalhes. A crian\u00e7a reage, globalmente, ligada \u00e0 sensa\u00e7\u00e3o de seu pr\u00f3prio corpo, sendo inclusive uma sensa\u00e7\u00e3o visceral. O sono, o repouso, s\u00e3o necess\u00e1rios no processo nutritivo, a crian\u00e7a devido \u00e0 essa natureza de agir globalmente, adormece mais rapidamente que o adulto. As diversas fase do desenvolvimento da crian\u00e7a na linha psicanal\u00edtica (fase anal, fase oral etc.) indicam rea\u00e7\u00f5es afetivas da crian\u00e7a com o mundo exterior (nesse aspecto de sensa\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio corpo) e em graus diversos de matura\u00e7\u00e3o. Na rea\u00e7\u00e3o emocional, o indiv\u00edduo adulto revive esses aspectos. A m\u00edmica compreende: (a) a m\u00edmica fision\u00f4mica \u2013 que traduz esse movimento vegetativo b\u00e1sico, fundamental; (b) gesticula\u00e7\u00e3o \u2013 j\u00e1 envolvendo o esquema motor, sensa\u00e7\u00e3o muscular, sendo, portanto, mais complexo, agindo nesse caso al\u00e9m da parte afetiva o elemento conativo tamb\u00e9m. A crian\u00e7a tem primeiro uma imagem motora e depois intelectual. Segundo a escola de Piaget, na crian\u00e7a em fase pr\u00e9-escolar, o que lhe d\u00e1 no\u00e7\u00e3o de aprendizado \u00e9 uma imagem motora e depois vai se formando a imagem intelectual.<\/li><li>A express\u00e3o verbal \u2013 elemento nitidamente conativo. Todo nosso trabalho de indu\u00e7\u00e3o e dedu\u00e7\u00e3o j\u00e1 envolve a express\u00e3o verbal, temos, portanto, um componente motor em toda express\u00e3o verbal, assim como na gesticula\u00e7\u00e3o. Quando isto se torna autom\u00e1tico no indiv\u00edduo, por maturidade psicol\u00f3gica desse mecanismo conativo, temos um dinamismo mental autom\u00e1tico.&nbsp;<\/li><li>A express\u00e3o abstrata, como por exemplo, temos &#8211; na m\u00fasica e na pintura -, uma comunica\u00e7\u00e3o direta afetiva ligada \u00e0 m\u00edmica. Na m\u00fasica, o ritmo do i\u00ea-i\u00ea-i\u00ea e do jazz est\u00e3o mais ligados \u00e0 afetividade, no n\u00edvel da sociabilidade. Em uma f\u00f3rmula matem\u00e1tica, entretanto, o processo \u00e9 mais dissociado, mais abstrato, sendo a abstra\u00e7\u00e3o, no caso, uma imagem desprovida de qualquer conota\u00e7\u00e3o afetiva. Na verbaliza\u00e7\u00e3o h\u00e1 a possibilidade de comunicar aos pr\u00f3ximos. Na m\u00edmica o contato \u00e9 de uma pessoa para outra. No abstrato a comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 mais geral, permite o uso de s\u00edmbolos, independendo do espa\u00e7o e do tempo.&nbsp;&nbsp;<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>A express\u00e3o verbal tamb\u00e9m tem dois aspectos: a articulada e a gr\u00e1fica (aqui j\u00e1 h\u00e1 uma abstra\u00e7\u00e3o). A crian\u00e7a aprende a falar primeiro articulando, depois chega \u00e0 fase gr\u00e1fica. Note: \u00e9 nessa fase de aprendizado que a crian\u00e7a falando coisas que o adulto fala, sem sentido para ela pois ela apenas o imita, que ela cria um sinal (palavra) partindo diretamente de uma imagem prim\u00e1ria, isto \u00e9, sem ter elaborado nada.<\/p>\n\n\n\n<p>Na abstra\u00e7\u00e3o temos o elemento mais diferenciado da express\u00e3o. A abstra\u00e7\u00e3o pode se traduzir para express\u00e3o fision\u00f4mica como acontece no Teatro, usando a experi\u00eancia de todos os gestos. Uma pessoa sonhando pode apresentar uma fisionomia e gesticula\u00e7\u00e3o de quem est\u00e1 vivendo algo e n\u00f3s, por abstra\u00e7\u00e3o (elabora\u00e7\u00e3o de nossas pr\u00f3prias viv\u00eancias), podemos compreender o que se passa com a pessoa que est\u00e1 sonhando. No psicodrama h\u00e1 a simboliza\u00e7\u00e3o da abstra\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da gesticula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/Dor2JTpkm8l7YN_yWlR0ofY6NRU5cH9EgeN9kZueU1_rJkBNTcYqXxYSQHfJQJmD08TjJCL4GY6DJn4ed5KSGsYGFROSRi9NPIZnZg4vvDI6mWbrmDcU6XBbgeON6ysqZmntDvWyTdQWiK1IHJF3RA\" alt=\"DiagramaDescri\u00e7\u00e3o gerada automaticamente\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong><sub><sup>\u00b9Texto baseado em aula proferida em Campinas pelo Prof. An\u00edbal Silveira, no dia 11 de junho de 1969. Revista em 10\/05\/22 por integrantes da Comiss\u00e3o de Revis\u00e3o do CEPAS: Flavio Vivacqua, Francisco Drumond de Moura, Paulo Palladini e Roberto Fasano.<\/sup><\/sub><\/strong><\/h6>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>COMUNICA\u00c7\u00c3O \u2013 TEORIA DOS SINAIS\u00b9 No \u00e2mbito da elabora\u00e7\u00e3o intelectual resumimos: Temos com a observa\u00e7\u00e3o uma maneira de rela\u00e7\u00e3o com o mundo exterior nas suas formas concreta e abstrata. 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