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Uma outra psiquiatria é possível?

Partimos do pressuposto de que o contexto social e histórico é um fator patogênico relevante, no âmbito do que compreendemos e que está sendo comprovado, ampla e sistematicamente por evidências, como “produção social do sofrimento psíquico”.
Nesse sentido, consideramos consistente a concepção do sofrimento psíquico, em todas as suas modalidades, como expressão da interação de dinâmicas sociais e culturais com disposições internas de natureza subjetiva, traduzindo determinados arranjos da estrutura da personalidade, e com disposições internas de natureza objetiva, isto é, com determinadas configurações biológicas, cerebrais e fisiogenéticas que constituem, no seu conjunto, a singularidade de um determinado indivíduo, compreendido aqui como um agente social imerso em um determinado contexto social, cultural e histórico.
Dessa forma, uma teoria psiquiátrica mais abrangente teria que integrar esses três aspectos: a dimensão social e cultural, a dinâmica psíquica e a relação dessa com a atividade cerebral, sobretudo.
Nesse sentido, em nosso modo de ver, a psiquiatria ainda se encontra em uma fase pre-paradigmática, na acepção de Kuhn. Isto é, não existe sequer um candidato a um paradigma hegemônico que traduza uma teoria psiquiátrica fundamentada em uma compreensão da relação entre a dinâmica psíquica normal ou patológica com a atividade cerebral. E muito menos da relação disso com as implicações culturais e históricas do mundo externo e essas em relação dialética com as disposições geneticamente herdadas.
Os artigos apresentados a seguir trazem ao debate a questão se uma outra psiquiatria é possível. Nesse âmbito, colocamos a nossa proposta de uma psiquiatria fundamentada em uma abordagem sociológica. Agregamos a esse debate outros autores contemporâneos que propõem uma abordagem psiquiátrica comprometida com a implementação de práticas de atenção de base comunitária e que problematizam a questão da produção social massiva da farmacodependencia.

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Unidade de Diagnóstico e Atenção à Crise – UDAC

  1. Quando o manejo de uma situação de crise não puder ser implementada no domicílio a pessoa deverá ser encaminhada para a Unidade de Diagnóstico e Atenção à Crise – UDAC.
  2. O tempo de internação na UDAC será o menor possível, com uma meta de uma média pretendida de 72 horas (3 dias).
  3. Imediatamente após a melhora, a pessoa continuará o tratamento no seu domicílio, sempre sob a supervisão do técnico de referência.
  4. Essas pessoas terão um suporte online mais intensivo do que as que apresentaram crises de menor gravidade, com foco na prevenção de novas crises.
  5. Um diferencial da estratégia de intervenção, no âmbito da UDAC, é a existência de um Ateliê Terapêutico, com foco na elaboração dos conteúdos que emergiram da crise.
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Programa de Atenção Psicossocial

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Programa de Formação e Supervisão

Programa de Formação Básica

Programa Avançado de Formação e de Supervisão